IRIDOLOGIA, CURSO

September 10, 2017 | Author: APH - Associação Portuguesa de Homeopatia (repositório 2008-15) | Category: Stomach, Inflammation, Lymphatic System, Cancer, Skin
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ESTUDOS DE IRIDOLOGIA CLÁSSICA CURSO MÓDULO I, II e III

Dr. João Corrêa Novaes

(ND, DIH, Phd) Homeopata especialista Naturólogo-Acupunctor

LISBOA - PORTUGAL

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: MÓDULO I • HISTÓRIA DA IRIDOLOGIA - breve resumo • DEFINIÇÃO DE IRIDOLOGIA • A AVALIAÇÃO POR MEIO DA ÍRIS: IRISDIAGNÓSTICO • O SISTEMA DE ZONAS EUROPEU • AS FIBRAS OU TRABÉCULAS • AS CAMADAS • AS CAMADAS E LACUNAS/LAGOAS • AS LACUNAS/LAGOAS

MÓDULO II • • • • • •

OS ANEIS ANEIS DE CONSTRIÇÃO/NERVOSOS A BORDA ESCAMOSA AS MANCHAS O ROSÁRIO LINFÁTICO O ANEL DE SÓDIO/COLESTEROL OU ANEL MINERAL

MÓDULO III • SINAIS E DISFUNÇÕES DOS ÓRGÃOS • ZONA ESTOMACAL •ZONA INTESTINAL •DISFUNÇÕES DO FÍGADO/VESÍCULA •PÂNCREAS •DOENÇAS DO CORAÇÃO E CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA •DISFUNÇÕES RENAIS E DA BEXIGA •DESEQUILÍBRIOS DO RIM E BEXIGA •DESEQUILÍBRIOS DO SISTEMA ENDÓCRINO •SISTEMA LINFÁTICO •DISFUNÕES NO BAÇO

MÓDULO IV •DISFUNÇÕES DOS ÓRGÃOS REPRODUTORES •DESEQUILÍBRIOS DA COLUNA VERTEBRAL •SINAIS DE DISFUNÇÕES NAS ÁREAS CRANIANAS •ÁREAS ESPECÍFICAS DO CÉREBRO •ESTRUTURAS SECUNDÁRIAS A CONSIDERAR •DEBILIDADES INERENTES PRINCIPAIS •ÓRGÃOS ELIMINATIVOS A CONSIDERAR •A GRANDE IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DIGESTIVO •CONCLUSÃO •CASOS PRÁTICOS

MÓDULO I • HISTÓRIA DA IRIDOLOGIA - breve resumo • DEFINIÇÃO DE IRIDOLOGIA • A AVALIAÇÃO POR MEIO DA ÍRIS: IRISDIAGNÓSTICO • O SISTEMA DE ZONAS EUROPEU • AS FIBRAS OU TRABÉCULAS • AS CAMADAS • AS CAMADAS E LACUNAS/LAGOAS • AS LACUNAS/LAGOAS

Iridologia – breve introdução histórica Desde há muito tempo que se sabe que os olhos representam a janela do corpo e da alma. Porém, foi somente no princípio do século XIX que, na Hungria, a Iridologia começou a ser estudada e desenvolvida como técnica para diagnóstico. Ygnatz Von Peczely era apenas uma criança quando ao ser atacado por uma coruja, quebrou-lhe uma das patas para defender-se dela. No momento exacto da fractura, ele percebeu que surgia na íris da ave um traço negro. Este facto chamou-lhe a atenção. Embora sendo apenas uma criança, ele se interessou tanto que passou a observar a recuperação da coruja em sua casa. Foi então que percebeu que, à medida que a fractura se consolidava, o traço negro na íris da ave desaparecia, dando lugar a uma região esbranquiçada. O acontecimento marcou profundamente a vida do jovem Peczely. Anos mais tarde, dedicou todo o seu tempo ao estudo das relações entre os males de seus pacientes aos sinais apresentados na íris dos mesmos. A partir desta pesquisa, surgiu o primeiro mapa iridológico. O mapa era bem rudimentar, mas apresentava áreas bem definidas.

O que é a Iridologia? A Iridologia é a ciência que faz a avaliação através de observação da íris. A íris é a porção colorida do olho e nela está registada toda a constituição orgânica de uma pessoa e como esta se vem apresentando, característica e comportamentos. A observação pode ser feita a olho nu ou com o auxílio de lentes (quando mais potente, maior a riqueza de detalhes e, sem dúvida, melhor será a avaliação). A Iridologia não tem como objectivo dar nome às doenças (patologias). A partir da avaliação da íris, elabora-se um programa de desintoxicação e reconstrução do organismo, que é a base do tratamento e que tem a finalidade de conscientizar e melhorar as carências nutricionais do paciente, melhorando, desta forma, a sua qualidade de vida.

O tecido da íris é o tecido mais complexo do corpo, exposto ao mundo externo. A íris é uma extensão do cérebro, fartamente dotada de terminais nervosos, minúsculos capilares sanguíneos e outros tipos de tecido especializado. Conectada a todos os órgãos e tecidos do corpo, via tálamo óptico e sistema nervoso, a íris se torna uma espécie de “tela de televisão” em miniatura, que revela a condição das áreas mais remotas do organismo, por meio das mudanças do reflexo neurológico no estroma e trabéculas (ou fibras) da íris. Esta ilustração mostra a divisão anatómica frontal da própria íris e outra da esquematização das zonas anatómicas do corpo, representadas na íris. Na realidade, a íris é um disco delicado composto de várias camadas de aproximadamente 0.4 mm de espessura e 11 mm de diâmetro. Ela fica suspensa no humor aquoso, ou fluido líquido do olho.

ZONAS ANATÓMICAS DA ÍRIS 1. Pupila 2. Borda pupilar 3. Anel estomacal 4. Colarete ou banda do Sistema Nervoso Autónomo 5. Zona ciliar central 6. Zona ciliar periférica

Começando pela pupila: É feita uma leitura das partes da íris em círculos concêntricos, como os anéis de uma cebola cortada em rodelas. Primeiro, surge a borda da pupila. Esta borda também é conhecida como o anel de absorção. À medida que esse anel mantiver as suas características e coloração normais, já descritas, a absorção de nutrientes na digestão dos alimentos se manterá estável. Mas, à medida que começar a aparecer alterações morfológicas e de coloração, como uma erosão da borda ou um escurecimento da mesma, haverá uma absorção de nutrientes defeituosa.

O Anel gástrico: Em seguida, aparece o anel gástrico, uma demarcação estritamente iridológica, que não será encontrada em livros de anatomia do globo ocular e que é igual à borda de pigmentação posterior. Esta área representa a zona de retransmissão estomacal. Os oftalmologistas chamam esta área de criptas pupilares, ou criptas de Fuchs, devido à sua aparência com estrias ou sulcos, embora muitas vezes tenha a nítida aparência de um anel.

Divisão da íris: A íris é dividida em duas zonas anatómicas principais: A zona pupilar interna e a zona externa ciliar, que é uma extensão do corpo ciliar.

Elas são separadas pelo colarete (ou trança do sistema nervoso autónomo), uma borda de configuração em ziguezague, elevada aproximadamente 9 mm da beirada da pupila. Um corte lateral da íris revelaria que ela tem a sua maior espessura no eixo do colarete, o qual tem uma protuberância como a boca de um pequeno vulcão. A zona central ciliar é a extensão de maior largura do estroma iridial. Dentro dela estão contidas 3 (três) zonas representativas do corpo, sendo elas a zona esquelética, a muscular e a sanguínea. Trata-se de uma malha porosa, de tecido conectivo, formada por células de pigmento e entremeada de camadas de fibras musculares e vasos sanguíneos e nervosos. A borda ciliar é a FRONTEIRA final entre a esclera (a parte branca do olho) e a íris. Esta zona representa a pele do corpo, também chamada de borda escamosa.

O SISTEMA DE ZONAS EUROPEU

1. Pele 2. Ossos 3. Músculos 4. Sangue 5. Intestinos 6. estômago

OS MAPAS IRIDOLÓGICOS À primeira vista, nota-se que a diferença fundamental entre o mapa europeu e o americano é o detalhe. Os mapas europeus estão cheios de inovações topográficas, desenvolvidas recentemente. São bem mais complexos do que o mapa de Bernard Jensen (grande iridolista americano). O mapa europeu seguinte é baseado nas pesquisas do Dr.V.L. Ferrandiz, de Barcelona, Espanha, com algumas modificações ou acréscimos feitos pelo autor, baseados na pesquisa das polaridades energéticas do corpo feita pelos iridologistas alemães Teodor Kriege e Josef Deck (veja o mapa na folha seguinte).

O MAPA IRIDOLÓGICO BÁSICO EUROPEU MAPA FERRANDIZ

2

1

51

1

1

1

49

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50 48

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5B

1D

1C

A

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7

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8A 8B

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A

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41 56

56

8C

11 12

A

54 ?

14

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V

26

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B

A

1 3B C

15

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28

24

15

C

21

23

25

23 23A

20 22B

21

19

1 4?

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1. Cérebro 1A. Região posterior craniana 1B. Região anterior craniana 1C. Região frontal craniana 1D. Região parietal craniana 1E. Região occipital craniana 2. Cerebelo 3. Vértebra cervical 4. Glândula pineal 5. Ouvido 5A. Ouvido interno 5B. Ouvido externo 5C. Mastóides 6. Pescoço, garganta 7. Axila 8. Pulmões 8A. Lóbulo superior 8B. Lóbulo médio 8C. Lóbulo inferior 9. Coração 9A. Ápice do coração 9B. Artéria aorta 10. Brônquios e bronquíolos

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11. Pleura 12. Tórax 12A. Costelas anteriores 12B. Esterno 12C. Glândulas mamárias 13A. Braço 13B. Antebraço 13C. Mão 13D. Dedos 14. Fígado 14A. Baço 15. Diafragma 16. Pâncreas 17. Cavidade pélvica 18. Ovários 19. Testículos 20. Parede abdominal interior 20A. Peritónio 21. Virilha 22. Pénis

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22A. Coxa 22B. Joelho 22C. Perna 22D. Pé e dedos 23. Rins 23A. Bexiga superior 23B. Ureter 24. Supra renais 25. Uretra – pénis 25A. Escroto – testículos 26. Recto 27A. Útero 27B. Vagina 28A. Bexiga inferior 28B. Vesículas seminais 28C. Próstata 29A. Cóccix 30. Quadril e área púbica 31. Dorso inferior 32. Dorso superior 33. Coluna vertebral 34. Costelas posteriores 34A. Omoplata

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35. Esófago 36. Timo 37. Faringe 38. Traqueia 39. Tiróide 40. Queixo 41. Maxilar inferior 42. Laringe 43. Dentes 44. Amígdalas 45. Língua 46. Nariz 46A. Cavidade nasal 47. Palato 47A. Maxilar superior 48. Olhos 49. Fronte 50. Seios da face 51. Seios da face

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53. Sistema nervoso autónomo 54. Cólon ascendente 54A. Cólon transverso 54B. Cólon descendente 55. Cólon sigmóide 56. Intestino delgado 57. Duodeno 58. Apêndice 59. Vesícula biliar 60. Estômago 60A. Cárdia 60B. Piloro-anterior 60C. Piloro-duodeno 61. Sistema nervoso central 62. Sistema circulatório e linfático 63. Pele

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Artérias e veias: Fluxo sanguíneo arterial Fluxo sanguíneo venoso

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I. Aorta II. Suprimento art. cefálico III. S. art. membros superior IV. Artéria pulmonar V. Sup. art. hepat./esplênico VI. Sup. art. membros inferiores VII. Artéria gástrica VIII. Veia gástrica IX. Veia pulmonar X. Sup. venoso hep. esplênico XI. Sup. venoso memb. inferior XII. Suprimento ven. Cefálico Centros simpáticos e parassimpáticos: Núcleo parassimpático Núcleo parassimpático sacral Núcleo edinger-wesphal Núcleo salivário Núcleo vagal

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Gânglios simpáticos: Gânglios cervicais superiores, médios e inferiores Gânglios abdominais superiores e cardíacos Gânglios abdominais inferiores: Linhas de polarização AA Equilíbrio – Linha da vontade BB Linha da histeria (íris direita) Linha da hipocondria (íris esquerda) CC Linha da infecção DD Linha da resistência (estamina) EE Linha do hipertireoidismo FF Linha da nutrição GG Linha da dor (Somatização) HH Linha do sexo (Emocional)

MAPA AMERICANO - JENSEN

Mapa iridológico

AS FIBRAS OU TRABÉCULAS O primeiro elemento que se observa na íris são as fibras ou trabéculas, pois elas indicam o tipo de constituição hereditária que o indivíduo possui ou herdou (Constituição forte ou Constituição fraca). As fibras que representam uma boa constituição são as de aparência mais recta e de maior densidade ou compactação. Quanto mais compactadas as fibras se apresentam, mais forte é o organismo e maior a capacidade de cura e reequilíbrio do mesmo. As pessoas que possuem este tipo de fibra são aquelas que se podem dar ao luxo de abusar de seus corpos por mais um tempo, e sofrem menos consequências, embora a natureza sempre entregue a conta no final.

Quando o indivíduo possui um conjunto de fibras na íris feitas de juta que de seda, com falhas e espaços entre curvadas e soltas, ocorre esse mesmo fenómeno nos fibras representam (ou seja ocorre debilidade no correspondente).

que parecem mais as fibras ou fibras órgãos que estas órgão ou tecido

Estas íris de fibras falhadas usualmente são compostas de laços espessos, que saem da trança Iridológica ou colarete. As fibras que conseguem chegar até à periferia da íris geralmente possuem uma curva característica. Isto simplesmente significa que a pessoa não possui uma constituição tão favorecida quanto aquela de fibras rectas e compactas. Portanto os pequenos abusos de saúde ou alimentação nessa pessoa causam danos maiores e, consequentemente, o seu organismo demora mais tempo para se reequilibrar

Uma vez que se tem uma ideia geral da constituição hereditária, uma observação mais aguçada dos detalhes e topografia da íris, como: lacunas, dilatações e elevações de fibra, etc, revelarão os distúrbios adquiridos ou congénitos do organismo.

AS CAMADAS DA IRIS

1. 2. 3. 4.

Camada de marcação anterior Estroma iridial Camada de pigmentação posterior Pupila

1. A camada de demarcação anterior Observa-se logo abaixo de uma camada fina e transparente. É formada por células chamadas endoteliais do comando, que fazem parte das cinco camadas oficiais e que são, na realidade, apenas uma continuação anterior e, como o estroma iridial, não contém vasos sanguíneos. A sua composição principal é de células densamente pigmentadas, chamadas de cromatóforos. Os cromatóforos são de uma compactação densa e numerosa nas íris escuras (castanhas e castanhas escuras etc.) e/ou não existentes, nas íris azuis ou claras. 2. O estroma iridial é uma classificação geral para os vários tipos de tecidos que compõem “a carne da íris”. A maior parte é composta de tecido conectivo, bordeado por alguns vasos sanguíneos, porém numa quantidade bem inferior ao tecido coreóide, que é, pela maior parte, tecido não vascularizado, pois um corte na íris não produz sangramento. O estroma também contém o músculo esfíncter, que circunda a orla pupilar perto da camada de pigmentação posterior. O esfíncter é responsável pelas contracções musculares, que determinam o tamanho da pupila. Ele é revestido de uma camada leve de fibras musculares, chamada camada posterior de Bruch ou músculo dilatador.

3. A camada de pigmento posterior ou epitélio posterior é uma camada dupla, de células densamente pigmentadas, que revestem a parte posterior do olho e depois dá uma volta para formar a borda, na periferia da pupila. Trata-se da camada mais profunda e escura da íris e é o que aparece quando uma lacuna na íris está mostrando um estado degenerativo de inflamação no corpo. É por isso que aparece como crateras negras.

AS CAMADAS E LACUNAS/LAGOAS

1.Inflamação 2.Inflamação 3.Inflamação 4.Inflamação

aguda sub aguda crónica degenerativa

1. Inflamação aguda

2. Inflamação sub aguda

1 4

4. Inflamação degenerativa

2 3

3. Inflamação crónica

AS LACUNAS/LAGOAS Lacuna é a palavra latina para buraco ou fosso, relacionada à palavra laguna, que significa lago. É exactamente como as lacunas que aparecem na íris, isto é, como pequenos buracos, covas ou lagos onde as fibras da íris se separam. Basicamente, quando se observa uma lacuna na íris, postula-se que existe, ou já existiu, um problema na parte do corpo correspondente a esta lacuna. O estágio de severidade da lacuna é julgado pela sua cor e profundidade. No início do problema ou desequilíbrio, não haverá lacuna, mas apenas uma alteração de trabécula, ela será branca no olho azul, ou verde e amarelo claro no olho castanho. Somente a primeira camada da íris estará alterada. As fibras terão uma aparência elevada na superfície da íris. Isso indica um estágio agudo de inflamação e uma alteração do padrão metabólico do organismo. O que quer dizer que o corpo está na ofensiva, aumentando a circulação de sangue e linfa na área do tecido irritado.

Se a “guerra” continuar e a inflamação não regredir, o quadro alastrar-se-á até o estágio sub agudo, que aparece com uma coloração cinza claro numa íris azul, ou verde e amarelo acastanhado numa íris castanha. Deve-se destacar que o estágio sub agudo, usualmente, é o resultado de práticas de supressão dos sintomas de inflamação, sem oferecer condições de drenagem ou eliminação dos agentes inflamatórios ou toxinas do corpo. Isso também provoca a diminuição da circulação dos humores vitais e do suprimento nervoso ao tecido afectado. À medida que menos sangue e linfa conseguem chegar ao tecido comprometido, os órgãos começam a cansar-se e a atrofiar. O corpo está a perder a luta. As lacunas começam a aparecer mais profundas, afectando a segunda camada da íris. Aqui encontramos lacunas crónicas de uma coloração cinza-escura em olhos azuis ou verdes, e castanho-escuro nas íris castanhas ou castanhas-escuras.

O estágio final é o degenerativo. Nesse ponto, as lacunas parecem buracos negros tanto em íris azuis, como em verdes ou castanhas. O tecido está morto ou morrendo. Somente o pigmento mais profundo da íris aparece como foi relatado em “As camadas”. Felizmente, todas, menos as piores lacunas, podem ser curadas. As lacunas manifestam a cura por meio de um fenómeno curioso chamado fibras de cura ou fibras de lutéomo de cálcio. Pode-se perceber as fibras brancas finas, que realmente remendam as lacunas, preenchendo-as completamente, tecendo no sentido cruzado até restar somente um contorno da lacuna. Postula-se que estas fibras surgem das camadas profundamente irritadas da íris.

É bom lembrar, porém, que o potencial de degeneração tecidual está sempre presente, principalmente se a pessoa insistir nos velhos hábitos de vida, que danificaram o tecido em primeiro lugar. Os iridologistas americanos consideram a maioria das lacunas “inerentes” (fixas, que não se modificam), mas ao mesmo tempo admitem que há lacunas que podem ser adquiridas por hábitos de vida. Algumas crianças nascem com lacunas, outras nascem com meras sombras, que se abrem em lacunas mais tarde, se o meio ambiente e a alimentação dessa criança não for saudável. É quase impossível determinar se um defeito físico é de origem hereditária, funcional ou adquirida, a não ser que coincida com o histórico médico familiar. NOTA: O mais importante é que a presença de lacunas significa problemas ou tendência a desequilíbrios de saúde, seja do ponto de vista americano ou europeu.

VÁRIOS TIPOS DE LACUNAS/LAGOAS Lacuna Aberta Este é um sinal para uma condição ou desequilíbrio que está activo ou progressivo, no qual os humores vitais ainda estão fluindo, tornando-a mais fácil de ser curada. Representa um estágio agudo.

Lacuna Fechada Este é um sinal que os iridologistas europeus chamam de “um processo de doença completo”. Pois indica o encapsulamento de toxinas e material mórbido no tecido, indicando um estágio crónico e único de degeneração do tecido. Tanto a lesão aberta como a fechada podem ser inerentes.

Lacuna Pêra Este é o sinal europeu para “tendência ao cancro”. É considerado como uma precursora da Lacuna “Aspargo”.

Lacuna Ponta de Lança Também conhecida como “cripta” pelos iridologistas considerada como uma precursora da Lacuna Aspargo.

americanos,

Lacuna Torpedo As grandes indicam instabilidade celular hereditária. Os iridologistas europeus as consideram possíveis sinais de tumoração dependendo da sua cor e profundidade.

Lacuna Escada Considerada como um sinal pré-canceroso.

Lacuna Telha de Madeira Considerada como um sinal pré-canceroso.

Lacuna Favo de Abelha Sinal de desequilíbrio endócrino ou atrofia orgânica. Debilidade de órgão com nutrição alterada; ocorrendo no pulmão indica respiração interna deficiente e desenvolvimento de uma cirrose.

Lacuna Aspargo Esta é considerada como um verdadeiro vilão pelos iridologistas europeus. É um sinal clássico para o cancro.

Linhas Transversais São pequenas fibras brancas que parecem avançar tortuosamente, atravessando as fibras radiais. Elas provavelmente indicam aderências ou varizes. Quando encontradas na área de órgãos, indicam uma hereditariedade ou propensão a cancro (câncer) no tecido correspondente.

Fibras Aberrantes Estas são como as linhas transversais, porém sua aparência é mais angular ao se cruzarem com fibras radiais normais. Aberrante significa extraviada ou transviada. Estas fibras indicam atrofia ou debilitação do órgão, significam que o órgão está mudado de alguma forma. É mais comum encontrarmos fibras aberrantes ou transversais se entrelaçando nas fibras da periferia da íris.

Lacuna Rombóide Esta lacuna, quando encontrada na área cardíaca (3 horas na íris esquerda), indica debilidade cardíaca congénita. Os iridologistas americanos referem-se a ela como o “diamante clássico do coração”. Em geral é considerada como um sinal de debilidade orgânica. Predisposição hereditária a prolapso da válvula mitral.

Lacuna de folha Esta é uma das mais frequentes. Indica um processo genético de predisposição a quistos e tumores benignos.

Lacuna Medusa Encontrada predominantemente nas regiões de pulmão e rins, indicando herança genética de tuberculose em ambos os órgãos, com forte predisposição para alergias e processos crónicos neles.

Lacuna asa de Borboleta Encontra-se nas áreas que representam tecido de glândula, isto é, pâncreas, para-tireóide, próstata, etc. pode dar-nos um sinal de mioma consoante a sua localização na íris – na região autónoma.

MÓDULO II • • • • • •

OS ANEIS ANEIS DE CONSTRIÇÃO/NERVOSOS A BORDA ESCAMOSA AS MANCHAS O ROSÁRIO LINFÁTICO O ANEL DE SÓDIO/COLESTEROL OU ANEL MINERAL

OS ANEIS O Anel de estômago Os anéis estomacais cercam a pupila. Cada íris possui somente um, que ocupa por completo a zona estomacal do mapa europeu. A sua simetria translúcida e circular fica sobreposta sobre as fibras radiais, o que lhe dá o aspecto de uma flor de pétalas rígidas, tipo uma margarida, com a pupila como centro. Geralmente os anéis estomacais são de cor cinza e cavados, brancos e elevados ou castanhos escuros. A sua cor revela-nos a harmonia ou desarmonia da química estomacal.

O anel branco indica hiperacidez, um verdadeiro estômago ácido. O anel castanho escuro indica hipoatividade ou deficiência de produção de sucos gástricos, principalmente ácido clorídrico. De cada dez pessoas examinadas, uma apresenta hiperacidez e nove apresentam uma hipocloridria gástrica. Muitas pessoas sofrem de hipocloridria crónica e sentem o fogo da fermentação dos alimentos, devido a esta deficiência crónica de ácido clorídrico.

Estômago hiperácido

Estômago hipoácido

Os iridologistas europeus dizem que se pode detectar úlceras, ou as sequelas de úlceras antigas, no anel estomacal. Eles procuram pontos negros ou linhas na região estomacal. Acredita-se que um anel castanho avermelhado indica “intoxicação dos nervos gástricos”, também chamado de “estômago nervoso”. Linhas irradiantes emanando do anel estomacal, que chegam até a área cerebral, indicam a possibilidade de dores de cabeça causadas por problemas gástricos (os raidii solaris). Enquanto sulcos curtos escuros no anel estomacal indicam um revestimento estomacal muito sensível. O Dr. Jensen chama estes sulcos ou linhas de “radii solaris menores”, e os considera como debilidades inerentes estomacais. Os que atingem outras áreas são “radii solaris maiores”.

Em resumo: ESTÔMAGO HIPOÁCIDO: (Presença de um halo mais escuro na região do estômago). Produção insuficiente dos ácidos digestivos – tem como consequência o retardo do trânsito digestivo e a má absorção das proteínas, e outros distúrbios, tais como: anemia, fraqueza muscular, etc. ESTÔMAGO HIPERÁCIDO: (Presença de um halo mais claro na região do estômago). Processo de hiper-produção dos ácidos digestivos – manifesta-se por gastrite, azia, fermentação e até úlceras.

RADII SOLARIS Trata-se dos raios escuros, que irradiam do trato gastrointestinal como raios de sol, porém escuros. Se eles permanecem dentro da trança do sistema nervoso autónomo, são denominados radii solaris menores, e se chegam até à zona ciliar, denominam-se radii solaris maiores Ambos são sinais de toxicidade e auto-intoxicação orgânica. Isto significa que os subprodutos do material tóxico nos intestinos e cólon estão contaminando outras áreas do corpo. Para descobrir que áreas ou órgãos estão sendo contaminados é só seguir a trajectória dos raios. Quanto mais escuros e espessos forem mais séria é a auto-intoxicação (em Rayid a pessoa está a ficar mais mental e há uma dominação de um dos pais consoante a íris). Segundo o Dr. Jensen, se existirem parasitas num organismo, encontrarse-ão no local mais tóxico ou de maior estasis do corpo. Os radii solaris, em muitos casos, representam estes lugares junto às áreas de embolsamento do cólon.

Radii solaris

ANÉIS DE NERVOSOS/CONSTRIÇÃO (Anéis de Liberdade)

4

5 1 7

8 2 6 3

1 e 2. Humoral Restrições circulatórias, ambas linfática e sanguínea interseccionais: histórico familiar de condições neurálgicas e espasmódicas. Disposição psicossomática.

3. Periférico baixa resistência a infecção, restrições circulatórias periféricas, assim como impedimento da capacidade de eliminação cutânea. Dores reumáticas migratórias.

4. Degrau até hoje este tipo de sulco não foi muito bem documentado. Frequentemente revela-se um histórico de condição epileptóide. Se for encontrado no segmento craneal: poderá significar circulação cerebral deficiente, espasmos vasculares (enxaquecas). Distúrbios no ouvido interno com vertigens.

5. Curvado (em declive) Os finais destes sulcos são arqueados. Deve-se indagar a respeito de sintomas epilépticos no histórico familiar, ou anamnese do paciente.

6. Abertura sectorial Irritação de segmento espinhal (da coluna). Distúrbio do órgão ou função relacionado ao segmento em questão. Área de tensão muscular.

7. Anéis Concêntricos Indicam um grau moderado de espasmofilia. Trata-se de um estado latente até haver excitação provocada por circunstâncias psicológicas ou distúrbios nutricionais. Estados ansiosos. Inquietude mental .

Os Anéis de Stress/nervosos Os anéis de constrição também chamados de anéis de ‘stress’ ou anéis ‘nervosos’ são halos transparentes que se deslocam da periferia da íris para o centro, em direção à pupila em círculos concêntricos. Eles são verdadeiras rugas nas fibras da íris que se acumulam e aprofundam com o aumento do ‘stress’. É importante notar que há sessenta anos, três anéis de ‘stress’ significavam que um esgotamento nervoso estava iminente. Hoje em dia, três anéis são a média e existem muitas crianças nascendo com quatro ou cinco anéis. Os europeus acham muito importante notar em que zona os anéis caem. Se eles aparecem na zona circulatória, por exemplo, podem indicar constrição dos vasos sanguíneos. Se for na zona muscular, pode resultar em câimbras.

As interrupções nos anéis de ‘stress’ indicam espasmos ou dores de cãibras nas áreas do corpo correspondentes, principalmente na área da coluna vertebral em que frequentemente os anéis são de maior profundidade.

O anel de pele – borda escamosa (anel de propósito) Quando aparece um anel escuro de 2-3 mm. de espessura na periferia da íris trata-se de um anel de pele (borda escamosa). A zona extrema da periferia representa a pele, tanto na Iridologia Europeia quanto na Americana. Então, o aparecimento da borda escamosa indica problemas de pele.

A pele é o nosso maior órgão de eliminação. Ela age como um terceiro rim auxiliando o corpo na eliminação de grandes quantidades (até um quilo por dia) de detritos metabólicos. A presença do anel de pele (borda escamosa) avisa que o corpo está sobrecarregado destes fluidos ácidos e que a pele e, frequentemente, os rins estão sobrecarregados.

Os anéis de pele (bordas escamosas) são os maiores indicadores de desequilíbrios da pele, notavelmente eczemas e psoríases. É por isso que a maioria dos Terapeutas que orientam métodos naturais indicam dietas de eliminação e alcalinização, para que o corpo possa curar-se de desequilíbrios da pele, não-contagiosos. Para isso, é fundamental uma dieta livre de carnes, açúcar e hidratos de carbono refinados, alimentos que contribuem para esses desequilíbrios, em primeiro lugar. As íris branco-azuladas muitas vezes estão associadas a complicações artríticas. Jensen denomina-a de “olho ácido reumático” e sustenta que a artrite e a neurite surgem a partir desta condição “ácida”. Ele descreve estas pessoas como sendo agitadas, irritáveis e de difícil convivência. Observa-se manifestações de defesas exageradas, tais como super-racionalização, negativismo, rigidez, eventuais explosões de cólera e expressões de contrariedade e intolerância.

AS MANCHAS PSÓRICAS (manchas de Drogas) As Manchas de Drogas são um dos fenómenos mais interessantes da Iridologia. Essas manchas que chegam a salpicar até (50%) cinquenta por centro da área da íris são consideradas apenas como ‘sardas’ e são insignificantes para a oftalmologia, a não ser em raras ocasiões, quando apresentam um escurecimento acentuado como a cor de uma verruga e se tornam um melanoma ou câncer do olho. A estas manchas muito escuras o Dr. Jensen denomina “manchas psóricas”. Jensen acha que essas manchas são na realidade um verdadeiro acúmulo de substâncias químicas tais como enxofre ou ferro, introduzidas no organismo em forma não utilizável pelo corpo, ou inorgânica; segundo ele, podem ser tanto inerentes quanto adquiridas. Enquanto permanecerem na camada superficial da íris, onde costumam ficar, não há nada com que se preocupar.

Manchas Psóricas

(Apresentam áreas pequenas de coloração densa acastanhada, de vários formatos. Podem estar localizados em qualquer ponto da íris, podendo ser múltiplas ou únicas). Indicam áreas de extrema fraqueza tecidual, devido ao acumulo de toxinas, geralmente associado a drogas depositadas, quer hereditariamente ou não. Quanto mais escura e pequenas, maior a sua concentração tóxica.

O ROSÁRIO LINFÁTICO O Rosário Linfático aparece na íris justamente como seu nome indica: um rosário ou uma conta de bolinhas de algodão em miniatura, uma espécie de flocos ou nuvens minúsculas laçando a periferia da íris. Trata-se do sinal clássico de congestionamento linfático e/ou uma inflamação aguda das membranas mucosas. Os fluidos da linfa circulam graças à acção dos movimentos musculares. A presença do Rosário Linfático freqüentemente indica que a pessoa precisa de mais exercícios, mas também indica uma alimentação incorrecta. Excesso de carne e falta de verduras por exemplo. Estes feixes de tecido conectivo do estroma são denominados tophi (“Rosário Linfático” de Jensen). Estes tecidos não devem ser confundidos com as inclusões tóxicas, que não são tão distintamente limitadas e vão da cor alaranjada ao castanhoamarelado.

Se os tophi estão mais nítidos no campo de reação pulmão-pleuracostela, devemos considerar a influência da tuberculose ancestral comprometendo a força vital do paciente (Miasma). Deve-se procurar por sinais de lacuna e defeito nos campos de reação correspondentes da íris, que sirvam de alerta para as condições do trato respiratório. Poder-se-á obter, igualmente, uma resposta positiva às questões relacionadas a alergias e artrite reumatóide na história familiar do indivíduo. Este tipo revela uma reação antígeno-anticorpo (alergia) ativa ou adormecida. A presença da mancha hereditária e/ou de substâncias endógenas (ex.: detritos celulares, reabsorção de exsudação, auto-toxinas) mantém o sistema imunológico em alerta, embora não necessariamente com atividade intensa. Esta condição de “manutenção” pode ser agravada e vir à tona pela carga adicional de substâncias endógenas específicas (como certos alimentos, pólen, poeira, etc.). Isto ficaria demonstrado pela eliminação de transpiração, com reações como eczema, bronquite asmática, diarréia, artrite, bronquite, rinite, entre outras.

Rosário linfático

Rosário linfático

Constituição

Cor visualizado

Nível patológico

Azuis ou mistos

branco branco-cinza cinza escuro ou amarelo escuro

agudo sub-agudo crónico

Castanhos

amarelo amarelo sujo, cinzento castanho escuro ou sujo

agudo sub-agudo crónico

O ANEL DE SÓDIO/ COLESTEROL OU ANEL MINERAL O anel de sódio-colesterol aparece como um círculo branco, opaco, na córnea, sobreposta à periferia da íris. Como o anel estomacal, existe somente um em cada íris. Chama-se anel mineral (ou sódio colesterol) porque invariavelmente são associados com a absorção defeituosa de minerais ou desequilíbrio de minerais no corpo e, muito frequentemente, são encontrados nas íris de pacientes com altas taxas de colesterol e hipertensão medicamentosa confirmadas. É resultado do uso excessivo de sal (cloreto de sódio), mas também estão associados com a intoxicação por ácido salicílico oriundo da aspirina ou dos sais de magnésio dos anti-ácidos, assim como o aspartame e a sacarina dos adoçantes artificiais.

Segundo John Piesse, australiano, “o branco do arco indica fixação de sódio e mudanças arterioscleróticas ao excesso de ingestão de sal, bicarbonato de sódio ou drogas contendo sódio. O ateroma é mais provável onde os arcos vasculares são amarelados ou descoloridos”.

CONSTITUIÇÃO FORTE: (Padrão da íris onde as fibras estão bem dispostas, bem juntas e uniformes entre si). Indica um organismo com bom suprimento nervoso, vitalidade, fácil regeneração, apto a combater as alterações que possam ocorrer. É hereditário.

CONSTITUIÇÃO FRACA: (Caso em que as fibras estão dispostas radicalmente separadas, irregulares, entrecortadas e em presença de inúmeras lesões abertas e fechadas). Tem regeneração difícil, baixa vitalidade, suprimento nervoso e sanguíneo inadequado.

CONGESTÃO DOS SEIOS DA FACE: (apresenta uma coloração com aspecto viscoso entre o amarelo e/ou acastanhado na região do cérebro e região frontal). Dependendo do grau de intoxicação, acompanhado ou não de radii solaris, indicando congestão crónica da área, com tendência a acumulo deste catarro até pus nos seios da face, podendo manifestar-se por rinite, dores de cabeça, sinusite – uso excessivo de leite e derivados.

CONGESTÃO VENOSA: (Apresenta-se como um halo azulado na região de transição entre a íris e a esclera). Indica oxigenação deficiente, anemia, má circulação nas extremidades (cabeça e membros), por falta de boa capacidade muscular, originando varizes e acesso difícil do sangue arterial às regiões altas do corpo.

MÓDULO III • SINAIS E DISFUNÇÕES DOS ÓRGÃOS • ZONA ESTOMACAL •ZONA INTESTINAL •DISFUNÇÕES DO FÍGADO/VESÍCULA •PÂNCREAS •DOENÇAS DO CORAÇÃO E CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA •DISFUNÇÕES RENAIS E DA BEXIGA •DESEQUILÍBRIOS DO RIM E BEXIGA •DESEQUILÍBRIOS DO SISTEMA ENDÓCRINO •SISTEMA LINFÁTICO •DISFUNÕES NO BAÇO

SINAIS E DISFUNÇÕES DOS ÓRGÃOS O estômago e os intestinos estão localizados na primeira zona maior da íris, directamente em volta da pupila. Em contraste com os outros órgãos, eles estão arrumados concentricamente e tomam um terço da área total da íris. Quando se olha para uma íris, a atenção vai primeiramente, para as zonas estomacal e intestinal. Tomando um terço da íris, não diferem essencialmente em cor e estrutura uma da outra. É muito raro encontrar-se, hoje em dia, este formato normal da primeira zona principal.

ZONA DO ESTÔMAGO Hiperacidez A zona estomacal fica mais clara do que as outras regiões, quase branca e mais elevada. O paciente queixa-se de azia estomacal. Ela é circular e com uma circunferência externa bem demarcada, o que indica que o estômago está inchado e espasmódico. Tais pacientes sentem uma pressão constante no estômago, com cólicas, associada a eructos.

Insuficiência Gástrica A zona estomacal se torna cinza-escuro e mais afundada. Podem aparecer linhas pretas profundamente delineadas na área estomacal, em cujo caso haverá uma deficiência funcional da membrana mucosa. Estes pacientes também se queixam de azia, que neste caso é uma falsa indicação de acidez (isto é, ácido láctico). Se com estes sinais a zona estomacal é muito pequena, isso indica que está havendo um endurecimento ou esclerose.

Inflamação da camada muscular do estômago Essa é de natureza reumática e mostra pequenos flocos brancos ou nuvens na borda externa da zona estomacal (ficam assim localizadas na zona fronteiriça com a zona intestinal). Pacientes com estes sinais não conseguem tolerar comida ou bebida gelada, pois têm a sensação de um “bloco gelado no estômago”.

Úlcera gástrica A úlcera se mostra na zona estomacal como um ponto preto, e se encontra com mais frequência na parede posterior do estômago (íris direita a 20'; íris esquerda a 40') e no piloro. Na área pilórica os sinais têm forma oblonga e arredondada, e usualmente se estendem até a área da zona intestinal e a ultrapassam (ulcus duodeni). Uma úlcera aberta é um ponto preto ou linha, acompanhado por uma pequena nuvem branca (ponto preto ou linha preta, isto é, perda de substância; nuvem branca i. e. a inflamação do tecido associada a dor). Quando a úlcera é curada, a mancha preta fica circundada por um anel de linhas brancas finas (anel de cura).

Sinal de úlcera

Cirurgia aos testículos

Carcinoma Gástrico Os sinais de cancro são pequenos sinais de cor cinza metálico ou laranja ferrugem que brilham nas profundezas da íris. A íris fica com aparência pastosa e manchada, “borrada”. Quase sempre se desenvolve um cancro estomacal, especialmente um cancro ou cirrose num tipo de ocorrência, conhecido como Ulcus callosum. Este mostra-se, na íris, na forma de vários pontos pretos serrilhados que se sobrepõem uns aos outros. A íris aparece plana na borda exterior.

Estômago “Nervoso” Uma zona estomacal castanha-avermelhada indica um envenenamento tóxico dos nervos gástricos (chamado estômago “nervoso”). Na maioria dos casos esta mudança de cor se estende também até a área denominada zona intestinal. Muitas vezes, Radii Solaris se estendem sobre as áreas centrais – uma indicação de que se houver dores de cabeça, essas têm a sua origem no estômago.

Estômago caído Quando a camada muscular do estômago se enfraquece, devido a super concentração do piloro i.e. dilatação estomacal ou quando, pelo afrouxamento geral da musculatura abdominal, ocorre uma ptose estomacal, então essa condição será reconhecida na íris por sua expansão da zona estomacal (de 30'- 45' na íris direita e de 15'-30' na íris esquerda). Se as áreas da zona estomacal (íris direita 45'- 60', íris esquerda 60'- 15') estão aumentadas, este é um sinal de aumento/dilatação. A razão disto se deve ao acumulo de gás no estômago. Também se encontram pacientes com a zona estomacal aumentada de (15'- 30', na íris direita, ou de 30' - 45', na íris esquerda). Neste caso é a parede posterior do estômago que se encontra relaxada e que causa a ocorrência da ptose . Além de se encontrar pacientes com a zona estomacal aumentada, é igualmente frequente encontrar estes mesmos pacientes com o colarete invadindo a zona gástrica, tanto na área superior quanto na inferior.

Estômago caido

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