Guia Definitivo de Armas de Fogo - Beta 1

March 29, 2019 | Author: David Harrison M. Nadotti | Category: Caliber, Gun, Ammunition, Projectiles, Machine Gun
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Para Reinos de Ferro RPG....

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GUIA DEFINITIVO DE ARMAS DE FOGO Desde que Oliver Gulvont inventou a primeira arma de fogo, elas se tornaram extremamente populares entre os povos de Immoren Ocidental. Hoje, com quase 600 anos de avanço tecnológico, as armas de fogo estão por toda parte, embora não tenham evoluído drasticamente nesse tempo (como aconteceu no mundo real). Por isso vamos nos situar dentro da realidade dos Reinos de Ferro e compreender em que ponto estão as armas de fogo nesse sistema de regras e ambientação. O período histórico que mais se encaixa na atual tecnologia  bélica dos Reinos de Ferro é entre 1810 e 1905, passando pelas Guerras Napoleônicas, as Revoluções de 1848, a Guerra Criméia, a Guerra Civil Americana, a Segunda Revolução Industrial, e outros acontecimentos. Ord, Cryx e as Ilhas Sharde no entanto parecem estar atrasados tecnologicamente, situados na Era de Ouro dos Piratas, entre 1650 e 1730.

PRINCIPAIS CONSIDERAÇÕES No livro básico de Reinos de Ferro RPG podemos observar algumas características importantes importantes das armas de fogo. 











O design das armas remete à era de ouro dos piratas, a guerra civil americana, a primeira guerra mundial e ao velho oeste. Tudo com uma pitada de Full Metal Fantasy. As munições são de revestimento de papel, e em raros casos, de revestimento de metal. Montar uma bala, ou recarregar uma arma pelo cano (antecarga), exige uma rodada completa (pág. 254). Existem metralhadoras automáticas como o Slugger (Kings, Nations and Gods; pag. 96). As armas são divididas em quatro tipos principais: fuzis (rifles), carabinas, escopetas e pistolas. Armas de repetição são incomuns, as armas mais comuns são as de disparo único ou cano duplo.



Pistolas são comuns, usadas até mesmo por simples cidadãos e operários (pág. 261).

As regras assumem que praticamente toda arma de fogo pode ser recarregada pela culatra (retrocarga), o que no mundo real seria praticamente impossível usando munição revestida de papel, pois esta deve ser prensada antes do uso. Nesse ponto as regras buscam a praticidade. Além disso, o livro básico explica: “O cartucho cartucho se encaixa na câmara até o gatilho ser puxado. Ao  puxar o gatilho, o atirador solta um pino que avança para a parte de trás da munição, furando duas bolsas de seda. Isso faz os dois componentes da pólvora dentro das bolsas se misturarem, causando uma reação reação química que explode, impulsionando a bala...”.

No mundo real o que mais se aproxima desse tipo de acionamento são as Espingardas de Ferrolho (Bolt-Action Rifle), que surgiram em 1841-1874, e foram usados até o início da Segunda Guerra Mundial. Nesse tipo de arma o ferrolho possui a agulha percutora, responsável por acionar a pólvora da munição, e um ejetor que retira o cartucho de dentro da arma (para munição revestida de metal). Animação de exemplo no Youtube Outro tipo de arma comum nos Reinos de Ferro são as Pimenteiras, que possuem vários canos carregados simultaneamente, podendo realizar vários disparos consecutivos ou disparar toda munição simultaneamente (como o Canhão de Mão Duplo ou a Pistola Quadrangular). No mundo real esse tipo de arma surgiu em 1790, sendo amplamente usada na Guerra Civil Americana em meados de 1830, mas desapareceu após 1850. Demonstração de uma Pimenteira no Youtube  Já as armas de repetição estão conquistando os campos de  batalha aos poucos, sua presença é mais notável nas mãos dos soldados cygnarianos. As pistolas, carabinas e fuzis de repetição usam “discos de munição” que são substituídos

inteiros no calor da batalha. É como remover completamente o “tambor” de um revolver e substituir por outro.

de matar um urso.

Esse método é usado para exemplificar a potência das armas de fogo do mundo real (quando se trata de uso civil e caça). Outro ponto importante é que o calibre .22 seria uma piada nos Reinos de Ferro, um mundo onde os soldados necessitam de poder de fogo para derrubar oponentes com Armaduras de Placas e Gigantes de Guerra. Observe o Vídeo 4 a seguir, onde uma pistola calibre .22 é disparada contra uma placa de aço de 6.35 mm. Veja você mesmo Tendo isso em mente, vamos classificar corretamente as munições de acordo com seu desempenho e valor histórico (lembrando que usaremos padrões disponíveis até 1906). Mas de forma geral a maioria das armas de fogo do mundo real com calibres de baixa e média potência (capazes de matar veados e animais menores), podem ser considerados Munição Leve . E calibres de alta potência (capazes matar ursos e animais maiores), podem ser considerados Munição Pesada.

Os exemplos mais próximos disso seriam a substituição do tambor de uma metralhadora Thompson ou os fuzis fabricados pela “Jakobs” na franquia de jogos Borderlands.

Por fim, as metralhadoras seguem o padrão dos modelos usados na Primeira Guerra Mundial, como a metralhadora “Vickers” britânica (Slugger? É você?). Demonstração da Metralhadora Vickers

CLASSIFICANDO AS MUNIÇÕES No livro básico de Reinos de Ferro RPG as munições são divididas em 4 tipos: leve, pesada, de carga e de escopeta. Além disso, elas podem ser revestidas de papel (mais comum) ou de metal (raro, por ser mais trabalhoso de se fabricar e ter um custo muito maior). Vamos analisar essas munições para entender melhor seu funcionamento. Sobre como classificar a munição, o livro básico explica: “A circunferência da munição leve é inferior a 1,25 cm. A munição  pesada é encontrada em fuzis pesados, canhões de mão e armas montadas. A circunferência de uma munição pesada é maior do que 1,25 cm. Munições de carga são aproximadamente cinquenta por cento maiores do que as pesadas e transferem uma quantidade enorme de energia para o alvo no impacto.”

Comparar esse padrão com o mundo real pode gerar problemas, pois nossos calibres são calculados usando diâmetro em polegadas , e não circunferência. Além disso, convertendo esse valor para diâmetro temos 3,97 mm (ou .15 polegadas), e esse valor não faz sentido, visto o calibre seria ínfimo, incapaz de perfurar metal. Para realizar uma comparação: o calibre .22 (5,6 mm), é o calibre de potência mais baixa, usado para caçar coelhos e esquilos. Durante as pesquisas realizadas para criar este guia, encontrei uma forma alternativa que permite o entendimento mais claro da potência de cada tipo de munição: calibres capazes ou não

Na imagem acima temos uma pilha comum tamanho AA, uma munição .30-06 Springfield e seu projétil, uma munição .45 Colt  e seu projétil, um projétil .44  esfera de chumbo, um projétil .58 esfera minié  e um projétil .69 esfera de chumbo. Esses calibres podem ser considerados a Munição Pesada padrão, onde as esferas de chumbo e o calibre .58 esfera minié  são as balas mais comuns, disponíveis para todas as armas, enquanto o .45 Colt é uma munição especial de pistolas, como o Radcliffe Firestorm e o .30-06 Springfield  é uma munição especial de carabinas e fuzis, como a Carabina Radcliffe , e munição padrão de metralhadora, como a Slugger. Sobre o calibre .30-06 Springfield: ele foi criado em 1906 no período pré Primeira Guerra Mundial, por isso alguns podem imaginar que o correto seria usar o calibre .45-70  de 1873, porém escolhi o .30-06  pois ele era a principal munição dos fuzis e das metralhadoras como a Lewis Gun  (entre outras). Dessa forma fica mais fácil definir que toda munição pesada revestida de metal para fuzis, carabinas e metralhadoras sejam do mesmo calibre. Também dividimos a munição entre pistolas e as outras armas, pois munições para pistolas são claramente menores. As Munições para Escopeta  são simples de se classificar: o modelo histórico mais próximo é o .58 “carga de chumbinho” (.58 buckshot) , fabricada agrupando várias esferas de chumbo calibre .31  e realizando amarras. Essa munição surgiu em meados de 1860. O livro Kings, Nations and Gods define a nova munição: o Grapeshot (pág. 189), que concede Rajada 8” para

Agora que já falamos de todos os pesos pesados, vamos finalizar a análise com as Munições Leves. As munições mais comuns nos Reinos de Ferro são os calibres .31 e .36  esfera de chumbo para pistolas, todo bucaneiro, mercenário, salteador e cidadão que se preze anda com algumas munições prontas desse tipo nos bolsos para alimentar suas armas.

Bacamartes (exclusivamente) e serve como exemplo de uma Munição de Escopeta (buckshot). A imagem acima representa uma munição desse tipo, com uma esfera de chumbo calibre .31 ao lado para comparação. Uma observação importante é que enquanto Cygnar progride com a tecnologia de Repetição, Khador aprimora a tecnologia de Rajada. Portanto tenha sempre em mente: soldados cygnarianos podem possuir mais armas de repetição, mas os soldados khadoranos possuem mais armas de rajada e a Guarda do Inverno (Winterguard) é especialista nesse tipo de arma.

As Munições de Carga não possuem uma especificação definida, apenas é dito que podem ser 50% maiores que as Munições Pesadas. Tomando a esfera de chumbo .69 por base (já que é a maior), temos o calibre máximo de 1.035 (ou 2,62 cm). Como exemplo deste grande poder de fogo temos o calibre Nordenfelt de 1 polegada , usado na Metralhadora Nordenfelt em 1873, que também foi usado posteriormente como munição anti-torpedo.

Na imagem acima temos a bala de 1 polegada e seu revestimento, ao lado de duas “pequenas”  balas calibre .58 esfera minié. A Pistola Bazuca (Slug Gun) parece bem mais poderosa agora, não é?

A imagem acima mostra uma pilha comum tamanho AA, uma munição .303 British , uma munição .38 Special , um projétil .35  bala de chumbo, um projétil .36 esfera de chumbo, um projétil .30 bala de chumbo e um projétil .31 esfera de chumbo. Descrevemos menos projéteis em relação ás Munições Pesadas, pois os calibres .303 British e .38 Special  existem apenas como munição revestida de metal, assim suas balas não podem ser usadas em munição revestida de papel. Isso se deve ao .303 British ter sido desenvolvido especialmente para munição revestida de metal de uso militar britânico (inclusive a Vickers usa essa munição, que é menos potente que o .30-06 Springfield). Já o .38 Special se encaixa em pistolas convertidas calibre .36  esfera de chumbo, portanto também só é desenvolvido revestido de metal. O .38 Special  foi desenvolvido em 1898 como um aprimoramento ao .38 Long Colt e .38 Short Colt , apresentando maior poder de parada. As balas .31 esfera de chumbo, .30 bala de chumbo, .35 bala de chumbo e .36 esfera de chumbo são compatíveis com pistolas, fuzis e carabinas. A única diferença real entre uma munição desses tipos para pistolas ou armas maiores é a quantidade de pólvora usada na fabricação do revestimento de papel.

Lembrando que munições revestidas de papel precisariam de grande preparo para o uso. Seria necessário inserir a munição pelo cano ou frente do cilindro (antecarga), prensar e ás vezes lubrificar com um tipo de cera, para então disparar.

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