Relatório Hidrólise Ácida e Enzimática Do Amido

July 7, 2018 | Author: AnaPaulaSchonardie | Category: Hydrolysis, Enzyme, Carbohydrates, Physical Sciences, Science
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Descrição: Relatorio de bioquimica...

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA BIOQUÍMICA I Ana Paula Schna!"#$% Na#an$ Ba&&an# $ Su&an Flach 'IDRÓLISE ÁCIDA E EN(IMÁTICA DO AMIDO INTRODU)*O+ O amido é constituído constituído basicamen basicamente te por resíduos resíduos de glicose glicose que são unidos unidos pelas ligações alfa-1,4, amilose, e por ligações alfa-1,6,amilopectina. a !idr"lise #cida o amido é con$ertido, completamente, em glicose, isso ocorre porque o #cido !idrolisa tanto as ligações alfa-1,4 quanto as alfa-1,6. a !idr"lise en%im#tica a &-amilase não ataca as ligações alfa-1,6, portanto não transforma todo amido amido em glicose. glicose. essa essa !idr"lise !idr"lise o amido amido é transforma transformado, do, progressi$ progressi$amen amente, te, em acrode't acrode'trina rinas, s, glicose, glicose, maltose, maltose, isomaltos isomaltose e e oligolos oligolosídio ídios. s. (s acrode't acrode'trina rinass são resultados da !idr"lise da amilopectina, uma $e% que a &-amilase ataca apenas as ligações ligações alfa-1,4, alfa-1,4, t)m-se t)m-se como resultado resultado molécula moléculass de maltose, maltose, maltotrios maltotriose e e de glicose com compostos ramificados *de'trinas+. ( !idr"li !idr"lise se do amido amido tem aplicaçã aplicação o fisiol"gica fisiol"gica de grande rele$nci rele$ncia, a, onde ele é transformado em moléculas menores de açcares pelas en%imas no processo de digestão para que ocorra a absorção e utili%ação dos nutrientes pelo metabolismo.  (lém disso, a !idr"lise é aplicada na indstria, para a obtenção dos açcares de alimentos como, por e'emplo, a mandioca. essa aula pr#tica serão serão obser$ados os dois dois tipos de !idr"lise citados, citados, assim como os agentes que interferem na ati$idade da en%ima alfa-amilase. MATERIAIS E M,TODOS+ E-.$!#/$n0 1+ '#"!2l#&$ Ác#"a rimeiramente, rimeiramente, foram numerados numerados oito tubos de ensaio ensaio seguindo seguindo a seguinte ordem numérica/ 0, , 6, 2, 13, 1, 15 e 31. tili%ou-se também uma placa-de-toque que foi marcada seguindo a mesma numeração. (p"s, foi pipetado 1 m7 do regente de 8enedict em cada tubo. 9m um 8ec:er de 0 m7 foi colocado 40 m7 da solução de amido a 1g;d7 e essa aquecida até a ebulição. ara que o $olume não fosse perdido durante a ebulição, o 8ec:er foi mantido tampado durante o processo. < solução de amido, foi adicionada e misturada com o uso de bastão de $idro, 3 m7 de uma solução de #cido clorídrico 0= *$;$+. >mediatamente, ap"s a ebulição, foi retirado 1 m7 da mistura !idrolisada e colocado no tubo de nmero 0, ao mesmo tempo em que  gotas da mesma mistura eram colocadas na ca$idade 0 da placa-de-toque. (p"s  minutos a contar do tempo 0, a operação foi repetida e assim sucessi$amente até que todos os tubos e ca$idades da placa ti$essem sido preenc!idos. or fim, foi adicionada 1 gota

de uma solução de 7ugol em cada ca$idade da placa-de-toque e, os tubos foram aquecidos em ban!o-maria fer$ente de 1 a 3 minutos. E-.$!#/$n0 3+ '#"!2l#&$ En4#/50#ca ara dar-se o início ao procedimento, !ou$e a coleta de apro'imadamente  m7 de sali$a, dissol$ida posteriormente em 10 m7 de #gua destilada. (p"s a coleta,  tubos de ensaio foram numerados de 1 a  e, a eles, adicionado  m7 de sali$a. O contedo do tubo de nmero 3 foi aquecido em ban!o-maria fer$ente até a ebulição. (o tubo de nmero  foi adicionado 1 m7 de [email protected] a =. ara finali%ar esta etapa, 1 m7 da solução de amido 1g;d7 foi adicionado em todos os tubos e estes le$ados para ban!o-maria a 40 [email protected] por 30 minutos. ara a segunda etapa deste e'perimento, foram numerados mais  tubos com numeração de 4 a 6. (o tubo de nmero 4 foi adicionado 1 m7 do contedo do tubo 1, ao de nmero , 1 m7 do tubo 3 e ao de nmero 6, 1 m7 do contedo do tubo . >mediatamente, foram adicionadas 3 gotas de 7ugol aos tubos de nmero 1, 3 e  e  m7 do reati$o de 8enedict aos tubos 4,  e 6. Os tubos 4,  e 6 foram no$amente aquecidos em ban!o-maria fer$ente por  minutos. (tra$és disto, os resultados foram analisados. RESULTADOS E DISCUSS*O+ E-.$!#/$n0 n6 1+ '#"!2l#&$ Ác#"a " A/#" (o finali%ar o protocolo e'perimental o seguinte resultado foi percebido/

Bempo *min+

Ceação com lugol

Ceação de 8enedict

0

DDDDDDDD

-



DDDDDDD

-

6

DDDDDD

-

2

DDDDD

-

13

DDDD

E

1

DDD

E

15

DD

E

31

D

E

7egenda/ ' equi$ale a graduação da intensidade da cor.

8aseando-se nos resultados supracitados, é possí$el perceber que conforme a reação com o lugol decresce a reação de 8enedict se intensifica *fig1.+, isso se de$e ao fato de que cada um desse reati$os reagem com diferentes produtos. O lugol é uma solução de iodo que apresenta cor a%ul escura na presença de amido e a medida que diminui a quantidade de tal, a cor perde a intensidade, até que na sua aus)ncia total a cor é um marrom claro. O reagente de 8enedict percebe a presença de açcares, neste caso da glicose, a $erificação $isual se d# pela presença de um precipitado marrom, conforme aumenta a presença de glicose o precipitado também é mais e$idente. ( !idr"lise #cida baseia-se no fato de que em temperaturas ele$adas o #cido, no caso apresentado o [email protected], pode con$erter completamente o amido em seu constituinte essencial que é a glicose. @om a passagem do tempo a !idrolise progride e mais moléculas de glicose são e$identes, os #cidos rompem tanto as ligações alfa1-4 como as alfa 1-6 do amido, por isso a total con$ersão é possí$el. @om a progressão da !idr"lise o poder redutor da glicose $ai aumentando, deste modo o !idrolisado dei'a de reagir com o iodo, que antes reagia com o amido por este ser um composto não redutor.

Reação com Lugol e Benedict 5 4.5

I n t e n s i d a d e

4 3.5 3 2.5

 Reação com lugol

Reação de Benedict

2 1.5 1 0.5 0

1

2

3

4

5

6

7

8

Tempo de 0 a 21min ( de 3 em 3min)

Fig.1. Celação entre as reações com 7ugol e com 8enedict, nos diferentes tempos. E-.$!#/$n0 n6 3+ '#"!2l#&$ En4#/50#ca ara $erificar como ocorre a !idr"lise en%im#tica, com a &-amilase, presente na sali$a, foi reali%ado o procedimento G# descrito e os seguintes resultados foram adquiridos/

Tu7

R$a89 c/ lu:l C!

R$a89

1

Harron

egati$a

3

 (%ul escuro

;

 (%ul escuro

Tu7

R$a89 "$ B$n$"#c0 C!

R$a89

4

Ierde

ositi$a

ositi$a



(%ul

egati$a

ositi$a

6

(%ul

egati$a

essa situação o lugol continua com as mesmas características descritas anteriormente, reagindo na presença do amido *não redutor+ e re$elando uma coloração a%ul escura que diminui a intensidade J medida que o amido $ai sendo !idrolisado em açcares. O reati$o de 8enedict continuou a%ul nas reações negati$as, ou seGa, que não apresenta$am açcares e na reação positi$a ficou $erde, isso porque na !idr"lise en%im#tica o amido não é completamente !idrolisado em glicose. O amido não é completamente con$ertido pela alfa-amilase em glicose, porque essa en%ima ataca apenas as ligações alfa-1,4 e é inati$a em relação Js ligações alfa-1,6. 9ssa !idr"lise produ% moléculas de maltose, maltotriose, poucas moléculas de glicose e todas essas citadas com um composto ramificado c!amado de'trinas *ligações alfa1,6+. O tubo 1 foi o nico que te$e a reação de 8enedict positi$a, ou seGa, foi o nico que te$e o amido con$ertido para algum dos açcares citados acima, uma $e% que nesse tubo não foi adicionado nen!um agente que interferisse na ação en%im#tica da alfaamilase. 9ssa confirmação é respaldada pelo resultado negati$o com a solução de iodo.  ( solução de sali$a adicionada ao tubo 3 !a$ia sido aquecida antes de adicionar a solução de amido, o que e'plica o fato da ação en%im#tica não ter ocorrido. 9m altas temperaturas, a alfa-amilase, que é uma proteína, pode desnaturar e dei'ar de e'ecutar suas ati$idades, logo não ocorreu a !idr"lise do amido e a reação com iodo foi positi$a afirmando. o tubo  antes de adicionar o amido foi colocado [email protected], o que também ocasionou a desnaturação da &-amilase impossibilitando a !idr"lise do amido e sua con$ersão em açcares. or este moti$o a reação com iodo também foi positi$a. CONCLUS*O+ O amido é formado essencialmente por moléculas de glicose. os dois tipos de !idr"lise estudados a #cida é a que consegue con$erter completamente o amido em moléculas de glicose, uma $e% que ocorre a quebra tanto das ligações alfa-1,4 quanto das ligações alfa-1,6. a !idr"lise en%im#tica o amido é transformado, progressi$amente, em acrode'trinas, glicose, maltose, isomaltose e oligolosídios, uma $e% que a alfa-amilase atua apenas nas ligações alfa-1,4. (lém de obser$ar a diferença entre as !idr"lises #cidas e en%im#ticas, é possí$el entender como os agentes desnaturantes *#cido forte e temperatura ele$ada+ interferem e impedem a ati$idade en%im#tica, G# que eles desnaturam a proteína e impossibilitam que o amido seGa con$ertido.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS+ KCH97L, CM (7I(C9N, ?.M @9C9(, H..MI>7OD,O.F. ?idr"lise do (mido. Iol., cap.1 P @ultura de tuberosas amil#ceas latino-americanas. Fundação @argill. 300 OH>>@N(Q, H. Hetabolismo - Kérie @arne e Osso >> Kérie. 97K9I>9C, 300R. @ap. 31. BC(STO 9/ Fles! and 8ones of Hetabolism.

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