[Resumo] Três Ensaios Sobre a Teoria Da Sexualidade

March 1, 2019 | Author: Tony Bruno Vivas | Category: Sigmund Freud, Human Sexuality, Sexuality, Psicologia e ciência cognitiva, Behavioural Sciences
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[Resumo] Três Ensaios Sobre a Teoria Da Sexualidade...

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UFBA – Universidade Federal da Bahia Curso: Psicologia Semestre: 2015.1 Turma: 01 Disciplina: Teorias e Sistemas Psicológicos I Docente: Maria Angélia Discente: Antonio Bruno Rocha Vivas

Resumo: Três ensaios sobre a teoria da sexualidade

Nesta obra, Freud tenta expor sua teoria da sexualidade, do desenvolvimento desenvolvimento psicossexual, em particular, sua relação com a infância. Para isso, ele fez uma investigação analítica das condições de pulsão sexual em psiconeuróticos, descobrindo que, nessas pessoas, a inclinação para todas as perversões se demonstra em forças inconscientes, sendo formadora de sintomas, e a neurose seria o negativo da perversões. Assim, ele diz que a disposição para as perversões é a disposição originária universal da pulsão sexual humana, e de que a partir dela, desenvolve-se o comportamento sexual normal, após modificações orgânicas (puberdade) e inibições psíquicas (vergonha, asco, compaixão, construções sociais de moral) no decorrer do crescimento. As perversões seriam, por um lado, inibições do desenvolvimento normal, e por outro, dissociações deste. Depois disso, Freud passou a examinar a vida sexual na infância, dizendo que a criança goza de uma satisfação sexual inata que se manifesta através da conhecida co nhecida atividade de “chuchar”, mas a atividade sexual da criança não se desenvolve no mesmo passo que as demais funções, e após um breve período de florescência entre os dois e os cinco anos, entra no chamado período de latência, onde a excitação sexual não é suspensa, mas continua e oferece uma provisão de energia que é empregada, de um lado, para contribuir com os componentes sexuais para os sentimentos sociais, e de outro (através do relacionamento e da formação reativa) para construir as barreiras posteriores contra a sexualidade. Ele também verificar que a excitação sexual da criança provém de várias fontes de fontes mediante a excitação sensorial apropriada das chamadas zonas erógenas ( que poderia ser qualquer ponto da pele, mas existiriam certo pontos mais propensos à excitação). Segundo Freud, na infância a pulsão sexual não está centrada e é, a princípio, desprovida de objeto, ou seja, auto-erótica e já se faria notar a zona erógena da genitália através da estimulação sensorial. Freud identifica na vida sexual infantil uma espécie de organização dos componentes sexuais da pulsão. Numa primeira fase, muito precoce, o erotismo oral fica em primeiro plano; uma segunda dessas organizações “pré“pré-genitais” caracteriza-se caracteriza-se pela predominância do sadismo e

do erotismo anal; somente numa terceira fase (desenvolvida na criança apenas até a primazia do falo) é que a vida sexual passa a ser determinada pela contribuição das zonas genitais propriamente ditas. Freud comprovou ainda que as influências externas da sedução podem provocar rompimentos prematuros do período de latência e até a supressão dela, e que, nesse aspecto, a pulsão sexual da criança comprova ser perverso-polimorfa; ele comprovou também que a atividade sexual prematura prejudica a educabilidade da criança. Na puberdade foi estudada duas transformações na vida sexual infantil: a primeira seria a subordinação das zonas erógenas à zona genital, e que no caso feminino um recalcamento suprime parte da masculinidade infantil e prepara a mulher para a troca da zona genital dominante; e a segunda seria a escolha objetal, que seria guiada pela inclinação sexual das crianças pelos pais (ou por quem cuidasse delas), sendo esta inclinação renovada na puberdade e reorientada pela barreira do incesto para outras pessoas que se assemelhassem à estes. Por último, Freud enumera alguns fato res que poderiam perturbar o desenvolvimento sexual: constituição e hereditariedade, onde ele observou que a neurose poderia ser hereditária, e supôs o mesmo para as perversões; a elaboração ulterior anormal; o recalcamento, que poderia trazer uma neurose no lugar da perversão; a sublimação, onde as intensas excitações sexuais são redirecionadas e empregadas em outros campos como a arte; experiência sexuais acidentais na infância; a precocidade, que se manifestaria na supressão ou extinção do período da latência, criando um caráter de compulsão sexual; fatores temporais, que seriam a ordem e a duração da ativação das moções da pulsão; a adesividade, que Freud admite ser um fator psíquico de origem desconhecida, mas que se trataria da intensidade com que é gravada as manifestações sexuais precoces; e a fixação, um distúrbio permanente que pode ter como causa a complacência constitucional, a precocidade, a característica da adesividade elevada e a estimulação fortuita da pulsão sexual por influências estranhas.

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