sinopse GRAMÁTICA COM ACORDO ORTOGRAFICO.pdf

August 25, 2018 | Author: juan_mdi | Category: Subject (Grammar), Grammatical Tense, Semantics, Semantic Units, Semiotics
Share Embed Donate


Short Description

Download sinopse GRAMÁTICA COM ACORDO ORTOGRAFICO.pdf...

Description

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)

RESUMO ESQUEMÁTICO DE ANÁLISE SINTÁTICA Direto

Indireto

V TRANSITIVO

a de Quem ___ , ___ com para sobre

E Direto e indireto

R

Alguém Alguma coisa

Quem ____ , ____

Objeto Direto (OD)

Alguém Alguma coisa

Alguém Quem ___ , ___  Alguma coisa

Objeto Indireto (OI) a de com para sobre

Alguém Alguma coisa

B O. D.

O

INTRANSITIVO

LIGAÇÃO

liga

Quem ____ , ____. (A (Adjunto Adverbial de.........) ? (AA__) Alguém Alguma coisa

um estado uma qualidade um modo de ser

a

SUJEITO

PREDICATIVO DO SUJEITO (PS)

agente paciente agente e paciente

Simples  – (um só núcleo)

S

O. I.

DETERMINADO Composto  – (mais de um núcleo) (ATIVO OU PASSIVO)

U

Oculto  – (implícito na desinência verbal  – elíptico  –  desinencial)

J E

Verbos na 3a P.P. (desde que nada tenha sido falado dele antes)

INDETERMINADO

I T

INEXISTENTE (oração sem suj.)

O

V.T.I. + SE V.I. + SE V.L. + SE

partícula de indeterminação do sujeito

ESTES VERBOS ESTARÃO SEMPRE NA 3ª P.S.

Verbos que indicam fenômeno da Natureza (impessoais) 3ª pessoa do singular

qualquer pessoa

Verbo HAVER = EXISTIR, acontecer, decorrer, realizar-se Verbo Transitivo Direto Verbo Intransitivo

Verbos SER, ESTAR, FAZER, PASSAR = tempo decorrido apassivadora  *OBS: (VTD ou VTDI) + SE o sujeito é passivo e o SE = partícula apassivadora 

**OBS: para acharmos o sujeito, fazemos a pergunta QUE(M) É QUE para o verbo / locução verbal Lembre-se de usar este esquema para você não confundir OBJETO INDIRETO com COMPLEMENTO NOMINAL

Sujeito Ativo

VTD VTDI

OD

OI

VOZ ATIVA

Sujeito Passivo

Locução Verbal

Agente da Passiva

OI

VOZ PASSIVA

1

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) predicativo

P R E D I C A D O

Nominal

Verbal

núcleo é um NOME (subs. , adj., pron.)  – o verbo é de ligação

núcleo é um VERBO

VERBO-NOMINAL

seguido ou não de complemento ou termos acessórios

Transitivo direto Transitivo indireto Intransitivo Transitivo direto e indireto

dois núcleos (um verbal outro nominal)

V.I.+ P.S. V.T.D + P.S. ou P.O. V.T.I.+ P.S. ou P.O. V.T.D.I + P.S. ou P.O.

Sempre ligado a um NOME (adj. , adv., subst. (ABSTRATO )  Sempre precedido de preposição  Geralmente o nome a que se liga tem o mesmo radical de um VT  SEMPRE PACIENTE  DA AÇÃO DO NOME 

COMPLEMENTO NOMINAL



AGENTE DA PASSIVA





corresponde ao sujeito na voz ativa e pode ser expresso por um substantivo ou pronome. complemento de um verbo na voz passiva; representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo. comumente vem regido pela preposição POR e às vezes pela preposição DE;

LHE, LHES funcionam LHES funcionam normalmente como OBJETO INDIRETO. INDIRETO. Os pronomes oblíquos áOs pronomes oblíquos átonos LHE, AS, (ou variações) funcionam normalmente como OBJETO DIRETO. DIRETO. tomos O, A, OS, AS, (ou Os demais pronomes átonos ME, TE, SE, NOS, VOS, VOS, podem funcionar ora como OBJETO DIRETO ora DIRETO ora como OBJETO INDIRETO dependendo INDIRETO dependendo do verbo que completam. Uma das maneiras de sabermos se o pronome está fu ncionando como OBJETO DIRETO ou OBJETO INDIRETO é substituí-lo por O HOMEM ou AO ou AO HOMEM; HOMEM; quando a substituição for por O HOMEM, este pronome estará funcionando como OBJETO DIRETO e quando a substituição for por AO HOMEM, o pronome terá a função de OBJETO INDIRETO. Disse-ME Disse-ME algo. Deixou-ME Deixou-ME na sala

ADJUNTO ADNOMINAL (aa aa))

ADJUNTO ADVERBIAL (AA_)

Disse algo AO HOMEM Deixou O HOMEM na HOMEM na sala

ME = OBJETO INDIRETO ME = OBJETO DIRETO

caracteriza ou determina o nome a que se liga adjetivos artigos pode ser representado por pronomes adjetivos numerais locução ou expressões adjetiva

MODO verbo + COMO? TEMPO verbo + QUANDO? LUGAR verbo + ONDE INTENSIDADE verbo + com que INTENSIDADE? INTENSIDADE? CONDIÇÃO verbo + em que CONDIÇÃO? INSTRUMENTO verbo + com que COISA? etc

VOCATIVO  termo usado para chamar, interpelar alguém ou alguma coisa (não tem função sintática) APOSTO

 explica ou esclarece, desenvolve ou resume outro termo (geralmente entre vírgulas, dois pontos ou travesSABER. são). Pode vir precedido das expressões explicativas ISTO É, A SABER.



2

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)

ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVA      

ADJETIVA

SUBJETIVA PREDICATIVA OBJETIVA DIRETA OBJETIVA INDIRETA COMPLETIVA NOMINAL APOSITIVA

SÃO SUBSTITUÍVEIS POR ISTO, ESTE, ESTA

 

ADVERBIAL 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.

RESTRITIVA EXPLICATIVA

INICIAM POR PRONOME RELATIVO

CAUSAL CONDICIONAL CONFORMATIVA CONCESSIVA CONSECUTIVA COMPARATIVA FINAL PROPORCIONAL TEMPORAL

PRONOMES RELATIVOS        

OBSERVAR O SENTIDO DADO PELAS CONJUNÇÕES

QUE QUEM ONDE O QUAL –  OS QUAIS A QUAL –  AS QUAIS CUJO –  CUJOS CUJA –  CUJAS QUANTO - QUANTA

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9.

PORQUE, VISTO QUE, COMO ......... SE, DESDE QUE, A MENOS QUE ........ CONFORME, SEGUNDO, CONSOANTE, ..... EMBORA, AINDA QUE, APESAR DE QUE, QUE (PRECEDIDA DE INTENSIDADE) TANTO QUANTO, TAL QUE, MAIS DO QUE PARA QUE, A FIM DE QUE, ........................ À MEDIDA QUE, À PROPORÇÃO QUE, ......... QUANDO, LOGO QUE, ASSIM QUE, .........

AS ORAÇÕES SUBORDINADAS SEMPRE DEPENDEM DE UMA OUTRA ORAÇÃO CHAMADA DE ORAÇÃO PRINCIPAL

ORAÇÕES COORDENADAS ASSINDÉTICA (sem conjunção) N O ORAÇÃO PRINCIPAL

SINDÉTICA 1. ADITIVA 2. ADVERSATIVA 3. ALTERNATIVA 4. CONCLUSIVA 5.EXPLICATIVA

1.E, NEM, MAS TAMBEM... 2.MAS, PORÉM, TODAVIA... 3.OU...OU, ORA...ORA ... 4.LOGO, PORTANTO,

OBSERVAR O SENTIDO DADO PELAS CONJUNÇÕES

POIS (APÓS O VERBO) 5.PORQUE, QUE, POIS (ANTES DO VERBO)

3

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)

REGÊNCIA VERBAL

pronomes demonstrativos a ou  as (significando aquela, aquelas) e seu termo antecessor exigir a preposição A  A crase é indicada pelo acento grave (`). Portanto para saber se ocorre ou não a crase você deve verificar se a palavra que antecede o A pede preposição A  e se a palavra seguinte admite o artigo A ou AS.

 A REGÊNCIA VERBAL é a relação existente entre o verbo (termo regente) e o complemento (termo regido).  Alguns verbos possuem mais de um significado e, a cada um dos seus significados termos uma regência diferente; isto quer dizer que em uma determinada frase ou oração o verbo poderá ser transitivo, intransitivo ou ligação.

O artista chegou à cidade ontem. Quem chega a algum lugar. Logo o verbo chegar rege a preposição a. O substantivo cidade admite o artigo a. Portanto, ocorre a fusão de a + a. Para facilitar sua descoberta da ocorrência ou não de crase, você pode utilizar alguns artifícios:

O médico ASSISTIU o doente no hospital. O público ASSISTIU ao espetáculo teatral. O homem ASSISTE em sua cidade natal. Questões jurídicas não ASSISTEM ao médico.

1. substituir a palavra feminina que ocorre depois do a

No 1o exemplo, o verbo ASSISTIR significa ajudar e é TRANSITIVO DIRETO; no 2 o  exemplo, o verbo  ASSISTIR significa ver e é TRANSITIVO INDIRETO; o 3o exemplo tem o verbo ASSISTIR com o significado de morar e é INTRANSITIVO; no último exemplo o verbo  ASSISTIR está com o significado de ser da competência de e é TRANSITIVO INDIRETO. Vejamos a seguir a regência de alguns verbos mais comuns: ASPIRAR ASSISTIR AVISAR OBEDECER DESOBEDECER ESQUECER LEMBRAR ESQUECER-SE LEMBRAR-SE INFORMAR  NAMORAR PERDOAR PAGAR PREFERIR QUERER PROCEDER VISAR

por uma palavra masculina correspondente. Se aparecer AO ou AOS diante da palavra masculina, a crase está confirmada. O artista chegou à cidade. O artista chegou ao campo. 2. substituir o a  por para a(s). Se ocorrer para a(s), a crase está confirmada. (Tenha atenção com esta substituição)  A destruição da floresta é uma agressão à natureza.  A destruição da floresta é uma agressão para a natureza. 3. substituir o verbo IR pelo verbo VOLTAR. Se aparecer a expressão VOLTAR DA, então ocorre crase. Devia ir a São Paulo. Devia ir à Bahia. Devia voltar de São Paulo. Devia voltar da Bahia.

respirar = T. D. desejar, ter em vista = T. I. socorrer = T. D.  presenciar, ver = T. I. morar = INT. ser da competência = T. I. T. D. e I.

Obs.: se o nome da cidade vier especificado, ocorrerá a crase. ( Devia ir à  São Paulo da garoa. Gostaria de ir à Roma antiga.)

T. I.

NÃO SE USA CRAS E

T. D.

1. antes de palavra masculina. 2. com palavras repetidas. (dia a dia, mês a mês, frente

T. I.

a frente etc) 3. antes de verbo. 4. antes de pronome pessoal. 5. antes de pronome de tratamento (EXCEÇÃO SENHORA, SENHORITA E DONA). 6. antes do pronome interrogativo A QUAL. 7. antes dos artigos indefinidos UMA, NINGUÉM 8. antes de ESTA e ESSA. 9. antes da palavra casa (onde você mora). 10. antes da palavra terra (oposto de bordo). 11. antes dos pronomes relativos QUEM CUJA

T. D. e I. T. D. (alguma coisa) = T. D. (a alguém) = T. I. (alguma coisa) = T. D. (a alguém) = T. I. T. D. e I. (sempre com a prep. A) desejar = T. D. estimar = T. I. originar = INTRANSITIVO dar início = T. I. ter fundamento = INTRANS.  pretender = T. I. mirar = T. D.  pôr visto = T. D.

Obs.: evidentemente se o pronome admitir artigo haverá crase. (Refiro-me  À MESMA  pessoa. Interessava À PRÓPRIA candidata.) Obs.: quando um A  (sem o s de plural) estiver diante de uma palavra no plural não ocorrerá crase, em caso contrário a crase é obrigatória. (Refiro-me A alunas interessadas. Refiro-me ÀS alunas interessadas.)

Você deve sempre se lembrar de que a TRANSITIVIDADE depende sempre do contexto. Por isso, JAMAIS a decore.

 A C R A S E É OB R IG A TÓR IA

1. nas locuções adverbiais femininas. (à noite, à tarde, às pressas, à procura, à toa etc)

CRASE

2. nas locuções prepositivas femininas. 3. nas locuções conjuntivas femininas. 4. nas locuções indicando à moda de. (mesmo

CRASE  é o nome dado à reunião, à fusão de a (preposição) + a(s) (artigo). Também ocorrerá a crase quando tivermos os pronomes demonstrativos aquele ou aquela, os pronomes relativos a qual, as quais, os

subentendida)

5. na indicação das horas (desde que possamos substituir o número das horas por AO MEIO DIA)

4

[email protected]

 A C R A S E É FA C UL TA TI VA

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) TEMPOS VERBAIS Os três tempos naturais são o PRESENTE (indica o momento em que se fala); o PRETÉRITO (ou PASSADO) (indica um fato ocorrido antes do momento que se fala); FUTURO (indica um fato que ocorrerá após o momento que se fala).

1.  junto aos pronomes possessivos femininos. 2. diante de nomes próprios femininos.

(antes de nomes próprios (masculino ou feminino) o uso do artigo é facultativo) 3. depois da palavra ATÉ.

O PRESENTE é indivisível. O PRETÉRITO subdivide-se em:

VERBO



VERBO é uma palavra que exprime ação estado, fato ou fenômeno. O VERBO apresenta as variações de NÚMERO, de PESSOA, de MODO, de TEMPO e de VOZ.

 

NÚMERO  – como as outras palavras variáveis, o verbo admite dois números: o SINGULAR  e o PLURAL. Dizemos que um verbo está no singular quando ele se refere a uma só pessoa ou coisa e, no plural, quando tem por sujeito mais de uma pessoa ou coisa.  

O FUTURO subdivide-se em: 

Singular  – estudo  – estudas  – estuda Plural  – estudamos  – estudais  – estudam



PESSOA  – o verbo possui três pessoas relacionadas com a pessoa gramatical que lhe serve de sujeito.   

Imperfeito  – exprime um processo anterior ao ato da fala, com duração no tempo, podendo ocorrer com valor de futuro do pretérito. Perfeito  – exprime um processo anterior ao ato da fala, totalmente concluído, sem duração no tempo. Mais-que-perfeito  – exprime um processo anterior a um processo passado. Pode ocorrer com valor de futuro do pretérito ou com valor de imperfeito do subjuntivo.

do presente  – exprime um processo posterior ao momento em que se fala. Pode ocorrer com valor de presente, exprimindo dúvida. Pode também ocorrer com valor de imperativo. do pretérito  – exprime um processo posterior a um tempo passado. Pode ocorrer com valor de presente, exprimindo modéstia ou cerimônia.

CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS

1a pessoa  – é aquela que fala (eu e nós). 2a pessoa  – é aquela a quem se fala (tu e vós). 3a pessoa  – é aquela de quem se fala (ele, ela, eles, elas).

REGULARES: são aqueles que mantêm o radical inalterado durante a conjugação; suas desinências são idênticas às do verbo paradigma, que é modelo da conjugação. IRREGULARES: são os que sofrem modificação no radical ou os que têm a desinência diferente daquela apresentada pelo verbo paradigma. A conjugação no presente e no pretérito perfeito do indicativo j á nos permite saber se o verbo é regular ou irregular. ANÔMALOS: são os que, durante a conjugação, apresentam radicais distintos. Existem apenas dois: SER e IR. DEFECTIVOS: são os que não têm a conjugação completa, falta-lhes pelo menos uma das pessoas. ABUNDANTES: são os que têm duas ou mais formas equivalentes, geralmente de particípio.

MODO  – são as diferentes formas que toma o verbo para indicar a atitude (de certeza, de dúvida, de suposição, de mando etc.) da pessoa que fala em relação ao fato que enuncia. Em português, há três modos: Indicativo  – apresenta o fato de um modo real, certo,  positivo. Subjuntivo  – expressão de um desejo, apresenta o  fato como possível ou duvidoso. Imperativo  – apresenta o fato como objeto de uma  ordem, conselho, exortação ou súplica.

CONJUGAÇÕES São FORMAS NOMINAIS do verbo: Infinitivo  – equivale a um substantivo e pode ser:    



São três as conjugações, caracterizadas pela vogal temática:

Impessoal  – quando não se refere a uma pessoa gramatical, isto é, quando não tem sujeito. Pessoal  – quando se refere a uma pessoa gramatical, ou seja quando tem sujeito próprio. Gerúndio  – equivale a um advérbio ou a um adjetivo em forma oracional. Particípio  – corresponde a um adjetivo e, como tal, pode flexionar-se, em certos casos, em número e em gênero. Tempo  – é a variação que indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo.

  

a

1  conjugação: caracterizada pela vogal temática A. a 2   conjugação: caracterizada pela vogal temática E. a 3  conjugação: caracterizada pela vogal temática I.

Obs .: o verbo PÔR, assim como seus derivados (DISPOR,  ANTEPOR, REPOR ETC), pertence à 2a conjugação. Sua forma atual não apresenta vogal temática.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO VERBO Uma forma verbal pode ser constituída de todos os seguintes elementos:

5

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) 

Radical: é o elemento portador do significado; é a parte do verbo que sobra, quando retiradas as terminações AR, ER, IR. Vogal temática: é o elemento que caracteriza as con  jugações. São três: A, E, I. Tema: é o radical acrescido da vogal temática. É o e lemento que recebe as desinências. Desinência modo temporal: é o elemento que indica  o tempo e o modo.  Desinência número pessoal: é o elemento que se flexiona e identifica a pessoa e o número. 



ESTUDO SOBRE TEMPOS VERBAIS

PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO

A categoria de tempo, exclusiva dos verbos, serve para situar o processo verbal em relação ao momento da fala. Assim, existem basicamente, tempos verbais:  Presente: indica o processo verbal que ocorre simultaneamente ao momento da fala.  Passado: indica o processo verbal que ocorreu antes do ato da fala.  Futuro: indica o processo verbal que vai ocorrer depois do momento da fala. Mas existem situações em que o uso dos tempos verbais extrapola os limites acima explanados. Neste caso, temos usos especiais, os quais veremos a seguir.

Expressa um fato acabado, concluído no passado. É usado para:  indicar um fato ou processo em andamento, ainda não concluído. Ex: Há oito dias que relampejava nas cabeceiras.

PRESENTE DO INDICATIVO





indicar um fato habitual. Ex: A cheia tardava mas sempre vinha.



fazer uma afirmação ou um pedido, de forma cortês. Ex: Queria que você soubesse que estamos do seu lado.



O presente do indicativo também é usado para:  indicar fatos ou estados permanentes, ou seja, exprimir fatos históricos ou verdade científica, um axioma. Exs: A Lua é um satélite. Os italianos imigram para o Brasil no início do século XX.  Nosso planeta gira em torno do próprio eixo. 

indicar um tempo não-determinado, geralmente um ditado. Exs: A verdade sempre vence. Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. substituir o imperativo, indicando, numa linguagem afetuosa, mais um pedido do que uma ordem. Exs: Você me faz um favor? (Faça-me um favor?)

descrever um fato como se nos transportássemos  para o tempo passado em que ele ocorrera. Ex: A canoa já estava calafetada e pintada de novo.

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO DO INDICATIVO É usado para:  expressar um fato anterior a outro fato passado. Ex: Eu esperara aquele espetáculo desde que era criança.

indicar uma ação ou fato habitual. Exs:  Não trabalho aos sábados. Ela almoça todos os sábados naquele restaurante. indicar fato futuro bastante próximo, quando se tem certeza de que ele ocorrerá, geralmente acompanhado de um adjunto adverbial de tempo  para evitar ambigüidades. Exs: Amanhã telefono para você. Ele vai ao cinema amanhã.

6



indicar um fato situado no passado, de maneira vaga. Ex: Meu avô passara muitas noites em claro.



expressar um desejo. Ex: Quem me dera assistir àquele espetáculo novamente.

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)

FUTURO DO PRESENTE DO INDICATIVO

CONJUGAÇÕES

É usado para:  indicar um fato futuro certo ou provável. Exs: Ele será um carpinteiro. Amanhã desembarcarão os campeões.

   





exprimir dúvida ou incerteza sobre fatos atuais. Ex: Será que ele ainda lembra do endereço?

Obs.: o verbo PÔR, assim como seus derivados, pertence à 2a conjugação. Sua forma atual não apresenta vogal temática.

ELEMENTOS ESTRUTURAIS DO VERBO Uma forma verbal pode ser constituída de todos os seguintes elementos:

exprimir um desejo ou uma ordem, caso em que  possuir valor imperativo. Exs:  Não matarás. Você não chegará mais atrasado.



indicar um fato que ocorrerá com certeza. Ex: Amanhã vou entregar os trabalhos.



FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO É usado para:  exprimir um fato futuro tomado em relação a um fato passado. Ex: Ele me afirmou que não compareceria  à conferência.











indicar desejo presente, na linguagem polida. Ex: Você me faria um favor?



indicar surpresa ou indignação em certas frases interrogativas ou exclamativas. Ex:  Nunca diria uma coisa destas.



indicar fatos não realizados, ou que não se realizarão, dependentes de condição. Ex: Se ela me convidasse, eu iria.

Radical: é o elemento portador do significado; é a  parte do verbo que sobra, quando retiradas as terminações AR, ER, IR. Vogal temática: é o elemento que caracteriza as con jugações. São três: A, E, I. Tema: é o radical acrescido da vogal temática. É o elemento que recebe as desinências. Desinência modo temporal:  é o elemento que indica o tempo e o modo. Desinência número pessoal:  é o elemento que se flexiona e identifica a pessoa e o número.

Nos quadros a seguir você terá os elementos mórficos dissociados.

PARTICÍPIOS DUPLOS

exprimir dúvida ou incerteza sobre fatos passados. Ex:  Naquela época, ela teria uns quarenta anos.



São três as conjugações, caracterizadas pela vogal temática: 1a conjugação: caracterizada pela vogal temática A. a 2  conjugação: caracterizada pela vogal temática E. 3a conjugação: caracterizada pela vogal temática I.

VERBO aceitar entregar expressar expulsar isentar limpar matar  pegar salvar soltar acender  benzer eleger  prender suspender imprimir submergir

7

PARTICÍPIO REGULAR aceitado entregado expressado expulsado isentado limpado matado pegado salvado soltado acendido benzido elegido prendido suspendido imprimido submergido

PARTICÍPIO IRREGULAR aceito entregue expresso expulso isento limpo morto pego salvo solto aceso bento eleito preso suspenso impresso submerso

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)

1. 2. 3. 4.

Representa o RADICAL. Representa a VOGAL TEMÁTICA. Representa a DESINÊNCIA MODO TEMPORAL. Representa a DESINÊNCIA NÚMERO PESSOAL.

PRIMEIRA CONJUGAÇÃO AM-A-R PRESENTE DO INDICATIVO am  —   —  o am a  —  s am a  —   —  am a  —  mos am a  —  is am a  —  m 1 2 3 4

PRETÉRITO IMPERFEITO DO INDICATIVO

FUTURO DO SUBJUNTIVO  —  Am a r Am a r es Am a r  —  Am a r mos Am a r des Am a r  —  Am a r es 1 2 3 4

PRETÉRITO PERFEITO DO INDICATIVO am e  —  i am a  —   ste am o  —  u am a  —   mos am a  —   stes am a  —   ram 1 2 3 4

mos is m 4

PRETÉRITO MAIS-QUEPERFEITO DO INDICATIVO am a ra  —  am a ra s am a ra  —  am á ra mos am á re is am a ra m 1 2 3 4

FUTURO DO PRESENTE DO INDICATIVO am a re i am a rá s am a rá  —  am a re mos am a re is am a rã o 1 2 3 4

FUTURO DO PRETÉRITO DO INDICATIVO am a ria  —  am a ria s am a ria  —  am a ría mos am a ríe is am a ria m 1 2 3 4

INFINITIVO IMPESSOAL Am a r  —  1 2 3 4

INFINITIVO PESSOAL am a r  —  am a r es am a r  —  am a r mos am a r des am a r em 1 2 3 4

PRESENTE DO SUBJUNTIVO

PRETÉRITO IMPERFEITO DO SUBJUNTIVO am a sse  —  am a sse s am a sse  —  am á sse mos am á sse is am a sse m 1 2 3 4

GERÚNDIO Am a ndo  —  1 2 3 4

PARTICÍPIO Am a do  —  1 2 3 4

am am am am am am 1

am am am am am am 1

a a a á á a 2

 —   —   —   —   —   — 

2

va va va va ve va 3

e e e e e e 3

 — 

s  — 

 — 

s  — 

mos is m 4

IMPERATIVO AFIRMATIVO (não tem a 1a pessoa do singular) Am a  —   —  Am  —  e  —  Am  —   e mos Am a  —  i Am  —  e m 1 2 3 4

8

IMPERATIVO NEGATIVO (não tem a 1a pessoa do singular) não am  —  e s não am  —  e  —  não am  —   e mos não am  —  e is não am  —  e m 1 2 3 4

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)

MODO SUBJUNTIVO

MODO INDICATIVO 2a CONJUGAÇÃO VEND-E-R

3aCONJUGAÇÃO PART-I-R

2a CONJUGAÇÃO VEND-E-R

PRESENTE

PRESENTE vend  —   —  o vend e  —  s vend e  —   —  vend e  —   mos vend e  —  is vend e  —  m 1 2 3 4

 part  part  part  part  part  part 1

 — 

e e i  — 

e 2

vend vend vend vend vend vend 1

o s

 —   —   —   —    —   — 

 — 

mos is m 4

3

vend vend vend vend vend vend 1

i i i i i i 2

 part  —   —   part i  —    part i  —   part i  —    part i  —    part i  —   1 2 3

PRETÉRITO IMPERFEITO  part i a a a s  part i a  part i a a a mos  part i a e is  part i e  part i a a m 3 4 1 2 3

vend vend vend vend vend vend vend 1 vend vend vend vend vend 1

e e e ê ê e 2

ra ra ra ra re ra 3

 — 

s  — 

mos is m 4

part part part part part part 1

i i i í í i 2

ra ra ra ra re ra 3

FUTURO DO PRESENTE e re i part i re e rá s part i rá e rá  —  part i rá e re mos part i re e re is part i re e aã o part i rã e2 ria  —  part 3 4 1 2i ria 3 e ria s part i ria e FUTURO ria part i ria  —  DO PRETÉRITO e ría mos part i ría e ríe is part i ríe e ria m part i ria 2 3 4 1 2 3

2

vend vend vend vend vend vend 1

i ste u mos stes ram 4

e e e ê ê e 2

vend vend vend vend vend vend 1

s mos is m 4

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO vend vend vend vend vend vend 1

a a a a a a 3

 —   —   —   —   —   — 

 —  

part part part part part part 1

s  —  

mos is m 4

a a a a a a 3

 —   —   —   —    —   — 

2

 — 

s  — 

mos is m 4

PRETÉRITO PERFEITO

PRETÉRITO IMPERFEITO vend  —   —  i vend e  —   ste vend e  —  u vend e  —   mos vend e  —   estes vend e  —   ram 1 2 3 4

3aCONJUGAÇÃO PART-I-R

sse sse sse sse sse sse 3

e e e e e e 2

vend vend vend vend vend 1

i s

 — 

mos is m 4

i i i i i i 2

FUTURO part  —  es part  —  part mos part des part em part 4 1

sse sse sse sse sse sse 3

i i i i i i 2

AFIRMATIVO

 — 

mos is m 4

mos is m 4

 — 

r r r r r r 3

s

mos is o  —  4 s

s

 — 

s  — 

mos is m 4

r r r r r r 3

 — 

es  — 

mos des em 4

MODO IMPERATIVO

 — 

 — 

part part part part part part 1

 — 

e

 — 

 —   — 

a a

e

 — 

 — 

a 3

2

-

 —   —  

mos i m 4

part part part part part 1

e

-

-

 — 

 —   — 

a  —   —   a  —   —   —  a

2

3

part part part part part 1

-

mos i m 4

NEGATIVO não não não não não

vend vend vend vend vend 1

vend 1

9

 —   —   —   —   — 

2

a a a a a 3

s  — 

mos is m 4

não não não não não

 —   —   —   — 

2

a a a a a 3

s  — 

mos is m 4

INFINITIVO IMPESSOAL e r  —  2 3 4

part 1

i r  —  2 3 4

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)

GERÚNDIO vend 1

e 2

ndo  —  3 4

part 1

PARTICÍPIO i 2

vend 1

ndo  —  3 4

i 2

do  —  3 4

part 1

i 2

do  —  3 4

INFINITIVO PESSOAL vend vend vend vend vend vend 1

e e e e e e 2

r r r r r r 3

part part part part part part 1

 — 

es  — 

mos des em 4

i i i i i i

r r r r r r 2 3

 — 

es  — 

mos des em 4

A MESÓCLISE ocorrerá nos seguintes casos: 1. verbos no futuro do presente. 2. verbos no futuro do pretérito. (só haverá MESÓCLISE quando a PRÓCLISE não for obrigatória).

COLOCAÇÃO PRONOMINAL Os pronomes oblíquos podem ser colocados de três maneiras diferentes em uma oração: antes do verbo, depois do verbo ou ainda no meio do verbo. Quando o pronome for colocado antes do verbo, damos o nome de PRÓCLISE. A PRÓCLISE ocorrerá nos seguintes casos: 1. em orações que contenham palavra ou expressão de valor negativo. 2. nas orações em que haja advérbios ou pronomes indefinidos. 3. nas orações introduzidas por pronomes relativos. 4. nas orações subordinadas. 5. nas orações interrogativas. 6. nas orações exclamativas. 7. nas orações optativas (que exprimem desejo). I.  Não SE fazem mais carros como antes. II. Assim SE amam os seres humanos. Tudo ME incomoda profundamente neste bar. III. Foram perguntas que SE impuseram a ele. IV. Quando SE escutavam seus gritos, eles saiam em desa balada correria. V. Por que O chateiam tanto? VI. Como SE estuda nesta classe! VII. Deus TE abençoe, meu filho!

Encontrá-LA-ei no próximo verão.  Não A encontrarei no próximo verão. Encontrá-LA-ia se não fosse a chuva.  Não A encontraria mesmo que chovesse. 1. 2. 3. 4.

A ÊNCLISE ocorrerá nos seguintes casos: com verbos no início do período. com verbos no imperativo afirmativo. com verbos no gerúndio. com verbos no infinitivo impessoal. Vi-O ainda sacudindo o braço. Fale-ME o que está acontecendo com você. Levou o filho aos braços, beijando- O. É hora de despedir- SE do amigo.

Obs.: No português falado e escrito no Brasil, é comum iniciar-se oração com pronome oblíquo átono, contrariando a regra.

Obs.: Se o gerúndio vier precedido da preposição EM, em prega-se a PRÓCLISE.

CONCORDÂNCIA NOMINAL Seria absurdo para alguém falar a seguinte frase: ―Aquela meninos ganhou uma brinquedo cara de sua irmão.‖.

Observe que existe uma série de erros na frase citada pois não há concordância entre os elementos que a compõem. Pela prática, sabemos que, na frase acima, é necessário: 1. 2. 3. 4.

ajustar o pronome AQUELA e UMA aos substantivos que a seguem. ajustar a palavra CARA à palavra BRINQUEDO. ajustar o verbo GANHOU ao sujeito MENINOS. ajustar a palavra SUA à palavra IRMÃO. Quando o ajuste for feito entre NOMES, damos o nome de CONCORDÂNCIA NOMINAL.

Quando o ajuste for feito entre o VERBO e o SUJEITO, damos o nome de CONCORDÂNCIA VERBAL.

10

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução)  Na frase acima citada, ao fazermos as concordâncias, ficaria: ― Aqueles meninos  ganharam um brinquedo caro de seu irmão.‖ OU ― Aquele menino  ganhou um brinquedo caro de seu irmão.‖

Para realizarmos uma concordância nominal deveremos seguir algumas regras. a) o adjetivo vai para o MASCULINO PLURAL.  b) o adjetivo concorda em GÊNERO e NÚMERO com o ÚLTIMO SUBSTANTIVO.

REGRA GERAL Todas as palavras que se referem ao SUBSTANTIVO devem concordar com ele em GÊNERO (masculino/feminino) e NÚMERO (singular/plural). Exemplo:

Existem argumento e razão justos. masc/plural

As nossas duas irmãs pequenas estão aí.

Existem argumento e razão justa. concordou só com o último

artigo pronome numeral subst. adjetivo (fem/pl) (fem/pl) (fem/pl) (fem/pl) (fem/pl)

Existem razão e argumento justo. concordou só com o último

OUTROS CASOS DE CONCORDÂNCIA NOMINAL

Se o adjetivo tiver função de PREDICATIVO, ele vai obrigatoriamente para o PLURAL MASCULINO (concordando, portanto, com todos os substantivos).

1 –  UM ADJE TI VO APÓS VÁRI OS  SUB STAN TI VOS DO ME SMO GÊ NE RO

O argumento e a razão são justos. VL predicativo

Há duas concordâncias possíveis:

 3. UM AD JE TI VO ANTE S DE VÁRI OS  SUB STAN TI VOS

a) o adjetivo assume o gênero (masculino ou feminino) dos substantivos e VAI PARA O PLURAL.  b) o adjetivo concorda em gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) com o ÚLTIMO SUBSTANTIVO. Exemplos:

O adjetivo concorda somente com o primeiro substantivo. Ela tem boa memória e talento. Ela tem bom talento e memória.

Ela tem irmão e marido bonitos. masc/plural

Quando o adjetivo funciona como PREDICATIVO, ele pode concordar só com o primeiro substantivo ou ir  para o plural. Obs.:

Ela tem irmão e marido bonito. concordou último



com

o Ficou triste a aluna e o professor.

Se o adjetivo exercer a função sintática de PREDICATIVO, ele vai sempre para o PLURAL, para concordar com todos os substantivos.

Ficaram tristes a aluna e o professor.

O irmão e o marido dela são bonitos. VL predicativo

Ficou irritada a platéia e o cantor.

 2. UM AD JE TI VO APÓS VÁRI OS  SUB STANTI VOS DE GÊ NE ROS DI F E RE NTE S

Ficaram irritados a platéia e o cantor.

Há duas concordâncias possíveis:

11

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) a) no masculino quando o homem é quem está 4. UM E OUTRO (NUM E NOUTRO) + agradecendo.  SUB STANTI VO + ADJE TI VO O namorado lhe disse: muito obrigad o.  Neste caso, o SUBSTANTIVO fica no SINGULAR e o ADJETIVO vai para o PLURAL.  b) no feminino quando a mulher é quem está agradecendo.  Numa e noutra questão complicadas ele se A namorada lhe disse: muito obrigad a. subst. sing adj. plural confundia.

 5. ME SMO

8. BASTANTE

Essa palavra pode ser PRONOME ou ADVÉRBIO. Quando é pronome, concorda com a palavra que se refere.

Essa palavra pode ser PRONOME INDEFINIDO ou ADVÉRBIO. a) Quando for PRONOME, concorda com o substantivo a que se refere. (portanto pode ter plural)

Ele mesmo resolveu o impasse.

Como regra prática você pode substituir mentalmente pela palavra MUITO(S) ou MUITA(S).

Ela mesma resolveu o impasse.

Ele ficou aqui bastante tempo. Ele ficou aqui muito tempo.

Eles mesmos resolveram o impasse. Elas mesmas resolveram o impasse.

Ela comprou bastantes vestidos. Ela comprou muitos vestidos.

Quando é ADVÉRBIO: (mesmo = realmente), é invariável.

 b) Quando for ADVÉRBIO, é invariável.

Os alunos resolveram mesmo o problema.

Os alunos estavam bastante felizes.

As alunas resolveram mesmo o problema.

Repare que neste caso NÃO É POSSÍVEL substituir por MUITO(S) ou MUITA(S).

6. ANE XO

9. MEI O

ANEXO (anexa, anexos, anexas) é um ADJETIVO, por esse motivo deve concordar com o nome a que se refere.

Essa palavra só pode ser NUMERAL ou ADVÉRBIO.

Enviamos anexos os documentos pedidos.

a) Quando é NUMERAL (meio = metade), concorda com a palavra a que se refere.

Enviamos anexas as cópias pedidas.

Ele tomou meio copo de vinho.

Enviamos anexo o documento pedido.

Ele tomou meia garrafa de vinho. Eles tomaram dois meios copos de vinho.

Enviamos anexa a cópia pedida.

Eles tomaram duas meias garrafas de água.

Obs.: A locução EM ANEXO é invariável. Enviamos em anexo as cópias pedidas.

 b) Quando é ADVÉRBIO (meio = um pouco), é invariável

A palavra INCLUSO faz concordância da mesma maneira que ANEXO.

Ela ficou meio preocupada. Elas ficaram meio preocupadas.

7. OBR I GADO

Ele ficou meio preocupado.

Essa palavra deve ser usada:

Eles ficaram meio preocupados.

12

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) Para o estudo da concordância verbal, deve-se levar em consideração: 10. SÓ 

Essa palavra vai para o PLURAL quando significa sozinhos ou sozinhas.



o sujeito da oração; a regra de concordância para esse sujeito.

1. REGRA GERAL

Os noivos queriam ficar sós na viagem. Ela é INVARIÁVEL quando significa apenas / somente.

O verbo concorda com o núcleo do sujeito simples em número (singular/plural) e pessoa (1 a, 2a, 3a).

Os noivos queriam ficar só no quarto.

 Nós jamais fomos ao teatro. Molhava a rua uma chuvinha fina e fria.

A locução A SÓS é invariável. Os noivos queriam ficar a sós no quarto. A noiva queria ficar a sós no quarto.

2. A MAIOR PARTE DE, GRANDE NÚMERO DE + NOME NO PLURAL

O noivo queria ficar a sós no quarto.

11. É B OM, É PROI BI DO, É NE CE SSÁRI O +  SUB STANTI VO

O verbo pode ir para o singular ou para o plural. votou

a) Essas expressões concordam com o substantivo a que se referem quando esse substantivo é precedido de artigo ou de pronome.

A maioria dos alunos 

votaram

 no colega.

3. MAIS DE, MENOS DE, PERTO DE + NUMERAL

É proibida a entrada. artigo substantivo

O verbo concorda com o numeral.

É necessária muita paciência  pronome substantivo

Cerca de dez alunos foram reprovados. Mais de um professor ficou aborrecido.

 b) Elas ficam invariáveis quando o substantivo não é  precedido de artigo ou de pronome.

4. VERBO + PRONOME SE

É proibido entrada. invariável subst. sem artigo

a) Se o pronome SE for PRONOME APASSIVADOR , o verbo concorda com o sujeito paciente (que está na frase).  b) Se o pronome SE  for ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO, o verbo fica na 3a pessoa do singular.

Laranja é bom para a saúde. subst. sem art. invariável

Aluga-se casa na praia.

12. ALE RTA E ME NOS

Alugam-se casas na praia.

ALERTA é invariável, não tem plural.

Precisa-se de secretária nesta loja.

Os guardas estavam alerta.

Precisa-se de secretárias do lar.

MENOS é invariável.

5. RELATIVOS QUE E QUEM

 Na corrida de ontem havia menos pessoas.

a) Se o sujeito é o pronome QUE, o verbo concorda com o antecedente desse pronome.  b) Se o sujeito é o pronome QUEM , o verbo pode ficar na 3a  pessoa do singular ou concordar com o antecedente desse pronome.

CONCORDÂNCIA VERBAL A concordância do verbo com o sujeito é definida  por regras que têm, no padrão culto da língua portuguesa, o ponto de referência para considerar ―certa‖ ou ―errada‖

uma determinada frase.

13

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) Hoje sou eu que começo a partida. bastava Um dia, uma hora, um minuto   para que ela bastavam

Foram os alunos quem colaram o cartaz.

contasse o segredo.

Foram os alunos quem colou o cartaz.

c) Quando os núcleos do sujeito estão resumidos por TUDO, NADA, NINGUÉM, ALGUÉM , o verbo tem que, necessariamente ficar no singular.

6. NOME PRÓPRIO NO PLURAL

O medo, o temor, a ameaça, nada o deteria.

a) Se o NOME PRÓPRIO estiver COM ARTIGO, o verbo concorda com o artigo.  b) Se o NOME PRÓPRIO estiver SEM ARTIGO, o verbo fica no singular.

d) Quando o sujeito apresenta a expressão UM e OUTRO, o verbo pode ficar no singular ou no plural. falava

Um e outro político 

 mentiras.

falavam

Os Alpes são montanhas belíssimas.

10. SUJEITO COMPOSTO DEPOIS DO VERBO

Indianópolis é uma cidade mineira.

O verbo pode ir para o plural ou concordar com o  primeiro núcleo do sujeito.

7. QUAL DE NÓS/VÓS? QUAIS DE NÓS/VÓS? ALGUM DE NÓS/VÓS

Brincavam na rua o menino e a menina.

a) Pronome interrogativo singular ( QUAL, QUEM ) ou indefinido singular ( ALGUM, NENHUM, ALGUÉM ) + DE NÓS ou DE VÓS  —   o verbo fica na 3a pessoa do singular.  b) Pronome interrogativo plural ( QUAIS, QUANTOS) ou indefinido plural ( ALGUNS , POUCOS, MUITOS) + DE NÓS ou DE VÓS  —   o verbo pode ficar na 3a  pessoa do plural ou concordar com  NÓS/VÓS.

Brincava na rua o menino e a menina.

11. SUJEITO COMPOSTO DE PESSOAS GRAMATICAIS DIFERENTES a) Se aparecer a 1 a pessoa do singular ou plural, o verbo vai para a 1 a pessoa do plural.

Qual de nós falará com o diretor?

Você, seu irmão e eu iremos viajar.

contaremos Quais de nós   a história a ele? contará teríeis Muitos dentre vós   pecado hoje. teriam

 b) Se entre as pessoas gramaticais não aparecer a 1 a  pessoa (singular ou plural) o verbo pode ir para a 2 a do plural ou para a 3 a do plural (vocês). trabalharão Tu e o empregado  na roça. trabalhare is 

8. PRONOME DE TRATAMENTO O verbo fica sempre na 3 a pessoa do singular.

12. NÚCLEOS DO SUJEITO LIGADOS POR OU

Vossa Senhoria irá comparecer à festa? Vossa Majestade sairá de carruagem?

a) Se o OU indica exclusão, o verbo fica no singular.

9. SUJEITO COMPOSTO ANTES DO VERBO

José ou Pedro fará a pergunta.

O verbo vai para o plural.  b) Se o OU  não indica exclusão, o verbo vai para o  plural.

Os carros e os caminhões são novos. a) Se os núcleos do sujeito forem SINÔNIMOS  (ou quase sinônimos), o verbo pode ficar no singular ou no plural. reinava

A paz e a tranqüilidade 

reinavam

O poder ou a riqueza sempre o atraiam.

A CONCORDÂNCIA COM O VERBO SER

 ali.

 b) Quando os núcleos do sujeito formam uma ENUMERAÇÃO GRADATIVA, o verbo pode ficar no singular ou no plural.

1. SUJEITO E PREDICATIVO REFEREM-SE A COISAS

14

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) 5. É MUITO, É POUCO, É DEMAIS a) Sujeito e predicativo no singular  o verbo SER   fica  Nessas expressões, usadas para indicar no singular. QUANTIDADE (preço, peso, medida, etc.) o verbo SER  fica sempre no singular. Seu maior sonho era ser presidente. Dois ovos é pouco para fazer o bolo. Mil cruzeiros é muito por esta maçã.  b) Sujeito e predicativo no plural  o verbo SER  fica no Dez arrobas é pouco na idade do boi.  plural.

VERBOS IMPESSOAIS

 Nossos sonhos são otimistas demais. c) Sujeito no singular e predicativo no plural (ou viceversa)   o verbo SER   pode ficar no singular ou no  plural.

1. HAVER Quando tiver sentido de EXISTIR  ou ACONTECER   é um verbo IMPESSOAL, isto é, sem sujeito, por isso fica sempre na 3 a pessoa do singular.  Não havia mais vagas na escola.  Não devia haver mais vagas na sala. Amanhã haverá um jantar festivo. Amanhã haverá duas aulas de direito constitucional.

As acusações foram só um desabafo. As acusações foi só um desabafo. Obs.:  Neste caso, embora as duas concordâncias estejam corretas, a tendência é colocar o verbo SER no plural.

2. FAZER O verbo FAZER   é impessoal quando usado na indicação de TEMPO DECORRIDO  (ou A DECORRER ). Neste caso o verbo ficará na 3 a pessoa do singular. Hoje faz três meses que eu desquitei. Vai fazer duas horas que eu te espero.

Obs.: Quando o sujeito é um dos pronomes ISSO, ISTO, AQUILO O   (= aquilo) ou TUDO , a tendência é usar o verbo SER  concordando com o predicativo plural. 2. SUJEITO OU PREDICATIVO REFEREM-SE A PESSOA

O USO DOS PORQUÊS Grafa-se "POR QUE" (separado e sem circunflexo) em dois casos: a) Nas frases interrogativas (não no fim). EXEMPLOS: Por que saíste agora? E nós, por que ficamos?

O verbo SER  sempre concorda com a pessoa.  Na escola os alunos eram estudiosos.

3. PRONOME PESSOAL COMO SUJEITO OU PREDICATIVO

Quando for substituível por "pelo qual", "pela qual", "pelos quais", "pelas quais". EXEMPLO: As dificuldades por que passei foram muitas. (As dificuldades pelas quais passei foram muitas)

O verbo SER  concorda com o pronome pessoal. O culpado não sou eu. Vós não sereis julgado.

Grafa-se "POR QUÊ"  (separado e com circunflexo), quando essa expressão estiver antes de um ponto final. (interrogativo ou não EXEMPLOS: Saíste agora por quê?  Ninguém sabe por quê . Grafa-se "PORQUÊ" (junto e com circunflexo) quando essa palavra estiver substantivada (antecedida de artigo). EXEMPLOS: O porquê da questão não foi esclarecido. Um porquê pode ser grafado de quatro modos.

4. NA INDICAÇÃO DE HORAS, DISTÂNCIAS E DATAS  Na indicação de HORAS e DISTÂNCIAS, o verbo SER  concorda com a expressão numérica. Daqui a São Paulo são seiscentos quilômetros. Agora são oito horas da noite. Hoje é dia 1 o de abril. Hoje é 1 o de abril. Hoje é 31 de março. Hoje são 31 de março. Obs.: na indicação de DATAS, o verbo SER   concorda com a palavra dia(s) que pode estar expressa ou subentendida na frase.

Grafa-se "PORQUE" (junto e sem circunflexo) nos demais casos. EXEMPLOS:  Não fui à aula, porque estava doente.

15

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) Nota: O que é isso, caso não uma briga?????? Após os vocábulos "eis" e "dai", subentende-se a palavra "motivo" o que justifica a grafia da palavra separadamente. A substituição feita acima de ―senão‖ por ―caso não‖ EXEMPLOS: foi insatisfatória, pois não ficou coerente, não tem Daí por que não aceitei as reclamações. sentido! (Daí o motivo pelo qual não aceitei as reclamações). Eis por que sou muito feliz. Logo, percebemos que ―se não‖ e ―senão‖ NÃO pos(Eis o motivo pelo qual sou muito feliz).

suem o mesmo significado, uma vez que não podem ser substituídos pela mesma expressão.

REGÊNCIA NOMINAL Acostumado a, com  Afável com, para com  Afeiçoado a, por  Aflito com, por  Alheio a, de  Ambicioso de Amizade a, por, com  Amor a, por  Ansioso de, para, por  Apaixonado de, por  Atencioso com, para com  Apto a, para  Aversão a, por  vido de, por  Conforme a Constante de, em  Constituído com, de, por  Contemporâneo a, de  Contente com, de, em, por  Cruel com, para, para com 

Curioso de Desgostoso com, de Desprezo a, de, por Devoção a, por, para com Devoto a, de Dúvida em, sobre, acerca de Empenho de, em, por Falta a, com, para com Imbuído de, em Imune a, de Inclinação a, para, por Incompatível com Junto a, de Preferível a Propenso a, para Próximo a, de Respeito a, com, de, por, para com Situado a, em, entre Último a, de, em nico a, em, entre, sobre

Use ―se não‖ (união da conjunção se + advérbio não) quando puder trocar por ―caso não‖, ―quando não‖ ou quando a conjunção ―se‖ for integrante e estiver i n-

troduzindo uma oração objetiva direta: Perguntei a ela se não queria dormir em minha casa. Use ―senão‖ quando puder substituir por ―do contr ário‖, ―de outro modo‖, ―caso contrário‖, ―porém‖, ―a não ser‖, ―mas sim‖, ―mas também‖.

Bom, vejamos em exemplos:

SENÃO

1) Luta, s enão estás perdido. (do contrário / de outro modo) 2) Não era ouro nem prata,  s enão  ferro. (mas sim) 3) Ninguém,  s enão  os irmãos Correa, compareceram à cerimônia. (exceto / salvo / a não ser) 4) Não encontrei um s enão na apresentação da peça. (defeito / falha)

SE NÃO: Usa-se em frases que indicam condição, alternativa, incerteza, dúvida. 5)  S e não  for possível despachar a mercadoria, telefone-me. (condição) 6) Havia dois jogadores, s e não  três. (incerteza)

SENÃO OU SE NÃO

A OU HÁ

Se o há equivale a faz  –  ambos indicam, no caso, tempo decorrido e deve ser escrito com H, pois é conjugação do verbo

Quando que eu uso junto e quando eu uso separado? VEJA:

HAVER .

Estou em São Paulo há (faz) vários anos. Há quanto tempo você está aqui? Usa-se o A quando a projeção se faz para o futuro ou quando a indicação for de distância. Estou A 15 dias de minha formatura. Daqui A pouco irei embora. Ele está A dois metros daui.

Se não  der para você vir, não tem problema. Caso  não der para você vir, não tem problema. As duas orações acima não têm o mesmo sentido? Agora, observe: O que é isso, senão uma briga?

16

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estranVOCÊ É AFIM OU ESTÁ A FIM? geiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Convém não confundir. AFIM que equivale a TER AFINIDADE, SEMELHANÇA OU PARENTESCO: Esses funcionários desempenham funções afins. São indivíduos de famílias afins. O espanhol e o romeno são línguas afins  com o  português. Quais são as ciências afins com a química? O P e o T são consoantes afins na articulação.

Mudanças nas regras de acentuação 1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Como era Como fica Como era Como fica alcalóide alcaloide estóico estoico alcatéia alcateia estréia estreia andróide androide estréio estreio (verbo estrear) apóia apoia geléia geleia (verbo apoiar) apóio apoio heróico heroico (verbo apoiar) asteróide asteroide idéia ideia  bóia boia jibóia jiboia celulóide celuloide jóia joia clarabóia claraboia odisséia odisseia colméia colmeia paranóia paranoia Coréia Coreia paranóico paranoico debilóide debiloide platéia plateia epopéia epopeia tramóia tramóia

A FIM equivale a PARA, COM A FINALIDADE DE: Fui lá a fim de ajudar, e não de atrapalhar. Saímos a fim de nos divertirmos. A maioria dos jovens usa afim sem perceber a diferença, basta ver nos ―blogs, MSN, ORKUT e outros.: Vou ao cinema, Mônica. Estás ― afim‖? Você está ―afim de‖ me namorar? Rosana está muito ―afim de‖ você, Rodrigo.

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: pa péis, herói, heróis, troféu, troféus. 2. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

ACORDO ORTOGRÁFICO

Como era Como fica  baiúca baiuca  bocaiúva bocaiuva cauíla cauila feiúra feiura Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

Mudanças no alfabeto O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k , w e y. O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z As letras k , w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo: a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilômetro), kg (quilograma), W (watt);  b) na escrita de palavras estrangeiras (e seus derivados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

3. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo(s). Como era abençôo crêem (verbo crer) dêem (verbo dar) dôo (verbo doar) enjôo lêem (verbo ler) magôo (verbo magoar)  perdôo (verbo perdoar)  povôo (verbo povoar) vêem (verbo ver) vôos zôo

Trema  Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u  para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Como era Como fica Como era Como fica agüentar aguentar freqüente frequente argüir arguir lingüeta lingueta  bilíngüe bilíngue lingüiça linguiça cinqüenta cinquenta qüinqüênio quinquênio delinqüente delinquente sagüi sagui eloqüente eloquente seqüência sequência ensangüentado ensanguentado seqüestro sequestro eqüestre equestre tranqüilo tranquilo

Como fica abençoo creem deem doo enjoo leem magoo perdoo povoo veem voos zoo

4. Não se usa mais o acento que diferenciava os pares  pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e  pêra/pera.

17

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) • verbo delinquir: delinquo, delinques, delinque, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. Como era Como fica Ele pára o carro. Ele para o carro. Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeiEle foi ao pólo Norte. Ele foi ao pólo Norte. ra, aquela com a e i tônicos. Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pelos brancos. Esse gato tem pêlos brancos Uso do hífen Comi uma pêra. Comi uma pera . Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida Atenção: em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leito Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a res, apresentamos um resumo das regras que orientam o forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do inuso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as dicativo), na 3a pessoa do singular. novas orientações estabelecidas pelo Acordo. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3a pessoa do As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em pasingular. lavras formadas por prefixos ou por elementos que podem Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje funcionar como prefixos, como: ele pode.  Permanece o acento diferencial em pôr/por. aero agro além ante Pôr é verbo. Por é preposição. aquém arqui Auto circum Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por contra entre Ex extra mim. eletro hiper Infra inter  Permanecem os acentos que diferenciam o singular do hidro mini Multi neo  plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados macro proto Pós pré (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: micro retro Sub super Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros.  pluri sobre vice supra Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba.  pseudo ultra semi tele Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. anti co geo intra Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes.  pan pró Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. etc. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas. 1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: anti-herói anti-higiênico anti-histórico  É facultativo o uso do acento circunflexo para diferencimacro-história mini-hotel proto-história ar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do asobre-humano super-homem ultra-humano cento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a extra-humano forma da fôrma do bolo? 2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal 5. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indiExemplos: cativo dos verbos arguir e redarguir. aeroespacial agroindustrial anteontem antiaéreo antieducativo autoaprendizagem 6. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados autoescola autoestrada autoinstrução em guar , quar e quir, como aguar, averiguar, apaziguar, coautor coedição extraescolar desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir etc. Esses verbos infraestrutura plurianual semiaberto admitem duas pronúncias em algumas formas do presente semianalfabeto semiesférico semiopaco do indicativo, do presente do subjuntivo e também do im perativo. Veja: Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, devem ser acentuadas. coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, Exemplos: coocupante etc. • verbo enxaguar : enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. 3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e • verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delíno segundo elemento começa por consoante diferente de r quem; delínqua, delínquas, delínquam. ou s. Exemplos:  b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser anteprojeto antipedagógico autopeça  pronunciada mais fortemente que as outras): autoproteção coprodução geopolítica • verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, microcomputador pseudoprofessor semicírculo enxaguam; enxague, enxagues, enxaguem.

18

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) semideus seminovo ultramoderno  pré-história pré-vestibular pró-europeu recém-casado recém-nascido sem-terra Atenção: com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante etc. 9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e guarani: açu, guaçu e mirim. o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, dupliExemplos: cam-se essas letras. Exemplos: amoré-guaçu anajá-mirim capim-açu. antirrábico antirracismo antirreligioso antirrugas antissocial biorritmo 10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras contrarregra contrassenso cosseno que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. infrassom microssistema minissaia Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo. multissecular neorrealismo neossimbolista semirreta ultrarresistente ultrassom 11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. 5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o Exemplos: segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: girassol madressilva mandachuva anti-ibérico anti-imperialista micro-ondas  paraquedas paraquedista pontapé anti-inflacionário anti-inflamatório micro-ônibus auto-observação contra-almirante semi-internato 12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de contra-atacar contra-ataque semi-interno uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. 6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen Exemplos: se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos:  Na casa, conta  –  O diretor recebeu ex  –  hiper-requintado inter-racial super-racista -- se que ele foi viajar. -- alunos. inter-regional sub-bibliotecário super-reacionário super-resistente super-romântico

RESUMO Atenção:   Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos:  hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.  Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de  palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.  Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação,  pan-americano etc.

Emprego do hífen com prefixos

7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos:

• Sem hífe n diante de consoante diferente de

hiperativo interestelar superaquecimento superinteressante

interescolar interestudantil supereconômico superotimismo

Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem. Outros casos 1. Prefixo terminado em vogal: • Sem hífen diante de vogal diferente:

autoescola, antiaéreo.

r e s: antepro-

 jeto, semicírculo.

r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom. • Sem hífen diante de

interestadual superamigo superexigente hiperacidez

• Com hífen diante de mesma vogal:

contra-ataque, micro-ondas.

8. Com os prefixos: ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar ex-aluno ex-prefeito

além-túmulo ex-diretor ex-presidente

aquém-mar ex-hospedeiro pós-graduação

2. Prefixo terminado em consoante: • Com hífen diante de mesma consoante:

inter-regional, sub-bibliotecário.

19

[email protected]

RESUMÃO DE PORTUGUÊS  –  PROFESSOR HAMILTON (proibida a reprodução) • Sem hífen diante de consoante diferente:

intermunicipal, supersônico. • Sem hífen diante de vogal:

interestadual, superinteressante.

Observações 1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. 2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de  palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc. 3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc. 4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc. 5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas,  paraquedista etc. 6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré,  pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado,  pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

20

[email protected]

View more...

Comments

Copyright ©2017 KUPDF Inc.