GilliGA_Come Si Fa Ricerca

May 6, 2018 | Author: mbfreesdb | Category: Science, Bourgeoisie, Sociology, Knowledge, Sociological Theories
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GilliGA_Come Si Fa Ricerca...

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GIAN ANTONIO GILLI

COME SI FA RICERCA

OSCAR SAGGI MONDADORI

GLI OSCAR SAGGI Volumi pubblicati I. Eibl-Eibesfeldt AMORE E ODIO A ggressività e socialità negli uomini e negli animali pp. 3 2 0 - L. 2.500

P. Freire EDUCAZIONE COME PRATICA DELLA LIBERTÀ 1fondam enti sperimentali della « pedagogia degli oppressi » pp. 1 7 6 -L . 2.000

AA. VV. MARX VIVO La presenza di Karl Marx nel pensiero contemporaneo 2 voli, indivisibili - pp. 848 - L. 4.000

R.A. M edvedev LO STALINISMO Origini, storia, conseguenze 2 voli, indivisibili - pp. 832 - L. 5.000

D. Brown SEPPELLITE IL MIO CUORE A WOUNDED KNEE 1pellerossa narrano com e venne distrutto il loro popolo e il mondo in cui viveva pp. 4 8 0 - L. 2.800

S. Kracauer CINEMA TEDESCO 1918-1933: dal « G abinetto del dr. Caligari » a Hitler pp. 3 5 0 - L. 2.5 00

R Ds Felice STORIA DEGLI EBREI ITALIANI SOTTO IL FASCISMO A ttra ve rso l'indagine dei rapporti tra ebraismo e fascism o una ricostruzion e d e lle vicende della società italiana sotto la dittatura 2 voli, indivisibili - pp. 816 - L. 5.000

F. Nietzsche ECCE HOMO, DITIRAMBI DI DIONISO, NIETZSCHE CONTRA WAGNER, POESIE E SCELTA DI FRAMMENTI POSTUM11888-1889 E dizione c o n d o tta sul testo critico stabilito da Giorgio Colli e M azzino M ontinari pp. 576 - L. 3.500

S. Romano STORIA D'ITALIA DAL RISORGIMENTO Al NOSTRI GIORNI La creazione lenta, d ifficile e ancora incompiuta d'uno « Stato per tutti >■ pp 336 - L. 2.500

segue in 3- di copertina

G ian A ntonio Gilli

Come si fa ricerca Guida alla ricerca sociale per non-specialisti

A rnoldo M ondadori E ditore

© 1971 A rnoldo M ondadori E ditoreS.p.A ., M ilano I edizione Oscar M ondadori settembre 1971 V edizione Oscar Saggi M ondadori febbraio 1979

S o m m ario

I. I N T R O D U Z I O N E . 13 13 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 24 25 25 26 27 29

CHE

S IG N IF IC A

1. A c h i è in d iriz z a to q u e s to lib ro ? 2 . M o d o d i u sa rlo . 3. C h e sig n ifica ric e rc a ? 4 . U n a c o n o s c e n z a fine a se ste ssa. 5. D a c o s a d e riv a q u e s ta situ a z io n e ? 6. C o n o s c e n z a e d ecisio n e. 7 . P re c isa z io n i s u lla n o z io n e d i r ic e r c a : u n p r o b le m a “ r e a le ” . 8. Il m e to d o e la s u a a p p lic a z io n e . 9. A c h e p u n to sia m o . 10. F a r e ric e rc a o f a r e d e lla p o litic a ? 11. L e d u e fu n z io n i d e lla sc ie n z a . 12. C o n tr o llo e in n o v a z io n e n e lle sc ien ze so c iali. 13. L a situ a z io n e a u n p u n to d i r o ttu r a . 14. L a r iv o lta d e ll’o g g e tto . 15. I te rm in i d e lla sc e lta . 16. L e ra g io n i di u n a sc e lta . 17. S c e lta sc ien tifica, e n o n p o litic a . 18. C o n c lu sio n i. I I. I P R O T A G O N IS T I D E L L A R IC E R C A E P O T E R E )

31 32 33 33

R IC E R C A ?

19. 20. 21. 22 .

R IC E R C A

L e “ fo n ti d i d is tu rb o ” d e lia ricerc a. L a s o c ie tà è d iv isa in classi. L a ric e rc a c o m e a ttiv ità so c ia le . I p e rso n ag g i d e lla ric e rc a .

(O S S IA ,

6

Com e si ja ricerca 34 34 35 36 36 37 39 39 40 42 43 44

2 3 . G li stessi p iù in d e tta g lio . I l so g g e tto . 24 . L ’a l t r a p a rte d el p o te r e : il p o te r e m a te ria le d el c o m ­ m itte n te . 2 5 . L ’o g g e tto , p r o ta g o n is ta s e n z a p o te re . 2 6 . L a ric e rc a c o m e a z io n e a tre . 2 7 . In d iv id u a re i p e rso n a g g i. 28 . R ic e rc a so c io lo g ic a e c la s si so c iali. 29 . R ic e rc a e p o tere. 30. Il c o in v o lg im e n to d e l c o m m itte n te . 31 . I l c o m m itte n te al b ivio. 32 . P re c isa z io n i sul c o m m itte n te . 33 . Il r u o lo d el r ic e r c a to r e : r e a ltà e im m a g in a z io n e . 34 . R ic e rc a e c o n s e rv a z io n e d el sistem a. III. L A R IC E R C A BLEM A

46 47 48 49 51

35. 36. 37. 38. 39.

52 54 55

40. 41. 42 .

62 65 66

43 . 44 . 45.

68 70

46. 47 .

COM E

SCO PERTA

DEL

PRO-

L a s c e lta d e l te m a n e lla ric e rc a tra d iz io n a le L ib e rtà -d i-le m a e rin u n z ia a d ag ire. L e sc ien ze so c ia li c o m e istitu z io n e . (C o n tin u a z io n e ). U n c a so d i “ s e n tie ro o b b lig a to ” : lo s tu d io d elle r e la z io n i razziali. I l te m a di ric e rc a n o n si sc eg lie m a si sc o p re. C o m e av v ien e q u e s ta s c o p e rta ? U n e s e m p io : ric e rc a s u lla fig u ra so c ia le d el 1a v o ­ ra to re -s tu d e n te . I m o lti tem i di u n a ric e rc a . (C o n tin u a z io n e ). S c o p e rta d el p r o b le m a e in d iv id u a z io n e dei p e rso n ag g i. R ic e rc h e “ lib e r e ” e r ic e rc h e v in c o la te . C o n c lu sio n i.

A p p e n d ic e A R I C E R C A S U L L A C O N T E S T A Z IO N E C O M U N E (in collaborazione con M . Teresa Gardella, A lbertina G uaìandri e Diana M auri) 72 73 75 84 92 98

P re m e s s a (§ 0). I m p o s ta z io n e d el la v o ro (§ 1). II p r o b le m a d el te m a e d e ll’o g g e tto d i ric e rc a (§§ 2 - 6). II p r o b le m a d el c o m m itte n te (§§ 7-10). L a p a rte c ip a z io n e (§§ 11-13). C o n s id e ra z io n i finali (§ 14).

Sommario

7

IV . L E T E C N I C H E D I R I C E R C A 101

48. I n tro d u z io n e .

Sezione I - Potere tecnico e neutralità 102 103 105 107 107 108 109 111

49 . I te r m in i d el p ro b le m a . 50. T e c n ic a e p o te re . C o m e si e n t r a in r a p p o r to c o n l’o g g e tto . 51. II p o te re te c n ic o . - A ) S c o to m iz z a z io n e d e lla re a ltà . 52 . B ) B lo cc ag g io d e lla situ a z io n e . 53 . C ) A s im m e tria . 54 . D ) Im p o siz io n e d i u n “ tip o id e a le ” . 55 . P o te re te c n ic o e v io len za. 56 . II p o te re te c n ic o è n e u tr a le ?

Sezione I I - L e tecniche principali 112 113 116 117 119 120

57. 58 . 59. 60 . 61 . 62.

122 123 124 125 126

63. 64. 65. 66. 67.

P re m e ss a . L ’o ss e rv a z io n e p a rte c ip a n te . L ’in te rv is ta . C o m p o r ta m e n to d e ir in te rv is ta to re . O b b ie ttiv i d e ll’in te rv is ta . C o s a si d à in c a m b io ? L ’in te rv is ta di g ru p p o . I l re q u isito d ell’o m o g e n e ità d el g ru p p o . G ru p p i n o n -o m o g e n e i e sc o n fitta del B asso. In d ic a z io n i p e r l’in te rv is ta to re . A ltri p ro b le m i. C h i h a d e tto c h e co sa? D im e n s io n i del g ru p p o . I l q u e s tio n a rio .

Sezione III - L e tecniche e il rapporto ricercatore-oggetto 129 131 134

68 . I “ r is u lta ti” d e lla ric e rc a . 69 . A tte g g ia m e n to v e rso l ’o g g e tto . 70 . I c o m p iti d el ric e rc a to re . V . I L L IN G U A G G I O D E L L A R IC E R C A

137 138 139 141 143 144 146

71 . T e m a d el p re se n te ca p ito lo . 72 . I l lin g u a g g io sc ien tifico e il ris p e c c h ia m e n to d e lla re a ltà . 73 . I tr e liv elli d e l lin g u ag g io scientifico. 74 . U n e s e m p io d i e v o lu z io n e del lin g u a g g io sc ien tifico : “ te n ta z io n e ” . 75 . L in g u a g g io sc ien tifico e c o n c e z io n e del m o n d o . 76 . (C o n tin u a z io n e ). 77 . F u n z io n e del lin g u a g g io scien tifico

C o m e si ¡a ricerca 148 149 151 153 155 157

78 . 79 . 80. 81. 82 . 83.

(C o n tin u a z io n e ). C o m e n a s c o n o i c o n c e tti sb a g lia ti? L a fine d e i c o n c e tti e l a lo tta d i classe. In d ic a z io n i p e r la ricerc a. A ltr e in d ic a z io n i. A c h e liv e llo m u o v e rsi?

A p p e n d ic e B N O Z I O N I P R A T IC H E S C IE N Z A

D I F IL O S O F I A

DELLA

Sezione I - Concetti e astrazioni 159 160 162 163 164 166 166

84. S o m ig lia n z a c d iv e rs ità d ei fe n o m e n i. 8 5 . E s tr a n e ità e n o n - e s tr a n e ità d ei fe n o m e n i. 86 . (C o n tin u a z io n e ). E s tr a n e ità d e i fe n o m e n i e a s tra ­ z io n i. 87. I l r im a n d o a lla r e a ltà c o n s id e ra ta . 88. L a d iv e rs a c o m p le s sità d e i fe n o m e n i so c iali. 89 . F e n o m e n i c o m p le ssi e c o n c e tti. 9 0 . R ie p ilo g o su ll’a s tra z io n e .

Sezione I I - L a devianza com e concetto e come astrazione 167 168 170 17 2 174 175 176 178 180 183 184 186

91 . 92 . 93 . 94. 95. 96. 97. 98. 99. 100. 101. 102.

L a s o c io lo g ia d a l c o n c e tto a ll’a s tra z io n e . T e o r ia “ u n iv e rs a le ” d e lla d e v ia n z a ? F o r m a e c o n te n u to d e lla d e v ia n z a . E te ro g e n e ità d ei casi di d e v ia n z a . II s is te m a e la s u a d e v ia n z a . L a s o c ie tà c a p ita lis tic a e le s u e c o n tra d d iz io n i. L a d iv isio n e c a p ita lis tic a d el la v o ro . D e v ia n z a e d iv isio n e d el la v o ro . P ro b le m i d i a p p lic a z io n e . L a c o n te s ta z io n e p ro fe ssio n a le . A p p lic a z io n i po sitiv e d e lla d e v ia n z a . R ie p ilo g o m e to d o lo g ic o .

V I. L A D E S C R I Z I O N E Q U A N T I T A T IV A D E L ­ L ’O G G E T T O 189

103. T e m a d e l ca p ito lo .

Sezione I - Analisi di u na distribuzione 190 191 193 19 4

104. 105. 106. 107.

D is trib u z io n e di fre q u e n z a . C o n f r o n to t r a p iù d istrib u z io n i. P e rc e n tu a li. M is u re d i te n d e n z a c e n tra le . L a m e d ia a ritm e tic a . (C o n tin u a z io n e ).

Sommario 196 197 198 198 199

201 202 20 4

108. 109. 110. 111. 112. 113. 114. 115.

L a m e d ia n a . L a m oda. M is u re di d isp e rsio n e. I .a g a m m a d e lla d istrib u z io n e . L o s c a rto q u a d r a tic o m e d io . I n te rp r e ta z io n e d e llo s.q .m . A c o s a se rv e la m ed ia? Q u a n d o n o n u s a re la m e d ia .

Sezione I I - L a classificazione 206 20 7 209 210 212 214 216 21 7

220

116. 117. 118. 119. 120. 121. 122. 123. 124.

L a s c o p e rta d elle classi. C la ssi e g u a li o d ise g u a li? C la ssi n o n -q u a n tita tiv e . C o s’è u n a cla sse ? Il re q u is ito d e lia d iffe re n z a essen ziale. L a s c o p e rta d e lle c o n tra d d iz io n i. L ’o b b ie ttiv o d a re a liz z a re . Q u a le classificazio n e è q u e lla g iu sta ? R iep ilo g o .

V I I. IL C A M P IO N A M E N T O E I L D E L L A R A P P R E S E N T A T IV I T À

223 22 4 226 22 9 230 231 232 234 23 5

125. 126. 127. 128. 129. 130. 131. 132. 133. 134.

23 7

135.

239 240

136. 137. 138.

222

PRO BLEM A

I te r m in i d e l p ro b le m a . P e rc h é si c a m p io n a ? L a d e fin iz io n e d e ll’u n iv e rso . L a ra p p re s e n ta tiv ità tra d iz io n a le . S u fficien za d e l c a m p io n e . L a s o c ie tà c c a s u a le ? U n iv e rsi so c iali e u n iv e rsi logici. L a r e a ltà e le su e a v a n g u a rd ie . 11 p r o le ta r ia to c o m e c a m p io n e e c o m e u n iv e rso . L a r a p p re s e n ta tiv ità e la d ia le ttic a c a m p io n e - u n i­ v erso . Il g iu d iz io s u lla ra p p re s e n ta tiv ità c o m e p r o b le m a q u o tid ia n o . L e fa lse a v a n g u a rd ie , e q u e lle v ere. R ie p ilo g o a n a litic o . A v v e rte n z a .

V ili. L A R IC E R C A C O M E S C O P E R T A Z I O N E D I C O N T R A D D IZ I O N I 139. T e m a d el c a p ito lo . 140. R e a ltà so c ia le e c o n tra d d iz io n i.

E

SO LU ­

9

10

Come si fa ricerca 247 249 250 251 25 3 257 261 26 3 264 266

141. L a d iv isio n e d el la v o ro p u ò d im in u ire ? 142. L e c o n tr a d d iz io n i n u o v e. 143. A s p e tto u n iv e rsa le e a s p e tlo p a r tic o la re d e lla c o n ­ tr a d d iz io n e . 144. R ic e rc a e c o n tra d d iz io n i. 145. L ’a s p e tto u n iv e rsa le d e lla c o n tra d d iz io n e . 146. L 'a s p e tto p a r tic o la re d e lla c o n tra d d iz io n e . 147. C o n tr a d d iz io n e p rin c ip a le e c o n tra d d iz io n i s e c o n ­ d a rie . 148. Q u a li c o n tr a d d iz io n i p u ò riso lv e re la ric e rc a ? 149. C o n tr a d d iz io n i n el c o m m itte n te . 150. C o n tr a d d iz io n i neH ’o g g etto . IX. L A

269 270 271 272 273 274 275 277 279

F IN E

DELLA

R IC E R C A

151. 152. 153. 154. 155. 156. 157.

L e fasi d e lla ricerc a. Il te r m in e d e lla ricerc a. C o m e f a l a ric e rc a a s a p e re q u a n d o è fin ita? L a R e la z io n e finale. P ro b le m i di a n a lis i e di esp o sizio n e. L a d iv isio n e d el la v o ro n e lla ricerc a. L a ric e rc a c o m e riflessio n e e i c o m p iti d e l ric e r ­ c a to re . 158. (C o n tin u a z io n e e fine). A p p e n d ic e C IN D I C A Z I O N I

297

N ote

305

Indice analitico

B IB L IO G R A F IC H E

C o m e si fa ric e rc a

“T u tti i fe n o m e n i di q u e s ta e p o c a in d ic a n o ch e la s o d d is fa z io n e n o n si tr o v a p iù n e lla v e cch ia v ita ...” HEGEL, L a

C o s titu z io n e d e lla G e r m a n ia

“ L a legge fo n d a m e n ta le d e lla riv o lu z io n e , c o n f e r m a ta d a tu tte le riv o lu z io n i e p a rtic o la rm e n te d a tu tte e tre le riv o lu z io n i ru ss e d e l se c o lo v e n te s im o , c o n siste in q u e s to : p e r la riv o lu z io n e n o n è suffi­ c ie n te c h e le m a sse s f r u tta te e o p p re ss e s ia n o c o sc ie n ti d e ll’im p o ss ib ilità di v iv e re c o m e p e r il p a s s a to e d e s ig a n o d ei c a m b ia m e n ti; p e r la riv o lu z io n e è n e c e s sa rio c h e gli s f r u tta to r i n o n p o s s a n o p iù v iv e re e g o v e rn a re co m e p e r il p a ssa to . S o lta n to q u a n d o g li 'str a ti in fe r io r i’ n o n v o g lio n o p iù il p a s sa to , e g li ‘s tr a ti s u p e r io r i’ n o n p o ss o n o fa re co m e p e r il p a ssa to , s o lta n to a llo r a la r iv o lu z io n e p u ò v in c e re . I n a ltr i te rm in i, q u e s ta V erità si e s p rim e c o s ì: l a riv o lu ­ z io n e n o n è p o ssib ile se n z a u n a c risi d i t u t t a la n a z io n e (ch e c o in ­ v o lg a cio è s f r u tta ti e s f r u tta to r i) ." le n in ,

L ’e s tr e m is m o , m a la ttia in fa n tile d e l c o m u n iS m o

C a p ito lo I

In tro d u z io n e . C h e sign ifica ric e rc a?

1. A chi è indirizzato questo libro? N aturalm ente, a ri­ cercatori professionisti (sociologi, scienziati sociali e assi­ stenti sociali), come proposta di verifica e discussione di un tem a di com une interesse, la logica della ricerca; a stu­ denti, e non solo studenti di sociologia. M a so prattutto a altre persone che, pur senza far ricerca in m odo professio­ nale, riflettono sulla realtà che li circonda p er trasform arla, e vogliono dare a questa riflessione un carattere più siste­ matico e più organizzato: operatori sociali di ogni tipo; operai, impiegati e sindacalisti; tecnici d ’azienda; profes­ sionisti (nel senso più largo del term ine); e insom m a ogni altro individuo che svolga un ruolo professionale. 2. Modo di usarlo. Il libro va letto e studiato prim a c durante lo svolgimento della ricerca. Vi sono, tuttavia, d i­ versi punti che possono riuscire poco chiari, o poco con­ vincenti, a chi non abbia ancora esperienza di ricerca. V o r­ rem m o perciò insistere sulla necessità di riprendere in m a­ no il libro dopo che si sono fatte alcune esperienze: solo l’esperienza diretta, infatti, può m ettere il lettore in grado di condividere profondam ente, o criticare e respingere, di­ versi punti del nostro discorso. U na volta detto che l’utilità del libro è maggiore per chi ha già una certa esperienza di ricerca, dobbiam o subito chiarire come si acquisisce questa esperienza e, soprat­ tutto, cosa significa “ far ricerca” . 3. Che significa ricerca? Intendiam o p er ricerca (a) u n ’a/tività conoscitiva di analisi e di riflessione, (b) che si svol­

14

Com e si fa ricerca

ge nella pratica, (c) su un problem a pratico e reale, e (d) precede un determ inato intervento nella realtà. Se questa definizione di ricerca è corretta (e cercherem o di dim o­ strarlo in seguito), ne deriva, prim o, che non è affatto ne­ cessario esser ricercatori professionisti per fare della ricerca, cioè della scienza sociologica; secondo, che non tutti i ri­ cercatori professionisti, nella m isura in cui non si atten­ gono a questa nozione di ricerca, fanno della ricerca. Esiste infatti una ricerca in senso tradizionale, che viene insegnata nelle università e che richiede, per essere svolta, il possesso di tecniche e conoscenze anche molto raffinate. Q uesta ricerca tradizionale, tuttavia, spesso non si svolge affatto nella pratica social^ (punto b), m a nelle biblioteche e negli istituti; ancor più spesso, non ha per oggetto un problem a reale (punto c), e quasi mai si pone, come ob­ biettivo concreto, un intervento nella realtà (punto d). In questo libro non ci proponiam o u na volgarizzazione di queste tecniche e conoscenze; il m etodo di ricerca che vogliam o trasm ettere, non è la “popolarizzazione” del me­ todo tradizionale: è qualcosa che si contrappone al m etodo tradizionale, qualcosa che non è né un di più né un di me no della ricerca tradizionale, m a qualcosa di diverso. In tutto il libro cercherem o di m ettere in risalto le differenze tra i due m etodi, quello illustrato qui e quello tradizionale; m a ce n’è una che vogliamo rilevare subito, perché, in defi­ nitiva, è quella che ci autorizza a considerare ricerca, cioè, lavoro scientifico, non solo l’attività di indagine dei ricer­ catori professionisti, ma anche quella di tutti gli individui in condizioni professionali e pre-professionali elencati al­ l’inizio. 4. U na conoscenza fine a se stessa. N ella ricerca tradi­ zionale, il ricercatore ha solo il com pito di conoscere una determ inata realtà, senza però intervenirvi. Il suo lavoro consiste nell’analizzare un dato problem a e nel proporre delle alternative teoriche di soluzione, senza prender partito né per l’una né p er l’altra; anzi, deve fare in modo che l’uso degli strum enti e delle tecniche sociologiche per conoscere u n a determ inata situazione, non modifichi la situazione stessa. Q uesto punto è molto im portante p er capire la natura e

Introduzione

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i limiti della ricerca tradizionale. A d esempio, nel 1956 uscì un libro di tre ricercatori su un gruppo di persone che, persuase dell'im m inenza della fine del m ondo, avevan deciso di aspettare la fine ritirandosi a vivere in gruppo. I tre ricercatori, p er studiar meglio questo gruppo, si presen­ tarono al gruppo stesso com e credenti in tale profezia, e vennero accolti com e m em bri di quella piccola com unità. II gruppo aspettava la fine del m ondo, e i tre. sociologi rac­ coglievano alacrem ente il m ateriale per la loro ricerca. Una volta uscito il libro che riferiva i risultati di tale ricerca, una delle critiche mosse dagli altri sociologi fu questa: non v’era dubbio che l’adesione, a questa piccola com unità, di tre persone istruite e equilibrate, aveva avuto per effetto di rafforzare la credibilità e le capacità di a t­ trazione del gruppo, aum entando il senso di appartenenza degli altri m embri del gruppo, e quindi aveva inciso sulla vita del gruppo, accrescendone la coesione.1 E ra insom m a stato violato il principio di neutralità, che significa, tra l’altro, lasciare im m utata la situazione che si sottopone a indagine. Anche dal nostro punto di vista, certo, questa ricerca (per certi aspetti molto interessante) sem bra da criticare, ma proprio per il m otivo opposto, per essere intervenuti troppo poco, cioè, p er non aver cercato di distogliere il gruppo da u na concezione così poco realistica, e così pri­ va di sbocchi operativi, com e quella deH’imm inente fine del mondo. 5. D a cosa deriva questa situazione? Il fatto che il ricer­ catore sociale debba solo conoscere, senza p oter interve­ nire, non è che l’applicazione, nel cam po della scienza, di un principio generale su cui è basata la società capitalisti­ ca, il principio della crescente divisione del lavoro. Q uesto principio ha m olte altre applicazioni, la più grave delle quali è la crescente divisione tra lavoro intellettuale e la­ voro manuale. Chi svolge un lavoro m anuale (tipicam ente, l’operaio), viene im pegnato su com piti sem pre più piccoli, fram m en­ tati, insignificanti; viene praticam ente “costretto” , p e r m ol­ te ore al giorno, a non pensare a quel che sta facendo. In tal m odo, il suo lavoro, invece di essere un m otivo di

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stim olo intellettuale e di crescita personale, diventa m otivo d i regressione. Ciò deriva dal tentativo, com piuto dall’Organizzazione del lavoro, di spogliare le mansioni operaie di ogni conte­ nuto intellettuale, di ogni responsabilità e decisione tecni­ ca. Nei casi in cui questo tentativo riesce pienam ente (ma, su questo punto, tornerem o più diffusamente in seguito), ci si trova di fronte a individui che, al term ine di una vita di lavoro, hanno un’età intellettuale non molto diversa da quella di quando han com inciato a lavorare, - o, addirit­ tura, a individui il cui equilibrio psichico è stato com pro­ messo. D all’altra parte, abbiam o tutti quelli che sono costretti a un lavoro puram ente intellettuale: essi conoscono i pro­ blem i, le esigenze, le difficoltà dei lavoratori m anuali, ma solo sulla carta, e cioè, solo in modo indiretto. U n inge­ gnere che progetta una m acchina utensile, sa bene che su questa m acchina non verranno mai m andati a lavorare né lui né un altro ingegnere: l’ingegnere, quindi, non pensa tanto a colui che farà funzionare la m acchina, quanto alle caratteristiche produttive della m acchina stessa (costo, du­ rata, velocità, num ero di pezzi prodotti, ecc.). In questo m odo, però, tagliando fuori l’operaio dal suo studio e dal suo progetto, l’ingegnere non conosce la realtà com pleta, bensì solo una sua parte. Dal punto di vista scientifico, perciò, questo intellettuale non studia la realtà, m a solo una parte arbitraria della realtà, e, studiando una realtà parziale, non può andare molto in là nel suo lavoro scientifico. V ediam o, così, che anche il lavoratore intellettuale, ben­ ché m olto più privilegiato del lavoratore m anuale, è un uom o incom pleto, che non può crescere intellettualmente in m odo arm onioso. 6. Conoscenza e decisione. A livello di ricerca, come si è detto, il principio della divisione del lavoro e del potere si traduce soprattutto in questo, che chi conosce una realtà non può però decidere se e come intervenire in questa realtà; la decisione spetta a qualcun altro, a chi ha com ­ m issionato la ricerca. Il ricercatore, privato di ogni possi­ bilità di sbocco o di intervento pratico, si specializza nel­

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l’attività conoscitiva, continua a elaborare tecniche e stru­ m enti sem pre più perfezionati: o meglio, sem pre più per­ fezionati dal punto di vista della cosiddetta “conoscenza p u ra ”, perché delle loro conseguenze pratiche, delle m odifi­ che che possono pro d u rre sulla realtà, il ricercatore non può saper nulla. Si arriva così al paradosso di elaborare strum enti tec­ nici che sono fine a se stessi e che non possono venire usati in nessun m odo, - com e sta avvenendo nel cam po della statistica sociologica. O, in altre parole, abbiam o più strum enti che non m ateriale cui applicarli. Questi stru­ menti, infatti, non sono stati creati p er rispondere a un bisogno reale, m a solo a un bisogno im m aginario, even­ tuale. Per fare ricerca nel m odo qui illustrato, è del tutto super­ fluo conoscere queste tecniche e questi strum enti che forse non saranno mai utilizzabili: occorre conoscere solo gli strum enti di cui si ha effettivamente bisogno. Si tratta di strum enti, utilizzati anche dai ricercatori professionisti, che consentono di far ricerca sem pre restando all’interno della propria condizione professionale, purché il bisogno da cui si parte per far ricerca sia reale, e purché l’analisi del p ro ­ blem a non sia fine a se stessa, bensì preceda un intervento im m ediato nella realtà. 7 . Precisazioni sulla nozione di ricerca: un problema “rea­ le ”. Definendo la ricerca, abbiam o precisato, fra l’altro, che essa deve partire da, e avere a oggetto, un problem a pratico e reale. Ciò significa, innanzitutto, che il problem a non deve essere im m aginario, non deve cioè esistere sol­ tanto nella m ente del ricercatore. Sarebbe im m aginario, ad esempio, il problem a di com e far sì “che le persone si vo­ gliano più bene tra di loro, e non ci sia più tan to odio”, o quello di trovare una form a di collaborazione definitiva tra lavoratori e im prenditori. Sono problem i im maginari nel senso che non sono reali, sono semplificazioni eccessi­ ve o errate che, form ulate così, “non tengono” di fronte alla realtà, che è enorm em ente più complessa. Vi sono poi casi di problem i che sono reali, m a hanno valore e portata individuale, nel senso che riguardano la psicologia di u n singolo individuo. A nche p e r questi casi

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si può parlare di ricerca, m a non ce ne occuperem o in questo libro. Il problem a, infine, deve avere possibilità di applicazio­ ni concrete, dan d o però alla parola “concreto” il suo giusto signilìcato: è concreta, ad esempio, una ricerca sulla situa­ zione collettiva in cui ci si trova, perché i risultati di tale ricerca servono a correggere e orientare la propria visione del m ondo, cioè ogni futura attività sociale e politica. È concreta, del pari, ogni ricerca che un gruppo professio­ nale (assistenti sociali, architetti, tecnici di azienda, tanto per citare esem pi reali di cui siamo a conoscenza) svolge sul proprio ruolo, per sapere come si configura, a quali condizionam enti è sottoposto, su quali contraddizioni è fondato, e così via, - tutto questo in vista di una modifi­ cazione di tale ruolo. N on ha invece possibilità di applicazioni concrete lo studio di problem i come “ Im perialism o e fluttuazioni mo­ n etarie” , “ N eo-capitalism o e forza lavoro” , e così via. Ciò non significa, naturalm ente, che questi problem i non siano reali, e non vadano quindi affrontati. Significa invece che, al livello a cui i ricercatori e i destinatari di questo libro si collocano, n o n esiste alcuna possibilità concreta di in­ cidere, attraverso una ricerca, su questi problem i. C iò non significa neppure, ovviam ente, che il ricercato­ re non debba occuparsene, - anzi, è indispensabile studia­ re e approfondire questi problem i generali. M a essi costi­ tuiscono solo la cornice entro la quale si situa la ricerca, e la loro conoscenza sta, in un certo senso, a m onte della ricerca stessa (anche se potrem o accorgerci, al term ine di una ricerca, che essa ha contribuito a chiarirci molti di questi problem i generali). 8. II metodo e la sua applicazione. C onfrontando questo libro con qualsiasi altra opera di metodologia, appare evi­ dente che i problem i son trattati in m odo com pletam ente diverso. A d esem pio, già in queste poche pagine introdut­ tive abbiam o dovuto, per sviluppare il nostro discorso, ac­ cennare a problem i di potere, di ruolo professionale, alla divisione del lavoro, tutte cose di cui non si trova traccia in alcun m anuale di metodologia. Perché questi m anuali si lim itano a fornire un metodo,

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senza preoccuparsi di parlare dei fenom eni sociali che con­ dizionano l’uso di questo m etodo, e di quelli ai quali il m etodo v errà applicato? L a ragione di ciò sta in questo, che, p e r la sociologia tradizionale, è possibile studiare il m etodo separatamente dal problem a specifico al quale il m etodo va applicato: una volta trovato il m etodo, l’applicazionc al problem a particolare vien vista com e un sem ­ plice fatto esecutivo, che non presenta più difficoltà. L’esperienza di ricerca ci m ostra che ciò è falso: anche se è possibile, sulla base di m olte ricerche, arrivare a for­ m ulare in m odo stabile un certo m etodo consolidato, l’ap­ plicazione di questo m etodo presenta ogni volta dei pro­ blemi, per superare i quali occorre svolgere un lavoro scien­ tifico. P er la ricerca intesa in senso tradizionale, l’appli­ cazione è u n semplice lavoro di esecuzione; per la ricerca quale viene qui illustrata, l’applicazione è essa stessa la­ voro scientifico, è la parte più im portante di tutto il pro­ cesso di ricerca. Ciò significa che è im possibile staccare il problem a del m etodo dal problem a concreto che è oggetto della ricerca: non è possibile form ulare un m etodo in astratto, m a solo in relazione a un problem a specifico. Problem i diversi van­ no risolti con metodi diversi. In questo libro non si parla di alcune cose indubbia­ mente utili, per esempio, l’elaborazione quantitativa dei dati. Per il lettore che ritiene necessario, ai fini della sua ricerca, avere indicazioni concrete su questi procedim enti, rim andiam o all’A ppendice C di questo libro, che fornisce una serie di indicazioni bibliografiche (m etodologiche e non-) su problem i specifici di eventuale approfondim ento. Nel testo ci siam o invece preoccupati di chiarire le condi­ zioni di base p e r l’applicazione di questi procedim enti, i loro limiti, e, soprattutto, la necessità di subordinare sem ­ pre questi strum enti al loro impiego effettivo, che è un im ­ piego sociologico. 9. A che punto siamo. Il m odo di far ricerca qui illu­ strato non è stato inventato a tavolino, ma è stato sco­ perto “sul cam po”, in m odo indipendente e con approfon­ dim enti diversi, da molti ricercatori. Parlando di “scoper­ ta ”, non si vuol dire che essa sia già com pletam ente av­

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venuta, che il lavoro sia orm ai bell’e fatto. Se si dovesse scrivere solo su problem i com pletam ente risolti, C om e si fa ricerca potrebbe venir scritto solo tra molti anni. M a questo libro non ha solo lo scopo di docum entare dei pri­ mi tentativi, banali e pieni di errori. Esso vuole anche p ro ­ vocare un effetto di ritorno, e cioè operare un collega­ m ento tra migliaia di persone che in questo m om ento stan­ no svolgendo un lavoro teorico di riflessione su problem i concreti, un lavoro, cioè, di ricerca. Siamo persuasi, non solo che tutti gli individui in queste condizioni possono fare ricerca, m a anche che possono fare delle scoperte m eto­ dologiche m olto im portanti, una volta che abbiano la con­ sapevolezza di certi problem i generali che ogni ricerca pre­ senta. In questo senso siamo certi che questo m odo nuovo di far ricerca resterà sem pre m eno acquisizione dei ricer­ catori professionisti, per diventare u n ’acquisizione via via più generale. 10. Far ricerca o fare della politica? M a, obbiettano al­ cuni collcghi, tutto questo è molto interessante, però non si riesce a capire dove finisca la ricerca e dove cominci la politica; ogni ricerca, insom m a, va a finire in politica. P e r far ricerca, dicono in sostanza questi ricercatori, oc­ co rre distacco, oggettività, bisogna non lasciarsi coinvol­ gere, restare neutrali: invece, facendo ricerca in questo m odo, lasciando parlare le cose, ci si viene sem pre a scon­ trare col sistem a politico e sociale esistente, e questo p o trà anche esser giusto politicam ente, m a “non è scientifico”. Q uesta obiezione, che abbiam o sentito tante volte, ci è sem brata così im portante che abbiam o deciso di occupar­ cene in questo capitolo introduttivo. Ci proponiam o di m ostrare al lettore che questo m odo di far ricerca è scientifico, indipendentem ente dal fatto che presenti delle ovvie implicazioni politiche; in stretta con­ nessione con questo punto, vorrem m o m ostrare che il m odo tradizionale di far ricerca non è scientifico, perché è con­ dizionato dalla politica. P er fare questo, dobbiam o richia­ m arci a un discorso un p o ’ più ampio, chiederci, cioè, cos’è la scienza, e che ruolo svolge all’interno della so­ cietà.

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11. Le due funzioni della scienza. Se analizziam o socio­ logicamente le funzioni che la scienza svolge nelle società, in particolare nella società capitalistica nella quale ci tro ­ viam o, balzano in evidenza due funzioni principali. L a prim a è la funzione di determ inare un progresso incessante nella conoscenza della natura e della società, criticando le acquisizioni scientifiche precedenti e scoprendone via via di nuove. Q uesta funzione, la funzione innovativa, è inseparabile dall’essenza stessa della scienza, e non è scien­ ziato chi non partecipa, in qualsiasi misura, a tale fun­ zione. L a seconda funzione è legata all’im portanza che h a la scienza per la classe al potere. Chi ha il potere vede giu­ stam ente nella scienza u n ’arm a im portante p er accrescere, consolidare o difendere questo potere, e cerca quindi, in ogni m aniera, di dirigerla e strum entalizzarla in questa di­ rezione. Potrem m o chiam are funzione di controllo questa seconda funzione della scienza, controllo, cioè, dell’attuale assetto dei rapporti di potere. Si tratta di una funzione che non è propria dell’essenza della scienza (come invece la funzione innovativa), m a che discende dall’uso che si fa della scienza. Sarà abbastanza chiaro, a questo punto, che queste due funzioni sono in contraddizione tra loro. È possibile che questa contraddizione sia in principio abbastanza latente, non ancora evidente: questo si verifica tutte le volte che la classe al potere (che quindi usa della scienza com e di uno strum ento di controllo) è u na classe storicam ente av an ­ zata, progressista. A d esempio, la borghesia era all’inizio del secolo scorso una classe avanzata e progressista, assai più di ogni altra classe allora esistente. Essendo all’avanguardia, e avendo in m ano, abbastanza saldam ente, il potere politico, la b o r­ ghesia non poneva alla scienza alcun vincolo troppo grave, il che significa che la scienza svolgeva sì, anche allora, la sua funzione di controllo sociale, m a che questa fu n ­ zione non era in contraddizione troppo forte con la fu n ­ zione di innovazione. U na classe storicam ente in ascesa chiede alla scienza di conoscere il m ondo, non di fabbri­ care delle catene. Le cose cam biano, a m ano a m ano che la classe al po­

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te re perd e le proprie caratteristiche di avanguardia, e co­ m inciano invece a profilarsi e a “crescere” nuove classi, antagonistiche, i cui interessi, cioè, contrastano con gli in­ teressi della classe al potere. Il sorgere di nuove classi si accom pagna sem pre a un venir m eno delle capacità crea­ tive della classe al potere, anche perché una parte notevole delle sue risorse va im piegata p er cercar di contenere la classe o ra in ascesa. T ra queste risorse vi è anche la scien­ za. A questo punto, la funzione di controllo svolta dalla scienza diventa preponderante rispetto alla funzione inno­ vativa, e la contraddizione tra le due funzioni si m anife­ sta in tu tta la sua asprezza. L o scienziato non solo av­ verte di essere usato com e “cane da guardia” , m a si ac­ corge, soprattutto, che la funzione di cane da guardia ostacola e impedisce l’altra funzione, di conoscere e inno­ vare. È questo che va posto bene in luce. M oltissimi scien­ ziati, infatti, anche in passato, si sono resi conto di essere al servizio di una politica e di u n a classe ben determ inate, m a questo non ha loro im pedito di rim anere tranquilli al loro posto, proprio perché potevano, nel contem po, far ricerca. M a quel che va succedendo ora è qualcosa di di­ verso. L a funzione di controllo viene a disturbare la fun­ zione innovativa, a rendere impossibile la scoperta e la pubblicizzazione della realtà. C erte direzioni di ricerca sono proibite, alcune cose vengono ignorate, o si fa finta di non vederle; m olte cose, una volta scoperte, vengono taciute anche ai diretti interessati (si pensi, com e caso limite, al m edico di fabbrica). M a o ra è opportuno vedere come si configura questo discorso, più specificamente, p er la ri­ cerca sociale. 12. Controllo e innovazione nelle scienze sociali. A nche le scienze sociali, ovviamente, hanno seguito, all’interno del processo storico di sviluppo del capitalism o (dalla fine del sec. X V III a oggi), lo stesso processo. All’inizio, la funzione conoscitiva era prevalente, - anzi, le scienze so­ ciali nella loro form a m oderna son sorte appunto in con­ com itanza con le prim e fasi dello sviluppo capitalistico. I prim i sociologi (ad esem pio, Com te e Saint-Simon) si posero dalla p arte della borghesia vedendo in essa, in

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m odo del tutto corretto, la classe storicam ente più avan­ zata del loro tem po. N on che il progresso storico, il p ro ­ gresso di tutta la società, si identificasse con l'afferm azione della borghesia, ma, piuttosto, solo l’afferm azione della borghesia poteva consentire alla società, in quel m om ento, un progresso. M a un’altra classe andava em ergendo, il proletariato. A m ano a m ano che il proletariato veniva organizzandosi e m aturando, sem pre maggiori erano le risorse che la b o r­ ghesia doveva distogliere dalla produzione (produzione m a­ teriale e intellettuale), p er destinarle a una funzione di contenim ento e di controllo di questa nuova classe in asce­ sa. Anche le scienze sociali, e anzi, soprattutto le scienze sociali, vennero utilizzate in questo lavoro di contenim ento. È ovvio che questo avveniva sempre in m odo indiretto, “ lontano dalla piazza” : la funzione di controllo più im m e­ diata era svolta dalla polizia, dall’esercito, dalla m agistra­ tura. Da parte loro, le scienze sociali elaborarono, nel cor­ so dei decenni, una visione del m ondo che, p u r presen­ tandosi com e scientifica, raffigurava il m ondo dal punto di vista della borghesia al potere. Si scoprivano certe leg­ gi e certe regolarità esistenti nella società capitalistica, e le si presentava com e le g g i d i n a t u r a , che avrebbero do­ vuto, cioè, rintracciarsi necessariam ente in tutte le società. Questi rapporti costanti tra scienze sociali e classe al potere vanno tenuti presenti per com inciare a spiegare perché, in Italia, sociologia e antropologia siano state (e siano per certi versi anche ora) pressoché inesistenti. L a classe dirigente italiana, form atasi con estrem o ritardo, era - ed è in parte anche o ra - a un livello così arretrato da non avvertire neanche il bisogno di “tecnici della società” che contribuissero a razionalizzare (cioè, a rendere più efficiente) l’esercizio del suo potere. Per quanto riguarda il controllo delle classi subordinate, esso avvenne prevalen­ tem ente attraverso un impiego veram ente straordinario di polizia e m agistratura. Q uanto all’antropologia, basterà dire che la distanza tra l’antropologia in Italia e quella (per esempio) in Inghil­ terra, è la stessa che esiste, in termini di efficienza e ra ­

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zionalità, tra il colonialism o britannico e le imprese colo­ niali prom osse dalla classe dirigente italiana. 13. La situazione a un punto di rottura. Com e si è detto sopra, questa funzione di contenim ento operata dalle scien­ ze sociali non si è svolta in m odo diretto (cosa che non sarebbe m aterialm ente neanche possibile), m a secondo la n atu ra e le caratteristiche proprie di una scienza: e cioè attraverso la form ulazione di concetti, di tecniche e di strum enti teorici che rappresentavano il m ondo da un solo pu n to di vista, quello della borghesia, e che, per così dire, potevano essere im pugnati solo dall’alto verso il basso. Su questo punto tornerem o diffusam ente nei capitoli successivi. Q ui im porta segnalare cosa sta accadendo, at­ tualm ente, nella pratica quotidiana della ricerca sociale. P er dirla in breve, diventa sempre più difficile, facendo ricerca, applicare le tecniche e ogni altro strum ento di ri­ cerca in m odo ortodosso, perché la situazione di ricerca non lo consente più. Cosa significa? significa che gli og­ getti tradizionali della ricerca sociale (operai, studenti, in­ dividui devianti o em arginati dal processo produttivo, ecc.) m ostrano u na crescente insofferenza a venir sottoposti alle tecniche e alle operazioni di ricerca. Di fronte a questa situazione di “ irrequietezza” dell’og­ getto, allora, il ricercatore tradizionale è costretto, o a ve­ nire a u n com prom esso con l’oggetto p er poterlo analiz­ zare, o (per esem pio, negli ospedali psichiatrici) a far ri­ corso a u n potere m ateriale, p er “tenere ferm o” l’oggetto m entre viene sottoposto ad indagine, - non bastando più il potere tecnico-scientifico di cui il ricercatore è dotato. R espinto dal cam po, cioè dalla situazione concreta di ricerca, il ricercatore si rifugia sem pre di più nella sua scienza, nei concetti e negli schemi tradizionali, cercando di conferm arli e rafforzarli, anziché di sottoporli a una con­ tinua m essa in discussione. A um enta sem pre più il lavoro del sociologo “a tavolino”, si moltiplicano gli schemi astrat­ ti, i m odelli teorici, le formulazioni lontane dalla realtà. T utto questo, ovviamente, si traduce in una crescente sterilità della ricerca, nell’incapacità di fornire dei risultati scientificam ente apprezzabili, e, al limite, nell’incapacità di com prendere la società e le sue trasform azioni. Come

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l’ospedale psichiatrico, anziché guarire i ricoverati, si preoc­ cupa soprattutto di ripetere e riafferm are il proprio m odello istituzionale, così la ricerca sociale, anziché indagare la società, si preoccupa soprattutto di trasform arsi in u n ’isti­ tuzione, e u n ’istituzione ben difesa. Perché difendersi? da dove viene la minaccia? 14. La rivolta dell’oggetto. O ccorre precisare bene quan­ to si è sopra affermato. L a crescente insofferenza dell’og­ getto nei confronti del ricercatore (o anche: del cliente nei confronti dell’operatore sociale) non va considerata com e il sintom o di una presa di coscienza, da p arte delle classi subordinate, nei confronti della ricerca e delle professioni sociali intese com e strum ento di potere: è invece Yespres­ sione, a livello ricerca, dell’acuirsi della contraddizione esi­ stente tra classi dom inanti e classi subordinate, che sono, rispettivam ente, il com m ittente e l’oggetto tradizionali del­ la ricerca e dell’intervento sociale. L ’acuirsi della contraddizione tra controllo e innovazione all’interno della sociologia, insom m a, non è che una m ani­ festazione dell’acuirsi dell’altra contraddizione, assai più im ­ portante, tra classi dom inanti e classi subordinate, tra forze produttive e rapporti di produzione. L e classi subordinate vanno ponendo, con sem pre maggior forza, i loro bisogni, le loro richieste, la loro aspirazione a una sem pre più larga partecipazione al potere. Parallelam ente a questo, vanno elaborando una loro concezione del m ondo e form e di organizzazione, che non hanno più niente in com une con quelle elaborate dalla classe ora al potere. È a questa contraddizione, e al suo acuirsi, che occorre guardare per capire il perché e il com e della c r i s i attuale delle scienze sociali, - e non a ragioni interne alle scienze sociali stesse. N on solo, m a si tratta di una crisi dalla quale il ricercatore sociale può uscire solo attraverso una precisa scelta. 15. I termini della scelta. D a un lato, sta la concezione tradizionale del m ondo, secondo cui la razionalità viene dall’alto, la motivazione prevalente degli individui è il p ro ­ fitto m ateriale, ecc. T u tta la scienza sociologica tradizionale è costruita in questo modo. Esistono università, istituti di

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ricerca, decine e decine di migliaia di libri che difendono, afferm ano, perfezionano questa concezione. Dall’altro lato, il ricercatore “ sul cam po” si imbatte con­ tinuam ente in voci e espressioni che vengono dal basso, dietro le quali sem bra, in certi m om enti, vedersi profilare un sistem a sociale diverso, rapporti nuovi tra gli uomini, in presenza di u na maggior soddisfazione dei bisogni ele­ m entari. Si tratta di espressioni spesso fram m entarie, in­ com plete, talora utopistiche, che hanno però tutte una cosa in com une: m uovono da bisogni reali, e lungo una linea di sviluppo crescente. V a d etto subito, tuttavia, che questa contrapposizione, così form ulata, non è ancora sufficiente per scegliere. L ’al­ ternativa tra dom inanti e dom inati, oppressori e oppressi, forti e deboli, o com unque la si voglia form ulare, potrà bastare per scegliere come uomini, ma com e scienziati, com e professionisti, non basta ancora a giustificare la scel­ ta fatta. O ccorre ancora chiedersi: quale delle due classi così contrapposte rappresenta nel m odo più pieno, storica­ m ente più concreto, lo sviluppo storico della società, - e quale delle due rappresenta invece un elem ento di freno? quale classe rappresenta più propriam ente le forze produt­ tive, e quale ne c piuttosto una catena? È su questa base che deve scegliere lo scienziato in quanto scienziato, e la scelta non può essere che una: lo scienziato si schiera dalla parte delle forze produttive. 16. Le ragioni di una scelta. Possiam o ora tornare al punto da cui siam o partiti quando ci siamo chiesti: dei due modi di fare ricerca, quello tradizionale e quello qui pro­ posto, quale è scientifico, e quale non lo è? La pagine che precedono sono servite a inquadrare il problem a in quel contesto più am pio nel quale bisogna necessariam ente por­ si per risolverlo. È assurdo, infatti, dibattere in astratto se una teoria, o u na m etodologia, sia o m eno scientifica, sia o m eno progressista, ecc. Tale dibattito può esser svol­ to solo richiam andosi a tutti i term ini del problem a, in rife­ rim ento a un m om ento storico ben determinato. Riassum endo, cftiesto libro (e, soprattutto, le esperienze concrete di ricerca cui si richiam a) muove dalle seguenti constatazioni:

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(1) la classe attualm ente al potere ha pressoché esaurito le sue capacità di assicurare un progresso storico effettivo; è una classe sulla difensiva, i cui m om enti creativi sono sem ­ pre più rari, costretta sem pre più spesso a ricorrere alla violenza p er conservare le proprie posizioni; (2) le classi subordinate, considerate nel loro sviluppo sto­ rico, hanno invece realizzato, com e classe, una crescita ele­ vatissima, passando, da una posizione iniziale di passività, a posizioni di autodifesa, quindi a posizioni antagonistiche nei confronti della classe al potere. Nel contem po, s i ac­ cresce il loro livello di coscienza e di organizzazione, e aum enta il num ero di ceti e strati sociali (tecnici, im pie­ gati, studenti, intellettuali, ecc.), che si pongono come po­ tenziali alleati di queste classi. M entre il contributo della borghesia allo sviluppo sociale è sem pre più scarso, ed è invece massiccio il freno che essa esercita su questo svi­ luppo, le classi subordinate e i loro potenziali alleati si collocano, nella quasi totalità, com e la parte più avanzata delle forze produttive. (3) L ’acuirsi della contraddizione fondam entale tra le due classi si ripercuote anche, a livello della ricerca, in una crescente difficoltà, per il ricercatore, a fare uso del proprio potere tecnico. Sempre più spesso l’uso delle tecniche e de­ gli altri strum enti teorici si scontra con le resistenze che provengono dall’oggetto; sem pre più spesso il ricercatore, per restare fedele all’ortodossia “ scientifica” tradizionale, deve chiudere gli occhi di fronte alle immagini della realtà che provengono dal basso. (4) Poiché è impossibile restare neutrali davanti a questa contrapposizione, che si ripresenta all’interno stesso della ricerca, riteniam o che il ricercatore, in quanto scienziato, debba collocarsi dalla parte della classe che si pone com e autore e protagonista dello sviluppo storico futuro. P er quanto si è accennato ai punti (1) e (2), riteniam o che q u e­ sta classe sia il proletariato, in alleanza con le altre classi subordinate. 17. Scelta scientifica, e non politica. Insistiam o su que sto punto, che la scelta tra l’una o l’altra classe non è con­ seguenza di una decisione politica, né, tantom eno, un fatto sentim entale, o di adesione a valori m orali: è invece il risul­

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tato di una valutazione scientifica della società attuale, del­ la sua evoluzione, e delle classi che di questa evoluzione sono protagoniste. In quanto si è scienziati, non è possi­ bile schierarsi dalla p arte di una classe che rappresenta sem pre più un freno allo sviluppo sociale. L o scienziato che, ciononostante, si pone dalla parte di questa classe, è un cattivo scienziato, non fa scienza, ma fa della politica, subordinando la scienza alla soddisfazione di interessi personali che non hanno nulla di scientifico. V iceversa, lo scienziato che si colloca dalla parte della clas­ se storicam ente in ascesa, indipendentem ente dalle motiva­ zioni personali per cui lo fa (es.: sim patia p er gli oppressi, m a anche motivi meno “nobili”), agisce correttam ente dal punto di vista scientifico, schierandosi dalla parte delle for­ ze produttive. V edrem o in seguito cosa significa, in concreto, “schie­ rarsi da una p a rte ” . O ra vogliamo, piuttosto, m ettere bene in luce che la posizione qui assunta com porta un rifiuto dell'idea di neutralità, e, contem poraneam ente, un'afferma­ zione di obbiettività. N eutralità e obbiettività, infatti, son due cose ben diverse, e, in questo m om ento storico, irri­ ducibilm ente opposte. V a subito detto che, più che di “neutralità” , dovrem m o parlare di “ ideale di neutralità”, - dato che, in una società cosi altam ente differenziata e integrata come la nostra, in cui il singolo elem ento (ruolo, gruppo, azione sociale) non p otrebbe esistere senza appoggiarsi a tutto il resto, è strut­ turalm ente impossibile essere neutrali. O ccorre insistere su questo punto, che questa cosiddetta neutralità non è un mitico valore iniziale, messo in crisi dalla società m oderna: - è invece, in un certo senso, un prodotto d i questa società. Più precisam ente, la classe do­ m inante, la borghesia, ha chiesto al sociologo di conoscere la società, senza occuparsi p erò di trasform arla: il sociologo ha trasform ato questa costrizione all’impotenza in una scel­ ta, e l’ha chiam ata neutralità. M a è chiaro che una vera neutralità è oggettivam ente impossibile. D urante tutto il li­ b ro continuerem o a m ostrare, per ogni singolo argom ento trattato , che la sociologia, lungi dall’essere effettivamente “n eu trale”, ha sem pre considerato la realtà sociale dal pun­

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to di vista degli interessi, e delle prospettive di sviluppo, della classe dom inante. Si noti bene, tuttavia (e qui entriam o nel discorso sull’obbiettività), che il difetto di fondo della sociologia trad i­ zionale e attuale non sta in questa subordinazione al po­ tere. Infatti, se la classe dom inante è una classe progressi­ sta, è scientificamente corretto considerare la realtà dal punto di vista di questa classe. Essere obbiettivi non si­ gnifica, insom m a, com e si crede com unem ente, vedere le cose da un punto di vista neutrale, e quindi accettabile per tutti: o b b i e t t i v i t à significa, invece, considerare la realta dal punto di vista della classe storicam ente progressi­ sta, della classe che si pone, in quel determ inato m om ento storico, com e la parte più avanzata delle forze produttive. L a m ancanza di obbiettività, e quindi la non-scientificità della sociologia attuale, sta proprio qui: non nel fatto che si schieri dalla parte della classe dom inante (e cioè, non nel fatto che non sia neutrale), - bensì nel fatto che la classe per cui si schiera non è più, da lungo tem po, una classe progressista. C onsiderare la realtà dal punto di vista di quella classe significa quindi, in una realtà che rip ro ­ duce, in m isura sem pre crescente, elementi nuovi e a n ta­ gonistici rispetto all’attuale stato di cose, privilegiare solo elementi di difesa e di conservazione. 18. Conclusioni. L a m etodologia qui proposta nasce d al­ le considerazioni teoriche e dalle constatazioni oggettive contenute nei paragrafi precedenti, e dal tentativo di fare ricerca, non già facendo violenza alla situazione, m a la ­ sciando parlare le cose. N on è il caso di ripetere che si tratta di un tentativo iniziale, pieno di insufficienze e di e r­ rori. Noi crediam o, tuttavia, che la direzione sia giusta: per dim ostrare che è errata, occorre dim ostrare (a) che la borghesia è tuttora una classe progressista; (b) che l’inten­ sità del conflitto tra le classi è stazionaria; (c) che nella ricerca tutto fila liscio, e la “ neutralità” del ricercatore è una garanzia, insieme, e per l’oggetto e per il ricercatore stesso. Il tentativo da noi com piuto di s t o r i c i z z a r e la m eto­ dologia e la logica della ricerca, cioè di legarla, non a p rin ­ cipi astratti e immutabili, bensì alla situazione storica dei

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C om e si fa ricerca

rapporti di potere, implica anche questa conclusione, che la m etodologia qui proposta non è valida in assoluto, m a solo nelle presenti condizioni dei rapporti di potere. U n’ulterio­ re modificazione di tali rapporti avrà inevitabilm ente delle ripercussioni anche sul ruolo del ricercatore: in presenza di un m aggior potere da parte del basso, scom parirà la ricercacom e-m ediazione (e la sua m etodologia), e si afferm erà sem­ pre più la ricerca come ri-costruzione del m ondo, per la quale occo rrerà rielaborare u na logica del tutto nuova. Soltanto allora (e cioè, con ricerche prom osse dal basso, in situazione di progressiva eguaglianza, e con un genera­ lizzarsi della figura del ricercatore) sarà possibile elaborare, com e vera scienza, una metodologia delia ricerca.

Capitolo II I p ro ta g o n isti d e lla ric e rc a (ossia, ric e rc a e p o te re )

Nel capitolo introduttivo abbiam o visto in che senso va usato il term ine “ ricerca” , e com e sia essenziale, p e r aversi ricerca, la presenza di u n problem a concreto da risolvere. È chiaro che, con un concetto di ricerca così largo da com ­ prendere tutta la p ratica sociale, i casi e i tipi concreti di ricerca sono innumerevoli. In questo capitolo cercherem o di portare un po’ d ’ordine in questa apparente confusione: più precisam ente ci sforzerem o di m ostrare com e, aldilà delle differenze che sussistono tra le varie situazioni di ri­ cerca, sia possibile rintracciare in tutte la stessa “o ssatu ra”, la stessa struttura di base. P er fare questo, dobbiam o a n ­ cora una volta partire dalla nozione di ricerca. 19. Le “fonti di disturbo” della ricerca. N elle scienze della natura, l’attività del ricercatore e le tecniche che egli impiega sono rivolte direttam ente nei confronti di m ate­ riali, m acchine, apparecchi, ecc. A nche l’attività del ricer­ catore della natura, ovviam ente, è un’attività sociale, m a, attraverso l’esercizio delle sue tecniche, egli viene a eser­ citare, in m odo diretto, solo un potere sulle cose. Il ricer­ catore sociale si trova invece in una situazione ben diversa: il suo oggetto è il m ondo sociale, e quindi esercizio delle tecniche significa p er lui esercizio di un potere su uomini. E questo è il prim o punto d a tenere presente. Il secondo punto consiste in questo. L o scienziato della n atura riesce molto spesso a riprodurre, nel laboratorio, una situazione allo stato “p u ro ”, a isolare u n processo fisico da tutti gli altri, a elim inare ogni possibile “ distur­ bo”. Nella ricerca sociale questo non è possibile. A nche

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procedendo con la maggior accuratezza, non è mai pos­ sibile studiare gli uom ini prescindendo dai privilegi di cui certuni godono, e dalle diseguaglianze di cui altri sono vit­ tima. È p e r questo m otivo che qualsiasi affermazione che ri­ guardi “ tutti gli uom ini” è scientificamente falsa (a meno che non sia u n a banalità del tipo: tutti gli uom ini han bi­ sogno di cibarsi, ecc.). N on esistono, in sociologia, leggi scientifiche che riguardino “tutti gli uom ini”, e questo non perché la scienza non sia ancora arrivata a scoprirle, ma perché - essendo gli uom ini in condizioni di diseguaglianza - ogni legge di questo tipo si rivelerebbe falsa. N on la scienza sociale, quindi, m a la realtà sociale è arretrata. 20. La società è divisa in classi. T utte le leggi e le sco­ perte delle scienze sociali non si riferiscono mai, quindi, a l'uom o considerato in astratto, bensì all’uomo in quanto inserito in gruppi sociali che fondano tali diseguaglianze. I più im portanti di questi gruppi sono, per le società primi­ tive, i gruppi di famiglia e di parentela; p er le società mo­ derne, assai più complesse, le c la s s i s o c i a l i . Possiamo allora concludere, per quanto riguarda il nostro discorso, che è necessario, ogni volta, analizzare la situazione con­ creta oggetto della ricerca in term ini di classi sociali. V edrem o in seguito com e questo può essere fatto. Nel frattem po, non ci sembra superfluo insistere sull’im portan­ za della classe sociale com e strum ento decisivo di interpre­ tazione della realtà nella società m oderna, ricordando che (come è stato dim ostrato da num erose ricerche) l’apparte­ nenza di classe influenza pressoché ogni aspetto del com ­ portam ento degli individui, e ogni m om ento della loro vita. D ipendono dalla classe sociale di appartenenza, per ci­ tarne solo alcuni: le probabilità di sopravvivenza alla n a ­ scita; le probabilità di conseguire il massim o di istruzione form ale; la capacità di verbalizzare (cioè, di parlare con proprietà e com pletezza su ogni argom ento); il tipo di lavoro che si “ sceglie"; il reddito, il livello e lo stile di vita; il com portam ento sessuale; il com portam ento religio­ so; la probabilità di contrarre determ inate m alattie; la pro­ babilità di essere rinchiusi in carceri o m anicom i, e così

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via. È forse inutile aggiungere che, sotto ciascuno di que­ sti aspetti, le classi subordinate sono sfavorite rispetto alle classi dom inanti. 21. La ricerca com e attività sociale. Si è visto che il ri­ cercatore, nello studio del m ondo sociale, si trova di fronte a grosse difficoltà, se vuole fare una ricerca “ p u ra” . Q ue­ ste difficoltà derivano appunto dal fatto che le tecniche che egli usa vengono a incidere su uom ini, non su cose, c che questi uom ini riflettono, nel loro com portam ento, le disuguaglianze sociali di cui sono vittima, o di cui bene­ ficiano. Tutti i tentativi p er elim inare queste “ interferenze”, per arrivare a un oggetto “p u ro ”, sono destinati a fallire fino a che la società sarà una società di diseguali. La strada da im boccare consiste, non già nel fingere che queste interferenze e questi disturbi non ci siano, bensì nelrinserirli nel quadro, nel riconoscere loro il giusto peso che hanno, e considerarli non com e un problem a a m onte della ricerca, bensì com e problem a interno alla ricerca. V a in­ som m a riconosciuto che la ricerca non è un’attività di labo­ ratorio, bensì u n ’attività sociale, un rapporto, o meglio, un com plesso di rapporti sociali, e che quindi la metodologia della ricerca deve giungere a una sistem azione teorica di questi rapporti. 22. I personaggi della ricerca. I personaggi cui ci rife­ riam o, non sono la serie di persone fisiche con le quali ci troviam o in contatto in occasione di ogni ricerca: operai, studenti, casalinghe, “devianti”, pubblici am m inistratori, funzionari, operatori sociali, ecc. Q uesto insieme di persone fisiche, che varia enorm em ente da una ricerca all’altra, al m om ento non ci interessa. Ci interessano invece i perso­ naggi, o i ruoli, che queste persone ricoprono, ruoli che si ripresentano costantem ente in ogni ricerca. Più precisam ente in o g n i ricerca c’è un soggetto, il ri­ cercatore; un oggetto, e cioè, gli individui, o meglio, il gruppo sociale su cui la ricerca viene fatta; un co m m it­ tente, cioè la persona o il gruppo che ha richiesto la ri­ cerca e ne m etterà in pratica i risultati. C iascuno di que­ sti personaggi può essere una persona singola o un gruppo, non im porta: quel che im porta è che non esiste alcuna ri­

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cerca in cui non siano presenti queste tre figure; e soprat­ tutto, che se non si individuano esattam ente, per ogni situa­ zione concreta di ricerca, queste figure, la ricerca è desti­ n ata a fallire. 23. Gli slessi più in dettaglio. II soggetto. R ivediam o un p o ’ meglio queste tre figure. II soggetto della ricerca è co­ lui (persona o gruppo) che, essendo in possesso di determ i­ nate conoscenze e determ inate tecniche, riceve l’incarico o, più in generale, si assum e il com pito di svolgere una determ inata indagine, che prevede appunto l’impiego di queste conoscenze e queste tecniche. Di solito, si tratta di conoscenze che l’oggetto della ri­ cerca ignora com pletam ente: vi è quindi una situazione di squilibrio, di asim m etria tra soggetto e oggetto; il soggetto ha cioè un potere tecnico nei confronti dell’oggetto. Può cioè classificarlo come “ buono, medio, cattivo, ottim o” ; attribuirgli un quoziente di intelligenza; definirlo “ subnor­ m ale, paranoico, schizofrenico, pericoloso a sé e agli al­ tri” ; e così via. T uttavia, con questo, il suo potere si esaurisce. Se an­ che h a giudicato un operaio ottim o come abilità manuale, non può far sì che venga assunto, e che non lo sia invece quello m anualm ente scarso; non può assicurare l’istruzione al ragazzo che i tests gli rivelano com e un “genio” ; non può destinare a lavorazioni m eno nocive l’operaio, che la sua diagnosi gli rivela m alato, e tantom eno modificargli il posto di lavoro; e così via. H a insomma un potere tecnico, m a non può d a r nessun seguito a questo potere, perché gli m anca il potere materiale, il potere cioè di decidere e realizzare. Per trovare questo potere m ateriale, per ricostruire, cioè, il potere nella sua interezza ( = potere m ateriale più po­ tere tecnico), occorre passare a esam inare il secondo perso­ naggio della ricerca, il com m ittente. 24. L’altra parte del potere: il potere materiale del com­ mittente. Il com m ittente è colui (persona o gruppo) che, per prendere determ inate decisioni riguardo all’oggetto, ha bisogno di informazioni sull’oggetto stesso, e affida tale funzione al ricercatore. Il suo rapporto con l’oggetto (limi-

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tatam ente alla sfera indagata nella ricerca) non c diretto, bensì m ediato dal ricercatore, - ma, una volta che la ri­ cerca si è conclusa, è al com m ittente che spetta farne uso. Possiam o quindi vedere tutta l’esperienza di ricerca co­ me un esercizio di potere: al centro, sta il potere tecnico del ricercatore, ma prim a e dopo sta il potere m ateriale del com m ittente. Prima della ricerca, perché ò il com m it­ tente che stabilisce se farla, che dimensioni darle, che li­ miti imporle, cosa ricercare; dopo la ricerca, perché è sem pre il com m ittente che stabilisce se tenerne conto o meno, e in che m isura. Il ricercatore che si crede libero, autonom o, padrone della ricerca, si sbaglia, e si sbaglia proprio perché pensa che la ricerca si esaurisca nell’im ­ piego delle tecniche, m entre in realtà la ricerca, com e p ra ­ tica sociale, com incia molto prim a e finisce m olto dopo l’impiego delle tecniche e degli altri strum enti teorici. R esta ancora da chiedersi: se il ricercatore, il soggetto, non è libero né prim a né dopo la ricerca intesa in senso tecnico, è alm eno libero durante l’impiego delle tecniche? Ci occuperem o di questo problem a nel capitolo IV (“ Le tecniche di ricerca”), e vediam o o ra il terzo dei p rotago­ nisti della ricerca, il protagonista passivo, l’oggetto. 25. L’oggetto, protagonista senza potere. Sull’oggetto del­ la ricerca si esercitano sia il potere m ateriale del com m it­ tente, sia il potere tecnico del ricercatore. Per venire co­ nosciuto, e quindi utilizzato (o scartato), e cioè, per venire fatto segno a decisioni, l’oggetto deve essere classificato e m isurato. Il term ine “oggetto” esprim e esattam ente questa posizione di subordinazione, di passività cui l’oggetto di una ricerca è costretto. Egli non può interferire in nessun m odo nel m eccanismo tecnico in cui viene coinvolto, e tanto meno può difendersi dall’applicazione delle Conse­ guenze di questa tecnica. Rispetto al ricercatore, tuttavia, l’oggetto ha alm eno un punto di vantaggio, e cioè, una più esatta percezione di tutto il meccanismo della ricerca. Infatti, m entre il ricer­ catore crede di essere autonom o, di essere altro, diverso dal com m ittente, e crede che anche l’oggetto lo percepisca così, l’oggetto non fa nessuna differenza tra le due figure P er l’oggetto, cioè, è ovviò, lam pante che la ricerca fa par­

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te dell’esercizio di un potere. P er esperienza personale e di diversi colleghi possiam o dire che, quando il ricercatore professionista arriva ad accorgersi di questo, di essere per­ cepito d all’oggetto com e lunga m ano del potere materiale, vive uno dei m omenti più frustranti, ma anche più istrut­ tivi, del suo ruolo. 26. La ricerca come azione a tre. N on esiste alcuna ri­ cerca, abbiam o detto, in cui non siano presenti questi tre ruoli. A prim a vista, tuttavia, sem brerebbe che questa af­ ferm azione contem pli num erose eccezioni, cioè che vi sia­ no dei casi di ricerca in cui m anca uno dei protagonisti descritti. A d esem pio, se si fa ricerca “ per proprio conto” , ossia (com e nel caso della ricerca fatta all’Università) si fa della “ ricerca p u ra ”, può m ancare, a prim a vista, il com m ittente, o anche l’oggetto (come in caso di ricerca fatta su m ateriale raccolto da altri ricercatori). In realtà, ciò non significa che sia possibile far ricerca senza oggetto o senza com mittente: significa solo che la divisione del lavoro all'interno della Ricerca (considerata com e attività generale) impedisce al singolo ricercatore di vedere per conto di chi, e su chi, sta lavorando. M a il fatto che esistano ricercatori addetti a diversi compiti di ricerca non toglie che, una volta ricostruito il Ricercatore com e ruolo unitario, balzino fuori anche le altre due figure dell’azione, un com m ittente, che esercita un determ inato potere, e l’oggetto, su cui tale potere si esercita. 27. Individuare i personaggi. G iunto a questo punto, il lettore, un p o ’ perplesso, si dom anderà magari se questo discorso interessi anche il tipo di ricerca che egli si pro­ pone di svolgere, o se non riguardi invece soltanto il ri­ cercatore professionista. O ccorre insistere su questo punto, che non solo la ricerca fatta professionalm ente, m a anche quella fatta p er passione, per impegno politico, sociale, ecc., anche la ricerca non-professionistica, insom m a, ub­ bidisce a queste regole e si inserisce in questo schema. P urché vi sia a m onte un problem a da risolvere, la ricerca dovrà sem pre tradursi in una modificazione della realtà attraverso l'im piego di un potere: ora, chi dà questo potere, e nei confronti di chi viene esercitato? II primo

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problem a della ricerca consiste proprio nel rispondere a queste dom ande, e cioè nell’individuare, all’interno della situazione di ricerca, chi è il com m ittente e chi l’oggetto. In molti casi, anche p er i complessi rapporti che inter­ corrono tra il soggetto e ciascuno di questi personaggi, trovare una risposta non è facile; a volte ci si accorge, a ricerca già inoltrata, che la risposta era sbagliata, e oc­ corre allora tornare indietro, e reim postare tutto. M a in ogni caso è necessario risolvere questo problem a, e risol­ verlo bene. Tuttavia, questa analisi di ruolo ( = chi è il com m ittente? chi l’oggetto? e chi è, in fondo, il soggetto?) è molto più difficile e più rischiosa se viene condotta “nel vuoto” ; per evitare che sia u n ’analisi astratta, occorre ac­ com pagnare tale analisi (svolta, ripetiam o, in term ini di ruoli) con un’analisi della situazione di ricerca in term ini di classi sociali. Il paragrafo che segue vuole fornire al­ cune indicazioni su questo punto. 28. Ricerca sociologica e classi sociali. L o studio delle origini storiche della ricerca sociologica ci m ostra che le prim e indagini sistem atiche hanno avuto a oggetto le classi lavoratrici, considerate soprattutto sotto l’angolo visuale delle trem ende conseguenze, che i fenomeni dell’industrializzazione e dello sviluppo capitalistico avevano su di esse. Nella maggior parte dei casi, tali ricerche erano svolte da individui appartenenti alla classe borghese, spesso sin­ ceram ente im pressionati dal costo sociale e dai fenom eni di fronte ai quali si ponevano com e osservatori, - senza tu t­ tavia che tale partecipazione em otiva riuscisse a far com ­ piere loro un salto di classe, senza, cioè, che al term ine della ricerca essi si trovassero tra le fila del proletariato. Infine, quasi sem pre queste ricerche erano rivolte ai pubblici poteri, sia che questi le avessero espressam ente commissionate, sia che il ricercatore ritenesse necessario far giungere la sua denuncia a chi aveva il potere per m o­ dificare la situazione. Son chiare, in questa situazione sto­ rica iniziale, le tre figure dell’oggetto, del soggetto e del com m ittente di queste ricerche. Rispetto a tale situazione originaria, il quad ro attuale non è molto cam biato. Il soggetto della ricerca appartiene sem pre alla classe borghese, e anche se, come qualche

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volta capita, è di estrazione proletaria, i valori che usa e gli strum enti di cui si serve sono borghesi. Q uanto al co m m itten te, la sua figura si è, rispetto alla situazione originaria, alquanto semplificata, nel senso che non abbia­ mo più un potere politico (lo Stato) parzialm ente autono­ mo rispetto al potere economico (gli im prenditori). G ià fin dagli ultimi decenni del secolo scorso, infatti, la borghesia dei paesi occidentali si è com pletam ente im padronita del­ l’ap p arato statale, e (pur perm anendo certe contraddizioni tra potere econom ico e potere politico) non esiste più la contrapposizione che vedeva, da una parte i capitalisti, e dall’altra lo Stato. La posizione (in term ini di classe) del com m ittente si è, cioè, precisata, e non ha più grande im­ portanza il fatto che il com m ittente di una ricerca sia u n’azienda o un ente pubblico: si tratta pur sem pre dello stesso tipo di potere, sia che venga esercitato direttam ente dalle aziende, sia che venga esercitato attraverso enti e organi dell’apparato statale. 11 quad ro non è molto cam biato, infine, neanche rela­ tivam ente all’oggetto. Le classi lavoratrici, o meglio, più in generale, le classi subordinate sono diventate l’oggetto tradizionale della ricerca sociologica: famiglie disgregate, lavoratori im m igrati, disoccupati, abitanti di slums, indivi­ dui devianti, - oltre, naturalm ente, agli operai, costitui­ scono il nucleo centrale delle ricerche sociologiche. Ci chiediam o: il fatto che l’oggetto tradizionale delle scienze sociali siano le classi subordinate, è un fatto ca­ suale, o no - e, se non è casuale, cosa vuol dire questo? cosa significa il fatto che le stesse classi, gli stessi gruppi su cui si esercitano le conoscenze tecniche dei ricercatori, siano anche quelli su cui si esercita il potere sociale più generale? e perché il Potere sociale incoraggia, finanzia, prom uove, o m agari semplicemente tollera queste ricerche? L a risposta non può essere che questa, che le ricerche sono un m odo per meglio esercitare questo potere, ossia per conservarlo. Ciò significa che le ricerche sociologiche svolgono una funzione conservatrice dell’attuale assetto dei rapporti sociali, a favore della classe che detiene il potere, la borghesia.

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29. Ricerca e potere. Sem bra chiaro, insom m a, che non è possibile liberare la ricerca dal potere, e che, senza po­ tere, non si fa ricerca (parliam o sempre, beninteso, di ri­ cerca-che-m odifica). V ista in termini di classi sociali, la ricerca è un espediente per governare meglio, e con m ag­ gior sicurezza, sulle classi subordinate, im pedendo loro l’accesso al potere. Sem bra anche chiaro, a questo punto, com e l’analisi di chi è il com m ittente, e chi l’oggetto di u na determ inata ricerca, non possa esser svolta nel vuoto, ma vada inse­ rita all’interno di u n ’analisi di classe; l’analisi di classe, a sua volta, è di grande utilità p er una corretta analisi e individuazione di questi ruoli in concreto. P er fare un esempio: quando si fa ricerca in una com u­ nità, è essenziale, com e prim o atto della ricerca, un’analisi di questa com unità in termini di classe e di distribuzione del potere. Di che tipo è il potere? chi lo detiene? come viene diviso? come, e attraverso chi, viene esercitato? chi lo subisce? L a risposta a queste dom ande, e cioè, la rico­ struzione della geografia del potere locale, è indispensabile alla ricerca, perché indica al ricercatore dove trovare il potere di cui ha bisogno per modificare la realtà. Senza l’appoggio di un potere, infatti, la realtà non si modifica. U na ricerca che non si “ sporchi le m ani” col potere resta quindi un fatto puram ente intellettuale, u n ’espres­ sione di im potenza, un desiderio di evasione e fuga dalla realtà. Parliam o di potere che viene dall’alto, si capisce, anche perché non si è ancora verificato il caso che il B as­ so faccia uso del potere, di cui eventualm ente dispone, per prom uovere ricerche su (e cioè: contro) l’Alto. M a anche la ricerca fatta dal basso, ovviam ente, non potrebbe svolgersi senza l’appoggio e l’intervento di un potere. Tuttavia, il fatto che in tal caso questo potere deb­ ba provenire dal basso, fa sì che non si possa applicare, a questa eventualità, il discorso svolto qui. 30. Il coinvolgimento del committente. A bbiam o fino a ora insistito sulla necessità di individuare esattam ente il com m ittente, e di fare u n ’analisi del suo potere, e delle form e attraverso cui lo esercita. Perché? perché l’interven­ to di un com m ittente, cioè di un potere, ci è indispensabile

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p er m odificare la realtà nel senso desiderato, p er im pe­ dire, cioè, che la ricerca sia solo u n ’attività intellettuale. Sul tem a del coinvolgim ento del com m ittente bisogna intenderci molto bene, perché, in m ancanza di precisazio­ ni, può suscitare diverse perplessità. Infatti, abbiam o det­ to fino a o ra che il com m ittente appartiene sem pre, in pratica, alla classe che ha il potere, e che si serve della ricerca per conservare e rafforzare questo potere; abbiam o anche d etto che i ricercatori sono al servizio di questo potere e di questa classe. Che significa o ra “coinvolgimento del com m ittente”? se qualcuno (ricercatore professio­ nista o altri) vuol fare della ricerca uno strum ento di tra­ sform azione - anziché di conservazione - della realtà, per­ ché non m andare al diavolo il com m ittente, e far decisa­ m ente ricerca contro di lui, o quantom eno alle sue spalle? A ncora : pensiam o forse che il com m ittente si lascerà coin­ volgere in questo progetto? se ha il potere di rifiutare la ricerca, e di condizionarla, non ha anche il potere di sot­ trarsi al coinvolgim ento? Si tratta di obiezioni legittime, delle quali occorre discutere diffusamente. L a discussione di queste obiezioni ci consentirà anche di dare della ricerca un’immagine m eno statica di quella offerta finora. D ev’essere chiaro, infatti, che il problem a del com m ittente non può venire affrontato in m odo indipendente rispetto al problem a del ricercatore e dell’ogget­ to. N on si può, cioè, capire il discorso sul coinvolgimento del com m ittente, se non si com prende, contem poranea­ m ente, la crisi in cui si trova il ruolo del ricercatore e, soprattutto, la rivolta dell’oggetto. È questa rivolta che m ette strutturalm ente (e non solo psicologicamente) in cri­ si il ruolo del ricercatore; è questa rivolta che perm ette di com prendere perché si sta passando, da un commettente che chiede, a uno che s u b i s c e la ricerca. 3 1 . Il committente al bivio. È dall’oggetto, insom m a, che bisogna partire per com prendere l’alternativa di fronte al­ la quale si trova attualm ente il com m ittente, cioè il deten­ tore di potere m ateriale. R ichiam iam o qui q uanto detto nel capitolo precedente: le classi subordinate sono attual­ m ente protagoniste di un processo di contestazione dell’in­ tero sistem a, contestazione che si esprime (attraverso le

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organizzazioni proprie di queste classi: tipicam ente, i sin­ dacati) nella richiesta di una maggior soddisfazione di bi­ sogni essenziali c di una maggiore partecipazione alla ge­ stione del potere e del prodotto sociale. N on è la prim a volta che le classi subordinate avan­ zano queste richieste, m a, questa volta, la richiesta è so­ stenuta da u na forza reale, che nasce, oltre che dal fatto che questi bisogni sono orm ai diventati urgenti, anche da una maggior coscienza e da una migliore organizzazione. Queste spinte che provengono dai popoli, dalle classi e dai gruppi subordinati, sono orm ai così num erose che (abbia­ mo detto) una parte sem pre maggiore delle energie e delle risorse della classe dom inante è rivolta al contenim ento di queste spinte. In sostanza, l’alternativa di fronte alla quale la classe al potere si trova continuam ente posta è la seguente: o effettuare delle riform e (il che significa an­ che, m olto più di quanto com unem ente si creda, cedere del potere), o fare ricorso alla violenza. Le radici della possibilità di coinvolgim ento del com ­ m ittente stanno proprio qui, nel polo riformistico, anziché violento c repressivo, dell’alternativa. Il coinvolgim ento è possibile perché spesso, p e r le classi dom inanti, il costo complessivo della violenza è più elevato dei ricavi; il coin­ volgimento è necessario, perché solo dalla p arte del com ­ m ittente è possibile recuperare il potere indispensabile p er trasform are la situazione. Q uesto risponde anche all’obiezione del p aragrafo p re ­ cedente, che il com m ittente può, in definitiva, rifiutare il coinvolgim ento privando il ricercatore della possibilità di fa r ricerca. È vero, infatti, che in diverse situazioni con­ crete il professionista-ricercatore corre dei rischi (che p o s­ sono anche riguardare la conservazione del posto di lav o ­ ro), - m a è altrettanto vero che il C om m ittente, conside­ rato com e figura sociale generale, com e classe, non può più sbarazzarsi, orm ai, del Ricercatore. Q uesta “inam ovibilità sociale” del ricercatore, del p ro ­ fessionista sociale, ecc., è un risultato della divisione del lavoro e della specializzazione del potere sociale. E cioè, il potere m ateriale non p u ò essere esercitato senza l’eser­ cizio, contem poraneam ente m a in m odo disgiunto, di un potere tecnico; e, inoltre, potere m ateriale e potere tecnico

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non possono essere esercitati, in m odo diretto, dalia stessa figura sociale, m a ne sono necessarie diverse. P er questo abbiam o prim a parlato di un passaggio dalla ricerca com m issionata alla ricerca subita: il Com m ittente, co m ’è ovvio, può ancora in larga m isura chiedere e rifiu­ ta re ricerche, - m a, per un altro verso, l’attività di Ricerca sta sem pre più diventando, p er il C om m ittente, qualcosa di involontario, e che tuttavia non si può evitare. C iò vuoi anche dire che la ricerca non è un’arm a diret­ ta nello scontro di classe. L a ricerca serve invece a me­ diare una cessione di potere da una classe (suo malgrado) a un’altra, in vista della trasform azione di una situazione. M a forse, a questo punto, è opportuno generalizzare in m odo più corretto la figura del com m ittente, che rischia, in base al discorso che precede, di apparire più ristretta di qu an to non sia nella realtà. 32. Precisazioni sul committente. Il fatto che si sia co­ stantem ente parlato, nelle pagine precedenti, di com m it­ tente come sinonim o di “classi dom inanti”, può aver por­ ta to a credere che com m ittenti possano essere solo il po­ tere politico (Stato o enti pubblici) e il potere economico (im prenditori). In realtà, benché enti pubblici e aziende siano tra i com m ittenti più frequenti (e più im portanti), essi non esauriscono affatto la figura del com mittente. T ra altri com m ittenti im portanti dobbiam o indicare le associa­ zioni volontarie, le Chiese, e soprattutto il sindacato. Sorge a questo punto una dom anda. Verso questi altri com m ittenti, occorre assum ere lo stesso atteggiamento m e­ todologico che si assume nei confronti del potere politico e econom ico? Il sindacato, come com m ittente, va conside­ rato alla stessa stregua del com m ittente-direzione d ’azien­ da? R ispondiam o di sì: non v’è differenza, sotto l’aspetto della logica della ricerca (e quindi, del coinvolgimento del com m ittente e dell’impiego del potere), tra ricerche fatte nell’industria e ricerche fatte nei sindacati, nei partiti, nelle Chiese. A nche p er questi com m ittenti, infatti, si pone, nei confronti dei loro “oggetti”, la stessa alternativa: o cedere potere per le istanze che vengono dal basso, o reprim ere. O vviam ente, si tratta di una repressione di tipo diverso rispetto a quella che viene effettuata dalle classi dom i­

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nanti, che arriva fino all’uso delle armi. D a cosa dipende questa diversità? in prim o luogo dal fatto che questi com ­ m ittenti non sono (com ’è invece la società) dei sistemi sociali com pleti; sono invece delle parti specializzate della società, dei sistemi sociali particolari, e quindi la repres­ sione che essi possono attuare deve svolgersi, necessaria­ m ente, secondo la loro logica interna, le loro risorse, i loro limiti strutturali. In secondo luogo, la diversità tra la repressione eserci­ ta ta dal com m ittente-classe dom inante, e quella esercitata da questi comm ittenti, dipende dal fatto che la co n trad­ dizione tra questi com m ittenti e il loro oggetto è assai m eno grave e meno acuta della contraddizione tra le clas­ si dom inanti e le classi subordinate. Per esem pio, nel sindacato esistono contraddizioni assai profonde tra il ver­ tice e la base, tra i funzionari e gli attivisti, - ma si tratta di contraddizioni secondarie rispetto alla contraddizione so­ ciale fondam entale, che vede, da un lato, le classi lavo­ ratrici, dall’altro, la classe padronale. Ciò non toglie, ripetiam o, che, svolgendo ricerca all’in­ terno di questi sotto-sistem i, non si debba tener conto del fatto che anche qui esiste un alto che ha il potere, e un basso che ne è privo, e che è com pito del ricercatore a p ­ poggiare, con le tecniche e gli strum enti teorici della sua professione, una cessione di potere in vista di una tra ­ sform azione della situazione. 33. Il ruolo del ricercatore: realtà e immaginazione. L a nozione di ricerca qui prospettata, soprattutto p er le dif­ ficoltà a esporla in m odo adeguato, si presta a due grossi fraintendim enti, che sono, in un certo senso, opposti tra loro. Com inciam o dal primo. Questo libro pretende di m ostrare che la m etodologia tradizionale della ricerca è non-scientifica, e riform ularne una nuova; - e tuttavia (si potrebbe dire), la ricerca così riform ulata si traduce in una pratica sociale che non è certo rivoluzionaria, ma che, anzi, resta ancora m olto “d e n ­ tro il sistem a” . Si tratta di u n ’osservazione esatta, ma il problem a vero è un altro : sarebbe s c i e n t i f i c a m e n t e possibile proporne una diversa? o, in altri term ini, a quali condizioni deve sot­

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Conte si fa ricerca

tostare qualsiasi ri-form ulazione del ruolo d i ricercatore? L a condizione essenziale è questa, che il ruolo di ricer­ catore (e, in genere, qualsiasi ruolo) non può essere rifor­ m ulato in astratto, partendo da zero. Più precisam ente, se ci si p one da un punto di vista scientifico, non si può prescindere da com e il ruolo di ricercatore effettivamente è, dai suoi limiti oggettivi, dalle risorse a disposizione, dal m odo com e è strutturato relativam ente al potere m a­ teriale e alle altre professioni. L a proposta di modificare il ruolo, cioè, non p u ò prescindere da u n ’analisi oggettiva delle reali condizioni in cui il ruolo si trova, non può crea­ re un ruolo im m aginario (es.: il ricercatore-guerrigliero): altrim enti cessa di essere scienza per diventare finzione. Se, in questo libro, cerchiam o di configurare il ruolo di ricercatore com e un ruolo di filtro dal basso verso l’alto (anziché di coperchio, com ’è ora), e di co n v o g liam elo del potere dall’alto verso il basso (anziché una situazione di im potenza), - se proponiam o, cioè, il ruolo del ricer­ catore com e m ediatore, un ruolo pieno di am biguità e com prom essi, non è perché non sia possibile imm aginare niente di meglio, m a perché l’analisi del ruolo attuale del ricercatore ci costringe a farlo. Più precisam ente: l’analisi del ruolo attuale ci mostra l’insostenibilità (non psicologica, bensì strutturale) di que­ sto ruolo, m a ci m ostra anche le direzioni storicamente possibili e necessarie della sua evoluzione. C he si tratti d ’una direzione “riform istica” , e che la ricerca, così intesa, appoggi il “riform ism o” , non deve im­ portare al ricercatore, nella m isura in cui è persuaso che, per le classi subalterne, soddisfazione di certi bisogni p ri­ m ari no n significa affatto perdita di coscienza del proprio stato di subordinazione; nella m isura in cui l’analisi sto­ rica della realtà sociale gli im pone di avere fiducia nelle capacità critiche e creative delle classi subordinate. 34. Ricerca e conservazione del sistema. P roprio su que­ sto p u n to si innesta l’altro possibile fraintendim ento, che, cioè, l’im m agine di ricerca così illustrata venga a confer­ m are (nel suo piccolo) l’opinione che le riform e abbiano orm ai reso inutile e troppo “costosa" una rivoluzione. Si ritiene, cioè, che una politica di riform e e di m iglioramen­

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ti sarà sufficiente ad assicurare, oltre a u n a sem pre m ag­ giore giustizia sociale, la conservazione del sistem a esisten­ te; e che perciò uno scontro decisivo tra le classi, una rivoluzione, sia orm ai impossibile, o inutile. B en venga, dunque, u na m etodologia di ricerca che contribuisce a questo m utam ento sociale lento e indolore. Si tratta, anche in questo caso, di un fraintendim ento multiplo, che tocca cioè, contem poraneam ente, la natura della ricerca e la dinam ica del m utam ento sociale. Cominciam o dal piano più basso, quello della ricerca. Il fatto che determ inati problem i sociali possano venire ri­ solti attraverso la ricerca (intesa come attività teorico-prati­ ca), non significa che tutti i problem i possano essere risolti in questo m odo, - m eno che m ai la contraddizione fondam entale tra le classi sociali. Nel capitolo V i l i tornerem o più analiticam ente su questo punto, m a vogliamo insistere già fin da ora sul fatto, che la società non si cam bia r a d ic a l­ m e n t e a colpi di riform e, e tanto meno a colpi di ricerca. Com e cam bia la società? Si tratta, ovviam ente, d ’un di­ scorso fuori degli obbiettivi del presente m anuale, e al qua­ le accenniam o solo nei limiti del fraintendim ento anzidetto. Chi afferma che il m utam ento sociale p u ò avvenire attraver­ so le riform e, m uove dall’idea che il sistem a sociale nel quale viviamo sia un sistema perfettibile, u n sistem a, cioè, al quale sia possibile portare dei m iglioramenti e dei per­ fezionamenti, fino a realizzare u na discreta eguaglianza. La realtà ci m ostra, dram m aticam ente, che questa con­ vinzione è falsa, e che le diseguaglianze non sono incon­ venienti del sistema, bensì sono il prodotto principale del sistema. T u tta u na serie di ricerche conferm a che, nelle società capitalistiche, il potere (sociale, politico, e soprat­ tutto economico) si concentra sem pre più in poche m ani; che il solco tra paesi ricchi e paesi sottosviluppati, e tra i vari “ settentrione” e “ m eridione” che ogni paese ha, si approfondisce sem pre più; che aum enta il distacco tra le classi sociali e tra le razze che vivono in uno stesso paese. In una situazione di questo genere, in cui i poli della con­ traddizione si allontanano sem pre di più, ogni riform a, grande o piccola, non è che un m om entaneo e necessario assestam ento sulla via di un m utam ento radicale.

C a p ito lo I I I

L a ric e rc a c o m e s c o p e rta d el p ro b le m a

A ccanto al problem a dell’individuazione dei personaggi della ricerca, il ricercatore deve affrontarne im m ediata­ m ente un altro : s u c o s a fare ricercai Si tratta di una questione che non viene, di solito, nem m eno sfiorata nei m anuali di m etodologia tradizionali: col presente capitolo dobbiam o quindi, non solo avviare a soluzione tale que­ stione, m a anche m ostrarne l’importanza. Più precisam ente, cercherem o di m ostrare che indivi­ d u are correttam ente il tema (o problem a) su cui far ricer­ ca, è altrettanto im portante, ai fini del buon esito del la­ voro, q u an to individuarne correttam ente i personaggi. E non è un caso che ne parliam o insieme: esiste infatti un rap p o rto m olto stretto fra problem a centrale della ricerca, da un lato, e i personaggi della ricerca, dall’altro - come risulterà chiaro al term ine del capitolo. P er giungere a questo punto partiam o, ancora una vol­ ta, dalla m etodologia di ricerca tradizionale. 3 5 . La scelta del tema nella ricerca tradizionale. Q ual è il procedim ento iniziale di ricerca seguito norm alm ente dal ricercatore professionista? come prim o passo, il ricercato­ re sceglie - sulla base dei propri interessi o delle proprie curiosità - un determ inato tem a di ricerca; quindi passa ad approfondire la letteratura relativa, cioè studi e ricer­ che già svolti da altri sullo stesso tem a; successivamente, form ula delle ipotesi e inizia quel processo di raccolta dei dati, che gli consentirà di verificare o respingere tali ipo­ tesi. Lim itandoci dunque ai m om enti iniziali di questo procedim ento, essi sono:

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(a) scelta del tem a; (b) esame della letteratura relativa; (c) form ulazione delle ipotesi, ecc. Quel che im porta sottolineare è che, secondo la m eto­ dologia tradizionale, la ricerca com incia dalla fase (c). A volte, nei m anuali, si fa cenno anche della fase (b), nel senso che vengono fornite al lettore una serie di indica­ zioni per avvicinarsi alla letteratura delle scienze sociali. Quella che invece, nella metodologia tradizionale, risulta com pletam ente /agliata fuori dalla ricerca, è la fase (a), cioè la scelta del tem a. In che senso questa fase è tagliata fuori? nel senso, prim o, che la letteratura metodologica non se ne occupa - la affida cioè al buonsenso o aH’im m aginazione sociolo­ gica del singolo ricercatore; secondo, che assai raram ente, parlando con ricercatori o leggendo le loro recensioni, ca­ pita di sentir dire che il tem a di ricerca scelto da un col­ lega non è interessante, o addirittura che il problem a in­ dagato non esiste nella realtà. Le eventuali critiche, se mai, riguarderanno il fatto che il ricercatore non si sia docum entato a sufficienza, o abbia condotto m ale qualche fase della ricerca: non riguardano quasi mai, ripetiam o, la scelta del tema. V errebbe quasi da credere, insom m a, che, per quanto riguarda il tem a su cui far ricerca, il ricercatore tradizio­ nale goda della m assima libertà. M a qual è il costo di questa libertà? e, soprattutto, questa libertà-di-tem a esiste veram ente? 36. Libertà-di-tema e rinuncia ad agire. Se il ricercatore tradizionale prendesse posizione di fronte alla realtà, e de­ cidesse di partecipare alla sua trasform azione attraverso l’attività di ricerca, - il tema della sua ricerca non potrebbe essere un tem a qualsiasi: dovrebbe essere, necessariam ente, un problem a direttam ente connesso con la trasform azione della situazione. Infatti, assumersi, accanto alla funzione di conoscere, quella di trasform are la realtà, significa con­ form are la propria azione e le proprie scelte a questa realtà: vuol dire, cioè, rinunciare a piccole “ libertà” indi­ viduali, a favore della libertà-di-trasform are.

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Come si ja ricerca

Il ricercatore tradizionale com pie invece la scelta oppo­ sta: tu tta la sua attività consiste nel conoscere, non nel modificare. E poiché egli si pone di fronte alla realtà non p er trasform arla, ma solo per conoscerla, egli “non deve obbedienza” alla realtà: è proprio questo distacco dalla realtà, cioè, che gli consente queste piccole libertà, come quella di scegliere il tem a che più gli piace. Si può citare p er tutti l’atteggiam ento di un sociologo tedesco, D ahrendorf, che, parlando della sociologia indu­ striale (m a il discorso vale, ovviamente, per tutta la socio­ logia), m ette in guardia i lettori dal “pericolo” di consi­ derarla una scienza operativa: “ ...il p a r la r e d e lla so c io lo g ia in d u stria le e a z ie n d a le c o m e d i u n a ‘s c ie n z a a p p lic a ta ’ n a s c o n d e il p e ric o lo d i u n e q u iv o c o : c h e si tr a tti c io è d i u n a d is c ip lin a il c u i s c o p o sia n o n la c o n o s c e n za , m a il c a m b ia m e n to a ttiv o d e lla r e a ltà .’’ 3

Se la sociologia industriale (per restare neU’escmpio) gu arda alla situazione di lavoro, non per contribuire a modificarla, m a solo per conoscerla, è chiaro che il ricer­ catore è libero di porsi dall’angolo visuale che ritiene mi­ gliore, - m a questa libertà del ricercatore si fonda direttam ente su un distacco tra conoscenza e realtà. M anca cioè, a questa “conoscenza” (ammesso che vi si giunga), ogni possibilità di verifica, che p u ò esser data solo da un succes­ so (o insuccesso) dell’azione diretta a trasform are la situa­ zione, non solo a conoscerla. 3 7 . Le scienze sociali come istituzione. Q uesta libertà di scelta del tem a viene dunque pagata, dal ricercatore, con la rinunzia ad agire attraverso la ricerca. V orrem m o tu t­ tavia, p er com pletare il quadro, m ostrare che si tratta, anche in questi limiti, di una libertà più apparente che reale, una libertà che risulta, cioè, gravem ente limitata. I lim iti a questa libertà non vengono posti, come si po­ trebbe pensare, dal com m ittente, m a dalle stesse scienze sociali, o meglio, dal fatto che le scienze sociali sono ormai diventate un'istituzione (nel senso tecnico del termine). D obbiam o o ra rispondere alle seguenti dom ande: cos’è u n ’istituzione? in che senso le scienze sociali son diven­ tate tali? perché l’istituzione “scienze sociali” pone dei li­

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miti alia libertà del tema (oltre che a m olte altre libertà)? C os’è un ’i s t i t u z i o n e ? è una form a di azione col­ lettiva organizzata, e cioè, un insieme di attività e com ­ portam enti sociali ripetuti e organizzati, cui la società as­ segna (o anche, che vengono a acquistare nel corso del tem po) funzioni di controllo sociale e di m antenim ento dello status quo. Q uesta funzione conservativa viene svolta dall’istituzio­ ne non in m odo dichiarato, m a in m odo latente: i fini dichiarati, gli obbiettivi ufficiali, sono altri. Così, p er esem ­ pio, la m agistratura, la scuola, gli ospedali, la fam iglia, ecc. hanno obbiettivi dichiarati ben diversi (rispettivam en­ te: la “ am m inistrazione della giustizia”, la “ trasm issione del sapere”, la “cura e guarigione” , ecc.), - m a h anno in com une la funzione latente di conservare la realtà sociale così com ’è. Q uesto com pito di controllo sociale che la società as­ segna alle istituzioni (indipendentem ente da, e anche con­ tro, i loro scopi istituzionali), ne condiziona pesantem ente la struttura e il funzionam ento. È chiaro, infatti, che l ’isti­ tuzione non potrebbe garantire al sistema il suo contributo al m antenim ento dello status quo, se non restasse essa stessa ancorata al suo status quo interno, se non desti­ nasse tutte le proprie risorse (principalm ente, “risorse u m a­ n e”) all’im m obilità e alla continua conferm a e ripetizione di se stessa.-'* Sappiam o già, dai capitoli precedenti, che la funzione di controllo svolta dalle scienze sociali non era, all’inizio, la funzione prevalente: era prevalente, anzi, la funzione di conoscenza, e solo in un m om ento successivo ha acquista­ to preponderanza la prim a. Solo col venir m eno delle q u a ­ lità progressiste della classe al potere, cioè (e con la co r­ rispondente ascesa del proletariato), - le scienze sociali sono venute a costituirsi com e istituzione. 38. (Continuazione). Com e è avvenuta, per le scienze so­ ciali, questa progressiva istituzionalizzazione? alla base di tutto c ’è stato il crescente distacco tra teoria e pratica, e cioè, in m isura sem pre m aggiore si è cercato di giun­ gere alla teoria non già p arten d o dai fatti e dalla realtà, considerata com e fonte principale di conoscenza, m a p a r­

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tendo da altre teorie. I fatti, cioè, hanno subito un proces­ so di degradazione: da “fonte di teoria” sono stati declas­ sati a semplici “esem pi” . Q uesta “ teoria”, staccata dalla sua base pratica, è così sottopo sta a due pericoli: da un lato, un pericolo esterno, cioè quello di diventare pura e semplice ideologia di so­ stegno politico; dall’altro (che qui ci interessa di più), un pericolo interno, di diventare circolare, di cristallizzarsi, cioè, in una serie di postulati e di affermazioni che si sostengono e si giustificano reciprocam ente. D ifatti (e con questo viene già m inacciata l’effettiva li­ b ertà di scelta del tem a da parte del ricercatore), chi fa ricerca in m odo tradizionale non può, m aterialm ente, “sfug­ gire” a tutta una serie di teorie (a grande, piccolo e pic­ colissim o raggio), di concetti, di ipotesi, di temi che sono già stati predisposti. Il ricercatore tradizionale non può ignorarli, e, a giudicare dalla pratica corrente della ricer­ ca, non riesce orm ai più neanche a criticarli in modo in­ novativo: tutta la sua imm aginazione sociologica è rivolta a cercar di com binare tra loro in m odo diverso questi strum enti teorici. Ecco perché, alla fine di una ricerca che, com e tale, dovrebbe essere una scoperta della realtà - si ha in m ano, nel migliore dei casi, solo quello che ci si è m esso dentro all’inizio. T u tto fermo, dunque, all’interno della sociologia tradi­ zionale? no, c ’è un settore alm eno che è sottoposto a un rapido m utam ento, ed è quello del linguaggio delle scienze sociali. Si tra tta tuttavia di un m utam ento che, anziché m ettere in dubbio, conferm a la crescente istituzionalizza­ zione delle scienze sociali. T ale m utam ento (detto in bre­ ve) consiste nell’impiego crescente di un linguaggio inutil­ m ente astruso, e, soprattutto, di un linguaggio formalizza­ to - preso in prestito, cioè, alla m atem atica e alla logica. P erché avviene questo? Nella sua crescente impotenza, la sociologia vede con ansia che i suoi “ risultati” e le sue enunciazioni si confondono sem pre più con quelle del lin­ guaggio e del buonsenso piccolo-borghese: l’impiego di un linguaggio astratto e “difficile” serve, tra l’altro, anche a differenziarsi dal senso com une. (Per rendersi conto di que­ sta curiosa mescolanza di astrattezza e banalità, basta leg­ gere qualcuna delle opere di sociologia dell’organizcazione

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disponibili in lingua italiana.) M a se si guarda la sostanza e il contenuto di queste enunciazioni, di queste “ scoper­ te ”, se ci si chiede: cosa dicono, in sostanza? - resta sem ­ pre vero quanto affermava un funzionario di un ente pub­ blico degli Stati U niti, pensando al costo e all’inefficacia della ricerca - che “ ... la sociologia è la spesa di 5 0 m ila dollari per scoprire un bordello...”. 39. Un caso di “sentiero obbligato”: Io studio delle rela­ zioni razziali. In cosa consiste, dunque, questa libertà di scelta del tem a per il ricercatore tradizionale? consiste nel­ la “libertà” di scegliere uno qualsiasi tra i tanti approcci di ricerca che la sua istituzione - le scienze sociali - gli mette a disposizione. Il lim ite fondam entale consiste allora in questo, che il ricercatore non riuscirà ad arrivare più vicino alla realtà di quanto gli sia consentito dall’istituzio­ ne, - il che significa che il grado di aderenza alla realtà, raggiunto dalla sua ricerca, sarà assai basso. Consideriam o, com e esempio, la m assa di ricerche svol­ te negli ultimi decenni, in A m erica, sul problem a delle relazioni razziali. L ’analisi di questo cam po di ricerca di­ m ostra, non solo che al suo interno esistono degli approcci obbligati, ma soprattutto che, restando nella prospettiva di questi approcci, restando cioè nell’am bito della socio­ logia tradizionale, si finisce per non com prendere più la realtà, - soprattutto quando essa è in rapido m utam ento. Q uali sono questi passi obbligati? praticam ente, tu tte le ricerche sui negri hanno p e r argom ento: il pregiudizio raz­ ziale (la sua intensità, la sua distribuzione tra i vari strati della popolazione, il m odo di m anifestarsi, ecc.); gli ste­ reotipi; la socializzazione di singoli negri alla cultura bian­ ca; l’acculturazione, cioè l’accettazione e l’assim ilazione della cultura bianca da parte dei negri, - e così via. Tutti questi m odelli teorici hanno un im portante denom inatore com une: essi presuppongono l’esistenza di u n a razza su ­ bordinata, la razza negra, che continua a restare tale, e p er la quale le uniche vie di soluzione (si tra tta , p reva­ lentem ente, di vie individuali, che non possono, cioè, ve­ nire percorse dal gruppo etnico nel suo com plesso) consi­ stono nell’accettare la cultura della razza dom inante. L ’insistenza su questi tem i non poteva certo perm ettere

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ai sociologi di prevedere (come sarebbe am bizione della sociologia) le rivolte razziali degli ultimi anni, e nem m eno di capirle una volta che siano avvenute. A ncorata ai suoi vecchi tem i di ricerca, alla sua rigida visione della realtà, la sociologia non può neppure riuscire a scorgere quel che di nuovo sta avvenendo nelle rivolte negre, la loro c o n ­ t i n u i t à , frutto di un aum ento di organizzazione, di un radicalizzarsi della coscienza, e, soprattutto, dell’emergenza di una stabile leadership negra, im postata su basi cul­ turali negre e con un linguaggio negro. N aturalm ente, le cause che determ inano l’im potenza del­ la sociologia a com prendere le rivolte negre, non consi­ stono solo nell’incapacità di fissare il giusto tem a di ri­ cerca, m a sono m olte e complesse. R icordiam o, tra le al­ tre, la riluttanza a servirsi di categorie strutturali e a riconoscere il nesso tra fenomeni di ordine sociale e feno­ m eni di ordine econom ico; la preferenza p er gli aspetti simbolici, culturali, al limite, psicologici; il rifiuto a pro­ p o rre modifiche radicali delle istituzioni che perm ettono l'aggravarsi del problem a...”.4 A noi, tuttavia, in questa sede, prem e sottolineare due cose. Prim o, che esiste una tendenza fortissim a a far ricerca su problem i marginali, o addirittura inesistenti, restando com pletam ente ciechi al problem a centrale. Secondo, che questa tendenza n o n solo ostacola lo sviluppo delle scienze sociali, m a ostacola anche l’oggetto della ricerca, i negri, nella loro lotta p e r una ridistribuzione del potere e del pro dotto sociale. Q uesto secondo punto è stato ben com preso anche dal­ l’oggetto: in un recente congresso annuale deU’A m erican Sociologica! A ssociation (Boston, agosto 1968), W. M. Y oung, dirigente negro della N ational U rban League, mos­ se una serie di accuse ai sociologi bianchi; ed è interes­ sante notare che, accanto ad accuse di ignoranza della vita e della cultura negra, di pregiudizi e restrizioni m ateriali nei confronti dei negri, Y oung abbia anche potuto accu­ sare i sociologi bianchi “ ... di porre i problem i sbagliati, i m p e d e n d o c o s ì la lotta dei negri...”.5 40. Il lema di ricerca non si sceglie ma si scopre. L e ri­ volte negre, ovviam ente, non sono m aturate dalla sera al

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m a ttin o . P e r il ric e rc a to re che iniziava u n a ric e rc a aila vigilia delle rivolte, - era legittim o scegliere co m e te m a d i rice rc a il p ro b le m a d el pregiudizio, d ella fo rm a zio n e degli stereo tip i, o cose d el g enere? e se n o n e ra legittim o, q u a le a ltro te m a lo sa re b b e stato d i più ? P a rlia m o , n a tu ra lm e n ­ te, d i legittim ità in senso scientifico: la scelta di u n te m a d i rice rc a ta n to p iù è legittim a, q u a n to p iù il te m a p r e ­ scelto serve a spiegare tutta la realtà delia situ azio n e n el suo com plesso. N e lla situazione n e g ra (com e è sta to riv elato d a succes­ sive analisi), il p ro b le m a ce n trale d a so tto p o rre a ric e rc a n o n e ra ce rto u n qu alsiasi p ro b le m a di psicologia sociale: e r a invece il confluire di tu tte le fo rm e di p ro te sta , di c o n ­ testazio n e e d i “ d ev ian z a” (an ch e nelle sue fo rm e p iù r e ­ g ressive), in u n potere-dal-basso, controllato da una leader­ ship perm anente esclusivam ente negra. Q u esto vuol d ire c h e, n ella situazione an z id etta, l’u n ica rice rc a scientifica­ m e n te le g ittim a e ra u n a ric e rc a sul p o te re e sulla fo rm a ­ z io n e d i u n a le ad ersh ip co n d eterm in a te ca ratteristich e. A i fini del n o stro d iscorso, ciò significa u n a co sa ben p recisa: che la scelta del te m a n o n e affatto indifferen te, - an zi; p iù p rec isam en te , ch e alcuni tem i di rice rc a n o n so n o legittim i (e cioè, sono estra n ei alia re a ltà che si v uol co n o scere), e a ltri lo so n o ; che, in so m m a, il tem a di una ricerca no n p u ò esser scelto a priori, m a v a sc o p e rto , e scoperto nel corso della ricerca. L ’arg o m e n to su cui fa r ricerca n o n p u ò qu in d i essere oggetto di u n a d ecisio n e a tav o lin o , p rec ed en te la ricerca; p iu tto sto , la sc o p erta del p ro b le m a costituisce (insiem e con l’individuazione dei p e r ­ sonaggi) u n m o m e n to estre m a m en te im p o rta n te all’interno d ella ricerca. F in ch é il ric e rc a to re re sta sta cc ato d alle cose e situ a ­ zioni co n crete, finché si lim ita a im p a ra re d ai libri, an z i­ ch é d a lla re a ltà , è m olto p ro b a b ile ch e co n tin u i a p e n s a re al tem a, su cu i fa r ricerca, in term in i di scelta an z ic h é d i sco p erta. Q u an d o invece il ric e rc a to re è c a la to n ella re a ltà , e fa ric e rc a n o n solo p e r conoscerla, m a p e r c o n ­ trib u ire a lla su a trasfo rm az io n e , allo ra gli viene n a tu ra le a c ce tta re q u esto p u n to fond am en tale: che il p ro b le m a su cui fa r rice rc a n o n p u ò essere scelto, m a va sco p erto , e ch e q u e sta sc o p erta, anziché essere a m o n te d ella ricerca,

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è u n a d elle fasi p iù im p o rta n ti e p iù d elicate della ricerca, d e lla q u a le o c c o rre qu in d i scoprire la logica e elab o rare la re la tiv a m etodologia. 4 1 . C om e avviene questa scoperta? C o m e avvien e, in u n a ric e rc a co n c reta , la sc o p e rta del v ero p ro b le m a di q u ella rice rc a? essendo u n a sc o p erta, e n o n u n a scelta, o ssia u n a decisio n e convenzionale, è difficile, p e r n o n dire im p o ssibile, che essa avv en g a fin d a ll’inizio: in p ratica, an zi, q u e s ta sco p erta avviene p e r lo p iù a ricerca inol­ trata, q u a n d o g ià si è ra c c o lta u n a q u a n tità di d a ti e si è sv o lta m o lta attività. A ll’inizio, p e r fo rz a di cose, il rice r­ c a to re è p o rta to a co n c en tra rsi su quello che, all’a p p a ­ re n z a , è il p ro b le m a fo n d am e n tale d ella situ azio n e d i ri­ c e rc a ; q u a si sem p re, tu tta v ia , lo svolgim ento d ella ricerca m o stra c h e si tra tta v a , ap p u n to , solo di a p p a re n z a , e ch e il v e ro p ro b le m a d ella rice rc a e r a u n altro. C o m e si svolge q u esto pro cesso di sco p erta? esso è reso p o ssib ile d a u n ra p p o rto c o rre tto tra i d u e elem enti d ella ric e rc a , quello p ra tic o e quello teorico. C o m p ito p ra tic o d el ric e rc a to re è la trasfo rm az io n e d i u n a situ azio n e, - il su o la v o ro te o ric o consiste invece nella ricostruzione di

questa realtà dal punto di vista delle sue tendenze di svi­ luppo. Il ric e rc a to re , cioè, p e r m odificare u n a d e te rm in a ta situ az io n e, d ev e av ern e u n ’im m ag in e teo rica, e n o n u n ’im ­ m a g in e q u alsia si, - m a u n ’im m agine che ponga in evidenza le tendenze evolutive di q u esta situazione. T u tta v ia , p e r a rriv a re a q u e sta im m agine (che, in sistia­ m o , è la sola im m ag in e c o rre tta d i quella situazione, tr a le ta n te ch e sa re b b e p ossibile d a rn e in a stra tto ), il rice rc a­ to re d ev e m u o v e rsi e o p e ra re aH’in te rn o di q u esta situ a­ zione. È p ro p rio q u esto co n tin u o rim a n d o d alla te o ria alla p ra tic a , e d a lla p ra tic a alla te o ria, che ci fa ca p ire co m e la s c o p e rta d el v ero p ro b le m a (al p a ri di ogni a ltra sco­ p e rta ) n o n p u ò essere u n “ d o n o “ iniziale, m a so lo u n o b b ie ttiv o d a raggiungere. Q u e sta rico stru z io n e della re a ltà , ch e il ric e rc a to re le n ­ ta m e n te co m p ie, d ev e co n ten e re , p e r essere c o rre tta , lo stesso insiem e di o m b re e di luci, le stesse contraddizioni, c io è, c h e esisto n o nella rea ltà. Se si riesce a fare questo, il q u a d r o ch e n e risu lta n o n s a rà un q u a d ro a p p iattito ,

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in cu i ogni p a rte co n ta co m e u n ’a ltra ; p iu tto sto , tu tti gli elem en ti di q u esto q u a d ro te n d o n o d in a m ic am e n te v erso un p u n to di tensione, u n p u n to di fuga. Q u esto p u n to verso il q u ale te n d o n o tu tti gli elem e n ti d e lla situazione (nel senso che tu tti sono su b o rd in ati, n ella lo ro esistenza, alla realizzazione di q u esto p u n to ), è il p r o ­ b lem a ce n trale della situazione di ricerca, è il p u n to da sottoporre a indagine , - il che significa anche (p e r co m e in te n d ia m o la ricerca), il punto in cui fare breccia p er m o ­

dificare la situazione. Solo in tro d u c en d o , n ell’im m agine della situazione d i ri­ cerca, tu tte le co n tra d d izio n i esistenti nella situ azio n e r e a ­ le, si p o trà o tte n ere u n ’im m agine n o n g ià ap p ia ttita , b en sì ca p ace di rip ro d u rre la situazione n ella sua rea le p r o fo n ­ d ità , n ella su a d inam ica. C o n d izio n e necessaria p e r o tte ­ n ere q u esto risu lta to è avere una prospettiva di intervento, u n in teresse p ratico a rico stru ire q u esta im m ag in e d ella r e a ltà stan d o nella re a ltà effettiva, n o n solo p e r c o n o sc e r­ la, m a anche p e r c o n trib u ire a m odificarla. Q u e sta p r o ­ sp ettiv a di in terv en to consen te, n o n solo di a rriv a re alla sco p erta del p ro b lem a, m a an c h e di verificare la correttez­ za del p ro b lem a che s; è sco p erto . Q u e sta verifica, in fa tti, n o n p u ò com piersi a tavolino, m a solo nella re a ltà , e n o n la si p u ò eseguire se n o n si h an n o , ac ca n to a interessi c o ­ noscitivi, an c h e interessi p ra tic i di intervento. 4 2 . U n esem pio: ricerca sulla figura sociale del lavoratore­ studente. D alle pag in e che p rec ed o n o n o n a p p a re a n c o ra b en e co sa significhi “ sc o p erta del p ro b le m a ” : in p a r ti­ co lare, c ’è il rischio di p e n sa re ch e, p e r a rriv a re al v ero p ro b le m a , b asti un p o ’ di attiv ità iniziale, d o p o d ich é, sc o ­ p e rto q u esto p ro b lem a, si p u ò p a ssa re alla ric e rc a v era e p ro p ria. V o rrem m o invece far co m p re n d e re che il disco rso n o n è affatto così m eccanico, e che, p raticam en te , l’attività di

scoperta del vero problem a dura p er tutta la ricerca. P e r ch iarire m eglio q uesto p u n to , p ren d iam o , com e e se m ­ p io , u n a ricerca svolta d a un g ru p p o di la v o ra to ri-stu d en ti (L -S) iscritti alla F a c o ltà di S ociologia di T re n to , e im p ie­ gati in u n a azien d a piem o n tese, - ricerca in cui l’u n ic o rice rc ato re p ro fessio n ista era lo scrivente. P e r c o m o d ità

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d e l le tto re , ab b iam o diviso q u esto lungo p a ra g ra fo in cin ­ q u e fasi (A -E ), e n e abb iam o riassu n to nella tav. 1 (p. 62) gli elem e n ti essenziali. (A ) L ’u n ic o vincolo che q u esto g ru p p o aveva, iniziando il la v o ro (fine d el 1967), e ra di tipo b u ro cratico u n iv er­ sita rio : o c c o rre v a assicu ra re u n d eterm in a to p ro d o tto fina­ le (u n a R elazio n e), che fosse il fru tto del lav o ro collettivo d el g ru p p o su u n te m a sociologicam ente significativo. Q u a n ­ to a l te m a , esso e ra co m p letam e n te “ lib e ro ” . 11 g ru p p o a v re b b e p o tu to benissim o scegliere un te m a co m p letam e n ­ te te o ric o (es.: “ Il p ro b lem a della n e u tra lità della scienza se c o n d o M a x W e b e r”), o anche un te m a p iù p ratico (es.: “L a fra m m e n ta z io n e fo n d iaria nella zo n a X Y ”). P erch é il te m a scelto è sta to invece “ L a figura sociale del L -S ” ? V a su b ito d e tto , ap p u n to , ch e n o n si è tra tta to affatto di u n a “ sc e lta ” . Il gru p p o aveva, com e o b b iettivo p rin ci­ p a le , q u e llo di arriv are a u n a più efficace m obilitazione politica d ei L -S (che allo ra, risp etto al m ovim ento stu d e n ­ te sc o co m p o sto di studenti a te m p o pieno, e ra in posizioni u n p o ’ a rre tra te ): era q u in d i necessario, p er incidere su q u e s ta p o p o la zio n e , conoscerla. È sta ta cioè la prospettiva di un intervento, di u na m odificazione della rea ltà, che

ha fatto com piere questa scelta iniziale. N o n o sta n te q u esto , lo sviluppo successivo della ricerca ci d im o s trò ch e la sco p erta di q u esto te m a e ra c o rre tta so lo p a rz ia lm e n te , solo in u n a fase iniziale, e che sa re b ­ b e ro p o i sta ti necessari ben altri aggiustam enti. E non p o te v a essere altrim en ti, dal m o m en to che, n o n o sta n te le a p p a re n z e , si tra tta v a a n c o ra di u n a sc o p erta fa tta a ta ­ v o lin o , n o n nella prassi. P iù p rec isam en te , il g ru p p o aveva scelto di ricercare su q u e s to p ro b le m a senza avere an c o ra ben co n sid erato le proprie condizioni oggettive di inserim ento, senza av ere cio è d efin ito co rre tta m e n te i confini della p ro p ria situ a­ zio n e d i rice rc a. C om e sa re b b e risu lta to p iù ch iaram e n te in seg u ito, p e r u n g ru p p o di rice rc ato ri ch e la v o ra v an o in u n ’a z ie n d a , n o n aveva senso c o n sid erare com e p ro p ria si­ tu a z io n e d i ricerca il m ovim ento studen tesco e le stru ttu re u n iv e rsita rie . (B ) D i q u e s to fatto (cioè, d i n o n avere a n c o ra indiv id u ato

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la c o rre tta situazione di rice rc a) ci si accorse b e n p re sto , q u a n d o si passò alla d o m a n d a: il L -S va c o n sid e ra to , so ­ stan zialm ente, com e u n la v o ra to re, com e u n o stu d e n te , o com e u n a figura d iversa d a en tra m b i? N o n si tr a tta , ci se m b ra evidente, di u n a d o m a n d a solo teorica. Il p ro b le ­ m a, infatti, n o n e ra quello di m ettersi d ’ac co rd o su u n a definizione a s tra tta di L -S , - bensì di scoprire cosa era, in realtà, il L -S, per agire in conform ità; la c o rre tte z z a , o m en o , d ella risp o sta ch e si d a v a a qu esta d o m a n d a a v re b ­ be su b ito in c o n tra to , co m e ban co di p ro v a, la su a u tiliz­ zazio n e ai fini di u n a m obilitazione. N o n solo, m a risp o n d ere co rrettam e n te a q u e sta d o m a n ­ d a significava an c h e in d iv id u are la p ro p ria rea le situ az io ­ n e d i ricerca, intesa co m e quell'(unico) am bito di indagine

e di azione al quale si è legittim ati dalle proprie condizioni oggettive. In co n creto , sco p rire ch e il L-S e ra so sta n z ia l­ m en te un la v o ra to re significava, n o n solo e la b o ra re s tru ­ m enti d i m obilitazione b en precisi, m a so p ra ttu tto a b b a n ­ d o n a re , com e te rre n o di riferim ento, le stru ttu re u n iv e rsi­ ta rie e il m ovim ento stu d en tesco , - p e r c o n sid e ra re , com e situ azio ne di ricerca, l’azienda. Se, com e a p p a rv e d a ll’a ­ nalisi, la contestazione di una struttura deve essere gestita direttam ente ( = o cc o rre cioè esservi inseriti), e ra ch iaro ch e l'unica stru ttu ra a lla p o rta ta del n o stro in te rv e n to e ra l’azienda. è in teressante n o ta re che, a qu esta precisazione d el p ro ­ blem a e della situazio ne di ricerca, si ac co m p ag n ò uno spostam ento anche di oggetto: la popo lazio n e su cu i in ­ terv en ire n o n e ra più solo quella dei L-S u n iv e rsitari, m a an ch e e so p ra ttu tto q u ella dei L-S m edi. In fa tti, l’essere p assati a co n sid erare, co m e asp etto prin cip ale d el L -S, n o n il ruolo scolastico, m a il ruolo p ro fessio n ale, av ev a p o rta to alla rib a lta d ella n o stra ricerca tutta q u ella p a rte d ella popolazione di fab b rica p e r cui lo stu d io è l’unico m ezzo di u n a fu tu ra m obilità. (V a osservato, in c id e n ta l­ m en te, che qu esta “ sc o p e rta ” dei L -S m edi av v e n n e p rim a deH’afferm arsi di un m ovim ento studen tesco m e d io n ella zona: si tra ttò , cioè, di u n a p revisione scientificam ente c o r­ retta.) Q u esto passaggio p u ò già valere a m o stra re ch e la ric e r­ c a del p ro b lem a n o n è affatto u n m o m e n to d ella rice rc a

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sta c c a to d a tu tti gli altri, m a anzi, è legato a tutti gli altri, e, in p a rtic o la re , all’in dividuazione dei personaggi. C iò a p p a r irà a n c o ra m eglio dagli sviluppi successivi della ri­ cerca. (C ) N el fra tte m p o , tu tta la rice rc a (e, so p ra ttu tto , tu tto l’a p p a ra to d ei co n c etti e delle ipotesi cui facevam o rife­ rim e n to ) e ra in crisi, e q u esta crisi nasceva p ro p rio d a l­ l ’alla rg a m e n to d e ll’oggetto. F in o a qu el m o m en to il nostro la v o ro si e r a svolto con L-S u niversitari, co n i quali p o ­ te v am o p a rla re in m o d o a stra tto - l ’u nico che conosceva­ m o - fac en d o riferim ento a pro b lem i e bisogni p rev a len ­ te m en te teorici. C o n i L -S m edi, questo n o n fu più possibile: si trattav a d i u n a p o p o la zio n e o p era ia che lavo rav a in fabbrica p er q u asi n ove o re al giorno, e che ogni sera a n d a v a a scuola p e r a ltre tr e ore. Il gru p p o di ricerca, che si presen tav a co n tu tta u n a serie di pro b lem i teorici, fu co stre tto a sco­ p rire , a ttra v e rso innum erevoli insuccessi (cs.: il fallim ento d el q u e s tio n a rio p re p a ra to p e r le interviste) c h e un p ro ­ b lem a, p e r esistere, deve avere anche u n a base pratica, d ev e cioè essere ancorato a determ inati bisogni materiali', c h e il linguaggio a stra tto n o n serve affatto a risolvere q u esti p ro b lem i, m a anzi, co rre il rischio di m asch erare q u esti bisogni e qu esta re a ltà ; a scoprire, infine, c h e non si tra tta v a solo di u n a q uestione term inologica, di ab b a n ­ d o n a re cioè u n a term inologia astru sa, m a di ca m b ia re tu tto il m o d o di p en sare, partendo da bisogni materiali oggettivi e dalla realtà, an zich é d a idee astratte. L a “ rivolta dell’oggetto ” (di cui ab b iam o p a rla to nei c ap ito li p rec ed en ti) si m anifestava insom m a p e r noi in q u es to m o d o : ai nostri discorsi teorici, i L -S m edi o p p o ­ n ev a n o i lo ro bisogni; se, d a p arte n o stra, insistevam o nel­ l’im p o stazio n e iniziale, l ’oggetto risp o n d ev a col disinteres­ se, cio è con u n a reazione che colpiva lo scopo stesso del n o stro la v o ro , - la m obilitazione. F u m m o così costretti, p er p o te r c o n tin u a re a avere ra p p o rti con l ’oggetto, a o ccu­ p a rc i d i q u esti bisogni. D i ch e bisogni si trattav a ? vi era n o , in n an zitu tto , i b i­ sogni p iù ev id en ti, che n ascono dal disagio e dalla fatica d i c u m u la re stu d io e la v o ro (spesso la v o ro a cottim o):

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essere d estin ati a certi tu rn i di la v o ro an zich é a a ltri; p o te r avere u n m ag g io r n u m e ro di p erm essi; p o te r go d ere, tra la fine del la v o ro e l’inizio d elle lezioni, di u n q u a rto d ’o ra in p iù p e r la ce n a, e così via. M a, scav a n d o d ie tro questi biso g n i p iù elem e n ta ri, ne em erg ev an o altri p iù p ro fo n d i, legati n o n p iù a p ro b lem i im m ediati d e ll’esistenza, m a a q u ello ch e l ’esp erien za scolastica av re b b e d o v u to signifi­ ca re in term ini di evoluzione in te lle ttu a le e professio n ale. In q u esta p ro sp ettiv a m eno im m ed iata, em ersero so sta n ­ zialm en te d u e esigenze: la p rim a rig u ard av a lo scarso c o n ­ te n u to dei corsi scolastici, la m a n c a n z a di in seg n an ti, e in so m m a tu tti quégli asp etti negativi ch e figurano o rm a i di co n su eto in ogni critica alle stru ttu re e al fu n zio n a m en ­ to d ella scuola. L a seconda rig u ard av a invece u n m o m e n ­ to successivo, e p recisam en te la possibilità d i applicare effettivam ente, sul lav o ro , le conoscenze tecniche acq u isi­ te n ella scuola. I L -S , cioè, vivendo la re a ltà della fab b rica , si a c c o r­ gevano che il ru o lo di tecnici (es.: c a p o re p a rto , tecnico dei tem pi, ecc.) che, u n a vo lta in possesso del d ip lo m a, a v re b ­ b e ro p o tu to ev en tu alm en te rico p rire, n o n era affatto un ruolo “tecnico”, bensì, sostanzialm ente, un ruolo di potere, - u n ru o lo , cioè, in cui l ’applicazio n e delle conoscen ze tecn ich e co n tav a assai m eno che n o n l’esercizio di u n c o n ­ tro llo sui la v o ra to ri subordinati. L a m obilità che essi a v re b ­ b e ro così rea lizz ata sa re b b e av v en u ta, cioè, a scapito delle loro conoscenze tecniche e professionali. (D ) C o m u n q u e sia, p a rla re dei bisogni significava fa rlo a n ­ ch e in vista di u n a sodd isfazione di questi bisogni, e q u e­ sta d irezio n e di ricerca faceva p o rre il p ro b lem a: chi sono i L -S aH’in te rn o della fab b rica ? che c a ra tte ristic h e h an n o ? co m e sono d istrib u iti? di che forza dispongono p er a p p o g ­ g iare le lo ro richieste? L a risp o sta a q u este d o m a n d e fu d e te rm in a n te p e r o rie n ta re in m o d o div erso la ricerca. P rim a d i tu tto , i L -S n o n era n o , relativ am en te p a rla n d o , m o lto n u m ero si, e, so p ra ttu tto , e ra n o d isp e rsi p e r tu tta l’azienda: n essu n a possibilità, quin d i, di utilizzare il fatto di essere ev en tu alm en te co n c en tra ti in p o ch i p u n ti, p e r esercitare m aggiori c a p ac ità di pressione. M a il risu lta to p iù im p o rta n te di q u esto m o m e n to d el­

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C o m e si fa ricerca

l’a n alisi fu il riv elarsi d i u n a a c u ta contraddizione tra i L -S , d a u n a p a rte , e la grande maggioranza dei lavoratori, d a ll’a ltra. Q u esti ultim i v ed evano nei lo ro com pag n i dei p o te n z ia li cap i, cioè degli individui che u n g io rn o sa re b ­ b e ro p a s sa ti “d a ll’a ltra p a r te ” , a ingro ssare le file di quelli c h e ese rc ita n o u n co n tro llo e u n p o te re sugli o p erai. D i q u i, n o n solo u n d isinteresse dei la v o ra to ri verso i L -S e i lo ro bisogni, m a an c h e u n a sostanziale ostilità. A g li o cch i del n o stro g ru p p o di ricerca, q u e sta posizio­ n e d ei la v o ra to ri co n ten e v a m olte v erità: lo stu d io è in p rim o lu o g o , in q u esta società, un m ezzo di m obilità, u n a s tra d a p e r fare ca rrie ra , in d ip e n d en tem e n te d alla crescita d e ll’in d iv id u o ch e nello stu d io si realizza. Si tra tta , com e n o to , d i u n a “ sc o p e rta ” che è sta ta fa tta collettivam en te, in q u esti anni, in tu tte le scuole e le università. M a il g ru p p o trasse tu tte le conseguenze d a q u esta “ sc o p erta” , - e la ricerca risu ltò co sì m odificata in d u e direzio n i ben precise. P r i m o , n o n e ra più possibile co n sid erare solo la p o ­ p o la z io n e d ei L -S , m a o cc o rre v a prendere com e oggetto l’intera popolazione di fabbrica ; s e c o n d o , q u esto ca m ­ b ia m en to d ell’o g g etto e ra strettam en te legato a un cambia­ m en to del problem a centrale d ella ricerca. N o n aveva più sen so , cioè, co n sid erare u n a m in o ra n za, q u a n d o tu tti gli o p e ra i e ra n o “ e n tra ti” n ell’am b ito della rice rc a; n é aveva se n so stu d ia re co m e sodd isfare i bisogni di p o ch i, di fro n ­ te a ll’em erg ere d ei bisogni di tutti. 11 te m a d ella ricerca d iv e n tò così q u ello del d i r i t t o a l l o s tu d i o . S o tto q u esto tito lo ( = “ il d iritto allo stu d io ”) in te n d e­ v a m o riassu m ere tu tta u n a serie di spunti e di indicazioni c h e av e v am o racco lto nel co rso della ricerca, e ch e si so­ s ta n z ia v a n o in q u esta d o m a n d a: se lo studio, com e viene p ra tic a to o ra , è p rin cip alm e n te un m ezzo p e r fare c a rrie ra , e q u in d i, p e r forza di cose, riserv a to a pochi, - q u ali sono le co n d izio n i p e r u n o stu d io di tipo diverso, a p e rto a tu tti, ch e sia, p rin cip alm e n te , n o n un m ezzo di m obilità, m a un m ezzo di crescita politica e intellettuale ? (E ) C h e c o sa si o p p o n e a q u esta crescita collettiv a dei la v o ra to ri? n o n in te n d ia m o qui riferirci all’insufficienza q u a n tita tiv a delle s tru ttu re scolastiche, o alle obiezio n i del

La ricerca co m e scoperta d el problem a

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tip o : “ ci vuole p u r se m p re q u alcu n o che faccia il la v o ro m a n u a le ”. L o “ stu d io ” ch e cercav am o e ra q u a lc o sa d i n o n -sco lastico , e ra l’insiem e d i condizioni materiali e or­

ganizzative, che dovrebbero consentire al lavoratore, at­ traverso la soluzione di problem i provenienti dal lavoro, una crescita intellettuale e professionale. U n a volta im p o stato il disco rso in questi te rm in i, e r a c h ia ro ch e la p rim a "sede di studio" di cu i il la v o ra to re è sta to p riv a to n o n è la scu o la, m a il lavoro. T u tte le m a ­ n ifestazioni che v an n o so tto il n o m e di o rg an iz za zio n e scientifica del lav o ro (fram m en ta zio n e delle m a n sio n i; r i­ p etitiv ità; de-resp o n sab ilizzazio n e; sep arazio n e delle o p e ­ razio n i di esecuzione d alle o p erazio n i di co n tro llo d ella q u a lità , ecc.), si tra d u c o n o , a livello d ella singola m a n ­ sione, in un en o rm e o sta co lo ai bisogni di cre scita tecn ica e in tellettuale d e llo p e ra io . A nzich é essere fo n te di p ro b le ­ mi tecnici e di stim oli intellettu ali, il la v o ro è, so sta n z ia l­ m en te, m otivo di ansia e di regressione p e r l’in d iv id u o la v o ra to re. S tu d iare le condizioni di realizzazione d el d i­ ritto allo stu d io significava quindi indagare le m ansioni

operaie per cogliere la direzione lungo la quale questo diritto poteva concretam ente svilupparsi e realizzarsi. F u p ro p rio neH’analisi di qu este m ansioni che c o m in ­ cia ro n o ad ap p a rire , co n tro ogni n o stra asp ettativ a (e, sia d e tto incidentalm ente, co n tro quel ch e si legge di solito nella le tte ra tu ra di sociologia del lavoro), alcuni elem e n ti ch e ci m o stra v an o nel lav o ro u n c o n te n u to in so sp etta to , del tu tto indipendente dalla volontà e dalla coscienza sia dell'operaio sia dell'azienda, e ch e a noi p arv e co stitu ire la d irezio n e lungo la q u ale il d isc o rso d el d iritto allo stu d io p o te v a essere co n d o tto . N o n è q u esta, ovviam ente, la sede p e r e sp o rre i risu l­ ta ti m a teriali di q u esto lav o ro (sul q u ale rito rn ia m o p a r ­ zialm en te nel cap ito lo V i l i . § 145); qui b a ste rà d ire che in q u e s to “ c o n te n u to " d el lav o ro o p era io co m p re n d ev a m o , tra l’a ltro , tu tta u n a serie di co m p o rtam e n ti e in te rv en ti te c n i­ ci ch e l’o p era io esegue oltre e contro quelle che sarebbero le prescrizioni ufficiali d ella su a m ansione, al fine d i o tte ­ n ere u n risu ltato di lav o ro soddisfacente. L a n o stra ricerca ci m o stra v a, in m o d o se m p re p iù p e r ­ su asiv o , ch e, n o n o sta n te la p re te sa , d a p a rte d e ll’o rg an iz -

F a si d e lla ric erca su lla fig u r a so c ia le d e l la v o ra to re s tu d e n te (§ 4 2 )

T av. 1 -

FA SE

PR O B L E M A

S IT U A Z IO N E DI

(A )

OGGETTO

C O M M IT T E N T E

R IC E R C A

“ la fig u ra s o ­ M o v im e n to s tu ­ L - S u n i­ (a u to -c o m m itte n z a im p lic ita ) c ia le d e l L -S ” d e n te s c o , s t r u t­ v e rsita ri tu r e u n iv e rs ita ­ rie

Il L -S è u n l a v o r a to r e , u n o s tu d e n te , o u n a fig u ra d iv e rsa d a e n ­ tr a m b i? P e r c o lo r o c h e la v o r a n o in u n ’a z ie n d a , q u a l è la vera s itu a z io n e di ric e rc a ? L a r is p o s ta a q u e s te d o m a n d e d e te r m in a i s e g u e n ti sp o sta m e n ti: (B)

“ l a f ig u ra s o ­ cia le d el L -S ”

l’a z ie n d a

L -S u n i­ (a u to -c o m m itte n v e rs ita ri e z a im p lic ita ) m ed i

V ie n e s c o p e r ta la c o n tr a d d iz io n e t r a la v o r a to ri e L -S , - c o lle g a ta a lla c o n tr a d d iz io n e t r a s tu d io c o m e m e z z o d i c re sc ita d e lla p e r­ s o n a , e s tu d io c o m e m e z z o di c a r r ie ra . L a rifle s sio n e su q u e s te c o n tra d d iz io n i d e te r m in a u lte rio ri s p o ­ s ta m e n ti n el q u a d r o d e lla ric e rc a : (C D)

“ il d ir itto s tu d io ”

a llo

l’a z ie n d a

tu tti i la ­ (c o m in c ia ad a p ­ v o r a to ri p a r ire la n eces­ sità di a p p o g g ia r­ si a u n c o m m it­ te n te )

S e d e n a tu r a le d e llo s tu d io , p e r il la v o r a to re , è il p o sto di la v o ro . L ’a n a lis i d e lle m a n s io n i o p e ra ie , d ir e tta a s c o p rire le p o ssib ilità re a li di q u e s to s tu d io , p o r ta a u n u lte r io r e s p o s ta m e n to d el p r o ­ b le m a d e lla ric e rc a . (H)

“ il n u o v o c o n ­ te n u to te c n ic o d e lla m a n s io n e o p e ra ia ”

l’a z ie n d a

c h ia r a ­ tu tti i la ­ (a p p a re m e n te la n e c e s­ v o ra to ri s ità di u n c o lle ­ g a m e n to co l c o m m it., id e n tific a to n el s in d a c a to )

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zazio n e del lav o ro , di sv u o ta re di ogni re sp o n sa b ilità la m an sio n e o p era ia, rim a n ev a sem pre, e anzi, sem pre di più, la necessità di un intervento tecnico da parte d ell’operaio , la necessità, cioè, p e r l’o p eraio , di fare ricorso alla p ro p ria esp erien za e alle p ro p rie c a p ac ità tecniche. C i ac co rg em ­ m o an ch e che la g era rc h ia aziendale, a p a rtire d ai c a p ire ­ p a rto , e ra p erfettam e n te a co noscenza di q uesto fa tto , a n ­ ch e se, n atu ra lm e n te, te n d ev a in vari m odi a sm in u ire il p eso e la frequenza del fenom eno. C o m u n q u e sia, la sco p erta di q uesto fatto fo n d am e n tale ci co strin g eva a riesa m in a re an c o ra u n a vo lta q u ello che avev am o o rm ai c re d u to il p ro b lem a definitivo d ella ric e r­ ca: se la soluzione del p ro b lem a del d iritto allo stu d io p assav a attrav erso il lav o ro , b isognava sap ern e m o lto di p iù su q u esto n u o v o c o n t e n u t o t e c n i c o che il la v o ro o p era io co m p o rtav a, - b isognava cioè rico n o scere, in q u e ­ sto asp etto nuovo e ce n trale della m ansione o p e ra ia , il

problem a vero della ricerca in fabbrica. 4 3 . I m olti temi di una ricerca. L a ricerca sui L -S , di cui ab b iam o illu strato solo le linee essenziali di svolgim ento , è servita a m o stra re che il pro cesso di sco p erta del v ero p ro b lem a d u ra p e r tu tta la ricerca, c che esiste un r a p ­ p o rto m olto stretto tr a “ sco p erta del vero p ro b le m a ” e “ in d iv id u azione dei personaggi ( = co m m itten te e o g g et­ to )” di u na ricerca. Su q u esta seconda q u estio n e to rn e ­ rem o nel § 4 5 ; in q u esta sede vogliam o invece e sa m in a rn e u n ’a ltra, e precisam ente: che rapporto sussiste tra i vari tem i successivam ente em ersi nel co rso di u na ricerca? È vero, infatti, che, col p roseguire della ricerca, la re a ltà ci si m o stra sem pre più nelle sue co m plessità essenziali, e q u in d i, ci co n sen te di far em ergere pro b lem i se m p re p iù focali, - m a, giunti al te rm in e di queste “ sc o p e rte ” , q u al è la so rte dei problem i p rec ed en tem e n te individuati? L a p r o ­ gressiva sc o p crta-d i-p ro b lem i, cioè, non co rre il rischio di tram u tarsi in u na fuga-attraverso-i-problem lì con d u e o tre passaggi, insom m a, è possibile p a rtire dai pro b lem i d ella scuola di B oscofiorito e arriv are al S istem a c a p ita ­ listico, - m a q u esto serv e forse a risolvere i p ro b lem i di B oscofiorito? P e r risp o n d ere a q u este d o m a n d e, rip re n d ia m o b rev e­

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m en te in esam e la ricerca testé illu strata. I p ro b lem i suc­ ce ssiv am en te in d iv id u ati e ra n o stati, rico rd ia m o , (1) la fi­ g u ra sociale d el L -S , c o n sid erata d al p u n to di vista di u n a su a m obilitazio n e, (2) il d iritto allo stu d io , e (3) il nuovo c o n te n u to tecnico della m ansione operaia. C o sa h a n n o in co m u n e questi tre p ro b lem i, e in cosa d ifferiscono? T u tti e tre e ra n o pro b lem i reali, ch e m u o v e­ v a n o cioè d a esigenze co n crete, in d iv id u ate in u n a situ a­ zione b en d e te rm in a ta , e in direzio n e d i obbiettivi di tra ­ sfo rm az io n e: q u esto era il lo ro asp etto com une. P erch é, a llo ra , d ic iam o ch e il (3) era il vero p ro b le m a della rice r­ ca , e cioè, p e rc h é gli attrib u iam o u n a p rem in en za risp etto agli altri? p e r q u esto m otivo, che i p ro b lem i (2) e (1) p o s ­ so n o essere p ie n am e n te risolti solo dopo avere scoperto e avviato a soluzione, teo ricam en te e p ra tic a m e n te , il p ro ­ b lem a (3 ), e n o n viceversa. E cioè, p iù p recisam en te: il p ro b lem a di u n a c o rre tta m o b ilita zio n e d ei L -S, co n d o tta a ttra v e rso u n ’analisi del lo ro ru o lo sociale, p u ò ven ire risolto solo a ttra v e rso u n a c o rre tta im p o staz io n e e soluzione (non p o trà tra tta rsi, evi­ d en tem e n te , di u n a soluzione “ definitiva ” ) del p ro b lem a d el d iritto allo studio, cioè del p ro b le m a di u n a crescita in te lle ttu a le d ell’individuo, che p resc in d a dalle stru ttu re sco lastich e e passi a ttra v e rso il lavoro. A su a volta, il p ro b lem a del d iritto alio stu d io non può ven ire, n é im p o stato co rrettam e n te, n é av v iato a soluzione, se n o n si sc o p ro n o (e n o n si av v ian o a liberazion e), nel la v o ro e n e lla m ansione o p era ia, gli elem enti, già fin da ora presenti , sui quali so n o in q u alch e m o d o im pegnate l ’es p erien z a, la resp o n sa b ilità e le c a p a c ità tecniche d el­ l ’o p e ra io . È q u esto n uovo co n ten u to tecnico, oggettiv am en ­ te esisten te, ch e perm ette di considerare reali gli altri pro­ blemi, e n o n viceversa. Il r a p p o rto tr a i v ari tem i di rice rc a successivam ente sco p erti, e q u ello sco p erto in m o d o definitivo, è d u n q u e q u esto : i p rim i vengono “m essi tra parentesi" fino a che

l’ultim o non venga correttam ente im postato e avviato a so­ luzione (il ch e n o n vuole d ire affatto, o v viam ente, “ risolto in m o d o definitivo”). N on ch e la lo ro soluzione sia m eno im p o rta n te , o m eno urgente; non che essi p e rd a n o la loro in d iv id u alità: sem plicem ente, un a lo ro c o rre tta soluzione è

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im possibile fino a che n o n venga im p o stato e av v iato a soluzione nel m o d o giusto il v e ro p ro b le m a d ella ricerca. N el caso d ella scuola di B oscofiorito, ciò significa ch e * i suoi p ro b lem i n o n p o tra n n o v en ir risolti nel m o d o giu sto se n o n si in q u a d re rà la situazione di B oscofiorito all’in ­ te rn o d ella società ca p italistica c o n sid e ra ta in vista di u n a su a trasfo rm az io n e ; nel caso della ricerca sui L -S , il p r o ­ b lem a di u n a lo ro c o rre tta m obilitazione n o n p u ò v en ire risolto che alla luce dei p ro b lem i d el d iritto allo stu d io e del n u o vo c o n te n u to tecnico d ella m a n sio n e o p era ia. 4 4 . (C ontinuazione). A lle d o m a n d e poste so p ra, p o ssia ­ m o d u n q u e risp o n d ere in q u e sto m o d o : la sc o p erta del v ero p ro b le m a n o n è, e n o n deve d iv e n tare, u n a fu g a a t­ trav e rso i p ro b lem i; è invece la condizione essenziale p er im p o stare e risolvere nel m o d o giusto il p ro b le m a di p a r ­ tenza (p u rc h é si tra tti, ovviam ente, di u n p ro b le m a reale). Se i p ro b lem i di p a rte n z a n o n fo ssero che u n tra m p o ­ lin o p e r lan ciarsi nel p ro b lem a generale, la ricerca, dal p u n to d i v ista d ella p ra tic a sociale, n o n servirebbe a nu lla. Il p ro b le m a iniziale è invece, n o n solo il p u n to di p a r ­ tenza, m a so p ra ttu tto il punto di arrivo di questa progres­ siva scoperta-del-Problema. Q u a n to al p ro b le m a ultim o sco p erto , esso n o n è l ’o b b iettivo della ricerca, m a, p iu tto ­ sto, il principio conduttore della ricerca stessa. M a allo ra (si p o tre b b e o b b ie tta re ) tu tta q u esta o p e ra ­ zione si rid u ce a “ in q u a d ra re ” il p ro b le m a di p a rte n z a nel sistem a capitalistico, cioè, nel te n er p rese n te ch e o gni p ro b lem a, g ran d e o piccolo, va affro n tato te n e n d o co n to del tipo d i società nel quale il p ro b le m a stesso si p re se n ­ ta. N o , il senso di tu tta q u esta sc o p erta del v ero p ro b le m a è p iù com plesso e più avanzato. N o n è sufficiente, cioè, a rriv a re , d al singolo p ro b le m a specifico, al sistem a capitalistico nel suo com plesso: è im ­ p o rta n te , p iu tto sto , c o m e ci si arriva. N on c ’è d u b b io , cioè, che l’in-soddisfazione dei bisogni, la disgregazio n e delle fam iglie, le m a lattie m entali, e tu tti gli altri infiniti p ro b lem i sociali, “ d ip en d o n o d al sistem a” : m a q u esto ri­ m a n d o generico al sistem a n o n h a an c o ra nessun valore

pratico-scientifico. N el caso dei L -S , p o trà m a g ari essere ch iaro fin d a ll’i­

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n izio che q u esto p ro b lem a rim a n d a a tu tto il sistem a in ­ d u stria le glo b alm en te co n sid erato , - m a n o n b a s ta fare q u e s to rim a n d o in blocco: o cco rre scoprire, per ogni sin

golo e specifico problem a, c o m e questo problem a si col­ lega col problem a generale. C i so n o ta n ti m odi, cioè, p er a rriv a re d a l L -S al sistem a in d u stria le , m a uno solo è il m odo corretto , e questo m o d o n o n p u ò essere con osciuto in an ticip o , — n o n è, cioè, eguale p er tu tti i p ro b lem i, m a v a sc o p e rto nel co rso della ricerca. P e r riso lv ere i pro b lem i d ella scuola X Y , n o n b asta co lleg a rla in m o d o a s tra tto con la società ca p italistica nel su o co m plesso: o cc o rre a rriv a re a q uesto collegam en to in u n d e te rm in a to m odo, lu n g o u n a scala di p ro b lem i reali e co n c reti, di g en e ralità crescen te, - senza saltarne nessuno ,

perché ciascuno di essi f o n d a il problem a precedentem ente scoperto, e ne garantisce la “ realtà ” . Se si p e rd e q u esto collegam ento org an ico tr a i v ari p ro ­ blem i successiv am en te scoperti, se, cioè, il collegam ento tra il p ro b le m a di p a rte n z a e la società viene fatto m ec­ ca n ic a m e n te , si co rre il rischio di n o n riuscire a risolvere (e m agari an c h e di p e rd e r di vista) il p ro b lem a d a cui si è p a rtiti, - che d ev e invece resta re il vero obbiettivo d ella ricerca. T u tto q u esto vale, rip etiam o , q u a n d o il p ro b lem a di p a rte n z a è u n p ro b le m a reale. A volte p erò ca p ita , so­ p r a ttu tto nelle fasi iniziali di u n a ricerca, di scam b iare l’a p p a re n z a p e r la re a ltà , e di ind iv id u are co m e te m a di ric e rc a un p ro b le m a che n o n è reale. È ovvio, allo ra, che tale p ro b le m a , in u n o sta d io p iù av an zato , n o n v e rrà m es­ so tra p are n tesi, - m a com pletam ente lasciato cadere e so­ stituito. E cioè, n o n p u ò sussistere alcu n ra p p o rto tra q u e s to falso p ro b le m a e la serie di p ro b lem i rea li succes­ siv a m e n te individuati. 4 5 . S c o p e rta d el p ro b le m a e in dividuazione d ei p erso n a g ­ gi. Il se co n d o p u n to che volevam o discutere, rig u ard a i ra p p o rti tra la sc o p e rta del v ero p ro b le m a e l’in d iv id u a­ zio n e dei perso n ag g i ( = co m m itten te e oggetto). C o m e è a p p a rs o ev id en te d all’esem pio di ricerca sul L -S (e d al rie­ pilo g o an a litico della tav . 1), questi d u e m o m en ti sono stre tta m e n te legati.

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C o m e si m an ifesta q u esto legam e? nel fatto ch e, a ogni successiva ap p ro ssim azio n e al vero p ro b le m a della ricerca, si ac co m p ag n a , n ecessariam ente, un a m essa a fu o co p iù precisa, o, ad d irittu ra , u n o spostam ento d ell’oggetto e del com m ittente. V icev ersa, il fatto di avere e sa tta m e n te in d i­ v id u ato , in u n a d eterm in a ta situazione di ricerca, og g etto e co m m itten te, è di g ran d e aiu to nella sc o p erta di q u ello ch e è il vero p ro b lem a su cui fare ricerca. N ell’esem pio so p ra illu strato , si è m essa ogni vo lta in risalto la sim u ltan eità con cui, alla sc o p erta di u n su cces­ sivo, p iù vero p ro b lem a, si è acco m p ag n a ta la sc o p e rta di u n p iù vero oggetto. N on si è invece a d a tto p a rla to del p ro b lem a del com m itten te, e q u esto p e r un m otivo m o lto sem plice: fino al te rm in e della ricerca, cioè, “ non ci siam o a c co rti” in m o d o esplicito che m ancava qualcosa, e ch e q u esto q u alco sa e ra il potere che avrebbe d o v u to co n se n ­ tirci d i m odificare co n c reta m en te le re a ltà ch e a n d a v a m o in d a g an d o . Il fatto che i risu lta ti di q u esta rice rc a sian o sta ti solo p arziali, e p rev a len te m e n te conoscitivi, è stato d eterm in a to p rin cip alm e n te d a ciò, che allo ra n o n e r a ch ia­ ra l’im p o rta n z a decisiva del com m itten te, ossia del p o te re , p e r la ricerca. R ico stru e n d o lo svolgim ento della ricerca col se n n o di p o i, ci siam o resi co n to che u na larg a p a rte di essa si è svolta sulla b ase (im plicita) di u n ’auto-com m ittenza: rite ­ n ev am o , cioè, che fosse possibile essere noi stessi co m m it­ te n ti del n o stro lav o ro p e r tu tta q u a n ta la ricerca, senza ren d erci co n to , a n c o ra u n a volta, che cond izio n e della co m ­ m itten za è avere p otere. N o n si v uole dire, con questo, che sia im possibile fare ricerch e b asate sull’au to -co m m itten za. A nzi, le rice rc h e sul p ro p rio ru o lo professio n ale e sociale h an n o p e r lo p iù q u esta b ase, - e ciò è del tu tto c o rre tto , nella m is u ra in cu i q u esta ricerca fornisce al rice rc ato re delle indicazioni sul proprio co m p o rta m e n to e sulle proprie riso rse p ro fe s­ sionali. Q uel che si vuole so tto lin eare, insom m a, n o n è che sia im p ossibile cu m u lare i du e ruoli di co m m itten te e di rice rc ato re , tu tt’altro ; m a il fatto ch e n o n si p o ssa assu ­ m e re il ru o lo di co m m itten te se non avendo a disposizione

un potere di intervento e di trasform azione della situazione so tto p o sta a ricerca. N elle ricerch e sul p ro p rio ru o lo , l ’a u ­

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to -c o m m itte n z a p u ò fun zio n are p ro p rio p erc h é c e rte p o s­ sib ilità d i in te rv en to e di trasfo rm azio n e sono effettivam en­ te n elle m a n i di chi fa ta le ricerca. Q u esti stretti ra p p o rti tra sc o p erta del p ro b le m a e in ­ d iv id u a zio n e dei perso n ag g i - so p ra ttu tto in riferim en to al co m m itte n te - em e rg e ra n n o a n c o r m eglio d alla le ttu ra d el­ la ric e rc a illu stra ta n ell’A p p en d ic e A a q u esto capitolo. 4 6 . R icerche “lib ere” e ricerche vincolate. Il discorso ch e p re c e d e rig u a rd a , an z itu tto , le ricerch e che p o trem m o d efin ire “lib e re ” , n el senso, cio è, ch e sono svolte senza im p eg n i di costo, di scadenze, ecc., d a qu el rice rc ato re n o n -p ro fe ssio n ista al qu ale, prev alen tem en te, q u e sto lib ro è riv o lto . M a il d isc o rso vale egualm ente (con alcu n e dif­ fe re n z e ch e p reciserem o ) an c h e p e r le ricerch e vincolate a im p eg n i d i te m p o , costo, raggio d ’azione, ecc., - le ric e r­ c h e , in so m m a, svolte d al rice rc ato re professionista: tip ica­ m e n te , le rice rc h e co n d o tte nelle azien d e su rich iesta, o col co n sen so , d ella direzio n e aziendale. C a p ita spesso, cioè, che il rice rc ato re riceva u n a co m ­ m e ssa d i rice rc a “ d a ll’a lto ” , e che, v en u to a c o n ta tto con la re a ltà , si re n d a co n to che il te m a di ricerca fo rm u lato c o n ta le co m m essa non ha, in quella realtà, alcun senso, v u o i p e rc h é le è estra n eo , vuoi p erc h é, a d d irittu ra , le fa violenza. I l ric e rc a to re , u n a v o lta che si sia b e n d o c u m e n ta to su q u e s to p u n to , deve tornare dal com m ittente e cercare di persuaderlo a modificare la com m essa in relazione a q u el­ la ch e e la re a ltà , - e d ev e fa r q u esto non una sola volta, m a tu tte le vo lte che la re a ltà in d ag ata n ella ric e rc a d i­ m o s tra c h ia ra m e n te ch e il p ro b lem a stu d iato n o n è a n ­ c o ra il v ero p ro b le m a della ricerca. Si tr a tta , in so m m a, di u n o degli asp etti p iù im p o rta n ti d i q u e l coinvolgim ento del com m ittente, d i cui si è p a r ­ la to a lla fine d el ca p ito lo p reced en te. A ggiungiam o su b ito c h e q u esti te n tativ i di coinvolgim ento, p ro p rio p e r il co n ­ te sto in cu i avvengono, so n o assai rischiosi p e r il ric e r­ c a to re . P erché? Il risch io p iù grosso co n siste in questo, che il co m m it­ te n te , p re o c c u p a to p e r quel che la rice rc a - così rifo rm u ­ la ta - p o tre b b e d iv e n tare, o anche, sem plicem ente, p er

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ev itare in dugi e tra tta tiv e fastidiose, ritiri la co m m essa d i ricerca. Il rice rc ato re p ro fessio n ista si tro v a così nella p eggior situ azione possibile, peggiore an c h e di q u ella d ella “ ca ttiv a co m m essa” : la situazione di “nessuna com m essa". C iò spiega, in p a rte , p erc h é i ric e rc a to ri, u n a vo lta o tte ­ n u ta la com m essa, te n d an o a rip re se n tarsi al co m m itten te solo alla fine della ricerca, p e r consegnargli la R elazio n e finale. A volte, n atu ra lm e n te, q u esto ra p p o rto elusivo tra ric e r­ c a to re e com m ittente p o rta a conseguenze p ara d o ssali. R i­ co rd ia m o , p e r esperienza d ire tta , il caso di u n a ricerca su ll’assen teism o o p era io , affidata allo scrivente d iversi an n i fa. Il co m m itten te e ra il Servizio del P erso n ale di u n ’a ­ zien d a , in cui le assenze degli o p e ra i avevano rag g iu n to v alo ri su p erio ri alla m edia di altre in d u strie dello stesso settore. P e r p o te r in tervenire, e cioè, p e r te n ta r di rid u rre q u e­ sto fen o m en o e i costi ad esso relativ i, la direzio n e sen tiv a l’esigenza di d a re an z itu tto risp o sta a d o m a n d e co m e q u e­ ste: co m e si d istribuisce l’assenteism o secondo il sesso, la classe di età, l’an z ia n ità aziendale, le categorie sin d acali, ecc.? è p ossibile d eterm in a re , sulla b ase di tali d istrib u ­ zio n i, la figura d e ll’assen teista-tip o ? p iù in generale, q u ali so n o le “ c a u se ” d ell’assenteism o? R a g g iu n to l’ac co rd o su q u esto tem a, le p rim e fasi del la v o ro d i ricerca ven n ero p ro g ra m m a te in q u esto m o d o : d a p p rim a , u n a co n su ltazio n e sistem atica di tu tta la b ib lio ­ grafia d isponibile su ll’a rg o m e n to ; su b ito d o p o , l’e la b o ra ­ zio n e d i u n m odello di analisi (concetti-b ase, ipotesi, ecc.) co n cui “e n tra re nel c a m p o ” . T u tta v ia , d o p o a v e r te rm i­ n a to q u esto la v o ro teorico, ci ac co rg em m o ch e le cose s ta ­ v an o p ro fo n d a m e n te ca m b ian d o . In p rim o luogo, in seguito a v icen d e co n g iu n tu rali, l’A zien d a av e v a deciso di p ro c e d e re a u n a te m p o ra n e a rid u ­ zio n e d ell’o ra rio di lav o ro : la stra g ra n d e m a g g io ran za d e ­ gli o p e ra i e ra sta ta m essa in C a ssa integrazione, e se m ­ b ra v a m inacciato, p e r m olti, lo stesso p o sto di la v o ro . U n a delle conseguenze di q u esta situ azio n e e di q u esto “ c lim a ” , fu la dim inuzione del tasso di assenteism o a livelli m ai v i­ sti p rim a. In ag g iu n ta a q u esto , n ell’az ie n d a e ra in iziato u n v ero

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e p ro p rio te rre m o to o rg anizzativo: in seguito all’e n tra ta in fu n zio n e di un n uovo stab ilim en to a pochi chilom etri dal p re c e d e n te , interi rep a rti v en iv an o spostati, altri rid im en ­ sio n a ti, v en iv an o form ulate n u o v e linee gerarchiche, ecc. A gli effetti d ella ricerca, la situazione e ra d u n q u e la seg u en te: l’assenteism o (alm en o com e fenom eno da rip o r­ ta re so tto co n tro llo ) “ non esisteva p iù ” ; il “ m odello in ter­ p re ta tiv o ” che avevam o p re p a ra to era ev identem en te in a­ d e g u a to alla n u o v a rea ltà che si a n d a v a form an d o . L a c o sa p iù c o rre tta sareb b e s ta ta quella di to rn a re dal co m ­ m itte n te , e rim ettere in d iscussione tu tta la ricerca, fino a rifo rm u la re il tem a di indagine. C iò co m p o rtav a p erò un g ro sso rischio, - che, con la sc o m p arsa d ell’assen tei­ sm o, sc o m p arisse anche la com m essa, e la p ossib ilità di fare ricerca. A n zic h é ce rc a rlo , decid em m o d u n q u e di tenerci alla la r­ g a d a l co m m itten te , e co m in ciam m o a raccogliere i dati d isp o n ib ili. Q uesti dati era n o incom pleti, venivano forniti di m alav o g lia, vista l’in tem p estiv ità della richiesta, - m a, s o p ra ttu tto , e ra n o lim itati in d u e direzioni: d a un lato , a c a u sa d ell’estre m a fluidità d ell’o rganizzazione, e ra im p o s­ sibile p ro c u ra rsi d ati “ s tru ttu ra li” ; d a ll’altro , le notizie sul c o m p o rta m e n to dei singoli d ip en d en ti d o v ev a n o essere e sclu siv am e n te quelle reperibili in archivi e notiziari uffi­ ciali, d al m o m e n to che non aveva senso affro n tare la diffi­ d e n z a dei la v o ra to ri co nvocandoli a colloquio su arg o ­ m en ti così “ sc a b ro si” . In so stan za , la ricerca an d ò avanti sulla base so ltan to d e lla legittim azio n e form ale ( = com m essa di ricerca) av u ­ ta all’inizio, - m a la sua legittim azione sostanziale e ra ve­ n u ta m e n o assai p resto: n o n solo p erc h é il p ro b lem a stu ­ d ia to era sc o m p arso , m a, an c h e e so p ra ttu tto , p erc h é si e ra riv elato im possibile an alizzare il fen o m en o “ assen te i­ s m o ” in ra p p o rto alle condizioni di lav o ro , e di divisione d el la v o ro , in cui il fenom eno co n c reta m en te si m anife­ stav a. 4 7 . C onclusioni. L ’esem p io p o rta to nel p a ra g ra fo p re c e ­ d e n te , si p o tre b b e giu stam en te osserv are, è fin tro p p o sco n ­ ta to : è ovvio che, q u a n d o la situazione ca m b ia così d r a ­

L a ricerca com e scoperta del problem a

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sticam en te, o cco rre la sciar ca d e re il te m a di rice rc a, e so ­ stitu irlo . T u tta v ia , il fatto ch e il ric e rc a to re p ro fessio n ista, an c h e q u a n d o se ne accorge, n o n sia spesso in g ra d o di tira re le conseguenze d a q u esta ovvietà, deve fare riflettere il letto re. E cioè, p e r il ric e rc a to re p ro fessio n ista la ric e rc a è v in co lata an c h e nel senso che essa ra p p re se n ta il suo la v o ro q u o tid ian o , di cui n o n p u ò fare a m eno, an c h e q u a n d o q uesto lav o ro d iv e n ta (com e ap p u n to succed e p e r b en a ltre categorie di la v o ra to ri) squalificante e p riv o di co n ten u to. N el caso d ella ricerca sull’assenteism o, la crisi del te m a di ricerca n o n è sta ta d e te rm in a ta (com e invece p e r la ricerca sui L-S) d a u n prog ressiv o a p p ro fo n d im e n to d ella situ azio n e, e d al profilarsi di tem i più veri, - bensì d a lla p u ra e sem plice sc o m p a rsa del pro b lem a. U n u lte rio re e le ­ m en to di costrizione, p e r il rice rc ato re p ro fe ssio n ista, p u ò d u n q u e essere quello di dover fare ricerca su un p ro b le m a ch e n o n c ’è p iù , p e r giustificare in q u alch e m o d o la su a presen za. D a q u esta situazione di ricerca-a-v u o to , il ric e rc a to re pro fessio nista n o n è in grad o , p ro b ab ilm en te , di u sc ire d a solo. U n elem en to di lib erazio n e p o trà essere c o stitu ito dal m oltiplicarsi dei ricercato ri, e dal generalizzarsi della p r a ­ tica d ella ricerca, nella direzio n e illu strata d a q u esto libro. O cc o rre perciò insistere su q uesto pun to , che la rice rc a deve essere un risp ecch iam en to della realtà, e ch e il ri­ ce rcato re deve co stan tem e n te ri-verificare il te m a di ric e r­ ca, e riesa m in a re i suoi ra p p o rti con l’oggetto e col co m ­ m itten te, - p er non rischiare di fare violenza alla rea ltà. D al m o m en to in cui com incia a aderire alla re a ltà , in­ fatti, la ricerca non a p p a rtie n e più n é al c o m m itte n te né al ricercato re, ed è, in un certo senso, indipendente dalla

loro coscienza e dalla loro volontà.

A ppendice A

R icerca sulla contestazione com une (in c o lla b o r a z io n e c o n M . T e re sa G a r d e lla , A lb e r tin a G u a la n d r i e D ia n a M a u r i)

Il la v o r o c h e se g u e rip ro d u c e in f o r m a c o n d e n s a ta (e c o n o m is ­ sio n e d i b u o n a p a rte d e lle n o te e d e lla b ib lio g ra fia ), la R e la z io n e fin ale p r e s e n ta ta (n o vem b re 1969) a lla S c u o la S u p e rio re di S o c io ­ lo g ia di M ila n o , p e r c o n to d e lla q u a le (su f in a n z ia m e n to d el C o n ­ sig lio N a z io n a le d e lle R ice rch e) la ric e rc a e r a s ta ta sv o lta . L a p u b b lic h ia m o q u i (sen za, o v v ia m e n te , te n ta r n e a lc u n ''a m ­ m o d e r n a m e n to " ) , n o n c e rto p e rc h é la r ite n ia m o u n a r ic e rc a -m o ­ d e llo : in f a tti, o ltre a v a rie a ffe rm a z io n i e r r a te , essa p re se n ta a n c h e il lim ite d i n o n a v e re c h ia ra m e n te riso lto il p r o b le m a d el “ c o lle ­ g a m e n to o r g a n ic o ” t r a i v ari te m i d i ric e rc a su c c e ssiv a m e n te sc o ­ p e r ti (su q u e s to p r o b le m a , c fr. § 43). Il p r e s e n te R a p p o rto p u ò tu tta v ia v a le re , o ltre a d o c u m e n ta re gli e r r o r i e le in g e n u ità c h e h a n n o a c c o m p a g n a to q u e s ta “ sc o p e rta del m e to d o ” , a n c h e a c h ia r ire m eg lio u n p r o b le m a a l q u a le , n ei c a p i­ to li p r e c e d e n ti, n o n si è d a to sufficiente rilie v o : il p ro b le m a del-

V individuazione del vero com m ittente.

P rem essa § 0. Il la v o ro di ricerca esposto nella p rese n te R elazio n e è sta to svolto a M ilano e nella fascia m ilanese nel p e rio ­ d o: o tto b re 1968-luglio 1969, d a un g ru p p o di ricerca c o m p o sto d a tre allievi della Scuola di S ociologia, e d a u n istru tto re alla ricerca. T u tti i rice rc ato ri e ra n o im pe­ g n ati a te m p o p arziale. L a ric e rc a affidataci era q u in d i u n a ricerca didattica, u n a rice rc a, cioè, in cui era p rev a len te , risp etto alla p ro ­ d u zio n e di c e rti risultati, ['apprendim ento del m etodo di ricerca. L ’esposizio n e che segue tiene a p p u n to co n to di q u esto fatto : n o n si p o n e l’ac ce n to sui risu lta ti raggiunti,

Ricerca sulla contestazione co m u n e

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b en sì sulle successive sco p erte m etodologiche. C o rrisp o n ­ d en tem e n te , le fasi in cu i ab b iam o diviso la rice rc a n o n so n o c a ratte rizz ate d a d iv e rsità dei risu lta ti sostanziali ra g ­ g iu n ti, bensì d a lla p rem in en za assu n ta, in ta le fase, d a un p a rtic o la re p ro b le m a m etodologico. E sp o rre la ricerca so tto il profilo del m e to d o è sta ta u n a soluzione n o n agevole e, p e r certi versi, in n a tu ra le . S e ab b iam o se p a ra to la esposizione del m e to d o d a q u ella d ei risu ltati, n o n è p erc h é p en siam o che siano se p arab ili, m a p e rc h é ab b iam o riflettu to p iù sul m e to d o ch e sui risu l­ ta ti, e sul ra p p o rto tr a m eto d o e risultati. Q u esta in sisten za sul m eto d o , d ’altro n d e, h a rag io n i b en precise: rite n iam o che, in d eterm in a ti m o m en ti d i crisi di u n a scienza, qu alsiasi ricerca co n creta c o n d o tta all’in te rn o di q u esta scienza d eb b a an c h e essere, p rim a di tu tto , una ricerca sul proprio ruolo professionale, e su co m e esso si esercita.

Im p o sta z io n e d e l lavoro § 1. A ll’inizio del n o stro la v o ro (o tto b re 19 6 8 ), l ’u n ico p u n to ferm o e ra ch e esso avrebbe d o v u to rig u a rd a re la U n iv ersità. I n q u esto n o n vedevam o alcun lim ite (m a n e a n ­ che alcu n interesse) p artico la re . N ei m esi p re c e d e n ti, in ­ fatti, avevam o a lu n g o discusso, in co n tro c o rsi e se m in a ri svolti p resso la S cuola, sulla “n e u tra lità ” delle scienze so ­ ciali e dei suoi stru m e n ti, ed erav am o giunti alla co n c lu ­ sione ch e le scienze sociali n o n fossero - n é p o te ssero es­ sere - n e u tra li; ch e i lo ro stru m en ti e le lo ro tecn ich e fossero an c h ’essi co n n o tati in senso politico, e p o litico ­ c o n serv ato re; che, tu ttav ia , essi n o n p o te ssero venire, p u ­ ra m e n te e sem plicem ente, rifiutati, m a che il loro rifiuto dovesse avere luogo sul terreno concreto della ricerca. Q u el che ci serviva e ra d u n q u e u n a ricerca, n o n im p o rta v a q u a ­ le, e la rice rc a p ro p o sta d a lla Scuola di S ociologia p o te v a an d a re benissim o. Si tra tta v a tu tta v ia di scegliere, all’in te rn o di u n te rre n o co sì v asto co m e q u ello in d icato (¡’U n iv ersità), u n te m a p iù preciso. Il fatto che fossim o indifferenti di fro n te al te m a co n c reto su cu i fare ricerca, n o n c i im pediva, o v viam en te,

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d i o sse rv a re e p re n d e re p osizione nei c o n fro n ti delle lotte stu d e n te sc h e ch e in quel m o m e n to av e v an o lu o g o n ell’u ­ n iv ersità. E r a in so m m a impossibile studiare l’università sen­ za studiare le sue lotte interne. A nzi, avev am o u n in te­ resse b e n p re c iso a q u esta analisi. In fatti, p o ic h é il n o stro o b b ie ttiv o g en erale era la co n testazio n e all’in te rn o del ru o ­ lo p ro fe ssio n a le, ci se m b ra v a necessario in d a g are quali fos­ se ro gli elem en ti oggettivi che sp iegavano il “ successo ” d e lla c o n te sta z io n e stu d en tesca, p e r “ im p o rta rli” n ell’esp e­ rie n z a d e lla co n testazio n e professionale. P e r n o i sociologi, u n p u n to di p a rte n z a te o ric o p o tev a e ssere c o stitu itp d a u n ’in te rp re taz io n e delle lo tte stu d en ­ te sch e a llo ra circ o lan te, che rin trac cia v a le basi del c o n ­ flitto tr a stu d e n ti e p ro fe sso ri nello stesso m o tiv o di fo n d o d a c u i n asce la “ riv o lta ” d ei figli co n tro i p a d r i : 0 sp in ­ g en d o a fo n d o q u esta in te rp re taz io n e, le lo tte u niversitarie a v re b b e ro d o v u to essere viste com e Vespressione contem ­

poranea di singoli atti di ribellione. Q u e sta in te rp re ta z io n e ci sem brava d a resp in g ere co m ­ p le ta m e n te . D i fa tto , essa " spiegava ” un fatto sociale ( = le lo tte stu d e n te sch e ) con m ateriale tratto da una situazio­ ne m icro-sociale ( = quella fam iliare), sia p u re rip etu ta infinite volte. R iten e v am o , in p artico la re , ch e, con tale a p p ro c c io , si venisse a “ d e g ra d a re ” le tensioni stru ttu ra li a sem p lici conflitti p erso n a li, e ci si p o nesse fuori d a u n a c o n c re ta p ro sp e ttiv a storica, - p ro p rio p e rc h é il conflitto g en e razio n ale ven iv a co n sid erato com e u n sin to m o del di­ sadattam ento di alcuni ruoli (i figli) nei co n fro n ti di altri (i p a d ri), e n o n co m e u n pro cesso d e te rm in a to d a c o n tra d ­ d iz io n i a livello di istituzioni (un iv ersità, fam iglia), e q u in ­ d i d el sistem a. L a spiegazione ch e ce rcav a m o d o veva p iu tto sto co llo ­ ca rsi, sin d a ll’inizio, a livello di variabile strutturale, e q u e­ sta v aria b ile p o te v a essere la d iv e rsa g e n e r a z i o n e di a p ­ p a rte n e n z a .7 L a co n testazio n e giovanile a n d a v a qu in d i spie­ g a ta , n o n in te rm in i di lo tta tra m igliaia di p a d ri e m igliaia d i figli, m a attraverso la lotta di du e generazioni, e cioè, di due sistem i sociali opposti, d o ta ti di m odelli di valore av en ti efficacia di n o rm a , e di u na p ro p ria “ c u ltu ra ” . L a scelta di q u e sta v ariab ile com e stru m e n to di in te r­ p re ta z io n e d ella re a ltà , n asceva anche dalla consid erazio n e

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che, a d ifferenza di q u an to avviene in altri so tto-sistem i so ­ ciali (es.: la fab b rica ), nel so tto -sistem a “ sc u o la” l ’asse g e­ n era zio n a le (e cioè, la classificazione degli in d iv id u i se co n ­ d o la g en erazio n e di ap p a rten e n za ) è u n o stru m e n to in te r­ p reta tiv o di p rim a ria im p o rta n z a p e r “ m ettere o rd in e ” n e l­ l ’insiem e di elem enti che la re a ltà p re se n ta .8 S em p re p a r ­ te n d o d alla v ariabile “ g e n e razio n e” , in te n d ev a m o a lla rg a re in un se co n d o tem po il discorso, d a lla scuola, ad a ltre isti­ tuzioni, s o p ra ttu tto alla fam iglia. N on sa re b b e sta to c o rre t­ to p a rtire d alla fam iglia p e r spieg are dei conflitti sociali: e ra c o rre tto invece - u na vo lta in d iv id u ato u n o stru m e n to esplicativo a livello strutturale (la generazio n e, a p p u n to ) servirsene p e r l’an alisi della fam iglia. In q u esta fase iniziale della ricerca, lo schem a co n c e t­ tu ale d i cu i ci servivam o risen tiv a a n c o ra di connotazioni psicologiche e m otivazionali. N ell’an alisi della re a ltà , cioè, ci serv iv am o tu tto ra di nozioni co m e “ figura d el p a d r e ” , “ p e rd ita d e ll'id e n tità ” , “ accettazio n e dei v a lo ri” , etc. C i siam o resi co n to p iù ta rd i che la “p u rifica zio n e” , in sen so so cio lo g ico -stru ttu rale, del n o stro im p ian to co n c ettu ale n o n p o te v a av v e n ire attrav erso un la v o ro (sia p u r m etico lo so ) d i revisione della term inologia, m a solo attraverso un ripen­ sam ento critico delle fasi iniziali della ricerca, fasi ch e noi av ev am o co n sid erato a m o n te della rice rc a stessa. P rim a di tu tte, il p ro b le m a della scelta del te m a e d ell’oggetto.

I l p ro b le m a d e l te m a e d ell'o g g e tto d i ricerca § 2. Q u esta seconda fase è sta ta c a ra tte riz z a ta d a un interesse se m p re più p ro fo n d o p e r l’o g g etto ,’’ e p er i p r o ­ blem i ch e la su a definizione te o rica veniva via v ia p o n e n ­ do. A ll’inizio della ricerca, com e si è detto, l’oggetto d a a n alizzare ap p a riv a p resso ch é indifferen te; di fa tto , nel c o r ­ so d el la v o ro , ab b iam o co n tin u am en te rifo rm u la to e “ c a m ­ b ia to " l’o ggetto della ricerca, p e r m eglio a d a tta rlo alle esi­ genze che la re a ltà ch e in d a g av a m o ci veniva via via p o ­ n en d o . II senso di tu tta q u esta o p era zio n e (quale l ’ab b ia m o ric a v a to d o p o ) è sta to ch e l’oggetto non si sceglie, m a si scopre : p iù precisam en te, all’in te rn o di u n d e te rm in a to c a m ­ p o d i ricerca, l’oggetto - quell'oggetto è u n ic o e n e c e s­

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sa rio , e il ric e rc a to re deve, p e rta n to , ricercare il vero ogget­ to . L a d eterm in a zio n e d ell’oggetto, d ell’oggetto reale, n o n av v ien e d u n q u e a m o n te della ricerca, m a è il p rim o o b ­ b ie ttiv o , il più im p o rta n te, d ella ricerca stessa. C e rc h ia m o o ra di descriv ere più an a litica m en te q u esto p assag g io (cioè, d a ll’oggetto d eterm in a to sulla base d i u n a scelta a ll’oggetto d eterm in a to sulla base di u na scoperta), se c o n d o co m e esso si è svolto p e r noi. In ch e m o d o siam o p a s s a ti, d a ll’iniziale “ indifferenza verso l’o g g etto ” , a un in­ te re sse fatto si se m p re più vivo? A ll’inizio esisteva un v incolo preciso a fare un a ricerca su l te m a “ U n iv ersità” , senza u lteriori specificazioni; co m ­ m itte n te u ltim o era il C onsiglio N azio n ale delle R icerch e; c o m m itte n te im m ed iata, la S cuola di Sociologia. C o m e n o ­ to , q u a n to più lo n ta n o o d istra tto è il com m itten te, ta n to m a g g io re la “ lib e rtà ” di cu i gode il ricercato re. N el n o stro ca so , ab b ia m o av u to m o d o di godere della m assim a “ li­ b e r tà ” . A l p rin cip io , q u esta lib e rtà h a significato arbitra­ rietà d el te m a specifico di ric e rc a : il co m m itten te (p en sa­ v am o ) esisteva, m a e ra lo n ta n o , e si poteva così scegliere il te m a d i ricerca p iù com odo. Q u an d o la lo n ta n an z a del co m ­ m itte n te , p ro lu n g an d o si nel te m p o , h a fatto d u b ita re d ella s u a esisten za, son com in ciate alcune p reoccupazioni. In fa t­ ti, n el c o rso delle p rec ed en ti discussioni sulla ricerca, ave­ v a m o co n v e n u to ch e in u n a situazione di ricerca esisto n o , n e c e ssa ria m e n te , u n rice rc ato re , un oggetto e un co m m it­ te n te , sul cui p o te re la ricerca è fo n d ata . N el n o stro caso, d o v ’e ra il co m m itten te? È sta to p e r su p e ra re q u esta m a n ca n za del co m m itten te c h e ci sia m o attrib u iti Vautocom m ittenza. 11 p o te re ch e fo n ­ d a v a la ric e rc a veniva così a essere quello inerente al ru o lo sociale d el sociologo, q uello che il sociologo ha in m odo p e rm a n e n te in quanto detentore di una scienza e d i una tecnica, e che n o n va co n fu so col p o te re specifico ch e il so c io lo g o riceve p er lo svolgim ento di u na d e te rm in a ta ri­ c e rc a , p o te re ch e è, ap p u n to , lim itato a tale ricerca. L a so lu z io n e dcH’au to co m m itten za, im postaci d al fatto ch e il c o m m itte n te iniziale e ra p resso ch é inesistente, ha co m p o r­ ta to , insiem e co n u na più fo rte responsabilizzazio n e, un n o s tro coin v o lg im en to assai m aggiore nella definizione d el­ l’o g g etto di ricerca.

Ricerca sulla contestazione com une

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P rim a di esp o rre in d ettag lio q u esto p u n to , ch e è sta to il m o tivo ce n trale della seco n d a fase, v o rre m m o a n c o ra c ri­ ticare, alla luce di q u a n to ab b iam o com p reso in seg u ito , la soluzione delP au to co m m itten za. A vevam o sì e sa tta m e n te in trav isto il ruolo ch e il p o te re del co m m itten te h a n ella ricerca, m a n o n ab b iam o a p p ro fo n d ito a sufficienza il si­ g nificato di q u esto elem en to di p otere. A ttrib u e n d o c i l’au to c o m m itten za, ab b iam o p ra tic a m e n te co n tin u ato a p o rre l’accen to sull’elem ento di libertà dal com m ittente , an z ic h é an alizzare il ruolo di p o te re che il co m m itten te h a e d e v e avere, p e r u n indisp en sab ile aggancio della p a rte c o n o ­ scitiva della ricerca con q u ella decisionale. P e r il m o d o ste s­ so in cui concepivam o e d efinivam o la ricerca, cioè, co m e “ fase cognitiva di u n pro cesso d ec isio n ale” , il so tto v a lu ta re il fa tto re “ p o te re ” d a v a luogo a u n a co n tra d d iz io n e d i cui ci sa re m m o do v u ti ren d e re co n to nella fase successiva. § 3. V ed iam o o ra a che p u n to era , all’inizio di q u e s ta fase, il tem a specifico di ricerca. Si è già d e tto ch e q u e s to te m a e ra n o le lo tte stu d e n te sch e ; in term ini più fo rm a li e “ accad em ici” , il disco rso e ra im p o stato in q u esto m o d o . Si p a rtiv a dal processo di socializzazione che h a lu o g o n e ll’u n i­ versità, in clu d en d o in tale te rm in e, n a tu ra lm e n te , n o n so lo i valori e i co n ten u ti trasm essi d ire tta m e n te co n l’in se g n a­ m e n to (e i relativi processi e m eccanism i a ttra v e rs o cui q u esta trasm issio n e avviene), m a tu tto l’insiem e dei v alo ri ch e l’u niversità - in quanto istituzione - è c h ia m a ta dal sistem a a rafforzare: valori classisti; su p e rio rità del la v o ro in tellettu ale risp etto al la v o ro m an u ale, e c o m u n q u e rig id a sep araz io n e tra i d u e; co n tro llo sociale, etc. P e r s tu d ia re tale socializzazione, rite n ev am o quindi necessario , d a u n la ­ to , stu d iare i processi e i m eccanism i a ttra v e rso cu i ta le trasm issione avviene; d a ll’a ltro , i com portam enti di resi­ stenza op p o sti d ai socializzandi a tale processo. R ite n e v a m o qu in d i di p o te r in d iv id u are, com e form e p rin cip ali d i q u e ­ ste resistenze, i co m p o rtam e n ti che vengono ria ss u n ti col te rm in e di contestazione. In tale p erio d o ab b iam o av u to diversi c o n ta tti c o n s tu ­ den ti attivi nel M ov im en to stu d en tesco , c o n ta tti d ire tti a racco g liere il m a teria le di b ase d a cui rica v are ip o te si di lav o ro p iù precise. M o lto spesso, p erò , nel c o rso d i in te r­

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C o m e si ja ricerca

viste, o leg g en d o m ateriali p u b b lic ati d al M .S., ci sorgeva u n d u b b io , u n p ro b lem a, la cui soluzione fu tale d a farci c a m b ia re l’im p o stazio n e della ricerca. Il d u b b io consisteva in q u e sto , ch e, u n a volta “ usciti” d al co n testo u niversitario , e in v e ste n d o con la lo ro analisi n o n p iù solo le stru ttu re d el­ l ’istitu z io n e scolastica, m a le in te re stru ttu re della società, la c o n te sta z io n e stu d en tesca ten d ev a a po rsi co m e m odello di contestazione, co m e lo tta esem p lare co n tro le stru ttu re , e a d efin ire q u in d i sul p ro p rio m odello ogni altro tip o di lo tta. P o ich é , d a p a rte n o stra, ci sfo rzav am o di c o n d u rre u n a c o n te sta z io n e sul p ia n o professio n ale, la co sa ci rig u ard av a d ire tta m e n te , così com e rig u ard av a tu tti gli altri “ p ro fe s­ sio n isti” (in senso lato: scienziati sociali, assistenti sociali, in se g n an ti, tecn ici di azienda, etc.) con cui era v am o in c o n ­ ta tto , e ai cui te n tativ i di co n testazio n e g u a rd a v a m o con sen so d i p arte cip a zio n e. L a c o n te sta z io n e stu d en tesca avveniva con un impiego di “risorse ” v era m en te enorm e: gli studenti avev an o tu tto il te m p o ch e c re d ev an o o p p o rtu n o p e r riu n irsi, discu tere, p r o d u rr e d o c u m e n ti o altri ela b o ra ti; p o te v an o paralizzare a te m p o in d e te rm in a to la loro istituzione, - p o tev an o in ­ so m m a re a liz z a re risultati esaltan ti sia sul p ia n o p ratico (b lo ccag g io d e ll’in segnam ento in senso accadem ico), sia su q u ello , a ltre tta n to im p o rta n te, d ell’o rganizzazione delle lo t­ te. M a q u a le a ltra figura sociale p o te v a p erm e tte rsi tu tto q u esto , se n z a so p p o rta rn e irre p arab ili conseguenze? qu ale a ltra c a te g o ria sociale potev a specializzarsi in attività di lot­ ta e di contestazione, così com e a n d a v a n o facendo gli stu ­ d en ti? E se n essu n a categoria p o te v a , stru ttu ra lm en te, rip e­ te re q u e s ta co n testazio n e, aveva senso co n tin u are a p o rla co m e m odello? § 4. L a risp o sta a cui siam o giunti è sta ta che la vera co n ­ te sta z io n e è q u ella co n d o tta dall’individuo che lavora, al­ l’interno d el suo lavoro. F in o a che la co n testazio n e stu ­ d e n te sc a e r a rim a sta all’in tern o delle u n iv ersità, aveva p ro ­ d o tto risu lta ti teo rici e p ratici assai interessan ti, - m a, q u a n ­ d o e ra u sc ita d all’u niversità, aveva o m esso di fare u n ’an a­ lisi p re c isa d el ru o lo sociale dello stu d e n te nella società, ch e è, risp e tto al ru o lo ch e lo stu d e n te h a nella su a isti­

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tu zio n e, assai p iù m arginale. L a co n testazio n e stu d e n te sca , qu in d i, lungi d a ll’essere il m odello della co n testazio n e, era u n a fo rm a marginale di co n testazio n e, ch e non p o te v a es­ sere altro ch e su b o rd in a ta risp etto alla co n testazio n e p r o ­ fessio n ale (inclusa, in q u esta, la co n testazio n e o p e ra ia tr a ­ d izionale). Q u e sta conclusione p o rtò , n a tu ra lm e n te , a u n n o te v o le sp o stam en to del “ fu o c o ” della ricerca. Sul p ia n o dei risu l­ tati co n creti (n o n o stan te la ricerca qui d escritta fosse, p e r d efinizione, u n a rice rc a d id attica, - n o n d ire tta m e n te in tesa, cioè, a p ro d u rre risu lta ti), le conclusioni cui p erv e n im m o fu ro n o le seguenti: 1) la form a centrale di co n testazio n e è la contestazione pro ­ fessionale, cioè q u ella ch e l’individuo svolge alP in tern o del p ro p rio la v o ro ; q u in d i, la co n testazio n e stu d e n te sca in ta n to d a rà risu lta ti d u ra tu ri, in q u a n to sa p rà collegarsi co n le lo t­ te p ro fessionali e “ m ette rsi al lo ro servizio” ; 2) all’in te rn o della p ro p ria p rofessione, la lo tta n o n è c o n tro la so cietà in gen erale, m a contro la professione, o m eglio, co n tro i suoi c a ra tte ri di classe, di con tro llo (an z ich é di crescita) sociale, c o n tro la su b o rd in azio n e della p ro fe ssio n e all’attu ale sistem a di ra p p o rti di p roduzione. A b b iam o ricevuto u n a notevole co n fe rm a d ella c o r r e t­ tezza d elle n o stre conclusioni, nel co rso dei m esi successivi, sia d alla crisi del M .S ., sia d alla direzio n e che h a n n o p reso alcu n i ten tativi p e r uscire d a q u e sta crisi; sia, so p ra ttu tto , d alle lo tte di m olti p ro fessionisti, in p a rtic o la re d ei tecnici aziendali. A l term in e di q u e sta riflessione, il te m a risu lta v a p iù alla rg a to : ac c a n to agli stu d en ti, e ra n o co m p arsi i g i o v a n i “ p r o f e s s i o n i s t i ” e o p e r a i . E ra cioè risu lta to e v id en te (e q u esto è il senso del processo) che e r a im possibile studiare la contestazione studentesca per se stessa, m a ch e e s sa a n ­ d a v a s tu d ia ta a ttra v e rso la co n testazio n e svo lta all’in te rn o d ei ru o li o ccupazionali. Il te m a e ra così d iv e n tato : rappor­ ti tra socializzazione ai ruoli professionali, d a u n la to , e so­ cializzazione generazionale , d a ll’altro , - e rela tiv i m e cc a­ n ism i d i resisten z a.10 L o stu d io della socializzazione p rofessionale, cioè, a v re b ­

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be d o v u to co n sen tirci di co m p re n d ere la socializzazione ge­ n e ra zio n a le, - o p p u re (capovolgendo il disco rso in term ini d i “ resisten z e”), la co n testazio n e dei giovani inseriti ne) m o n d o p ro fe ssio n a le e o ccupazionale ci av re b b e ch iarito il p e rc h é d ella co n testazio n e dei giovani. L ’elem e n to -ch ia v e di q u esto disco rso - l’oggetto vero c o n cui la ricerca do v ev a fare i conti - e ra p erc iò ra p p re ­ se n ta to , non dagli studenti (che ap p a rte n e v a n o sì alla ge­ n era zio n e in ferio re, m a e ra n o tagliati fu o ri d a ogni discorso p ro fe ssio n a le), bensì d a quel g ru p p o sociale che p artecip av a a e n tra m b e le ca ratte ristic h e, e cioè, e ra so tto p o sto a en­ tram bi i p ro cessi di socializzazione: i giovani p ro fessio n i­ sti e o p era i, ap p u n to . V a an c h e aggiunto che, in quel p erio d o , gli operai gio­ v an i e ra n o p ro tag o n isti di fo rm e p a rtic o la rm e n te av an zate d i c o n testazio n e. N on è p e r q u esto m otivo, tu ttav ia, che, all’in te rn o del g ru p p o “ so tto p o sto a socializzazione p ro fe s­ sio n a le” , ab b ia m o privilegiato, com e oggetto di ricerca, i giovani operai. In fa tti, stu d ian d o la co n testazio n e dei g ru p ­ p i stu d e n te sch i e dei diversi gruppi professionali, avevam o an c h e e ffe ttu a to u n ’analisi della collocazione di ciascu n o di q u esti g ru p p i all’in tern o della s tru ttu ra sociale generale. A v ev a m o co n clu so in q u esto senso, che il p o te re di cui so n o d o ta ti i professionisti è (al p ari del p o te re tecnico dei sociologi) u n p o te re che ten d ev a a fre n are le forze p ro d u t­ tive anzich é a esaltarle, un p o te re di m e ro co n tro llo , e q u in ­ di d a neg are e d a fare sp a rire ; viceversa, il p o te re di cui era n o d o ta ti gli o p era i e ra u n p o te re che ra p p re se n ta v a il fu tu ro sto ric o , lo sviluppo, - un p o tere, tu ttav ia , a ttu a l­ m en te a n c o ra d ebole, che o cco rrev a fare crescere, o alla cui cre scita, q u an to m en o , n o n dov ev an o essere frap p o sti o staco li. D el n o stro g enerale atteggiam ento m etodologico in q u e­ sto p e rio d o , e d ella im m agine di sociologia che allo ra ci se m b ra v a di d o v e r ac ce tta re (“ sociologia d al b a sso ”), p arle­ re m o fra breve. Q ui im p o rta solo d ire ch e tale concezione fu d e te rm in a n te n ell’o rien tare d ecisam ente la n o stra ricerca v erso il g ru p p o dei giovani o perai. R e sta v a a n c o ra in p ie­ d i, del p ro g etto o riginario, la v ariabile “ g en e razio n e” , m a an c h ’essa sa re b b e più ta rd i ca d u ta , n o n p e r scelte a fred d o , o d i co n v e n ie n za , m a nel te n tativ o di far a d e rire sem pre

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di p iù la ricerca alla re a ltà che a n d a v a m o via via sco ­ p ren d o . § 5. V ed iam o d u n q u e d i riassu m ere q u esta fase d al p u n ­ to di vista della concezione del ruolo del sociologo (e delle m odificazioni di tale concezione), che essa h a c o m p o rta to . N el co rso di tu tta la ricerca, infatti, ab b iam o co stan tem e n te c e rcato d i riflettere sulle im plicazioni m etodologiche g en e­ rali d ella ricerca stessa, d i verificare, cioè, cosa significasse ogni scelta specifica, co m p iu ta sul te rren o p ratico d ella ri­ cerca, p e r la concezione ch e avev am o delle scienze sociali e del ru o lo del ricercato re. L a ricerca, cioè, n o n doveva essere solo u n ’o ccasione p e r c o m p re n d ere e tra sfo rm a re certi asp etti specifici della realtà, m a anche u n a fonte di verifiche e di suggerim enti sulla R icerca sociologica in ge­ nerale. In p artico la re , volevam o scop rire, sia nella ricerca co n si­ d e ra ta nel suo com plesso, sia in ogni su a fase ed elem en to , le basi della co n tra d d izio n e oggettiva, p rese n te nel ru o lo dei ricercato re. Q u esta sc o p erta av re b b e poi d o v u to venire co n ­ fro n ta ta co n esperienze parallele di a ltri rice rc ato ri e, così verificata, circ o lare tr a gli altri rice rc ato ri e professionisti. V i e ra in som m a, alla b ase di tu tto , un 'esigenza di m obili­ tazione scientifico-politica, che d o veva so tto stare a d ue c o n ­ dizioni: a) la m o bilitazione dei rice rc ato ri (e su ccessivam ente, di tu tti i d eten to ri di “ ruoli conoscitivi” ) doveva avven ire, n o n p e r u n coinvolgim ento em otivo, o co m u n q u e n o n r a ­ zionale, - m a basarsi sulla d im o stra zio n e óc\Vesistenza di una contraddizione oggettiva insanabile nel ruolo stesso del ricercato re. N o n b astav a cioè m o stra re al rice rc ato re a ch e livello di regressione egli riducesse il suo oggetto: o c c o rre ­ v a m ostrargli, so p ra ttu tto , a che livello di regressione, così facen d o , egli rid u ce v a se stesso. b) I d estin a tari di q u esta m obilitazione d o v ev a n o essere, o b b lig ato riam en te, altri detentori di ruoli cognitivi, m e n tre n o n av re b b e av u to senso rivolgersi alla p u b b lic a opinio n e. Se l ’esp erienza di G orizia - p en sav am o - n o n ha p o tu to sv ilu p p are tu tte le im plicazioni ch e co n ten e v a, è sta lo a n ­ ch e p erc h é, d o p o il p rim o m om en to , anzich é p ro seg u ire

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C o m e si fa ricerca

c o n analisi d estin a te agli psichiatri, è a n d a ta av a n ti con denunce riv o lte alla p u b b lic a opinione. C itia m o q u i l’espe­ rien z a di G o rizia p erc h é essa h a av u to , p er la n o stra for­ m a zio n e sociologica, u n ’im p o rta n z a di p rim o p ia n o .11 E r a sta to a p p u n to d a G o rizia che avevam o rica v ato , co ­ m e p ro sp e ttiv a di m eto d o , quella d ella gestione negativa d el proprio ruolo. G li elem enti su cui qu esta p ro sp ettiv a si b a s a v a e ra n o i seguenti: il p o te re di cui d isp o n e lo scien­ z ia to sociale ò un p o te re m istificato, ch e si a m m a n ta di u n a p re su n ta n e u tra lità d atagli d all’uso di certe tecniche; ta le uso, a su a volta, si tra d u c e spesso in u n a violenza f a tta all’oggetto, sia to c ca n d o lo nella su a stessa p erso n a fisica (ad esem pio, d a p a r te degli p sichiatri), sia m u tila n ­ d o n e, q u a n to m en o , il suo m o d o rea le di porsi, co strin g en ­ d o lo , cioè, in schem i teo rici asso lu tam en te estra n ei all’og­ g etto . G estio n e n egativa di ta le ru o lo significava m ettern e in e v id en z a il c a ra tte re d iscrim in ato rio in term ini di classe, e p ro m u o v e re u n a m obilitazione dello stesso oggetto di ri­ c e rc a contro la ricerca : l’o b b iettiv o ultim o era q u in d i la d isg reg azio n e delle scienze sociali. § 6. Si tra tta v a , o v viam ente, di u n a p osizione che n o n p o te v a essere m a n te n u ta a lungo. A sua giustificazione p u ò d irsi ch e essa e ra n a ta in un co n testo p ra tic o di ricerca, d el­ la p re s a di coscienza di u n abisso incolm abile tra gli stru ­ m e n ti tecnici e co n cettu ali di cui ci si è a lu n g o serviti, e la re a ltà . E r a p e rò u n ’im po stazio n e solo negativa, ch e non o ffriv a alcu n o sbocco: am m esso che fosse riu scita a ero d ere il p o te re “ c a ttiv o ” del ricercato re, n o n riusciva p erò , con q u e sto , a fa re crescere il p o te re “ b u o n o ” (m a an c o ra esi­ g u o ) d ell’oggetto. In altri term ini, il ra p p o rto in sta u ra to co n la ric e rc a n o n forn iv a alcu n a o p p o rtu n ità di cre scita a l­ l ’o g g etto ; l’o b b iettiv o e ra u n icam en te lo scioglim ento di tale

rapporto. O ra co m in ciav am o invece a chiederci: com e fa r crescere q u e ll’o ggetto, il basso, all’in te rn o della ricerca? - e q u el­ l ’im p o staz io n e solo n egativa n o n si conciliava p iù con l ’e n o rm e risalto ch e avev am o d ato al p ro b le m a d ell’og­ g e tto te sté sc o p erto (gruppi di giovani o p era i attivi d en tro fu o ri il sin d a ca to ). In conclusione, la p ro sp ettiv a m e to d o ­

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lo g ica d a a d o tta re d o v ev a essere n o n p iù q u e lla di u n a “ so cio lo gia n eg a tiv a” , bensì q u ella di u n a sociologia dal

basso. Q u esta p ro sp ettiv a e r a to ta lm e n te d iversa d a lla p re c e ­ d en te. 11 basso, lungi d all’av ere u n a funzione p u ra m e n te p assiv a, e ra il d estin a tario , e (q u a n d o lo si fosse co in v o lto a sufficienza) il m o to re della ricerca. E r a il b a sso c h e d o ­ v eva c o n tro llare la fo rm u lazio n e delle ipotesi (so p ra ttu tto d al p u n to di vista sostanziale, della lo ro effettiva utilizza­ bilità) e la lo ro verifica; ch e d o v ev a servirsi d ella ric e rc a e d elle co m peten ze d ei ric e rc a to ri p e r crescere co m e p o te re . Il ric e rc a to re e ra , così, c o m p letam e n te subordinato a ll’og­ getto. M a le differenze, risp e tto a lla p ro sp ettiv a di gestio n e n eg ativ a del p ro p rio ru o lo , to c ca v an o an c h e u n a sp e tto p iù g enerale: l ’o b b iettivo p rin cip ale , cioè, n o n e ra p iù la d isg re­ g azio n e delle scienze sociali trad izio n ali, m a la costruzione d i u n n u o v o insiem e di d ati e d i tecn ich e, di una sociologia nuova risp etto alla p rec ed en te, u n a sociologia in te ra m e n te c o n tro lla ta d al b asso .1* Q u esta p ro sp ettiv a è sta ta p e r noi m o lto utile. L a p r o ­ sp ettiv a p rec ed en te, c o m p letam e n te negativa, ci av e v a c o n ­ se n tito di ved ere q u a n to vi è di violento, e, nel m igliore dei casi, di fìne-a-se-stesso, n elle scienze sociali trad izio n a li. N ella p ro sp e ttiv a della sociologia d al b asso ab b ia m o im p a ­ r a to m o lto di più. L im ita ta m e n te agli stru m en ti te o rici ch e si è av u to occasione di im p ieg a re nel corso d ella ric e rc a (ad es., q uelli rela tiv i alla stratificazione e alla m o b ilità, all’a n a ­ lisi d elle m ansioni op eraie, etc.), si è cap ito ch e è p o ssib ile, n o n so lo critica re e rifiu tare l’im po stazio n e sociologica tr a ­ d izio n ale, m a an c h e in te g rarla e sostituirla. A b b ia m o an c h e visto che ta le p ro sp ettiv a (di socio lo g ia d a l basso) n o n p u ò v en ir integralm ente ap p lic a ta n e lla r i­ cerca, a rischio di sco n trarsi co l p rin cip io di re a ltà (su q u e ­ sto to rn ia m o n ella fase successiva); an c o ra, ci siam o ac co rti c h e il m a teria le p ro v en ie n te d al b asso è se m p re P ra tic a , m a n o n sem p re è an c h e T e o ria , e ren d e q u in d i n e c e s sa ria u n ’u lte rio re riflessione d a p a rte del ricercato re. L ’o b b ie tti­ vo di u n a sociologia d a l b asso , insom m a, ci h a fa tto co m ­ m e tte re tu tti gli erro ri p ro p ri dello sp o n tan eism o , m a ci h a an c h e offerto il te rre n o p e r riconoscerli e evitarli se n z a p iù ric a d e re nella p ro sp ettiv a o p p o sta .

I l p ro b le m a d e l c o m m itte n te § 7. D o p o la p rim a fase, d e d ic a ta agli ap p ro c ci iniziali a lla ric e rc a , e la seconda, c a ra tte riz z a ta d a ll’em ergere del p ro b le m a d e ll’oggetto, cerch iam o o ra di descrivere la te r­ z a fase, la fase, cioè, in cui ab b iam o riconosciuto, in tu tta la su a im p o rta n z a , il problema teorico del com m ittente. R i­ sp e tto alle a ltre d ue fasi p rec ed en ti, q u esta fase è stata in o ltre c a ra tte riz z a ta dalla p rev a len z a - com e fonte di m a ­ te ria le d ella ricerca - del lav o ro sul ca m p o ; nelle d ue fasi p re c e d e n ti, il m a teria le era stato an c h e ricav ato (oltreché, n a tu ra lm e n te , d a interviste e colloqui) d a lettu re e d a c o n ­ ta tti co n rice rc ato ri (sociologi professionisti, la v o ra to ri-stu ­ d e n ti iscritti a T re n to , op erai), im pegnati in ricerche a n a ­ lo g h e in altri contesti. Il m o d o in cui si e ra svilu p p ato , sino a q u esto m om en to , il p ro b le m a d ella com m ittenza, e ra stato il seguente. C ’era sta to (ric o rd iam o ) un prim o stadio, in cui la lo n ta n an z a (e p o i l’assen za) del com m ittente era sta ta vissuta con senso d i lib e rtà . S uccessivam ente, p e r su p e ra re il vero e p ro p rio v u o to d i p o te re ch e la m an can za di co m m itten te d eterm i­ n a v a (g e n e ra n d o così uno squilibrio in tu tta la ricerca), ci e ra v a m o a ttrib u iti l’au to co m m itten za, fo n d an d o la sul p o ­ te re sociale di cui è d o ta to il rice rc ato re com e tecnico. M a, u n a v o lta e n tra ti nella pro sp ettiv a di u na sociologia dal b a s­ so, u n a volta, cioè, che l’oggetto della ricerca veniva ad a ssu m e re un ru o lo più im p o rta n te di quello del ricercato re, la so lu zione della au to co m m itte n za risultava in adeg u ata. P e r illu stra re m eglio q uesto p u n to , rip re n d ia m o l’esposizio ­ n e d e lla rice rc a al p u n to in cui l’avevam o in terro tta. C o m e si è d etto , il tem a della ricerca c o n tin u av a a es­ sere il c o n tra sto g enerazionale, m a l’oggetto e ra n o div en ­ ta ti i giovani o p era i, e la situazione di ricerca e ra il m ondo d el la v o ro . I d ue canali possibili p e r venire a co n ta tto con l ’o g g etto era n o , o il sin d acato , o i vari g ruppi del tipo: P o te re O p e ra io , “ com itati di b a se ” , “ g ru p p i stu d en ti-o p e­ r a i” , etc. N o n o sta n te ab b iam o m a n te n u to p er q u alch e tem ­ p o e n tra m b i questi tipi di co n tatto , sap ev am o b en e che non sarebbe stato possibile conservarli entram bi: n o n solo p er ra g io n i p ra tic h e (il sin d acato av re b b e rifiutato di resta re in ra p p o r to co n noi, q u an d o fossero risu ltati n oti i no stri c o n ­

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ta tti co n i gru p p i), m a so p ra ttu tto p e r ragioni m e to d o lo ­ giche d i fondo. . In fa tti, il ric e rc a to re p u ò m a n ten e re attivi d ue ca n ali d i in fo rm azio n e ch e so n o stru ttu ra lm e n te antitetici tra lo ro , so lo a co ndizione di d ic h iararsi neutrale, - il che signifi­ cav a, nel n o stro caso, rin u n c ia re a ogni p resa di p o sizio n e, a ogni in tenzione di fare, d ella ricerca, n o n solo uno s tr u ­ m en to di co noscenza, m a anche di m odificazione d ella re a l­ tà. È ch iaro , d u n q u e, che b isognava scegliere tra i d u e tipi d i can ale, o m eglio, di ra p p o rto . P erch é è sta to scelto il sin d acato ? 13 L e rag io n i di q u esta scelta so n o dello stesso o rd in e di q u elle ch e ci avev an o fa tto p assare, a suo te m p o , d allo stu d io della co n testazio n e stu d en tesca, allo stu d io d ella c o n ­ testazio n e professionale. A n ch e in q u esto caso, cioè, ci sia­ m o rip ro p o sti la d o m a n d a: q u a le è la co n testazio n e (s tru t­ tu ralm en te ) essenziale, e q u ale q u ella m arginale? E r a c h ia ­ ro , allo ra, che il tip o di co n testazio n e ch e i g ru p p e tti p r o ­ p o n ev a n o com e m odello escludeva da ogni possibilità con­ creta di contestazione il lavoratore “m edio”, e q u esto p e r u n a serie di m otivi ch e p o sso n o così riassu m ersi. L a c o n ­ testazio n e ch e questi g ru p p i p ro p o n g o n o com e m od ello , p resu p p o n e nel la v o ra to re la coscienza, n o n solo di essere in lo tta co stan te col p a d ro n e , m a anche del fa tto ch e q u e ­ sta lo tta è g iunta a u n a fase decisiva, alla stre tta finale; essa rich ied e quindi u n a m obilitazione totale perm anente , sia psicologica, sia di ogni a ltra risorsa, - m e n tre l ’esp erien za d e lla ricerca ci m o stra v a che q u esto tipo di m o b ilita zio n e si raggiunge solo in certi m om enti totalizzan ti, m e n tre p e r il resto è, nel m igliore dei casi, latente. Il m odello di co n testazio n e p ro p o sto dai g ru p p i p o te v a q u in d i ap plicarsi solo a ce rte fran g e op eraie e im piegatizie, m a n o n avrebbe m ai p o tu to d iv e n tare la co n testazio n e del “ b u o n p a d re di fam iglia” , d e ll’u o m o m edio, - m e n tre è p r o ­ p rio la contestazione alla portata oggettiva dell’uom o m edio che in teressav a e in teressa a noi com e sociologi. A p a rte q u esto (che e ra il m otivo più im p o rta n te ), ci era v am o poi accorti, in b ase ad alcune ra p id e rilev azio n i, ch e questi g ru p p i n o n e ra n o assolutam ente ra p p re se n ta tiv i d i tu tte le età: p ro p rio p e r il fa tto ch e p ro p o n e v a n o la c o n ­ testazio n e com e a ttiv ità sp ecializzata, risu lta v an o specializ­

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C o m e si ]a ricerca

zati quanto a generazione, co m p re n d e n d o in gran d issim a m a g g io ran za p erso n e giovani. S areb b e v en u to così an ch e a m a n c a re , tra l’altro , il c o n tra sto g en erazio n ale ch e in te n d e­ v am o stu d iare. § 8. U n a vo lta scelto il can ale del sin d a ca to , ab b iam o c o n d o tto u n a serie di interviste a sindacalisti di livello m e­ d io -a lto (n ell’a m b ito provinciale, si in ten d e), interv iste gui­ d a te di tip o trad izio n a le, in cui si cercav a di verificare, in rife rim e n to alla esperienza c o n c reta del sin d acalista in terv i­ sta to , la p rese n za , e, in caso afferm ativo, la p o rta ta d i un "p roblem a " generazionale, sia a livello di iscritti, sia a li­ vello di attiv isti, sia, infine, a livello q u ad ri. II m ateriale ric a v a to dalle interviste non è ce rto valso a c o rro b o ra re in m o d o d ecisiv o l’ipotesi generazionale: sì, am m ettev a n o gli in te rv ista ti, gli o p era i giovani si iscrivono in piccolo n u ­ m e ro m a lo tta n o m olto, p ro p rio al c o n tra rio degli o p erai più a n z ia n i.1'1 Il p ro b lem a più grosso, tu ttav ia , e ra p ro p rio q u es to d e lla partecipazione, che, com e p ro b le m a generale, to c c a v a sia i giovani sia i più anziani. S olo in un m o m en to su ccessivo ci siam o resi conto, che la riu scita n o n b u o n a d elle in te rv iste (dal p u n to di vista d el m a teria le che ci p ro ­ p o n ev a m o di raccogliere p er la verifica d ell’ipotesi g en era­ zio n ale) n o n d ip e n d ev a ta n to d a noi, d al m o d o generico in cui av e v am o im p o stato il p ro b lem a, bensì d al fa tto ch e il p ro b le m a stesso e ra secondario; il problem a della parteci­

pazione differenziale (secondo generazione) era secondario rispetto al problem a della partecipazione. N el co rso delle interviste ai sindacalisti, ci e ra n o state fo rn ite in d icazio n i relativ am en te ad alcuni g ru p p i d i gio­ v an i ch e o p e ra v a n o in m o d o p a rtic o la rm e n te attiv o all’in ­ te rn o del sin d a c a to F IM -C IS L . L a p a rte cip a zio n e alle riu ­ n io n i d i q u esto g ru p p o allarg ato (co m p ren d e n te o p era i p ro ­ v en ien ti d a v arie aziende) ci h a p erm e sso di ind iv id u are il g ru p p o g iovani F IM , - dell’azien d a che ch iam e re m o X Y . A b b ia m o d eciso di co n tin u are il lavoro con q u esto g ru p p o p e r u n a serie di ragioni. I n p rim o luogo, i tem i che q u esto g ru p p o d ib a tte v a e ra ­ n o stra o rd in a ria m e n te calzanti co n la p ro sp ettiv a m eto d o lo g ica ch e c e rc a v a m o allo ra di svilu p p are, q u ella d ella so­ cio lo g ia d a l basso: eran o , in sostanza, discorsi sulla d e m o ­

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c ra z ia d i base, in te sa com e maggior acquisizione di potere da parte del basso, cioè la b ase sindacale, risp e tto ai vertici d el sin d acato stesso. In secondo luogo, tu tta q u e sta rifles­ sione sulla d em o craz ia di base, sul p o te re , che q u esto g ru p ­ p o co n d u cev a, n o n era affatto a s tra tta , bensì e ra d ire tta a u n o sbocco co n c reto , aH’o b b iettiv o di c o n tro lla re , p rim a in d ire ttam en te , p o i in m o d o più d iretto o in p rim a p e r ­ so n a, il d irettiv o SA.S 15 della azienda. In te rz o luogo, q u e­ sto g ru p p o g u a rd a v a alla n o stra ricerca p ro p rio com e vole­ v am o ch e il B asso vedesse le ricerche: ta le g ru p p o , cioè, p arte cip a v a attiv a m e n te alla ri-form ulazione della ricerca, la indirizzava v erso ipotesi di sua scelta, c o n tro lla v a la scel­ ta d elle variabili, e v alu tav a , caso p e r caso , la utilizzab i­ lità dei dati, - si p ro p o n e v a , insom m a, di utilizzare c o n c re ­ ta m en te svolgim ento e risu lta ti d ella rice rc a stessa. Il g ru p ­ p o , cioè, e ra d iv e n tato , d a oggetto, soggetto della ricerca. Il te m a g en erale di q u esta, dal n o stro p u n to di vista, era sem p re la p a rte c ip a z io n e differenziale se co n d o generazio n e, m a la rac co lta del m a teria le e le relativ e d iscu ssio n i era n o lim ita te a u n te m a p iù specifico, “ I giovani aH’in te rn o d ella SAS di X Y ” . S u lF o p p o rtu n ità di privilegiare, com e o g g etto di stu d io , le SAS, su cui q u e sto g ru p p o insisteva, e ra v a m o sta ti ben p re sto convinti. In p rim o luogo, il conflitto g en erazio n ale se m b rav a assu m ere, aH’in te rn o della SA S di q u e sta azien ­ d a , u n a fo rm a p a rtic o la rm e n te ac u ta ; in se co n d o luo g o , la SAS, in q u a n to stru ttu ra relativ am en te rec en te , poco rigi­ d a , e c a ra tte riz z a ta d a m in o r inerzia, p o te v a ra p p re se n ta re lo stru m e n to p e r consentire, aH’in te rn o del sin d a ca to , u n a m aggiore d em o craz ia di base (a p p u n to in q u esto sen so la p arte cip a zio n e al co n tro llo della SAS ra p p re se n ta v a un o b b iettiv o p e r il g ru p p o giovani). P rim a di pro seg u ire, vogliam o p o rre in rilievo com e n o n tu tta la n o stra a ttiv ità di ricerca fosse c o n c e n tra ta sul la ­ v o ro col g ru p p o giovani. N ello stesso p e rio d o ab b iam o p arte cip a to a co ngressi e conferen ze sindacali di v ario tip o e livello, oltrech é, n a tu ra lm e n te , a m olte riu n io n i p re p a ra ­ to rie di questi convegni. In o ltre, i d iversi co m p o n en ti del g ru p p o d i ric e rc a h an n o svolto il ru o lo di “ istru tto ri” o “ a n im a to ri” in corsi di form azio n e sind acale p ro m o ssi d ai d u e m aggiori sindacati. T u tte qu este attiv ità, a p a rte le

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in fo rm az io n i ch e n c a n d a v am o ricav an d o , c clic e ra n o p e r n o i p reziose, av e v an o sostan zialm en te d ue scopi: in d iv id u a­ r e a ltri g ru p p i di giovani operai attivi sin d acalm en te o p a ra sin d a ca lm e n te, - g ru p p i cui allarg are il lav o ro già co n d o tto co n i giovani d ella X Y ; raffo rzare i no stri ra p p o rti col sin ­ d a c a to , g lo b a lm e n te considerato. § 9. P re cisa ta la situazione, vogliam o o r a illu strare in che m o d o ab b iam o affro n tato il p ro b le m a d ella com m itten za. è c h ia ro , d a q u a n to si è detto, che la soluzione d ell’au to c o m m itten z a n o n si ac co rd av a asso lu tam en te co l tip o di ra p p o rti ch e av e v am o istituito con il g ru p p o giovani F IM X Y , e c o n il co n tro llo , sem pre m aggiore, che ta le g ru p p o a v e v a assu n to sul lav o ro di ricerca. Il gru p p o , cioè, an d av a se m p re di p iù co nfigurandosi anche com e il com m ittente d e lla ricerca stessa; d a p a rte no stra, viceversa, p ro p rio p re n ­ d e n d o a m o d ello il g ru p p o e il m o d o in cui si sfo rzav a di rag g iu n g ere i suoi obbiettivi, venivam o a p rec isare m aggior­ m e n te la n o zione di com m itten te. A ll’inizio, il com m itten te e ra p e r noi quello ch e attrib u iv a al ricercato re, u n a ta n tu m , il p o te re specifico p e r p ro ce d ere alla ricerca; a rriv ati a q u e­ sto p u n to , il co m m itten te e ra so p ra ttu tto colui c h e utilizza i d ati d ella ricerca, non solo dal p u n to di vista conoscitivo, m a an c h e e so p ra ttu tto operativo. Q u e st’u ltim a soluzione ( = il g ru p p o giovani com e co m ­ m itten te) aveva p e r noi m olto fascino, p erc h é ra p p re se n ­ ta v a il concretizzarsi di quella situazione ideale di ricerca di cui avev am o in tra v isto (a livello p u ra m e n te teorico ) le p o ssib ilità nella fase p recedente. Più p rec isam en te , ci sem ­ b ra v a che il la v o ro che era v am o riusciti a p o rta re avanti co n il g ru p p o giovani, li avesse caratte rizz ati com e - soggetto della ricerca : la ricerca era sta ta d a lo ro in d iriz­ z a ta e c o n tro lla ta nel m o d o che si è d etto ; - oggetto della ricerca : la ricerca si e ra lo calizzata su di lo ro , sulle lo ro esigenze e p ro b lem i; e o ra an c h e com e - com m itten te della ricerca : riten ev am o p o tessero divenire d e s tin a ta ri dei d a ti e della relativa elab o raz io n e, e u ti­ lizzarli. N o n è forse su perfluo p rec isare, ch e q u esta situ azio n e di

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c o in cid en za dei tre elem enti essenziali della ricerca e ra p e r noi l ’ideale, n o n p e r il fatto che tale co incidenza, sem p li­ cem en te, si realizzasse, m a p e rc h é si realizzava a livello basso, p e rc h é era il B asso a realizzarla. Q u esta rap p rese n taz io n e delle tre figure fo n d am e n tali d e l­ la ricerca, n ata com e realizzazione di u na situ azio n e c o n ­ cre ta, era n atu ra lm e n te d estin a ta a m odificarsi col m u ta re d ella situazione di base. P e r q u a n to rig u ard a la c o m m it­ ten za, a ttrib u ire ai giovani F IM la co m m itten za significava riten ere ch e essi avessero potere sufficiente a rendere ap­ plicabili i risultati, sia p arziali sia definitivi, della ricerca; o, q u an to m en o , che essi sa re b b ero riusciti ad acq u isire tale p o te re nel corso stesso della ricerca. In re a ltà , qu esta co n ­ dizio n e non si è verificata affatto, anzi, col p a ssa re del tem p o , e ra sem pre più ch iaro che la ricerca stessa non av reb b e m ai p o tu to venir a p p lica ta o p era tiv am en te (a p re ­ scin d ere dal suo valore cognitivo). 11 n o stro g ru p p o , infatti, n o n solo non riusciva a “ m a n g iarsi” il d irettiv o SA S, m a anzi, veniva p rogressivam ente em arg in ato ; non e ra in g rad o di im p o rre la linea che via via em ergeva dal la v o ro in co ­ m u n e, e q u esta im possibilità veniva, a sua volta, a riflet­ tersi n egativam ente' sulle c a p a c ità di crescita a u to n o m a di q u esta stessa linea politica. Q u esta situazione di blocco, u na vo lta rico n o sc iu ta , r i­ ch ied ev a u n ’analisi d a p a rte di tu tto il g ru p p o (i giovani F IM -X Y e noi insiem e). T ale analisi m ise in luce ch e ve­ n iv a sì offerta ad alcuni m em bri del g ru p p o la p o ssib ilità di acq u isire m aggiore p o te re all’in te rn o della s tru ttu ra d ella SA S (com e, ad esem pio, la possib ilità di e n tra re nel d ir e t­ tivo SA S), m a esclusivam ente a titolo p erso n ale, n eg an d o così q u ei p resu p p o sti di crescita collettiva o rg an iz za ta del g ru p p o , cui ci si ispirava all’inizio. In secondo luogo, l ’iso ­ la m en to in cui questi m em bri v enivano a tro v arsi (o e ra n o posti) costitu iv a u n ostaco lo in so rm o n tab ile a un successo d ella lin e a politica del g ru p p o : così, p u r av en d o fac o ltà di esp rim ersi, venivano sistem a tic am en te m essi in m in o ra n z a all’in te rn o del direttivo. L a cond izio n e del g ru p p o in q u a n to g ru p p o e ra q u in d i, n o n so lo di m a n ca n za di p o te re attu ale, m a an c h e di m a n ­ ca n za di p ro sp ettiv e di p o tere. M a la cosa p iù p esan te era che, co m e a n d a v am o a m a n o a m ano sco p ren d o , q u e s ta

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c o n d iz io n e non e ra p ro p ria solo del “ n o stro ” g ru p p o , m a d i tu tti i g ru p p i consim ili di cu i avevam o notizia. L ’in su c­ cesso d el te n ta tiv o di rid istrib u z io n e del p o te re n o n p o ­ te v a d u n q u e esser ric o n d o tto a l m o d o in cui il g ru p p o g io­ v an i F IM -X Y aveva im p o stato e co n d o tto la lo tta ; p ro p rio p e r il fa tto ch e ta le insuccesso e ra p ressoché gen erale, esso

andava im putato alla natura stessa di questi gruppi, e al m o d o in cui era strutturato il loro rapporto col sindacato. L ’esig en za di rim esco lare le c a rte del p o te re all’in te rn o del sin d a c a to e ra g iu sta e sto ric am e n te c o rre tta (la F IO M av e­ v a p e rs in o o rg an iz za to u n a C o n fere n za N azionale su q u e­ sto te m a ...), m a le form e di tale ridistribuzione n o n sa re b ­ b e ro sta te quelle ch e il n o stro g ru p p o intendeva. Se la rice rc a e ra d u n q u e la fase cognitiva di un pro cesso d e c isio n a le e o p era tiv o , l’analisi co n d o tta (in situazio n e di b lo cco ) c o n i giovani F IM , e la co n statazio n e della m o lte­ p lic ità di an a lo g h e situ azioni di bloccaggio, non p o te v an o n o n rip e rc u o te rsi sulla in dividuazione del co m m itten te , del vero co m m itten te . V eniva m eno l ’in dividuazione del co m ­ m itte n te nel g ru p p o giovani, incap ace, p er la su a m an can za d i p o te re e di p ro sp ettiv e di p o te re , di avviare un p ro ces­ so trasfo rm ativ o . T u tto q u esto costituiva p erò u n ’u lterio re c o n fe rm a di q u a n to la presenza del com m ittente sia neces­ saria per lo svolgim ento della ricerca. Se m a n ca il p o tere, la ric e rc a si blocca: q u esta la n o stra esperienza. M a q u al e r a a llo ra il vero co m m itten te? e, so p ra ttu tto , qu ali i criteri p e r in d iv id u are il v ero co m m itten te? §10. P e r risp o n d e re a q u esto p ro b lem a, ab b iam o in n a n ­ z itu tto ri-a n a liz z a to m inuziosam ente tu tta l’esperienza della n o s tra ric e rc a , vista sotto il profilo della co m m itten z a, dagli inizi fino all’im p asse in cui ci tro v av a m o o ra. T a le analisi h a to c ca to , n o n solo la situazione co n c reta di ricerca in cui ci e ra v a m o tro v ati, e i suoi m u ta m e n ti, m a an c h e la rico ­ stru z io n e te o ric a che di ta le situ azio n e era v am o an d ati via v ia fac en d o , e il m o d o in cui tale rico stru zio n e aveva in ­ flu en z ato le scelte successive. In se co n d o luogo, ab b iam o esa m in a to sistem aticam en te u n a se rie di esp erien ze di rice rc a co n d o tte d a ricercato ri c o n cui e ra v a m o in co n tatto , sia in contesti aziendali, sia in a m b ito sin d a ca le (o p ara -sin d aca le ), p e r verificare com e

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fosse stato risolto, in tali ricerch e, il p ro b lem a della c o m ­ m itten za, e co m e tale soluzione avesse co n d izio n a to la r i­ c e rc a stessa. A l te rm in e di q u esto du p lice lav o ro di an alisi, siam o giunti a u n a serie di co nclusioni, di cui p re se n tia m o q ui so tto un riassu n to , p ro p o n en d o c i di sv ilu p p are m a g ­ g io rm en te qu esta p ro sp ettiv a in sede più ido n ea ch e non il presen te R endiconto. L ’assu n to di base - a cui siam o arriv ati, e d a cui p a r tia ­ m o - è ch e il B asso, l’o g g etto della ricerca, ra p p re se n ta la massim a aderenza alla realtà. C iò significa, p iù p re c i­ sam en te, ch e u n o stesso p ro b le m a di rice rc a p u ò v en ire rifo rm u lato in m o d o div erso a seco n d a del livello cui tale fo rm u lazio n e avviene (sem p re, si n oti bene, re sta n d o nello stesso tem a), e che la fo rm u lazio n e del p ro b le m a ch e a v ­ viene al livello inferio re a tu tti gli altri è la più vicina alla re a ltà , e quin d i, scientificam ente, la più corretta. Q u esto ci è p a rso p a rtic o la rm e n te ch iaro in se g u ito a l­ l’an alisi di u n a serie di rice rc h e co n d o tte in co n testi az ie n ­ dali: aH’in te rn o di u n ce rto te m a di ricerca, la fo rm u laz io n e d el p ro b lem a a livello dirigenziale h a m olto spesso, scien­ tificam ente p a rla n d o , un g ra d o di ad e ren za a lla re a ltà assai sc arso (il che significa, p er il rice rc ato re , che il p ro b le m a , co sì com e è stato fo rm u lato , visto alla luce dei d ati e d elle in fo rm azioni generali di cui il rice rc ato re d isp o n e , “ n o n tie n e ”). Q u a n d o si scenda di livello, ad esem pio, q u a n d o si rip ro p o n g a il te m a ai c a p ire p a rto , o m agari ai c a p isq u a ­ d ra , i term ini in cui il p ro b le m a viene d a lo ro fo rm u la to ca m b ia n o rad ic alm en te , e il rice rc ato re deve rico n o sc ere (sem p re sulla base dei d a ti anzid etti), che q u e sta ric o stru ­ zio n e è m o lto più atten d ib ile della p recedente. 11 g ra d o m a s­ sim o di a d e ren za a q u esta re a ltà è ra p p re se n ta to d alla fo r­ m u lazio n e del p ro b lem a p ro p rio del basso, di quelli, cioè ch e so n o d ire tta m e n te im pegnati nel pro cesso p ro d u ttiv o . I ca p ire p a rto ra p p re se n ta n o la re a ltà m eglio d ei d irig e n ti, p erc h é sono, ap p u n to , p iù vicini al processo p ro d u ttiv o . L a rap p rese n taz io n e d e lla re a ltà , e dei pro b lem i c h e la re a ltà p o n e , ch e p ro v ien e d a chi è senza p o te re , è q u in d i

la più corretta, m a non per questo p u ò sen z’altro im m e ­ diatam ente prevalere. Il ric e rc a to re che non n e te n g a c o n ­ to , risch ia di b lo ccare lo svolgim ento della ricerca. (È q u e ­ sto il rich iam o al “ principio di realtà ” di cui a b b ia m o p a r

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la to p rim a .) U n a volta “d iscesi” a livello più basso , una v o lta v ista la re a ltà con gli occhi del B asso, o cco rre risa­ lire fino a tro v a re u n a condizione di sufficiente p o tere. È a llo ra c o m p ito del sociologo trasm ettere l’im m agine di tale realtà a q u esto livello fo rn ito di p o te re , e farlo con tanta forza da coinvolgere questo livello. C oinvolgere il p o te re significa, in q u esto senso, co stringere il p o te re a m odificare la situ az io n e o, se n o n lo fa, a rico n o scere im plicitam en te ch e sta fac en d o violenza alla realtà , che la su a azione è di tip o rep ressivo. M a (te rz o p u n to ) p e r svolgere q u esto lav o ro , q u esta fu n ­ zio n e d i filtro d ella rea ltà, il ric e rc a to re deve essere a n ­ c h ’egli dentro ta le d in am ica, deve cioè essere inserito nella s tru ttu ra (aziendale, sindacale, etc.) che stu d ia e che vuole tra sfo rm a re . Il suo ru o lo deve in so m m a essere legittim ato e istitu z io n alizz ato , in m o d o sia fo rm ale sia sostanziale. T o rn a n d o al n o stro lav o ro di ricerca, ci si ch iariv a così p e rc h é l’in d iv id u azio n e del co m m itten te nel g ru p p o g io­ v an i e r a s ta ta u n a soluzione sbagliata. 11 g ru p p o giovani, c o n le an alisi che com piva, e le esigenze che a n d a v a p o ­ n en d o , ra p p re se n ta v a sì la m aggior ad e ren za possibile alla re a ltà , m a e ra privo di potere : la situ azio n e ideale di c o in ­ cid en z a d ei tre m om enti della rice rc a (soggetto, oggetto, c o m m itte n te ), che cred ev am o di a v e r raggiunto, restav a e re s ta tu tto ra , ap p u n to , ideale, cioè non reale , d a to lo stato p rese n te d ei ra p p o rti sociali. E r a in o ltre ch iaro che o cco rrev a risalire, p er tro v are il co m m itte n te , fino a un livello di p o te re a b b a sta n za elevato d a g a ra n tire u n m inim o di concretizzazione di tali esigenze. Q u e sto c o m m itte n te non potev a tro v arsi che nella stru ttu ra fo rm a le d el sin d a ca to ; e ra a tale s tru ttu ra che o cco rrev a g u a rd a re , an c h e p erc h é il n o stro ru o lo di rice rc ato ri fosse, se n o n istitu zio n alizzato , q u a n to m e n o non così p recario (dal p u n to di vista di un a stru ttu ra di inserim ento), com e e ra sta to in p recedenza.

L a p a rte c ip a zio n e §11. N el p a ra g ra fo p rec ed en te ab b iam o ce rcato di e sp o r­ re le rag io n i ch e h a n d eterm in a to il passaggio, dalla coni-

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m itten za attrib u ita al gru p p o giovani, alla co m m itten z a del sin d acato: il g ru p p o n o n riusciva (né sa re b b e riu scito ) a realizzare gli obbiettivi di crescita di p o te re ch e si era p o sto ; la ricerca n o n aveva quindi alcu n a p o ssib ilità d i v enire applicata, e risu lta v a u n a ricerca a v uoto. U n a volta resici conto di q u esto fatto , e ra inevitabile p ro se g u ire la ricerca del co m m itten te , e rin tra c c ia re infine tale c o m m it­ te n te nelle stru ttu re più ufficiali del sin d a ca to . N o n era tu ttav ia sufficiente av ere ca p ito che il g ru p p o g iovan i n o n p o te v a crescere, e n o n p o te v a qu in d i a ttrib u ire n essu n a co m m ittenza: o cco rrev a spiegare perché non cresceva, e non poteva crescere. L a riflessione su q u esto p u n to ci h a c o n ­ d o tto (com e il le tto re o rm ai im m aginerà) a c a m b ia re an c o ­ ra u n a volta il te m a d ella ricerca. L ’esigenza d a cu i m uoveva il g ru p p o , si è già d e tto , e ra q u ella di u n a red istrib u zio n e del p o tere, a beneficio d ella base, all’in te rn o del sindacato. U n a volta ch e il g ru p p o si era p o sto q uesto ob b iettiv o , le condizioni p e rc h é e sso v e­ nisse raggiunto e ra n o p rin cip alm en te due: p rim o , ch e il g ru p p o acquistasse u n d eterm in a to p o te re a li’in te rn o delle stru ttu re sindacali, e l’acquistasse in quanto gruppo-, seco n ­ do, ch e il g ru p p o stesso contin u asse ad allarg arsi, d im o ­ stran d o così di essere u n a “ fe tta ” , u n ca m p io n e ra p p re ­ sen tativo (cfr. c a p ito lo V II) di quella base p e r cui la v o ra v a. L a p rim a condizione, com e si è d etto , n o n e ra s ta ta so d ­ d isfatta: il g ru p p o n o n riusciva a acq u istare p o te re , - tu tt’al p iù , a certi m em b ri del g ru p p o (e q u esta e ra u n a cosa ben d iv ersa) v enivano conferite d eterm in a te ca ric h e uffi­ ciali. M a, cosa a ltre tta n to im p o rta n te, n o n veniva so d d i­ sfatta n eanche la seco n d a condizione, e cioè, la base del gruppo non si allargava, il rec lu tam en to di nu o v i m em b ri era del tu tto insoddisfacente. C iò significava ch e la “ c u ltu ra ” del g ru p p o (co n sid e rato com e so tto-sistem a sociale) e ra sem pre più. specializzata, sem pre m eno accessibile ai n o n -m em b ri, p ro p rio p e r la m a n ca n za di rica m b io e di allargam ento. Q u e sto a llarg a­ m en to , a su a volta, e ra im pedito d al fatto ch e il criterio di am m issione al g ru p p o e ra d ec isam en te ristre tto : si b a ­ sava, p iù p rec isam en te, sulla p arte cip a zio n e ad a ttiv ità di stu d io e di lo tta che, p e r l’im pegno che rich ied ev a n o , p er la disp onibilità psicologica ch e p resu p p o n e v an o , p e r il fa t­

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to d i n o n p re v e d e re asso lu ta m en te alcu n co llegam ento co n la m a n sio n e svolta, n o n av re b b ero m ai p o tu to venir svolte d al la v o ra to re m e d io .,r’ E ra an c o ra lo stesso discorso che ci av e v a fa tto privilegiare, risp etto agli stu d e n ti, gli in d i­ vidui in co n d izio n i professio n ali; risp etto a P o te re O p eraio e a ltri g ru p p i, il sin d a ca to ; e che o ra ci in d u cev a a rin tra c ­ ciare le rag io n i del m a n ca to successo di q u esto g ru p p o (ol­ tre ch e nelle su e ca ratte ristic h e stru ttu ra li rico rd ate nella fase p re c e d e n te ) nel suo c a ra tte re sostan zialm en te elitario, n o n ra p p re se n ta tiv o . § 12. G iu n ti a q u esto p u n to della n o stra analisi, era v am o in g ra d o di co m p re n d e re m eglio q u a n to e ra già risu ltato nel c o rso d ella p rim a serie di interv iste ai sindacalisti, e cioè che, nel q u a d ro delle lo tte, il p ro b lem a generazio n ale e ra sì u n p ro b le m a , m a m olto seco n d ario risp etto al p ro ­ b lem a g en e rale d ella p artecip azio n e, a p resc in d ere d a ogni differen ziazio n e p e r età. E ra la partecipazione in generale ch e o c c o rre v a stu d iare, senza u lte rio ri specificazioni per classe d i età, etc., m a te n en d o ferm a la necessità di risp o n ­ d ere , c o n q u e sto stu d io , a problem i ben precisi. Q u esti p ro b lem i, secondo q u a n to è em erso nel co rso di u n a se co n d a serie di interviste a sindacalisti, svolle in quel p erio d o , e ra n o i seguenti: p erc h é si h a così scarsa adesione ai sin d acati, u n a p a rte cip a zio n e così esigua alle attiv ità e alle lo tte in d e tte d al sin d acato , e tu ttav ia (co m e am m ette­ v a n o gli in te rv ista ti) non si p u ò affatto p a rla re di riflusso d ella lo tta di classe? p erc h é so n o così fre q u en ti, p er co n ­ tra sto , gli scioperi sp o n tan ei, che esp lo d o n o in tem pi e situ azio n i n o n prev iste? cosa succede nel d o p o - s c i o p e r o , e cioè, co m e si spiega l’a p p a re n te “ assen teism o ” (in te r­ m ini d i co scien za e di grad o di m obilitazione) che si os­ se rv a su b ito d o p o u n o sciopero an c h e p ie n am e n te riu ­ scito? L ’esigenza dei sindacalisti in tervistati e ra di cap ire le rag io n i di q u e sto fen o m e n o e la sua din am ica, p e r potervi in terv en ire: v a ria v a p erò , da un caso all’a ltro , il tip o di in te rv e n to ch e ci si p ro p o n ev a. L ’estre m o più “ b u ro c ra ­ tic o ” e ra c o stitu ito dal p ro p o sito di servirsi delle lotte “ sp o n ta n e e ” a scopi sindacali, stru m en talizzan d o le in ogni m o d o , m a senza cogliere le indicazioni di critica al sin d a­

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ca to ch e qu este lotte co n ten g o n o ; l’estre m o o p p o sto (al q uale, in verità, si p o ssono rico n d u rre le risp o ste d ella m aggioranza degli intervistati) im plicava, invece, an c h e l’esigenza di “ im p a ra re la lezione” che q u este lotte e x tra ­ sindacali co m p o rta v a n o , e d eriv a rn e indicazioni p e r u n a m odifica sostanziale dell’azione del sindacato. P e r noi rice rc ato ri, era estrem am en te im p o rta n te indivi­ d u a re qu este m otivazioni, p u r sa p en d o benissim o che, p er ragioni di s tru ttu ra e di inerzia, il sin d acato , co n sid erato com e sistema globale, non poteva analizzare q u este esp e­ rienze di lo tta, che avvenivano ai suoi m argini o al di fu ori, che per controllarle e strum entalizzarle. Q u esto non significava, tu tta v ia , che considerassim o il S in d acato com e “ stru m e n to di integrazione della classe o p e ra ia nel siste­ m a ” . P e r afferm azioni di q u esto genere, infatti, sa re b b e sta ­ ta n ecessaria u n ’indagine di tipo co m p letam e n te div erso d a l­ la n o stra. V a d etto , p iu tto sto , che, al livello cui la n o stra ricerca - co m e tipica “ ricerca sul c a m p o ” - e ra c o n d o tta , “ il” sin d a ca to spariva, e si profilava invece la necessità di in d iv id u are u n a specie di “ sin d acato b a sso ” , cui riferirsi p e r Io svolgim ento della ricerca. I sindacalisti co n cui cercavam o di sviluppare il discorso sulla p arte cip a zio n e, infatti, e ra n o al m assim o o p e ra to ri di zo n a, m a in p rev alen za m em bri di C om m issione in te rn a e dei d irettivi SAS. A differenza degli esponenti del “ sin d a ­ ca to a lto ” , l’o p e ra to re di zo n a è q u o tid ian a m en te a c o n ta tto co n un g ran n u m e ro di o p erai, p e r pro b lem i specifici e co n creti; i m em b ri di C .I. e dei direttivi SAS p a rte c ip a n o ad d irittu ra, al p ari degli o p erai, al lav o ro p ro d u ttiv o . È in queste figure, stra o rd in a ria m e n te vicine al B asso, e p u re d o ta te d i u n ce rto livello di p o tere, ch e ab b iam o in d iv i­ d u a to i n o stri com m itten ti, e con cui ab b iam o la v o ra to in q u esta p a rte della ricerca. P arlan d o di partecip azio n e, i sindacalisti con cui la v o ra ­ vam o si riferiv an o sostanzialm ente a questi in d ic ato ri (che poi so n o quelli usati in sociologia): iscrizione al sin d acato , o n o ; attivism o sindacale, o no; p arte cip a zio n e, o m eno, alle elezioni di C .I. in q u alità di eletto re; p arte cip a zio n e agli scioperi, o m eno. Il pro b lem a della p arte cip a zio n e veniva così affro n tato con u n ’ottica d icotom ica, secondo cui l’as­ sen za di un elem ento e ra im m ed iatam en te in d icativ a del

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C o m e sì fa ricerca

su o c o n tra rio . C iò e ra ta n to p iù grave nel caso specifico, in cu i se m b ra v a o rm a i asso d ato ch e gli in d icato ri d i p a rte ­ cip azio n e p rescelti non indicavano affatto la partecipazio­ ne, o , nel m igliore d ei casi, n o n la esau riv an o (a m en o di n o n c o n sid erare com e “ d e v ian z a” qualsiasi fo rm a ex tra­ sin d a ca le di lo tta, co m e ab b iam o n o ta to , in p o ch i casi, a livello di te n d en z a, tra i n o stri “co m m itten ti”). E r a d u n q u e necessario allargare la nozione di partecipa­ zione, co m p re n d en d o v i quelle espressioni di co n testazio n e ch e v en iv am o im p a ra n d o d ai no stri co n tatti con gli o p erai, d u ra n te i corsi, le assem blee, le riunioni e i colloqui di g ru p p o : in p a rtic o la re , tu tta quella serie di m odifiche che gli o p e ra i effettu an o nei co n fro n ti delle n o rm e di la v o ra ­ zio n e, d ei cicli, d ei disegni, m odifiche fo n d ate su ll’intelli­ g en z a e la com petenza tecnica d ell’op eraio , che costitu isco ­ n o , a livello di m ansione, il nucleo d ell’o rganizzazio n e in ­ fo rm a le d el lav o ro , antagonistica rispetto all’organizzazione calata dall'alto. O cc o rrev a in so m m a v edere, d ietro la p a r ­ te cip a zio n e “ ufficiale” , la partecipazione “latente ” , q u ella ch e si rea lizz a a n c h e q u a n d o la coscienza d d l ’o p era io è a n c o ra a rre tra ta , che si fonda sul suo essere sfruttato, sulla

sua condizione strutturale, o g g e ttiv a , di classe rivoluzio­ naria. E r a c h ia ro ch e la sc o p e rta di questi in d icato ri, e, so­ p ra ttu tto , l ’allarg am en to d el q u a d ro co n c ettu ale della p a r ­ te cip azio n e, dov ev an o avven ire sul ca m p o , a c o n ta tto con la b ase, e ch e i concetti stessi a n d a v an o verificati alfa base, p rim a d i p o rta rli in alto p e rc h é venissero utilizzati. L ’unico m o d o p e r riuscirvi, e cioè, l ’u nico m o d o p er avere succes­ so in u n a rice rc a sulla p arte cip a zio n e, era impegnare in una

partecipazione effettiva tutto il gruppo di ricerca (ricerca­ tore, oggetto e com m ittente), - il che significa, in u n a si­ tu a zio n e in cui e ra n disponibili (volendo m a n ten e rsi nell’o r­ to d o ssia sin dacale) so ltan to m o d a lità di p arte cip a zio n e fo r­ m ale, sc o p rire sbocchi di p arte cip a zio n e ch e p rescin d essero d alle m o d a lità ufficiali. P o ic h é q u esta esposizione è d ed ica ta esclusivam en te a illu strare il m e to d o seguito n ella ricerca, n o n ci sofferm ia­ m o u lte rio rm en te su q u esto m om en to . Q u i im p o rta solo so tto lin e a re il p u n to in to rn o a l q u a le si verificaro n o gli “ sc o n tri” m aggiori col com m itten te, sco n tri che p o rta ro n o

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p oi, in p ratica, a un a specie di bloccaggio della rice rc a, e di m o lte esperienze (com e i corsi sindacali) d irettam e n te collegate alla ricerca. § 1 3 . L a veste nella q u ale ci e ra sta ta d a ta (e avev am o ac ce tta to ) la co m m itten za d ai sindacalisti, era quella del “tecnico di ricerca ”, di colui che possiede u n d e te rm in a to c o rp o d i conoscenze m etodologiche e g arantisce, su q u esta base, il c o rre tto svolgim ento della ricerca. A n ch e d al n o ­ stro p u n to di vista il possesso di qu este conoscenze e ra necessario , m a niente affatto sufficiente: in ogni fase d ella ricerca, gli strum enti m etodologici dovevano m agari esser suggeriti d a noi, m a costantem ente validati dagli operai cui ci rivolgevam o. Q uesta validazione (o, più spesso, co m e c a p ita v a, rifiuto di validazione) co m p o rtav a l’assunzio n e, d a p a rte degli o p era i, di posizioni di au to n o m ia cui i n o ­ stri com m ittenti non e ra n o affatto ab itu ati, e di fro n te alle q u ali, fallili certi tentativi di strum en talizzazio n e, n o n c ’e ra ch e la repressione. P er q u a n to rig u ard a noi ricercato ri, era n o pressioni c o n ­ tin u e a m antenerci nel ru o lo “ te cn ic o ” , a stare alla la rg a d a ll’oggetto, a fo rn ire il n o stro a p p o rto di com peten za tec­ nica senza m ai entrare nel m erito. N on tu tti i no stri c o m ­ m itten ti la p en sav an o così, n atu ra lm e n te: diversi sim p atiz­ z a v an o co n la n o stra p ro sp ettiv a, e si lasciavano coinv o l­ gere in q u esto ra p p o rto -a -tre con l’oggetto. Il fro n te dei co m m itten ti e ra cioè, verso la ricerca, a b b a sta n za diviso, ta n to è v ero che la linea “ b u ro c ra tic a ” , p er p rev alere, h a d o v u to p ro v o ca re un in terv en to “d a ll’a lto ” (in senso re la ­ tiv o , si intende). M a qu esta è solo cro n a ca. L a v erità (rip e n ­ sandoci o ra ) è che n o n si è co m p re so bene il valore e / im ­ portanza teorica di questa “ rottura ” nel fronte dei co m m it­ tenti , e, invece di farla crescere fisiologicam ente, la si è d ram m atizzata: invece di c o n d u rre u n discorso di lince, a b ­ b iam o fatto u n discorso di perso n e. U n a m aggiore flessi­ b ilità, u n a m eno so m m aria riflessione sul p ro b lem a teorico d ella co m m itten za, ci avrebbe fo rse consentito di fare p re ­ v alere in m o d o più g enerale la tesi, che u n a rice rc a sulla p arte cip a zio n e è c o rre tta solo se si svolge non soltanto stu­

diando, m a anche creando partecipazione.

C o n sid e r a z io n i finali § 14. C o m e ab b iam o ric o rd a to nella p rem essa, e rich ia­ m a to p iù volte nel testo, la p re se n te R elazione è il re n d i­ c o n to di u n a ricerca “ d id a ttic a ” . E ssa è sta ta im p o stata, cio è, n o n nel senso di e sp o rre risultati di ricerca, bensì di d o c u m e n ta re la “ sc o p e rta ” di u n m e to d o di ricerca p iu t­ to sto e tero d o sso risp etto ai m etodi tradizio n ali. L e differen­ z e v an n o , sostanzialm ente, in d ue direzioni fondam en tali. L a p r im a co n siste neìVuso diverso di alcuni strum enti di ricerca, com e l’intervista e, so p ra ttu tto , il colloquio di g ru p ­ po: p iù p rec isam en te , il co n testo in cui tali stru m en ti sono sta ti u sa ti, le m o d a lità co n c rete del loro im piego, la tr a ­ sg ressio n e alle cautele trad izio n a lm e n te richieste, e la lo ro so stitu zio n e co n altre p reo ccu p azio n i, so n o stati gli elem enti p rin c ip a li di q u esta divergenza tra la n o stra im postazio n e e q u e lla rite n u ta “ c o rre tta ” . L a se co n d a differenza tr a il m eto d o d a noi seguito e q u e llo c o rre n te rig u a rd a invece il fatto che noi abbiamo considerato problem i di m etodo, d a affrontare e risolvere n o n a livello di tattica, m a a livello teorico , problem i che n o n v eng o n o solitam ente neanche accennati nella logica tra d iz io n a le di ricerca: tip icam en te, il p ro b lem a d ell’oggetto d ella rice rc a, e del suo com m itten te. Il fatto che questi p ro b lem i n o n ab b ian o alcu n o spazio nei m a n u ali co rren ti di m e to d o lo g ia è, secondo noi, m eno im p o rta n te del fatto ch e essi so n o stati riconosciuti e affro n tati, com e pro b lem i te o rici, d a n u m e ro si altri rice rc ato ri con i quali siam o en ­ tra ti in co n tatto . L a fo n te di q u este “ sc o p e rte ” di m etodo è stata, p rim a d i tu tto , la realtà con cui la rice rc a ci m etteva via via in co n ta tto : di fro n te a ogni m odifica della situazione, la n o ­ stra p rim a p reo ccu p azio n e e ra q u ella di ac ce rtarci se l’im ­ p ia n to te o rico e co n c ettu ale d ella n o stra ricerca “ ten ev a a n c o r a ” , - ossia, se tale m odifica e ra prevedibile, o p re ­ vista, nel q u a d ro teorico della ricerca stessa, o se invece il c o n serv are im m u tato tale q u a d ro avrebbe c o m p o rta to u n a v io len za alla realtà. L a seco n d a fonte, in o rd in e di im p o r­ ta n z a , è sta ta l'analisi di altre ricerche co n d o tte nel m o n ­ d o d el la v o ro , sia d a ricercato ri p ro fessionisti, sia d a la v o ­ ra to r i o lav o ra to ri-stu d en ti. N ello stu d io di qu este esp erien ­

Ricerca sulla contestazione co m u n e

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ze di ricerca ab b iam o cercato di cogliere, n o n ta n to i risu l­ tati cui e ra n giunte, q u a n to p iu tto sto il m o d o in cu i e ra n o stati affro n tati e risolti ce rti fo n d am en tali p ro b lem i d i m e­ to d o , nel senso so p ra p rec isato di q u esto te rm in e. T e rz a fonte, infine, è sta ta la le tte ra tu ra sociologica e s a m in a ta in u n a p ro sp ettiv a d ia lettic a (o alm eno, che ci siam o sfo rz ati d i ren d e re sem p re più tale). Il m a teria le m etodologico della n o stra rice rc a è stato ordinato secondo fasi, ca ra tte riz z a n d o ogni fase a ttra v e rso la p rem in en za assu n ta, al suo interno, d a un p ro b le m a fo n ­ d am en tale. N atu ra lm en te tali fasi n o n sono state, n ella re a l­ tà, d em arca te a ltre tta n to bene: p iù p rec isam en te , in re a l­ tà ab b iam o spesso co n tin u a to a sostenere cose che g ià av e­ v am o rifiutato; ab b iam o an ticip ato posizioni che solo su c­ cessivam ente ab b iam o afferm ato in m o d o esp licito ; o, in ­ fine, ab b iam o cap ito solo dop o (m agari an c h e scriv en d o q u esta R elazione) cose che avevam o p rim a fatto “ a n a s o ” . V o len d o tra rre le conclusioni d a tu tto il d isc o rso che p reced e, ab b iam o in terio rizzato la p ersuasione che la ri­ c e rca n o n è u n a tto g ra tu ito , senza basi sociali p rec ise, e ta n to m eno si esaurisce nella sem plice applicazio n e di certe tecniche. L a ricerca è u n ’attività sociale p a rtic o la re , s o tto ­ p o sta a infiniti co ndizionam enti, di ciascuno dei quali devt render conto sul piano teorico e m etodologico. F a re ricerca significa quindi inserirsi in un m ovim ento sociale, o in u m sua p a rte , con un ruolo p reciso e sostan zialm en te istitu z io ­ nalizzato, q u a n to m eno nel co n testo in cui si o p e ra ; sig n i­ fica lav o rare, co n stru m en ti p ro p ri, p er l’afferm azion e e lo sviluppo di q u esto m ovim ento. C iò co m p o rta, oltre a ce rte conseguenze già se g n ala te (ad esem pio, l’eterodossia nell’im piego degli stru m en ti), diversi altri problem i. U n o d ei p iù com plessi (alm eno p e r n oi in q u esto m om ento) è il seguente: quando si p u ò parlare di term ine della ricerca? N el n o stro caso specifico, d o b b ia m o d ire che la n o stra ricerca si è conclusa, o ch e è s ta ta in te r­ ro tta ? cosa significano e n tra m b i questi term ini? e se, com e ci sem b ra, si tra tta di u n a ricerca n o n -co n clu sa, a co sa è d o v u to q u esto fatto? av re b b e senso rip re n d ere il la v o ro allo stesso p u n to , e proseguire? L ’in terru zio n e della ricerca è sta ta d e te rm in a ta d a l d e te ­ rio ra rsi dei no stri ra p p o rti con i sindacalisti c o n cu i av e­

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C o m e si fa ricerca

v am o c o n ta tti, col n o stro com m itten te, - cioè, d alla n o stra

incapacità (d e riv a ta dalla m an can za di esp erien za) di coin­ volgere il com m ittente, con pro g ressio n e crescente, nei co m ­ p o rta m e n ti e nelle attività che la ricerca richiedeva. R ip re n ­ d e re il d isc o rso adesso [au tu n n o 1969], d u ra n te il rinn o v o d i un d u rissim o c o n tra tto , v o rrebbe d ire rip re n d ere il d i­ sco rso d al p rin cip io , com p reso quello d ell’istituzionalizza­ zio n e del n o stro ru o lo . D ’altro n d e, esistono an c h e altre r a ­ g io n i d i p erp lessità. Il te m a della p artecip azio n e ci sem ­ b ra v a (e ci se m b ra tu tto ra ) del tu tto reale nella p rospettiv a d elle lo tte e della m obilitazione sindacali della p rim av era; n ella p ro sp e ttiv a attuale, di fro n te a u n a p artecip azio n e sen ­ z a p rec ed en ti d o p o il letargo degli an n i ’5 0 , il tem a della p a rte c ip a z io n e n o n ci sem b ra più l’angolo visuale più c o r­ re tto , p iù vero, p e r studiare la realtà. R isp etto a ciò che si riesce a in tra v e d e re nelle lo tte, a certe fo rm e di org an iz­ zazio n e d e lla co n testazio n e o p era ia, a ciò che i lav o rato ri se m b ra n o im p a ra re e accum ulare nella lo tta, la nozione di “partecipazione’' appare sbiadita, sostanzialm ente passiva. A n c h e so tto q u esto asp etto , d u n q u e , p roseguire la ricerca sig n ifich erebbe ricom inciare d a capo. V ista so tto u n asp etto più sostanziale, la ricerca è co n si­ stita in u n a lunga ricerca dell'uom o com une, e in un rifiuto d elle co sid d ette “ av a n g u ard ie” . A vevam o ch iaro fin d a l­ l ’inizio, so p ra ttu tto a livello teorico, che, p e r spiegare le d iv erse fo rm e di contestazione, o cco rrev a rico stru ire l’unità dialettica della contestazione, e cioè, spiegare le c o n testa­ zioni m arginali n o n p er se stesse, con gli clem enti che esse stesse fo rn isco n o , m a attraverso la contestazione del lavo­ ratore com une. E ra p erò difficile (e in q u esto v an n o c e r­ cati i " ris u lta ti” d ella ricerca) a p p l i c a r e q u esto principio, e rico n o sc ere via via negli studenti, nei gruppi, nei gruppi m arg in ali al sin d a ca to , le “ av a n g u ard ie” che o ccorreva ne­ g are, p e r ritro v a re , al di là, la fo rm a essenziale di co n te­ stazio n e, cioè la c o n t e s t a z i o n e c o m u n e .

M ilano, novem bre 1969

C apitolo IV

L e tecniche di ricerca

4 8 . Introduzione. N ei capitoli p rec ed en ti si è c e rc a to di m o stra re com e si colloca la ricerca all’in te rn o d ella p r a ­ tica sociale generale, e q u ali ra p p o rti sussistono tra rice rc a e p o tere. In q u e sto capitolo tra tte re m o invece u n a rg o m e n ­ to p iù specifico, quello delle t e c n i c h e d i r i c e r c a , cioè q u ei procedim enti attraverso i quali si acquisiscono infor­ m azioni sull'oggetto. D iciam o sub ito , tu tta v ia , ch e il r a p ­ p o rto tra i capitoli preced en ti, d a u n lato , e il p rese n te cap ito lo (e i successivi), d a ll’altro , n o n e u n ra p p o rto del tipo: p a rte g enerale - p a rti speciali. 11 fatto ch e, in q u esto lib ro , p rim a si p a rli del ruolo del sociologo, e poi si e sa­ m in in o criticam en te le tecniche di ricerca, n o n significa ch e n o n sa re b b e sta to egualm ente possibile p a rtire d alle tecn ich e p e r a rriv a re al ru o lo del sociologo. A n zi, nella re a ltà i p rim i sintom i di u n a crisi d ella so ­ ciologia si sono av u ti p ro p rio a livello delle tecnich e: è sta to di fro n te al cattiv o fu n zio n am en to di q u e ste tecn ich e e degli stru m e n ti teorici della sociologia, ch e u n a p a r te dei sociologi è risalita , p e r tro v are la fo n te e la sede v era del d istu rb o , al ru o lo del ricercato re. P erch é è im p o rta n te, d u n q u e, il p ro b lem a delle tecnich e? p e rc h é ci co n sen te di affro n tare a u n livello p iù c o n c reto , o m eglio p iù visibile, u n p ro b lem a di cui ci siam o già o c­ cu p ati (§ 17), e cioè quello della n e u t r a l i t à d el ric e rc a ­ to re, e del p o t e r e t e c n i c o di cui è d o ta to . L o stesso av ­ viene n ella p ra tic a d ella ricerca: an c h e q u a n d o l’a p p re n d i­ sta rice rc ato re h a b en com preso, a livello te o rico , ch e far ricerca significa esercitare u n p o te re , è solo fac en d o in te r­ viste o som m in istran d o q u estio n a ri che p o trà in te rio rizzare

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C o m e si / a ricerca

p ie n a m e n te e fa r sua, o ltre ogni p ossibilità di d u b b io , q u e­ sta p ersu asio n e. Q u esto ca p ito lo risulta d u n q u e diviso in tre sezioni. N el­ la p rim a c e rc h ia m o di analizzare, in m o d o p iù ap p ro fo n ­ d ito risp e tto a i ca p ito li p rec ed en ti, il p o te re tecnico del ric e rc a to re e il req u isito di u na su a “ n e u tra lità ” . N ella se­ c o n d a sezione ci o ccuperem o delle p iù im p o rta n ti tecniche d i ricerca. L a terza, infine, rip re n d e in m o d o p iù a p p ro ­ fo n d ito il r a p p o rto tra rice rc ato re e oggetto.

S e z io n e I P O T E R E T E C N IC O E N E U T R A L IT À

4 9 . I te rm in i del p ro b lem a. A b b iam o p iù v o lte insistito sul fatto , che la m etodologia trad izio n ale c o n sid era com e rice rc a solo l ’im piego delle tecniche e l’uso di determ in ati stru m e n ti teorici: in q u esto m odo, essa viene a isolare la ric e rc a dal co n testo sociale concreto in cui q u esta si svol­ ge, n a s c o n d e n d o così il fatto che la ricerca n o n è ch e un m o m e n to di un p iù generale esercizio di p o tere. Q uesta o p era zio n e , che la m etodologia com pie, non è, ovviam ente, u n a o p era zio n e g ra tu ita e im m otivata, m a risponde a fu n ­ zio n i b en precise. In fa tti, isolare la ricerca dal co n testo sociale concreto in cui si colloca è n ecessario per poterla considerare un’atti­ vità neutrale ; se q u esta o p era zio n e di iso lam en to non av ­ venisse, se la m etodologia dovesse ren d ere conto, non solo d ella rice rc a com e attività teo rica, m a anche degli aspetti p ratici generali d ella ricerca, non sareb b e più possibile dire che la ricerca è u n ’attiv ità n eu tra le, - e ca d reb b e, di c o n ­ seg u en za, ogni c o p e rtu ra del rice rc ato re di fro n te all’og­ getto. L a p osizione d ella m etodologia trad izio n ale è d u n q u e la seguente: la rice rc a nasce neutrale, cioè n o n è d e te rm i­ n a ta , n ella sua origine, d all’in te n to di sodd isfare interessi di p a rte ; n o n solo, m a esiste tu tta u n a serie di prescrizioni (sui cu i to rn e re m o nella sezione II di q u esto capitolo) d ire tte a g ara n tire il m antenim ento di q u esta n e u tra lità a m an o ch e la ricerca si svolge.

L e tecniche di ricerca

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L a n o s tra p osizione è rad ic alm en te o p p o sta: ab b iam o p iù volte so sten u to che la logica d ella rice rc a n o n p u ò p resc in d ere, m a deve tirar dentro la pratica sociale gene­ rale in cui la ricerca si svolge. A b b iam o an c h e d e tto ch e la rice rc a n o n è che un m o m e n to di un p iù g en erale es e rc i­ zio di p o te re : esiste cioè, a m o n te e a valle della rice rc a, un p o te re d a cui essa è v incolata. O ra d o b b ia m o ch ied erci: il rice rc ato re , ch e n o n è lib ero (cioè, n o n è n eu tra le) n é a m o n te n é a valle dell’applicazio n e delle tecniche e degli altri stru m e n ti teorici, è alm eno libero durante? o, m essa in a ltri term ini, - le tecniche so n o effettivam ente n e u tra li? e, se n o n lo sono, “ p e r chi te n g o n o ” le tecniche? Il c h ia ri­ m en to di q u esto p u n to p assa a ttra v e rso un a serie di an alisi e d i d im ostrazioni. 5 0 . T ecnica e potere. C om e si entra in rapporto con l’o g ­ getto. Il p rim o p asso (n ecessario, m a n o n sufficiente) p e r m o stra re ch e le tecniche n o n so n o neutrali, è q u ello d i m e t­ tere in luce tu tti i legam i esistenti tra esercizio delle te c n i­ ch e e p o tere. Se osserviam o, in co n creto , com e fu n zio n a n o le tecn iche, n o tia m o due m o m en ti ben distinti di esercizio del p o te re : del p rim o ci o cc u p erem o in q u esto p a ra g ra fo ; del seco n d o , il p o te re tecnico p ro p ria m e n te d e tto , nei p a r a ­ grafi successivi. Q u al è il p rim o p o te re di cui il rice rc ato re è d o ta to ? È il p o te re di costringere uno o più individui a entrare e perm anere in una situazione passiva, com e q u ella d i es­ sere so tto p o sto a intervista, a tests, a osservazione. C o m e viene rico n o sciu to in u n rec en te te sto di m eto d o lo g ia, ch e av rem o a n c o ra occasione d i citare in q u esto ca p ito lo , “ far sì ch e u n a p e rso n a accetti di essere in te rv ista ta significa esercitare su di essa un q u alch e tip o di p o te re ” .17 V ed ia m o u n p o ’ m eglio di che p o te re si tratta. P rim a d i tu tto , vi è u n p o té re di tip o coercitivo: l ’in d i­ v id u o , cioè, accetta di v enire so tto p o sto alle te cn ic h e p e r ev itare u n a sanzione d iretta. S econdo G altung, l’im piego di q u esto tip o di p o te re p e r o tte n e re inform azioni d a ll’o g g etto è assai raro , e lim itato , in p ra tic a , all’in te rro g a to rio d i p r i­ gionieri. N oi p en siam o , invece, c h e q u esto tipo di p o te re a b b ia u n ’applicazio n e assai p iù v a s ta ; la san zio n e m in a c ­ c ia ta n o n sa rà , evidentem ente, l’im piego della fo rz a e d e l­

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la v io le n za fisica, m a q u alco sa di a ltre tta n to tangibile, a n ­ ch e se p iù o sc u ro nelle sue conseguenze. R ie n tra n o in q u e ­ sto a m b ito , seco n d o noi, tu tte le convocazioni di o p erai (p e r essere so tto p o sti a tests o colloqui) fatte d a i v ari C e n tri di p sic o lo g ia e di sociologia aziendali. L a sanzione im m e­ d ia ta , in q u esto caso, s a rà u n a di quelle p reviste p e r la m a n c a ta o sse rv a n za , d a p a rte del d ip en d en te, d i u n co m ­ p o rta m e n to prescritto . L a se c o n d a fo rm a in cui q u esto p o te re si esercita è assai p iù diffusa: il ric e rc a to re , p e r convincere il possibile og­ g etto , fa le v a su valori sociali ch e n o n h an n o c a ra tte re c o e r­ citiv o , m a che, in u n certo senso, “ obblig an o ” l’individuo: è il c a so delle ricerch e fatte p e r q u alch e ente pu b b lico (es.: ric e rc h e p e r il C o m u n e), o p e r istituzioni scientifiche, e co sì via. P o ssiam o p arla re , cioè, di potere norm ativo , in tu tti i casi in cui, facendo leva sui v alori anzidetti, si cer­ c a d i fare in m o d o che sia l’in terv istato stesso a “ v o le re” l’in te rv ista (o il test, ecc.). U n a fo rm a di p ressione di q u e­ sto tip o , assai u sa ta, è q u ella di far p rese n te all’interp ellato c h e tu tti i suoi vicini di casa, o colleghi, o com pag n i d i la v o ro , h a n n o a c ce tta to di so tto p o rsi alla ricerca. V i è, infine, la terza fo rm a di im piego di p o tere, q u ella rem unerativa: aH’in te rp ella to c h e ac ce tta di d iv e n tare og­ g e tto , si d à in ca m b io q u alco sa: sigarette, d e n a ro , o altro . P e r e sem p io , q u asi tu tte le ricerch e sui sm all groups (g ru p ­ p i ristre tti), assai diffuse nella sociologia am erican a, avven­ g o n o co n soggetti retrib u iti p e r la lo ro p artecipazion e. A l­ tr e tta n to fre q u en te l’im piego di u n p o te re rem u n erativ o nel­ le ric e rc h e antro p o lo g ich e. N o n solo, m a (sem pre secondo la m e to d o lo g ia tradizio n ale) l’intervista, o, p iù in generale, il ra p p o r to di in terazio n e tra rice rc ato re e oggetto, ch e h a lu o g o c o n la som m in istrazio n e delle tecniche, “ è essa stes­ s a u n a rem u n e ra zio n e, co n sen te n d o all’intervistato d i p a r ­ te c ip a re a q u a lc o sa di rela tiv a m en te em o zio n an te risp etto alla ro u tin e q u o tid ia n a del la v o ro di casa, a un lav o ro u m i­ le, a lla v ita di prigione, ec c.” (G altu n g , pag. 148). A v re m o fra p o co o ccasione di ved ere co m e agiscono, in c o n c re to , questi m eccanism i. Q ueste tre form e di eser­ cizio d i p o te re ,1H ripetiam o, n o n so n o a n c o ra p o te re tec­ n ic o , m a so n o invece un 'applicazione del più generale po­ tere sociale. D i fa tto , queste tre fo rm e di p o tere, di cu i ci

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si serve p er attiv a re u n a situazione di ricerca, so n o e s a tta ­ m en te le stesse di cui si vale il sistem a sociale g en erale ( = “ la so c ietà”) nei co n fro n ti dei suoi m em bri: fin d o v e è possibile, esso si serve, p e r controllajre il c o m p o rta m e n to degli individui, di valori sociali (la “ riuscita sociale” , il su c­ cesso, la fedeltà alle istituzioni, ecc.), o di gratificazioni (d e­ n aro , p o tere, c a rrie ra ); q u a n d o q u este form e, n o rm a tiv a e rem u n e ra tiv a , si rivelino insufficienti, o inefficaci, si fa rico rso alla coercizione e all’im piego della violenza. 5 1 . II potere tecnico. - A ) Scotom izzazione della realtà. Solo q u a n d o l’individuo (o il g ru p p o sociale) è d iv e n ta to , in un m o d o o n ell’altro , oggetto, com incia a ese rc ita rsi su d i esso il p o te re tecnico vero e p ro p rio . V o len d o c o m in ­ ciare a definirlo (m o lto g enericam ente), p o trem m o d ire ch e il p o te re tecnico è un insiem e di capacità di disposizione su in d iv id u i o g ru p p i, co n sid erati sia sotto l’asp etto fìsico sia so tto quello sociale, - p o te re che tro v a il suo c o n te n u to e la su a legittim azione nel possesso, d a p arte del ric e rc a to re (o dello scienziato, o del professio n ista), di un com plesso di conoscenze scientifiche. M a , invece di insistere in d efin i­ zioni a s tra tte , cerch ia m o di ved ere alcuni asp etti, tra i p iù rilevanti, di q u esto p otere. (A ) N ella realtà, gli individui e i gruppi si p re se n ta n o e ag iscono co m e entità com plesse, nelle quali le c a ra tte ris ti­ ch e fisiche sono stre tta m e n te interco n n esse co n c a r a tte r i­ stiche psicologiche (intellettive e em otive) e sociali. E b ­ bene, le tecniche p re n d o n o in co n siderazione solo u n a p a r ­ te, e una parte arbitraria, d i q u esto com plesso di c a r a tte ­ ristiche. N o ta bene: è del tu tto c o rre tto che la scienza n o n c o n ­ sideri tu tta q u a n ta l’esp erien za, m a solo delle p arti signifi­ cative d i essa; m a il p ro b le m a vero, allora, d iv e n ta il se­ g uente: com e vengono in d iv id u ate q u este p arti? Il criterio giusto sareb b e quello d i te n e r conto d ell’evoluzione d i q u e ­ sti individui e questi g ru p p i nell’am bito del sistem a, e iso ­ la re q u in d i, com e oggetto di analisi, quelle p a rti che d a n n o rag io n e di q u esta evoluzione. Il m o d o di stu d iare l ’o g g etto , cioè, d o v reb b e essere dettato dalla struttura stessa dell’og­

getto, e dalla logica del suo sviluppo. C o sa succede, invece, n ella p ra tic a delle scienze sociali?

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I n p ra tic a , la scelta delle p a rti d ell’oggetto d a so tto p o rre a in d ag in e, n o n risp e tta affatto questi criteri, m a altri criteri so ciali, c h e n o n solo sono estran ei all’oggetto, m a sono n eg ativ i p e r l’oggetto. Si tra tta , più p rec isam en te , d i cri­ te ri e d i p rin c ip i ch e co n sen to n o e leg ittim an o il fa tto che l ’o g g etto c o n tin u i a p erm a n ere in co ndizioni di su b o rd in a ­ zio n e sociale. U n esem p io è costituito dalle tecniche di analisi del la­ voro, la rg a m e n te u sa te n ell’in d u stria m o d e rn a . A ttrav e rso q u e ste te cn ic h e, si m ira a raz io n alizz are il lav o ro , cioè ad o tte n e re , c o n te m p o ra n e a m e n te , u n a m inim izzazione dello sfo rz o fisico e m e n tale d ell’o p era io , e un m assim o di p ro ­ d u ttiv ità . O gg etto di qu esta tecnica è l’uom o (e n o n l’uom o in a s tra tto , si b ad i bene, m a l ’u o m o -o p eraio ) al posto di

lavoro. M a c o m e viene inteso q u esto oggetto? Se o sserviam o un u o m o c h e la v o ra , se osserviam o noi stessi m e n tre la v o ria­ m o, ci re n d ia m o su b ito c o n to di u n a co sa, che cioè il la­ v o ro ric h ie d e n o n so ltan to u n im pegno in tellettu ale (a tte n ­ zio n e, m e m o ria , c a p a c ità tecniche, ecc.), m a anche un in ­ v estim e n to em o zio n ale e affettivo, e ch e il v alore sociale del la v o ro n o n co n siste solo nel p ro d o tto , m a nella realizza­ zio n e in te lle ttu a le e affettiva del la v o ra to re. E b b e n e , tu tta q u esta p a rte viene co m p letam e n te tagliata v ia d a lle te cn ic h e scientifiche di analisi del lavoro: si c o n ­ sid e ra l’in d iv id u o solo com e essere capace di certe presta­ zioni di tipo intellettuale (p er altro di basso livello), e si tra s c u ra co m p le ta m e n te la sfera affettiva (in senso lato ) d e ll’in d ividuo. Il fa tto ch e u n a p a rte così im p o rta n te d e ll’individuo la ­ v o ra to re v en g a tra sc u ra ta , n o n d ip en d e, ovviam ente, d a n e­ gligenza degli an a listi; e n o n d ip e n d e n em m en o dal fatto ch e tali te cn ic h e n o n siano a n c o ra ab b a sta n z a p erfezio n ate; anzi, a q u a n to si p u ò vedere, più p ro g re d isc o n o tali te cn i­ ch e, p iù si ap p ro fo n d isce la sep araz io n e tra la sfera delle c a p a c ità p u ra m e n te esecutive e q u ella di tu tte le altre c a p a ­ cità. In re a ltà , le tecniche di analisi del lav o ro o p era n o così p e rc h é q u esta è l’unica strada possibile p er a iu ta re a c o n s e rv a re l ’a ttu a le sistem a di ra p p o rti di p otere. P iù p rec isam en te : co n sid erare i la v o ra to ri com e sem plici esec u to ri, e p re d isp o rre lo ro un p o sto di lav o ro e u n a m a n ­

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sione co rrisp o n d e n ti a q u esta concezione, è d ire tto a d u e obbiettivi: p rim o , aum entare la produttività, cioè la q u a n ­ tità p ro d o tta d a ogni indiv id u o ; secondo, im pedire all'in­ dividuo di evolversi e crescere in te llettu alm en te a ttra v e rso e d u ra n te il lav o ro , - rallen ta n d o anche, in q u esto m o d o , la crescita di tu tta u n a classe. C iò significa an ch e, p e r converso, che le tecn ich e di a n a ­ lisi del lavoro (e lo stesso discorso vale anche p e r la so cio ­ logia e la psicologia del lavoro) n o n p o tra n n o realizzare u n a svolta se n o n nel senso di u n a ricom posizione del lo ro oggetto; e, cosa a n c o r p iù im p o rta n te, che q u esta svolta n o n p o trà verificarsi, se n o n p re n d e n d o in esam e i ra p p o rti ch e in te rco rro n o fra tecnici e ricercato ri, d a u n a p a rte , e co m m itten te, d a ll’altra. 5 2 . B) B loccaggio della situazione. U n se co n d o asp etto di q u esto p otere tecnico consiste in ciò, che si im pedisce al­

la situazione di crescere, o la si costringe a uno sviluppo controllato. C o m e esem pio di questo secondo caso , a b b ia ­ m o le diverse tecniche p sichiatriche, in cui un solo tip o di sviluppo è co n sen tito d al te ra p e u ta al p az ie n te - quello p re ­ visto d alla “ sc u o la” p sich iatrica in cui il te ra p e u ta si co l­ loca. M a vi sono altri casi a n c o r p iù rozzi, e più significativi. P e r esem pio, l’in te rv ista to re , com e m eglio ved rem o in se­ g u ito, non deve d a re inform azioni al suo in te rv ista to , e se q u esti gliene chiede esplicitam ente, deve elu d ere a ogni co sto q u esta richiesta. A n co ra: colui che e n tra in u n a d e ­ term in ata situazione con co m p iti di o sserv ato re, n o n d eve asso lu tam en te m odificare la situazione nella q u ale è inse­ rito ; ab b iam o già p arla to , all’inizio del ca p ito lo I, d i un esem pio di q u esta tecnica. Q u al è la giustificazione form ale di q uesto m o d o di p r o ­ cedere? C he, per conoscere e misurare una situazione, è essenziale non modificarla. C om e conseguenza, il ric e rc a ­ to re trad izionale è co n d a n n ato all’im p o ten za; n o n solo, m a, nei casi in cui la situazione è p e r su a n a tu ra m o lto d in a ­ m ica, in cui l’oggetto ten d e a crescere sotto gli occhi d el ricercato re, questi, per “conoscerlo”,, deve tenerlo ferm o. 5 3 . C) A sim m etria.

U n te rz o asp etto è co stitu ito d a ciò:

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affinché le tecn ich e delle scienze sociali p o ssa n o funzionare ad e g u a ta m e n te , è necessario, n o n solo ch e il rice rc ato re co n o sca le tecn ich e, m a anche che l’oggetto non le conosca. C o sì, n ella tecn ica trad izio n ale d ell’intervista, si prescrive a ll’in te rv ista to re di n o n fa r ved ere il q u estio n a rio all’interv istato , e d i n o n spiegargliene i veri scopi; all’o sserv ato re p a rte c ip a n te si chiede di inserirsi nella situazione in q u a ­ lu n q u e m o d o che co n sen ta di ten ere nascosti gli scopi veri d i q u esto in se rim en to ; a coloro che affro n tan o u na terap ia p sic an a litica , si richiede di n o n leggere o p e re di p sic an a­ lisi, - e così via. L e tecniche tradizionali, insom m a, fu n ­ zionano solo in una situazione di asim m etria di conoscenze (e q u in d i di p o te re ) tra rice rc ato re e oggetto, m e n tre ver­ re b b e ro m e n o in u n a situazione di eguaglianza. Q u e s ta situ azio n e di asim m etria, di diseguaglianza, co n ­ tin u a a o p e ra re an c h e dopo l ’im piego delle tecniche. S copo d elle tecn ich e, in fatti, è la rac co lta di d a ti e di inform azioni in v ista di u n a successiva elaborazione, e di u n a sintesi. E b b e n e , p ro p rio p e r il m o d o in cui le tecn ich e op eran o , l ’o g g etto non può partecipare all’elab o razio n e e alla sintesi di q u esti d a ti ch e p u re lo rig u ard an o . 5 4 . D ) Im posizion e di un “tipo id eale”. Infine (ed è q u es to fo rse l’a s p e tto p iù im p o rta n te del m o d o in cui il p o ­ te re te cn ic o o p e ra nelle scienze sociali), le tecniche d i ri­ ce rca, p e r fu n zio n a re ad eg u atam en te, abbisognano di un tip o ideale di oggetto e di società, - e se (com e p er lo p iù avviene) gli individui n o n co rrisp o n d o n o a q u esti requisiti, d a un la to si c e rc a di costringere gli individui e n tro questi schem i, d a ll’a ltro si ten d e a negare, a so p p rim ere, la p arte d e ll’in d iv id u o che n o n vi si colloca esattam en te. P e r cogliere m eglio q u esta funzione di “ le tto di P ro c u s te ” , ch e viene svolta dalle tecniche nei co n fro n ti dell’og­ g etto , v ed iam o in cosa consiste q uesto oggetto ideale della rice rc a e, p rim a di tu tto , qual è la “ te rr a p ro m e ssa ” del ric e rc a to re professionale. T o rn ia m o a citare G altung: “ ...il m e to d o d e lle in c h ie s te di o p in io n e fa v o ris c e u n a s o c ie tà co n u n basso tasso d i m u ta m e n to e scarso conflitto interno, u n a so c ie tà a lta m e n te in d iv id u a lis tic a , a u to - d ire tta e m o b ile , e c o n u n g ra d o e le v a to d i c o r ris p o n d e n z a t r a p e n s ie ro , p a ro le e a tti. P e rsin o a ll’in ­ te r n o d i u n a sim ile s o c ie tà il m e to d o d e lle in c h ie s te è p iù a p p lic a ­

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b ile v e rso il b a s so c h e v e rso l’a lto , e p e r q u e s ta ra g io n e è a p p li­ c a b ile c o m e s tr u m e n to d i c o n tr o llo m e g lio dei ‘c a n i p ic c o li’ c h e d ei ‘c a n i g ro s s i’. ” in

Q u a n to al tip o di oggetto ideale, ci viene d e tto ch e “ ...è ben socializzato e disciplinato, a b itu a to a g li e s a m i, a a s c o l­ ta re , a risp o n d e re o n e s ta m e n te e c h ia r a m e n te . H a u n m in im o di istru z io n e fo rm a le , su fficiente a c o m p ila re u n q u e s tio n a rio tip o . Q u a n to a s ta tu s so c iale, è inferiore a llo scienziato sociale m edio... R iesce a c o llo c a rs i b en e, se n z a tr o p p i p ro b le m i, n elle risp o ste p r e ­ c o d ific a te . In fin e, e s p rim e u n c e r to p ia c e re p e r e sse re s ta to f a v o r ito c o n l’in c lu sio n e in q u e s to im p o rta n te s tu d io : è g r a to , n o n e c c e ss i­ v a m e n te c r itic o ” .

R iflettendo su q u e st’u ltim o passo, a p p a re c h iaram e n te la p ro fo n d ità della crisi in cui la ricerca è p re c ip ita ta in se­ guito alla “ rivolta d ell’o g g etto ” , in seguito, cioè, all’acu tizzarsi del conflitto e del m u ta m e n to sociale nella società. D i fro n te all’inadeguatezza d e ll’oggetto a inserirsi e s a tta ­ m en te nei suoi m odelli ideali, la ricerca sociale n o n ha p erc o rso finora che u n a strad a: fa r violenza all’oggetto (e, q u indi, alla re a ltà che questi rap p rese n ta), co strin g en d o lo “ a fo rz a” in questi schem i, e n o n co n sid eran d o , n el c o n ­ tem p o , (e cioè, n egando) le caratte ristic h e d ell’oggetto ch e n o n rien tra n o in q u esto m odello. L ’a ltra stra d a - finora n o n p e rc o rsa - consiste a p p u n to nel rifo rm u lare co m p letam en te il ra p p o rto tra il ric e rc a to re e il su o oggetto. 5 5 . Potere tecn ico e violenza. In co sa con siste, d u n q u e, q u esto p o te re tecnico che si esercita sulla situazione, e sulla p erso n a d ell’oggetto? C on siste nella faco ltà di sco to m izzare p a rti im p o rta n ti della sfera com plessiva dell’oggetto, risp e t­ ta n d o n o n la logica dell’oggetto, bensì quella del p o te re ; faco ltà ch e p u ò esercitarsi solo a condizione di te n ere l’in ­ d ividuo im m obile, so ttra tto a ogni sviluppo e a ogni p o ssi­ b ilità di co n tro llo e utilizzazione d ella ricerca. Q uel tip o ideale di società e oggetto so p ra descritti, r a p ­ p rese n tan o u n a condizione essenziale p er il rég o la re ese r­ cizio di q u esto p o te re , - e cioè, in ogni caso di d isc re p a n ­ za d ell’oggetto d al m odello, si so tto p o n e l ’oggetto a u n a v iolenza p iù o m eno esplicita perché stia a quel livello, p e r ­

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c h é n o n stia, cioè, n é tro p p o “ al di so tto ” né, so p ra ttu tto , al d i s o p ra dello stim olo che gli viene p resen tato . Q u a n d o si p a rla di p o te re tecnico, e di violenza n ell’escrcizio d i q u esto p o te re , cioè di u n a sanzione, n o n si deve d im e n tic a re che si tra tta se m p re di p o te re e di sanzio n e propri della situazione di ricerca : n o n m ateriali, qu in d i, b en sì, a p p u n to , tecnici. Il p o te re tecnico, infatti, n o n h a un c a ra tte re glo b ale com e il P o te re sociale generale, m a è u n a form a specializzata di q uesto, e se, in q u an to p o te re , è d o ­ ta to d i sanzioni, si tra tta di u n a sanzione del tu tto p a r ti­ co lare. I n co sa consiste? Q u a n d o u n oggetto è tro p p o al di sotto degli sta n d a rd s di u n a rice rc a (p e r esem pio: n o n co m p re n d e le d o m a n d e, si c h iu d e n el m utism o , n o n raggiunge un g rad o di verbalizz a z io n e sufficiente a fo rm u lare le risposte), o q u a n d o è al d i sopra di q u esti sta n d a rd s (cioè, q u a n d o il suo q u a d ro di rife rim e n to è co sì ricco ch e n o n solo eccede quello d ella ric e rc a , m a n o n p u ò n e p p u re accettarlo), il rice rc ato re non 10 prende in considerazione , lo esclude cioè d alla ricerca. C itia m o alcu n i esem pi, tra tti d a re a ltà che co nosciam o d i­ re tta m e n te . I l c a so d el d eg e n te in o sp ed ale p sich iatrico , ch e sta “ ri­ tr o v a n d o se ste sso ” a ttra v e rso u n rifiuto a in teg rarsi nelle s tru ttu re o sp e d aliere e u na serie di co m p o rtam e n ti di co n ­ te sta zio n e . Q u esto paziente, m agari, si rifiuta al colloquio c o l m e d ico , all’interv ista col ricercato re. È la testim onianza d i u n o sviluppo, d i una parte della realtà, che la ricerca tra d iz io n a le , co n d o tta a ttra v e rso interv iste e questio n ari, n o n p u ò n e a n c h e sognarsi di cogliere. R isu ltato : q u esto d e ­ g en te re sta esclu so d al cam pione. I l c a s o d ell’o p e ra io cosciente e au to -fo rm ato si, che vie­ n e a tro v a rsi coinvolto in u n a delle ta n te ricerch e sul m o ­ ra le degli o p era i. Q ueste rice rc h e si svolgono attrav erso u n a se rie d i d o m a n d e , ch e p resu p p o n g o n o nell’in terv istato un c e rto g ra d o m e d io di info rm azio n e, e n o n di p iù ; e che p re su p p o n g o n o , so p ra ttu tto , ch e la società ven g a vista d all ’in te rv ista to , n o n in term ini di conflitto di classi, ben sì di c o lla b o ra z io n e di classe. L ’in terv istato , allo ra, p ro p rio p er 11 g ra d o d i coscienza e di c u ltu ra acquisito, non può d a r risp o sta a q u este d o m a n d e se n o n d im e n tic an d o o m e tten d o tra p a re n te si le p ro p rie “ sc o p e rte ” sulla società.

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P e r e n tra m b i i casi, allora, l’altern ativ a che si p rese n ta di fro n te all’oggetto è q u esta: o accettare di rispondere, e q u indi in te rro m p e re - a ca u sa della ricerca - il p ro ce sso di evoluzione e di crescita p erso n ale (e quindi, a c c e tta re u n ’im m ag inc-di-sé strav o lta), - o rifiutare, e allo ra essere esclusi d a quella p ossibilità di te stim o n iare che la ricerca, te o ricam en te , consente. Si tra tta , in e n tra m b i i casi, di u n a violenza, violenza fatta (prim a an c o ra che all’oggetto) alla realtà cui q u esto oggetto ap p a rtien e . 5 6 . II potere tecn ico è neutrale? A vere m o stra to (com e si è fatto nelle pag in e p reced en ti) che il rice rc ato re h a un p o te re , non è an c o ra sufficiente p e r conclu d ere che il ric e r­ c a to re n o n è neu trale. P er co m p letare q u esta d im o strazio n e, o cc o rre far vedere ch e q u esto p o te re n o n è neu trale. Si è già d etto che tale p o te re possiede ce rte c a ra tte ri­ stich e di esercizio, di co n ten u to , di sanzione, che so n o sp e ­ cifiche a q u esto p o tere, che gli sono proprie: p u ò v en ire e sercitato solo in d e te rm in a te form e, rig u a rd a solo certi contenuti, e p revede solo alcu n e “ sanzioni ” b en d e te rm i­ n a te . Il p o te re tecnico, insom m a, è u n potere limitato. C h iariam o m eglio q u esta lim itatezza: essa n o n d eriv a ta n to d al fatto ch e il p o te re tecnico è un p o te re di p ic­ co le d im ensioni, bensì d al fatto ch e è u n p o te re specia­ lizzato. Il co n tra rio di “ p o te re lim ita to ” , cioè, n o n è “ p o ­ te re g ra n d e ” , bensì “p o te re g en e rale” . 11 p o te re te cn ic o è, a p p u n to , specializzato, e in q u a n to tale n o n è autosuffi­ ciente, rim a n d a cioè a un p o te re p iù g enerale che lo fo n ­ d a. Q u esto p o te re fo n d an te è il potere del com m ittente, sia del co m m itten te specifico (la d irez io n e d ell’osp ed ale, la d i­ rezio n e d ell’azienda, ecc.), sia del co m m itten te in sen so g en erale, cioè la classe sociale do m in an te. P e r co nclu d ere: p erc h é le tecn ich e n o n sono n eu tra li? N o n (solo) perch é il ric e rc a to re è d o ta to di un p o te re , m a p e rc h é questo potere non potrebbe sussistere senza l ’av allo e il sostegno del p o te re m a teria le e sociale esercitato d alla classe d o m in a n te . Solo u n p o te re autosufficiente p o tre b b e (in te o ria) esser n eu tra le, e, s o p ra ttu tto , p o tre b b e essere “ lib e ro ” : u n p o te re specializzato, no. A fferm are che q u e ­ sta n e u tra lità risp etto alle div erse forze sociali esiste, o

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ch e è possibile, significa co m p iere u n e rro re di analisi d ella società. I n u n a società altam en te d ifferenziata e in teg rata com e la n o stra , in fatti, nessuna attività o p rassi sociale (e q u indi n e m m e n o la ricerca) può essere neutrale: i conflitti sociali e, p rin cip alm e n te , la lotta di classe, collo can o ogni attiv ità so ciale d a u n a p a rte o d a ll’altra, an c h e se gli individui p ro ­ ta g o n isti d i q u este attività n o n ne sono coscienti. S a rà ch iaro , p e r finire, che essere o m eno neu trali non è un fa tto psicologico, di b u o n a v o lo n tà, alla p o rta ta d el­ l’in d iv id u o ; è invece u n a condizione strutturale, oggettiva, le g ata al ru o lo e in dipendente dalle disposizioni soggettive degli individui che o cc upano q uesto ruolo. A lla p o rta ta del­ l’in d iv id u o so n o l ’o n està e la c o rre tte z z a nel lavoro, n o n la n e u tra lità . L o stesso avviene nel ca m p o d ell’am m in istrazio n e d ella g iustizia: d ip e n d e dal giudice essere o n esto o co rro tto , m a n e ssu n giudice p u ò essere n e u tra le , anche se si trin cera d ie tro il C odice. In u na co n tro v e rsia tra o p era io e m o n o ­ p o lio , ad esem pio, trin cerarsi d ie tro al C odice n o n significa n u lla , p e rc h é il C odice è stato sc ritto dal m onopolio , e p er i su o i interessi.

Sezione II LE T E C N IC H E P R IN C IP A L I 5 7 . Prem essa. E ra n ecessario discu tere a lungo il p ro ­ b le m a d ella n eu tra lità , p erc h é tu tta la p ro c e d u ra di ricer­ ca tra d iz io n a le è im p o stata su q u esto prin cip io e sulle sue ap p licazio n i: tu tte le prescrizioni e le cau tele, che i m a ­ n u ali trad izio n a li im pongono al rice rc ato re , sono in co m ­ p ren sib ili se n o n vengono in q u a d ra te in q u esto principio. L a m eto d o lo g ia tradizionale, in so m m a, si p reo ccu p a so p ra t­ tu tto di evitare che il ricercatore m odifichi la situazione og­ g etto di ricerca. Q u e sta p ro sp ettiv a vale a spiegare la ca ratte ristic a fo n ­ d a m e n ta le delle tecniche nel lo ro com plesso: le tecniche so n o o rg an iz za te e stru ttu ra te in funzione di un prelievo, d i u n ’o p e ra z io n e p u ram e n te con o scitiv a ch e n o n deve es­

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sere in fluenzata d a fatto ri di “ d istu rb o ” . Q u esto d istu rb o d e riv a d al fatto che, n ell’esercizio delle tecniche, il ric e r­ c a to re viene a c o n ta tto con perso n e, con valori e interessi co n creti, con bisogni. L a m etodologia trad izio n a le g u ard a con sfav o re a qu esti co n tatti, li co n sid era u n a specie di male necessario, e im ­ p o n e al rice rc ato re u n codice di c o m p o rta m e n to che gli rico rd i che questi co n tatti sociali se rvono solo a p ro c u ra r­ si in fo rm azioni: si e n tra in u n a situazione, cioè, n o n p er am o re della situazione, m a u n icam en te in vista delle in ­ form azioni che s a rà possibile ricavarne. Q u esto p u n to n o n v a frainteso. N on è che al rice rc ato re si ch ied a di essere fred d o , insensibile, di ev itare i co n tatti u m an i, e di to rn a re al più p resto possibile nel suo studio. T u tt’altro . Il rice rc ato re , anzi, deve essere sereno, am ic h e ­ vole, ap e rto , disponibile, co m prensivo, ecc., - nella m isura in cui q u esto c o m p o rta m e n to serve ad assicu ra re la co lla­ b o razio n e d ell’oggetto. M a , oltre a q uesto g rad o di c o in ­ volgim ento (p u ra m en te epiderm ico), il ricercato re n o n deve an d a re. P e r la m etodologia trad izio n ale, insom m a, il r a p ­ p o rto ideale tra rice rc ato re e oggetto è quello di u na g ar­ b a ta e am ichevole co nversazione tra com pagni di viaggio occasionali. V ed rem o com e o p era , caso p er caso, q u esto “ g alateo da sc o m p artim en to ” , e, so p ra ttu tto , com e svolge la su a vera funzione, che è q u ella di mascherare il fatto fondam entale del potere nella ricerca, e cioè, del p o te re tecnico del ric e r­ ca to re, e, so p ra ttu tto , del p o te re sociale p e r c o n to del q u ale il ricercato re agisce. C i o ccu p erem o , in m o d o diffuso, so ltan to di d u e te cn i­ che, l’osservazione p a rte c ip a n te e l’interv ista (e, nel q u a ­ d ro di q u esta, del colloquio di g ru p p o ), o ltre ch é dello s tru ­ m e n to del questio n ario . 5 8 . L ’osservazione partecipante. L ’osservazione p a rte c i­ p an te è u na fo rm a p artico la re di osservazione d ella rea ltà sociale, che p revede l’inserim ento del rice rc ato re nel g ru p ­ p o e n ella situazione sociale che so n o oggetto di ric e r­ ca. A d ifferenza di altre fo rm e di osservazione (ad es.: q u ella ch e avviene d ie tro vetri specchianti, in cui l’ogg etto n o n si re n d e n e p p u re co n to della p resen za di u n osser-

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valore)* l’o sserv azio n e p arte cip a n te n o n si svolge in la b o ­ r a to ri, bensì nella vita reale, m a le differenze term in an o q u i: in fa tti, l’o sse rv a to re p arte cip a n te si inserisce in un g ru p p o o in u n a situazione, non in veste di osservatore, m a in fo rm a m im etizzata. C osì, in u n diffuso m an u ale di m etodologia, viene co n ­ sigliato di n o n riv elare di essere un rice rc ato re : p er m e­ glio m im etizzarsi, il rice rc ato re d ovrà, o svolgere la stessa a ttiv ità che svolgono gli altri m em bri del g ru p p o , o “c e r­ ca re q u alch e a ltro ruolo che lo re n d a ac ce tta b ile nel g ru p ­ p o , e che gli p e rm e tta di n o n ren d e re n o to il suo v ero sc o p o ” . P erch é ? “ p e r n o n d istu rb a re i m odelli di co m p o r­ ta m e n to u su a li” .-0 È v ero che la p resen za di un rice rc ato re p ro d u ce un d istu rb o , m a o c c o rre anche chiedersi: q u esto d istu rb o è d e te rm in a to d alla sem plice p resen za di un estra n eo , o dal fatto che q u esto estra n eo è fornito di p o terei P er rifarci all’esp erien z a ch e co nosciam o m eglio: un g ru p p o di o p e­ rai sul luogo di lavoro, non ap p en a e n tra in scena il ricer­ c a to re , zittisco n o e “ si gelan o ” . L a m etodologia trad izio ­ n ale d e ll’o sserv azio n e p arte cip a n te suggerisce di travestirsi d a o p e ra io ; ci se m b ra invece preferibile ce rc a re di cap ire, p iù a fondo di q u a n to n o n facciano i m etodologi, perché q u esti o p e ra i zittiscono. Il ric e rc a to re n o n deve m im etizzarsi, anzi, deve dichia­ rare esplicitam ente di essere un ricercato re. L a cosa può riu scire spesso im b arazzan te, m a il rice rc ato re deve ana­ lizzare q u esto im b arazzo , e cap ire cosa v era m en te signifi­ ca: significa che l’oggetto gli o p p o n e resistenza, non tan to a lui co m e p erso n a , q u an to a lui com e fo rn ito di p o tere. C e rc a re di cam uffarsi p er elu d ere questo im b arazzo signifi­ ca allo ra, in re a ltà , cercar di nascondere o di tirar via il potere che o p e ra nella ricerca, operazio n e che riesce solo a strav o lg ere o fa r fallire la ricerca. L a p rim a p rescrizio n e della m etodologia trad izio n a le in te m a di o sserv azio n e p arte cip a n te ( = n o n riv elare la p ro ­ p ria id e n tità di rice rc ato re ) va quindi rovesciata: occorre

gestire con chiarezza il proprio ruolo. L a se co n d a p rescrizio n e ufficiale è strettam en te legata a lla p rim a: o c c o rre che il rice rc ato re non si lasci eccessi­ vam ente coinvolgere nella situazione cui p a rte c ip a , prim o ,

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p e r n o n d im e n tic are che il suo c o m p ito è di cono scere, e non a ltro ; secondo, e p iù im p o rta n te, p er n o n m odifi­ ca re la situazione di osservazione. Si chiede cioè al rice r­ ca to re di svolgere un p o ’ di attiv ità sociale, m a solo quel ta n to che b asta p e r co p rire le sue rea li intenzioni. A n ch e q u esta posizione della m etodologia trad izio n a le è d a ro vesciare co m p letam en te. In p rim o luogo, il ric e r­ ca to re deve p a rte cip a re in p rim a p e rso n a alle a ttiv ità ch e si svolgono nella situazione in esam e, non p e r n asco n d ersi m eglio, m a per rendersi conto direttam ente delle basi m a ­ teriali e dello svolgim ento reale di tale situazione. S olo la co n o scenza d iretta di un pro cesso sociale p e rm e tte d i p a r ­ la re con co m p ete n za di q u esto processo. È p erc iò indispensabile che il rice rc ato re , p e r c o m p re n ­ dere b en e la situazione che studia, si im m erga il p iù p o s­ sibile in tale situazione, viva in p rim a p erso n a i pro b lem i del g ru p p o sociale oggetto di stu d io , si lasci, inso m m a, p ro fo n d a m en te coinvolgere. R acco g liere dati e in fo rm a z io ­ ni è un o b b iettiv o che resta ferm o an c h e in q u esto caso , m a l’attiv ità sociale che il rice rc ato re svolge è o rie n ta ta v erso gli interessi reali del g ruppo, non già v erso q u ell’o bbiettivo. P er concludere. N ella ricerca trad izio n a le, il m e to d o d e l­ l’o sserv azio n e p a rte c ip a n te è relativ am en te p o co u sato . N e l­ le ricerch e del tipo qui illustrato, viceversa, q u esta tecn ica è di g ran lunga la più freq u en te. V o len d o un p o ’ sin tetiz­ za re la n o stra posizione, p o trem m o citare, co m e m o d ello negativo, la posizione di u n n o to sociologo: “ Il p e ric o lo di q u e s ta o sse rv a z io n e p a r te c ip a n te s ta n el f a t t o c h e l’o s s e rv a to re p u ò c o n la s u a p a rte c ip a z io n e m u ta r e l’o g g e tto d e lla ric e rc a (p e r e s e m p io , fo rm a n d o n u o v i g ru p p i in fo rm a li); il v a n ta g ­ g io p u ò e sse re n e lla re g is tra z io n e d e l ‘c lim a ’ c h e l’o ss e rv a z io n e p a r te c ip a n te r ip o r ta ” . - 1

C ap o v o lg en d o D ah ren d o rf, d irem m o: del clim a del g ru p ­ p o ci im p o rta p oco; qu el che ci in teressa co n o sce re sono le basi m ateriali di vita del g ru p p o , le sue co ndizio n i o g ­ gettive di esistenza, e i suoi bisogni reali. P e r q u a n to ri­ g u ard a il “ p eric o lo ” di m odificare la situazione, è p ro p rio q u esto il n o stro o b b iettiv o ; diciam o anzi che, se, al te r­ m ine d ella n o stra p artecip azio n e, la situ azio n e fosse rim a ­

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sta in a lte ra ta , q u esto p o tre b b e essere u n sin to m o del fatto c h e la rice rc a è m a le im p o stata, n o n h a ind iv id u ato i veri p erso n ag g i, o il vero p ro b le m a della situazione. O c c o rre d u n q u e c e rcar di m odificare la situazion e di ric e rc a , m a è p ro p rio nel co rso di q uesto te n tativ o che so rg o n o delle difficoltà e d ei pericoli: com e m odificare, e in che direzione ? T ra tta n d o si di un p ro b le m a co m u n e a tu tte le te cn ic h e d ella rice rc a così intesa, ce n e o ccu p e­ re m o al te rm in e di q u esto cap ito lo (sezione III). L ’intervista (§ § 5 9 -6 1 ). L ’in te rv ista è, di g ra n lu n g a, la tecnica di ricerca più u sa ­ ta , sia in situazioni di osservazione p arte cip a n te , sia in situ az io n e di p a rte cip a zio n e p iù rid o tta . L ’intervista p u ò essere lib e ra o su q u estio n a rio , e il questio n ario p u ò essere a p e rto o rigido, m a la situazione sociale che si in stau ra co n l’in te rv ista è u n a sola. V ed iam o n e i p u n ti principali. 5 9 . C om portam ento dell’intervisiatore. S econdo i m a n u a ­ li tra d iz io n a li, l ’in te rv ista to re deve essere di m ente ap e rta, cu rio so , rice ttiv o ; n o n deve m ai im pegnarsi in u n senso o n ell’a ltro , e deve elu d ere ogni co n tro -d o m a n d a d ell’interv istato con frasi del tipo: sono qui p e r im p a rare, la situ a­ z io n e è m o lto com plessa, ecc. P e r b en p red isp o rre l’in te r­ v istato , d eve fare d ei com plim enti alla città o al q u artiere in cu i q u esti vive, evitando, si capisce, di m en tire tro p p o p alese m en te. N on deve la sciar vedere il q u estio n ario , al­ m e n o fino a che l ’interv ista n o n sia te rm in ata , e n o n deve la sc ia rn e co p ia all’intervistato. A n c o ra : d e v e usare c o n cau tela la p aro la “co n flitto ” . D ev e d isp o rsi in m o d o ch e l’in te rv ista to n o n veda q u el ch e va scriv en d o (a tal fine è utile, assicu ran o i m an u ali, u n a lle n a m e n to allo specchio), m a deve scrivere tu tto , a n ­ ch e q u a n d o l ’intervistato m ente o dice stupidaggini, a ltri­ m e n ti q u esti “ci rim a n e m a le ” , e il clim a d ell’interv ista si d e te rio ra . U n a volta te rm in a ta l’intervista, e q u an d o si è sicu ri di n o n esser p iù visti, l’in terv istato re deve ri­ verificare il tu tto , e aggiungere i suoi com m enti perso n ali alle d iv e rse risposte.-L ’in te rv ista , insom m a, è o rg an izzata com e un p u ro e sem p lice p reliev o di inform azioni, e tu tta la “ te cn ic a” d el­

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l’in terv ista non ha altro sc o p o che rendere “indolore ” e cioè, non av v ertito d a ll’in terv istato , q u esto prelievo. A n ­ ch e p er l ’intervista, insom m a, com e già p er l ’o sserv azio n e p a rte c ip a n te , la m etodologia trad izio n a le costru isce il r a p ­ p o rto in terv istato re-o g g etto nel vuoto, com e se la so cietà n o n esistesse: tale ra p p o rto v a invece rico stru ito all’in te r­ n o dei rap p o rti di p o te re che effettivam ente esistono, e che si vuole co n trib u ire a m odificare. Le soluzioni d a a d o tta re , p e r i v ari p ro b lem i che l ’in ­ terv ista p rese n ta, so n o allo ra l’o p p o sto di quelle in d ic ate d alla m etodologia trad izio n ale. E cc o le principali. - T u tto il p iano di in te rv ista (cioè, la serie di tem i che il rice rc ato re si p ro p o n e di tra tta re ), o il q u estio n a rio , deve essere illustrato prim a d e ll’intervista all’in terv istato , non solo p e r fargli vedere “ co m e fu n z io n a ” , m a p er c h ia ­ rire bene quel che si intende raggiungere con l’im piego di q u esta tecnica. M eglio a n c o ra se u na copia del q u e s tio n a ­ rio o dello schem a di in terv ista viene m essa a d isposizio n e d ell’intervistato. 11 ricercato re non deve accettare nessuna risposta senza discuterla, non solo p e r essere ce rto di avere b en ca p ito

-

la risp o sta, o che l’in te rv ista to abbia co m p re so la d o ­ m a n d a, m a anche p e r verificare l’ad e ren za della risp o sta alla realtà. - Il ricercato re, p erciò, n o n deve n ascondere, m a anzi far emergere le proprie opinioni, la p ro p ria v alutazione d ella re a ltà , e ciò che si p ro p o n e di fare. - T u tto ciò che si scrive d ev e essere sotto gli occhi d ell’in terv istato . Q uel che si scrive deve anzi ra p p re se n ta re la sintesi della discussione tra in terv istato re e in te rv ista to . - U n a copia del q u estio n a rio (o p ian o di in terv ista) va la sciata all’intervistato. 6 0 . O bbiettivi dell’intervista. D al p a ra g ra fo che p rec ed e si p o tre b b e ricav are, tra l’altro , la seguente co n clu sio n e, ch e u n a ricerca che si p ro p o n g a di trasfo rm are la re a ltà deve accingersi a q uesto la v o ro di trasfo rm az io n e fin dal­ l’inizio: u n a ricerca che si svolga secondo gli schem i e le tecn iche trad izio n ali, in fatti, n o n p o trà essere c o n v e r­

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tita , a lla fine, in u n a ricerca-che-m odifica. P e r q u a n to co n ­ c e rn e l ’in te rv ista , ciò significa che essa d ev e p ro p o rsi com e o b b ie ttiv o , n o n solo u n a co n o scen za, m a anche u n a tra ­ sfo rm a z io n e d ella realtà. P iù an a litica m en te, gli obb iettiv i d e ll’in te rv ista sono questi: - conoscere : il rice rc ato re deve im p a ra re d a ll’interv istato (sia d ire tta m e n te , dalle sue risp o ste, sia indirettam en te, d a ll’o sse rv a zio n e della sua vita) gli elem enti oggettivi del p ro b le m a su cui si fa ricerca, e deve a c cu ratam e n te rico­ struire la coscienza che l’in terv istato ne h a; - trasform are : se l’o b b iettivo di con o scere p rescriv e che il ric e rc a to re si lasci fo rm a re d a ll’oggetto, l ’o b b iettiv o di tra s fo rm a re im p o n e al rice rc ato re di contribuire a formare l’oggetto. D i q u i u n a serie di p rescrizioni p er l’interv ista­ to re , c h e v a n n o ad aggiungersi a quelle indicate al p a ra ­ g rafo p rec ed en te. - Fornire all’oggetto elem enti n u o vi: d argli cioè ogni in fo rm a z io n e ch e l’oggetto a n c o ra n o n possiede, e che p o ssa essere rile v an te p e r il p ro b le m a in esam e. - N el caso in cui l’in terv istato non h a b en coscienza d e lla situ az io n e reale in cui si tro v a, l’in te rv ista to re d e ­ v e in d icarg li q u este discrepanze , e aiu tarlo , p e r q u an to p o ssib ile, a p re n d e rn e coscienza. - A q u esto fine, l’in te rv ista to re deve servirsi an c h e di q u a n to h a im p a rato d a p rec ed en ti interviste, o p e ra n d o e v e n tu a lm e n te dei collegamenti tra i diversi intervistati. - D isc u te re con l’in terv istato quel che è possibile fare p e r a v v ia re a m odifica la situ azio n e consid erata. L ’in ­ te rv ista n o n p u ò co n sid erarsi co n clu sa se n o n si è af­ fro n ta to il p ro b le m a del “ ch e fa re ? ” . C o n d o tta in q u esto m odo, l’in te rv ista è u n ’attiv ità so­ ciale b en d iv e rsa d a lla g a rb a ta conversazio n e illu strata d al­ la m eto d o lo g ia tradizionale. Il rice rc ato re n o n deve essere ric o rd a to solo com e un sim patico gentiluom o, e l’interv ista c o m e u n ’o ccasio n e di p u ra espressività: l’in te rv ista deve sig n ificare q u a lc o sa di più profondo (an ch e se, spesso, en ­ tro lim iti relativi) p e r la vita d e ll’individuo, non solo la su a v ita superficiale, m a p e r q u ella sociale, professio n ale,

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p er la sua vita-vita, insom m a. L ’intervista riesce quando suscita disturbo : se l’im m agine ch e il rice rc ato re lascia d ie tro di sé è quella di un g a rb a to occasio n ale co m p ag n o di viaggio, com e se m b ra essere l’ideale di m olti m a n u ali, l’in terv ista p u ò c o n sid erarsi fallila. 6 1 . C osa si dà in cam bio? U n a v o lta stru ttu ra to il r a p ­ p o rto in questi term in i, m olti problem i ch e s’in c o n tra n o n ell'in terv ista trad izio n a le qui non si presentano , o a ssu ­ m o n o un significato co m p letam e n te diverso. II più rile­ v an te è quello d ella resistenza d e ll’oggetto a e n tra re e p e rm a n e re nella situ azio n e di intervista: co m e incen tiv arlo ? P u ò essere d iv e rten te e istru ttiv o ric o rd a re qui alcu n i “ in cen tiv i” consigliati d all’em inente a n tro p o lo g o C. K lu ck h o h n ; il ra p p o rto è, in q u esto caso, tra etn o lo g o e in d i­ geno, m a la trasp o sizio n e alla n o stra cu ltu ra è agevole. P er assicurarsi u n a co n tin u ità di ra p p o rto co n l’in te r­ vistato, d u n q u e, l’etn o lo g o p u ò far ricorso a d iversi m ezzi: p ag a re; reg alare cose (es.: conchiglie bizzarre) che un b ia n ­ co p u ò p ro c u ra rsi facilm ente, e un indigeno no; ap p e lla rsi all’orgoglio e all’a m o r p ro p rio ; far n o ta re la d ifferen za fra il p ro p rio co m p o rta m e n to e quello di altri bian ch i (N . B.: l’etn o lo g o p u ò esser gentile e am ichevole proprio perché ci so n o altri bian ch i ch e p ro v v ed o n o a “ m a n te n e re l’o r ­ d in e ”); p o rta re l’indigeno a fare un g iretto in au to m o b ile ; scrivere lette re p er suo co n to , o in terced ere p e r lui p resso trib u n ali o p resso i funzionari dell’am m in istra zio n e c o lo ­ n iale; rac co n ta re b arz elle tte e an e d d o ti d ella p r o p ria vita; ap p ellarsi all’orgoglio e alla su p rem a zia trib a le ; infine, sti­ m o la re la v an ità p e rso n a le d e ll’indigeno a e ssere im m o r­ ta la to nella le tte ra tu ra a n tro p o lo g ica .23 P erch é l’incentivazio ne d e ll’oggetto è d iv e n ta to u n p r o ­ b lem a così g rande? p erc h é, nella ricerca tra d iz io n a le , esi­ ste il più com pleto distacco tra l’oggetto e il problem a del­ la ricerca. N on solo l’oggetto n o n p a rte c ip a alla d e te rm i­ n azio n e di q u esto p ro b le m a (che viene “ sc e lto ” d al ric e r­ c a to re), m a egli d ev e an c h e essere all’o sc u ro , co m e si è visto, dei reali obbiettivi della ricerca. L ogico q u in d i ch e l ’oggetto n o n si interessi alla ricerca, e so rg a il p ro b le m a d i in centivarlo p e r o tte n e rn e u n a collab o razio n e. N el tip o di rice rc a ch e stiam o illu stran d o , q u e s to p rò -

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b lem a, teoricam ente, non si pone n ep p u re . Il te m a della ricerca, in fa tti (cfr. cap ito lo III), viene sc o p e rto co n l ’og­ g etto , e in rife rim en to a lui. È ovvio, in fatti, ch e al vero p ro b le m a d i u n a ricerca si a rriv a soltanto in compagnia dell’oggetto, e n o n senza di lui. In p ra tic a le co se non sono m ai così sem plici, ed è p o s­ sibile tro v a re ogni ta n to in tervistati rec alc itran ti, o poco in teressati, a n c h e in ricerch e del tip o qui illustrato. Nel caso , in vece, ch e queste difficoltà si p re se n tin o sistem a­ ticam ente, la p rim a cosa d a p en sare è che si è sbagliato p ro b lem a, c h e si sta im p o n en d o all’oggetto u n p ro b lem a artificiale, ch e n o n è il suo. L e resistenze sistem atich e al­ l’in terv ista, cioè, v an n o co n sid erate com e un cam panello d ’a llarm e d el fa tto che il p rim o p ro b lem a di ogni ricerca - la sc o p e rta d el v ero p ro b lem a - non è ancora stato risol­ to. U n a v o lta riso lto q u esto p ro b lem a, le p o ch e difficoltà legate all’a p p ro c c io iniziale saltan o p resto , e il discorso e n tra su b ito nel vivo. C h e significa “ e n tra r nel vivo” ? N on vuol d ire affatto ch e l’in te rv ista v a avanti in u n clim a idillico, di id en tità di v ed u te, di c o m u n an z a di inten ti, e co sì via. A v en d o co m e o b b ie ttiv o quello di fa r crescere (ovviam ente, en tro i lim iti d e lla situ azio n e) in terv istato e in te rv ista to re , l’in­ te rv ista è u n ra p p o rto sociale creativo, e cioè, è sede di scontri e di frustrazioni reciproche, n o n di com piacim enti e g ratificazioni im m ediate. M a a n c h e p e r l’intervista, co m e già p e r l’osservazione p a rte c ip a n te , o c c o rre discu tere più a fo n d o su che cosa ci si sc o n tra co n l’intervistato, e in che direzione si cer­ c a di o rie n ta rlo , an c h e a costo di u n a su a frustrazio n e. C o m e v ed re m o fra breve, an c h e il disco rso sull’intervista d i g ru p p o co n d u c e a q u esto p ro b le m a ce n trale , dei ra p ­ p o rti tra oggetto e rice rc ato re d u ra n te l’im piego delle tec­ niche. L’intervista di gruppo (§§ 6 2 -6 6 ). L ’in te rv ista di g ru p p o , l’intervista, cioè, in cui l’oggetto è co stitu ito d a d u e o più persone, p rese n ta, o ltre ai p ro ­ blem i p ro p ri d ell’intervista individuale, alcuni pro b lem i spe­ cifici. C o m in ciam o , an c o ra u n a volta, con le prescrizio n i

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e le posizioni della m etodologia trad izio n a le, in p a rtic o ­ la re con la prescrizio n e che il g ru p p o con cu i l’interv ista si svolge sia u n g ru p p o omogeneo.'1* 6 2 . Il requisito dell’om ogeneità del gruppo. Il ric e rc a to re d o v reb b e, cioè, c u ra re la com posizione d el g ru p p o og g etto d ell’intervista, in m odo che esso sia il più p ossibile o m o ­ geneo d al p u n to di vista sociale e in tellettuale. Se n o n si o ttien e q u e sta om ogeneità, si afferm a, e cioè, se i m em b ri del g ru p p o differiscono gran d em en te tra lo ro q u a n to a sta­ tus sociale, a intelligenza e a scolarità, l’in te rv ista di g ru p ­ p o risch ia di bloccarsi e di essere poco produttiva. P iù p re ­ cisam ente: l ’in te rv ista si are n a in u n m u tism o g enerale e in risp o ste sforzate e convenzionali, e n o n riesc e q u in d i a d are i risu lta ti e le inform azioni ch e ci si asp ettav a. S econdo la m etodologia trad izio n ale, q u in d i, la situ a­ zione d i bloccaggio si verifica p e r q u este d u e rag io n i. P ri­ m o: p erso n e di estrazio n e sociale d iversa posseggono esp e­ rien ze d iverse, e ten d o n o p erc iò a disin teressarsi d i ciò ch e u n individuo di classe sociale d iv e rsa d alla lo ro ra c ­ co n ta, p ro p rio p erc h é non l’h a n n o m ai condiviso. S eco n ­ do, e p iù im p o rta n te: p erso n e di m o d esto sta tu s sociale, se n ten d o p a rla re p erso n e di statu s sociale elevato, e re n ­ d en d o si co n to di n o n avere la stessa facilità e p ro p rie tà d i esp ressione, te n d o n o a rin ch iu d ersi nel silenzio, - cosa che, a su a volta, im b a razz a gli individui di estrazio n e ele­ v a ta e li spinge a fare a ltre tta n to . D o n d e u n bloccaggio d ell’in terv ista e, d i conseguenza, u n a su a b assa “ p ro d u t­ tiv ità". C u ra re l ’om o g en eità del g ru p p o avrebbe d u n q u e com e sco p o q uello di evitare ogni situazione di bloccaggio, e le sue sgradevoli im plicazioni, in vista di u n a m aggiore p ro ­ d u ttiv ità d ell’intervista. In re a ltà , si tra tta di u n o scopo a p p a ren te . L a funzione v era d i q u e sta p rescrizione è q u ella di escludere dalla ricerca ogni m anifestazione di conflitto sociale, e qu in d i anche 1’ “ im b a ra z z o ” e le “ situazioni sp iacevoli” ch e d e ­ n u n cian o la p rese n za di questo conflitto. Q u esto “ o rro re del co n flitto” , tip ico della sociologia e m eto d o lo g ia tra d i­ zionali, che n asce d alla posizione di su p p o rto d ella classe d o m in a n te p ro p ria di q u este discipline, è così rad ic ato ,

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d a to c ca re la n a tu ra stessa delle tecniche: q u este tecniche, in fa tti, in u n a situazione di co nflitto non funzionano (è q u e s to il significato della “ bassa p ro d u ttiv ità ” d ell’in terv i­ sta fa tta a un g ru p p o n o n -o m o g cn co ); esse fu n zio n an o solo in u n a situ azio n e di calm a sociale. 6 3 . Gruppi non-oniogenei e sconfina del Basso. In effet­ ti, n ella p ra tic a trad izio n a le d e lla ricerca, q u a n d o il g ru p ­ p o in te rv ista to è socialm ente non-o m o g en eo , la conclu sio ­ n e p iù sc o n ta ta è u n a co m p leta “ sconfitta” del B asso. C e r­ c h ia m o di p rec isare di ch e sconfitta si tra tta , te n en d o co n to c h e il d isc o rso vale anche al di fuori dell’interv ista di g ru p ­ p o in senso tecnico, - e cioè, in ogni caso in cui siano p rese n ti p erso n e di d iv e rsa condizione sociale e figure d o ­ ta te di p o te re te cn ic o (caso tipico: assem blea di genitori c o n d o tta d a insegnanti o dal p resid e ).2"’ P arlia m o di sconfitta nel senso chc il Basso deve accet­ tare l'im postazione e la soluzione del p ro b lem a d a ta dall’A Ito , su b en d o , inoltre, u n certo costo psicologico, che gli d e riv a d a lla su a p o v e rtà espressiva o, ad d irittu ra , d a ll’es­ sere c o stre tto a tacere. I m eccanism i a ttra v e rso cui si d eterm in a q u e sta situ a­ zio n e di sconfitta so n o p rin cip alm e n te i seguenti: (a) la fissazione di obbiettivi che in teressan o d irettam e n te l’A lto , m a non il B asso (es.: intervista di g ru p p o a d iri­ genti e o p era i sul m iglioram ento della q u alità del p ro ­ d o tto ); (b) il rife rim en to a valori che sono p ro p ri d ell’A lto (es.: risp e tto p e r l’a u to rità e la g erarch ia); (c) l’im piego del linguaggio in m o d o tale che agisca com e un v ero e p ro p rio stru m e n to di co n tro llo sociale. L a scon fìtta sistem atica del B asso n o n significa ch e il B asso sia un “ p e rd e n te n a to ” . Il B asso p erd e , in realtà, p e rc h é lo sc o n tro con l ’A lto è co n d izio n ato d al fatto , più g en e rale , ch e l’A lto ha il potere nella società, e il Basso ne è p rivo ; seco n d o , p er il fa tto chc il rice rc ato re (e, più in g en erale, il professio n ista) parteggia per l’A lto . P o tre b ­ b e ro tu tta v ia verificarsi, te o ricam en te , delle situazio n i o p ­ p o ste. L ’esp erien za dei “p rocessi di villaggio” , che si svol­

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g o n o nelle cam pagne nel co rso di u n a rivoluzione, m o stra ­ no co n evidenza che il B asso p u ò “ sa p er p a r la re ” , p u ò im p o rre i p ro p ri valori e i p ro p ri interessi, p u ò in so m m a vincere, pu rch é, ovviam ente, la situazione g enerale del p o ­ tere glielo co n sen ta .-“ 6 4 . Indicazioni per l’intervistatore. N ella società in cui viviam o, an c h e q u a n d o ci si è resi co n to che la p ro s p e t­ tiva scientificam ente più c o rre tta p e r im postare un p ro b le ­ m a è q u ella del basso, il ric e rc a to re non può, p u ra m e n te e sem plicem ente, p ro p o rre a tu tto il g ru p p o non-o m o g en eo q u esta p ro sp ettiv a. M a n can o , infatti, le condizioni o g g et­ tive p erc h é tale iniziativa p o ssa giungere a bu o n fine: il p o te re tecnico che il rice rc ato re possiede non è sufficiente a c re a re u n a situazione di rovesciam en to di p o tere, e q u e ­ sto stesso p o te re tecnico, d ’altro n d e, in q u a n to p o te re d e ­ leg ato , gli v erreb b e im m ed ia ta m en te ritirato . C o sa fare? In p rim o luogo, il rice rc ato re n o n deve c e rcare, non diciam o di escludere, m a n em m en o di a tte n u a re il c o n ­ flitto ch e si m anifesta nel g ruppo. Il ricercato re, in q u a n to scien ziato, sa che nella società esiste un conflitto di classi, e ch e ogni fenom eno v a an alizzato alla luce di q u e s to conflitto. In qu esta circo stan za, il rice rc ato re c e rc h e rà di

far apparire il conflitto di classe nella sua form a pura. E g li deve, cioè, gestire q u esto conflitto in m o d o tale ch e esso si spogli di tu tti gli elem enti e le ca ratte ristic h e re la ­ tive alle singole perso n e, p e r a p p a rire invece com e em b le­ m atico d el conflitto di classe. Il ric e rc a to re non d o v rà ce rc a re di evitare al B asso d elle fru strazio n i, cosa che al ric e rc a to re p u ò an c h e essere in ­ differente: il suo lav o ro scientifico consiste nel far sì ch e il B a sso viva queste fru strazio n i n o n già a livello p e rs o ­ n ale, m a nell’unico m o d o in cui è c o rre tto viverle, e cioè

a livello di classe. L a seco n d a indicazione m uove d alla co n statazio n e ch e il ru o lo del rice rc ato re è un ruolo di m ed iato re (cfr. c a p ito ­ lo II). N ell’intervista di g ru p p o , qu esta funzione di m e d ia ­ zio n e si realizza nella d eterm in azio n e del tem a dell’intervi­ sta, n ella scelta dei concetti d a im piegare p er d escriv ere la re a ltà , n ell’individuazione dei valori che se rvono co m e r i­ ferim en to all’azione, nella scelta di un p artico la re livello

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di linguaggio. Su ciascuno di questi p u n ti, l’intervistato re non può più a d o tta re u n a p ro sp e ttiv a A lta , p erché, scien ­ tific am e n te , q u esta n o n tiene di fro n te alla re a ltà ; n o n può, n ello stesso te m p o , a d o tta re u n a p ro sp ettiv a B assa, p erc h é la s tr u ttu r a a ttu a le dei ra p p o rti di p o te re fa a p p a rire q u e ­ sta scelta co m e n o n realistica. L ’unica stra d a ap e rta al­ l’in te rv ista to re è q u ella di c e rc a r di fare, di o g n u n o dei p u n ti s o p ra in d icati, la sede di uno scontro tra l’A lto e il

Basso. C iò significa, n e/rin d iv id u az io n e del te m a d ell’intervista, m e tte re b e n e in luce, e fa r d iscu tere, gli obbiettivi p ratici c h e sta n n o d ie tro la scelta di q uel te m a; n e//’im piego di co n c etti e altri stru m en ti teorici, nel riferim en to a valori, m o s tra re q u ali interessi m a teriali si n asco n d o n o d ie tro q u e­ sti v alo ri e q u e sta p ercezione d ella re a ltà ; nel livello d i lin­ guaggio p rescelto , infine, atten e rsi a u n linguaggio e a u n a te rm in o lo g ia estre m a m en te co n c reti e im m ed iatam en te ad e­ re n ti agli interessi in gioco. U n a vo lta fatto q uesto (ed è m olto), n o n si è an co ra a s s ic u ra ta p e r ciò stesso la p rev a len z a del B asso ; m a si so n o q u a n to m e n o poste le condizioni ch e p erm e tta n o al B a sso di utilizzare l’eventuale sconfitta, - il che significa o p e ra re u n co llegam ento tr a il te m a lim ita to della in te r­ v ista e il q u a d ro g enerale d ella lo tta di classe. 6 5 . A ltri problem i. Chi ha detto che cosa? L a m e to d o ­ lo g ia tra d iz io n a le elenca, in te m a di interv ista di g ru p p o , a c c a n to al p ro b le m a d ell’o m ogeneità, u n a serie di a ltri p ro b le m i “ te cn ic i” , a p p a re n te m e n te staccati d a questo. D a p a r te n o stra , rite n iam o che il p ro b le m a ce n trale d ell’in te r­ v ista d i g ru p p o sia quello d el ruolo dell’intervistatore e del potere di cui fa uso, e ch e tu tti gli altri pro b lem i v ad an o visti alla luce di q u e sto p ro b lem a centrale. È allo ra p o s­ sib ile c h e alcu n i d i questi p ro b lem i si rivelino falsi p r o ­ blem i. C i se m b ra di questo tip o la p rescrizio n e della m e to d o ­ lo g ia tra d iz io n a le secondo cui, reg istra n d o lo svolgim en­ to d e ll’in te rv ista di g ru p p o , o cco rre in d icare esattam e n te Yidentità d i ogni a u to re degli interventi, e l'ordine in cui q u e sti in te rv en ti si succedono. In re a ltà , i casi in cui o cc o rre effettivam ente fare q u esto

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so n o m o lto rari, è c h ia ro che, q u a n d o si vogliono (co m e a p p u n to vuole la m etodologia tradizionale) m isu ra re sta ti­ ca m e n te le diverse posizioni, e n o n già farle c re sce re e m a tu ra re , è im p o rta n te chi ha d e tto che cosa. Q u a n d o in ­ vece in teressa che il p ro b le m a avanzi oggettiv am en te, che cioè l’interv ista di g ru p p o porti a u n a soluzione, c h e tu tto ( = im postazione del p ro b lem a e sua soluzione) sia c o n ­ diviso, e che tutti n e ab b ian o la m aggiore coscienza p o ssi­ bile, • allo ra cristallizzare l’id en tità di un in te rv en ie n te non serve ovviam ente a nulla. Q uel che deve in te ressa re l ’in ­ terv istato re, infatti, n o n è il c o n tra sto tra le d iv e rse p o si­ zioni individuali, m a il contrasto tra le due linee a cui tu tte queste divergenze p ossono e d eb b o n o rico n d u rsi. C iò non toglie che l’in terv istato re d e b b a fare m o lta a t­ ten zio ne al m o d o in cui le persone espongono le proprie posizioni , e al m o d o in cui le modificano. U n o d ei c o m ­ piti del ricercato re, ac ca n to alla rico stru zio n e d e lla realtà, è la trasm issione della coscienza di qu esta re a ltà . P e r fare q u esto , o cc o rre con o scere m olto bene, in p ra tic a , co m e pensano le perso n e, com e e p erc h é difendono le p ro p rie p osizioni, com e so n o disposti a cambiarle. L ’in te rv ista di g ru p p o , p ro p rio p e rc h é m ette a co n fro n to d iv e rse p o siz io ­ ni e le sollecita verso un ca m b iam en to , è u n a se d e id eale p e r im p a rare q u esta diffìcile tecn ica del p e rsu a d e re alla realtà.

66. D im ensioni d el g ru p p o . £ invece u n p ro b le m a reale q u ello delle d im ensioni che p u ò avere il g ru p p o in u n ’in ­ terv ista di g ru p p o . L a m etodologia trad izio n a le in d ic a c o ­ m e d im ensioni ottim ali le 10-12 p ersone: u n n u m e ro su­ p erio re risch iereb b e di im pedire la p arte cip a zio n e d i u n a p a rte del gruppo. Il richiam o alla n ecessità di u na partecipazione gene­ rale è c o rre tto ; tu ttav ia , n o n ta n to nel senso ch e l ’in te r­ v ista n o n è co m p leta se tu tti n o n esp rim o n o “ ufficialm en­ te ” la p ro p ria opinione, q u a n to nel senso che tu tti d ev o n o esservi effettivam ente coinvolti. Si p u ò av ere p a rte c ip a ­ zione, cioè, an c h e in d ip en d en tem en te dal fa tto di m a n ife­ sta re o m eno, v erb alm en te, il p ro p rio pensiero. D i fatto , n ella re a ltà , si verifica p ro p rio questo: la fo rm azio n e, nel g ru p p o so tto p o sto a intervista, di nuclei “a ttivi ” e d i so t­

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to g ru p p i di sem plici “ ascoltatori ” , - e q u esto avviene p e r­ sin o nel g ru p p o om o g en eo (o nella p a rte o m o g e n ea d i un g ru p p o n o n -o m o g en e o ). A n ch e in q u esta situazione, cioè, si v erifica p arte cip a zio n e, se m p re che n o n sussistano co n ­ tra d d iz io n i tr a gli interessi del nucleo “ attiv o ” e quelli d e­ gli “ a s c o lta to ri” , e la ra p p re se n ta n z a dei secondi d a p arte dei p rim i sia visibilm ente acce tta ta e g rad ita. In fin e, la co rre tte z z a e la riu scita d ell’in te rv ista di g ru p ­ p o n o n so lo n o n vengono n ec essariam en te p reg iu d icate d a u n a c e rta “ divisione d el la v o ro ” all’in te rn o del g ru p p o (o d ella p a r te o m o g e n ea del g ru p p o ), m a n em m en o d a un c e rto ricam bio d ei m em bri del gruppo : n o n è necessario, cioè, ch e il g ru p p o arrivi al term in e d ell’in te rv ista con tutti e c o n gli stessi m e m b ri coi qu ali era p artito . C onosciam o casi d i in te rv iste di gru p p o svoltesi in co ndizioni un p o ’ p a rtic o la ri (nei recin ti aziendali neH’in terv allo d i m ezzo­ g io rn o , p rim a d ei recen ti co n tra tti collettivi e dello S tatu to d ei la v o ra to ri), nelle qu ali la co m posizione del gru p p o di in te rv ista è c a m b ia ta , d u ra n te l’intervista, an c h e p iù di una v o lta , e ch e p o sso n o consid erarsi, ciò n o n d i m eno, d iscre­ ta m e n te riuscite. I n q u este condizioni, n atu ra lm e n te, il co m p ito d ell’in ­ te rv ista to re si fa a n c o ra p iù difficile: si tra tta di “ salva­ guardare le acquisizioni oggettive ” che via via em erg o n o d a ll’in te rv ista , e nello stesso te m p o m etterle alla portata d e i n u o v i m e m b ri d el gruppo. Q u esto riesce ta n to meglio se il ric e rc a to re h a sa p u to spogliare di ogni conn o tazio n e so g g ettiv a e p e rso n a le il p ro b le m a su cui l’intervista si svolge: l’in te rv ista di g ru p p o , d iv e n ta ta così fatto oggetti­ vo, riesc e a s u p e ra re quello ch e n ella m etodologia tra d i­ zio n ale in te rro m p e re b b e ogni discorso, cioè un m u ta m e n ­ to n ell’id e n tità d e ll’oggetto. 6 7 . II questionario. L a m aggior p a rte delle interviste, n ella m e to d o lo g ia trad izio n a le, vengono co n d o tte seguen­ d o sc ru p o lo sa m e n te un elenco scritto di d o m a n d e (u n q u e­ stio n ario , cioè), p re p a ra to d al ric e rc a to re seco n d o d eter­ m in a te p resc rizio n i. L a p rese n za di u n q u estio n a rio , nella ric e rc a trad izio n a le, vincola in m o d o assai n e tto l’in terv i­ sta to re , che d ev e p o rre le d o m a n d e e sattam e n te nella fo r­ m a in cui so n o sta te scritte; vincola in o ltre l’intervistato ,

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d a u n m assim o di “lib e rtà ” (l’in terv istato p u ò fo rn ire q u a l­ siasi risp o sta), a un m inim o (l’in terv istato d ev e scegliere la risp o sta d a d a re , tra alcune possibili risp o ste g ià p re ­ viste nel questionario). P e r q u esti m otivi, la tecnica dell’interv ista su q u es tio ­ n a rio p o rta alle estrem e conseguenze quelle ca ratte ristic h e n eg ativ e ch e si è ce rcato di p o rre in luce p a rla n d o d el­ l ’in te rv ista trad izio n ale. S inteticam ente, i d u e lim iti più gravi del q u estio n a rio sono i seguenti. P rim o , il questionario è uguale per tutti e v a so m m i­ n istra to a tu tti nello stesso m odo, com e se tu tti i d estin a­ ta ri fossero d o ta ti di eguale sensibilità, p ro n tez za , m a tu ­ rità, ecc. (e p arliam o solo delle q u alità in tellettuali, p e r­ ch é, se si facesse riferim ento an c h e a q u a lità e c a ra tte ri­ stiche sociali, il discorso d o v reb b e esser a n c o r più n e g a ­ tivo). Il q u estio n ario , insom m a, p rese n tan d o si com e “ sti­ m o lo ” id entico p e r tutti, ig n o ra g ro sso la n am e n te il fatto che la società è diseguale. S econdo, la p rese n za di un q u estio n a rio esasp era an c o r d i p iù la c a ratte ristic a, p ro p ria d ell’intervista, di costrin­ gere l’oggetto a un dato livello: l ’oggetto, cioè, n o n p u ò testim o n iare della rea ltà in cui vive al di so tto e al di so p ra del livello co n sen tito dal questio n ario . R iten iam o q u in d i superfluo o ccu p arci dei v ari p ro b le ­ m i relativi all’uso del q u estio n ario nella m etodologia tra ­ d izionale. (E sem p i di p roblem i: com e elu d ere, o c o m u n ­ q u e risp o ndere il m eno possibile, alla rich iesta di p rec isa­ zioni su qualche d o m a n d a fatta d a li’in terv istato ; a ch e p u n ­ to del q u estio n ario inserire le d o m a n d e “ im b a ra z z a n ti” o “ d elica te” ; cosa fare q u a n d o l’intervistato vuol m odificare u n a p reced en te risp o sta, e così via). A cc en n iam o invece, b rev em en te, a possibili im pieghi positivi del q u estio n a rio scritto. U n a v o lta che il rice rc ato re è arriv ato a un c e rto grad o di cono scenza della situazione, è utile che lo schem a del­ l'intervista venga m esso p e r iscritto. Q uesto p ia n o di in ­ terv ista serve infatti: - a im p edire ogni eventuale dim enticanza , d a p a rte d el­ l’in te rv ista to re , a acce rtare certi fatti. Q ueste d im e n tic an ­ ze p o tre b b e ro rig u ard are so p ra ttu tto i cosiddetti “ d ati og­

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g ettiv i” , cioè quei d ati sui quali n o n viene in q u estio n e il g ra d o di coscienza che l’in terv istato ne h a (titolo di studio, am m o n ta re del salario, n u m e ro di figli e altre p erso n e a c a ric o , ecc.); - a illustrare all'intervistato, p rim a e d u ra n te l’intervista, il co m p lesso di p ro b lem i che si in ten d e discutere, e gli o b b iettiv i ch e si in ten d e realizzare attrav erso le interviste. Il q u estio n a rio , in so m m a, n o n è il cu sto d e d ella “ n e u ­ tra lità ” d ell’in te rv ista (com e invece è nella m etodologia trad izio n a le): è sem plicem ente uno stru m e n to secondario di cui ci si serve p e r ragioni di com odità. Q u esto m odo d iv e rso di g u a rd a re al q u estio n a rio h a alcune conseguenze p ra tic h e im p o rta n ti. In p rim o luogo, il q u estio n ario , così inteso, non è af­ fatto vincolante, nel senso che - a seconda delle c a ra tte ­ ristich e d ell’in te rv ista to - l’in terv istato re p u ò diffondersi p iù su certi arg o m en ti che su certi altri, p u ò aggiungere arg o m e n ti che n o n figurano nel q u estio n ario , o m agari (m a p iù ra ra m e n te ) o m e tte rn e altri che invece sa re b b ero p rev isti. Il ricercato re, cioè, n o n deve tagliare e co m p ri­ m ere il p ro b le m a p er farlo rie n tra re nel questio n ario : deve servirsi del q u e stio n a rio p er arriv are al p ro b lem a. C iò si­ gnifica, tra l’altro , che il q u estio n ario non è m ai definitivo, ed è se m p re possibile m odificarlo. Q u e sta “ m a n ca n za di risp e tto ” p er il q u estio n a rio è p oi to ta le ogni v o lta che l ’intervista viene a to c ca re la co­ scienza ch e l’in te rv ista to ha di certi p roblem i. In questi casi il q u e stio n a rio p u ò esser lasciato ca d ere sen za rim ­ p ian ti. Q u esta lib e rtà-risp etto -a l-q u estio n ario si accom p ag n a, p erò , ad alcu n e prescrizioni m olto im p o rta n ti relativ e alla p re p a ra z io n e d ell’interv istato re. N ella ricerca trad izio n ale, il q u e stio n a rio viene co n sid erato un v alore in sé, u n a gui­ d a in to ccab ile e autosufficiente: ciò significa che, p e r esser in terv ista to ri, n o n è n ecessario con o scere il p ro b lem a su cui si fa ricerca, basta conoscere il questionario. In effetti, tali ricerch e p rev e d o n o n o rm alm en te l ’im piego di un g ru p ­ po d i in te rv ista to ri che n o n h an n o affatto p a rte c ip a to alle fasi p rec ed en ti, e n o n p a rte c ip e ra n n o a quelle successive: di so lito, questi “ m an o v ali della rice rc a” h an n o u n o statu s

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sociale e p rofessionale inferio re a quello del ric e rc a to re professionista. Q u esto criterio di divisione del lavoro, ch e serve ad allontanare ancora di più il ricercatore dalla realtà su cui indaga, v a respinto. C e rto , un g ru p p o di rice rc ato ri non p u ò fa r ricerca senza u n a divisione di com piti all’in te rn o del g ru p p o , m a q u esta divisione d el la v o ro n o n deve sta c ­ ca re l ’attiv ità di racco lta dei d ati d alla riflessione sui dati. P e r q u esto m otivo, nel tipo di ricerca qui p ro p o sto n o n è p ossibile servirsi di in terv istato ri che non co n o sca n o a fo n d o il p ro b lem a indagato nella ricerca. Q u an d o l ’in te r­ v istato re è al servizio del q u estio n ario (com e n ella rice rc a trad izio n ale), è com prensibile che ci si p o ssa servire di “m a n o v ali” del tipo anzidetto; q u a n d o invece il q u estio ­ n ario è al servizio d ell’in terv istato re, l ’in terv istato re deve essere egli stesso uno dei protagonisti , in senso tecn ico , d elia ricerca.

Sezione III LE T E C N IC H E E IL RAPPORTO R IC E R C A TO R E-O G G ETTO 6 8 . I “risultati” della ricerca. F in dalle p rim e p ag in e di q u esto libro, ab biam o c e rcato di m o stra re ch e l’afferm a­ zione d ella m etodologia trad izio n ale, secondo cui il rice r­ ca to re è n eu tra le, è u n a afferm azione ideologica, scientifi­ cam en te sc o rretta, che n o n regge di fro n te a u n ’analisi d ella situazione. L a ricerca trad izio n ale, cioè, lungi d a l­ l’essere n eu trale, agisce nel senso di rad ic are a n c o ra d i p iù, n ella società, i valori della classe attu alm en te al p o ­ te re ; nel senso di far a p p a rire co m e leggi di n a tu ra - e qu in d i im m utabili e ineluttabili - i prin cip i e i m e cc an i­ sm i su cui il p o te re di q u esta classe si fonda. L ’analisi del p o te re tecnico, e la critica alle tecniche, c o n d o tta in q u esto cap ito lo , ci consente ora di ca p ire ch e la fu n zio ne conservativa svolta d a lla ricerca sociologica non comincia a ricerca terminata, n o n com incia, cioè, co n l’ap p licazione dei “ risu lta ti” , bensì com incia n el co rso d e l­

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la ric e rc a , a livello di applicazio n e delle tecniche e degli altri stru m e n ti teorici. D i fa tto , se si p assan o in rassegna le d iverse p resc ri­ zio n i te cn ic h e della m etodologia tradizionale, ci si accorge ch e d i “ te cn ic o ” p ro p ria m e n te d etto n o n c ’è nulla: la fu n ­ zio n e v era di ogni regola tecnica è quella di mascherare il conflitto ch e si svolge n ella società, e il fatto ch e la ric e rc a n o n è ch e un m o m en to di q u esto conflitto. Q u esto sc o p o viene raggiunto im p ed en d o all’oggetto di crescere, im p ed en d o g li di rivelare la re a ltà , cercan d o di p ersu a d erlo a lla p ac e sociale, ai valori d e ll’au to rità, del consen so fo r­ m a le ; c e rc a n d o di trasfo rm are i p ro b lem i sociali, e q u in ­ d i stru ttu ra li, in prob lem i psicologici della singola p erso n a , e co sì via. D al p u n to di vista della conservazione del sistem a a t­ tu a le, q u in d i, p o c o im p o rta che la ricerca (tradizio n ale) n o n d ia n essu n risu ltato “ scientifico” : i risu ltati che c o n ­ ta n o d i p iù so n o quelli che si raggiungono attraverso l’e­

sercizio d el potere tecnico. L a ste ssa consid erazio n e, tu ttav ia , vale an c h e p e r la ric e rc a del tip o qui illustrato. A n ch e queste ricerch e, cioè, “ rie sc o n o ” , e q u in d i raggiu n g o n o u n o bbiettivo, in d ip en ­ d e n te d al fatto che conseguano certi risu lta ti finali. T ale o b b ie ttiv o consiste a p p u n to nella crescita dell’oggetto, che

deriva im m ediatam ente dall’uso non tradizionale delle tec­ niche. L ’a lte rn a tiv a tra ricerca-ch e-co n serv a e ricerca-ch etra s fo rm a n o n si p o n e, cioè, alla fine della ricerca, m a fin d al p rin cip io : nel m o d o in cui si arriv a all’individuazione d el te m a di ricerca, e, so p ra ttu tto , n ell’im piego delle te c ­ niche. S iam o così in grad o di p rec isare m eglio i term ini di una d ic h ia ra z io n e fa tta all’inizio (§ 17), secondo cui il ric e r­ c a to re , in q u a n to ricercato re, si schiera dalla parte delle fo rz e p ro d u ttiv e , e quindi delle classi che m eglio le r a p ­ p re se n ta n o . C h e significa, dun q u e, schierarsi d a u na p arte ? È o r­ m ai c h ia ro che n o n è necessario, m a, so p ra ttu tto , n o n è sufficiente iscriversi a p a rtiti che sostengono gli interessi d i q u ella p a rte , o p ro fe ssare p u b b licam en te idee ad essa fav o rev o li. P e r u n rice rc ato re (scienziato, p ro fessio n ista), “ sc h ierarsi d a u n a p a rte ” significa farlo all’interno del prò­

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prio ruolo professionale. U n rice rc ato re ch e p ro fe ssi id ee in appoggio alle classi su b o rd in ate, e ch e poi svolga rice r­ ca in m odo trad izio n a le, è nella so stan za un c o n se rv a to re : il fatto che, al di fuori della su a p rofessione, faccia p o li­ tica a favore di u n a p a rte , co n ta m olto m eno del lav o ro co n c reto che, durante la professione, svolge a fa v o re d e l­ l’altra p arte. P er il ricercato re, d u n q u e , il conflitto fra tra sfo rm a z io n e del m o n do e sua co n serv azio n e n o n si p re se n ta al di fu o ri della ricerca, m a in ogni singolo m o m en to d e ll’a ttiv ità di ricerca. T u tta v ia, risp etto al rice rc ato re -c h e-co n se rv a , p e r il rice rc ato re ch e vuole tra sfo rm a re , il co m p ito è assai p iù com plesso. A gire in m o d o d a co n serv are la situ azio n e, cioè, è assai più facile che n o n agire in m o d o d a tra sfo r­ m arla. O m eglio, quel che è difficile non è p ro d u rre delle m odificazioni, m a ind iv id u are la via c o rre tta lungo cu i q u e ­ ste m odificazioni d eb b o n o avvenire, e il m o d o g iu sto p er realizzarle. Sia p er l’osserv azio n e p a rte c ip a n te , che p e r l ’in te rv ista (individuale e di g ru p p o ), ab b iam o lasciato senza risp o sta la d o m a n d a : in che d irez io n e o p e ra re q u esta m odifica, e co n che m ezzi? I p ara g ra fi che seguono cercan o di fo rn ire alcu n e indicazioni p e r la soluzione di questi p ro b lem i. 6 9 . A tteggiam ento verso l’oggetto. N on è n a tu ra lm e n te possibile d are regole precise circa la direzio n e di m odifica lungo cui deve o p e ra re il ricercato re, se n o n in fo rm a negativa. E cioè, si p u ò solo d ire che tale d irez io n e n o n è affatto lasciata alla b u o n a v o lo n tà e (in definitiva) all’a r­ b itrio del rice rc ato re stesso. C o m ’è d u n q u e p ossibile venire a co n o scere q u esta direzione? L a fonte più im p o rta n te , a n ­ c o ra u n a volta, è l ’oggetto. O gni m odifica che si c e rc a di in d u rre deve risp ettare le leggi di crescita e di sv ilu p p o “ fisiologici” d ell'o g g etto (di qu ell’individuo, di quel g ru p ­ po) aliin tern o della classe cui tale oggetto appartiene. Q uali siano q u este leggi, n o n è ce rto c h ia ro fin d a ll’i­ nizio d ella ricerca: b isogna scoprirlo a ttra v e rso u n o stu d io dell’oggetto, stu d io p e r il q u ale valgono le stesse in d ic a­ zioni già fo rn ite a su o te m p o (cfr. ca p ito lo I II ) p e r la sco p erta del vero p ro b le m a della ricerca. A ltre in d ic a­ zioni v e rran n o forn ite in seguito (so p ra ttu tto ai ca p ito li

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V II e V i l i ) . In q u esta sede si vuole invece discu tere u n p ro b le m a assai im p o rta n te, quello deH’atteggiam ento verso l ’oggetto. L a m e to d o lo g ia trad izio n ale pone, com e o b b iettivo p re ­ m in e n te d e ll’in te rv ista (e così p u re dell'osservazione, del co llo q u io di g ru p p o , ecc.), il conseguim ento di ce rte in ­ fo rm azio n i: p e r raggiungere q uesto fine, è co ncessa al ri­ c e rc a to re u n a v asta gam m a di espedienti. È vero che, sp e­ cie negli ultim i an n i, si sono sentiti certi richiam i a u n a “ e tic a p ro fe ssio n a le ” del ricercato re, m a è anche vero che q u e s ta etica (o ltre a essere poco svilu p p ata e poco nota) è sta ta e la b o ra ta su false basi, com e se sussistesse, cioè, u n ra p p o rto di sim m etria e di p a rità tra rice rc ato re e og­ g etto ; è sta ta cioè e la b o ra ta in quello stesso vuoto sociale in cui si m uove anche la m etodologia trad izio n ale. A p arte q u esti p o chi richiam i, tu ttav ia, vale in genere il principio ch e il fine ( = p ro cu rarsi i dati) giustifica i mezzi. P e r fare u n esem pio, p ren d ia m o un m om ento p a rtic o ­ la re di som m in istrazio n e di u n a tecnica, - quello in cui l’oggetto, d o p o u n ’iniziale accettazione, com incia a m o­ s tra re ce rte resistenze alla prosecuzione del ra p p o rto con l’in te rv istato re. È un caso discusso diffusam ente d a un a n ­ tro p o lo g o g ià c itato , K luckhohn. C osa si deve fare? per ten ere in piedi il ra p p o rto con l’oggetto, il ricercato re può p ro m etterg li “ m o d e ra ti” au m en ti di retrib u zio n e, m a se, p e r la co n o sce n za ch e o rm ai ha di q u esto oggetto, “ si ren ­ d e c o n to ch e l’im pulso so tto stan te è quello della d ip en ­ d en z a o del bisogno di ap p ro v azio n e e riconoscim ento da p a rte dei bian ch i, egli [ = il ricercatore] può stru ttu ra re il su o co m p o rta m e n to in questa direzio n e” .-7 In p a ro le po v ere, ciò significa che il ricercato re, p u r di c o n tin u a re a servirsi d ell’oggetto, è a u to rizza to a soddisfare dei bisogni ch e so n o ch iaram en te regressivi: il bisogno di d ip e n d en z a e di affiliazione verso lo stran iero d o ta to di p o te re , il bisogno di staccarsi dal p ro p rio g ru p p o per ve­ n ire “ a d o tta to ” dal bianco. Qui siam o fuori, evidentem en­ te, d a ogni disco rso scientifico: il ricercato re, in q u an to alim e n ta questi bisogni regressivi, è sem plicem ente un c o r ­ ru tto re . P erch é si deve rifiutare q u esta im postazione m eto d o lo ­ gica, così co m e so n o state rifiutate, nei p aragrafi preceden-

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ti, tu tte le tecn ich e tradizionali? o cc o rre insistere su q u e ­ sto p u n to , ch e il rifiuto della m etodologia trad izio n a le non

deve avvenire su basi moralistiche, bensì su basi di conve­ nienza e legittim ità scientifica. Q uel ch e è decisivo p e r d e ­ te rm in a re il rifiuto, cioè, non è il fatto che l'o g g etto sia so tto p o sto a violenza, bensì il fatto ch e l’unica testim o­

nianza di un oggetto-che-cresce sia cercata in un oggetto tenuto sotto controllo , o fatto regredire. D a un p u n to di vista scientifico, insistiam o, la co sa in a c­ cettab ile non è a v e r co stre tto un negro a essere “ un buon n eg ro ” , bensì nel prendere questo "buon negro ” com e rap­ presentante tipico di un p o p o lo (o di u na classe, o di un g ru p p o ) che sta d iv e n tan d o sem p re più (ta n to p er c o n ti­ n u a re nella term inologia d a m issionario) co m p o sto di “ c a t­ tivi n eg ri” . L ’analisi della re a ltà sociale ci m o stra che, nella società, il conflitto si v a sem p re più esten d e n d o e rad icalizzan d o . È n a tu ra le ch e an c h e l’intervista, e ogni a ltra tecn ica, sia la sede di uno scontro, tra chi d etien e un p o te re tecnico, e l’oggetto, che è privo di potere. Il ric e rc a to re n o n deve quindi p reo c cu p arsi se, esp rim en d o c e rte opin io n i o c riti­ ca n d o quelle d e ll’intervistato, suscita dei co n tra sti. P iu tto ­ sto egli deve ce rc a re di spogliare questi co n tra sti di ogni elem en to p erso n a le e di ogni co n n o tazio n e psicologica, ri­ du cendoli a fatti obbiettivi e alla lo ro co n caten azio n e. Il rice rc ato re deve in som m a tra tta re l’oggetto risp e tta n ­ d o certe ca ratte ristic h e individuali, m a te n e n d o in p rim o p ia n o le caratteristiche storiche e di sviluppo della classe cui l’oggetto appartiene. Se si riesce in q u esto , h a p oca im p o rta n za ch e l’intervista term ini con u na g io co n d a so d ­ disfazione d ell’oggetto, anziché co n un suo sta to di in q u ie­ tu d in e e di disagio. U n u ltim o p u n to , infine, sem pre in te m a di atteg g iam e n ­ to verso l’oggetto. C h e tipo di l i n g u a g g i o u sare? alcu n i ricercato ri (specialm ente stu d en ti) risolvono q u esto p ro b le ­ m a im p iegando u n italian o rozzo, con aggiu n ta di “ p a ro ­ la cc e” . P uò essere istru ttiv o rico rd are che è all’in circa q u e­ sta la strad a suggerita dalla m etodologia trad izio n a le ai ricercato ri, o d alle varie am m inistrazioni coloniali ai lo ro fu n zio n ari, p er tra tta re con gli indigeni. II p ro b lem a, o v viam ente, va im p o stato in altri term in i.

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P a rla re c o n il b asso (che non vuole a n c o ra dire: c o m e il basso ) n o n è u n fa tto di scelta di vocaboli, - non è, cioè, q u estio n e di fo rm a d a u sare, m a di so stan za cui fare rife­ rim e n to . L a so stan za consiste nel con o scere direttam ente co m e il b asso vive, cosa e com e p ensa, i suoi valori, i su o i bisogni e p ro b lem i con creti, e, so p ra ttu tto , le risorse ch e h a a d isp o sizio n e p e r risolverli (e non ci riferiam o so lo alle riso rse attu ali, m a a tu tte quelle di cui il basso v ien e p ro g re ssiv a m en te a d isp o rre nella p ro sp ettiv a storica del suo sviluppo). È q u esto p ro b lem a di so stan za che oc­ c o rre risolvere: il p ro b le m a della fo rm a d a u sa re è, rispetto a q u e s to , u n sem plice accessorio. 7 0 . I com piti del ricercatore. N ella situazione presen te di “ riv o lta d e ll’o g g etto ” , d u n q u e, la ricerca fa tta c o n tro l’og­ g etto , o alle su e spalle, è scientificam ente inesistente, non p u ò , cioè, p e rv e n ire ad alcu n a conoscenza. Per arrivare al­ la conoscenza bisogna venire a patti con l'oggetto, - rifo r­ m u la re, cioè, - nei lim iti in cui la situazione oggettiv a re a ­ le lo co nsen te, il p ro p rio ra p p o rto con l’oggetto. U n o degli as p etti di q u esto n u o v o ra p p o rto è che (ca povolgen d o i te rm in i del ra p p o rto p rec ed en te) o cco rre m ettere le p ro ­ p rie co n o scen ze al servizio d ell’oggetto. Q u esto p u ò avve­ n ire in d u e m odi. In p rim o luogo, il rice rc ato re suscita coscienza nell’og­ g etto . D a r coscienza non è u n ’attiv ità b asata su slogans e su frasi p re se a p restito m eccanicam ente: il d a re coscienza si b a s a su u n lavoro di analisi. Più precisam en te, p er inci­ d e re su lla coscienza d ell’oggetto, il rice rc ato re deve co n o ­ sc ere b en e , ca so p e r caso, il tipo e g rad o di coscienza co n ­ c re ta m e n te p o ssed u to , e a ltre tta n to bene i term ini reali del­ la situazione oggettiva in cui l’oggetto si tro v a. D are co ­ scien za significa quindi sa p e r rico stru ire, agli occhi dell’og­ g etto , la situ azio n e oggettiva in cui l’oggetto si tro v a, cer­ c a n d o nello stesso tem po di cap ire e ap p lica re le leggi a ttra v e rso cui l’oggetto ac q u ista e accresce la p ro p ria co ­ scienza. In se co n d o luogo, il ricercato re, al suo oggetto, deve “vendere o r g a n i z z a z i o n e P iù precisam ente, il rice rc ato re n o n deve lim itarsi alla sem plice ricognizione dei bisogni d e ll’oggetto: d ev e an c h e o p era re in direzione di u n a sod­

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disfazio n e di questi bisogni, e, so p ra ttu tto , di u n a lo ro organizzazione lungo una linea crescente di p resa d i co ­ scienza e di rilevanza sociale. P e r far q u esto , il rice rc ato re deve essere in possesso d i u n a serie di conoscenze: co n o scen za delle leggi ogg ettiv e ch e reg olano il fu n zio n am en to d ei gruppi , la lo ro cre sc ita e la lo ro trasfo rm azio n e; co n o scen ze sul potere sociale ge­ nerale, sul m o d o in cui esso agisce, e sulle fo rm e in cui si sp ecializza; co noscenza delle leggi di sviluppo d ella so ­ cietà, e dei m odi in cui Vazione sociale collettiva c o n c re ­ ta m en te si esercita. T u tto q u esto (e altre co noscenze p iù specializzate, a seconda del c a m p o nel q u ale il ric e rc a to re o p era ) rap p rese n ta la c o m p e t e n z a t e c n i c a del ric e rc a ­ to re, ch e deve essere m essa al servizio dell’oggetto. C o m e si p o sso n o acq u isire q u este conoscenze? p u r tro p ­ po, p e r le ragioni rich iam a te p iù volte, la psico lo g ia e la sociologia trad izio n ali n o n sono di alcu n a u tilità d ire tta . N o n ch e m an ch in o i libri che si o c c u p an o di “c o sc ie n z a ” e di “ o rg an izzazio n e” . A nzi (p e r resta re su q u esto se co n ­ d o te m a), la sociologia dell’o rganizzazione costituisce u n a b ra n c a p a rtico la rm en te sv ilu p p ata della sociologia. E ssa, tu ttav ia , vede l’organizzazione so ltan to com e q u alco sa che

discende dall’alto, per garantire la realizzazione di scopi che il basso non è chiam ato a condividere. È ch iaro , allo ra, ch e tu tte le spin te e i te n ta tiv i, d a p a rte del basso, a o rganizzarsi, ch e si osserv an o nelle fa b ­ b rich e, nel sindacato, nelle scuole, nei q u artieri, nelle ch ie­ se, nei p a rtiti, - n o n tro v a n o nella sociologia d ell’o rg a n iz ­ zazione p o sto alcuno, e n o n p o sso n o d a essa ric a v a re a l­ cu n in segnam ento. In fa tti, p e r il rice rc ato re che in te n d a c o n trib u ire all’organizzazione di azioni collettive co n d o tte d al b asso, - “ o rganizzazione” non p u ò significare (com e invece p e r la sociologia trad izio n a le) m ezzo di controllo,

bensì m e z z o d i c r e s c ita . P e r q u esto , la fo n te p rin cip ale delle co noscenze tecn ich e re sta se m p re la pratica sociale, cioè, la riflessione su q u e l­ lo ch e la rea ltà, vissuta d ire tta m e n te e in p rim a p e rso n a , è d i v o lta in volta in g rad o di insegnare. È p ro b a b ile q u in ­ di che, so p ra ttu tto p e r i p rim i te m p i, le co noscenze te c n i­ ch e p o ssed u te d a tale rice rc ato re siano scarse, in c erte e fram m en tarie.

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Si tra tta , tu tta v ia , di conoscenze necessarie. Il ricerca­ to re ch e n o n ab b ia com petenze tecniche di q u esto tip o , e ch e si lim iti a “ la v o ra re sulla co scien za” , a fare il “ co m ­ m issario p o litic o ” in senso stretto , p o trà im b attersi in u n g ru p p o , un oggetto, che h a g ià coscienza, m a n o n sa co m e so d d isfa re i p ro p ri bisogni oggettivi. Q u e sto ric e rc a to re div en ta allo ra un peso m orto p er il g ru p p o ; peggio an c o ra , p o trà cercare di nasco n d ere (più o m e n o co n sap ev o lm en te) le p ro p rie incom petenze, sp in ­ g e n d o l’oggetto verso una vera e p ro p ria fuga in avanti, cioè, v erso u n a coscienza esasperata che, p ro p rio p erch é n o n c o rrisp o n d e più alle p ro sp ettiv e reali dell'oggetto , non ò ch e falsa coscienza.

Capitolo V I l lin g u a g g io d e lla r ic e r c a

71. T em a del presente capitolo. N el cap ito lo p rec ed en te ab b iam o esam in ato le tecniche di ricerca, cioè quei p ro ­ cedim enti fo rm ali attrav erso i qu ali si raccolgono in fo r­ m azioni sull’oggetto. L ’analisi del p o te re tecnico del ric e r­ cato re (capitolo IV , sezione I) ci h a p erm esso d i co m ­ p ren d e re che quello che è essenziale, nelle tecn ich e di r i­ ce rca, n o n è il singolo p ro ced im en to , o i suoi d ettag li, co n sid erati in sé e p er sé, bensì il rapporto ch e si c re a , in tale p ro ced im en to , tra chi esercita le tecniche e chi le subisce. U n a volta p reso atto , quin d i, che le tecn ich e sono in ad eg u ate, n o n si tra tta di cercare d i correggere c d i p e r ­ fezionarle: si tra tta invece di riformulare com pletam ente il ra p p o rto tra rice rc ato re e oggetto, co stru e n d o lo , n o n già nel vu o to sociale, m a nel q u a d ro p iù g enerale dei r a p ­ p o rti di p o te re in cui è effettivam ente inserito. N atu ra lm en te, la ricerca n o n si esaurisce nella p u ra e sem plice applicazione delle tecniche all’oggetto. Se a b b ia ­ m o d a to p artico la re risalto al p ro b le m a delle tecnich e, è p erch é l ’applicazione delle tecniche è, nella ricerca tra d i­ zionale, il m om ento ce n trale della ricerca, l’u n ica o cc a­ sione necessaria di co n tatto tra il rice rc ato re e l’oggetto , e il m o d o in cui q uesto co n tatto viene im p o stato ci se m ­ b ra illum ini bene tu tta la logica della m etodologia tr a d i­ zionale di ricerca. M a le diverse tecniche (l’intervista, l ’o s­ servazione, il test, ecc.) n o n vengono m esse in o p e ra in m o d o casu ale, bensì in c o n fo rm ità a u n a c e rta i m m a g i n e d e l l a r e a l t à s o c i a l e , ch e il rice rc ato re (e il g ru p p o so­ ciale cui questi ap p artien e) condivide. In q u esto c a p ito lo in ten d iam o ap p u n to o cc u p arci di q u esta im m agine, e, in

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p a rtic o la re , del tip o d i l i n g u a g g i o a ttra v e rso cui viene trasm essa . 7 2 . II linguaggio scientifico e il rispecchiam ento della real­ tà. L a re a ltà sociale è così v asta e com p lessa che un in d i­ v id u o p u ò co n o sce rn e , in m odo diretto , so ltan to u n a pic­ co la p a rte : di tu tto il resto egli p u ò venire a conoscen za so lo in m o d o in d iretto , a ttra v e rso le testim onianze d i a l­ tri. C h i fa ricerca su un a d e te rm in a ta realtà, quin d i, non fa ricerca solo per se stesso, m a p er m olti altri ch e p o ­ tra n n o co n o sce re q u esta re a ltà solo attrav erso la su a te sti­ m o n ia n z a , e cioè, solo a ttra v e rso la rap p rese n taz io n e che egli s a p rà d a rn e a ttra v e rso il linguaggio. È q u in d i essen­ z ia le ch e q u e sta rap p rese n taz io n e sia un rispecchiamento fedele d ella realtà. C h e significa, p e r la ricerca sociale, es­ se re fed ele a lla rea ltà? Significa, in p rim o luogo, individuare esattam ente il pro­ blem a centrale di quella re a ltà . A b b iam o discusso a lungo q u e s to a rg o m e n to nel cap ito lo III, e ab b iam o concluso che, in u n a d e te rm in a ta re a ltà sociale, n o n si p u ò p ren d e re co m e te m a di ricerca u n p ro b le m a scelto in base al caso o a sim p atie perso n ali, m a che è n ecessario sco p rire il p r o ­ b le m a -b a se di q u ella realtà, quello, cioè, attrav erso il q u a ­ le è p o ssib ile co m p re n d ere tu tta quella re a ltà , e risolvendo il q u a le è p ossibile trasfo rm arla . Solo u n a ricerca che ab ­ b ia co m e te m a quel p ro b lem a ce n tra le è fedele alla realtà: o gni a ltra ricerca sareb b e un risp ecch iam en to infedele, o to ta lm e n te falso, di q u esta realtà. P e r risp ec ch iare fedelm ente la re a ltà , tu ttav ia , la sco­ p e r ta d el v e ro p ro b lem a è u n p asso necessario e fo n d am e n ta le , m a n o n è an c o ra sufficiente. Q u esta ra p p re s e n ta ­ zio n e (o risp ecch iam en to ) avviene infatti a ttra v e rso il lin­ guaggio, e cioè a ttra v e rso u n a serie di t e r m i n i , di a s t r a ­ z i o n i e di c o n c e t t i , ciascu n o dei quali rip ro d u c e un a sp e t­ to o u n m eccanism o p a rtic o la re della re a ltà sociale. È c h ia ro allo ra che si p u ò essere fedeli alla re a ltà scop ren d o effettiv am en te il v ero p ro b lem a, m a la si p u ò poi “ tra ­ d ir e ” u sa n d o un linguaggio scientifico sbagliato, e cioè, im p ieg a n d o term ini e co n c etti che falsano quel fra m m e n ­ to d i r e a ltà che d o v re b b e ro fedelm ente in te rp re tare. P e r sfuggire a q u esto p erico lo , o cco rre ferm arsi a ri-

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'flettere un p o ’ sulla term inologia e sui concetti delle sc ien ­ ze sociali, e vedere com e si fo rm a n o , com e o p e ra n o , e ch e funzioni svolgono. T ra tta n d o si di un arg o m e n to p iu t­ to sto com plesso, ci servirem o, p er q u an to è possibile, di esem pi concreti. 7 3 . I ire livelli del linguaggio scientifico. P e r riflettere su l­ la re a ltà sociale, p e r agire in essa, e p er tra sm e tte re ad altri q u este esperienze, gli uom ini si servono di p aro le. A lcu n e di q u este vengono usate in m odo c o stan te e re­ g o lare p er indicare certi aspetti o fenom eni d ella re a ltà , e il lo ro uso è so tto p o sto a d eterm in a te regole. L ’insieme di queste parole e di queste regole costituisce il linguaggio scientifico. P ossiam o dividere q u esto insiem e di p a ro le in tre g ru p p i (o livelli) diversi. A l p rim o livello sta n n o i t e r m i n i s e m p l i c i : m a d re , assem blea, insegnante, sin d acato , ecc. Sono, cioè, quegli elem enti d ella rea ltà dei qu ali si p u ò avere u n a c o n o sce n ­ z a p ercettiv a (b asa ta, cioè, sui sensi), e che so n o b en noti an c h e al senso com une. M o lte volte, tu ttav ia , u n o stesso term in e non h a lo stes­ so significato nel linguaggio co m u n e e nel linguaggio sc ien ­ tifico. A d esem pio, nel linguaggio co m une (e an c h e in q u e l­ lo giuridico) n o n si h a “ fam ig lia” senza un vincolo legal­ m ente rico n o sciu to tr a u n u o m o e u n a d o n n a; in re a ltà , so p ra ttu tto in certi strati sociali subordinati, fac en d o ri­ c e rca si p o sso n o o sserv are dei ra p p o rti che so n o c h ia ra ­ m en te di tipo “ fam iliare” , e che il rice rc ato re deve q u in ­ d i co n sid erare com e tali, an c h e se di fro n te alla legge (e m ag ari anche di fro n te “ alla g en te”) n o n so n o nulla. A l secondo livello del linguaggio (e della conoscen za) scientifico, ci sono le a s t r a z i o n i . U n ’astrazione è u n a p a ­ ro la che in d ica u n a caratteristica com une a più cose e fe ­ nom eni: ad esem pio, risp etto a “ fam iglia” , “ c la n ” , “ tr ib ù ” , “ b a n d a ” , ecc., la p a ro la “ aggregato sociale” è u n ’a s tra z io ­ n e, ch e indica l’elem ento co m u n e a tu tti i fenom eni a n z i­ d etto q u ello cioè di essere un insiem e di individui, c a r a t­ te rizzato d a u n a c e rta p ersisten z a e stabilità. L ’astra zio n e ci m o stra l ’asp etto co m u n e di m olti fenom eni, m a perde tutto il resto: p erd e le caratte ristic h e particolari d elia fa ­ m iglia, del clan , ecc., e p e rd e gli eventuali rapporti ch e

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su ssisto n o tr a q u esti fenom eni e, d a p a rte di questi, con a ltri fenom eni. A lla co n o sce n za di questi ra p p o rti si arriv a invece col te rz o livello, q u ello dei c o n c e t t i . I concetti so n o p aro le c h e co lg o n o i fenom eni sociali in tu tta la lo ro ricchezza e co m p lessità , in tu tti i loro ra p p o rti e interconnessio n i, e, s o p ra ttu tto , in tutte le loro contraddizioni. M e n tre col te rm in e sem plice si descrive un fen o m en o sem plice, im ­ m e d ia ta m e n te visibile, in cui a p p a re n z a e re a ltà p er lo p iù c o in c id o n o ; m e n tre con l’astrazio n e si descrive u n a c a ra t­ te ristic a co m u n e a più fenom eni, - il co n c etto riesce a co g liere un fenom eno com plesso, n o n p ercepibile solo con i sen si m a an c h e con l’in terv en to di u n lungo rag io n a m en ­ to , c h e coglie la rea ltà anche contro le apparenze. S o n o esem pi di concetti: fru stra zio n e , d evianza, p o tere, p riv a z io n e relativ a, ecc. 11 co n c etto n o n si c u ra p iù, in ­ so m m a, d e lle ca ratte ristic h e co m u n i a più fenom eni, com e fa c e v a invece l’astrazione: il co n c etto n o n coglie cioè a s p e t­ ti c o m u n i e rip etu ti della realtà, - bensì coglie un intero m eccanism o di questa realtà, cioè un processo (relativ o a in d iv id ui o a g ruppi) che si svolge nella re a ltà sociale.

L a portata conoscitiva del concetto è quindi assai supe­ riore a quella dell'astrazione. P e r esem pio, p er c o m p re n ­ d ere il fen o m e n o della fam iglia nella società m o d e rn a , l’a ­ straz io n e “ aggregato sociale” (nella q u ale p u ò essere rico m ­ p resa la fam iglia) non serve a niente: sap ere, cioè, che la fam ig lia è un aggregato sociale al p ari della “ g an g ” , d ella trib ù , ecc., n o n ci fa a v a n za re di un p asso nel n o stro la v o ro di analisi. P e r co m p re n d e re nella su a essenza il fenom eno della fam ig lia m o d e rn a (e cioè, il rim picciolirsi delle sue d im en ­ sioni e, s o p ra ttu tto , la su a p e rd ita di funzioni e il suo sp ecializzarsi in altre funzioni ben d eterm in a te), o cco rre g u a rd a re al com plesso dei rapporti di interdipendenza e di opposizione ch e legano la fam iglia con altri sistem i so­ ciali, e, in p rim o luogo, con il sistem a p rofessio n ale.-8 S olo c o m p re n d e n d o i rap p o rti di in terd ip en d en za p ro fo n d a ch e e s isto n o tra la fam iglia e il sistem a p rofession ale, si riesce a co m p re n d e re ciascuno d ei d ue fenom eni. Se rag io n a ssim o solo d al p u n to di vista d ell’astrazio n e, n o n ci v e rre b b e m ai in m ente d i ac co stare questi d u e fe­

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n o m en i (fam iglia e sistem a professionale), p ro p rio p e rc h é n o n h an n o n ien te di (astra ttam en te ) co m u n e tra lo ro : m a è p ro p rio la lo ro diversità (che non significa, n a tu ra lm e n te , estran eità), - è il fatto di essere, sociologicam ente , degli opposti tra loro, che consente un ra p p o rto ; se fo ssero dei fenom eni eguali tra loro, n o n p o tre b b e esservi alcu n r a p ­ p o rto n é opposizione. 1 problem i qui accennati sono tra i più com p lessi e i p iù im p o rta n ti di tu tta la m etodologia delie scienze so ­ ciali: im postarli co rre tta m e n te significa, non solo riso lv ere p arecchi prob lem i m etodologici, m a so p ra ttu tto acq u istare u n a c o rretta visione sociologica (cioè, scientifica) della so­ cietà. T o rn e rem o p erc iò su questi problem i nel co rso d ell’A p p endice B ch e segue q u esto capitolo. P u r ra c c o m a n ­ d an d o n e la le ttu ra, tu ttav ia, avvertiam o che essa n o n è in ­ d ispensabile p e r la com p ren sio n e del resto del libro. 7 4 . U n esem pio di evoluzione del linguaggio scientifico: “tentazione”. F ino a questo m om ento, l’im m agine ch e a b ­ biam o d ato del linguaggio scientifico è sta ta p iu tto sto sta­ tica, com e se i term ini, le astrazioni e i co n c etti fossero altretta n te rea ltà im m utabili, al di fuori cioè di ogni ev o ­ luzione. In q u esto p a ra g ra fo vogliam o invece co m in ciare a correggere qu esta im m agine, m o stran d o che i singoli te r­ m ini, le singole astrazioni, i singoli concetti, n o n so n o af­ fatto al di fuori del tem po e dello spazio, m a anzi, sono

profondam ente condizionati dallo sviluppo storico della so­ cietà. P re n d iam o com e esem pio u na p a ro la n o ta a tu tti, “ ten tazio n e” . “ T e n tazio n e" h a subito u na serie di trasfo rm az io n i ch e è assai istruttivo rip erco rrere. O ra q u esta p a ro la viene u sa ­ ta in m o d o co m u n e com e sinonim o di “ v oglia” , “ d esid e­ rio ” (es.: la te n tazio n e di fare un bel tuffo, ecc.), m a non è sem pre stato così. A lle sue origini qu esta p a ro la è u n ’a strazione, c o m p re n d e, cioè, u na serie di casi in cui l’ele­ m ento co m une è costituito d a un tentativ o , fatto co n in ­ tenzione ostile, di q u alcu n o o qualcosa v erso q u a lc u n o o q u alco s’altro: un esercito nei confronti di u n a città , m a an ch e u n a m a la ttia nei confronti di un o rg an ism o sano. Negli scritti e nelle d o ttrin e dei teologi e degli intellet­ tuali della C hiesa, q u esta p a ro la com pie u n salto di livello,

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e d iv e n ta u n concetto. C o n “ te n ta z io n e ” si viene in fatti a d e sig n a re u n m eccan ism o di q u esto genere: a) esiste un essere, l’uom o, ch e è p er n a tu ra p o rta to al B en e; b) fo rze estern e, di n a tu ra m aligna, lo spingono a offen­ d e re la legge divina; c) il co n flitto tr a qu este d u e forze, una, in te rn a, vo lta al b en e , l ’a ltra , e s te rn a , volta al m ale, p u ò risolversi in due m o d i: o con la p rev a len z a della p rim a (e allo ra abb iam o la resisten za alla ten tazio n e, e la v ittoria su di essa), o con la p re v a le n z a d ella seconda, e abb iam o il peccato. In q u e sto m odo, allora, “ te n ta z io n e ” n o n era più una sem plice astra zio n e: era la fusione, in un u nico m eccan i­ sm o, di più elem en ti tra lo ro diversi, - era un concetto , in so m m a. L ’uso di q uesto co n cetto , anzi, aveva perm esso di fare d elle vere e p ro p rie scoperte, e cioè che la vittoria sistem a tic a sulle tentazioni rafforza la n atu ra le tend en za al b en e, m e n tre la sconfitta di fro n te alle tentazioni la in­ deb o lisce. Si tra tta di quei processi psicologici che v er­ ra n n o ch iam a ti, m olti secoli più ta rd i, m eccanism i di raf­

forzam ento. P erch é “ te n ta z io n e ” è poi p assato nell’uso com un e, e h a p erso ogni rife rim en to a quel com plesso m eccanism o teo lo g ico -psicologico so p ra esam inato? L 'h a p erso - e non sa re b b e possibile risu scitarlo - perch é la psicologia clinica h a m o stra to che le o p p o ste tendenze al ‘•bene’’ e al “ m ale” sono en tra m b e p rese n ti dentro l’u o m o ; m a, so p rattu tto , p e rc h é è v en u ta m en o l'idea della resp o n sab ilità m orale d e ll'u o m o co m e essere singolo, ed è su b e n tra ta un a m o­ rale d e ll’uo m o co m e essere sociale, con conseg u en te sp o ­ starsi e ridefinirsi delle idee di B ene e di M ale. P erch é ci siam o sofferm ati su un esem p io a p p a re n te ­ m en te un p o ’ b iz z a rro e fuori tem a? in ta n to , p er m o strare che la scienza e la ricostruzione della rea ltà non sono p ri­ vilegio esclusivo degli scienziati: i ricchi risvolti e co n te­ nuti psicologici del co n cetto di tentazio n e so n o un esem pio del fatto che la sc o p erta della re a ltà non è m erito e co m ­ p ito d ei soli scienziati in senso stretto. M a, so p rattu tto , la sto ria di “ te n ta z io n e ” ci m o stra che i singoli concetti

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(o term ini, o astrazio n i) n o n sono affatto e n tità au to n o m e e im m utabili: dietro ciascuno di essi sta una determ inata im m agine del m ondo, e i concetti (o le astra zio n i, o i te r­ m ini) sono d estin a ti a “ m o rire ” q u a n d o la co n cezio n e del m o n d o ch e vi sta alla b ase viene m eno. 7 5 . Linguaggio scientifico e concezione del m ondo. N el p ara g ra fo p rec ed en te si è m o stra to , a ttra v e rso un esem pio co n creto , ch e concetti e astrazioni n o n h an n o v ita a u to ­ n o m a risp etto a u n a d eterm in a ta concezione d el m on d o . In cosa co nsiste, più precisam en te, q u esto legam e esisten te tra il linguaggio scientifico, d a un lato , e u n a b en p recisa concezione del m ondo, d all’altro? C onsiste in ciò, che c o n ­ cetti e astrazio n i co ntribuiscono, in m isu ra assai rilevan te, a conferm are e diffondere una determ inata concezione del m ondo, ostacolando, nel co n tem p o , l’afferm azione di u n a concezione diversa. P ren d iam o , com e esem pio, u n concetto sociologico a b ­ b astan z a recente, quello di p r i v a z i o n e r e l a t i v a .- " L a situazione sociale indiv id u ata e in te rp re ta ta a ttra v e rso il co n cetto d i p riv azio n e relativ a è la seguente: u n individuo riceve u n a gratificazione (ad esem pio, u n au m en to di sti­ pen d io , un av a n za m e n to di grado) e p u re si se n te in so d ­ d isfatto . P erché? n o n p erc h é la gratificazione ricev u ta sia inferiore alle sue aspettative (anzi, p u ò d arsi che egli n o n avesse n e p p u re delle asp ettativ e in tal senso), - m a perché altri, che secondo lui n o n m eritavano, hanno egualm ente ricevuto tale gratificazione. N on ab b iam o , cioè, u na p riv a ­ zione in assoluto, m a bensì u n a p riv azio n e relativa alla g ra­ tificazione egualm ente ricevuta dagli altri.-’0 C h e cosa “ inseg n a” q u esto co n cetto ? che, in u n a so­ cietà fo n d ata sulla stratificazione e sulle diseguaglianze so ­ ciali, n o n vi so n o solo aspettative che n asco n o d a bisogni reali, vi sono anche e so p ra ttu tto aspettative che nascono dalle diseguaglianze, e la cui soddisfazione serve al p erp e tu a m en to di q u este diseguaglianze. N on solo: qu al è la concezione del m o n d o che sta alla base del co n c etto di priv azio n e relativ a? È l’idea ch e gli individui sono n a t u ­ r a lm e n te portati all’antagonismo e alla com petizione, al p u n to ch e le lo ro aspirazioni n o n so n o d im en sio n ate sui bisogni e sulle esigenze oggettive, bensì sull’esig en za di

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su p e ra re gli altri. È u n p o stu lato , p erò , scientificam ente n o n d im o stra to , - lo stesso su cui si b asa la giustificazione p sico logica del cap italism o (e cioè, che la persisten za di u n sistem a, fo n d ato su lla co n co rren za di tu tti e sul successo di alcuni, tro v a co rrisp o n d e n za nell’ “ istin to ” a lla co m p e­ tizio n e p ro p rio della n a tu ra um ana). P re n d ia m o u n altro esem pio: c o m u n i c a z i o n i d i m a s ­ sa . Q u e sta v o lta n o n si tr a tta di u n concetto, m a d i u n a a strazio n e: c o n “ com unicazioni di m a ssa” , infatti, n o n si coglie u n pro cesso o u n m eccanism o sociale in tu tte le sue in te rco n n essio n i e le sue opposizioni; si colgono sem pli­ ce m e n te certi aspetti com uni a più mezzi di inform azio n e (giornali, rad io , T V , cin em a), e p recisam en te il fatto che i d es tin a tari di tali m ezzi di inform azione sa re b b ero tutti eg u ali tra di lo ro , e co stitu ireb b ero quindi u n a m assa. Q u al è allo ra la concezione del m ondo e d ella società c h e q u e sta astrazio n e sostiene? è quella della società come m assa di eguali, che n o n p u ò subire altre m odificazioni e c a m b iam en ti se n o n quelli che avvengono in u n a m assa, e cio è m u ta m e n ti m eccanici, regolati d a ll’alto, g o vern ati d a “ v a lo ri” e opinioni soggettive anziché d a bisogni ed esi­ g en ze oggettive. N ella m isu ra in cui sostiene q u esta concezione, l ’a stra ­ z io n e “ com unicazioni di m assa” è scientificam ente falsa, p e rc h é ignora il fatto fo n d am en tale ch e la società è divisa in classi, e che nessun m u tam en to o fenom eno sociale p u ò e ssere in te rp re ta to al di fuori di q u esto concetto. C iò non significa, ovviam ente, che n o n esistano le m asse, m a solo c h e è im possibile utilizzare in m o d o co rretto e proficuo l ’id e a di “ m a ssa ” , se p rim a n o n si è fa tta u n ’analisi della situ azio n e in term ini di classe sociale. 7 6 . (C ontinuazione). P er concludere. E siste u n o stretto r a p p o rto tra co n c etti e astrazioni, d a un lato , e u n a d eter­ m in a ta concezione del m o n d o , d a ll’altro. I concetti e le astra zio n i, cioè, h a n n o la funzione di in te rp re ta re la realtà, m a questa interpretazione avviene sem pre a liinterno di una concezione del m ondo ben precisa, che viene, p e r così d i­ re , raffo rza ta daH’afferm azione di q uel co n cetto o q u el­ l ’astrazione. A lo ro volta, tu ttav ia , le diverse concezioni d el m o n d o

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n o n n a sco n o a caso, m a in stre tta relazione co n precisi

interessi di classe che queste co ncezioni m ira n o a d ife n ­ d ere. U n p o ’ sch em aticam en te, p o tre m m o d ire che o gni classe sociale, p e r la difesa dei p ro p ri interessi, e la b o ra (tra l ’altro ) u n a p ro p ria concezione del m o ndo e d ella so­ cietà, così che vengono a esserci ta n te concezioni del m o n ­ d o q u a n te sono le classi. E b b e n e , n o n esiste alcu n c o n ­ cetto (o astrazio n e) ch e n o n p o ssa essere rico n d o tto all’u n a o all’a ltra concezione del m o n d o , che n o n difen d a, cioè, gli interessi di u n a o d ell’a ltra classe.31 Q u e sta p ersu asio n e n o n significa ca d ere nel r e l a t i v i ­ s m o , c cioè, nell’o p in io n e ch e tu tti questi concetti so n o veri, p erc h é sono veri dal p unto di vista da cui sono for­ mulati. N ien te affatto: tra le diverse form ulazioni possibili di u n co n c etto , ne esiste u n a sola vera, ed è q u ella ch e m uove dal p u n to di vista degli interessi della classe s to ri­ cam en te progressista, della classe che costituisce la p a rte av a n za ta delle forze p ro d u ttiv e. T u tte le altre form ulazio n i di q u esto co n cetto sono scientificam ente false. P e r le stesse ragioni va resp in to an c h e il c o n v e n z i o ­ n a l i s m o , cioè la posizione seco n d o cu i n o n esiste, p e r u n d ato co n cetto , u n ’unica form u lazio n e giusta, m a n e esi­ sto n o p arecch ie, alcune delle qu ali so n o egualm ente buo n e: si tra tte re b b e allo ra di arriv are a d e te rm in a re per conven­ zione il co n ten u to di quel co n cetto , di m ettersi d ’ac co rd o , cioè, su co sa “ fa r d ire ” a quel concetto. L a p osizione convenzionalistica è d a rifiutare p e r d u e m otivi. In p rim o luogo, n o n p o tre b b e esserci alcu n ac co rd o se n o n all’in te rn o di u n a stessa classe sociale: classi sociali diverse, infatti, non possono far coincidere che p e r b rev is­ sim i m om enti le rispettive concezioni del m ondo. P e r e se m ­ pio, ch e coincidenze p o sso n o esserci tra il co n cetto di la­ voro fo rm u lato d alla b orghesia e q uello fo rm u lato d al p r o ­ le taria to ? In secondo luogo, m u ta n d o il significato di u n co n c etto , cambia anche l’uso ch e di q u esto co n c etto si p u ò fare: n o n ha senso, allo ra, ce rcare di m ettersi d ’ac co rd o (p er e se m ­ p io ) sul significato di a l i e n a z i o n e , - si tra tta p iu tto sto di sco p rire l'unico significalo possibile di alienazione, qu ello ch e fa, del co n cetto di alienazione, u n o stru m e n to p e r l ’in ­ te rp retaz io n e e la trasfo rm azio n e d ella re a ltà in m o d o fav o ­

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rev o le alle classi progressiste, cioè le classi su b o rd in ate. Si tr a tta , fra l ’altro , di im pedire ch e “ alien a zio n e” div en ti un te rm in e p e r d esig n are i disagi psicologici della borg h esia, o si tra sfo rm i in u n co n cetto di m assa, - e di te n er ferm o, in v ece, il suo significato (teo rico e o p erativ o ) di co n cetto d i classe .37 7 . F un zione d el linguaggio scientifico. Q u al è d u n q u e la fu n z io n e svolta d al linguaggio scientifico? È q u ella d i “ m e t­ te re o rd in e ” nel com plesso degli elem enti che la re a ltà p re se n ta , e cioè, scartare gli elem enti marginali ponendo invece in evidenza gli aspetti essenziali: essenziali p e r riflet­ te re su lla re a ltà , e, so p ra ttu tto , p e r in terv en ire nella realtà. N el lin guaggio scientifico (com e già sa p p iam o ) p o sso n o d i­ stin g u ersi tre livelli, - e a ciasc u n o di questi livelli, c o rri­ sp o n d e n te m e n te , si p o n e il p ro b le m a di cogliere asp etti ed elem e n ti fo n d am e n tali, la scian d o d a p arte quelli m arginali e se c o n d a ri. F acc ia m o q u alch e esem pio p e r ciasc u n o dei tre livelli. A b b ia m o visto che i term ini sem plici colgono elem enti p a rtic o la rm e n te visibili, quasi tangibili, della rea ltà sociale. C iò n o n significa, p erò , che ogni elem ento di q u esta re a ltà p o ssa v en ire su ssu n to con un te rm in e sem plice: alcuni ele­ m e n ti, p e r così d ire, “ n o n ne so n o d eg n i” , n o n se rvon o cioè a c a p ire e a in terv en ire nella realtà. P e r esem pio, “z io ” è un te rm in e sem plice del linguaggio scientifico p erc h é, nei sistem i di p a re n te la delle società n o n -le tte ra te , o cco rre g u a rd a re allo zio (p a te rn o o m a te r­ n o , a se co n d a del tip o di società) del ragazzo, p e r co m ­ p re n d e re p ie n am e n te il sistem a di socializzazione e la vita d e lla fam iglia. Il fenom eno “ zio ” , cioè, è u na re a ltà so­ cio lo g ica b en p rec isa, ed è p e r q u esto m otivo che il te rm i­ n e “ z io ” fa p a rte , legittim am ente, del linguaggio scien ti­ fico. P e r lo stesso m otivo, le p a ro le "p o m p ie re " , " d e p u ta to " , ecc., n o n so n o e n o n p ossono essere term in i scientifici, n o ­ n o sta n te faccian o riferim en to a elem enti della re a ltà ben p rec isi e co n c re ta m e n te esistenti; il fatto è che questi ele­ m e n ti d e lla re a ltà n o n h an n o alc u n a salienza sociologica, n o n se rv o n o di p e r sé a spiegare nulla, e q u in d i n o n p o sso ­ n o essere u n m a tto n e p er c o stru ire un disco rso scientifico.

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L o stesso p rin cip io ( = ce rc a re l’essenziale e s c a rta re ciò ch e è seco n d ario ) vale, a u n livello su p erio re, a n c h e p e r le astrazioni. L e astrazio n i, rip etiam o , colgono gli a sp e tti c o ­ m u n i d i p iù fenom eni, m a n o n devono affatto co g liere q u a l s i a s i asp etto com u n e: dev o n o cogliere solo gli asp e tti co m u n i che so n o essenziali. P e r esem pio, la socio lo g ia tr a ­ d izio n ale u sa l’astra zio n e “ sistem i to ta lita ri” in c o n tra p p o ­ sizione a “ sistem i d e m o c ra tic i” : questi ultim i c o m p re n d o n o le d em o crazie borghesi occidentali, - i p rim i c o m p re n d o n o invece sistem i sociali diversissim i tr a loro, co m e il fasci­ sm o e il nazism o, d a un la to , il com uniSm o, d a ll’a ltro . C o m e viene co stru ita l’astra zio n e “ sistem i to ta lita ri” ? Il c riterio co n sid erato è “ assen za di ce rte lib e rtà e p re ro g a ­ tive b o rg h esi” . P oiché q u este lib e rtà sono p rese n ti nelle d em o crazie borghesi (alm eno in teo ria), m e n tre so n o as­ sen ti sia nei regim i fascisti e nazisti, sia in quelli c o m u n i­ sti, tu tti questi ultim i v en gono m essi insiem e e c o n tra p p o sti alle d em o crazie borghesi. T u tta v ia , l’astra zio n e “ regim i to ta lita ri” , c o stru ita in q u e ­ sto m o d o, n o n a iu ta a lla tto a ca p ire la realtà, anzi. In p a r ti­ co lare, n o n si riesce a ca p ire p e rc h é i regim i fascisti e n a ­ zisti siano nati e si siano afferm ati co n l’ap p oggio d elle borghesie in d ustriali e finanziarie, e in m o d o an tag o n istico risp etto alle ideologie e ai regim i di tipo socialista e c o m u ­ nista. L e co se si ch iarisco n o , viceversa, se si ra g g ru p p a n o i v a­ ri sistem i sociopolitici non già secondo il criterio “ assen z a di lib e rtà e p rero g ativ e borg h esi” , bensì secondo il seg u en ­ te criterio: nell’interesse di quale classe viene e s e rc ita to il p o te re p olitico? A p p lic a n d o q u esto criterio, risu lta ch e, sia n elle d em o crazie b o rg h esi, sia nei regim i fascisti e n azisti, il p o te re politico viene esercitato d alla b o rg h esia , - nei sistem i socialistici, invece, d al p ro letariato . L ’astra zio n e “ sistem i to ta lita ri” è qu in d i una astrazio n e falsa, se n o n la si p recisa u lterio rm en te: essa infatti considera com e

aspetto essenziale della realtà quello che è invece u n aspet­ to secondario (assenza di lib e rtà borghesi), e lascia invece co m p letam e n te ca d e re l’asp etto (q u esto sì v e ra m e n te es se n ­ ziale) d ella classe p e r c o n to della q u ale viene e se rc ita to il p o te re politico (cfr. § 124). L e stesse cose p o sso n o infine ripetersi p e r il te rz o livello

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del d isc o rso scientifico, quello dei concetti. L a funzione dei co n c etti è q u ella di individuare un in tero m eccanism o d e lla re a ltà (psicologica o sociale) in tu tte le sue in terco n ­ n essio n i e i suoi rap p o rti: m a deve tra tta rsi di elem enti essen ziali, n o n di elem enti m arginali o di sem plici a p p a ­ renze. P e r esem p io , il co n cetto di “ p o te re ” coglie il m ecca­ n ism o essenziale di q uesto fenom eno com plesso, e cioè il m o d o in cu i avviene il co n d izio n am en to di q u alcu n o d a p a rte di q u a lc u n a ltro in vista di q u alch e cosa, - m a diverse c a ra tte ris tic h e del fen o m en o vengono (g iustam ente) lascia­ te n ell’o m b ra . C osì, m olte volte chi esercita il p o te re viene a n c h e ad arricc h irsi: tu ttav ia, m entre il senso co m u n e n o ta so p ra ttu tto q u e s to arricch im en to , il fatto d ell’arricch im en to è u n a sp e tto asso lu ta m en te m arginale del fen o m en o del p o te re , e il c o n c e tto di p o tere, giustam en te, lo tra sc u ra e n o n lo co n sid era. 7 8 . (C o n tin u a z io n e ). È c h ia ra , insom m a, la funzione sv o lta d a q u este div erse fo rm e del linguaggio scientifico: in d iv id u a re gli asp etti essenziali della realtà. I term ini, le astra zio n i e i co n c etti non colgono tutta la realtà, e non d ev o n o farlo , p e rc h é p er co m p re n d ere la re a ltà sociale so­ n o necessari e sufficienti solo alcuni suoi elem enti, accu ­ ra ta m e n te scelti: gli altri so n o inutili, o a d d irittu ra d istu r­ ban o . È q u in d i e stre m a m en te im p o rta n te la scelta degli ele­ m en ti d a so tto lin e are, e di quelli d a lasciare nell’om b ra. T erm in i, c o n c e tti, astrazio n i so n o in so m m a delle affer­ m azioni sulla realtà e, com e tali, veri o falsi: essi affer­ m a n o , cioè, ch e la re a ltà va vista in quel m o d o , e n o n in u n a ltro m o d o : che so n o quelli, e n o n altri, gli elem enti che v a n n o p o sti in evidenza. È ch iaro , allo ra, che il co n cetto (o il te rm in e, o l’astrazio n e) è giusto quando individua, in u n a re a ltà co m p lessa, gli elem enti essenziali p e r in te rp re tare tu tta la re a ltà ; è sbag liato q u a n d o coglie invece gli ele­ m en ti m arg in ali, secondari di q u esta realtà. Il ric e rc a to re n o n deve so tto v alu tare l’im p o rta n z a di q u e­ sto d isco rso , e cioè della scelta (o m eglio: sco p erta) degli elem enti d a p o rre in rilievo, e di quelli d a lasciare nell’o m ­ b ra . In fa tti, d a te le caratte ristic h e sociali del linguaggio

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scientifico (tra cui la su a diffusione e la su a au to rev o lezza), e d ato che la co n o scen za della re a ltà è s o p ra ttu tto u n fatto sociale (cioè, n o n avviene in m o d o d iretto, m a a ttra v e rso le esperienze di a ltri uom ini, tra cui gli scienziati), - le p e r­ sone p en san o e agiscono non secondo la realtà , m a seco n ­ do l’im m agine e l’in te rp re taz io n e che i concetti (e i term in i, e le astrazioni) d a n n o della realtà. P er q u esto la funzione del linguaggio scientifico è im p o r­ ta n te. Se i concetti colgono gli aspetti giusti e c o rre tti (cioè, essenziali) della re a ltà , essi sono un p o te n te strum ento per far avanzare qu esta realtà, cioè p e r farla giungere a p ien a realizzazione; se colgono invece gli aspetti sbagliati, essi sono u n o stru m e n to , egualm ente p o te n te, di co n serv az io n e, di resistenza e di violenza alla realtà. 7 9 . C om e nascono i concetti sbagliati? N on vo g liam o qui o ccu p arci dei casi in cui lo sbaglio è d o v u to a erro ri m a­ teriali, o p p u re a lim iti e m a n ca n ze p erso n ali dello scien ­ ziato e del rice rc ato re : q uesto tipo di erro ri n o n ci in te­ ressa. C i in te ressa n o invece tu tti i casi di “ e r r o re ” siste­ m atico, di strav o lg im en to co stan te della re a ltà o p e ra to a t­ trav e rso i concetti (i term ini, le astrazioni). L e ragion i, in q u esto caso, n o n v an p iù cercate nell’insufficienza p erso n ale del rice rc ato re ; so n o ragioni sociali, che rig u a rd a n o la po­ sizione del ricercatore nella società, i suoi interessi, la sua a p p a rte n e n z a di classe. P e r cap ire m eglio q u esto p u n to , p re n d ia m o un esem pio u n p o ’ le tterario . Il fenom eno del p a rto , d ella n ascita, può v enire p erc ep ito e d escritto in m o d o ben div erso a se co n ­ d a d ell’o sserv ato re. U n prim o osserv ato re vi v e d rà il d o ­ lo re, il sangue e il travaglio, e lo d escriv erà q u in d i a ttr a ­ verso i suoi aspetti negativi. U n altro o sse rv a to re v e d rà a n ­ c h ’egli tu tto q u esto , m a, n ella su a descrizio n e del fen o m e­ no, co n sid ererà gli aspetti negativi se co n d ari e m arg in ali risp etto al fatto che è n ato un n uovo essere u m a n o . È c h ia ­ ro , in q u esto esem pio, che alla b ase di q u esta d iv e rsa p e r­ cezione e d escrizione stan n o ca ratteristich e individuali d i­ verse. M a o ra p ren d ia m o , invece del p arto , un fen o m e n o più com plesso, co m e u n rap id o m u ta m e n to sociale, o u n a riv o ­ luzione. A n ch e qui ab b iam o osservatori ch e n o n riescono

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a v ed e re altro c h e le sofferenze, le m orti, le ingiustizie, le p riv az io n i, e, in so m m a, tu tto il costo sociale ch e un a riv o ­ lu z io n e in e v ita b ilm e n te p o rta co n sé. A ltri o sserv ato ri, in ­ vece, v ed o n o b enissim o tu tto q u esto , m a lo consid eran o co sa m a rg in ale e seco n d aria risp etto all’u n ica cosa v era­ m e n te essenziale, la nascita di una società nuova. In q u e­ sto caso , p e rò , a lla base di qu esta d iversa p ercezio n e non sta n n o ta n to ca ratte ristic h e individuali degli osserv ato ri, b en sì c a ra tte ristic h e e condizionam enti di tipo sociale. Il p iù im p o rta n te di questi co n d izio n am en ti è co stitu ito dagli in te ressi e d a \Yappartenenza di classe. N ella R iv o lu zio n e F ran cese (e nelle altre rivoluzion i b o r­ ghesi dei secoli scorsi), chi si p o n e v a d al p u n to di vista d e ll’a lta n o b iltà e d ell’alto clero, vedeva il cao s, la d istru ­ zio n e e la fine di ogni civile convivenza; chi si p o nev a in ­ v ece d al p u n to d i vista della borghesia, vedeva nella rivo­ lu z io n e la sola s tra d a p e r assicu ra re possib ilità di crescita e d i e sp an sio n e all’unica classe che lo m eritasse, all’u nica classe allora p ro g ressista, la borghesia. N elle rivolu zio n i socialiste, sim ilm ente, chi si pon e dal p u n to di vista d ella b orghesia n o n riesce a v ed e re altro c h e le confische, le violenze, la c a d u ta dei vecchi valori; c h i si p o n e d al p u n to di vista del p ro le ta ria to , riconosce in v ece ch e si tr a tta di fenom eni necessari p e rc h é la classe p iù p ro g re ssista (il p ro le ta ria to ) p ossa c o n tin u a re a crescere n ell’in teresse p ro p rio e di tu tta la società. D a un pun to di vista strettam ente materiale, ciascu n o di q u e sti o sse rv a to ri h a ragione a d ifendere gli interessi della p ro p ria classe. Da u n punto di vista scientifico, invece, uno solo ha ragione. D a un p u n to d i vista scientifico e sto rico , cioè, u ccisioni, oltraggi, proscrizio n i sono d el tu tto irrile­ v a n ti; c o n ta solo il fatto ch e u n a classe che e ra p ro n ta per a n d a re al p o te re e assicu ra re un d eterm in a to pro g resso d el­ la so cietà, ci sia effettivam ente an d a ta , e ch e la classe che n o n av e v a p iù n u lla d a d ire sul p ia n o storico, sia sta ta eli­ m in a ta d a lla scena. È q u esto il c rite rio -b a se (non l’unico, o vviam ente), per v a lu ta re la c o rre tte z z a scientifica dei co n cetti, delle teorie e d i ogni a ltro stru m e n to : d a che p u n to di v ista questi stru m e n ti teorici in te rp re ta n o la realtà? D al p u n to d i vista d e lla classe p ro g re ssista, o d a quello della classe co n ser­

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v atrice? P ossono essere giusti solo i concetti, le te o rie, gli stru m en ti scientifici, insom m a, ch e analizzano e in te rp re ­ ta n o la re a ltà sociale dal p u n to di vista della classe p r o ­ gressista, della classe che ra p p re se n ta il fu tu ro , la p a rte p iù av a n z a ta delle forze produttive. Il ricercato re, cioè, p o nendosi critica m en te di fro n te alla realtà, d eve privilegiare il mutamento', p e r cogliere u n fe­ n om en o teo ricam en te, non deve g u a rd a re solo a ciò ch e il fen o m en o attu a lm e n te è, m a a ciò che d iv e n te rà a ttra v e rso la sua evoluzione storica, senza lasciarsi in g a n n are d a certi aspetti negativi di un fenom eno, q u a n d o essi siano se co n ­ d ari, - siano, cioè, il costo n ecessario di un p ro g re sso e u n a trasfo rm azione. 11 rice rc ato re , insom m a, deve interpretare tutta la realtà dal punto di vista del suo sviluppo. È la ricerca del n u o v o , è l’analisi di u n a re a ltà fa tta a ttr a ­ v erso le sue anticipazioni, che distingue la ricerca d al sen ­ so com une. 8 0 . L a fine dei concetti e la lotta di classe. L eg g e n d o li­ bri di sto ria del p en siero - e n o n solo del p en siero so cio ­ logico, m a an c h e del p en siero filosofico, scientifico, le tte­ rario , ecc., - bisogna ev itare di ca d e re in u n e rro re assai diffuso. Q u esto e rro re consiste nel rite n ere ch e, q u a n d o u n a te o ria , un co n cetto , u n ’astra zio n e è “ in v e cc h iato ” , e cioè, q u a n d o non rip ro d u c e p iù in m o d o ad e g u ato la re a l­ tà, in terv en g a q u alch e p en sato re (sociologo, scienziato , filo­ sofo, ecc.) che, quasi dal nulla, form ula uno strum ento nuo­ vo e più ad e g u ato in sostituzione del p recedente. Q u esta im m agine del pro g resso scientifico, in cui, sem ­ plicem ente, un co n c etto seppellisce un altro e p re n d e il suo p o sto , è grav em en te inco m p leta. L ’anello m a n c a n te è qu esto , che u na te o ria, u n co n cetto , ecc. n o n v ien e m ai so p p ia n ta to direttam ente d a u n ’a ltra teo ria, d a u n altro co n c etto , m a solo attrav erso le m ediazioni della r e a ltà so­ ciale, e cioè, dal conflitto sociale e d alla lo tta di classe. Il c o n cetto di “ te n taz io n e” n o n è v e n u to m eno p e r essere sta to p re so a bersaglio d a sociologi, psicologi e filosofi, m a p e rc h é le stru ttu re di p o te re ( = il p o te re te m p o rale d ella C hiesa) che sostenevano q u esto co n cetto so n o cro l­ late p e r gli attac ch i di u na classe an tag o n ista, la borg h esia. A n ch e nella sto ria delle idee, in so m m a, il m otore vero del

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progresso è costituito dalla lotta tra le classi, i cui esiti a lte rn i so n o tali d a sp azzar v ia non solo le stru ttu re di p o ­ te re p rec ed en ti, m a anche le ideologie, le teo rie e i concetti scientifici ch e e ra n o d iretti al sostegno di quelle stru ttu re. P e r co m p re n d e re m eglio q u esto p u n to , p ren d ia m o , com e esem p io , u n o d ei concetti p iù im p o rta n ti della sociologia, il c o n c e tto di p o t e r e . C i servirem o della definizione di “ p o te re ” p ro p o sta d al m assim o sociologo co n tem p o ran e o , T a lc o tt P a rso n s. A n alizzan d o la fam iglia co m e sistem a so­ ciale , P a rso n s definisce il co n cetto di p o te re in q u esto m o ­ d o : “ im p o rta n z a relativ a nello svolgim ento delle p re sta ­ zio n i fu n zionali del sistem a” .™ C e rc h ia m o d i spiegare cosa significa q u esta definizione: significa ch e u n sistem a sociale (p er esem pio la fam iglia), p e r p o te r funzionare, h a bisogno che i suoi m em b ri svol­ g a n o ce rte attiv ità ch e sono, ap p u n to , funzionali al sistema. A v e re p o te re significa allo ra p a rte c ip a re allo svolgim ento d i q u este attiv ità, - e q u a n to più n u m e ro se o im p o rta n ti so n o q u e ste attiv ità, ta n to m aggiore è il p o te re ch e si p o ssied e, ( è a p p u n to q u esto il significato di “ im p o rtan za re la tiv a ” .) M a il significato u ltim o di q u esta definizione è il seg u ente: tu tto il p o te re , sia quello della m in o ra n za, sia q u ello d ella m aggioran za, d eve partecipare, sia pure con

“im portanza relativa diversa”, a gestire il sistema. T ra s p o rta n d o il discorso, d a l p ia n o d ell’istituzione fam i­ lia re, al p ia n o delle istituzioni sociali e della società nel su o co m plesso, ciò significa che, q u alu n q u e siano le vicende d el p o te re , le lo tte p e r il p o te re , i rovesciam enti di forze, ec c., d ev e p e rò esistere u n consenso sostanziale di tu tti i m e m b ri d el sistem a alla gestione del sistema così coih’è. M a se tu tto il p o te re esistente nel sistem a viene im pie­ g a to p e r co n serv are il sistem a, p e r farlo fu n zio n a re n ella s u a s tru ttu ra attu a le , non resterà più potere per trasformare q u e s to sistem a. D efinito così, insom m a, il co n c etto di p o te re rim a n d a a u n p o te re c o n serv ato re d el sistem a attu alm en te esisten te, u n p o te re che, p e r definizione, n o n innova e n o n p u ò in n o v are. È g iu sto q u esto co n cetto di p o te re ? È significativo che P a rs o n s , su b ito d o p o av ere d a to la definizione an z id e tta , ac c e n n i a u n altro possibile significato di “ p o te re ” , e cioè, “ la c a p a c ità di c a u sa re d istu rb o m inacciando di d isgreg are

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il sistem a” . Q u esta ca p ac ità , o v viam ente, è p o sse d u ta d ai m em b ri del sistem a che sono in posizione di subordinazione e d ip en d en za. C osì, nel sistem a sociale fam iliare, il b a m ­ b in o piccolo, che, (p e r esem pio) attrav erso ce rti c o m p o r­ ta m en ti di rifiuto globale (di m a n g iare, di co m u n ica re , ecc.), p u ò m ettere in crisi to ta le il su o sistem a di a p p a rte n e n z a . S im ilm ente, n el sistem a generale, le classi su b o rd in a te , il so tto p ro le ta ria to , che se m b ra n o in certi m om enti m ira re alla p u r a e sem plice d istruzione del sistem a. P arso n s, tu tta v ia , rifiu ta q u esto secondo possibile significato di “ p o te re ” : tu tta la su a o p e ra è d ed ica ta al p o tere -c h e-co n se rv a, n o n già al po tere-che-rovescia. P u re , la stessa re a ltà della società a m erica n a sta m o ­ s tra n d o che il concetto di potere-che-conserva è orm ai inu­ tilizzabile nella su a integ rità e esclusività, - sta m o stra n d o , cioè, l’esistenza di fo rm e di lo tta che, in c e rti m o m e n ti, ra p p re se n ta n o l’in c arn az io n e del p o tere-ch e-ro v escia. L e ri­ v o lte n egre, sem pre più n u m e ro se e più violente, e s p rim o ­ n o , alm eno in p a rte , il rifiuto to ta le di u n a società. S icu ram en te, la classe n eg ra p o trà crescere n o n so lo r o ­ vescian do, m a anche c o stru e n d o fo rm e di o rg an iz za zio n e e di gestione di c o n tro p o tere, ch e v an n o m olto ald ilà d ella p u r a e sem plice d istruzione. M a n o n esiste a n c o ra , in tu tta la le tte ra tu ra sociologica, alcu n concetto, alcu n a p ro p o si­ zione, che co n sen ta quanto m eno di com prendere q u esto n u o v o p o te re , n u o v o in sé e p e r le form e org an izzativ e che v a assu m endo. In fa tti la crisi di p o te re che si o sse rv a n ella re a ltà sociale h a m esso in crisi an c h e il rela tiv o co n c etto (di p o tere-ch e-co n serv a), - m a solo la prosecuzione e il successo delle lotte co n d o tte d al B asso c o n se n tira n n o di fo rm u la re u n co n cetto d i p o te re -c h e-trasfo rm a scientifica-

m ente corretto. 8 1 . Indicazioni per la ricerca. C he conclusioni si p o s s o ­ n o ric a v a re d a tu tto q u esto discorso, ai fini del n o s tro la ­ v o ro di ricerca? significa fo rse ch e d o b b ia m o g e tta r v ia tu tto l’insiem e dei co n c etti ch e le scienze sociali h a n n o e la ­ b o ra to , e d edicarci a c o stru ire concetti nuovi? N o , q u e sta p ro p o sta n o n av re b b e senso, e p e r diverse ragioni. A b b iam o visto ch e non si p u ò distruggere un concetto d elle scienze sociali “a tavolino ” : so n o i m u ta m e n ti sociali

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ch e fan n o estin g u e re i diversi co n cetti, e l’unico lav o ro che si p u ò fare a ta v o lin o è q uello di p re n d e re a tto della sco m ­ p a rs a , e fare l’an alisi del co n cetto . T u tta v ia , com e n o n si p u ò a ta v o lin o d istru g g ere u n co n c etto , così non lo si può neanche costruire. A nche la fo rm u lazio n e di concetti nuovi, in fatti, rich ied e la p resen za di u n a rea ltà nu o v a, di form e o rg a n iz z a tiv e d iverse risp etto a quelle attuali. In q u an to stru m e n ti teorici, cioè, i co n c etti n o n p ossono co m p leta­ m e n te p re c e d e re la p ra tic a , m a possono nascere solo dalla

pratica. D ’a ltro n d e , gli stessi concetti trad izio n ali che si vuole c ritic a re e so stitu ire non so n o n ati g ratu itam e n te , o in m o­ d o c a su a le , m a in risposta a esigenze ben precise, al ser­ vizio dei bisogni d ella classe sociale d o m in a n te , del raffo r­ z a m e n to e della co nservazione del suo p o tere. E solo ora che questi concetti entrano in crisi, d iv e n tan o cioè, in p arte o del tu tto , inutilizzabili: non p e r lo ro n a tu ra , n o n p e r in ­ sufficienze te cn ic h e, o teoriche, o a ltro , - m a p erc h é è p ro fo n d a m e n te in crisi il p o te re sociale (e il tipo di d istri­ b u zio n e di ta le p o te re ) su cui si fo n d av an o . È p ro p rio su q u esta crisi (crisi d ella a ttu a le distrib u zio ­ n e d ei ra p p o rti di p o tere, e conseg u en te crisi dei concetti e degli stru m e n ti teorici), che deve la v o ra re il ricercato re. M e n tre il ric e rc a to re trad izio n ale, n ell’illusione che i suoi stru m e n ti teorici e concettuali p o ssa n o essere salvati dal di dentro a ttra v e rso u n ’operazio n e tecnica, ce rca di m igliorare e p e rfe z io n a re stru m e n ti sem pre p iù inutili, il rice rc ato re di tip o n u o v o d ev e approfondire, ricerca per ricerca, il signi­ ficato concreto di questa crisi, p e r ogni co n cetto e p er ogni stru m e n to te o rico . Il rice rc ato re deve cioè ce rc a re di indi­ v id u a re , in ogni co n cetto trad izio n ale, gli elem enti di co n ­ tro llo sociale a ttra v e rso i qu ali il con cetto , anzich é essere u n fa tto re di liberazione della re a ltà (attra v erso la sco p erta dei suoi asp etti dinam ici), d iv e n ta u na cam icia di forza im ­ p o s ta a lla realtà. Il p rim o la v o ro necessario è d u n q u e un lav o ro di critica di o gni c o n c e tto e di ogni stru m e n to teorico, - critica d i­ re tta a cogliere, al di là delle giustificazioni, form ali e di a p p a re n te “ n e u tra lità ” del co n c etto , le sue giustificazioni m a te ria li, cioè la difesa, che il co n cetto com pie, di precisi

interessi di classe.

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O cc o rre insistere su q uesto p u n to : n o n si p u ò p u ra m e n te e sem plicem ente sb a ra zz arsi del bagaglio teorico trad izio ­ nale e in tra p re n d ere nel vu o to la costruzione di stru m e n ti teo rici nuovi. I vecchi co n c etti h an n o an c o ra un m e rito fo n ­ d am en tale: ci m o stra n o / punti in cui il vecchio sistem a presenta dei problem i, delle co n tra d d izio n i; sono le difese del sistem a. C o n o scere sistem aticam en te tu tto q u e sto , si­ gnifica co no scere i punti su cui far leva, e stab ilire le p r e ­ m esse p er u n a effettiva rifo rm u lazio n e delle p ro fessio n i e d elle scienze sociali. 8 2 . Altre indicazioni. Se il p rim o co m p ito del ric e rc a to re è q u ello di sm o n tare ogni co n cetto che si in c o n tra nella p ratica d ella ricerca sociale, p e r m o stra re , d ie tro l’a p p a ­ ren te oggettività del m eccanism o concettuale, co m e o p e­ ra n o gli interessi di classe, - vi è, ovviam ente, an c h e un altro o b b iettivo, quello di sostituire, a strum enti se m p re più falsi e inefficaci, altri strum enti. T u tta v ia , su q u esto secondo ob b iettiv o , non si p u ò fare p er o ra che un disco rso m o lto astra tto , p er q u esto m otivo: fino a q u esto p u n to ab b iam o p o tu to far riferim en to a p re ­ cise esperienze, m a p e r la p a rte “ c o stru ttiv a ” n o n è a n c o ra possibile appoggiarsi ad alcu n a esperienza. R ico rd iam o che l’esperienza di cui av rem m o bisogno co m p re n d e d ue elem enti: un elem ento pratico (il co n seg u i­ m e n to di un d eterm in a to o b biettivo, d a p a rte delle classi su b o rd in ate, nel corso della lo ro lotta, o il raggiungim en to , d a p a rte di q u esta lo tta, di un livello o rg an izzativ o n u o ­ vo), e u n elem ento teorico (la riflessione su q u esta p ratica, e la fo rm ulazione di stru m en ti co n cettu ali nuovi, idon ei al n u o v o livello raggiunto). Poiché q u esta d o p p ia esperienza an c o ra m an ca, o è c o ­ m u n q u e m olto difficile d a cogliere, ci lim iterem o ad alcu n e indicazioni a b b a sta n z a astra tte . D iciam o a n z itu tto ch e il p ro b lem a di fo rm u lare concetti o astrazioni n u o v e è un p ro b le m a di percezione corretta dalla realtà. C o m e va d u n ­ q u e im p o stata e c o n tro lla ta la n o stra p ercezione della re a l­ tà sociale generale? - sulle linee reali di sviluppo della società: o cc o rre c o n ti­ n u am en te verificare in ch e s e n s o .la società sta c a m b ia n -

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d o , com e si v a n n o configurando i ra p p o rti tra le classi, e co m e v a ca m b ia n d o la relativ a d istrib u z io n e del potere; - sui condizionam enti oggettivi della situazione, e sulle ri­ sorse a disposizione: qu ali sono gli obbiettivi concreti d a rag g iu n g ere? q u ali gli ostacoli che dev o n o essere sup erati? q u ali m ezzi so n o necessari p e r su p e ra rli, e qu ali sono d i­ sp onibili? C o s a significa q u esto d iscorso in u n a re a ltà specifica, in una situ az io n e di ricerca ben d eterm in a ta? Significa: - sa p e r prevedere lo sviluppo della situazione senza iso lar­ la d alla re a ltà generale, m a anzi, all’in te rn o di tale real­ tà ; - sa p e r cogliere e sottolineare tutti gli elem enti che con­ sentono questa evoluzione della situazione, esaltan d o q u e­ sti elem e n ti n ella p ratica e nella riflessione te o rica; - sa p e r rico n o sc ere, nello stesso tem po, gli ostacoli che si o p p o n g o n o a q u e sta evoluzione, e tenerli nella giusta c o n ­ sid erazio n e, - m a sem pre, ovviam ente, com e m om enti ne­ gativi, sia d ella p ra tic a , sia della riflessione teorica c o rri­ sp o n d en te. U n a c o rre tta p ercezione della realtà, insom m a, deve p a r ­ tire, n o n solo d a u n ’analisi delle condizioni attu ali, m a an c h e delle p ro sp ettiv e fu tu re della situazione. D a un p u n ­ to d i vista scientifico, si è d etto , n o n si p u ò consid erare u n a situ az io n e se non nella prospettiva del suo sviluppo. P a rlia m o di u n fu tu ro e di u n o sviluppo oggettivi, si c a ­ pisce, n o n di q u ello che si v o rreb b e p e r d esid erio p e rso ­ n ale, p er p referen z e politiche, o altri criteri soggettivi. P iù p rec isam en te , in q u an to ricercato ri, p arliam o di fu ­ tu ro quale em erge dallo stato attuale della contraddizione tra forze p roduttive e rapporti di produzione. N el definire essenziali o m arginali, positivi o negativi gli elem enti di u n a situ azio n e, n o n si deve m ai p erd e re di vista q u esta c o n tra d d iz io n e fondam en tale: infatti, è la soluzione di tale c o n tra d d iz io n e ch e p o rte rà a un m u ta m e n to radicale dei ra p p o rti di p o te re o ra esistenti. È q uesto tip o di fu tu ro ch e d o b b ia m o p erse g u ire in ogni situazione di ricerca, fo rm an ­ d o stru m e n ti teo rici co rrisp o n d en ti, - stru m e n ti, cioè, che

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sap p iano n o n solo in te rp re tare, m a anche favorire l ’ev o lu ­ zione e lo sviluppo. 8 3 . A che livello m uoversi? A b b iam o g ià ac c e n n a to , a l­ l’inizio del p a ra g ra fo preced en te, alle difficoltà che si o p ­ po n g o no alla form ulazione di stru m en ti teorici nuovi. Ci tro v iam o cioè di fronte, nel n o stro lav o ro , a u n a c o n tra d ­ dizione oggettiva, i cui term ini sono i seguenti. D a un lato , vi è Vesigenza di form ulare strum enti nuovi, a m an o a m a n o che il n o stro la v o ro critico (e, n a tu ra l­ m ente, l’evoluzione del conflitto sociale) ci m o stra l ’in a p ­ p licab ilità degli stru m en ti teorici tradizio n ali. D a ll’a ltro lato , ci sono le difficoltà teoriche e pratiche d eterm in a te d al g ra n ­ d e sp ezzettam en to della rea ltà, dal fatto, cioè, ch e gli svi­ lu p p i oggettivi della re a ltà (senza dei qu ali n o n si p u ò fare teo ria) so n o estrem am en te dispersi e si p re se n ta n o in fo r­ m e diverse e spesso tra lo ro c o n tra d d itto rie . Se, a q u esto sp ezzettam ento, aggiungiam o le rilevanti difficoltà tecn ich e di “ fare te o ria ” (cioè, di form ulare degli stru m e n ti teo rici nuovi), se m b ra che al rice rc ato re p ratico n o n restin o m olte p o ssib ilità di d a re un c o n trib u to teorico. C o m e p u ò risolversi q u esta co n tra d d izio n e? la solu zio n e si trova, se co n d o noi, non a livello di concetti e astra zio n i di p o rta ta universale, m a a un livello di g en eralità e d i p o r­ ta ta più limitato. Le situazioni di ricerca nelle qu ali ci m u o ­ viam o sono, ovviam ente, circo scritte e p artico la ri: è o vvio ch e gli stru m en ti teorici che possiam o fo rm u lare sia n o an* c h ’essi circoscritti e lim itati. Il crescere della lo ro g en e ra­ lità e della lo ro p o rta ta n o n d ip e n d e ta n to d a noi e d alle n o stre c a p a c ità creative, q u an to dal generalizzarsi della situazione nella quale operiamo, e, so p ra ttu tto , d al gene­ ralizzarsi dei risu lta ti e dei successi delle d iverse situ azio n i d i ricerca. P e r concludere, in q u esti anni po ssiam o sc o p rire solo stru m en ti teorici “ di seconda c a te g o ria ” , o m eglio, strum enti tattici, - ch e p o sso n o cioè servire p e r an alizzare e fa r c re ­ scere u n a situazione p artico la re , m a ch e d o v ra n n o m ag ari essere lasciati ca d ere q u a n d o si p a sse rà a u n g rad o d i re a l­ tà p iù am pio e più generale. U n o dei cam p i nei quali q u esto la v o ro te o rico p u ò riv e­ larsi p iù feco n d o è quello dei b i s o g n i . In q u esta m a te ria

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ci si m u o v e sem p re, o co n un g retto b u o n sen so , o co n un eccesso di astra tte zz a. M a c o s a son o , in re a ltà , i bisogni? il lav o ro teorico d a fa re co n siste neH’im p o stare e nel d a re risp o sta a d o m an d e c o m e q u este: q u al è la c o rre tta m etodologia di rilevazione d ei b iso g ni, e cioè, com e è possibile d eterm in a re , in ogni situ az io n e specifica, la p rese n za di d eterm in a ti bisogni og­ g ettiv i? in s tre tta relazio ne con q u esto p u n to , ch e ra p p o rto su ssiste tra aspetti oggettivi e aspetti soggettivi del bisogno, e cio è, tra la cond izio n e oggettiva di bisogno e la coscienza c h e se n e h a? co m e è possibile fare in m o d o che la so d ­ d isfaz io n e di un bisogno sia, an zich é un freno, un incentivo a un ulteriore sviluppo della situazione, - e cioè, co sa si­ gnifica c o s tru ire (o m eglio: sco prire) u na scala oggettiv a di b iso g n i? q u al è il c riterio che p resie d e a q u esta scala, e che ra p p o rti sussisto n o tr a i suoi diversi elem enti? q ual è, di v o lta in v o lta , la funzio ne del ricercato re, di q u ale p o tere si serv e, qu ali co m p ete n ze tecniche gli sono richieste, d a ch e p eric o li deve g u ard a rsi? G ià so lo d a qu este p o ch e d o m a n d e, a p p a re ch iaro ch e il la v o ro te o rico , già fin da ora alla p o rta ta del ricercato re, è d i d im en sio n i e n o rm i, e che, se n za i risu ltati di q u esto la v o ro (e senza u n a co rrisp o n d e n te evoluzione oggettiva d e lla situ azio n e), n o n si è in g rad o di p assare alla fo rm u ­ la z io n e d i stru m e n ti teorici di c a ra tte re p iù universale. In q u e sta fase di sviluppo delle scienze e delle p ro fe s­ sioni sociali, il c o m p ito del rice rc ato re è quindi d uplice: da u n la to , o c c o rre c ritica re e “ sm o n ta re ” sistem aticam en te u n a scien za vecch ia; d a ll’altro , o cc o rre o p e ra re u n ’accu ­ m u la zio n e o rig in a ria di co noscenze e di scoperte, e cioè, g e tta re le basi di u n a scienza nuova.

A ppendice B N o z io n i p r a tic h e d i filo so fìa d e lla s c ie n z a

Sezione I C O N C E T T I E A STR A ZIO N I N ei p ara g ra fi p rec ed en ti si è insistito sul fatto che il ric e r­ ca to re d eve so tto p o rre a critica rad ic ale gli stru m en ti te o ­ rici d ella m etodologia trad izio n ale. A l fine di ag ev o lare e ren d e re p iù consapevole q u esto la v o ro di critica, nella p r e ­ sen te ap p en d ice vengono discussi alcuni problem i relativi ai d u e stru m en ti p iù im p o rta n ti, il co n cetto e l’astrazio n e. C o m e abb iam o d etto , lo stu d io d e lla presen te ap p e n d ic e n o n è strettam en te indisp en sab ile p e r la co m p re n sio n e d ei capitoli successivi; è invece in d ispensabile p e r chi voglia utilizzare, ai fini del suo la v o ro di ricerca, la le tte ra tu ra sociologica tradizionale. 8 4 . Som iglianza e diversità dei fenom eni. C o n fro n ta n d o il co n c etto e l’astrazio n e, ab b iam o c o n sta ta to ch e il v alo re co n o scitiv o del p rim o è assai su p e rio re a q uello d ella se­ co n d a. C iò significa che, co m e m ezzo per rappresentare e m ettere ordine nella realtà , il co n cetto è assai più efficace d ell’astrazione: q u esta, infatti, si lim ita a m o stra re delle so ­ m iglianze tr a i fenom eni, m e n tre i concetti m o stra n o u n n esso esisten te oggettivam ente tr a i fenom eni, - m o stra n o cioè u n m eccanism o com p leto di q u esta realtà. Il fa tto ch e le astrazioni (ch e m o stra n o le som iglianze) a b b ia n o u n valore conoscitivo m in o re dei concetti (ch e m o ­ stran o il nesso esistente tra fenom eni di per sé dissim ili), co n fe rm a q u a n to già sap ev a m o sul m o d o in cu i o cc o rre g u a rd a re alla re a ltà sociale. E cioè, p e r cogliere in m o d o

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c o m p le to ta le re a ltà , si d ev e p re sta re attenzione, n o n alle co se ch e so n o eguali tr a di lo ro (col che si restereb b e al­ l’as tra zio n e), m a alle d iv ersità, alle differenze ch e sussi­ sto n o tra le cose e tra i fenom eni. I n te rm in i p iù specifici, ciò significa che, p e r co m p re n ­ d e re a fo n d o la re a ltà , occorre guardare n o n a ciò ch e gli u o m in i (o i diversi aggregati sociali) h an n o in com u n e, m a alle diseguaglianze fondam entali che sussistono tr a lo ro , d iseg u ag lian ze ch e (com e ab b iam o spesso rich iam ato ) si e s p rim o n o , nelle società com p lesse, p rin cip alm en te in te r­ m in i d i classi sociali. P o ic h é la re a ltà sociale è disuguale e den sa di c o n tra d ­ d iz io n i, e p o ic h é l ’evoluzione sociale h a luogo attrav erso lo sv ilu p p o di q u este co n trad d izio n i, è ovvio che lo s tru ­ m e n to te o rico p red isp o sto p e r cogliere queste disegu ag lian ­ z e e q u e ste co n trad d izio n i ( = il concetto) avrà un valore superiore allo stru m e n to p red isp o sto p e r cogliere le sim ig lian ze. L ’astra zio n e è q u in d i, so tto m olti aspetti, u n a fo r­ m a in c o m p le ta di conoscenza: essa p u ò darci solo un’im ­ m agine statica dei fenom eni, - n o n p u ò m o stra rn e , invece, le re la z io n i rec ip ro c h e e le co n tra d d izio n i attrav erso cui a v v ien e il lo ro sviluppo. Q u esto o b b iettivo p u ò venire re a ­ liz za to solo a ttra v e rso un con cetto . D a q u a n to p rec ed e em erge ch iaram e n te u n ’a ltra c a ra tte ­ ristic a d ei co n c etti e delle astrazioni. Il concetto , cioè, non si colloca lungo la stessa linea di ragionamento d el­ l ’astra zio n e: p assare d all’astrazio n e al concetto, insom m a, n o n significa utilizzare lo stesso m a teria le in m o d o p iù ra f­ fin ato . I “ m a teriali d a co stru z io n e” d ell’astrazio n e (ric o r­ d ia m o ) so n o le som iglianze, - quelli d ei co n c etti so n o le d ise g u ag lian z e e le co n trad d izio n i. Il passaggio d a ll’a s tra ­ zio n e al c o n c e tto rap p rese n ta quin d i, n o n u n sem plice a u ­ m e n to q u a n tita tiv o di co noscenza, m a un vero e p ro p rio salto qualitativo, che ci fa p assare, d a u na co n siderazio n e esterna dei fenom eni, a u n a lo ro co m p re n sio n e i n t e r n a . 8 5 . Estraneità e non-estraneità dei fenom eni. P erch é un c o n c e tto o u n ’astrazio n e (nel ca m p o delle scienze sociali) sia n o c o rre tti, è anche necessario che i fenom eni co n si­ d e r a ti non siano estranei tra loro. Il p ericolo di leg are tra lo ro fen o m en i che in re a ltà sono estranei è p artico larm en te

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forte per i concetti, in cui si richiede che gli elem enti da porre in relazione siano tra loro diversi. Prendiam o, com e esem pio, il concetto di “p o tere” . A noi questo concetto è servito (nei prim i capitoli del libro) per com prendere più pienam ente il fenomeno del potere nella ricerca, e siamo arrivati al Potere (in senso gene­ rale), partendo dal ruolo del ricercatore, e dal potere tec­ nico di cui esso è dotato. Osserviam o, incidentalm ente, che non avrem m o potuto arrivare al potere se ci fossimo limi­ tati a fare u n ’astrazione, cioè a cercare altri ruoli aventi somiglianza col ruolo di ricercatore (es.: ruolo di medico, di architetto, di psichiatra, ecc.). A nziché cercare delle so­ miglianze, siamo andati in cerca di qualche altro ruolo che. essendo diverso dal ruolo di ricercatore, in un certo sensc 10 completasse. 11 prim o passo è stato quello di m ettere in rap porto i potere tecnico del ricercatore col potere m ateriale del com m ittente: i due ruoli sono, evidentem ente, molto diversi tn loro, ma non è possibile com prendere il potere tecnico de prim o senza analizzare congiuntam ente anche il secondo, < 11 potere m ateriale di cui è dotato. Non solo: per com pie tare la nostra com prensione del fenom eno “p o tere”, ab biam o ancora dovuto andare in cerca di qualcosa che, pu: essendo diverso, e anzi, opposto, rispetto ai ricercatore t al com m ittente, in un certo senso li integrasse: abbiam e così trovato l’oggetto, il “protagonista senza potere” . È chiaro, da questo esem pio, che i tre fenomeni o ele­ menti della realtà, che abbiam o dovuto considerare per com prendere il potere, sono elementi diversi tra loro, ed è stato possibile legarli in un unico rapporto proprio grazie a questa reciproca diversità. M a ora dobbiam o dim ostrare che diversità non significa affatto estraneità. Perché questi tre ruoli, individuati nella nostra analisi, non sono estranei? perché rappresentano, nella loro diver­ sità e opposizione, il risultato di un processo unico di divi­ sione del potere e del lavoro sociale, processo che ha p o r­ tato, d a un’oscura e indifferenziata identità originaria, (a) al concentrarsi del potere (inteso come capacità di decidere e realizzare) in una prim a figura, (b) al concentrarsi della conoscenza in un’altra figura, e (c) allo spossessarne/ito di ogni potere e di ogni conoscenza p er una terza figura.

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È vero, quindi, che si tra tta di tre elem enti della realtà diversi tra loro, m a si tratta di u na diversità che è stata prodotta da un processo unico: la non-estraneità di queste tre figure sociali è g a r a n t i t a p r o p r i o d a l l a l o r o d i v e r ­ s ità . Le conclusioni sarebbero diverse, invece, se pensassimo di introd u rre, in questa analisi del potere, aspetti e feno­ meni della realtà che non hanno nulla a che fare con que­ sto processo di divisione del potere e del lavoro sociale. Se, per fare un esempio, volessimo considerare i diversi ruoli fam iliari dei personaggi così individuati, o la loro età, introdurrem m o degli elementi estranei, che condurrebbero l’analisi su strade sbagliate. Il criterio per giudicare dell’estraneità o meno di più fenom eni tra loro, che abbiam o usato ora, ha una portata generale. Possiam o dire, cioè, che due o più fenomeni non sono estranei quando tra loro esiste un rapporto che nasce dalla co m u n e partecipazione a un unico processo di divi­ sione d el potere e del lavoro sociale, sotto qualsiasi forma questo processo si manifesti. È chiaro, allora, perché que­ sti elem enti sono diversi: sono diversi appunto perché un processo di divisione di questo tipo produce delle dise­ guaglianze, produce, cioè, elem enti diversi e dissimili tra loro. 8 6 . (C on tinu azione). Estraneità dei fenom eni e astrazioni.

A nche l’astrazione, come il concetto, per essere corretta, deve considerare congiuntam ente fenomeni non solo simili, m a anche non estranei tra loro. Q uesta indicazione non è superflua. Infatti, nello stesso m odo che la diversità reci­ proca di più fenom eni non significa affatto una loro estra­ neità, così non basta la somiglianza esistente tra due o più fenom eni per escludere una loro estraneità. P er fare un esem pio banale, una palla e il globo terre­ stre han n o una caratteristica in com une, la form a sferica, m a, a p a rte questo, sono fenomeni assolutam ente estranei, e l’astrazione che volesse ricom prcnderli insieme sarebbe un’astrazione scorretta, non avrebbe cioè nessuna capacità conoscitiva e operativa. Passando a un esempio tratto dalle scienze sociali, la famiglia Sm ith e l’Organizzazione delle N azioni Unite han­

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no certe caratteristiche in com une: il fatto che i com po­ nenti ultimi sono degli esseri um ani, una certa persistenza e stabilità, alcune regolarità di funzionam ento, la presenza di norm e, ecc. A parte questo, però, sono fenom eni com ­ pletam ente estranei, non rapportabili tra loro, e quindi non possono rientrare, congiuntam ente, in alcuna astrazione. N onostante ciò, molti ricercatori usano il term ine “ sistem a sociale” com e se fosse u n ’astrazione che può ricom prcndere fenomeni così lontani come quelli sopra indicati. Da tutte queste considerazioni deriva una conseguenza ovvia, m a im portante. E cioè, per giudicare della co rrettez­ za scientifica (e cioè, teorica e operativa) di un concetto o di un’astrazione, non è sufficiente una verifica puram ente logica, cioè una verifica del m odo in cui questi clem enti sono stati com binati insieme nel concetto o nell’astrazione: è necessaria una verifica in term ini di realtà. Il concetto e l’astrazione dichiarano che tra certi fenomeni sociali esiste un determ inato rapporto, ma questo rapporto non può ve­ nire solo p e n s a t o dal ricercatore: deve trattarsi di un rapporto reale, esistente oggettivam ente nella società. L a spiegazione degli aspetti fondam entali della famiglia m oderna, data attraverso il ricorso a certe caratteristiche del m oderno sistem a professionale (cfr. § 73), non è stata un’invenzione di uno scienziato, o un suo artificio espres­ sivo: è stata invece la scoperta di un nesso reale, esistente oggettivam ente nelle m oderne società occidentali, tra il fe­ nom eno fam iliare e il fenomeno professionale. 87. Il rimando alla realtà considerata. È p roprio questo il punto fondam entale, - che la decisione di quali fenom eni collegare (sia con l’astrazione, sia con il concetto) non è il frutto di una scelta, ma di una scoperta basata sulla real­ tà. 11 giudizio di diversità o somiglianza, il giudizio di estra­ neità o non-estraneità delle cose c dei fenom eni, può na­ scere solo da un esam e della realtà, e non è lasciato in alcun m odo alla scelta del ricercatore. È per questo motivo che vanno respinte le teorie del convenzionalism o e del relativismo (cfr. § 76), secondo le quali il criterio ultim o è dato, non dalla realtà, m a da un consenso o un accordo fra gli studiosi. Se tra due fenom eni della realtà sociale non esiste alcuna relazione, qualsiasi

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tentativo di collegarli in un concetto o u n ’astrazione è de­ stinato a fallire, anche se si tratta di un tentativo basato sull’accordo degli studiosi. A parte questo m otivo di fondo, bisogna poi aggiungere che, a quanto sem bra, questo accordo è molto difficile da trovare. Anzi, per quanto riguarda il contenuto concreto di molti concetti e altri strum enti teorici, si osservano tu t­ tora, nel cam po delle scienze sociali, molte incertezze. Pa­ radossalm ente, queste incertezze sono giunte ad un punto tale d a investire la stessa nozione di "concetto": non si sa più bene, cioè, cosa significhi “ concetto”, e com e sia pos­ sibile distinguere questo strum ento supcriore di conoscenza da altri strum enti teorici, com e per esem pio “astrazio­ n e ”.34 C om e risolvere queste incertezze? e cioè, com e è possi­ bile dim ostrare che il concetto è una cosa diversa dall’astra­ zione, e, ancora di più, che è corretto parlare di due livelli di conoscenza (astrazione e concetto, appunto)? L ’unico m odo per farlo consiste nel m ostrare che questi due livelli della conoscenza scientifica non sono fittizi, e cioè, non sono sem plicem ente il frutto di un accordo tra gli studiosi, ma corrispondono a due livelli di com plessità presenti nella realtà. 8 8 . L a diversa com plessità dei fenom eni sociali. C erchia­ m o di im postare correttam ente il problem a. Intendiam o

m ostrare che la distinzione tra concetto e astrazione, e cioè, tra i due livelli di conoscenza scientifica, non è gratuita, ma corrisponde a due diversi livelli di com plessità dei fenomeni sociali. Ciò significa, più precisam ente, che alcuni fenomeni (o meglio, gruppi di fenom eni), essendo relativam ente sem­ plici, possono venire conosciuti in m odo soddisfacente con uno strum ento relativam ente semplice (l’astrazione), - men­ tre altri, essendo oggettivam ente più complessi, possono venire conosciuti in modo esauriente solo attraverso uno strum ento altrettanto com plesso (il concetto). Prendiam o, ad esem pio, il fenomeno “ il m odo in cui la gente vive” . È un fenom eno (o meglio, un gruppo di feno­ meni) che ha p er oggetto una serie di m anifestazioni este­ riori (prim a di tutto il tipo e l’entità dei consum i), che vai-

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gono a contrassegnare lo status degli individui, una serie di scelte e com portam enti che non riguardano la sfera del lavoro, della politica e della form azione intellettuale del­ l’individuo, ma che riguardano, invece, il suo tem po libero, - tutto il tem po, cioè, che rim ane una volta esaurite le altre sfere. Q uesto gruppo di fenomeni ha, senza dubbio, u n’esi­ stenza reale, però si tratta di fenom eni semplici, che pos­ sono cioè venire conosciuti attraverso il riferim ento agli elementi che hanno in com une. È perciò sufficiente riunire tutti questi fenomeni sotto la astrazione “livello e stile di vita", che raccoglie insieme, ordinatam ente, tutta u na serie di fenomeni apparentem ente disparati e ne m ostra l’aspetto com une, quello cioè di essere degli indicatori del livello di vita delle diverse categorie di individui. U n altro esempio è costituito dal fenom eno del ricam bio che avviene continuam ente, su scala collettiva, degli an­ ziani coi giovani. Q uattro o cinque volte per ogni secolo, è possibile individuare dei punti di riferim ento storici, che partecipano in qualche m odo all’evoluzione sociale: le gene­ razioni. “G enerazione” è qualcosa di più di un “ term ine sem plice” (cfr. § 73), perché, p e r determ inarla, occorre richiam arsi a una serie di indicatori, e com piere una certa astrazione, - m a non è certo un concetto. N on è un con­ cetto, e non può esserlo, perché il fenom eno generazionale non ha, sul piano della realtà, che una com plessità m olto scarsa, e la va ulteriorm ente perdendo. Sono le classi so­ ciali che determ inano i piccoli e grandi m utam enti storici, non le generazioni.'15 “G enerazione”, “livello e stile di vita”, “assenteism o” , “com unicazioni di m assa”, e così via, sono strum enti teo­ rici che colgono dei fenomeni di com plessità lim itata, feno­ meni che non sono centrali, determ inanti, nel processo so­ ciale. Questi fenomeni, quindi, possono essere colti e de­ scritti correttam ente attraverso uno strum ento sem plice co­ m e l’astrazione. In un certo senso, si può dire che essi “non reggerebbero” un concetto. Per arrivare al concetto, è necessario quindi procurarsi altro “ m ateriale”, il che signi­ fica ricondurre il fenom eno (secondario) in esam e, nell’or­ bita di quel fenom eno più com plesso al quale esso a p p a r­ tiene.

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8 9 . F en om en i com plessi e concetti. V i sono infatti, nella realtà sociale, (gruppi di) fenom eni assai complessi che, in un certo senso, stanno alla base di tutta la serie infinita dei fen o m en i sociali. Si tratta di fenom eni com e il potere, il lavoro, la differenziazione, la devianza, l’alienazione, il si­ stem a sociale, l’integrazione, ecc. A scopi pratici, la distinzione tra fenomeni complessi e non-com plessi viene a essere parallela a quella tra fenom eni essenziali e fenom eni secondari (cfr. §§ 41, 43): ciò signi­ fica, in particolare, che il fenom eno non-com plesso non può essere affrontato e compreso per se stesso, sulla base degli clem enti che contiene, ma solo con riferim ento a un feno­ m eno più com plesso che lo regge, e al quale esso va subor­ dinato: il fenom eno “assenteism o” (per esempio) solo con riferim ento al fenom eno “divisione del lavoro” ; la genera­ zione solo con riferim ento alla classe, e così via. Q uesti fenom eni complessi non possono essere cono­ sciuti in m odo soddisfacente ricorrendo a delle semplici astrazioni, e cioè, astraendo gli elem enti com uni a tutte le m anifestazioni di potere, devianza, ecc.: è necessario un concetto, uno strum ento che colga, non le caratteristiche che tutte le singole m anifestazioni hanno in com une, m a il fenom eno (del potere, della devianza, ecc.) nella sua es­ senzialità, nelle sue opposizioni e contraddizioni.

È appunto questa specie di gerarchia (in term ini di complessità) che sussiste tra i feno­ m eni della realtà sociale, che determ ina l’inferiorità del­ l’astrazione rispetto al concetto. Rispetto al concetto, cioè, l’astrazione è uno strum ento di conoscenza parziale e prov­ visorio. È uno strum ento parziale, perché può venire impiegato (in m odo corretto) solo su fenom eni di scarsa complessità, fenom eni secondari, cioè, che di p er sé spiegano poco, e che rim an d an o a fenomeni e a strum enti di conoscenza più complessi. È uno strum ento provvisorio, perché, quando venga im ­ piegato su fenom eni complessi (e questo avviene soprat­ tutto nelle prim e fasi di sviluppo di una scienza o di una b ran ca della conoscenza), deve essere abbandonato non ap­

9 0 . R iep ilo g o suìrastrazione.

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pena il fenom eno in esam e venga considerato in tutta la sua complessità. Il ricercatore che si serve degli strum enti teorici p redi­ sposti dalle scienze sociali, deve valutare, nell’im piego di una astrazione, se la com plessità dello strum ento prescelto sia adeguata alla com plessità del fenom eno considerato. Se si tratta di un fenom eno poco complesso, l’impiego di una astrazione è corretto, m a il ricercatore deve allora chiedersi come passare, dal fenom eno inizialmente considerato, ad altri fenomeni più complessi, ai quali il prim o è subordi­ nato. Se invece il fenom eno in esam e è un fenom eno com ­ plesso, l’impiego di u n ’astrazione è scorretto, e può condi­ zionare negativam ente la ricerca sul piano teorico e pratico. I paragrafi che seguono sono appunto diretti a m ostrare la natura di questi condizionam enti, in relazione a un feno­ meno com plesso scelto come esempio, il fenom eno della devianza.

Sezione II LA D E V IA N Z A CO M E CO N C ET T O E C O M E A STR A ZIO N E* 9 1 . L a sociologia dal concetto all’astrazione. Perché, nel­ le pagine precedenti, abbiam o insistito sulle differenze tra concetto e astrazione (donde la suprem azia del p rim o sulla seconda), e abbiam o cercato di m ostrare che deve sussi­ stere un rapporto tra com plessità del fenom eno esam inato e com plessità dello strum ento teorico predisposto p er esa­ m inarlo? Scopo di questa insistenza era m ettere in grado il ricercatore di utilizzare criticam ente la m oderna lettera­ tu ra sociologica, difendendosi (per così dire) da un peri­ colo che essa com porta.

* Questi paragrafi sulla devianza riassum ono alcune parti di u n lavoro (in corso di preparazione) sull'organizzazione dell'azione deviarne. D ato il carattere del presente libro, insistiam o qui più sugli aspetti e i passaggi m etodologici, che sulle dim ostrazioni di contenuto.

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Q uesto pericolo consiste in ciò, che le m oderne scienze sociali tendono a elaborare e im piegare strum enti teorici la cui com plessità non è adeguata alla com plessità del feno­ m eno che si propongono di analizzare. Più in particolare, m olto spesso si cerca di cogliere e analizzare dei fenomeni complessi, non attraverso concetti (come si dovrebbe), ben­ sì attraverso astrazioni. Q uesto fenom eno è u na delle conseguenze più gravi del distacco della sociologia dalla realtà sociale, di cui si è già detto (cfr. in particolare i §§ 6, 13, 38). Il sociologo “lon­ tano dal cam p o ” tende inevitabilm ente a fare del form a­ lism o, a guardare, cioè, alle somiglianze form ali che le di­ verse situazioni presentano, prescindendo dal loro conte­ n uto specifico, e dal fatto che siano situazioni del tutto estranee tra loro. Ciò ha p er conseguenza l’elaborazione di strum enti teorici che, nelle intenzioni dello studioso, dovreb­ bero applicarsi a ogni situazione consim ile in qualsiasi tem ­ po e luogo. T uttavia, in una ricerca concreta, ci si accorge che questi strum enti non servono a nulla, n é a com prendere quella situazione, né, tanto m eno, a trasform arla. P er dim ostrare queste affermazioni scegliamo come esem­ pio un fenom eno com plesso in cui i destinatari di questo libro si saranno certam ente im battuti nel corso del loro lavoro, il fenom eno della d e v i a n z a . A nche questo feno­ m eno è stato coinvolto in questo processo di form alizza­ zione, ed è stato (scorrettam ente) fatto oggetto di un’astra­ zione. I dubbi e le p er­ plessità, suscitate dalla teoria tradizionale della devianza, com inciano fin d all’inizio, prim a ancora, cioè, che si entri nel m erito dello schem a teorico proposto. L a letteratura sociologica sulla devianza, infatti, dichiara che il modello teorico d a essa fornito si applica a qualsiasi sistema socia­ le, in qualsiasi tem po e luogo. Si noti che, nella sociologia m oderna, la nozione di “sistema sociale” è praticam ente il­ lim itata, com prendendo, non solo le diverse società mo­ derne e le società storiche, m a anche qualsiasi aggregato più o m eno perm anente di individui (es.: famiglie, gruppi di amici, associazioni, aziende, classi scolastiche, e così via). Secondo Parsons, 9 2 . T eorìa “universale” della devianza?

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“ n o n c ’è p e rò n e s su n a ra g io n e di d u b ita r e c h e lo s c h e m a c o n c e t­ tu a le p r e s e n ta to in q u e s ta se d e p e r im p o s ta re i p r o b le m i e p e r a c c o s ta rc i a lla lo r o so lu z io n e s ia e g u a lm e n te a p p lic a b ile , c o n gli o p p o rtu n i a d a tta m e n ti, a ll’a n a lisi d e lla d e v ia z io n e d a qualsiasi tip o d i m o d e llo di v a lo ri, e n e ll’a m b ito d i qualsiasi s t r u t t u r a is titu z io ­ n a le ” .'“'*

Noi riteniam o, invece, che il problem a della devianza vada affrontato, a livello teorico, non in riferim ento a qual­ siasi sistema sociale, in ogni tem po e in ogni luogo, m a solo in riferim ento (i) a quel tipo di sistema sociale che è la società, e (ii) non in riferim ento a qualsivoglia società, m a solo alla società capitalistica. Resta quindi escluso ogni si­ stema sociale che non sia la società (punto i), e ogni società che non sia la società capitalistica (punto ii). Perché affrontare il problem a della devianza “lim itatam ente” alle società capitalistiche occidentali, anziché ac­ cettare il criterio della sociologia tradizionale, che propone un modello teorico di devianza applicabile a qualsiasi siste­ m a sociale? A noi sem bra che la scelta del terreno lim itato sia una scelta scientificam ente obbligata, u na volta che si è accettata una certa posizione metodologica di base. L ’a l­ tra alternativa, infatti, condurrebbe a una concezione m eta­ fisica della società e della storia. Cosa significa, infatti, scegliere di analizzare la devianza in riferim ento a qualsiasi sistema sociale, o anche, sempli­ cem ente, a qualsiasi società? Significa credere che i m ec­ canismi e i processi di funzionam ento di tutti i sistemi sociali (o di tutte le società), passati, presenti e futuri, siano eguali per tutti questi sistemi, e quindi universali e im m u­ tabili. M a, allora, ogni sistem a sociale concreto, ogni sin­ gola società esisterebbe solo com e applicazione, com e “ esempio” del Sistema Sociale-in-generale, della Società-ingenerale. Com pito dello scienziato sociale, allora, sarebbe quello di scoprire le leggi che regolano il funzionam ento di questa E ntità generale, - p er applicarle poi ai singoli si­ stemi concreti. Qual è il limite più grave di questa im postazione? è quello di non porsi affatto il problem a del ruolo e delle funzioni del ricercatore, il problem a del potere di cui que­ sti fa uso p er arrivare a una data conoscenza. V iceversa, abbiam o constatato più volte, in questo libro, che è indi­

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spensabile porsi il problem a del proprio ruolo e del potere con cui ci si trova a operare, perché solo in questo modo è possibile giungere a risultati scientificamente corretti. Una teoria che preten d a di essere universale, valida per ogni si­ stem a e ogni società, non tiene conto del fatto che variano, da un sistem a all'altro, le condizioni oggettive del ruolo di scienziato e ricercatore, e variano, quindi, le condizioni del conoscere. U na teoria “ universale”, insom m a, va bene per chi pen­ sa di com prendere il m ondo senza cam biarlo, - perché solo rinunciando a cam biare il m ondo il ricercatore può evitare il problem a del pro p rio ruolo e della propria funzione nella società in cui si trova concretam ente. Ma il ricercatore che miri anche a trasform are il m ondo, non può accettare una teoria (della devianza come di qualsivoglia altro fenomeno) che si adatti a qualsiasi sistema, proprio perché una simile teoria ci lascia, in ogni sistema, in condizioni astrattam ente uguali. È proprio questo il pericolo più grande che ci viene da una teoria universale, una teoria, cioè, che si applichi a qualsiasi sistema: quello di essere de-storicizzati, staccati dalla situazione concreta in cui ci troviam o; il pericolo, cioè, di non vedere più, dietro la Società-in-generale, q u e s t a società, che è la sola che conta per noi. U na teoria “ universale”, insom m a, ci impedisce di partecipare, nel ruo­ lo che abbiam o in questo sistema, alla trasform azione del sistem a stesso. Per questo m otivo, la scelta di lim itare l’analisi della devianza alle società di tipo capitalistico è una scelta obbli­ gata. È in una società capitalistica, infatti, che viviamo il nostro ruolo di ricercatori e operatori sociali, e solo una scelta com e questa è operativa per il ruolo che in questo sistem a ricopriam o, e m antiene tale ruolo nella storia. A bbiam o visto che la teoria tradizionale della devianza può aspirare a essere “ universale”, solo a p atto che chi enuncia tale teo­ ria (o se ne serve) accetti di porsi fuori dal m ondo storico, fuori da ogni sistem a sociale concreto, rinunciando così a trasform arlo. In questo paragrafo vogliamo invece m ostra­ re che il prezzo di questa “ universalità” non è solo la per­ 9 3 . Form a e contenuto della devianza.

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dita del proprio ruolo sociale, m a anche il venir m eno di ogni contenuto concreto di questa devianza. C erchiam o di ricostruire succintam ente gli elem enti ba­ se di questo schem a interpretativo della devianza. Si parte dall’esistenza di un sistem a sociale, fondato sul consenso dei suoi membri. Esistono, in questo sistema, dei criteri che dicono quali com portam enti sono accettabili, e quali no. Questi criteri sono istituzionalizzati, e cioè incorporati in certe strutture del sistema, e consolidati in norm e, più o m eno espresse, di qualsiasi tipo; e sono anche interio­ rizzati, e cioè radicati nella coscienza dei m em bri del si­ stema. Si ha devianza allorché qualche individuo o gruppo sociale, per sue motivazioni personali, trasgredisce col pro­ prio com portam ento quei criteri. E questo è tu tto .17 N on c’è alcun dubbio che si tratti di uno schem a uni­ versale, applicabile cioè a qualsiasi sistem a sociale: alle società nazionali, alle famiglie, al m ondo degli affari, alle chiese, alle com unità. Si applica persino (e questa è d a v ­ vero una finezza...) alle bande delinquenti: il gangster che vuole uscire dalla gang diventa deviante rispetto a questa, nonostante la gang stessa sia deviante nei confronti della società. Lo schema, ripetiam o, è indubbiam ente universa­ le, ma è u n ’universalità che riguarda solo certi m eccani­ smi puram ente form ali ed esteriori della devianza. Tuttavia, lasciando da parte ogni discussione sull’utilità di questo schem a, ci interessa o ra analizzare il procedi­ m ento seguito dalla sociologia tradizionale p er arrivarci. L a sociologia tradizionale ha dunque proceduto in questo modo: ha raccolto un gran num ero di casi e esem pi più disparati di devianza, e si è messa a cercarne gli elementi comuni. Così facendo, ha scoperto che in ognuno di que­ sti casi c ’era (a) un sistema sociale che subiva la devianza, c ’erano (b) delle norm e, e c’era (c) qualcuno che non le osservava: queste caratteristiche, com uni a ciascun caso, sono diventate gli elem enti fondam entali e “ universali” del­ lo schema interpretativo. Ci troviam o di fronte, insom m a, a una astrazione: si pensa cioè di cogliere teoricam ente un fenom eno così com ­ plesso com e la devianza, m ettendo in evidenza le caratte­ ristiche astrattam ente com uni a tutti i casi di devianza. M a, in questo m odo, si perde il contenuto concreto di

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tali fenom eni, la loro specificità, ciò che distingue un fe­ nom eno da un altro, - proprio la parte del fenom eno, cioè, che interessa m aggiorm ente l’operatore sociale che deve intervenire sul fenomeno. L a sociologia tradizionale perde tutto questo perché tra­ scura com pletam ente il contenuto della devianza, trascura cioè (i) i valori rispetto ai quali una determ inata attività vien dichiarata deviante, e, soprattutto, (ii) le caratteristi­ che essenziali del sistema socio-econom ico che sta dietro a questi valori. È utile, certo, che una teoria della devian­ za m etta in luce gli elem enti com uni che sussistono (per esem pio) tra la fuga all’estero dell’im prenditore con le p a ­ ghe dei dipendenti, e il “ blocco stradale” attuato da un gruppo di operai in sciopero. M a se tale teoria si ferma agli aspetti astrattam ente com uni, e non com prende an­ che, non eleva a livello di teoria le differenze, questa teo­ ria è d a rifiutare.'" L a sociologia tradizionale non può e non vuole inclu­ dere, nella teoria della devianza, i contenuti concreti della devianza stessa. Per questa sociologia, tali contenuti sono irrilevanti, e la loro reciproca diversità, la loro specificità, è indiflerente. In questa assurda esclusione, d ’altronde, ta­ le sociologia è del tutto coerente con se stessa, perché nessuna teoria che pretenda all'universalità potrebbe spie­ gare le differenze che sem pre ineriscono al contenuto con­ creto di ciascun fenom eno rispetto agli altri. Viceversa, nessuna teoria (e quindi nessun ricercatore) che voglia te­ nere pienam ente conto anche di queste differenze tra i fe­ nom eni, avanzerà mai pretese di universalità, e si ferm erà m ai all’astrazione. Si è detto che il contenuto concreto e specifico della devianza è irrilevante p e r la sociologia tradizionale. Ciò non significa, natural­ m ente, che essa non indichi m ai alcun caso concreto di devianza; anzi, i casi citati sono num erosi. Parsons, ad esem pio, dopo avere costruito in astratto una tipologia del­ le principali possibilità di devianza, porta com e esem pi una serie di casi di devianza che si possono osservare nel si­ stem a sociale statunitense. Quel che im porta sottolineare, tuttavia, è che tali casi 9 4 . E terogeneità dei casi di devianza.

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vengono considerati sem plici “illustrazioni” delle possibi­ lità astratte di com portam ento deviarne prim a individuate. Se ne avessimo il tem po, n o ta infatti Parsons, sarebbe pos­ sibile tirar fuori illustrazioni simili p er qualsiasi altro tipo di sistem a sociale.30 I fatti concreti, cioè, anziché costituire il punto di partenza cui riferirsi continuam ente nella co­ struzione del m odello teorico della devianza, vengono d e­ gradati a meri e s e m p i di una teoria costruita in astratto. Quali sono, dunque, i fatti che la sociologia considera come devianti? L a loro gam m a è assai vasta, e va, dai reati propriam ente detti (omicidio, reati contro la p roprie­ tà, violenze, ecc.), a com portam enti asociali (dedizioni al­ la droga, alcoolismo, prostituzione, disgregazione, p er col­ p a dei coniugi, della famiglia, ecc.). M a rientrano anche, nella sfera della devianza, la “contestazione” , il “ picchet­ taggio”, m olte form e di sciopero, l’occupazione di scuole e fabbriche, e così via. L a sociologia tradizionale, cioè, assume - per quanto riguarda la definizione della devianza - una posizione pas­ siva, lim itandosi a registrare com e com portam enti devianti tutti quei com portam enti per i quali sono previste delle sanzioni, di qualunque tipo esse siano (sanzioni penali, sanzioni religiose, em arginazione sociale, riprovazione). È ovvio, allora, che il quadro della devianza che ne risulta è estrem am ente eterogeneo e casuale: vi figurano, infatti, tanto com portam enti che vengono reiteratam ente at­ tuati e puniti dalla notte dei tem pi (come l’om icidio), q u an ­ to com portam enti che sono esclusivi della società capita­ listica in cui viviamo, e che non avrebbero senso in un al­ tro tipo di società (per esem pio, in una società feudale sarebbe impossibile anche solo concepire lo sciopero). Il problem a che ci si pone è allora il seguente: dobbiam o accettare il quadro della devianza che ci p resenta la so­ ciologia tradizionale, o dobbiam o sottoporre a critica que­ sto quadro, in vista di una sua riform ulazione? Com e si ricorderà, avevam o concluso nei paragrafi p re­ cedenti che obbiettivo del nostro lavoro di analisi non è qualsiasi sistema sociale, e nem m eno qualsiasi società, m a esclusivam ente la società capitalistica occidentale. A vendo ben com preso come la delim itazione di questo oggetto non sia una scelta convenzionale, m a u n atto obbligato, scien­

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tificam ente necessario, possiam o tirarne una prim a conse­ guenza. E cioè, anziché accettare com e oggetto di analisi i com portam enti devianti in blocco, occorre essere selet­ tivi, pon en d o in prim o piano i fenom eni di devianza che sono essenziali p er questa società, e m ettendo tra paren­ tesi quelli che sono secondari. P e r studiare la devianza nella società capitalistica, in­ som m a, bisogna chiedersi, non quali com portam enti de­ vianti posso n o osservarsi in genere nella società capitali­ stica (com e fa la sociologia tradizionale), m a quali sono specifici e d essenziali a questa società. Il prim o com pito, cioè, è u n ’analisi “ stratigrafica” del com plesso degli atti devianti, con d o tta secondo criteri storici. Q uesta analisi m ira a escludere, dalla nostra considera­ zione, qualsiasi form a di devianza che non sia p ropria solo ed esclusivam ente della società capitalistica. L e form e di devianza che sono comuni a tu tti i tipi di società vanno escluse d all’analisi, proprio p e r questa loro com unanza, p er questa m ancanza di specificità. L a dom anda cui si de­ ve rispon d ere è allora la seguente: com e si configura la devianza p ro p ria del sistema capitalistico? 9 5 . I l sistem a e la sua devianza. L a sociologia tradizio­ nale considera la devianza com e un fenom eno, prodotto d a qualche causa esterna al sistem a, che viene a turbare l’equilibrio in cui il sistema si trova. Q uesta causa esterna p o trà essere (come abbiam o già visto) la motivazione di un m em bro del sistema a com portarsi in m odo contrario a qu an to previsto da una norm a istituzionalizzata, o qual­ siasi altro evento verificatosi all’esterno del sistema. P e r entram bi i casi, com e è chiaro, risulta impossibile spiegare la devianza che ha luogo in un sistem a sociale con caratteristiche ed elem enti propri di quel sistema so­ ciale. L a devianza diventa cioè “il bacillo che attacca il sistem a dalle buie profondità della psiche individuale, o dai nebulosi territori del m ondo esterno”.40 In questo m o­ do si perde com pletam ente il rapporto che invece sussiste tra un sistem a e la s u a devianza. È p ro p rio questo rapporto che non bisogna mai p e r­ dere di vista: la devianza che ha luogo in un sistema sociale, infatti, n o n è casuale, m a anzi, è strettam ente in

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relazione con le caratteristiche essenziali di questo siste­ ma. Ogni sistema sociale, cioè, è caratterizzato d a una form a di devianza che gli è specifica. Ciò significa anche, che la fonte della devianza non va cercata all’esterno del sistema, o nelle motivazioni degli individui che com pongono il sistema: va cercata nelle strut­ ture stesse del sistem a sociale. Il quadro proposto dalla sociologia tradizionale, secondo cui la devianza sarebbe un fenom eno esterno che viene a turbare uno stato di felice equilibrio del sistem a, è un quadro falso: la devianza è insita nello sviluppo di ogni sistema sociale, e ogni “equi­ librio” che riesca a instaurarsi, contiene dentro di sé le ragioni del suo turbam ento, della devianza. Studiare la devianza in un determ inato sistem a sociale significa quindi studiare la contraddizione (i) fondam entale e (ii) specifica a questo sistema, - studiare, cioè, quella contrapposizione fondam entale di forze e di interessi, in­ torno alla quale il sistem a raggiunge, volta a volta, un diverso “equilibrio”. Nel nostro caso, studiare la devianza nelle società ca­ pitalistiche significa, in .prim o luogo, analizzare la con­ traddizione fondam entale delle società capitalistiche (che è anche esclusiva di questo tipo di società), e, in secondo luogo, analizzare in che m odo i due aspetti di questa contraddizione vengono “tra tta ti” nell’insieme delle norm e di quel sistema. La società capitalistica è caratterizzata da una serie di con­ traddizioni, che possono tutte ricondursi alla co n trad d i­ zione fondam entale di classe, quella esistente, cioè, tra la borghesia, da un lato, e il proletariato e le classi su b o r­ dinate, dall’altro. L ’analisi della devianza nella società ca ­ pitalistica deve appunto partire da questa contraddizione, deve, cioè, analizzare la realtà della devianza nel quadro più am pio dello scontro tra queste due classi. Per giungere a questo, non è sufficiente indagare a fa­ vore di quale delle due classi sono stati scritti il Codice civile, il Codice penale, ecc. È chiaro, infatti, che una classe sociale, quando giunge al potere, riscrive le leggi in m odo conform e ai propri interessi di classe, - e così ha 9 6 . La società capitalistica e le sue contraddizioni.

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fatto la borghesia nelle società occidentali. Quello che una parte della stessa m agistratura va scoprendo, - che cioè la legge e l’am m inistrazione della giustizia non sono affat­ to im parziali, ma proteggono gli interessi della classe al potere, è p e r il sociologo un semplice punto di p a r­ tenza. M a, ripetiam o, questa analisi non è sufficiente. N on ba­ sta, cioè, ferm arsi alla devianza "ufficiale", cioè sanzio­ nata da codici e norm e di ogni tipo, tanto più che buo­ na parte di questi com portam enti definiti devianti non sono caratteristici esclusivam ente della società capitalistica, e non ci servono quindi per com prendere nella sua specifi­ cità la devianza nelle società capitalistiche. Q uesto “m ate­ riale di devianza” , che si ricava considerando i com por­ tam enti vietati dalle diverse norm e, per una parte è so­ vrabbondante e non serve per la nostra analisi, - per un’al­ tra parte, è decisam ente insufficiente. 11 m ateriale d a aggiungere si ricava attraverso un altro procedim ento, attraverso un'analisi strutturale del funzio­ nam ento della società capitalistica, e degli ostacoli che questo funzionam ento incontra. G uardare semplicemente ai vari codici e alle diverse norm e significa limitarsi a chiedere al sistem a stesso “cosa è, secondo lui, la devian­ za” ; m a resta il problem a di scoprire, al di là della de­ vianza “ ufficiale”, in cosa consiste la devianza essenziale, quella cioè che colpisce nella sua essenza il sistema capi­ talistico. P er giungere a questo, guardiam o un p o ’ più in dettaglio com e funziona il sistema capitalistico. L a società capi­ talistica è caratterizzata da tutta una serie di diseguaglian­ ze sociali: diseguaglianze tra città e cam pagna; tra uom o e donna; tra lavoratore intellettuale e lavoratore m anuale; tra aree depresse e aree sviluppate; tra le diverse razze, e, naturalm ente, tra le diverse classi sociali. Alcune dise­ guaglianze non sono proprie soltanto della società capita­ listica, m a sono state d a essa ereditate d a precedenti so­ cietà. T uttavia, nella società capitalistica, queste disegua­ glianze tendono ad approfondirsi, nel senso che - anche q uando le condizioni degli elem enti subordinati migliora­ 9 7 . L a d ivision e capitalistica del lavoro.

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no in senso assoluto - aum enta continuam ente il loro di­ stacco dall’elem ento dom inante. 11 perpetuarsi di queste diseguaglianze è assicurato dal­ la divisione capitalistica del lavoro, cioè da quel processo che investe le diverse funzioni e attività degli individui, dei gruppi sociali e dei sistemi e sotto-sistemi sociali, riducendone la portata, dim inuendole e frantum andole. L a nozione di divisione del lavoro abbisogna di essere meglio precisata. V ediam one alcuni punti. In prim o luogo, la divisione del lavoro, in sé e p er sé, è un processo natu­ rale, ed è condizione necessaria di esistenza di ogni aggre­ gato sociale; il nostro discorso in questa sede riguarda in­ vece la divisione c a p i t a l i s t ic a del lavoro. In secondo luogo, il term ine “l a v o r o ” va inteso in sen­ so molto vasto: non solo le diverse m ansioni degli indi­ vidui, ma le funzioni e le attività (sia produttive sia non­ produttive) svolte da gruppi e sotto-sistem i sociali di ogni genere. I soggetti passivi di questa divisione del lavoro, infatti, non sono solo gli individui, - anzi, essa coinvolge, in modo assai più diretto, tutti i sotto-sistemi sociali com ­ presi nel sistem a sociale generale." Per esem pio, nella società pre-capitalistica, la famiglia (considerata com e sotto-sistem a) svolgeva un insiem e di funzioni m olto vasto: funzioni produttive (la famiglia era l’unità econom ica di base), funzioni educative (l’istruzione avveniva p er lo più nell’am bito della fam iglia); funzioni ricreative (era sem pre la famiglia a provvedere alle esi­ genze di svago dei suoi m em bri); funzioni di sostegno emozionale dei m em bri com ponenti; funzioni di alleva­ m ento della prole. Che trasform azioni ha subito la famiglia, in seguito al processo capitalistico di differenziazione e di divisione del lavoro? Nel sistema capitalistico attuale, la produzione è stata assegnata a sotto-sistemi specializzati (fabbriche, offi­ cine, luoghi di lavoro); l’educazione a altri sotto-sistemi (le scuole); le funzioni ricreative a un’altra serie ancora di sotto-sistemi. R estano alla famiglia le due sole funzioni di (a) sostegno em ozionale dei suoi com ponenti adulti, e (b) socializzazione prim aria dei bambini. M a il fenom eno di divisione del lavoro e di differenzia­ zione non si è ferm ato qui: per ciascuno di questi sottosi­

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stem i, si è spinto molto oltre. Così, per esem pio, all’in­ terno della fabbrica, la funzione “produzione” è stata spez­ zettata e distribuita fra un gran num ero di altri sotto­ sistemi. Alcuni di questi stabiliscono il modo di produrre, altri producono senza avere nessuna possibilità di control­ lare il quanto e il com e devono produrre; altri ancora ef­ fettuano questo controllo, senza però sapere nulla sul come si produce - e così via. L o stesso vale a livello di m an­ sione individuale: a p arte la divisione, più generale, tra lavoro intellettuale e lavoro m anuale, le diverse mansioni, considerate singolarm ente, sono prive di senso com piuto, e si com prendono solo all’interno di un disegno più am ­ pio, che sfugge però com pletam ente al singolo lavoratore. Q ual è, sul piano sociale, la conseguenza di questo processo, che allontana chi progetta da chi esegue, chi esegue da chi controlla, e che spezzetta tutte queste fun­ zioni in u n ’infinita serie di atti e di operazioni prive di senso com piuto? L a conseguenza è che, proprio grazie a questa specializzazione, nessuna m ansione, nessun sotto­ sistem a può “stare in piedi” da so lo; nessun soggetto, cioè, è più d o tato di auto-sufficienza, m a può sopravvivere solo appoggiando e appoggiandosi a tutti gli altri soggetti (in­ dividui e sotto-sistemi). Ciò significa, anche, che il con­ trollo d el Sistem a sui suoi sotto-sistem i è massimo. L e prim e conclusioni di tutto questo discorso sono dun­ que che, maggiore il grado di divisione del lavoro e di differenziazione, maggiore il controllo esercitato dal Siste­ m a generale sui suoi com ponenti. Secondo, che più un sot­ to-sistem a è specializzato, più è controllato e integrato ne­ gli schem i istituzionali del Sistema. 98. D evianza e divisione del lavoro. Il paragrafo prece­ dente era diretto a m ostrare che la società capitalistica si regge su una divisione del lavoro sem pre più avanzata, e che la differenziazione e la specializzazione dei sotto-si­ stem i è essenziale per il funzionam ento di questo tipo dì società. Cosa significa questo discorso p er il problem a della devianza? L a prim a conclusione astratta che si può ricavare è la seguente: la devianza reale consiste nell'ostacolare il pro­ cesso di divisione capitalistica del lavoro. Se è questo prò-

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cesso che consente e garantisce il funzionam ento di tale società, la vera devianza rispetto a questa società sarà da rintracciarsi in tutti quegli atti e com portam enti collettivi che ostacolano direttam ente, o im plicitam ente negano, que­ sto processo. L a seconda conclusione astratta da ricavare è questa, che un sotto-sistem a specializzato (nel senso sopra preci­ sato) non può, strutturalm ente, essere deviante, anche se rientra nei casi di devianza “ ufficiale”. L a devianza uffi­ ciale è dunque, in molti casi, una pseudo-devianza, una devianza illusoria. C ercherem o, nei paragrafi successivi, di precisare m e­ glio queste conclusioni, e alcune implicazioni che esse con­ tengono. Nel frattem po, insistiam o sul fatto che si tratta ancora di conclusioni astratte. D a che cosa dipende questa loro astrattezza? soprattutto dal fatto, che esse non po s­ sono applicarsi al sistema capitalistico in qualunque m o­ m ento del suo sviluppo, m a solo in un m om ento avanzato d i questo sviluppo. Più precisam ente, esse possono appli­ carsi al sistema capitalistico solo quando le contraddizioni del sistem a siano a un punto tale che il m otore della (pro­ gressiva) divisione del lavoro non è più la produttività, m a il controllo delle classi lavoratrici e subordinate. Q uesto punto è fondam entale per com prendere anche cosa significa, in effetti, divisione del lavoro. Q uesto p ro ­ cesso, infatti, agli inizi del sistem a capitalistico, h a com e scopo obbiettivo e principale quello di consentire u na m ag­ giore produttività. È solo nelle fasi più avanzate del si­ stem a, e in presenza di un maggior antagonism o delle classi subordinate, che questo processo diventa, nelle m ani del capitalism o, non tanto e non solo il mezzo per raggiun­ gere una maggiore produttività, q uanto il m ezzo per assi­ curarsi un maggiore controllo sulla forza-lavoro, e, in ge­ nerale, sulle classi subordinate. Perché divisione del lavoro e differenziazione sono stru­ m enti di controllo sociale? L o si è già in p arte spiegato sopra, quando si è m ostrato che un sotto-sistem a sociale, u na volta che ha perso quasi tu tte le sue funzioni e si è specializzato nelle funzioni rim anenti, non h a più alcuna possibilità di esistere in m odo autonom o: la sua soprav­ vivenza è legata al regolare funzionam ento di tutti gli altri

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sotto-sistem i, anch’cssi specializzati ciascuno per una fun­ zione. In una struttura altam ente differenziata, cioè, l’in­ tegrazione delle parti e necessaria alla sopravvivenza, e il controllo del Sistema generale sulle sue parti è quindi m as­ simo. L o stesso discorso vale p er la divisione del lavoro che investe le m ansioni operaie. L ’operaio, addetto a mansioni parcellizzate e prive di senso com piuto, perde com pleta­ m ente di vista il disegno d'insieme: il lavoro, che è la fonte principale di stim olo e di crescita intellettuale, diventa strum ento di regressione. A volte, ignorando il significato delle operazioni che sta facendo, l’operaio inavvertitam en­ te danneggia il lavoro fatto precedentem ente da un altro com pagno sullo stesso pezzo: questo si verifica di frequen­ te sulle linee di montaggio. È chiaro, allora, che la divisione capitalistica del lavoro non ha più nulla a che vedere con la produttività, - anzi, al lim ite può danneggiarla: m a la divisione del lavoro vie­ ne perseguita perché impedisce la crescita intellettuale del lavoratore, e quindi la possibilità di un rovesciam ento del­ l’attuale assetto dei rapporti di potere (cfr. §§ 42 e 51). T u tto questo spiega, perché le conclusioni tratte sopra non si applichino a una società capitalistica ai prim i stadi, e nem m eno a una società capitalistica sull’orlo di u na crisi decisiva. Nel prim o caso, infatti, obbiettivo principale del­ la differenziazione e della divisione del lavoro non è (tanto) il controllo, bensì l’aum ento di produttività; nel secondo caso, divisione del lavoro e differenziazione, come stru­ m enti di controllo, al sistema non bastano più, e si ha il ricorso a strum enti di coercizione assai più diretti. L e differenze tra lo sche­ m a interpretativo qui proposto, e la teoria tradizionale del­ la devianza, ci sem brano evidenti. Esse riguardano, ini­ zialm ente, la sfera di applicazione, che p er la teoria tradi­ zionale coincide con ogni m anifestazione di devianza, in qualsiasi tem po e luogo, - m entre per il nostro schema interpretativo riguarda solo la devianza nelle società di capitalism o avanzato. In stretta connessione con questo punto, m entre la teo­ ria tradizionale della devianza non prevede nessuna ap­

9 9 . P r o b le n i di applicazione.

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plicazione pratica, lo schem a sopra proposto coinvolge im ­ m ediatam ente il ruolo del ricercatore e dell’operatore so­ ciale, nel senso che gli fornisce delle indicazioni operative per intervenire nelle situazioni devianti, e p er “c re are ” nuova devianza. L ’elaborazione di questo schem a interpretativo è ancora m olto astratta, e il principio di analisi che se ne ricava ( = il grado di conform ità di un sotto-sistem a, di un com ­ portam ento, ecc. è dato dal suo grado di specializzazione funzionale), non è nulla di più che un principio indicatore. Esso può però, già fin da ora, venire applicato per risol­ vere alcuni problem i. Per esem pio, alla luce di questo schem a interpretativo, possiam o riprendere in esam e il problem a, già trattato (cfr. A ppendice A), sulla contesta­ zione essenziale e sulle form e m arginali di contestazione. Nel cam po della partecipazione politica, il sistem a capi­ talistico ha organizzato la vita sociale (degli individui e dei gruppi) in m odo tale, che la partecipazione politica stessa per lungo tem po ha potuto svolgersi solo co m e m o ­ m ento specializzato della vita dell’individuo, e / o all’inter­ n o di sotto-sistem i funzionalm ente specializzati (tipicam en­ te, i partiti). Q uesta specializzazione della sfera politica si è accom ­ pagnata all’estrom issione della politica da ogni altra sfera (es.: “A scuola non si p arla di politica!”). Il Sistem a, cioè, ha operato nel senso della creazione di sfere specializzate nel fare politica, consentendo perfino che in alcune di que­ ste sfere si discutessero e si perseguissero obbiettivi di ro ­ vesciam ento del sistema stesso. Perché questa tolleranza? perché anche il sotto-sistem a con propositi più eversivi, purché sia, dal punto di vista della sua struttura, funzionalm ente specializzato, non co­ stituisce una m inaccia vera per il Sistema: essendo, a p ­ punto, specializzato, non è auto-sufficiente, deve cioè ap ­ poggiarsi, per sopravvivere, a una infinita serie di altri sotto-sistemi, e può quindi, attraverso queste relazioni ne­ cessarie, venire agevolm ente controllato dal Sistem a gene­ rale. L a sua debolezza nasce proprio dal fatto di essere specializzato, è cioè una debolezza strutturale. È vero che il Sistema subisce certi danni dalla attività di questi sotto-sistemi specializzati-in-devianza, m a si tra t­

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ta di costi in term ini di efficienza, che non toccano le strutture del Sistema. Nello stesso tem po, inoltre, il Siste­ m a ne ricava m olti vantaggi: incanalando tutte le innu­ merevoli spinte eversive e i teniativi di ribellione in un unico alveo, in un unico sotto-sistem a specializzato, il Sistem a isola ogni potenziale pericolo alla sua stabilità, perché ne controlla ogni relazione con le altre sfere della vita sociale. Proprio p e r questo motivo, il pericolo più grosso per il Sistema è costituito dal riavvicinarsi di queste sfere; p ro ­ prio per questo, il fare politica a scuola, sui luoghi di lavoro, ecc., è per il Sistema la m aggiore minaccia: non tanto p e r l’inefficienza e la dim inuzione di “ produttività” che si determ ina, quanto perché viene messo in crisi il principio di controllo del Sistema sulle sue parti com po­ nenti, che si attua attraverso la separazione delle varie sfere (cioè, attraverso la divisione del lavoro). L ’applicazione del concetto di devianza a questa analisi ci consente dunque una prim a conclusione: p er gli indi­ vidui e i gruppi oggettivam ente interessati a una profonda m odificazione, o a un rovesciam ento, del sistema, l’azione politica svolta attraverso form e specializzate non è più sufficiente. N on sarà superfluo aggiungere che questo discorso n o n riguarda solo i partiti tradizionali della sini­ stra; sotto il profilo della specializzazione funzionale nel “far politica” (e quindi, sotto il profilo della conform ità di fatto al sistem a), i vari gruppetti e le frange extrapar­ lam entari si sono spinti assai più in là. L a conclusione che precede ( = la contestazione essen­ ziale non può avvenire attraverso i partiti e la partecipa­ zione alla vita politica “ ufficiale”), non può essere letta nel senso che non si deve partecipare a questa vita politica, ai partiti, ecc. I partiti sono agenti im portanti della realtà e del suo sviluppo: essi sono funzionalm ente specializzati nel far politica, e questo significa anche riconoscere loro una certa capacità di incidere sulla vita sociale nel cam po della loro stretta specializzazione. N aturalm ente, questa loro spe­ cializzazione non copre che u na piccola parte della politica intesa in senso pieno.

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100. L a contestazione professionale. Il p rim o ostacolo al principio della divisione del lavoro si realizza dunque p o r­ tando a contatto la sfera politica e la sfera della p ropria attività professionale o di studio. T uttavia, il discorso del “ fare politica sul luogo di lavoro” non è ancora sufficiente, - se “politica” viene inteso nel senso che certi contenuti politici vengono inseriti di peso, senza nessuna m ediazione, nella propria attività. A d esempio, l’operatore sociale che, nel corso del p ro ­ prio intervento professionale, inserisce considerazioni poli­ tiche, o im bastisce un discorso politico con gli utenti, non riesce ancora a vincere la specializzazione anzidetta: l’acco­ stam ento di discorso politico e discorso professionale è, in questo modo, puram ente m eccanico e artificiale, non tocca ancora, cioè, la sostanza del suo intervento. Vincere la specializzazione e la divisione del lavoro si­ gnifica invece, in prim o luogo, prendere coscienza, anali­ ticam ente, del fatto che lo svolgimento del lavoro profes­ sionale, così com e ci è stato tram andato, avviene a van­ taggio della classe dom inante e a danno della classe dom i­ nata; significa fare un'analisi del potere di cui si dispone, delle tecniche e degli altri strum enti teorici quotidiana­ m ente impiegati, - di tutta la sostanza, insom m a, del p ro ­ prio intervento professionale, per coglierne i contenuti poli­ tici i m p l i c i t i e ri form ulare una diversa m etodologia di intervento, più consona all’oggetto e ai suoi bisogni. L a lotta alla specializzazione e alla divisione del lavoro, insomma, condotta all’interno del proprio ruolo professiona­ le, significa recuperare la sfera politica in m odo im plicito e indiretto: indiretto, perché il fare ricerca in m odo nuovo, e cioè, in m odo scientificamente corretto, ha delle c o n s e ­ g u e n z e politiche molto nette, nel senso che la vera scien­ za, la vera ricerca è orm ai insopportabile per il Sistema. M a va subito aggiunto che questa “devianza” alPinterno del proprio ruolo- professionale non può com portare una perdita di tecnicità, nel senso in cui questa significa com ­ petenza scientifica e professionale. (Di questo punto fon­ dam entale, e cioè, deìVimpossibilità d i “tornare indietro” sulla strada della divisione del lavoro, ci occuperem o an­ cora nel paragrafo successivo e, più sistem aticam ente, al § 141.)

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A lla luce di queste considerazioni, si possono com pren­ dere meglio le conclusioni della ricerca riportata all’Appendice A , secondo cui la form a essenziale di contestazione è quella dell’individuo al posto di lavoro, e la contestazione di tipo studentesco fin qui praticata, lungi dall’essere un mo­ dello, non è che una form a marginale di contestazione. Staccata da ogni prospettiva professionale, la contestazione studentesca costituisce un sotto-sistem a specializzatissimo, che il Sistema tenderà a reprim ere blandam ente solo quan­ do il costo, in termini di efficienza, sarà troppo grave; ma, per quanto riguarda la sua reale incidenza sulle strutture, essa è altrettanto pericolosa p er il sistema q uanto lo sono le “corti dei m iracoli” e le varie sub-culture deviami (hip­ pies, “ barboni”, drogati, ecc.). 1 0 1 . A pplicazioni positive della devianza. Il concetto di devianza, scoperto nei paragrafi precedenti, non ha solo delle applicazioni negative: non serve cioè soltanto a indi­ viduare la devianza reale, che colpisce il sistem a, distin­ guendola dalla pseudo-devianza, la devianza-specializzatain-devianza, di cui il sistema, in un certo senso, “ha biso­ gno”. Q uesto concetto serve anche a orientare l’azione del ricercatore, dell’operatore sociale, del professionista, diret­ ta a trasform are la società. In questa sede, tuttavia, dob­ biam o lim itarci a dei semplici accenni. Q ual è il vero bersaglio della devianza? N on sono i C o­ dici, o qualsivoglia norm a o principio cui si può trasgredire con un singolo atto o com portam ento. Il bersaglio della devianza reale è il m eccanism o della divisione del lavoro intesa com e strum ento di controllo sociale, - meccanismo che opera attraverso la costituzione di sfere e strutture sem­ pre più specializzate. Q ueste strutture specializzate non possono venire spez­ zate o trasform ate attraverso singoli atti e com portam enti: tali strutture (e, soprattutto, il m eccanism o che le determ i­ na) possono essere contrastate solo creando altre strutture, antagonistiche a queste. D a cosa nasce tale antagonismo? non dal fatto che ven­ gano violate delle leggi, o dal fatto che queste strutture si propongano obbiettivi eversivi. L ’antagonism o nasce dal m odo in cui queste strutture sono organizzate, dalla ricom­

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posizione, che queste strutture attuano, di sfere della vi­ ta sociale precedentem ente separate. N ella fase del capi­ talismo avanzato, la devianza a livello di contenuto è meno im portante della devianza incorporata nell’organiz­ zazione. C reare organizzazioni devianti non significa m ettere in piedi dal nulla delle strutture organizzative, - im presa poco realistica per ricercatori, operatori sociali e professionisti sparsi in istituzioni e organizzazioni preesistenti. Significa invece, all’interno di un’analisi del proprio ruolo, rendersi pienam ente conto che il ruolo del professionista sociale non consiste solo nel rendere un servizio o nel soddisfare un bisogno, m a anche, si è già detto (cfr. § 70), nel vendere organizzazione. Il professionista sociale, cioè, h a un doppio com pito: da un Iato, soddisfare il bisogno espresso, caso p er caso, dal­ l’oggetto (bisogni di inform azioni, di conoscenze, di resti­ tuzione della salute); - dall’altro, creare nell’oggetto la co­ scienza di un altro bisogno, lungo una scala di organizza­ zione progressivam ente più elevata. L a crescita di questi bisogni, la cum ulatività di questi interventi, non può avve­ nire senza u n ’organizzazione, - u n ’organizzazione che non potrà non deviare rispetto ai requisiti di specializzazione funzionale delle organizzazioni e dei sotto-sistemi, che il sistem a persegue. In che senso avverrà questa deviazione? si tratta di to r­ nare a condizioni precedenti l’attuale differenziazione e di­ visione del lavoro? C ertam ente no. L o sviluppo storico non può mai esser riportato a un m om ento precedente, o (il che è lo stesso) la soluzione di una contraddizione non si realizza percorrendo a ritroso il cam m ino che ha portato all’acuirsi di questa contraddizione. Nel nostro caso, la contraddizione tipica della fase at­ tuale di differenziazione e divisione del lavoro (== tra la funzione di razionalità e di produttività, d a un lato, e la funzione di controllo, d all’altro) non verrà risolta a ttra ­ verso un ritorno, m a attraverso un superam ento delle co n ­ dizioni presenti. Q ualunque sia quindi, in concreto, l’im ­ postazione che avranno queste o r g a n i z z a z i o n i d e v i a n t i , esse non potranno certo significare perdita di efficienza tec­ nica e di com petenza scientifica.

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1 0 2 . R iep ilogo m etodologico. Benché il nostro sia un di­ scorso di tipo m etodologico, ci siam o sofferm ati un p o ’ sul tem a concreto della devianza, sia perché c impossibile trat­ tare problem i di m etodo senza trattare problem i di conte­ nuto, sia perché il problem a della devianza interessa diret­ tam ente (e, spesso, professionalm ente) i lettori cui questo libro è rivolto. In questo paragrafo conclusivo, tuttavia, tor­ n ando ai nostri interessi di m etodo, proviam o a ricostruire il procedim ento seguito nell’analisi della devianza, dal pun­ to di vista metodologico.

(a) Si è m ostrato che la teoria tradizionale della devianza è costruita com e un'astrazione, in quanto prende in conside­ razione tutte le form e di devianza, astraendone gli elementi com uni (sistem a sociale, norm e, valori istituzionalizzati e interiorizzati, m otivazione alla devianza). Si è inoltre ac­ cennato al fatto che un fenom eno complesso com e la de­ vianza non può venire colto con una astrazione, m a solo con un concetto. (b) Si è m ostrato, parim enti, che l’astrazione “devianza” (costruita dalla sociologia tradizionale) può essere “univer­ sale” solo perdendo com pletam ente di vista (i) il contenuto concreto di tale devianza, e (ii) la storicità del ruolo del ricercatore e dell’operatore che si occupano di devianza, storicità che è condizione della loro capacità di operare. (c) Si è insistito sulla necessità di dare una sistemazione teorica al fenom eno della devianza a livello di concetto, an ­ ziché di astrazione. Si è rifiutata la strada della “univer­ salità” , e si è m ostrata la necessità, scientificamente fon­ data, di lim itare l’analisi alla società capitalistica. R isultano quindi esclusi tutti i vari sistemi sociali che non siano la società, e tutte le società che non siano la società capita­ listica. (d) A bbiam o quindi preso in esam e il complesso degli atti (definiti) devianti, e ci siamo accorti che si trattava di u n ’al­ tra astrazione, in cui l’elem ento com une è costituito dal fatto che siano atti che violano norm e di qualsiasi tipo. A bbiam o scom posto questo complesso secondo un criterio storico, a seconda cioè che siano atti e com portam enti ca­ ratteristici di tutti i tipi di società, oppure atti propri e spe-

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tifici della società capitalistica. A bbiam o messo tra p a ren ­ tesi i prim i (nonostante siano com uni a tutte le società, e anzi, proprio per questo), e abbiam o concentrato la nostra attenzione sugli atti e sui com portam enti, propri esclusivam ente delle società capitalistiche. (e) Nell’indagare quali sono questi com portam enti, ci sia­ mo resi conto che, se ci fossimo limitati a elencare le d i­ verse norm e e prescrizioni la cui inosservanza genera d e­ vianza, il quadro sarebbe stato insufficiente e, insieme, so­ vrabbondante. Lim itarsi alle norm e esplicite significa, in­ fatti (per così dire), “ chiedere al sistema cosa intende lu i” per “devianza” . C ontrapponendo alla “devianza ufficiale” la devianza reale, abbiam o m ostrato che tale devianza va invece ricavata indagando i meccanismi centrali di funzio­ nam ento del sistem a scoiale considerato. (f) Per giungere al concetto di devianza, infatti, non si devono (come invece per l’astrazione) passare in rassegna tutte le innum erevoli forme di devianza (col che, oltre a tutto, si resterebbe sem pre alla devianza “ ufficiale”, p er­ ché, all’inizio dell’analisi, non sappiam o ancora cosa sia la devianza reale): - occorre invece prendere in esam e la for­ m a centrale di devianza, che, p u r nella sua concretezza, co­ stituisce espressione della “devianza in generale” . (g) L ’analisi strutturale della società capitalistica rivela che il meccanism o essenziale su cui si regge questa società e la divisione del lavoro, utilizzata non più (solo) com e stru ­ m ento per conseguire un aum ento di efficienza e di p ro d u t­ tività, ma com e strum ento di controllo sociale sulle classi subordinate. Q uesta analisi è stata accom pagnata da una ulteriore precisazione del cam po di applicazione: non si applica, cioè, alle società capitalistiche in ogni m om ento della loro esistenza, m a solo alle società capitalistiche mature. (h) L a devianza reale consiste dunque ntYCostacolare que­ sto processo di divisione del lavoro e di specializzazione funzionale, attraverso la ricom posizione di sfere e funzioni che il sistem a aveva separato. Per aversi devianza, cioè, non è sufficiente che l’atto o il com portam ento sia diretto

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“co n tro la società” : occorre che questo com portam ento, p er il m odo in cui avviene, e per le tracce che lascia in ter­ m ini di struttura e di organizzazione, sia disfunzionale ri­ spetto alla logica su cui il sistema si regge, alla logica, cioè, della specializzazione e della divisione del lavoro.

Capitolo VI L a descrizio n e q u a n tita tiv a d e ll’o g g etto

103. T em a del capitolo. Nel corso di u na ricerca è spes­ so necessario conoscere con sufficiente precisione l’oggetto della ricerca dal punto di vista quantitativo. M olte c a ra t­ teristiche im portanti della popolazione di u na com unità, di un quartiere, di un ospedale, di una scuola, sono espresse in cifre: l’età degli individui, il reddito, il num ero di com ­ ponenti di ogni famiglia, la d u rata della perm anenza in ospedale, e così via. N on solo, m a anche p er molte caratteristiche non espri­ mibili in num eri (per es.: lo stato civile, o la professione), c’è pur sem pre l’esigenza di sapere com e si distribuiscono queste caratteristiche all’interno della popolazione in esame (e cioè, quanti sono i coniugati, quanti gli operai, le don­ ne, ecc.). In questo capitolo illustrerem o brevem ente (sezione I) alcuni semplici strum enti per una descrizione quantitativa dell’oggetto (m isure di tendenza centrale e m isure di di­ spersione), venendo infine a trattare di alcuni problem i di classificazione (sezione II). Il lettore interessato ad appro­ fondire e estendere la conoscenza di questi strum enti tro ­ verà indicazioni per letture integrative nell’A ppendice C: da parte nostra siamo invece m aggiormente interessati a m ostrare alcuni lim iti di applicazione di tali strum enti, li­ miti che derivano, come già sappiam o, dal fatto che il no­ stro oggetto è subordinato, prim a che a leggi statistiche, a leggi sociologiche.

Sezione I ANALISI DI U N A DISTRIBUZIONE 104. D istribuzione di frequenza. Supponiam o di svolge­ re una ricerca in un quartiere, e di dover sapere qualcosa di preciso sulle dim ensioni delle famiglie che vi abitano. C om incerem o a chiedere le dimensioni di ogni famiglia, conterem o le famiglie di eguale dim ensione, e verrem o così ad avere, per ogni possibile dim ensione della famiglia, la relativa frequenza, e cioè, il num ero di famiglie di quella dim ensione. Il risultato di questa tabulazione potrà essere scritto in questo modo. D im ensioni della famiglia 1 2 3 4 5 6 7 8 N. di fam iglie (N = 226) 12 41 58 67 31 12 3 2

Frequenza

U na distribuzione com e questa si chiam a d i s t r i b u z i o n e d i f r e q u e n z a : le 226 famiglie di questo quartiere, cioè, sono state distribuite secondo le dimensioni, indicando, per ogni dim ensione osservabile nel quartiere, la relativa fre­ quenza. Ad esem pio, le classe di dim ensioni 1 ha una fre­ quenza di classe di 12 elem enti; la classe di dim ensioni 2 ha una frequenza di classe di 41 elem enti, e così via. L a stessa distribuzione che appare, qui sopra, in forma esclusivam ente num erica, può venir rappresentata, grafi­ cam ente, nel m odo che segue. La figura che ne risulta si chiam a poligono di frequenza.

Dimensioni

Fig. 1 - Distribuzione delle famiglie (N = 226) secondo di­ mensioni.

L a descrizione quantitativa dell'oggetto

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Com e è stato ottenuto questo poligono? Sull’asse oriz­ zontale (ascissa) si riportano, a distanza eguale una dall’al­ tra, le diverse dim ensioni; sull’asse verticale (ordinata), si riportano le possibili frequenze di classe. In corrispondenza a ogni dim ensione della famiglia (1, 2, 3, ...), si eleva una perpendicolare, la cui lunghezza corrisponde (sull’asse del­ le ordinate) alla relativa frequenza di classe. U nendo tra loro i punti term inali di queste perpendicolari, si ottiene il poligono della fig. 1. Quali sono i vantaggi di una rappresentazione grafica rispetto a una puram ente num erica? D al punto di vista della quantità di inform azione trasm essa, non c ’è alcuna differenza tra questi due modi di esporre la stessa distri­ buzione. Rispetto alla rappresentazione num erica, tuttavia, la rappresentazione grafica presenta il grande vantaggio di offrire, in u n colpo d ’occhio, l’andam ento di tutta u na di­ stribuzione: p er questo m otivo è più facilm ente leggibile, e confrontabile con altre analoghe distribuzioni. 105. Confronto tra più distribuzioni. Percentuali. Nel corso della ricerca è spesso necessario confrontare tra loro più distribuzioni. Per esem pio, può essere necessario con­ frontare due gruppi diversi, esam inati sulla base della loro professione, com e nell’esempio che segue:

G ruppo A G ruppo B

contadini

operai

commerdanti

servizi, pnbbl. amin.

Totale

37 39

78 115

39 61

18 44

(172) (259)

Come è possibile confrontare tra loro questi due gruppi? N on si può paragonare direttam ente il num ero di contadini, operai, ecc. del gruppo A con il valore corrispondente del gruppo B, perché i due gruppi hanno dim ensioni diverse. Il gruppo B, ad esempio, ha più contadini del gruppo A (39 contro 37), m a è anche più num eroso del gruppo A. Il confronto diretto tra questi due gruppi è reso possi­ bile trasform ando i valori assoluti in valori percentuali. A t­ traverso il calcolo delle percentuali, cioè, le due distribu­ zioni possono venire direttam ente confrontate, rendendo uguale a 100 il totale di ciascuna. Il valore percentuale di

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un elem ento della distribuzione (ad esem pio, il prim o ele­ m ento del gruppo A) si ricava allora in questo modo:

37 : x =

172 : 100

che si legge: 37 (valore assoluto delPelemento di cui voglia­ m o calcolare il valore percentuale) sta a x ( = valore per­ centuale di 37 su 172) com e 172 ( = totale del gruppo) sta a 100. Poiché, in ogni proporzione, il prodotto dei me­ di (nel nostro caso, x e 172) è eguale al prodotto degli estrem i (37 e 100), ricaverem o x in questo modo:

X “

37 X 100 172

R icavando nello stesso m odo gli altri valori percentuali dei due gruppi, la distribuzione di cui sopra diventerà: conladini

G ruppo A G ruppo B

2U 15,0

operai

4^3 44,4

conuner~

serv..

danti

P.A.

%

22/7 23,6

10^5 17,0

¡0 0 100

Totale N

(172) (259)

L e due distribuzioni sono così facilmente confrontabili. Si osservi che, accanto al totale percentuale della distri­ buzione (che è, ovviamente, sem pre eguale a 100), abbia­ m o indicato, tra parentesi, anche il totale assoluto, cioè il valore che è stato reso eguale a 100. L ’indicazione di que­ sto totale deve sem pre accom pagnare qualsiasi esposizione di dati fatta attraverso percentuali. Infatti, un valore per­ centuale del 10% ha un significato ben diverso su un grup­ po di 10 individui, e su un gruppo di 250 individui. Va detto, tuttavia, che, quando il totale e basso, non ha senso calcolare valori percentuali. L ’utilità del calcolo delle percentuali è dunque evidente quando si intendano confrontare tra loro più distribuzioni. Il calcolo delle percentuali per una sola distribuzione, in­ vece, non è molto utile. D ’altronde, nessun dato, nessuna inform azione è mai significativa p er se stessa, ma solo at­ traverso il confronto con altri dati. P e r esempio, nel corso di una ricerca fatta da assistenti sociali in una scuola media del N ord Italia, venne scoperto che il 4 5 % degli allievi bocciati era figlio di meridionali im m igrati. Da questo dato si traeva, come conclusione, che

La descrizione quantitativa dcU'oggetto

193

questa scuola fosse selettiva (in senso negativo) nei con­ fronti di determ inati strati della popolazione, gli im migrati, appunto. Il dato anzidetto, tuttavia, non consente affatto di ricavare questa conclusione: sapere che, in una determ i­ nata scuola, il 4 5 % dei bocciati è originario del Sud, non ci dice nulla sulla selezione operata da questa scuola, fino a che non sappiam o la percentuale di originari dal Sud iscritti a tale scuola. Solo nel caso che tale percentuale sia sensibilm ente infe­ riore al 4 5 % , infatti, la conclusione sopra riportata è vera; se la percentuale di iscritti m eridionali è invece (all’incirca) del 45% ’, dobbiam o concludere che tale scuola non discri­ m ina affatto per quanto riguarda la provenienza. Se, ad d i­ rittura, la percentuale di iscritti m eridionali fosse sensibil­ m ente superiore al 4 5 % , si dovrebbe concludere che tale scuola discrim ina sì, .ma nei confronti dei settentrionali. 106. M isure di tendenza centrale. La m edia aritm etica.

T orniam o ora all’esem pio iniziale, quello della distribuzione delle famiglie di un quartiere secondo le loro dim ensioni. La distribuzione di frequenza ci ha consentito di presen­ tare in m odo chiaro un insieme di dati, ma non ci dice ancora molto sulle dim ensioni delle famiglie di quel q u a r­ tiere, e, soprattutto, ci dà delle informazioni un po’ ingom ­ branti, nel senso che, per trasm etterle a qualcun altro, bisogna comunicargli l’intera distribuzione. Com e è possi­ bile dare un maggior num ero di inform azioni, e, nello stes­ so tem po, darle in m odo rapido e sintetico? Lo strum ento più am piam ente usato per sintetizzare in un unico valore inform azioni su un insieme di elem enti è la m edia aritm etica, la più nota delle m isure di tendenza centrale. Essa si definisce com e la som m a dei valori di tutti gli elementi di una distribuzione, divisa p er il num ero di tali elementi. Per com prendere cos’è la m edia, e com e si calcola, basterà un semplice esempio. Vogliam o calcolare il reddito medio di cinque individui di cui conosciam o i redditi individuali. Essi sono, rispetti­ vam ente, 75.000, 83.000, 96.000, 105.000 e 115.000. Per ottenere la m edia, som m iam o tutti questi valori individuali, e dividiam o tale somma ( = 474.000) per il num ero degli individui ( = 5): la m edia (X) sarà 94.800.

194

C o m e si fa ricerca

D i solito, tuttav ia, gli elem enti di u na distribuzione sono assai p iù di 5, e calcolare la m edia som m ando il valore d i ogni elem ento sarebbe tro p p o lungo. Q uesta difficoltà si risolve allorché i dati sono già raggruppati in u na distri­ b u zio n e di frequenza. R ip ro d u ciam o qui la distribuzione di frequenza dalla q u ale siam o p artiti, relativa alle dim ensioni delle famiglie. D im en sio n i della fam iglia 1 2 3 4 5 6 7 8 N . di fam iglie (N = 226) 12 41 58 67 31 12 3 2 In q u esta distribuzione, i dati sono già raggruppati in classi; p e r calcolare la m edia, sarà quindi sufficiente (i) m oltiplicare il valore di ogni classe p e r la frequenza di ta le classe, (ii) som m are i p ro d o tti così ottenuti, e (iii) divi­ d e re ta le som m a p e r il num ero to tale di fam iglie. P er tale distribuzione, il calcolo della m edia si svolgerà così:

(i) (ii)

12 X 1 = 12; 41 X 2 = 82; 58 X 3 = 174; ecc. 12 + 82 + 174 + 268 + 155 + 72 + 21 + 16 = = 800

(iii) X = 800 : 2 2 6 = 3,54 ossia, la m edia delle dim ensioni delle fam iglie del quartiere è di 3 ,5 4 m em bri. 1 0 7 . (C on tinu azione). A prim a vista, sem bra che la m e­ d ia risp o n d a alla dom anda d a cui siam o partiti, e cioè, ci inform i in m odo sintetico e esauriente su tu tta u na distri­ buzione. In realtà, la m edia, com e strum ento di inform a­ zione, possiede dei grossi limiti. P e r porre in luce alcuni di questi limiti, proviam o a con fro n tare due distribuzioni, com e n ell’esem pio che segue. Supp o n iam o di voler calcolare l’età m edia di due paesi, A e B, profo n d am en te diversi tra loro: il prim o è u n paese di em igrazione, p opolato so p rattu tto da vecchi e bam bini; il seco n d o è u n a com unità m ineraria, utilizzata com e dor­ m itorio da u n a popolazione dedita esclusivam ente all’at­ tività estrattiva. D istrib u en d o le popolazioni di A e B secondo la classe di età, su pponiam o di ottenere le distribuzioni seguenti: nel paese A , sono rim asti 100 bam bini di 2 anni e 100 vecchi di 7 0 an n i; nel paese B, ci sono invece 100 individui di 25 anni, 100 di 35 anni e 100 di 45 anni. È ovvio che si

L a descrizione quantitativa dell'oggetto

195

tratta di un esem pio paradossale, m a è a ltre tta n to ovvio che è possibile costruire esempi, m eno rozzi e sem plicistici, che p o rtan o p erò allo stesso paradossale risultato. D i che risultato si tratta? del fatto che questi due casi, nonostante la loro enorm e diversità, h anno però u n ’età m e­ dia abbastanza simile. N el paese A , l’età m edia è in fatti 36 anni, nel paese B, 35 anni. T raducendo questo discorso in term ini grafici, e p re n ­ dendo u n altro esem pio, possiam o facilm ente verificare che le tre distribuzioni della figura che segue (rap p resen tate da a, b e c), h anno quasi la stessa m edia, n o n o sta n te siano diversissim e tra loro.

Si

& 50

100

150

200

250

300

350

400

450

Reddito (in migliaia di lire) F ig . 2 -

D istrib u zio n e dei red d iti d i tre società (a, b e c).

L a m edia, insom m a, n o n ci dice nulla sulla fo rm a della distribuzione cui si riferisce. N ell’esem pio d ella fig. 2, sup­ ponendo che le tre distribuzioni (a, b, c) rap p resentino la distribuzione dei redditi in tre società diverse a, b e c, è im m ediatam ente evidente, dall’osservazione di tale figura, che, m entre la società a è u n a società estrem am ente dise­ guale, la società b lo è assai m eno, e, infine, la società c è relativam ente egualitaria: nella prim a, infatti, la differen­ za tra il reddito più basso e quello più elevato è enorm e (da 40 a 4 5 0 m ila); nella seconda, la differenza tra il più ricco e il più povero si riduce u n p o ’ (da 9 0 m ila a 375 m ila); nella terza, infine, tale differenza è an co ra più ri­ stretta (da 175 a 2 9 0 m ila). D i tutte q ueste differenze fra

196

C o m e si fa ricerca

le tre distribuzioni, la m edia non ci dice nulla, lim itandosi

ad inform arci che, p e r tutte e tre le società, la m edia dei redditi si aggira sulle 235 mila. Q uesto lim ite della m edia deriva dal fatto che essa m i­ sura il centro di una distribuzione, e non è quindi in gra­ do di dare ragione della dispersione della distribuzione stessa rispetto al suo centro. T uttavia, prim a di occuparci delle m isure di dispersione, vediam o brevem ente altre due m isure di tendenza centrale: la m ediana e la m oda. 1 0 8 . L a m ed iana. Q uando gli elem enti di u n a distribu­ zione vengano disposti in ordine di grandezza, la m ediana (M dn) è il valore della classe cui appartiene l’elem ento al d i sopra e al di so tto del quale si collocano il 5 0 % degli elem enti. A d esem pio, disponendo in ordine progressivo, secondo l’età, u n gruppo di individui,

(anni di età) (n)

10 12 14 15 19 21 22 27 30 3 5 8 11 14 20 23 8 1 (T. 93)

la m ediana corrisponde al valore della classe cui ap par­ tiene l’elem ento centrale di questa distribuzione. Poiché la distribuzione consta di 93 elem enti, la m ediana sarà data d al valore della classe in cui cade il 47° elem ento; sarà cioè M dn = 21. L a determ inazione della m ediana, quando la distribu­ zione sia o rd in ata secondo grandezza, è semplice: basterà individuare l’elem ento centrale della distribuzione, e il valore della classe com prendente questo elem ento sarà la m ediana. E se il num ero degli elem enti della distribuzione è pari? il problem a ha im portanza p ratica solo quando i d u e elem enti centrali vengano a cadere n o n in una stessa classe, m a a cavallo fra due classi, com e nell’esem pio che segue: (anni di età) (n)

7 11 13 17 20 2 6 4 4 16 (T. 32)

C om e si vede, il 16° elem ento (con cui term ina la prim a m età della distribuzione) ha valore di classe 17; il 17° (con cui inizia la seconda m età) h a valore di classe 20. L a m e­ d ian a sa rà d a ta a llo ra dalla m edia dei valori delle classi cui apparten g o n o i d ue elem enti centrali; e cioè, essendo tali valori 17 e 20, M dn = 18,5.

L a descrizione quantitativa dell’oggetto

197

Com e m isura di tendenza centrale, la m ediana è p a rti­ colarm ente utile nei casi in cui non sarebbe possibile cal­ colare la m edia. A d esem pio, in tutti i casi in cui, p e r un certo num ero di elem enti della distribuzione, si sa soltanto che sono al di sopra (o al di sotto) di un certo valore, senza conoscere p erò esattam ente questo valore. Così, sem ­ pre restando nell’esem pio della classe di età, supponiam o di avere la seguente distribuzione: (anni di età) 13 17 18 23 24 26 29 31 x y z (n) 2 3 8 9 7 11 13 5 8 7 4 ( 1 7 7 ) Delle classi x, y e z sappiam o solo che sono superiori ai 31 anni, e che si dispongono nell’o rdine indicato, m a non sappiam o il valore in anni di ciascuna. È chiaro allo ra che è im possibile calcolare la m edia, m a è sem pre possibile calcolare la m ediana (M dn = 26), pro p rio perché la m e­ d iana non subisce variazioni per il variare dei valori delle classi estrem e della distribuzione. 1 0 9 . L a m oda. Di tutte le m isure di tendenza centrale, la m oda (M o) è la più facile da ottenere. Si definisce co­ m e il valore com u n e al m aggior num ero d i elem enti di una distribuzione. A d esem pio, in u n a classe scolastica in cui 6 elem enti hanno 15 anni, 7 ne h anno 16, 10 ne h an n o 17, e 2 ne han n o 18, la m oda è 17, in q uanto è il valore com une al m aggior num ero di elem enti (cioè 10). Si è detto che la m oda è la m isura di tendenza cen­ trale più facile da ottenere: la si può infatti leggere diret­ tam ente nella distribuzione, sia questa espressa num ericam ente, sia rappresentata graficam ente. N el caso di distri­ buzione puram ente num erica, infatti, la m oda è co n tenuta nella classe più num erosa, detta anche classe m o d a le ; nel caso di distribuzione grafica (es.: poligono di frequenza), la m oda è il valore corrispondente al punto più alto del poligono. L a m oda si usa so p rattu tto nei casi in cui, p er il tipo di caratteristica usato, non è possibile calcolare né la m e­ dia, né la m ediana. A d esem pio, supponiam o di v o ler di­ stribuire, secondo la caratteristica “settore di ap p a rten en ­ za”, tutti gli individui in condizioni professionali di un quartiere, e di ottenere una distribuzione com e questa:

»

198

Settore

C o m e si fa ricerca

N° addetti

A g rico ltu ra In d u stria P u b b lica A m m inistr.

32 423 21

Settore

T rasporti C om m ercio A ltri

N° addetti

47 105 36

In questo caso, evidentem ente, non h a senso calcolare la m ediana (per n o n p arlare della m edia): infatti, m entre si può dire che la classe di età “ 12 an n i” è m aggiore della classe “ 9 a n n i”, e m inore della classe “ 18 an n i”, e così via, n o n h a senso dire che un settore è “ m aggiore” o “m i­ n o re ” di u n altro, - è im possibile, cioè, disporli secondo u n a scala che abbia un qualsiasi significato num erico. Si p u ò invece calcolare la m oda, e dire che essa è con­ te n u ta nella classe m odale “In d u stria”, che ha, in questa distribuzione, la m assim a frequenza di classe ( = 423). 1 1 0 . M isure di dispersione. N ell’esem pio della fig. 2 è sta to m o strato u n limite pro p rio della m edia, quello, cioè, di non d are alcuna inform azione sulla form a della distri­ buzione. Si è visto infatti, dagli esem pi p o rtati, che, sia p e r i due paesi A e B, sia p e r le tre società a, b e c, le relative distribuzioni, p er q u an to diversissime tra loro, h a n n o ciò n ondim eno m edie m olto simili. Q uesto lim ite è com une a tutte le m isure di tendenza centrale (e quindi anche alla m ediana e alla m edia): esse n o n ci d icono nulla sul m odo in cui i diversi valori si di­ stribuiscono intorno alla m isura centrale. P er descrivere in m odo adeguato u na distribuzione è quindi necessario accom pagnare la m isura di tendenza cen­ trale con una m isura di dispersione. C om e già fatto p e r le m isure di ten d en za centrale, anche p e r le m isure di disper­ sione accennerem o solo alle principali (e precisam ente, la gam m a della distribuzione e lo scarto quadratico m edio), tralascian d o n e altre. Chi h a interesse a u na integrazione tro v erà all’A ppendice C gli o p p o rtu n i rim andi bibliografici. 1 1 1 . L a gam m a della distribuzione. L a gam m a (detta an­ ch e cam p o di variazione) di u n a distribuzione è la diffe­ renza tra il valore più basso e il valore più alto di u n a distribuzione. È chiaro che, q u an to m aggiore è la gam m a di u n a distribuzione, tan to m aggiore è la sua dispersione.

1

L a d escrizione quantitativa dell'oggetto

199

N ell’esem pio della fig. 2, se, p e r ciascuna delle tre di­ stribuzioni a, b e c, indicassim o solo la m edia, n o n em er­ gerebbe tra loro alcu n a differenza, essendo le tre m edie, com e abbiam o visto, simili tra loro. M a se si indica, p er ogni distribuzione, anche la relativa gam m a, risu lta evi­ dente l’enorm e dispersione della distribuzione a, in con­ fronto a quella, più contenuta, di b, e alla bassa disper­ sione di c. E cco i dati relativi: D istribuzione

X

G am m a

a 245 410 = (450-40) b 230 285 = (375-90) c 235 115 = (2 9 0 - 1 7 5 ) Il pregio m aggiore della gam m a, com e m isura di disper­ sione, è la sua grande com prensibilità, la p o ssibilità di essere in tuita rapidam ente. E ssa p o trà quindi venire usa­ ta tu tte le volte che, per esigenze di sviluppo della ricer­ ca, si riterrà necessario fa r conoscere all’oggetto determ i­ nate inform azioni quantitative. L ’uso della gam m a va p erò sottoposto a certe cautele, trattando si di m isura piuttosto im perfetta. P iù precisam en­ te, essa considera la distanza tra l’inizio e la fine di u n a distribuzione, senza dire n u lla sul m odo in cui i diversi ele­ m enti della distribuzione si collocano entro la gam m a così evidenziata. È possibile, p e r esem pio, che i due valori estrem i siano m olto lontani, m a che la stragrande m aggio­ ranza degli altri valori si raccolga entro un intervallo ristret­ to. In questo caso la gam m a non esprim e adeguatam ente la dispersione reale della distribuzione. Q uesto inconveniente è superato d a u n ’altra m isura di dispersione che, a diffe­ renza della gam m a, utilizza le inform azioni offerte dalla distribuzione: lo scarto q u adratico medio. 1 1 2 . L o scarto quadratico m ed io. P rim a di p a rla re dello scarto quadratico m edio (s.q.m .), è necessario in tro d u rre la nozione di scarto dalla m edia. L o scarto dalla m edia è, p e r ogni elem ento di u n a di­ stribuzione, la differenza tra il valore della classe cu i tale elem ento appartiene e la m edia della distribuzione. C onsi­ deriam o la distribuzione seguente: (anni di età) 5 7 8 14 20 (n) 3 5 6 11 7 (tot. 32)

\

200

C o m e si fa ricerca

L a m ed ia di q uesta distribuzione è 12,25. G li scarti dalla m edia so n o allora, per ogni classe di elem enti, i seguenti: I classe

I I classe

I II classe

IV classe

V classe

- 7 ,2 5

- 5 ,2 5

-4 ,2 5

1,75

7,75

P e r le prim e tre classi gli scarti sono preceduti dal segno negativo, perché i relativi valori eran o inferiori alla m e­ dia: è ch iaro che le sottrazioni ( 5 - 12,25), ( 7 - 12,25) e ( 8 - 1 2 , 2 5 ) dan n o dei resti negativi. G li scarti dalla m edia hanno la seguente proprietà: la lo ro som m a è eguale a zero, o, il che è lo stesso, la som­ m a degli scarti negativi è eguale alla som m a degli scarti positivi, com e si può controllare dalla distribuzione che precede (senza dim enticarsi di m oltiplicare ogni scarto p er la rispettiva frequenza di classe). P e r questo n o n è pos­ sibile u sare, com e m isura di dispersione, la som m a degli scarti: e di fatto, nel calcolo dello s.q.m ., gli scarti ven­ gono considerati col loro valore assoluto, - e cioè, non si tiene co n to del segno negativo degli scarti relativi a ele­ m enti, il cui valore è inferiore alla m edia. Il procedim ento di calcolo dello s.q.m. è allora il seguente: (i) si elevano al q u ad rato tutti gli scarti; (ii) si m oltiplica tale q u ad rato - relativo allo scarto di un singolo elem ento di una classe - p e r il num ero di ele­ m enti di tale classe; (iii) si som m ano i p rodotti così o ttenuti, e si divide tale som m a p e r il num ero di elem enti della distribuzione; (iv) si estrae la radice q u ad rata del quoziente così ottenuto. P roviam o a calcolare lo s.q.m . della distribuzione ripor­ ta ta all’inizio del paragrafo, seguendo il procedim ento in­ d icato ai p unti (i) - (iv). (i) 7 ,2 5 2 = 5 2 ,5 6 ; 5,252 = 2 7 ,5 6 ; 4 ,2 5 2 = 18,06; 1,752 = 3 ,0 6 ; 7,752 = 60,06 (ii) 52 ,5 6 X 3 = 157,5; 2 7,56 X 5 = 137,8; 18,06 X 6 = 108,4; 1,75 X 11 = 19,2;

7,75 X 7 = 54,2 (iii) (157,5 + 137,8 + 108,4 + 19,2 + 54,2) : 32; 477,1 : 32 = 14,9 (iv) = 3,86 3,86 è d u nque lo s.q.m . di q uesta distribuzione. Defi-

L a descrizione quantitativa dell'oggetto

201

niam o allo ra lo s.q.m . com e la radice q u a d ra ta della m e­ d ia aritm etica dei q u ad rati degli scarti dalla m edia (consi­ d erati, tali scarti, col loro valore assoluto). A nche p er lo s.q.m . (com e già p e r la gam m a), m ag­ giore lo s.q.m ., m aggiore la dispersione della distribuzione. T uttavia, m entre la gam m a m isura la dispersione intesa com e lo n tan an za dei valori estrem i, lo s.q.m . m isura la dispersione dei valori intorno alla m edia, - tiene conto, cioè, d ell’andam ento della parte i n t e r n a d ella distribu­ zione, non solo dei valori m assim o e m inim o. R iepilogando, p e r descrivere in m odo rapido e sintetico u n a distribuzione, è necessario indicare d u e valori: una m isura di tendenza centrale, e la corrispondente m isura di dispersione. C on queste d ue sole m isure si è in g rado di trasm ettere u n a b u o n a inform azione sulle caratteristiche essenziali di u n a distribuzione, o confro n tare d ue o più distribuzioni, ponendo a confronto le rispettive m edie e i corrispondenti s.q.m . 1 1 3 . Interpretazione d ello s.q .m . In certi casi, ch e p re­ ciserem o alla fine del paragrafo, lo s.q.m. p u ò servirci a caratterizzare an co ra m eglio la popolazione rap p resen tata in una d ata distribuzione. L a figura che segue illustra q u an ­ to andiam o dicendo. In una determ in ata distribuzione, individuiam o d appri­ m a, sull’asse delle ascisse, il p unto della m edia. Sullo stes9 5 ,4 6 %

In terp reta zio n e d ello s.q .m . ( = s) in u n a d istrib u ­ zione “norm a le'’.

F ig . 3 -

202

C o m e s i fa ricerca

so asse riportiam o, a destra e a sinistra della m edia, un segm ento di lunghezza pari al valore dello s.q.m . D ai due punti così individuati, eleviamo le perpendicolari all’asse delle ascisse, fino a incontrare la curva della distribuzio­ ne: lo spazio così delim itato com prenderà il 6 8 ,2 6 % del­ l’intera popolazione, cioè poco più dei 2 /3 . A llontanan­ doci dal p unto della m edia di due s.q.m . p er ogni parte, otterrem o u n ’area che corrisponde al 9 5 ,4 6 % della popo­ lazione. P er fare un esem pio, se sappiam o che l’età m edia di una popolazione è 37,4 anni, e che lo s.q.m . è di 6,1, possiam o dire che i due terzi della popolazione (più preci­ sam ente, il 6 8 ,2 6 % ) ha un’età com presa tra 31,3 anni e 43,5 anni. Com e sono stati ottenuti questi due valori? ri­ spettivam ente, sottraendo e som m ando alla m edia lo s.q.m. Q uesto m odo particolare di “ leggere” lo s.q.m. non è possibile sem pre, m a solo quando la form a della distribu­ zione lo consente. Più in particolare, è necessario che la distribuzione sia sim m etrica o quasi-sim m etrica, e a for­ m a di cam pana, - che si avvicini, cioè, alla form a della distribuzione detta n o r m a le , o di Gauss. L a possibilità di conoscere la percentuale di popolazione com presa tra due valori, infatti, non è una proprietà dello s.q.m ., bensì della distribuzione “norm ale”, e tale proprietà è quindi condivisa solo dalle distribuzioni che assomigliano a tale distribuzione. È chiaro che, quando la curva non sia assimilabile a una distribuzione norm ale, non per questo non sarà possibile calcolare lo s.q.m .; semplicemente, non ci si p o trà servire dello s.q.m . p e r tra rre conclusioni sulla quantità di popo­ lazione com presa tra due punti dell’ascissa. 1 1 4 . A cosa serve la inedia? O ra che sappiam o calcolare le principali m isure di tendenza centrale e di dispersione, dobbiam o riflettere un m om ento sulla utilizzabilità di que­ sti strum enti nella ricerca. In questo paragrafo parliam o soprattutto della m edia, essendo la m isura di gran lunga più usata, m a è chiaro che il discorso si estende a tutte le m isure illustrate nei paragrafi precedenti. A che serve, dunque, la m edia? U na risposta sintetica potrebbe essere questa, che la m edia ha solo u n valore

L a descrizione quantitativa dell'oggetto

203

inform ativo generico, m a nessun valore operativo, nel sen­ so che non è (come invece altri strum enti teorici) un m ez­ zo di trasform azione della realtà, nel senso di “liberarne” gli aspetti essenziali. N on solo, m a, anche a livello cono­ scitivo, è pericoloso assegnare alla m edia un valore infor­ mativo molto alto. Q uesta conclusione nasce da una serie di considerazioni, alcune delle quali sono esposte qui di seguito. In prim o luogo, la media accentua l’aspetto statico, non già quello dinam ico, di una situazione; accentua cioè la convergenza, la tendenza attuale d i una popolazione verso il proprio centro, anziché la diversità e il conflitto. E non è sufficiente che, accanto alla m edia (che evidenzia le ten­ denze centripete di una popolazione), venga indicata anche la corrispondente m isura di dispersione (che terrebbe con­ to, per così dire, delle tendenze centrifughe della distribu­ zione). Le m isure di dispersione, infatti, vengono fornite a com plem ento della media, quasi a precisare il grado di devianza di una popolazione dal suo centro di conver’ genza. Per un tipo di ricerca che privilegia il m utam ento, in­ som m a, non è molto utile una coppia di strum enti (media e s.q.m.) di cui il prim o, il principale, m isura la confor­ mità della popolazione rispetto a se stessa, e il secondo misura la tendenza a discostarsi da questa conform ità. Sa­ rebbe invece utile una coppia di strum enti di cui il prim o, il principale, misurasse la tendenza al m utam ento, e il se­ condo misurasse l’inerzia, la resistenza alla trasform azione. Non solo, ma, afferm ando che tutta una distribuzione può essere conosciuta attraverso un solo valore (il valore verso il quale la distribuzione converge), si viene ad attri­ buire un peso psicologico enorm e a questo valore. È fa­ cile infatti che, partendo da dim ensioni medie della fam i­ glia, si passi a parlare di famiglia m edia. E cioè, indican­ do certe caratteristiche m edie di una situazione, di una popolazione di individui, ecc., la m edia viene facilm ente utilizzata, in m odo più o m eno consapevole, p er postulare l'esistenza di una situazione m edia, di un uom o m ed io , ecc. O ra, questo postulato dell’ “uom o m edio” ostacola una corretta spiegazione nel cam po delle scienze sociali. Nelle scienze sociali, cioè, non si può spiegare alcun

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C oinè si fa ricerca

fenom eno riferendosi a valori m edi, cioè a valori che ac­ centuano la somiglianza, gli aspetti com uni e condivisi: una spiegazione è possibile solo riferendosi a coppie di elem enti antagonistici. L ’evoluzione della società, ad esem­ pio, la si spiega non già guardando, entro ogni società, alla m edia tra gli uomini, o tra le classi, - bensì guar­ dando alle classi in lotta, al conflitto tra le classi fondato sulla loro diversità, sulla loro essenziale opposizione, che rende im possibile farle convergere e ricondurle a una m i­ sura com une. 1 1 5 . Q uando non usare la m edia. Si intende che queste critiche non sono rivolte alle m isure di tendenza centrale e di dispersione in sé e p er sé, - cosa che non avrebbe senso, trattandosi di strum enti irrinunciabili della ricerca scientifica, e della stessa vita quotidiana. Quel che si cri­ tica è l’applicazione passiva di questi strum enti nel cam po delle scienze sociali. Si è già accennato in questo libro (cfr. § 6) al fatto che l’attività di elaborazione di strum enti m atem atici e statisti­ ci d a applicare alla sociologia, non tiene affatto conto del­ le esigenze reali della ricerca, m a segue orm ai una propria logica. Si deve cercar di contrastare questa tendenza, non già negando validità alle indagini quantitative (che sareb­ be un assurdo), m a subordinando l’applicazione delle leggi statistiche al controllo delle leggi sociologiche. V edrem o in seguito altre applicazioni e sviluppi di que­ sto principio. Per quanto riguarda la media, abbiam o visto che un suo impiego puro e semplice (in com pagnia, o me­ no, di una m isura di dispersione) rischia di dare un’im­ m agine falsificata della situazione che invece vorrebbe rap­ presentare. Le leggi statistiche della m edia (che poggiano sulla convergenza di una distribuzione verso il proprio cen­ tro) devono essere subordinate alle leggi reali di funziona­ m ento della società, che poggiano invece sulle contraddi­ zioni, sulle divergenze, sui conflitti. I casi fondam entali in cui non si può usare la m edia sono appunto quelli nei quali è essenziale m ettere l’ac­ cento sul m utam ento, sulla diversità, sul fatto che la si­ tuazione diventa diversa rispetto a se stessa. Facciam o un paio di esempi.

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In una recentissim a ricerca sulla com battività operaia, volendo confrontare la “com battività” degli operai di più aziende, si è scelto, come indicatore di questa co m batti­ vità, la percentuale di partecipazione agli scioperi:'2 Poiché gli scioperi, per ogni azienda, erano stati più di uno, si è prospettata, come soluzione, quella di calcolare la p a rte ­ cipazione m edia agli scioperi, - o meglio, la m edia delle percentuali di partecipazione a ogni sciopero. Proprio in questo m odo, però, si rischia di distruggere informazioni essenziali p er l’analisi, e cioè le m odificazioni della com battività operaia da uno sciopero all’altro. Il fat­ to che, in u n ’azienda, i prim i scioperi riescano meglio d e ­ gli ultimi, e che in un’altra azienda, invece, la p artecip a­ zione agli scioperi sia crescente, sono due fatti ben diversi, per i quali occorrono adeguate spiegazioni. F acendo la media delle partecipazioni ai vari scioperi, invece, la di­ versità di queste situazioni viene annullata-, e anzi (per quello che orm ai sappiam o della media), è persino possi­ bile che le due aziende - quella a partecipazione crescen­ te e quella a partecipazione calante, - risultino avere la stessa “com battività” media! U n secondo esem pio di limiti all’uso della m edia è ra p ­ presentato dalle ricerche di quartiere, di com unità, o co­ m unque da tutte le ricerche in cui l’area di intervento è socialmente diversificata, e cioè, riproduce d entro di sé le fondam entali diseguaglianze sociali. In questi casi, non ha senso calcolare valori medi (a qualunque cosa si riferi­ scano) generali per tutta l’area di intervento, m a solo per aree e gruppi che, ai fini della nostra azione di ricerca, possano ritenersi socialm ente omogenei. Non ha senso calcolare valori medi tra una classe e l’altra, tra ricchi e poveri, tra chi ha il potere e chi non ce l’ha. Non ha senso calcolare il reddito medio di una com unità, perché nel reddito rientrano indiscrim inatam en­ te le retribuzioni dei lavoratori dipendenti, i redditi dei liberi professionisti, i profitti da capitale e la rendita fon­ diaria; ha invece senso calcolare i salari medi, perché la voce “salario” ci assicura che la popolazione, rispetto alla quale viene calcolato questo valore medio, è una popola­ zione operaia, cioè una popolazione om ogenea ai fini della ricerca.

Sezione II L A C L A S S IF IC A Z IO N E

116. L a scoperta delle classi. Si è visto che, di fronte a u n a determ inata popolazione (a m eno di non essere certi della sua om ogeneità), non si deve cercar di presentare sinteticam ente questa popolazione attraverso un unico va­ lore che ne m ostri la convergenza (accom pagnato, o m e­ no, dal g rado di dispersione): occorre invece cercare gli elem enti di contraddizione presenti in questa popolazione, occorre cioè individuare delle c la s s i. Il term ine “classe”, com e meglio vedrem o, ha un signi­ ficato assai più generale di “classe sociale” : più precisam ente, le classi sociali sono un tipo di classe. P artiam o anche qui, com e già p er le misure di disper­ sione, d a un esem pio concreto. Supponiam o che il poligo­ no di frequenza della fig. 4 riproduca la distribuzione dei redditi di una com unità.

Reddito (in migliaia di tire) F ig . 4 -

D istrib u zio n e d ei re d d iti d i u n a co m u n ità .

Si è detto nel paragrafo precedente che non avrebbe senso calcolare la m edia da una distribuzione così disper­ sa e così poco om ogenea. È invece utile, p e r giungere a una m igliore conoscenza di questa popolazione, individua­ re, all’interno della distribuzione, delle classi. D o ve fissare i lim iti di classe? È lo stesso andam ento

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della distribuzione a suggerircelo: i limiti di classe vanno fissati nei punti in cui il poligono di frequenza si avvicina m aggiorm ente all’asse della ascissa, - in m odo tale, cioè, che, per ogni classe, la maggiore concentrazione sia verso il centro dell’intervallo di classe.43 Nella distribuzione riportata alla fig. 4, i limiti della prim a classe sono, ovviam ente, 50 e 100, e il punto di maggiore concentrazione è 80 (abbastanza vicino, cioè, al centro dell’intervallo di classe, che è 75). I limiti della se­ conda classe sono 100 e 170, i limiti della terza, -170 e 220; seguono 220-350 e 350-440. Sarebbe invece scorretto se, per desiderio di regolarità, ponessimo com e limiti di classe 150 e 200, o ppure 300 e 400: le classi così individuate, infatti, sarebbero caratte­ rizzate da una concentrazione m assim a, non già al centro dell’intervallo di classe, com e sarebbe corretto, bensì agli estremi di questo intervallo. Da quanto precede si ricava u n ’indicazione di principio assai im portante: le classi vanno individuate in base alla distribuzione reale di una popolazione, non già a priori. P er questo motivo, è errato, volendo fare una classifica­ zione (per esempio) delle diverse età di una com unità o di un gruppo, predisporre una classificazione di 5 in 5 anni (0-5, 5-10, 10-15, ecc.), come si fa com unem ente. U na classificazione di questo genere, infatti, sarebbe m olto co­ m oda, ma non è affatto detto che la distribuzione reale delle diverse classi di età sia tale da essere com patibile con questa classificazione. Il ricercatore deve quindi prim a com inciare a conoscere il suo oggetto, e poi scoprire delle classi che aiutino a m e­ glio conoscerlo. D eve invece evitare di ten tar di conoscere l’oggetto servendosi di classi costruite in astratto. 11 7 . Classi eguali o diseguali? Individuare le classi nella distribuzione reale, anziché costruirle a priori, com porta anche un’altra conseguenza, che le diverse classi possono avere un 'am piezza diversa. Certo, il fatto di disporre di classi di eguale am piezza, com e richiede la m etodologia tradizionale, è com odo, m a non va affatto posto com e un obbiettivo da raggiungere a ogni costo. In molti casi, anzi, predisporre classi di eguale am piez­

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za non avrebbe alcun senso. Ne diam o due esempi, tratti d a due ricerche concrete. Nel prim o caso, nel corso di u n a ricerca svolta in una com unità operaia, si trattava di determ inare l'età dei figli delle donne che lavoravano. C o­ m e classificare tale età? I ricercatori decisero che il cri­ terio più corretto fosse quello che teneva conto delle ri­ sorse esistenti nella com unità in relazione alla diversa età dei figli. V enne così ad o ttata la seguente classificazione: l a c la s s e : fino a 6 mesi (fino al c o m p im e n to d i ta le e tà d a p a rte d e l b a m b in o , in f a tti, la la v o r a tric e u s u fru iv a di u n a se rie di c o n c e s­ sio n i d a p a r te d e ll’a z ie n d a , c h e le c o n s e n tiv a n o di p r e n d e rs e n e c u ­ r a d ir e tta m e n te ); 2 a c la s s e : da 6 m esi a 3 anni (il b a m b in o p o te v a essere affidato, a p a r tic o la r i c o n d iz io n i, a a sili-n id o e siste n ti n e lla c o m u n ità ); 3a c la s s e : da 3 a 6 anni (il b a m b in o p o te v a e sse re a m m e s so a l ­ l ’a s ilo ; c a m b ia v a n o p e r ò c e rte c o n d iz io n i - di o r a rio , d i p a g a m e n to d e lla r e tta , ecc. - r is p e tto a lla classe p re c e d e n te ); 4 a c la s s e : da 6 a 14 anni (il b a m b in o e n tr a v a in e tà sc o la re e p e r ­ c o r re v a l a s c u o la d e ll’o b b lig o : v a r ia v a n o n u o v a m e n te le c o n d iz io n i d i c u i a lla c la s se p re c e d e n te ).

A questo punto, la classificazione proseguiva ancora per un paio di classi, distinguendo tra i ragazzi che prosegui­ vano gli studi e quelli che venivano avviati direttam ente a un lavoro. Quel che ci im porta far notare, ad ogni m o­ do, è che in questa classificazione non c ’erano due classi che avessero la stessa am piezza: la prim a era di 6 mesi, la seconda di 2 anni e 6 mesi, la terza di 3 anni, e così via. L a classificazione, insomma, non doveva rispettare un criterio astratto di eguaglianza di am piezza tra le classi, m a l’effettivo scaglionam ento, in anni, delle risorse esi­ stenti nella com unità. L ’altro esem pio, che esponiam o brevem ente, riguarda una ricerca in u n ospedale psichiatrico. Obbiettivo della ricerca e ra u n ’analisi del processo di istituzionalizzazione, cioè di quel processo, estrem am ente complesso, attraverso il quale il degente viene “ incorporato” nell’istituzione e “im para” a uniform are il proprio com portam ento, consa­ pevole e inconsapevole, alle finalità dell’istituzione (che sono il controllo sociale e la continua ripetizione-conferm a del m odello istituzionale).44

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Per l’analisi di questo processo, è evidentem ente im por­ tante sapere, p er ogni paziente, da quanto tem po è in ospedale: è chiaro, infatti, che il processo di istituziona­ lizzazione non agisce nello stesso m odo e con la stessa ef­ ficacia lungo tutto l’arco della degenza. Nei prim issim i tem pi, di fatto, si osservano delle resistenze, da p a rte del degente, ai meccanismi che tendono a istituzionalizzarlo; successivamente, il processo funziona con efficacia per qualche anno, fino a che il decorso dell’istituzionalizza­ zione passa, d a una fase “ acu ta”, a u na fase di consoli­ dam ento dello stato fin lì raggiunto. È chiaro, anche p er questo secondo esempio, che le classi di “d u rata della degenza” non devono avere la stes­ sa ampiezza: all’inizio del ricovero (fase delle resistenze), è necessario m isurare questa degenza in mesi, cioè con classi m olto piccole, m entre, col prolungarsi del periodo di degenza, le classi possono essere anche m olto ampie. La differenza tra una degenza di 3 mesi e una di 8 mesi, cioè, è assai superiore alla differenza tra una degenza di 10 anni e una di 20 anni. A quanto si può capire, infatti, dopo un certo num ero di anni, “il gioco è fa tto ”. 118. Classi non-quantitative. F ino ad o ra abbiam o p ar­ lato di classi che hanno alla base u na distribuzione q uan­ titativa. M a, naturalm ente, vi sono moltissim e classificazio­ ni che non hanno affatto u na base quantitativa. A d esem ­ pio, per le variabili: sesso, stato civile, regione di prove­ nienza, settore econom ico di appartenenza, professione, ecc., le classi possibili non hanno alcun significato q uan­ titativo.45 A nche p er classi di questo tipo vale il principio che esse non devono venir predisposte a priori, m a sulla base della distribuzione effettiva. A d esempio, la variabile “ settore di appartenenza” viene solitam ente classificata in questo mo­ do: agricoltura, industria, servizi, com m ercio, pubblica am ­ ministrazione, ecc. T uttavia, se la ricerca si svolge in u n ’area altam ente industrializzata, la classe “industria” va meglio precisata: si dovrà indicare “industrie m eccaniche” , “indu­ strie chim iche”, e così via. N ell’area torinese, si dovrà as­ segnare una classe a “industria F ia t” , - e così via. U n altro esempio significativo è costituito dalla varia­

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C o m e sì ju ricerca

bile “titolo di studio”. Com e noto, nell’ordinam ento sco­ lastico esiste, tra la licenza elem entare e il diplom a, un gradino interm edio, rappresentato dai diplom i di scuola tecnica, licenze professionali, scuole m edie inferiori, e così via. T uttavia, è stato rivelato da num erose ricerche che, a livelli inferiori al diplom a, il possesso dell’uno o del­ l’altro titolo di studio non conta nulla ai fini della desti­ nazione al posto di lavoro e della carriera. P er questo motivo, è spesso conveniente (in ricerche sulla m obilità e sulla stratificazione) raccogliere in una so­ la classe tutta questa m iriade di licenze di cui il sistema industriale, evidentem ente, non sa che farsene. Chiam e­ rem o quindi questa classe “ scolarità inferiore al diplom a”, diversificando poi una serie di classi ai livelli di scolarità superiori. N essuna classificazione, insom m a, ha un num ero di clas­ si obbligato: più precisam ente, p er qualsiasi variabile i cri­ teri d i classificazione non sono m ai com pletam ente “natu­ rali”, non discendono, cioè, dalla natura della variabile stessa considerata in astratto: devono invece tenere conto delle caratteristiche sociali di questa variabile, c cioè, del m odo in cui essa esiste nella situazione concreta. Q uesto vale, in una certa misura, anche per la varia­ bile “n atu rale” p er eccellenza, cioè il s e s s o . La caratte­ ristica “sesso” ha, in natura, necessariam ente due classi (m aschi e fem m ine), e la stessa classificazione viene usata p er le scienze sociali. M a occorre precisare bene questo: il fatto che le classi di “ sesso” siano, anche in sociologia, indiscutibilm ente due, n o n dipende dal fatto che venga accettata e riprodotta senza contrasti la differenza biolo­ gica tra i due sessi, - bensì dal fatto che, alla differenza biologica tra i d ue sessi, è stata sovrapposta una differen­ za sociale coincidente con la prim a. L a classificazione della caratteristica “sesso” in due categorie, maschi c femmine, è cioè salda e indubitabile, non perché riposi su, e sia legittim ata da, la differenza biologica, m a perché riposa sulla divisione sessuale del lavoro. 1 1 9 . Cos’è una classe? O ra che abbiam o individuato, in concreto, delle classi (a base quantitativa e non -), cer­

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chiam o di com prendere, in m odo più preciso, cos’è una classe. Il fatto che le classificazioni vengano im piegate nel cor­ so della ricerca, non significa che le classi siano solo uno strum ento m etodologico, u n espediente form ale p er m eglio analizzare la realtà. Com e già sappiam o, la realtà sociale è una realtà diseguale e contraddittoria, e queste disegua­ glianze e contraddizioni si esprim ono, appunto, attraverso delle classi (di cui le classi sociali sono uno dei tipi p rin ­ cipali). Il fenom eno “classe” ha quindi u n ’esistenza reale, e occorre analizzare l’essenza di questo fenom eno. U na classe è un insieme di individui o gruppi sociali che hanno un aspetto essenziale in com une tra di loro, aspetto non posseduto, invece, da quelli che non a p p ar­ tengono a tale classe. Q uesta (prim a) definizione m ette in luce due requisiti essenziali dell’attività di classificazione. Prim o, la variabile sottoposta a classificazione deve essere una caratteristica essenziale, non già una caratteristica qualsiasi. Secondo, tra le classi individuate aH’interno di tale variabile devono sussistere differenze essenziali. E sa­ m iniam o brevem ente il prim o requisito, m entre ci occu­ perem o del secondo nel p aragrafo successivo. L a caratteristica sottoposta a classificazione, si è detto, deve essere una caratteristica essenziale. A bbiam o già vi­ sto diverse volte cosa significa “essenziale” e “ seconda­ rio” : essenziale è quell’elem ento, quel fenom eno, quell’a­ spetto, che svolge un ruolo fondam entale nel funziona­ m ento e nella trasform azione della realtà, e la cui com ­ prensione è, appunto, necessaria per la com prensione di tu tta la realtà. Secondari sono tutti gli altri elem enti, fe­ nom eni, ecc., che non servono perciò a spiegare direttam ente la realtà, m a devono anzi venire essi stessi spiegati attraverso i fenomeni essenziali anzidetti. E sam inando le ricerche di ricercatori tradizionali, si tro ­ vano classificazioni condotte all’interno di caratteristiche, che lasciano molto perplessi quanto alla loro “essenziali­ tà ”. Ne diam o qualche esempio. In una ricerca si è indi­ viduata la variabile “ intensità di rapporti con p aren ti” , e la si è classificata contando le visite, le lettere e le tele­ fonate dei parenti: p er ciascuna di queste form e, le classi previste sono state: 0 volte, 1-2 volte, 3-5 volte, p iù di

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C o m e si /u m e r c o

5 volte. U n ’altra variabile è “ frequenza alle funzioni reli­ giose” , in cui la gam m a delle classi va da un massimo di chi “non m anca mai alla M essa” a un minimo di chi non ci va m ai, passando attraverso varie classi di frequenza possibili. Lo stesso p er la variabile “ frequenza mensile al cinem atografo”, e così via. È chiaro che le variabili “ intensità dei rapporti coi pa­ renti” , “ frequenza alle funzioni religiose”, ecc., individua­ no dei fenom eni di im portanza secondaria: non è quindi corredo evidenziare al loro interno delle fantom atiche clas­ si, che non hanno alcuna esistenza reale. È vero che, dal punto di vista di una logica astratta, la classe di chi tele­ fona 1 volta ai parenti, e la classe di chi telefona loro 4 volte, sono perfettam ente distinte e legittime, m a la loro esistenza logica non basta p er farle esistere sociologica­ m ente. N ella ricerca sociologica, cioè, dobbiam o individua­ re classi che siano significative socialm ente, - non già clas­ si che siano solo logicamente possibili. N on basta pensare a u n a classe, perché questa esista: occorre che tale esi­ stenza sia effettiva, possa cioè essere osservata nella realtà sociale. Il discorso che precede, ovviam ente, non va inteso nel senso che non possano essere osservate e “ m isurate” le caratteristiche anche più umili e m odeste della vita quo­ tidiana. A nzi, è fondam entale indagare se le famiglie han­ no o m eno il bagno; se il gabinetto è in casa o fuori, in com une con altre famiglie; se c ’è l’acqua corrente, e così via. M a non si deve individuare la “classe” di chi ha il bagno contrapponendola alla classe di chi il bagno non ce l’ha; in questi casi, cioè, non ci troviam o di fronte a delle classi dotate di esistenza reale e autonom a; - ci troviamo, invece, piuttosto di fronte a degli indicatori di classe che, som m ati con molti altri indicatori analoghi, ci consentono di individuare delle classi dotate di esistenza oggettiva. 1 2 0 . II requisito della differenza essenziale. Q uesto se­ condo requisito è strettam ente parallelo al prim o, di cui, in un certo senso, costituisce un approfondim ento. A n­ che qui, infatti, si tratta, in ultim a analisi, di distinguere tra classi logiche e classi sociologiche. T orniam o, p er partire da un esem pio concreto, alle clas­

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si di reddito che com paiono nella fig. 4. A bbiam o indivi­ duato le classi da 5 0 a 100 mila, da 100 a 170 mila, ecc. Possiam o dire che, tra un reddito mensile di 80 mila (com ­ preso nella prim a classe), e uno di 140 mila (com preso nel­ la seconda), esiste una differenza essenziale? È difficile d a­ re una risposta, - anzi, è impossibile, se non ci si chiede: essenziale in vista di che cosa? È ovvio che, per chi sta facendo una ricerca di m ercato sulle possibilità di ven­ dere, in una com unità, certi beni di consum o (es.: la la­ vastoviglie), differenze di questo genere (da 80 a 140 mila) sono essenziali; per chi sta invece facendo, p e r esem pio, una ricerca sulle difficoltà che si oppongono all’apertura di un doposcuola in questa com unità, la differenza non è affatto essenziale. M a proviam o ora a confrontare, non due classi di red­ dito quasi adiacenti, bensì due classi molto lontane: un reddito da 100 mila e uno da 450 mila. Qui la differenza tra le due classi di reddito, cui questi due redditi rispetti­ vam ente appartengono, è veram ente essenziale: n o n solo per l’acquisto della lavastoviglie le disponibilità e le p ro ­ pensioni saranno diverse, - m a anche verso l’ap ertu ra del doposcuola. Il doposcuola significherà, infatti, una cosa ben diversa per il genitore da 100 rispetto a quello da 4 5 0 mila. È chiaro, insom m a, che, a un certo punto della distribu­ zione, la diversità di classe, che prim a non era essenziale, lo diventa: tra le classi cui appartengono i redditi 80 mila e 140 mila non ci sono differenze essenziali, tra le classi cui appartengono i redditi 100 mila e 450 mila, sì. M a dove si colloca il punto di stacco, dove comincia, insom m a, que­ sta differenza essenziale? L ’analisi statistica di quella distribuzione non p u ò darci nessuna risposta, - non può, per così dire, indicarci il punto in cui una distribuzione va “tagliata in d u e ” . Non solo, m a c ’ò un altro punto da considerare. D ob­ biam o chiederci: è possibile portare avanti la ricerca, a tutti gli effetti, basandoci sulle classi che risultano d a un’a­ nalisi statistica della distribuzione? Si tratta, è vero, di classi statisticamente corrette, m a è altrettanto vero che, nel tracciare i limiti di queste classi, l’analisi statistica non

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C o m e si fa ricerca

si preoccupa affatto del tipo di popolazione esam inato, e del problem a che vi sta sotto. Per esem pio, la distribuzione della fig. 4 si riferisce ai redditi di una com unità, m a potrebbe benissim o rappre­ sentare le fluttuazioni del raccolto del cotone in una data zona per un dato periodo (ponendo sull’asse delle ordi­ nate la q uantità di cotone raccolto, e sull’asse delle ascis­ se la d u rata del periodo considerato). Per entram bi i casi, l’analisi statistica ci consiglierebbe lo stesso tipo di clas­ sificazione. Se l’analisi statistica è dunque uno strum ento formale, che non tiene conto del contenuto, - ai fini della nostra ricerca, che è una ricerca sociologica, non è sufficiente che le classi usate siano statisticamente corrette', occorre che esistano anche nella realtà sociale, che siano cioè del­ le classi s o c i a l m e n t e n a t u r a l i . I problem i da affrontare sono dunque due, strettam ente legati tra loro. Prim o, com e è possibile individuare delle classi socialm ente naturali? secondo, com e interpretare il requisito della “differenza essenziale” tra le classi? 1 2 1 . L a scoperta delle contraddizioni. Il problem a si ri­ solve applicando il m etodo della s c o p e r t a d e l l e c o n ­ t r a d d i z i o n i (di cui parlerem o diffusam ente nel capitolo Vi l i ) , che costituisce il m etodo fondam entale dell’analisi sociologica. Q ual è il criterio p er giudicare se una classe è socialm ente naturale? una classe è socialm ente naturale cfilando, in relazione a un determ inato obbiettivo, è porta­ trice di interessi propri che sono in c o n t r a d d i z i o n e con gli interessi di altre classi. R ispetto alla definizione di classe data al § 119, la presente definizione ci consente di capire maggiormente il fenom eno “classe” e il problem a della classificazione. In quella sede si era posto in risalto il fatto che gli indi­ vidui che confluiscono in una classe devono avere un ele­ m ento com une: si era messa in risalto, cioè, la loro somi­ glianza. In questa sede cerchiam o invece di m ostrare che non è la som iglianza (cioè, l’assenza di contraddizioni) tra più individui che li legittima a essere una classe, - m a è la presenza di contraddizioni con un'altra classe. Già sap­ piam o, infatti, che la semplice eguaglianza di più indivi­

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dui non fa di questi individui una classe, m a solo un aggregato; la semplice eguaglianza, cioè, non ci garantisce che tra loro sussista effettivamente un rapporto, che essi non siano, cioè, estranei tra loro. L a definizione ora proposta ha anche un altro merito fondam entale: essa ci m ostra, implicitamente, che, in rife­ rim ento a una stessa variabile, i limiti delle classi non sono affatto imm utabili, m a anzi, vanno tracciati di volta in volta. A d esempio, se l’obbiettivo della ricerca è quello di vincere le resistenze alla introduzione, nella scuola di una data comunità, del voto unico e del principio del nonbocciare, constaterem o facilmente che, tra un reddito di 90 e un reddito di 170 mila, non esistono contraddizioni, m entre, probabilm ente, ne esistono tra i titolari di questi due redditi, da un lato, e il titolare di un reddito da 450 mila, dall’altro. In relazione all’obbiettivo del voto unico e del non-bocciare, quindi, non ha senso trattare separa­ tam ente le prime due classi, ma anzi, occorre contrapporle congiuntam ente alla classe superiore. Se, invece, l’obbiettivo della ricerca è quello di far pren­ dere coscienza di qualcosa che minaccia la salute dell’in­ tera com unità (e contribuisce a eliminarlo), è assai proba­ bile che i confini della contraddizione (e quindi i limiti di classe) si sposteranno. Tornerem o più concretam ente su questi problem i nel capitolo V ili. In questa sede ci interessa invece precisare due punti fondam entali della definizione di “classe”. Il pri­ mo riguarda la nozione di contraddizione. A bbiam o detto che quel che trasform a un semplice aggregato di individui in una classe non è solo il fatto che questi individui pos­ seggano qualcosa in com une, m a la presenza di contraddi­ zioni con un’altra classe. O ccorre precisare che “contrad­ dizione” non significa necessariamente un’opposizione an­ tagonistica: può significare anche soltanto “diversità di in­ teressi”. Per esempio, la classe di reddito da 100 m ila (in parole povere, gli operai) e la classe di reddito da 400 m ila (certi professionisti, certi tecnici, ecc.) sono caratterizzate da di­ versità di interessi, m a non necessariam ente questa diver­ sità arriva fino al punto di essere antagonistica, fino a non

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Come si fa ricerca

poter essere risolta, cioè, che con la lotta tra queste due categorie. Il fatto che “contraddizione” non significhi necessaria­ m ente “antagonism o” è ancora più evidente se, invece di guardare a classi di reddito, guardiam o ad altri tipi di classe, per es., alle classi di età. Nel corso di una ricerca (per esem pio) sulla forza-lavoro, può em ergere una con­ traddizione tra la classe dei 18-30enni e le classi di età superiori. Non si tratta, ovviamente, di una contraddizione che possa o debba venire risolta con la lotta, ma di una diversità obbiettiva di interessi, determ inata dal fatto che gli im prenditori assumono di preferenza individui giovani rispetto a individui già logorati. Lo stesso discorso vale per il rapporto operai locali-operai immigrati, o, all’in­ terno della popolazione operaia, tra operai specializzati e operai comuni. A nche questi problem i verranno approfon­ diti al capitolo V ili. 122. L ’obbiettivo da realizzare. Il secondo punto da pre­ cisare (della definizione di “classe”) è ancora più impor­ tante, e lo trattiam o in questo paragrafo. Si è visto che i limiti di classe non sono affatto imm utabili, ma anzi, vanno individuati di volta in volta in relazione all’obbiettivo da realizzare. Dobbiam o ora chiarire bene di che ob­ biettivo si tratta. Q uesto obbiettivo è quello che abbiam o definito, a suo tem po (capitolo III), il problem a vero della ricerca: e cioè, il problem a alla cui soluzione teorica e pratica va in­ dirizzata la ricerca. Questo problem a, si ricorderà, è un problem a oggettivo, non esiste, cioè, solo nella mente del ricercatore, m a viene scoperto dal ricercatore nella situa­ zione di ricerca. A bbiam o visto, a suo tempo, che questo problem a non resta necessariam ente lo stesso per tutta la ricerca, ma anzi, si sposta nel corso di questa, sia perché il ricerca­ tore riesce ad arrivare al “vero problem a” solo attraverso successive approssim azioni, sia perché, con l’evolversi del­ la situazione di ricerca, si sposta anche il problem a da risolvere. Sono proprio questi successivi spostamenti del problema che giustificano la mutevolezza dei limiti di classe. In vista

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di un determ inato obbiettivo, occorre individuare, nella situazione di ricerca, i vari personaggi (ricercatore, com ­ mittente, oggetto) e la distribuzione del potere; m a, quan­ do l’obbiettivo si sposta, la situazione va com pletam ente ridefinita. Perché questa continua ridefinizione della “topo­ grafia del potere”? Il criterio ispiratore di questa m eto­ dologia è lo stesso che sta alla base del coinvolgimento del comm ittente: in relazione a un dato obbiettivo da rag­ giungere, non si deve “sprecare” nessuna forza disponibile nella situazione di ricerca, m a anzi, occorre utilizzare tutte quelle forze che hanno interesse alla realizzazione di tale obbiettivo. Siamo così arrivati, in tem a di classi, a considerazioni ben lontane dal punto di partenza, cioè l’analisi statistica di una distribuzione. Anche per la classificazione, cioè, vale il principio che non si può classificare in astratto, a tavolino: non si tratta infatti di costruire, m a di sco­ prire delle classi esistenti nella realtà. Per giungere a que­ sta scoperta, è utile (nel caso in cui il criterio di classifi­ cazione sia numerico) l’impiego dell’analisi statistica, m a tale impiego dovrà essere subordinato a un’analisi della situazione reale, delle forze in gioco e, soprattutto, dell’obbiettivo da realizzare in quel momento. 123. Quale classificazione è quella giusta? Il m etodo del­ la scoperta delle contraddizioni esistenti in una situazione, non serve solo per tracciare i limiti di classe aH’interno di una data distribuzione; serve anche a stabilire, quando vengano proposti diversi criteri di classificazione, quale classificazione è quella vera. Riprendiam o l’esempio fatto sopra, quello, cioè, della distribuzione dei redditi di una comunità. A cosa ci serve individuare delle classi di reddito? ci serve per scoprire, all’interno di una situazione di diseguaglianza, chi sop­ porta in m isura maggiore questa diseguaglianza, chi ne sopporta meno, e chi invece se ne avvantaggia. U na volta che sappiam o come sono distribuite queste diseguaglianze, possiam o anche com prendere cosa si deve fare per cam ­ biare la situazione, chi si deve appoggiare, e contro chi. L ’analisi della distribuzione dei redditi, insom m a, ci ha dato la chiave per scoprire le diseguaglianze.

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Come si fa ricerca

D obbiam o però chiederci se una classificazione basata sulle differenze di reddito sia quella più giusta per clas­ sificare, nel m odo più com pleto, le diseguaglianze tra gli uomini. Esistono infatti anche altri criteri: per esempio, potrem m o classificarli secondo il titolo di studio, o secon­ do la professione, oppure, ancora, secondo il livello di vita, ecc. O, infine, potrem m o classificarli secondo la clas­ se sociale a cui appartengono. Q uale, di questi criteri di classificazione, è quello giu­ sto? Per rispondere a questa dom anda, occorre tenere con­ to del fatto che classificare significa, appunto, porre in evi­ denza determinate contraddizioni esistenti nella realtà: una classificazione è vera o falsa, giusta o sbagliata, a seconda che individui o m eno un elem ento di contraddizione og­ gettivam ente esistente. L a classificazione secondo il reddito, in sé, è giustis­ sim a, perché una contraddizione tra redditi alti e redditi bassi esiste nella realtà; lo stesso si dica per una classifi­ cazione secondo professione, che tenga conto delle num e­ rose contraddizioni esistenti nel sistema professionale (tra lavoro intellettuale e lavoro manuale, tra mansioni d’or­ dine e m ansioni di concetto, ecc.). Lo stesso per il titolo di studio: contraddizione tra laureati e diplom ati; tra di­ plom ati e laureati, da un lato, e scolarità inferiori, dal­ l’altro, e così via. T utti questi criteri di classificazione sono giusti, per­ ché, dietro ogni criterio, sta una contraddizione reale. Ma, in una determ inata situazione (e cioè, in presenza di de­ term inate risorse, e in relazione a un determ inato obbiet­ tivo), una sola è la contraddizione da porre in risalto, e uno solo quindi è il criterio di classificazione. È chiaro che, per il venditore di elettrodomestici, la classificazione che conta sarà quella fondata sul reddito e sul livello e stile di vita; per il venditore di libri e riviste, sarà quella fondata sul titolo di studio, e così via. E p er il ricercatore? la ricerca sociologica non è una ricerca di m ercato, non si preoccupa cioè soltanto di giun­ gere a un dato obbiettivo, m a anche del modo in cui vi si giunge. Più precisam ente: il ricercatore sa che l’elemen­ to base, il protagonista vero della realtà sono le classi sociali: egli deve quindi preoccuparsi di collegare e verifi­

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care ogni spostam ento realizzato nel corso della ricerca (e cioè, di situare ogni successo) in un’ottica di classi so­ ciali. Così, per esempio, qualsiasi piccola alleanza locale riesca a realizzarsi (tra operai e contadini, tra operai e studenti, ecc.), essa deve essere valutata nell’am bito della più generale divisione secondo classi sociali. Ciò significa che, qualsiasi criterio di classificazione il ricercatore adotti, tale criterio va integrato (o in certi casi decisamente sostituito) col criterio di classificazione fon­ dato sulla classe sociale di appartenenza. Da cosa deriva la prem inenza di tale criterio rispetto a tutti gli altri? dal fatto che la contraddizione fondata sulla diversa appartenenza di classe è la contraddizione fondam entale, e tutte le altre (basate sulla diversità di reddito, di professione, di titolo di studio, ecc.) sono, rispetto a questa, contraddizioni secondarie. Questo punto è un principio fondam entale della socio­ logia. Da migliaia di anni, per caratterizzare le disegua­ glianze, si distingue tra “ricchi” e “poveri”, fondandosi sulle differenze di reddito e, conseguentem ente, di profes­ sione, livello di vita, ecc. La sociologia ci m ostra invece che l’elem ento fondam entale per classificare le diseguaglian­ ze deve essere un altro, non più fondato su differenze di reddito, di livello di vita ecc., bensì sulla proprietà, o meno, dei m ezzi di produzione, e sul modo e la quantità di prodotto sociale di cui la classe (cui l’individuo appar­ tiene) si appropria. Qual è stato il risultato di questa ri-classificazione? non si deve pensare che sia solo cam biato il nome, e che, in realtà, la linea di separazione corra sempre nello stesso punto. L ’individuazione delle classi sociali come criterio discrim inante di classificazione ha invece avuto per effetto di ridistribuire i componenti della società in modo del tutto nuovo. È per questo motivo, che un operaio da 230 mila m en­ sili va ' classificato nello stesso modo di un operaio da 70 mila: è vero che, a certi fini, occorrerà tenere in con­ siderazione la contraddizione determ inata da queste diffe­ renze di reddito, ma è egualm ente vero che anche l’ope­ raio meglio retribuito non è proprietario dei mezzi di pro­ duzione, e non si appropria del prodotto sociale in quan­

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Come si fa ricerca

tità m aggiore di quanto non vi contribuisca. Per lo stesso m otivo, se l’alta borghesia (per fare esempi assurdi) adot­ tasse un modello di vita simile a quello della popolazione operaia, e devolvesse tutti i profitti in beneficenza, non per questo cam bierebbe la sua collocazione di classe. 124. Riepilogo. Riassum iam o, per com odità del lettore, i punti essenziali in m ateria di classificazione. Il prim o punto riguarda quella che potrem m o chiam are la realtà delle classi. Le classi (in senso lato, ovviamente, non solo le classi sociali) sono dei raggruppam enti di di­ seguaglianze, raggruppam enti che esistono oggettivamente nella realtà sociale. Com pito del ricercatore è dunque quel­ lo di scoprire questi raggruppam enti, evitando di sovrap­ porre alla realtà classificazioni astratte e a priori. Il m odo di classificare non dipende quindi dagli inte­ ressi e dalle preferenze soggettive del ricercatore, ma dalla realtà, dall’obbiettivo che si deve raggiungere, e dal pro­ blem a centrale della situazione di ricerca. Poiché questo obbiettivo può m utare, ne deriva che anche le classifica­ zioni possono venir riformulate per essere adattate al nuo­ vo obbiettivo, al nuovo schieram ento di forze determ ina­ tosi nella situazione. E questo costituisce una riconferma del punto precedente: nella m isura in cui la ricerca si pro­ pone non solo di conoscere, m a anche di trasform are, la classificazione deve rispettare la realtà c interpretarla esat­ tam ente, - non già sovrapporsi ad essa. A nche per le classificazioni offerte dalle scienze sociali, quindi, com e già per gli altri strum enti teorici prim a esa­ minati (concetti, ecc.), occorre svolgere quel lavoro di cri­ tica e di ripensam ento di cui si è parlato nel capitolo precedente. Si dovrà sempre verificare, cioè, se il criterio che sta alla base di ogni classificazione pone davvero in luce la contraddizione essenziale di quella realtà, oppure solo contraddizioni marginali. U n esem pio di questa analisi è già stato dato al § 77, con la critica dell’astrazione “sistemi totalitari”. Abbiam o visto che la classificazione dei sistemi politici ivi criticata proponeva, com e criterio di classificazione, la presenza o m eno di certe libertà e prerogative borghesi, - trascurando com pletam ente l’altro criterio possibile, e cioè, nell’inte­

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resse di quale classe viene esercitato il potere statale. È chiaro che esiste una contraddizione tra la presenza di certe “garanzie” form ali e la loro assenza, m a si tratta di una contraddizione secondaria rispetto a quella, fondamentale, tra il potere esercitato per conto della borghesia e il potere esercitato per conto del proletariato, e dovrà dun­ que essere questo il criterio principale di classificazione dei sistemi socio-politici.":

Capitolo VII Il cam p io n am en to e il p ro b lem a d ella rap p resen tativ ità

125. I termini del problema. Nell’analisi di una deter­ m inata realtà (il m alato mentale, la classe operaia, ecc.), il ricercatore entra in rapporto, naturalm ente, non con tutta questa realtà, m a solo con certe sue parti. Sorge al­ lora il problem a di sapere che rapporti esistono tra queste parti della realtà, e la realtà nel suo complesso, - ed è un problem a da tener presente per tutto il corso della ricerca. A ll’inizio della ricerca, infatti, si tratta di arrivare a queste parti ben determ inate (il cam pione), partendo dalla realtà nel suo complesso; al term ine della ricerca, si tratta di ritornare a questa realtà generale, cioè di ge­ neralizzare i risultati della ricerca. Il problem a del cam pionam ento è uno dei problemi centrali della metodologia delle scienze sociali, sia per la ricerca intesa in senso tradizionale, sia per la ricerca di tipo nuovo illustrata in questo libro. Il problem a, sostanzialm ente, si pone in questi termini: com e è possibile studiare il tu tto attraverso una sua p a r­ te, avendo la certezza scientifica che questa parte che stia­ mo studiando è veram ente r a p p r e s e n ta tiv a della totalital Il problem a, a prim a vista, si pone in m odo identico per la ricerca tradizionale e per quella di tipo nuovo, ma, com e vedrem o nel corso del capitolo, si tratta di un’iden­ tità solo apparente: in realtà, i concetti-base che vengono usati (“tutto ”, “parte”, “rappresentatività”), vanno intesi, nella ricerca di tipo nuovo, in modo com pletam ente diver­ so rispetto alla ricerca tradizionale. Per affrontare il problem a con la maggiore sistematicità possibile, e dare il maggior num ero di elem enti al lettore,

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tratterem o l’argom ento in questo modo: prim a esporrem o, a grandi linee, l’impostazione tradizionale del cam piona­ mento nelle scienze sociali, quindi avanzeremo una serie di critiche che ci consentiranno, al termine, di riform ulare l’intera problem atica del cam pionam ento e della rappre­ sentatività nelle scienze sociali. 126. Perché si campiona? L a prim a dom anda cui occor­ re rispondere è la seguente: perché si cam piona? perché non studiare il tutto, invece che una sua parte? Per ripor­ tare qualche esempio, tratto da vari manuali: perché non analizzare tutta la popolazione di un quartiere, anziché una sua parte? perché non analizzare tutto il grano con­ tenuto in un silo, anziché qualche chilogram mo? o tutte le pianticelle di un cam po, e non solo alcune pianticelle? La risposta della metodologia tradizionale è la seguente: analizzare tutto, quando può bastare analizzarne una quan­ tità minore, è un grosso spreco, spreco di tem po, di de­ naro, di fatica. Certo, se non ci fossero queste ragioni (scarsità di ricercatori, costo delle ricerche), l’analisi to­ tale sarebbe preferibile, perché consentirebbe di eliminare determ inati rischi e incertezze che si incontrano invece con l’analisi parziale. Questa risposta è in parte buona in parte cattiva: la riprenderem o in esam e più avanti nel corso del capitolo. Qui vogliamo segnalare che gli esempi sopra riferiti sono esempi concreti di ricerche su cam pione, e ci riportano alle origini della storia di queste tecniche. Quando è nata e si è affermata la tecnica del cam pio­ namento? “I primi sviluppi si sono avuti in m odo parti­ colare in ricerche biologiche nel cam po dell’agricoltura”,47 all’incirca verso gli anni ’30 di questo secolo: esse sono poi state gradualm ente introdotte in tutte le scienze della natura e, senza alcuna particolare modificazione, anche nel cam po delle scienze sociali. Esiste cioè, al m om ento attuale, una teoria generale del cam pionam ento, che viene applicata indifferentemente al m ondo delle piante, degli uomini, dei microbi, delle stelle, e così via. T utte queste situazioni di ricerca, enor­ memente diverse tra loro, vengono cioè riportate (quando sia necessario effettuare un cam pionam ento) a una situa-

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Come si ja ricerca

zionc ideale di cam pionam ento che è la seguente: se si ha un sacco di palline, e non si ha voglia, tem po, denaro in m isura sufficiente a esam inarle tutte, q u a n te palline devo tirare fuori, e in c h e m o d o , per essere certo di ave­ re un cam pione di palline rappresentativo di tutte le pal­ line contenute nel sacco? 127. La definizione dell’universo. Siamo così arrivati al prim o requisito del campione: il cam pione deve essere in qualche m isura rappresentativo dell’universo.'8 Cos’è il cam pione? è il m ucchietto di palline che ho deciso di ti­ rare fuori dal sacco; le palline contenute nel sacco sono l’universo da cui questo cam pione è stato tratto. Per un sacco, e cioè, per un universo di palline bianche o nere, un cam pione rappresentativo è costituito da quel muc­ chietto di palline che riproduce con sufficiente esattezza, al suo interno, la distribuzione dei colori delle palline del sacco. Nella realtà, tuttavia, le cose non sono altrettanto sem­ plici come nell’esempio. Capita molto di rado, infatti, che l’universo che si vuole indagare sia “racchiuso in un sac­ co”, e cioè, ben delim itato e definito. Assai spesso, in­ vece, l’universo non è facile da definire, e allora c’è il pericolo che la definizione dell’universo da cui si parte, e la definizione dell’universo da cui effettivamente si campiona, non coincidano, - e cioè, che il cam pione venga ricavato da un universo diverso (di solito, più ristretto), rispetto a quello che si intendeva analizzare. Ci spieghia­ mo meglio con un esempio, relativo a una ricerca in tema di m alattie mentali. Supponiam o che l’universo che la ricerca intende ana­ lizzare sia così definito: l’insieme degli individui affetti da disturbi mentali. Riflettendoci un po’, ci si accorge presto che si tratta di un universo molto difficile da definire e delim itare dal punto di vista operativo. Per eludere que­ ste difficoltà, certi ricercatori hanno deciso di scegliere il cam pione della ricerca all’interno della popolazione dei degenti in ospedali psichiatrici. L ’esempio illustrato rappresenta un caso classico in cui la definizione dell’universo, da cui effettivamente si campiona, non coincide con la definizione iniziale dell’univer­

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so. L ’universo di partenza (come si è detto) è stato defi­ nito come l’insieme degli individui affetti da disturbi m en­ tali, - m entre l’universo da cui effettivamente si cam piona viene definito come l’insieme degli individui ricoverati in ospedali psichiatrici. Questa non-coincidenza delle due de­ finizioni porta a una non-rappresentatività del cam pione rispetto all’universo, sotto due aspetti: (a) l’universo da cui viene ricavato il cam pione non com ­ prende tutti gli individui affetti da disturbi mentali, m a solo quelli riconosciuti tali attraverso diagnosi medica; (b) per di più, l’universo da cui viene ricavato il cam pio­ ne non com prende tutti i diagnosticati malati, m a solo quelli per i quali è stato disposto il ricovero. È chiaro, insom ma, che le definizioni dei due universi (quello da cui si intendeva all’inizio ricavare, e quello da cui è stato effettivamente ricavato il cam pione) non coin­ cidono; l’universo dei ricoverati in O. P. non solo è molto piii ristretto, num ericam ente, dell’universo dei m alati m en­ tali, m a è anche profondamente diverso, e, ancora una volta, l’elem ento che spiega queste diversità è la classe sociale di appartenenza. È stato infatti dim ostrato da diverse ricerche che gli in­ dividui in condizioni sociali inferiori hanno maggiori pro­ babilità di venire diagnosticati “m alati m entali” che non gli individui di condizione più elevata: le maggiori risorse (di denaro, di tempo, di spazio) di questi ultimi consen­ tono loro, infatti, una gamm a espressiva più vasta in cui celare le anorm alità del com portam ento, e un’area (so­ ciale e geografica) più vasta su cui distribuire tale com ­ portam ento. Non solo, m a questa disparità di risorse opera anche quando sia intervenuto il riconoscim ento di una m alattia mentale: ancora una volta, infatti, sono gli individui di condizione sociale inferiore che vanno a finire con molto maggiore frequenza nell’O .P., m entre per gli individui di condizione sociale elevata sono disponibili altre soluzioni (cliniche private, psicoterapie individuali).41' L ’universo dei “ricoverati in O .P.” ha dunque una con­ notazione di classe ben precisa, è cioè popolato quasi esclusivamente da appartenenti alle classi subordinate: es­ so non è quindi assolutam ente assimilabile all’universo

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Come si fa ricerca

degli “individui affetti da disturbi mentali”, la cui com ­ posizione è interclassistica. 128. L a rappresentatività tradizionale. Che significa dun­ que, nella ricerca tradizionale, rappresentatività del cam ­ pione? significa che il cam pione deve essere una copia esatta, sia pure una copia formato ridotto, dell’universo; deve essere, cioè, una replica in m iniatura dell’universo. Com e garantire questa rappresentatività? Si è partiti dal­ la considerazione che la scelta delle unità dell’universo da inserire nel cam pione non poteva essere lasciata al ri­ cercatore, - e questo perché il ricercatore tende, magari anche inconsciam ente, a lasciarsi guidare da convinzioni, valori o pregiudizi personali nel decidere se una data unità (pallina, pianticella, individuo...) va inclusa, o meno, nel cam pione. P er superare questa inevitabile " distorsione”, operata (consciam ente o inconsciam ente) dal ricercatore, si è scel­ ta com e soluzione quella di affidarsi al c a s o : sarà il caso, cioè, a scegliere quali unità dell’universo sono da inclu­ dere, e quali da escludere dal campione. O tterrem o quindi un cam pione casuale quando ogni unità appartenente al­ l’universo avrà la stessa probabilità che hanno tutte le altre unità di venire scelta per il campione. P er raggiungere questo obbiettivo vengono indicati, sui m anuali, diversi procedimenti. Illustriam o brevem ente i tre procedim enti più comuni. (a) Il p rim o pro cedim ento è Io stesso usato per l 'estrazione dei nu­ meri del Lotto. C o m e noto, ogni n u m ero è racchiuso in un bu sso­ lo tto , e poiché tu tti i bussolotti esternam ente sono eguali, ogni bu s­ so lo tto (e quindi ogni num ero) h a la stessa p ro b ab ilità di tu tti gli a ltri di venire scelto. In p ratica, si scrive il nom e di ogni u n ità d e ll’un iverso su fog lietti eguali, li si piega nello stesso m odo, li si m escola, quindi si scelgono a caso i foglietti (cioè, i nom i delle u n ità ) d a includere nel cam pione. Q uesto pro cedim ento è, ovviam ente, m olto fatico so : esso viene q u in d i ra ram e n te im piegato, e solo q u and o le dim ensioni dell’univ erso sia n o piuttosto ristrette. (b) Il secon do pro cedim ento (degli in te r v a lli fìssi ) richiede, per essere m esso in pratica, che tu tte le u n ità dell’universo siano rip o r­ ta te su u n elenco secondo u n ord in e che possiam o ritenere casuale.

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Per es., l’elenco telefonico è un elenco casuale, perché il c riterio di o rd in am en to è costitu ito dalle lettere iniziali dei cognom i delle persone. N on è invece un elenco casuale quello dei soci di un club, o dei m em bri di un com itato, o dei com pon enti di m olti org an ism i politici: in tu tti questi casi, infatti, il criterio di o rd in am en to dei diversi individui non è alfabetico (e cioè, casuale), bensì d e ttato d a considerazioni di rango sociale, di gerarchia, ecc. U n a v o lta in possesso di questo elenco, si decide di scegliere l’ennesim o elem ento di tale elenco, e tu tti i successivi m ultipli. P er esem pio, si decide di scegliere il 5° elem ento e tu tti i successivi m ultipli, e cioè il 10°, il 15", il 20°, e così via. Perche scegliere il 5" e non, p e r esem pio, il 3° o il 12°? In effetti non c’è alcuna ragione per scegliere il m odu lo 5, anzich é il m odu lo 3, ecc.: la scelta, in realtà, è d ete rm in ata dalle dim ension i che si intendo no d are al cam pione. P er esem pio, se l’un iverso co n ­ sta di 500 elem enti e il cam pione deve essere di 120 elem enti circa, si sceglieranno il 4", l’8°, il 12°, il 16°, ecc., elem ento. Se è suffi­ ciente un cam pione di 50 elem enti, si sceglieranno gli elem en ti 10°, 20", 30", ecc. P raticam ente, il valore d cll’n-esim o elem ento si o ttien e dividendo l'universo per le dim ensioni che s’intende d are al cam pione. N on sarebbe invece lecito, per scegliere un cam pione di 100 ele­ m enti d a un universo di 500 elem enti, ad o ttare il m o d u lo 3 : in questo caso, in fatti, l’ultim o elem en to scelto p e r il cam pione sa re b ­ be il 300" elem ento d ell’universo, il che significa che gli ultim i 200 elem enti dell’universo non avrebbero, sin d all’inizio, alcu n a p ro b a ­ bilità di e n trare a fa r parte del cam pione, il che c o n trasta co l re ­ qu isito della eguale p ro b ab ilità fissato a ll’inizio. Q uesto pro cedim ento può venire usato, in certi casi, anche senza disporre di alcu n a lista. Per esem pio, volendo e n tra re in c o n ta tto con le fam iglie che ab itan o u n a d eterm in ata strad a , e vo lendo , a cau sa delle dim ensioni di qu esto universo, fare un cam p io n e, si può decidere di interpellare solo le fam iglie di u n p o rto n e ogni due, ogni tre, ecc. O ccorre però che tale strad a sia socialm ente om ogenea, cosa che non si avrebbe se essa iniziasse in un q u artie re signorile e finisse in uno slum . O ccorre inoltre verificare u n a ltro p u n to : per es., se il m odu lo prescelto “d à com e risu ltato di sce­ gliere, più frequentem ente delle altre, delle case d'angolo, ciò in tro ­ d u rrà un erro re, poiché queste case si diversificano p e r m o lte im ­ p o rtan ti c aratteristich e socioeconom iche d a quelle in altre po sizio­ n i”/*0 (c) II terzo pro cedim ento, infine, è la scelta degli elem enti del c a m ­ pione sulla base dei n u m e r i ca su a li. Q uesto pro ced im en to può essere applicato non solo q u an d o l'elenco degli elem enti è causale (com e per il pro cedim ento (b)), m a anche q u and o si h a rag io n e di ritenere che esso non sia casuale.

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A lcun e tav o le di num eri casuali vengono rip o rtate in appendice a c erti m an u ali di m etodo lo gia e di statistica. In tali m anuali, i nu m eri casuali vengono presen tati a “ blocchi”, di cui forniam o un esem pio.51 10 09 73 37 54 20 08 42 26 99 01 90 12 80 79 T av. 1 -

25 48 89 25 99

33 05 53 29 70

76 64 19 09 80

52 89 64 37 15

01 47 50 67 73

35 42 93 07 61

86 96 03 15 47

34 24 23 38 64

67 80 20 31 03

35 52 90 13 23

48 40 25 11 66

Esem pio di “blocchi” d i num eri casuali.

76 37 60 65 53

P er og n i blocco d i nu m eri, ci sono innum erevoli possibilità di le ttu ra : d a d estra verso sinistra, o viceversa; d a ll’alto verso il basso, o viceversa. P ossono anche essere utilizzate solo alcune righe, o alcu n e colo nne, - pu rch é, ovviam ente, q u esta decisione venga p re ­ sa a ll’inizio u n a v o lta p e r tutte. Se, p e r es., si vuole estrarre un cam pione di 20 elem enti d a un un iverso di 100 elem enti, si p o trà decidere di prendere, per ogni blocco d i n u m ero casuali, il terzo n u m ero della q u arta riga (e allo ra p ren d erem o , per un universo inferiore a 100, il 90°, il 67", il 13", ecc.), o p pure utilizzare anche solo le prim e q u a ttro righe del prim o blocco (che co m p ren d o n o , appunto, venti num eri), e così via. A volte, q u an d o l’universo è m olto am pio, e quindi l’elenco dei suoi elem enti co n sta di più pagine, ci si può servire dei num eri casuali per individ uare, p rim a la pagina, e poi l’elem ento che o c­ cu p a un d a to po sto nella pagina. A d esem pio, nelle ricerche c o n ­ d o tte in aziend a sibila popolazione op eraia o im piegatizia, l’un i­ verso è disponibile in form a di un tab u la to che consta di parecchie decine di pagine, o g n u n a delle qu ali contiene alcune decine di nom i di individui. Se il n u m ero delle pagine è inferiore a 100, e il n u m e ro degli elem enti (o individui) elencati in ogni pagina è egualm ente inferiore a 100, si p o trà decidere all’inizio (per es.) che il prim o n u m ero indichi la pagina, il secondo indichi un deter­ m in ato ele m e n to di q u ella pagina. S em pre co n riferim en to al prim o blocco della tav. 1, i num eri 10 09 73 25 ... v e rra n n o allora letti: a pag. 10 il 9° elem ento; a pag. 73 il 25° elem ento, e così via. Se non esiste u n a pag. 73, si passa a lla c o p p ia di num eri successiva, e lo stesso avviene se, per com bin azio ne, lo stesso elem ento venisse indicato due volte. N el caso il n u m ero delle pagine (o degli elem enti per ogni pagina) fosse sup eriore a 99, o cco rrerebb e n atu ralm en te leggere num eri di tre cifre, e la p rim a riga del prim o blocco verrebbe così “le tta ” : a pag. 100, il 97° elem ento; a pag. 325, il 33° elem ento, e così via p e r le altre righe successive.

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L e ragioni di qu esta com pleta lib ertà di scelta derivano dal fa tto che la collocazione dei nu m eri nei diversi blocchi è avvenuta del tutto a caso, utilizzando dei procedim enti m eccanici, che elim in a­ v an o com pletam en te ogni possibile influenza d a p a rte di ch i h a m aterialm en te co m p ilato questi blocchi.

C on tutti e tre i procedim enti illustrati, il cam pione che si ottiene alla fine è un cam pione casuale rappresentativo dell’universo da cui è stato ricavato. D a cosa è garantita questa rappresentatività? è garantita dalla eguale proba­ bilità iniziale che le unità dell’universo hanno di entrare a far parte del cam pione.52 O ccorre tenere ben presente questo punto, perché vi ritornerem o criticando questa impostazione del cam piona­ m ento: nella ricerca sociologica tradizionale, il rapporto tra campione e universo è regolato e definito su base pro­ babilistica. 129. Sufficienza del campione. Fino a questo m om ento ci siamo occupati della rappresentatività del cam pione, e cioè, di c o m e scegliere le diverse unità. D obbiam o ora accennare a un altro problem a, strettam ente connesso al primo: q u a n te unità scegliere? Infatti, “un cam pione non deve solo essere rappresentativo, deve anche essere suffi­ ciente. Un cam pione è sufficiente quando è grande abba­ stanza per dare fiducia circa la rappresentatività delle sue caratteristiche”.53 In pratica, le dimensioni del campione vengono scelte alla luce del buonsenso, e, soprattutto, tenendo conto di quali caratteristiche dell’universo si vogliono conoscere at­ traverso il campione. Per esempio, se si vuole conoscere la composizione di una popolazione secondo il sesso, il cam pione da analizzare potrà senz’altro essere m olto più ristretto, che non rispetto al caso in cui si voglia conosce­ re la composizione professionale «della stessa popolazione: questo perché, m entre le classi di “sesso” sono due (e cioè, m aschio e fem mina), le classi della variabile “professione” sono molto più numerose. Anche su questo problem a, tuttavia, la teoria generale del cam pionam ento fornisce indicazioni abbastanza vinco­ lanti. Esiste una form ula m atem atica che indica le dim en­ sioni da attribuire al cam pione, m a la cosa è tu tt’altro

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che semplice. P er avere questa risposta, infatti, dobbiam o precisare che grado di diversità del cam pione rispetto al­ l’universo siam o disposti a tollerare, e la probabilità del verificarsi di questa diversità. A cosa m irano questi procedim enti, sia quelli “a lume di naso”, sia quelli rigorosam ente matem atici? a dare al ricercatore la maggiore certezza possibile che il campione è veram ente rappresentativo dell’universo, e cioè, che il cam pione è una perfetta riproduzione in miniatura dell’u­ niverso - o, quanto meno, una riproduzione di cui, se pure non è perfetta, conosciam o tuttavia con che proba­ bilità e con che scarto si discosta dall’universo. A nche su questo punto rimandiamo il lettore alle inte­ grazioni bibliografiche dcll’A ppendice C. La rapida illu­ strazione che abbiam o dato dell’argomento, infatti, ci sem­ bra sufficiente per renderci conto delle basi su cui poggia, nella ricerca tradizionale, il problem a del cam pionam ento e della rappresentatività. Cerchiam o ora di esam inare cri­ ticam ente questa impostazione. 130. La società è casuale? O ccorre precisare subito che (com e già per le misure di tendenza centrale e di disper­ sione) la critica non va rivolta alla tecnica del cam pio­ nam ento com e tecnica scientifica in sé e per sé: sarebbe assurdo. H anno ragione G oode e H att ad affermare che “... il cam pionam ento è una parte essenziale di qualsiasi procedim ento scientifico, non solo per le scienze sociali”.04 In effetti, il cam pionam ento è un m om ento fondamentale della ricerca sociologica, e lo è nella ricerca sociologica alm eno altrettanto quanto lo è nelle ricerche delle scienze naturali. Quel che invece si critica è l'applicazione pura e sem ­ plice, alla società, di un procedim ento elaborato in riferi­ m ento a una realtà extra-sociale, extra-um ana. Dalla cri­ tica a questa passiva trasposizione, nel cam po sociale, di uno strum ento delle scienze naturali, dobbiam o anche ri­ cavare delle indicazioni positive su come deve essere il cam pionam ento proprio delle scienze sociali, da quali leg­ gi è regolalo, che scopi deve raggiungere. Lo spunto di inizio ci è offerto da quanto già sappiamo dai capitoli precedenti. Si è parlato spesso, nel libro, delle

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diseguaglianze che esistono tra gli uomini, e si è visto che il m odo più giusto per interpretare tali diseguaglianze è quello di raccogliere gli individui secondo la classe so­ ciale cui appartengono. Si è anche detto che questa di­ stribuzione in classi sociali (in contraddizione, più o meno antagonistica, tra loro) può essere osservata, tanto a livello della società generale, quanto a livello di una collettività di dimensioni inferiori. Anche le ricerche svolte nella più piccola com unità, si è detto, non devono considerare tale com unità come un blocco unitario e indifferenziato, ma devono iniziare col ricostruire la topografia del potere lo­ cale. Se si è compreso a fondo questo punto, che l’analisi di una società, grande o piccola che sia, va fatta partendo, non dalle eguaglianze, m a dalle diseguaglianze e dai con­ flitti, non è possibile accettare un procedim ento (com e il cam pionam ento statistico) che assimila questa società al sacco di palline di cui si è detto all’inizio. Pure, in un recentissim o m anuale di metodologia, troviam o proposizio­ ni come questa: “la collettività che noi vogliamo studiare viene assim ilata a una m assa di palline, di num ero uguale agli elementi della collettività stessa, e situate in un ’ur­ n a.” 50 Le società, le collettività, ecc., non sono aggregati ca­ suali, com posti da elementi eguali tra loro, e quindi non possono venire assimilate a mucchi di palline. Q uesta as­ similazione è scientificamente falsa, e, com e sem pre ac­ cade, la falsità scientifica svolge una funzione politica ben precisa, quella cioè di m ascherare le diseguaglianze, e so­ prattutto, la diseguaglianza fondam entale, fondata sulla diversa appartenenza di classe. 131. Universi sociali e universi logici. A bbiam o prim a accennato ad alcune difficoltà che la m etodologia tradi­ zionale incontra nel definire i limiti dell’universo dal quale si intende ricavare il cam pione. Nei confronti di tali uni­ versi, cioè, la preoccupazione principale della ricerca tra­ dizionale è quella che sia garantita la com pletezza di tale universo, - che non vi sia, cioè, alcun elem ento di tale universo che non abbia alcuna probabilità iniziale di esse­ re incluso nel campione.

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P er questo m otivo, i m anuali si soffermano lungam ente su com e fare sì che tutti gli individui che appartengono, per definizione, all’universo, siano effettivamente reperi­ bili al m om ento di form are il campione: si discute, ad esem pio, sulla capacità dei registri anagrafici, delle liste elettorali, degli elenchi telefonici, ecc., di esaurire i con­ tenuti dei vari universi. Quello invece che la ricerca tra­ dizionale non si pone mai come problem a, è l’effettiva rilevanza sociologica, e cioè, la significatività sociale del­ l’universo considerato. P er esem pio, in una ricerca in m ateria di m atrim oni inter­ religiosi, ricordata in un m anuale che abbiam o spesso ci­ tato, l’universo da cui è stato tratto il cam pione era “l’in­ sieme di tutti i m atrim oni avvenuti nella città di New York in 10 anni”.5" N essun dubbio che, dal punto di vista di rile­ vazioni statistiche, anagrafiche, ecc., sia un universo perfet­ tam ente legittimo, - m a, dal punto di vista sociologico, tale universo non esiste, non ha vita autonom a, e non basta certo a dargliela la volontà del ricercatore. Siamo così arrivati a un prim o punto fondam entale del nostro discorso: gli universi non si costruiscono, ma si sco­ prono nella realtà. È proprio questo punto che differenzia profondam ente il discorso statistico dal discorso sociologi­ co: per la statistica, il contenuto concreto di un universo è irrilevante, ed è legittimo tanto l’universo costituito (per esem pio) dai braccianti pugliesi (che è un universo legit­ tim o anche dal punto di vista sociologico), quanto l’uni­ verso costituito da tutti gli individui nati in Italia il 19 giugno 1948. Anzi, per la metodologia tradizionale questo secondo universo presenta molte meno “grane”, perché è più facile soddisfare, nei suoi confronti, al requisito di completezza anzidetto. Per la sociologia, invece, questo secondo univer­ so non esiste: sono universi legittimi, socialmente naturali, solo quelli che esistono a ttiv a m e n te nella realtà sociale, ed è il rim ando alla realtà che decide della naturalità o m eno di un universo. 132. La realtà e le sue avanguardie. Il discorso sul cam ­ pione e sull’universo è così diventato il discorso di come guardare alla realtà sociale, - a dim ostrazione del fatto che

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i problem i metodologici sono solo apparentemente formali, e che, per risolverli, è necessario affrontare problem i sostan­ ziali di base. La ricerca, come attività conoscitiva, deve risolvere problem i teorici diversissimi, ma tutti devono es­ sere ricondotti al problem a per eccellenza della conoscenza scientifica: come va vista la realtà, com e dobbiam o porci di fronte ad essa se vogliamo conoscerla e modificarla? Ne abbiam o discusso a proposito della scelta del problem a su cui fare ricerca (capitolo III), a proposito dei concetti e deli altri strum enti teorici (capitolo V), e in m ateria di clas­ sificazione (capitolo VI). D obbiam o ora riaffrontare lo stes­ so problem a a proposito del cam pionam ento. Cos'è la realtà sociale? nella ricerca tradizionale, la real­ tà sem bra una cosa già bell’e pronta, sulla quale non può esistere discussione. Basta definirne esattam ente i confini ( = la preoccupazione della com pletezza...), in modo che niente e nessuno ne rimanga escluso, e, una volta fatto que­ sto, per evitare sprechi di tem po, denaro, ecc., staccarne una fettina sufficiente e rappresentativa, e procedere a stu­ diarla. Il lavoro del ricercatore, in questo modo, non pone in discussione questa pretesa “realtà’': la "realtà” da cui si muove il ricercatore (a parte il gergo che questi usa) coin­ cide, in sostanza, con quella che il comune buonsenso crede sia la realtà. M a se così fosse, se l’apparenza delle cose e dei fenomeni coincidesse con la loro reale essenza, a che servirebbe la scienza? Perché la nostra ricerca sia scientifica, dobbiam o evitare di prendere per buona la "realtà" che ci viene proposta dal senso com une, cercando invece di distinguere ciò che è sostanziale da ciò che è semplice apparenza, ciò che è es­ senziale da ciò che è secondario, anche se gli elem enti secondari si presentano spesso in modo più vistoso e ap­ pariscente. Nell’analisi della realtà sociale, dobbiam o in particolare tenere conto del fatto che tale realtà si offre spesso al ricercatore solo sotto forma di anticipazioni e di avanguar­ die. Per essere più precisi: la realtà sociale è molto diversi­ ficata, e com prende un num ero infinito di elementi e di situazioni. Alcuni di questi elementi sono sopravvivenze del passato, veri e propri relitti storici; altri sono diretti a

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riprodurre immutabilmente la stessa realtà, e hanno quin­ di un valore sostanzialm ente conservatore; altri, infine, hanno un significato e un peso radicalm ente nuovi, nel sen­ so che rappresentano, nello stesso tempo, la molla di rea­ lizzazione (il germe) e lo specchio di una realtà immi­ nente. È a questi elementi e a queste situazioni che il ricerca­ tore deve guardare per com prendere la realtà: non nel senso - si badi bene - di escludere dalla propria analisi ogni elem ento o situazione che non rappresenti questo svi­ luppo storico della realtà, bensì nel senso di interpretare, alla luce di queste situazioni e di questi elementi antici­ patori, ogni altra situazione ricom presa nella realtà. N on si tratta di escludere tutto ciò che non è avanguardia, bensì di interpretare tutta la realtà alla luce delle avanguardie. 133. II proletariato come campione e come universo. Cer­ chiam o di rendere più concreto questo discorso, con un esem pio tratto dalla storia delle scienze sociali. Verso la m età del secolo scorso, le condizioni delle classi lavora­ trici erano terribili: sfruttam ento, miseria, ignoranza. I ri­ cercatori di allora, che si ponevano in modo passivo di fronte alla realtà, e si lim itavano a registrarne gli aspetti più esterni e apparenti, caratterizzarono il proletariato co­ m e “la classe più oppressa, più passiva e più sofferente, capace, nel migliore dei casi, vessata com ’era dal bisogno e dalla m iseria, di esplodere in una disperata ribellione nei m om enti più acuti di fam e”/ '7 C erto, alla superficie il proletariato era questo, m a se era solo questo, resta da spiegare come abbia potuto rea­ lizzare, com e classe, un progresso così im ponente e così rapido, giungendo persino, in molti paesi, a impadronirsi del potere politico. L a verità è che la “realtà” che i ricer­ catori, i filantropi, i socialisti pre-scientifìci analizzavano, non era la vera realtà, la realtà reale, ma una realtà appa­ rente, gravem ente incompleta. Furono M arx ed Engels che, sulla base di un’analisi della realtà globale del proletariato, e della società capitalistica nella quale era inserito, dim o­ strarono scientificamente che il proletariato stesso era la classe rivoluzionaria della società capitalistica, ed era desti­

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nato a giocare in essa un ruolo decisivo, e infine a rove­ sciarla. Pure, la realtà di allora sem brava dare loro torto: le masse lavoratrici erano, in maggioranza, in condizioni di abbrutim ento e di im potenza, e davanti a loro sem brava non dovesse esserci, storicam ente, alcun avvenire. Esiste­ vano, certo, casi di operai coscienti, nuclei di resistenza in mezzo alla generale passività, m a nessun sociologo m o­ derno si sarebbe mai sognato di dire che essi erano, in qualche modo, rappresentativi del proletariato. E questo, in un certo senso, era vero, se si intende la rappresentatività del cam pione in senso statistico. M a il punto fondam entale è proprio questo: nelle scienze sociali, il rapporto tra campione e universo (e la conoscenza che di questo rapporto possiamo avere) non è regolata dalla legge statistica della probabilità , ma dalle leggi generali di evoluzione della società, che sono leggi d ia le ttic h e . N el­ le scienze sociali, cioè, la rappresentatività non va intesa in senso statistico, ma in senso dialettico. C erchiam o di spiegare meglio questo punto fondamentale. 134. La rappresentatività e la dialettica campione-universo. Per capire bene questo punto, consideriamo nuovam ente cosa significa “rappresentatività del cam pione” nella ricer­ ca tradizionale. Abbiam o visto che un cam pione è rappre­ sentativo quando è una riproduzione in m iniatura dell’uni­ verso, ed è tanto più perfetto quanto meglio riproduce, su scala ridotta, l’universo. 11 rapporto tra cam pione e uni­ verso viene così a essere, nella ricerca tradizionale, lo stes­ so rapporto che sussiste tra l’immagine della pellicola e la stessa immagine, ingrandita, sullo schermo. T utti gli ele­ menti e le caratteristiche dell’universo, cioè, sono anche presenti, con la stessa evidenza, nel campione. Orbene, questo concetto di rappresentatività, così inteso, potrà magari valere alPintcrno delle scienze della natura, m a nell’am bito delle scienze sociali è assolutam ente falso, perché contrasta con le leggi di sviluppo della società e delle sue strutture. Nella ricerca sociologica corretta (che contrapponiam o a quella di tipo tradizionale), non è affatto necessario che le caratteristiche del cam pione siano eguali a quelle dell’uni­

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verso, anzi', è necessario invece che le caratteristiche del cam pione esaltino e sottolineino quello che è lo sviluppo storico dell’universo. L ’universo, cioè, non è affatto il cam ­ pione m oltiplicato per 100 o per 1000, non è l’immagine ingrandita del campione: l'universo è l’a u to -r e a liz z a ­ z io n e del campione. N ell’esem pio del paragrafo precedente, le innumerevoli ricerche sul proletariato svolte da sociologi, filantropi, uto­ pisti, ecc., non riuscirono neanche a sospettare il fatto fon­ dam entale della successiva ascesa del proletariato, proprio perché il cam pione da cui muovevano si limitava a ripro­ durre fotograficam ente la popolazione proletaria in gene­ rale, senza cercare di interpretare in senso storico l’uni­ verso “proletariato”. M arx e Engels riuscirono invece a prevedere l’ascesa del proletariato, perché fondarono la loro ricerca su un’ana­ lisi del ruolo oggettivo che ha il proletariato nel processo di sviluppo capitalistico. Fu questa analisi storica che con­ sentì loro di affermare, che non già le masse abbrutite e ignoranti erano rappresentative del proletariato, bensì era­ no rappresentative del proletariato le avanguardie di que­ sto proletariato, benché ancora irrilevanti dal punto di vista quantitativo. Q uale sarebbe stato dunque il m odo corretto per fare un cam pionam ento, in una ricerca sul proletariato? non ci si doveva ferm are alle apparenze esterne, e cam pionare in m odo casuale su quella popolazione cieca e passiva: fa­ cendo così, infatti, si sarebbe magari agito correttam ente dal punto di vista statistico, m a non certo da quello socio­ logico. £ vero, queste apparenze (di miseria, di ignoranza, ecc.) erano profondam ente reali, ma erano solo la realtà e ste rn a del fenom eno “proletariato”. Si doveva invece (come fe­ cero appunto M arx e Engels), dapprim a fare un’analisi del processo reale di sviluppo dell’oggetto ( = il proletariato), e solo su questa base individuare il cam pione su cui e co n c u i lavorare. Insistiam o bene su questo punto: effettuare un cam pio­ nam ento non significa limitarsi a evidenziare le avanguar­ die di u na realtà. La scoperta delle avanguardie è solo il m om ento secondario del campionamento: il prim o e prin­

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cipale m om ento è costituito da un 'analisi dello sviluppo storico (passato, presente e futuro) dell’oggetto nel suo com ­ plesso. È solo questo procedim ento che assicura una rappre­ sentatività, non già statistica, m a dialettica, - che assicura un rapporto dialettico corretto tra cam pione e universo. Cosa significa allora “rapporto dialettico”? rapporto dialet­ tico tra campione e universo significa che il campione non è un’immagine rispecchiata dell’universo, m a è l’insieme delle tendenze o g g e ttiv e di sviluppo dell’universo cui si riferisce. Esistono quindi, tra un cam pione e il suo uni­ verso, poche somiglianze e moltissime differenze, - le stes­ se somiglianze e differenze che esistono tra il progetto e la preparazione di un’impresa, da un lato, e l’im presa rea­ lizzata, dall’altro. Q uesto paragone ci m ostra anche un altro aspetto del rapporto campione-universo. M entre la rappresentatività in senso statistico prevede che l’universo esista già nel m o­ mento in cui si ricava il cam pione, la rappresentatività in senso dialettico non lo richiede affatto, anzi: l’universo può benissimo non esistere ancora in m odo com piuto, m a esi­ stere com e realtà imminente. In questo senso, il paragrafo precedente avrebbe dovuto essere intitolato, più correttamente, “Il proletariato da cam pione a universo”. È anche per questo che è necessario far precedere, al cam pionam ento in senso stretto ( = individuazione delle avanguardie), quell’analisi storica complessiva di cui si è detto: per essere certi della certezza storica della realizza­ zione di questo universo. 135. 11 giudizio sulla rappresentatività come problema quo­ tidiano. Il discorso che precede non ha un semplice va­ lore storico; non si deve pensare, cioè, che i diversi pro­ blemi metodologici (tra cui quello del cam pionam ento e della rappresentatività) siano stati definitivamente risolti nel corso delle grandi battaglie per la fondazione del m etodo scientifico nelle scienze sociali, battaglie com battute nel se­ colo scorso. Ogni giorno, nel norm ale lavoro di ricerca e di intervento sociale, ci si trova di fronte alla necessità di valutare se un dato fenomeno (o elemento, o gruppo) è rappresentativo, o meno.

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Per questo è necessario avere ben compreso cosa signi­ fica fare un cam pionam ento dialetticam ente corretto: il pri­ m o passo consiste in un'analisi storica complessiva del­ l’oggetto, per individuarne le tendenze di sviluppo ogget­ tive; il secondo consiste nel raccogliere queste tendenze in un tutto organico, scegliendo come cam pione quei feno­ meni (o situazioni, o gruppi) che sono il germe e l’espres­ sione anticipata di tale sviluppo. Non ci si deve assolutam ente lasciar ingannare dalle pretese di rappresentatività intesa in senso statistico. Nel corso di una riunione di quartiere, abbiam o avuto occasione di osservare un esempio molto interessante di questa vera e propria “lotta per la rappresentatività". Il com itato di quartiere (una ventina di persone), partendo da una ricostruzione dei bisogni di tale com unità, faceva presente, alle assistenti sociali della zona, la necessità di condurre la lotta rivendicativa in un determ inato modo. U na delle assistenti sociali obbiettò che, “purtroppo”, la gente non partecipava affatto, che lo schema dei bisogni (form ulato dal com itato) non era affatto chiaro in testa alla gente, e che il com itato stesso, insomma, “non era rap­ presentativo”. L a conclusione che se ne ricavava era che sia la ricostruzione dei bisogni, sia le m odalità rivendicative proposte non erano attendibili. D al punto di vista della rappresentatività in senso stati­ stico, era un’obbiezione corretta, - m a il lavoro di ricerca e di intervento in un quartiere non può fondarsi su queste prem esse. In realtà, il com itato di quartiere (“il cam pio­ ne”) era rappresentativo, non perché tutto il quartiere (“l’universo”) attualm ente partecipasse, m a perché è sulla base di u n ’effettiva partecipazione secondo le linee indi­ cate dal com itato che avverrà lo sviluppo storico del feno­ m eno “quartiere”. Q uesta afferm azione non va intesa nel senso che, con la com pleta auto-realizzazione del campione, la partecipazione diventerà una esperienza condivisa da tutti gli abitanti del quartiere. L a partecipazione sarà magari sem pre un’espe­ rienza che non è com une a tutti (e quindi, in questo sen­ so, u n ’esperienza particolare), - m a sarà anche universale, perché è sulla sua base che il cam pione si è realizzato. Senza dim enticare che (detto incidentalmente), il giorno

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in cui i com itati di quartiere fossero pienam ente “rappre­ sentativi” della com unità, i ruoli tradizionali di assistente sociale, di ricercatore, ecc., verrebbero spazzati via, e pro­ fondam ente riformulati. Questi ruoli (come ruoli di media­ zione) esistono proprio perché la rappresentatività stati­ stica nel m ondo sociale non esiste, e quella dialettica non si è ancora realizzata pienamente. I criteri per un cam pionam ento corretto non vanno dun­ que ricavati dalla statistica, m a da un’analisi del reale pro­ cesso di sviluppo dell’oggetto. È l’analisi di questo sviluppo (di quello passato e di quello futuro) che ci m ostra la vera realtà dell’oggetto. La ricerca tradizionale trascurava que­ sto punto, perché si preoccupava solo di conoscere, non di trasform are, - ma, così facendo, non si può più nemmeno conoscere. La ricerca invece, per essere scientifica, deve produrre non solo conoscenza, m a conoscenza e prassi. È quindi di im portanza fondam entale studiare l’oggetto dal punto di vista del suo processo di evoluzione e di sviluppo, - in m odo da poter assecondare e favorire tale processo. Q uesto sviluppo e questa evoluzione, tuttavia, non si presentano quasi mai in modo chiaram ente visibile al sen­ so comune: in ogni situazione concreta, occorre andare in cerca di ogni manifestazione, di ogni anche minimo indizio di questo sviluppo. Ogni ricerca, in questo senso, è rivolta a tutto l'oggetto, ma deve muovere dalle avanguardie. E questo ci rim anda a un ultimo, fondam entale problem a. 136. Le false avanguardie, e quelle vere. Il problem a consiste in questo. Analizzando una realtà sociale per sco­ prirne le condizioni di sviluppo, si individuano un certo num ero di elementi e situazioni avanzate, - di avanguardie, appunto. Queste avanguardie, tuttavia, sono spesso in op­ posizione tra loro, e a volte si contrastano reciprocam ente. Poiché gli obbiettivi e i m ezzi di lotta (e cioè, la “via allo sviluppo”), che tali avanguardie propongono, sono assai di­ versi, e a volte opposti, non c’è dubbio che alcune di que­ ste avanguardie sono false, e altre (o magari una sola) vere. Com e è possibile distinguere le false avanguardie? Cerchiam o, in primo luogo, di precisare cosa significa, nella prospettiva di ricerca in cui ci troviam o, “falsa avan­

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guardia”. U n’avanguardia è falsa quando non rappresenta una linea di effettivo sviluppo dell’oggetto, cioè del suo “universo”. E cioè, l’oggetto cresce e si sviluppa storica­ m ente, m a non nel senso, coi mezzi e lungo le linee pro­ pugnati da quell’avanguardia. Sono esempi di false avanguardie tutte le frange del c.d. “estrem ism o di sinistra”, che si sono manifestate nella sto­ ria del m ovimento operaio. Queste frange rappresentavano effettivamente un’avanguardia, perché operavano in vista di un’evoluzione della classe operaia, nella quale credevano: m a gli obbiettivi im m ediati che si proponevano, e i mezzi che propugnavano per il loro raggiungimento, non tenevano conto delle condizioni oggettive di sviluppo della classe ope­ raia. L a classe operaia, infatti, non si è sviluppata secondo queste linee (per esempio, la distruzione delle macchine), e quando esse hanno m om entaneam ente e localmente pre­ valso, la classe operaia ha conosciuto degli insuccessi. N ell’attuale situazione storica, caratterizzata da uno svi­ luppo assai rapido delle classi subordinate (oggetto “clas­ sico” delle scienze sociali), sono particolarm ente numerose le false avanguardie. Il m etodo per riconoscerle è lo stesso usato per individuare, all’interno della realtà globale, le realtà avanzate: un’analisi oggettiva del processo di svilup­ po dell’oggetto cui le avanguardie, volta a volta, si riferi­ scono (m ovim ento operaio, movimento studentesco, quar­ tieri e com unità, comitati scolastici, associazioni professio­ nali, ecc.). Così, ad esempio, un’avanguardia che indirizzasse la lot­ ta operaia prescindendo dal posto di lavoro, dal contenuto del lavoro e dall 'interesse oggettivo al lavoro, sarebbe una falsa avanguardia, - pretenderebbe cioè di sottrarre alla classe operaia quello che è stato (accanto alla lotta) il mez­ zo fondam entale della sua formazione culturale è intellet­ tuale, il la v o ro , appunto. Si verrebbe così, paradossalm en­ te, ad assecondare la tendenza, propria del sistema capitali­ stico nella fase attuale, a svuotare sempre di più il lavoro per controllare meglio la classe lavoratrice, per impedirle di crescere e di evolversi. 137. Riepilogo analitico. È tem po di tirare le somm e di tutto questo discorso, ri-esponendo brevemente i requisiti

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che un corretto cam pionam ento nella ricerca sociologica de­ ve soddisfare. Per ogni punto-base, espresso in form a di dom anda, riepilogheremo sia la soluzione data nella ricer­ ca tradizionale, sia la soluzione che abbiam o indicato. (a) Perché si campiona? La risposta tradizionale è che si cam piona per risparm iare tem po, denaro, fatica. Se non fosse per questi tre motivi, nulla im pedirebbe di evitare ogni cam pionam ento e di fare ricerca sull'intero universo. Ci sem bra ormai chiaro, invece, che non è possibile fare ricerca se non su cam pione (nel senso del term ine da noi precisato), proprio perché la realtà sociale, considerata nel­ la sua evoluzione, si presenta solo attraverso anticipazioni. Una ricerca fatta su tutto l’universo, - che non privilegi, cioè, le avanguardie della realtà - non può fornire di questa realtà che un’immagine appiattita e a-storica, cioè falsa. (b) Che rapporto deve sussistere tra il campione e il suo universo? Nella ricerca tradizionale, è un rapporto di stretta eguaglianza e corrispondenza, a parte la diversa dim en­ sione. Nella ricerca qui illustrata, è invece un rapporto d ia­ lettico, un rapporto, cioè, che si basa non solo su elem enti com uni, ma anche e soprattutto su differenze e opposizioni. II cam pione, cioè, rappresenta l’universo non com e questo attualm ente è, ma nelle sue prospettive oggettive di svi­ luppo storico, nella sua futura realizzazione. (c) Come va inteso l’universo? Nella ricerca tradizionale, l’universo è qualcosa che già esiste, c da cui si tratta di staccare un fram m ento per meglio studiarlo. Nella ricerca qui illustrata, invece, l’universo non si è ancora realizzato compiutamente (non esiste ancora come universale), m a è destinato a realizzarsi per opera del suo cam pione, e in conform ità ad esso. (d) Com e va inteso il campione? Nella m etodologia tradi­ zionale, il cam pione non esiste com e entità autonom a, e comincia a esistere solo dal m om ento in cui il ricercatore 10 sceglie. Abbiam o invece cercato di m ostrare che non è 11 ricercatore che dà vita al campione: il campione esiste già, e il ricercatore deve limitarsi a scoprirlo. (e) Che significano “rappresentatività” e “sufficienza”? Si

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tratta, com e si ricorderà, dei due requisiti che devono es­ sere soddisfatti per aversi un cam pione corretto. Nei m a­ nuali tradizionali, “rappresentatività” significa esatta corri­ spondenza tra caratteristiche del cam pione e caratteristiche dell’universo. “Sufficienza” significa che il cam pione è gran­ de abbastanza per dare ,fiducia (statisticamente misurabile) circa la sua rappresentatività. N ella ricerca qui descritta, invece, un cam pione che ri­ producesse, tale e quale (anche se in piccolo), tutta la real­ tà, non sarebbe affatto rappresentativo, e non servirebbe a nulla: è rappresentativo quel cam pione che riproduce com­ pletam ente tutte e solo le tendenze di sviluppo della realtà, che privilegia, di tale realtà, gli aspetti evolutivi, e lascia in secondo piano gli aspetti conservativi. Che significa allora “sufficienza”? sufficienza significa che quegli aspetti della realtà, che sono stati privilegiati, riescono effettivamente a determ inare uno sviluppo della realtà complessiva, secondo le tendenze già individuate nel cam pione. È sufficiente, insomma, il campione che cresce. 138 A vvertenza. Si è già detto che la critica al cam pio­ nam ento statistico non è rivolta a questo procedim ento in sé, o alle sue applicazioni nel cam po delle scienze della natura: è invece una critica all’applicazione pura e sem­ plice di questo procedim ento nelle scienze sociali. V ale cioè, anche a proposito del cam pionam ento, quan­ to si è ripetuto per altri procedim enti quantitativi, che le m odalità del loro impiego sono subordinate non a leggi statistiche, m a alle leggi di evoluzione delle strutture so­ ciali. Chiarito questo, possiam o am m ettere che esistano alcune possibilità marginali di utilizzazione del cam piona­ m ento statistico anche nelle ricerche del tipo qui illustrato. A d esem pio, quando si voglia stabilire, in un quartiere operaio, le dimensioni medie della famiglia, il salario m e­ dio, ecc., sarà certam ente opportuno, anziché considerare tutta la popolazione del quartiere, procedere a un cam pio­ nam ento statistico, utilizzando uno dei procedim enti sopra riportati (§ 128). Valgono tuttavia, per questa operazione, le stesse indicazioni fornite a proposito delle misure di tendenza centrale: il cam pionam ento va sempre effettuato

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all’interno di una situazione o m o g e n e a in termini di dif­ ferenziazione sociale, all’interno cioè di una sola classe/’* T orna qui il discorso fatto a proposito delle classi (capi­ tolo V I), al quale pertanto rimandiamo.

Capitolo V ili L a ricerca co m e sco p erta e soluzione di co n trad dizio n i

139. T em a del capitolo. Il presente capitolo vuol essere un riepilogo dei capitoli precedenti, ma un riepilogo che sia soprattutto un passo avanti, nel senso che verranno ri­ presi alcuni punti fondam entali, e, soprattutto, ne verranno sviluppati altri che a suo tem po non era stato possibile ela­ borare com piutam ente, perché m ancava il “m ateriale” di nozioni e di riflessioni di cui il lettore - arrivato a questo punto - è orm ai in possesso. Più in particolare, intendiamo rivedere tutta la m eto­ dologia della ricerca alla luce di uno dei concetti più im­ portanti delle scienze sociali, quello di c o n tr a d d iz io n e ; si tratta di uno strum ento teorico al quale abbiam o fatto spesso ricorso nei capitoli precedenti, sia per avviare a so­ luzione certi problem i metodologici, sia per meglio preci­ sare certi aspetti della realtà sociale. Ne abbiam o parlato all’inizio del libro, quando abbiamo sostenuto che la necessità di elaborare una nuova m etodo­ logia della ricerca nasce dal fatto che la situazione nella quale era stata form ulata la metodologia tradizionale è pro­ fondam ente m utata: si è acuita la contraddizione tra classi dominanti ( = il comm ittente) e classi subordinate ( = l’og­ getto della ricerca), - contraddizione che si riallaccia, a sua volta, alla contraddizione di fondo tra forze produttive e rapporti di produzione. A bbiam o anche m ostrato come, col venir meno delle qualità progressive della classe borghese (al servizio della quale la sociologia era nata), si sia acuita la contraddizione tra le due funzioni delle scienze sociali, e cioè tra la fun­ zione di scoperta delle leggi oggettive di questa società

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( = funzione innovativa), e la funzione di appoggio alla conservazione del potere di una classe a scapito delle classi dom inate ( = funzione di controllo). Infine, ci siamo serviti del concetto di contraddizione, per scoprire cosa significhi la devianza nella società capi­ talistica; ce ne siamo serviti per verificare se le diverse classi, individuate sulla base della distribuzione statistica, fossero classi socialmente naturali; per scoprire, tra più cri­ teri di classificazione, qual è il criterio vero. In questo capitolo, intendiam o m ostrare che il fenom eno della contraddizione è, per la ricerca, ancora più centrale di quanto non sia apparso fin qui. Tuttavia, prim a di af­ frontare in dettaglio il problem a dei rapporti tra ricerca e contraddizione, conviene familiarizzarsi con la nozione stessa di contraddizione, e, soprattutto, rendersi conto del­ l’im portanza che ha il fenomeno della contraddizione nella realtà sociale. 140. Realtà sociale e contraddizioni. A bbiam o insistito spesso, nel corso di questo libro, sul fatto che la realtà sociale non va vista in termini di consenso e di eguaglianza, bensì in termini di conflitto e contraddizione. T uttavia, non basta dire che la realtà sociale va vista, in ogni suo m o­ mento, come un insieme di contraddizioni. O ccorre ag­ giungere che ogni sviluppo della realtà, ogni sua e v o lu ­ zio n e , rappresenta la soluzione di contraddizioni preesi­ stenti. Insistiamo su questo punto, che lo sviluppo dei fenomeni e delle strutture sociali non avviene sulla base di un loro accrescimento o diminuzione, m a avviene attraverso perio­ diche “rotture” o “crisi”, che corrispondono, appunto, ai mom enti di esplosione e di soluzione delle contraddizioni proprie di tale fenomeno, di tale struttura. Lo sviluppo fisio-psicologico dell’essere um ano, lo svi­ luppo di una classe sociale, di un m ovimento politico, di una società, ecc., non è semplicemente il frutto di aumenti e diminuzioni rispetto alla condizióne iniziale. Infatti, la profonda d iv e r s ità che esiste tra due successive fasi di sviluppo dello stesso fenomeno (es.: lo stesso essere um ano nell’infanzia e nell’adolescenza), non può essere spiegata in term ini di semplici modificazioni quantitative: è il risul­

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tato di una serie di crisi, di passi in avanti e di ripiega­ m enti, - è il risultato, cioè, dell’operare e del risolversi di certe contraddizioni. Se consideriam o, per es., il sistema capitalistico, che è succeduto al sistema feudale, ci accorgiamo che il primo non è un di più o un di meno del secondo, m a qualcosa di essenzialmente diverso. E, in effetti, l’analisi storica ci conferm a che il passaggio da un sistema all’altro non è avvenuto attraverso aggiunte e diminuzioni: il capitalista e il proletario non si sono aggiunti alle figure socio-eco­ nom iche precedenti (signore, artigiano, servo della gleba, ecc.); - le hanno soppiantate, sono cioè diventati, da figure dapprim a marginali, le figure centrali del sistema socioeconomico. L a diversità tra i due sistemi, quello feudale e quello capitalistico, si spiega, appunto, considerando come è av­ venuto il passaggio dall’uno all’altro. Il sistema feudale, cioè, era caratterizzato da una profonda contraddizione, i cui termini erano i seguenti: da un Iato, le aspirazioni e i bisogni oggettivi delle classi lavoratrici e delle classi pro­ gressiste; gli sviluppi del pensiero, della scienza e della tecnica, e insom ma tutto quel complesso di elementi che va sotto il nome di “forze produttive” ; dall’altro, i rap­ porti feudali, la servitù della gleba, le corporazioni (“rap­ porti di produzione”). Q uesta contraddizione tra forze produttive e rapporti di produzione è esistita, in modo dapprim a latente, e poi sem­ pre più acuto, per centinaia di anni; quando i due poli han­ no raggiunto la distanza “giusta”, e in presenza delle con­ dizioni giuste (una classe preparata e organizzata, soprat­ tutto), la contraddizione è esplosa, - abbiam o avuto, cioè, le rivoluzioni borghesi (tipicam ente, la Rivoluzione fran­ cese) che hanno radicalm ente trasform ato l’Europa. Un altro esempio è rappresentato da quel nuovo regime di conduzione dell’ospedale psichiatrico che è la comunità terapeutica. Q uesto regime consiste nel ricorso (sia pure lim itato sotto molti aspetti) a form e di gestione assemblea­ re, aperta quindi, almeno teoricam ente, a tutti i degenti. E bbene, la com unità terapeutica non può affatto venire identificata col vecchio regime costrittivo a cui sia stato tolto o aggiunto qualcosa: essa è stata il risultato dell’esplo­

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dere di una contraddizione ben precisa, quella tra la fun­ zione di controllo e di esclusione che l’O.P. svolge, e la fun­ zione di cura e di riabilitazione che l’O.P. dovrebbe svolge­ re, m a che veniva quasi com pletam ente im pedita dalla pri­ ma. Il passaggio da una form a di gestione all’altra non è av­ venuto “pacificam ente”, senza scosse, m a attraverso una crisi profonda, che si è m anifestata soprattutto a certi livel­ li della gerarchia ospedaliera dell’istituzione (principalm en­ te, a livello infermieri). Perché insistiamo nel m ostrare al lettore che il processo di sviluppo non dipende da accrescim ento e /o dim inuzio­ ne, m a dall’esplodere di certe contraddizioni, e cioè da veri e propri salti? Perché questo è uno dei punti centrali del­ l’analisi dialettica della realtà sociale. Pensare che lo svi­ luppo avvenga in un modo (attraverso contraddizioni), an­ ziché in un altro (accrescimento e dim inuzione), non è un problema astratto: è un’acquisizione im portante per una corretta formazione sociologica del ricercatore. Gli inter­ venti concreti del ricercatore nella realtà sociale, infatti, saranno in larga misura determ inati dal modo in cui egli concepisce lo sviluppo della realtà. 141. La divisione del lavoro può diminuire? Si è già det­ to che, nella società capitalistica giunta all’attuale fase avanzata, la divisione del lavoro si è spinta a livelli tali, che la sua contraddizione interna è arrivata alla fase più acuta. In cosa consiste questa contraddizione? Consiste nel fatto che la funzione di controllo sociale, svolta dalla divi­ sione del lavoro, viene orm ai a ostacolare profondam ente la funzione di produttività: la divisione del lavoro, cioè, viene attualm ente perseguita, non tanto per fini di p ro d ut­ tività e di razionalità, ma com e strumento di governo, per m antenere intatto l’assetto attuale dei rapporti di potere. Questa funzione latente, tuttavia, si è spinta così avanti, da produrre delle serie disfunzioni, sia sul piano organizza­ tivo, sia perché viene a m ancare il necessario consenso da parte di quelli che a tale divisione sono sottoposti. Ciò spiega perché, in moltissime aziende, si stiano elaborando piani di ricomposizione e allargam ento delle m ansioni, di arricchim ento delle mansioni, ecc., piani, insomma, che do ­ vrebbero avere, come risultato, quello di fare un passo in­

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dietro nell’attuale grado di divisione del lavoro, rendendola più sopportabile per i lavoratori, e meno disfunzionale per l’organizzazione. Dobbiam o chiederci: è possibile fare dei passi indietro rispetto all’attuale divisione del lavoro? È appunto nell’affrontare problem i di questo tipo, che diventa im portante avere l’una o l’altra concezione dello sviluppo. Se ritenessimo che lo sviluppo può essere frutto di semplici accrescimenti e dim inuzioni, dovrem m o rispon­ dere che il sistema attuale, che comincia ad avvertire delle disfunzioni, a causa di una divisione del lavoro troppo spinta, è in g ra d o di ovviare a queste disfunzioni dim i­ nuendo tale livello di divisione del lavoro. Se così fosse, i tentativi com piuti in questo senso da molte aziende po­ trebbero avere un certo successo, e cioè, la divisione del lavoro potrebbe di nuovo tornare a essere, prevalentem en­ te, fonte di produttività. Se, invece, si è ben com preso che lo sviluppo di un sistem a non è frutto solo di accrescimenti e diminuzioni, m a passa attraverso esplosioni e crisi, ci si renderà conto che il sistem a, questo sistema, non può tornare indietro sulla strada della divisione del lavoro. Certe parti di tale sistem a potranno mom entaneam ente riuscirci, m a il siste­ m a socio-econom ico nel suo complesso, no. P er esem pio, alcune grandi aziende hanno eliminato talune lavorazioni altamente fram m entate e ripetitive (co­ me le lavorazioni di pressa), affidando tali lavorazioni a im prese esterne. Com e risultato, tali aziende hanno indub­ biam ente ridotto la divisione del lavoro al loro interno: la m anodopera è stata (per così dire) concentrata intorno a un m inore num ero di lavori, più ricchi di contenuto. m a il risultato complessivo di questa operazione è stato un ulteriore aumento della divisione del lavoro nel siste­ m a globalmente considerato. Infatti, la divisione del la­ voro tra m ansioni è rimasta (le lavorazioni alle presse, per restare nell’esempio, non sono scomparse), e in più si è introdotta (o rafforzata) la divisione fra aziende, o meglio, tra lavoratori di aziende diverse. Facciam o un altro esempio, sem pre restando nell’am ­ bito della divisione del lavoro. Parlando di "contestazione professionale”, e cioè di un modo alternativo di gestione del proprio ruolo, abbiam o affrontato il problem a: come

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può evolversi il ruolo professionale? Più in particolare, il ruolo alternativo che cerchiam o, sarà caratterizzato da una minore tecnicità? (cfr. § 100). A nche in questo caso, se applichiam o correttam ente la nozione dialettica di sviluppo, dobbiam o concludere che que­ sto ruolo, qualunque sia la sua evoluzione, non potrà affatto rinunciare alla sua tecnicità, e cioè ai contenuti tecnici che ha potuto elaborare avvalendosi di una particolare divisione del lavoro. Anche in questo caso, cioè, non si può tornare indietro sulla strada della divisione del lavoro, e il problem a da risolvere, per chi crede nella insostenibilità del proprio ruolo, e vuole trasform arlo, è quello di riform ulare tale ruo­ lo, senza perdere nulla del contenuto tecnico-scientifico del ruolo stesso. 142. Le contraddizioni nuove. Riepiloghiam o. In ogni fe­ nom eno, in ogni struttura o sistema sociale, esistono delle contraddizioni, di cui una è la contraddizione dom inante. L o sviluppo di questo fenomeno, ecc., significa appunto esplosione di questa contraddizione e sua soluzione, - e cioè, raggiungimento di un nuovo stato, di una condizione nuova. Q uesto nuovo stato, tuttavia, è saldo e stabile solo in apparenza, ma, in realtà, cela dentro di sé nuove con­ traddizioni. La com unità terapeutica, nata dalla crisi del vecchio sistema di conduzione manicomiale, non è certo priva di contraddizioni, anzi: e sarà il progressivo acuirsi di queste contraddizioni che determ inerà il superam ento della com unità terapeutica. Il sistema capitalistico, all’inizio, sembrava solido e sal­ do, m a fin dall’inizio portava dentro di sé la contraddi­ zione fondam entale tra borghesia industriale e finanziaria, da una parte, e proletariato, dall’altra. Il superam ento del sistema capitalistico (là dove ha avuto luogo) è stato de­ term inato da un’esplosione di questa contraddizione, dalla sua soluzione attraverso una rivoluzione, e dal raggiungi­ mento di un nuovo livello, anch’esso caratterizzato da con­ traddizioni sue proprie. Così è stato nei paesi nei quali la contraddizione tra borghesia e proletariato è stata ri­ solta con una rivoluzione socialista: questi paesi, tuttavia, non hanno affatto elim inato ogni contraddizione al loro

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interno, e queste contraddizioni chiedono di essere risolte. A ncora un esempio, in un cam po affatto diverso. Lo sviluppo della personalità del bam bino, com e noto, passa attraverso diversi stadi: stadio orale, anale, edipico, ecc., ciascuno dei quali è dem arcato, all’inizio e alla fine, da una “crisi”. Il verificarsi di una “crisi” e il raggiungimen­ to di uno stadio nuovo, è determ inato dall’espiodere delle contraddizioni proprie dello stadio precedente, - m a se il nuovo stadio non contenesse anch’esso delle contraddi­ zioni, lo sviluppo dell’individuo si arresterebbe. Lo sviluppo, infatti, non avviene solo per l’operare di una spinta biologica, e la m aturazione non è il semplice frutto di tale spinta, - ma è il frutto dello scontrarsi (e cioè della contraddizione) di tale spinta con le condizioni precedentem ente acquisite. Q uando l’adolescente “esce” dalla fam iglia, ciò non avviene in m odo indolore, sulla sem plice base di quella “spinta”, m a è il risultato della lotta tra quella spinta e le condizioni precedenti ( = il ragazzo com e m em bro della famiglia), lotta che non sem­ pre si risolve nel senso di questa “ uscita” : a volte l’indi­ viduo, per tutta la vita, non riesce a uscire dalla famiglia. 143. A spetto universale e aspetto particolare dello con­ traddizione. Gli esempi sopra riportati, diversissimi tra loro, ci consentono due considerazioni. La prim a è che la contraddizione è un fenom eno u n iv e r s a le : ovunque ci sia uno sviluppo, un m ovimento di qualsiasi tipo, ivi si può rintracciare la presenza di contraddizioni. Su questo aspetto “universale” della contraddizione tornerem o in se­ guito. L a seconda considerazione è opposta alla prima. È vero che la contraddizione è la legge generale di sviluppo di tutte le cose, di tutti i fenomeni, - m a è altrettanto vero che ogni cosa, ogni fenomeno, si muove secondo leggi di sviluppo sue proprie, specifiche, che non condivide con nessun altro: ogni fenom eno, cioè, è caratterizzato da con­ traddizioni p a r tic o la r i. D a questo aspetto “particolare” della contraddizione di­ scendono conseguenze im portanti. Se ogni oggetto, ogni fenom eno, è caratterizzato da contraddizioni sue proprie, e quindi da leggi di sviluppo particolari, ne consegue che

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non si possono fare delle applicazioni meccaniche da og­ getto a oggetto, da fenomeno a fenomeno, ma per ognuno di essi occorre studiare la storia e le condizioni oggettive del su o sviluppo. N on è corretto (per esempio) applicare al m ovimento studentesco le leggi di sviluppo proprie del m ovimento operaio, o, peggio ancora, fare l’applicazione inversa. Ognuno di questi due movimenti ha una collocazione pre­ cisa nel quadro della lotta di classe, ha una composizione (in term ini di caratteristiche dei suoi membri) enorm em en­ te diversa, si colloca in momenti ben diversi rispetto al processo produttivo, rappresenta due aspetti opposti della divisione del lavoro, usufruisce di risorse e di margini as­ sai diversi, e così via. Ciò significa anche che, in presenza di tali condizioni, tra questi due movimenti sono oggetti­ vamente possibili, al massimo, delle alleanze. Sempre per gli stessi motivi, non si possono applicare alle lotte nei quartieri le stesse leggi che sono state sco­ perte per le lotte in fabbrica: cam bia profondam ente il terreno di lotta, cam biano le risorse, cam bia il modo di “presentarsi” della controparte, e così via. La contraddizione, insomma, è la legge universale di sviluppo delle cose e dei fenomeni, m a ogni fenom eno si sviluppa secondo contraddizioni sue particolari. Facendo ricerca o intervento sociale, occorre tenere sem pre ben presenti entrambi questi aspetti. 144. Ricerca e contraddizioni. Il prim o lavoro del ricer­ catore, come sappiam o, è quello di inserire la ricerca nella pratica reale, fino al punto che lo sviluppo della ricerca è condizionato, non più tanto dalla volontà del ricercatore, quanto dallo sviluppo della pratica in cui la ricerca è in­ serita. È proprio questo inserimento che mette in rappor­ to la ricerca col fenomeno della contraddizione: poiché la pratica è densa di contraddizioni, il fatto che la ricerca sia inserita nella pratica la pone direttam ente di fronte a delle contraddizioni. In cosa consiste questo rapporto tra ricerca e contrad­ dizioni? Per rispondere, dobbiam o richiam are una questio­ ne cui abbiam o dedicato un intero capitolo (capitolo III): qual è il problema da sottoporre a ricerca? In tale capitolo

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abbiam o cercato di m ostrare che, in una determ inata si­ tuazione di ricerca, il problem a su cui far ricerca non può essere scelto, m a va scoperto; e che questo problem a è il problem a fondam entale della situazione di ricerca, - il problem a, cioè, il cui sviluppo e la cui soluzione condi­ zionano sviluppo e soluzione di tutti gli altri problem i pre­ senti in tale situazione. Possiamo ora riform ulare il di­ scorso quasi nello stesso modo, dicendo però che quel che dobbiam o cercare, in ogni situazione di ricerca, è la con­ traddizione fondamentale esistente in tale situazione. Parlare di “contraddizione” significa dire qualcosa di più che non “problem a”: più precisamente, significa rico­ noscere, più o m eno implicitam ente, che il ricercatore de­ ve appoggiare l’una o l’altra, deve appoggiarsi all’una o all’altra, - e m agari anche appoggiarsi ad una per appog­ giare l’altra. Siamo così giunti ad un’ultima, più corretta definizione di “ricerca”: la ricerca è la s c o p e r ta e la s o lu z io n e d i c o n tr a d d iz io n i. Quali sono gli indizi da cui possiamo capire di essere in presenza di una contraddizione? Il fatto che, in una determ inata situazione, alcuni gruppi sociali abbiano inte­ ressi contrari, o anche solo diversi', il fatto che, in un de­ term inato fenomeno, siano presenti tendenze opposte, o anche solo diverse. Questo punto è m olto im portante: perché ci sia una con­ traddizione, non è affatto necessario che le due tendenze o forze in gioco siano tra loro in antagonism o totale: è possibile che vi siano semplicemente dei contrasti, delle differenze, che la contraddizione sia cioè non-antagonistica. U na cosa è la contraddizione tra im prenditore e lavo­ ratori, un ’altra la contraddizione tra lavoratori ventenni e lavoratori quarantenni (cfr. § 121). La distinzione tra contraddizioni antagonistiche e con­ traddizioni non-antagonistiche è molto im portante: le pri­ me, infatti, possono essere risolte solo con la lotta', le se­ conde invece possono essere risolte con altri mezzi, e uno di questi m ezzi è appunto la ricerca. L a ricerca, quindi, può servire a risolvere solo contraddizioni non-antagonistiche, sia che queste si manifestino isolatam ente, sia che si m anifestino accanto a contraddizioni antagonistiche.

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Ad esempio, è possibile risolvere con una ricerca la contraddizione tra consiglio dei professori e com itato dei genitori di una scuola, - contraddizione tipicam ente non­ antagonistica; ma è possibile risolvere, con una ricerca, anche talune contraddizioni non-antagonistiche che sorgo­ no tra un im prenditore, da una parte, e un gruppo di lavoratori, dall’altra (es.: problem i di trasporti per raggiun­ gere il luogo di lavoro). Deve essere ben chiaro, in questo caso, che la contraddizione che viene m essa a fuoco e risolta con la ricerca non è la contraddizione di fondo, bensì una contraddizione che sorge accanto a una contrad­ dizione di fondo, - la contraddizione antagonistica tra ca­ pitale e lavoro. L a sociologia tradizionale dell’industria riteneva che an­ che questa contraddizione fondam entale potesse essere ri­ solta attraverso l’attività m ediatoria della ricerca. Q uesta opinione si è rivelata errata, e la sociologia industriale tra­ dizionale è riuscita solo (in certi casi) a mascherare tale contraddizione, non a risolverla: questo perché, trattando­ si di una contraddizione antagonistica, essa può venire ri­ solta solo attraverso la lotta. 145. L’aspetto universale della contraddizione. O ra che abbiam o dato un inquadram ento generale del problem a della contraddizione, e dei suoi rapporti con la ricerca, dobbiam o chiederci: com e va affrontato il problem a della contraddizione? In questo, e nei paragrafi successivi, espor­ rem o una serie di indicazioni, accom pagnate da num erosi esempi. Gli esempi sono qui particolarm ente utili, perché si tratta di una m ateria molto complessa. L a prim a indicazione è che occorre sempre tenere pre­ sente, nella ricerca, l’aspetto universale della contraddizio­ ne, e cioè, che la contraddizione è presente in tutte le cose e i fenomeni. Cosa significa? Significa che, nell’analisi di ogni fenomeno, è necessario considerare, non già un solo aspetto (anche se tale aspetto si presenta in modo parti­ colarm ente appariscente), m a anche l'aspetto opposto (an­ che se nascosto, difficile da cogliere e quantitativam ente poco apprezzabile); per ogni fenomeno, cioè, è necessario cogliere entrambi i poli della contraddizione esistente al suo interno.

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D iam o qui di seguito due esempi (A e B), in cui si m ostra com e questa indicazione ( = cercare la contraddi­ zione esistente in ogni fenomeno) è stata messa in pratica: una ricerca sulle mansioni operaie, e un gruppo di ricerche sul ruolo di studente e sui ruoli professionali. E sem pio A: Ricerca sulle m ansioni operaie. A nalizzando le mansioni operaie, il fenomeno che appare con m aggior evidenza è quello della loro fram m entazione e ripetitività, e, conseguentem ente, della loro monotonia e m ancanza di contenuto. Centinaia di studi e ricerche di so­ ciologia industriale hanno posto in luce questo fenomeno, insistendo sem pre su quest’unico aspetto, come se il feno­ m eno “ m ansioni operaie” m ostrasse esclusivamente questa tendenza. M a questo non è che un aspetto delle mansioni operaie, e poiché anche nel fenomeno delle mansioni operaie esiste una contraddizione, dobbiam o chiederci: qual è l’altro polo di tale contraddizione, qual è, cioè, l'aspetto che si con­ trappone a quello sopra ricordato, che è orm ai diventato quasi un luogo comune? È verissimo che tali mansioni sono sem pre più parcellizzate, frantum ate e svuotate di conte­ nuto, m a questo non è sufficiente per cogliere il fenomeno “m ansione operaia” nella sua globalità: per giungere a que­ sto, è necessario cogliere anche l’altro aspetto, in contrad­ dizione col primo. Q ual è questo aspetto? è il crescente contenuto “tecnico”, nascosto e non riconosciuto, del lavoro operaio. Spieghia­ m oci meglio. Nell’organigram m a dei ruoli e delle funzioni aziendali, all’operaio viene attribuito un semplice ruolo di esecutore; parallelam ente, sono stati istituiti decine di uffici tecnici che hanno la funzione di eliminare, per l’operaio, ogni necessità (leggi: ogni possibilità) di pensare e decidere sui problem i tecnici del lavoro. In questa organizzazione form ale, l’operaio dovrebbe solo eseguire, ed è ovvio che un lavoro privo di problemi tecnici non potrà essere che un lavoro con le caratteristiche di ripetitività, ecc., anzidette. T uttavia, se si lim ita a cogliere questi aspetti, l’analisi del ricercatore segue solo la teoria (o ideologia) dell’or­ ganizzazione, non la realtà e la pratica dell’organizzazio­

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ne. L a realtà organizzativa ci m ostra che, oltre un certo livello di divisione del lavoro e di differenziazione, ogni aum ento di organizzazione, di previsione, di “razionaliz­ zazione”, insomma, si traduce, in realtà, in disfunzioni or­ ganizzative. Errori e omissioni in sede di uffici tecnici si ripercuo­ tono, moltiplicati, nelle officine di produzione, e, da que­ ste, nelle officine di montaggio; intere partite di pezzi non si presentano all’ “appuntam ento” in tempo giusto, o han­ no dei difetti; gli ordini e le prescrizioni da eseguire sono insufficienti, lacunosi, contraddittori, o francam ente errati. O ltre un certo grado di differenziazione di un sistema, cioè, la sua integrazione diventa fonte non solo di vantaggi per il sistema, m a soprattutto di inconvenienti: la disfunzione di una sua parte m ette in difficoltà l'intero sistema. È vero, quindi, che l’organizzazione aziendale funziona secondo un “copione” elaborato dall’alto anticipatam ente, m a è altrettanto vero che (per restare nel paragone tea­ trale) lo spettacolo può andare avanti solo grazie alla presenza di spirito degli attori, che cancellano certe bat­ tute, ne migliorano altre, e altre ancora ne inventano ex novo. Questo fenomeno è presente a tutti i livelli, m a è sor­ prendente rintracciarlo, con particolare vivezza e rilevan­ za, ai gradini più bassi della gerarchia aziendale. Persino sulle catene di montaggio l’operaio interviene con la pro­ pria conoscenza tecnica; a volte arrivano dalle officine di produzione pezzi privi di certe caratteristiche che - in teoria - dovrebbero avere, e l’operaio rim edia a questa “falla” nella razionalità aziendale con un colpo delle pin­ ze, con un uso particolare del cacciavite. In questo accurato tentativo, da parte dell’organizza­ zione aziendale, di eliminare ogni elem ento conoscitivo dal­ la pratica produttiva, la pratica si prende una rivincita. In cosa consiste, allora, la contraddizione? Consiste nel fatto che, piiì l’operaio viene “legato” (da norm e, prescri­ zioni, ecc.), più deve avere le mani libere, per ovviare ai num erosi inconvenienti di una organizzazione che è andata sempre più sviluppandosi come mezzo di controllo, anzi­ ché come mezzo di increm ento della produttività. Il fatto di avere individuato, nella mansione operaia,

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accanto all’aspetto di progressivo depauperam ento del la­ voro operaio, anche la contem poranea, contraddittoria cre­ scita di queste capacità tecniche di tipo nuovo, - non ha un semplice valore di messa a punto astratta: ha invece una portata pratica ben precisa, di orientamento della po­ litica rivendicativa. Infatti, se la realtà delle mansioni ope­ raie avesse una sola dimensione, quella di cui parlano i sociologi, la lotta dell’operaio non potrebbe più riguardare il lavoro, il contenuto e le caratteristiche organizzative del­ la sua mansione. Se veram ente il lavoro fosse solo sottoposto a spolia­ zione, non avrebbe senso il tentativo di mobilitare gli ope­ rai a un recupero del proprio lavoro. È proprio perché un inizio di recupero (o meglio di riaffermazionc su basi nuove) si ha nella realtà, contro (si noti) la stessa volontà del sistem a aziendale, - è proprio per la presenza oggettiva di questo nucleo tecnico nuovo, che è possibile, nel deter­ m inare gli obbiettivi della lotta e dello sviluppo del movi­ m ento operaio, includervi anche il lavoro. Esem pio B: Ricerche sul ruolo di studente e sui ruoli professionali. Negli ultimi anni sono state svolte, da parte di gruppi di studenti di vario tipo, parecchie ricerche sul proprio ruolo. L a tendenza m anifestatasi con maggior frequenza, è stata quella che vedeva nelle strutture scolastiche dei puri e semplici strum enti di controllo sociale. Q uesta tendenza coglie giustamente la realtà, ma non la coglie tutta. È esatto che oggi la scuola appaia princi­ palm ente come una struttura di controllo e di contenim en­ to, m a è altrettanto vero che questa funzione non è l’u­ nica funzione svolta dalla scuola: vi è anche quella, altret­ tanto fondam entale, di trasmissione e approfondimento del­ la conoscenza. L’im portanza e il peso relativi, che queste due funzioni hanno avuto, l’una rispetto all’altra, sono cam ­ biati: all’inizio, la scuola svolgeva prevalentem ente questa funzione di conoscenza, e l’altra funzione (quella di con­ trollo), pur essendo presente sin dall’inizio, era meno im­ portante e m eno evidente. Nella situazione attuale, vice­ versa, a causa delle maggiori spinte che provengono dal basso, la funzione di controllo è stata enorm em ente p o ­

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tenziata, m a un’analisi corretta della scuola non deve tra­ lasciare l’altra funzione, quella di conoscenza. Perché è im portante, non solo teoricam ente, m a anche e soprattutto praticam ente, tenere presenti entram bi i poli della contraddizione? Anche qui (come nel caso preceden­ te), per evitare il rischio di porsi degli obbiettivi sbagliati. Infatti, se la scuola fosse solo controllo sociale, allora sa­ rebbe corretto porsi come obbiettivo unicam ente la sua distruzione. M a se la scuola ha anche, per sua natura, una funzione di conoscenza, non è più sufficiente pensare solo a sgretolarla: il discorso di “lotta pura e semplice contro la scuola” diventa un discorso formale, a cui m an­ ca tutta la parte sostanziale. Ciò significa, in concreto, che gli obbiettivi da porsi devono com prendere, non solo lo sgretolam ento della strut­ tura esistente, m a anche, contem poraneam ente, l'elabora­ zione e iistituzionalizzazione di contenuti nuovi. Lo stesso discorso vale per il ruolo di ricercatore e di qualsiasi professionista che, nel suo lavoro, faccia riferi­ mento a una qualsiasi scienza o disciplina: una volta che ci si è resi conto del carattere di classe (e quindi, delle funzioni di controllo) che ha la scienza, non è però un obbiettivo corretto quello di com battere la scienza in sé e per sé, bensì le basi e i condizionamenti di classe attuali della scienza. 146. L’aspetto particolare della contraddizione. Com e prim a indicazione, dunque, occorre sempre tenere presen­ te, nella ricerca, che esiste una contraddizione in tutte le cose e i fenomeni ( = aspetto universale della contraddi­ zione). La seconda indicazione, di cui parliam o in questo paragrafo, ritorna ancora su quello che abbiam o chiam ato “aspetto particolare della contraddizione”. Si è già detto che, se da un lato la contraddizione è la legge generale di sviluppo di tutte le cose e i fenomeni, d’altro lato ogni cosa, ogni fenomeno si trasforma e si sviluppa secondo leggi sue proprie. In questo paragrafo approfondiam o ulteriorm ente tale aspetto, precisando che non è ancora sufficiente individua­ re la contraddizione propria di un determ inato fenomeno, in contrapposto alle contraddizioni esistenti in fenomeni

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diversi: infatti, dal momento che quel fenomeno, di cui si è individuata la contraddizione, si presenta, nelle diverse situazioni di ricerca, sotto m olte form e, occorre scoprire, per ogni concreta situazione di ricerca, la form a specifica che questa contraddizione (inizialmente individuata in ge­ nerale) di volta in volta assume. A nche in questo caso, ci spiegheremo meglio con un esempio. Esem pio C: Ricerche sulla famiglia. L a famiglia rappresenta una delle aree di ricerca e di intervento più comuni, per la vasta gamm a di problemi che presenta e, soprattutto, perché costituisce un “nodo” inevitabile da cui passare per una serie infinita di que­ stioni. A nche qui, occorre anzitutto scoprire le contrad­ dizioni proprie della famiglia, in contrapposto a quelle (per esempio) del sistema scolastico, o del sistema profes­ sionale. Tuttavia, una volta individuata la contraddizione esistente nella famiglia considerata come form a generale di questa società, è ancora necessario scoprire, per ogni situazione di ricerca, come questa contraddizione si pre­ senta in c o n c re to . Supponiam o che la contraddizione principale della fa­ miglia, nella presente società, consista nella contrapposi­ zione di questi due elementi: da un lato, il sistema so­ ciale generale ( = la società) richiede agli individui di adattarsi rapidamente a un certo m utam ento; dall'altro, la stessa società, im ponendo alla famiglia funzioni di con­ trollo sociale, la costituisce inevitabilmente come sistema rigido. Se anche siamo certi che è proprio questa ( = ne­ cessità di adattam ento dei membri contro rigidità del sot­ tosistema) la contraddizione fondam entale del sottosistema “fam iglia” nella nostra società, occorre pur sempre fare u n ’analisi di come questa contraddizione si presenta, con­ cretam ente, nella situazione specifica di ricerca in cui ci troviam o ad agire. Sempre riferendoci a esperienze concrete, illustriamo qui di seguito quattro casi (a-d) nei quali - pur trattan­ dosi sempre di ricerche sulla famiglia - la contraddizione si atteggia in m odo diverso, e, soprattutto, con diversa prevalenza dell’uno o dell’altro termine.

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(a) Ricerca su famiglie i cui componenti attivi passano (in tutto o in parte) dal lavoro agricolo al lavoro industriale. Poiché l’esperienza di fabbrica è più complessa, più diffe­ renziata e (dal punto di vista sociale) più “istruttiva” che non la pratica agricola, i componenti di una famiglia con­ tadina, che passino a lavorare in fabbrica, introducono ine­ vitabilmente, dentro la famiglia, una serie di stimoli (posi­ tivi o negativi), di valori e com portam enti nuovi, che sot­ topongono a tensione la famiglia nel suo complesso. Qui la contraddizione specifica di queste famiglie è abbastanza simile a quella della famiglia-in-generale, sopra form ulata. (b) Ricerca su famiglie in cui un com ponente fa registrare una elevala mobilità sociale. Il caso in esam e riguardava un gruppo di operai che, in seguito alla partecipazione a corsi aziendali prolungati e intensivi (seguiti da passaggio alla categoria impiegatizia), venivano ad acquisire una “m entalità”, e cioè, una serie di esigenze e di aspirazioni, che non riuscivano più a venire soddisfatte, come per l’innanzi, nella famiglia che si erano costituita nella prece­ dente condizione. In questo caso (a differenza che nel ca­ so (a)) la sede specifica delle tensioni non era tutta la fa­ miglia, m a il rapporto moglie-marito, a causa della “sva­ lutazione” che la moglie - rim asta tale e quale - subiva agli occhi del marito. U n’ulteriore differenza rispetto al caso (a) è rappresen­ tata dal fatto che, m entre la contraddizione evidenziata in (a) è più o meno riconosciuta “pubblicam ente”, e pos­ sono intravedersi, nella società, risorse per una soluzione, la contraddizione illustrata in (b) si manifesta in modo assai più disperso e individuale, e non sono disponibili, per la sua soluzione, altre risorse oltre a quelle di cui la stessa coppia coniugale dispone. (c) Ricerca su famiglie in cui le donne passano, dalla con­ dizione di casalinghe, a un ruolo professionale esterno. Qui la contraddizione evidenziata all’inizio ( = adattam ento con­ tro rigidità) va ancora ri-form ulata, alla luce del ruolo particolare che il sistema assegna alla donna nella fam i­ glia. Più precisam ente, in questo caso i due term ini della contraddizione sono, da un lato, la funzione di conser­ vatrice dell’ordine familiare, di elemento di stabilità e con­

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turnazione, che il sistema assegna alla donna (in termini tecnici: funzione di “m antenim ento del modello”); dall’al­ tro, le esigenze di assorbimento di manodopera femminile. A nche in questo caso, com e già in (b), la sede in cui si m anifestano le maggiori tensioni non è, almeno diret­ tam ente, tutta la famiglia, m a quelle sfere della vita fa­ miliare im m ediatam ente connesse al ruolo di stabilizzazio­ ne e m antenim ento dell’ordine svolto dalla donna. (d) Ricerca su maiali mentali dimessi re-inseriti in fami­ glia. Il caso in esam e riguardava un gruppo di pazienti dim essi, cui era stato assegnato un sussidio da parte di un E nte pubblico, in attesa di un loro re-inserimento la­ vorativo. L’analisi di questi casi rivelò che le famiglie, per continuare a percepire il sussidio, “tenevano prigioniero” (per così dire) il paziente, impedendogli ogni form a di cre­ scita che com portasse la sua uscita dalla famiglia. A nche in questo caso, i termini della contraddizione sono m olto evidenti: da un lato, l’esigenza di sviluppo e di evoluzione verso la guarigione completa del paziente (esigenza sottolineata anche dal sistema generale); dall’al­ tro, l’esigenza della famiglia di continuare a usufruire del proprio com ponente malato come di una risorsa finanziaria. Si noli che, m entre nei casi (a), (b) e (c), l’elemento della contraddizione che risulta “perdente” c la famiglia (intesa come sistema stabile e rigido), che entra in crisi, - in questo caso l’elemento perdente è il singolo com po­ nente, che, incapsulato nella rete di ruoli e di rapporti creata al proprio interno dalla famiglia, non riesce a sod­ disfare alle esigenze di adattam ento che il sistema, in teo­ ria, gli richiede. V a detto, infine, che m olte di queste famiglie, esami­ nate superficialm ente e unilateralm ente, apparivano delle “fam iglie m odello”, e cioè famiglie bene integrate, fonte di “affetto" e di “prem ure” per i singoli componenti. Solo l’analisi condotta col m etodo delle contraddizioni può per­ m ettere di andare oltre alla facciata, e di scoprire e defi­ nire esattam ente il conflitto fondam entale che si cela sotto le apparenze. Per concludere: non è sufficiente scoprire la contraddi­ zione di un fenom eno considerato in generale; occorre, per

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ogni modo di porsi in concreto di questo fenomeno, rifor­ m ulare i term ini di tale contraddizione e, ovviamente, cer­ carne la soluzione con le risorse di volta in volta presenti. 147. Contraddizione principale e contraddizioni seconda­ rie. U na situazione di ricerca presenta sem pre, non una sola, bensì diverse contraddizioni: in ogni situazione di ri­ cerca, si tratta allora di scoprire qual è la contraddizione fondamentale di quella situazione, per sottoporla a ricerca. Non è possibile dire, in astratto, se una contraddizione è principale o secondaria: la scoperta della contraddizione prin­ cipale va fatta considerando la situazione di ricerca in con­ creto, considerando cioè le forze sociali in gioco, gli obbiettivi che è necessario raggiungere, e i m ezzi a disposizione. Si deve poi tenere presente che, nella m isura in cui la ricerca è inserita nella pratica, ogni sviluppo della pratica com porta la necessità di una riformulazione di tutti i “p u n ­ ti ferm i” della ricerca, tra cui anche la contraddizioneproblem a della ricerca, che si è ritenuto di scoprire. O c­ corre, insomma, essere ben certi che la contraddizione su cui si fa ricerca sia effettivamente la contraddizione fon­ dam entale di quella situazione. Anche per questa terza indicazione, pensiam o che gli esempi che seguono siano di chiarimento. Esem pio D: Ricerche nel sindacato. Vi sono state, negli ultimi anni, diverse ricerche sulla partecipazione operaia alle lotte, ricerche condoite nell'am­ bito del sindacato, - nel senso che il sindacato era, se non il com m ittente ufficiale, quanto meno il com m ittente “n a­ turale”. In una situazione di ricerca come questa, è chiaro che l’oggetto della ricerca è costituito dai lavoratori, m a non è affatto chiaro quale sia la contraddizione su cui inda­ gare. Poiché, per la popolazione operaia, la contraddizione più forte è quella con gli imprenditori, può sem brare, a tutta prim a, che debba essere questa la contraddizione su cui avviare la ricerca. Si tratta di una conclusione scorretta: all’interno del sin­ dacato, infatti, la contraddizione principale non è quella tra operai e datori di lavoro, bensì quella tra operai e sin­

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dacato, - contraddizione che assume diverse forme: con­ traddizione tra centralism o e dem ocrazia, contraddizione tra spinta alla lotta e freno alla lotta, ecc. È vero che nella società generale la contraddizione tra sindacato e operai è di gran lunga secondaria rispetto a quella tra operai e capitale, m a, quando la situazione di ricerca sia il sinda­ cato, la contraddizione principale diventa quella tra sinda­ cato e operai, anche se, ovviam ente, non avrà senso stu­ diarla prescindendo da quella tra operai e capitale. Su questo punto rim andiam o ai § § 32, 43 e 44. Esem pio E: Ricerche su gruppi emarginati o deviami. Nel capitolo precedente (§ 127), si è detto che l’uni­ verso dei m alati mentali e l’universo dei degenti in O.P. sono profondam ente dissimili, e che non è quindi possi­ bile svolgere una ricerca sulle m alattie mentali, con pa­ zienti degenti in O.P. Perché all'interno dell’O.P. non si può fare ricerca sulle m alattie mentali, - e, nello stesso modo, all’interno del carcere non si può far ricerca sui problem i della delin­ quenza, e all’interno dell’ospizio, non si può far ricerca sui problem i dell’anziano? Perché, mentre all’esterno, nel­ la società generale, la contraddizione fondam entale è quel­ la tra il m alato, il delinquente, il vecchio, da una parte, e la società, dall’altra, all’interno dell'O .P. (del carcere, dell’ospizio), questa contraddizione si offusca, e la contrad­ dizione che balza più evidente è quella tra gli individui re­ clusi, da un lato, e l'istituzione che li reelude, dall’altro. In questo senso va interpretata l'afferm azione di alcuni psichiatri, apparentem ente paradossale ma assai vera, se­ condo cui “il m alato appena entra nell’ospedale psichia­ trico guarisce della sua m alattia, m a si am m ala di istitu­ zionalizzazione”. Ciò significa che, all’interno dell’O.P., la contraddizione tra il malato e la società entra in latenza (non che si cancelli), e viene in prim o piano la contrad­ dizione tra l’individuo e l’istituzione, - unica contraddizio­ ne che possa essere fatta oggetto di ricerca stando all'in­ terno di un’istituzione. Esem pio F: Ricerche sul proprio ruolo professionale. M olti professionisti (nel senso lato del term ine), che

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analizzano, con fini critici, il proprio ruolo, concludono, a un certo punto della ricerca, che il bersaglio della loro azione deve essere direttam ente “la società”. Essi agisco­ no, cioè, come se la contraddizione fondam entale fosse quella tra loro e la società. Si tratta di una conclusione errata. Esiste, è vero, una contraddizione tra i professionisti, gli studenti, ecc., e la società, ma, nella situazione di ricerca rappresentata dal proprio ruolo, tale contraddizione è secondaria rispetto a quella, davvero fondam entale, tra il professionista e la pro­ pria professione, o, più precisam ente, tra il professionista come innovatore e scienziato, da un lato, e le caratteri­ stiche di controllo e di contenim ento che ha invece pre­ valentemente assunto la professione. È chiaro, da questo esempio, che l'individuazione della contraddizione principale di una situazione non risponde solo a un’esigenza teorica, bensì a necessità pratiche ben precise: a porsi, cioè, degli obbiettivi di azione e di rifles­ sione corretti. 148. Quali contraddizioni può risolvere la ricerca? Si è detto, nel paragrafo precedente, che la ricerca deve affron­ tare e risolvere la contraddizione principale esistente nel­ la situazione di ricerca. M a occorre sempre tenere pre­ sente (e questa è la quarta indicazione) che possono es­ sere sottoposte a ricerca solo le contraddizioni per le qua­ li esiste, nella situazione di ricerca, sufficiente potere per risolverle. M olte contraddizioni non possono affatto essere risolte con una ricerca: sono le contraddizioni antagonistiche, come quella tra capitale e lavoro, che possono essere ri­ solte solo con la lotta. Per fare un esempio astratto (non siamo a conoscenza di casi di questo tipo), se si fa ricerca in una com unità pastorale, sottoposta a pesanti servitù militari (come potrebbe essere nel caso di pascoli vietati in quanto poligono di tiro), la contraddizione fondam en­ tale esistente in quella situazione è, indubbiam ente, quella tra tutta la com unità, da un lato, e le autorità militari, dall’altro. È chiaro, tuttavia, clic questa contraddizione non potrei essere risolta direttamente con una ricerca: saranno neces­

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sari altri mezzi, com e talune forme di lotta, accom pagnata d a una cam pagna presso la pubblica opinione. In questo caso, il com pito del ricercatore non è direttam ente rivolto a risolvere quella contraddizione, bensì a risolvere (per esem pio) le num erose contraddizioni che, all’interno della com unità, si oppongono alla mobilitazione di tutta la co­ m unità stessa in vista della lotta. (Per esempio, alcuni esercenti possono ricavare vantaggi dalla presenza delle truppe.) Q uesta quarta indicazione, quindi, non è autonom a, ma costituisce piuttosto una precisazione dell'indicazione data al paragrafo precedente. 149. C ontraddizioni nel com m ittente. 11 concetto di con­ traddizione ci consente di precisare meglio un punto sul quale non avevam o potuto a suo tempo soffermarci, per­ ché sarebbe stato prem aturo. Intendiam o riferirci all’ana­ lisi dei due personaggi più im portanti della ricerca, il com ­ m ittente e l’oggetto (capitolo 11). A llora li avevam o descritti in term ini un po’ monolitici, come se ciascuna di queste due figure fosse un blocco assolutam ente solido e privo di diversificazioni e lacerazioni. G iunti a questo stadio più avanzato del discorso, occor­ re precisare che non si tratta affatto di figure monolitiche: al contrario, esistono contraddizioni, a volte assai profon­ de, non solo (com e è stato detto fin dall’inizio) tra il com­ m ittente e l’oggetto, ma anche, rispettivam ente, all'interno del com m ittente, e all’interno dell’oggetto. Delle prime trat­ terem o in questo paragrafo, mentre le contraddizioni nel­ l’oggetto verranno trattate nel paragrafo successivo. Le principali contraddizioni nel com m ittente derivano da due fatti, che possono anche verificarsi congiuntamente: a) il com m ittente è costituito da un ente, o da un centro di potere, caratterizzato da una differenziazione interna, o anche, semplicemente, da una struttura gerarchica. L ’e­ sistenza di una gerarchia è il sintomo (e la fonte) di una serie di contraddizioni esistenti nell’ente; è il sintomo del fatto che, all’interno del comm ittente, esiste una divisione del potere fondata, non sulla cooperazione, bensì sulla com­ petizione.

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b) Il com m ittente è costituito da due o più enti, o, co­ munque, da due o più centri di potere. La com presenza di più centri di potere è un sintomo di presenza di con­ traddizioni. Facciam o un esempio concreto. Al ricercatore che la­ vora in una azienda viene spesso chiesto con scetticismo: che ricerche vi perm ette di fare l’azienda? Il senso impli­ cito di questa dom anda è che, poiché l’azienda è il luogo dove l’attuale assetto dei rapporti di potere viene difeso più gelosamente e rigidam ente, il ricercatore critico non possa com binare nulla di buono. Si tratta, tuttavia, di una dom anda che parte da un presupposto sbagliato. L’errore consiste in questo, che non si può dire: la azienda, come se fosse un blocco unitario. È vero che, in altre situazioni, l’azienda è, o si m ostra, com e un bloc­ co unitario: nei confronti del m ercato, nei confronti delle m aestranze considerate come classe lavoratrice. M a ¡'esse­ re un blocco unitario è solo un aspetto di una contraddi­ zione: l’altro aspetto è rappresentato dal fatto che, nell’a­ zienda, esistono molti centri di potere in lotta tra loro, ed esiste una struttura gerarchica caratterizzata da diverse con­ traddizioni tra i vari livelli. È proprio questa m olteplicità di livelli, in contraddizione tra loro, che rim ette in ballo (per rispondere alla dom anda precedente) la possibilità di ricerche critiche all’interno dell’azienda. Lo stesso discorso vale al di fuori delle aziende, per ogni altro tipo di committente: sindacato, enti pubblici, istituzioni, e così via. Cosa significa in pratica, per il ri­ cercatore, questa molteplicità di livelli? significa che il ri­ cercatore, nel corso di ogni ricerca, si accorgerà che, nel­ l’insieme di persone e di gruppi che costituiscono il com ­ mittente, c’è qualcuno al quale è possibile appoggiarsi maggiormente, o meglio, coinvolgere maggiormente, e que­ sto per i motivi più diversi: sia perché, a questo “qual­ cuno”, la ricerca fa comodo come strum ento contro altri gruppi o persone; sia perché la condizione oggettiva, in cui questo “qualcuno” si trova, non è così distante da quella in cui si trova l’oggetto, e di ogni miglioramento della situazione beneficerebbe anche questo qualcuno; sia, infine (ma i motivi non sono certo tutti qui), perché questo qualcuno si trova faccia a faccia con l’oggetto, e vede la

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ricerca com e un mezzo per dim inuire la pressione che l’og­ getto esercita nei suoi confronti. (A ppartiene a quest’ulti­ mo esem pio la motivazione alla ricerca, propria di molti capireparto, che si trovano ogni giorno faccia a faccia con le rivendicazioni e le proteste avanzate dagli operai.) Queste lacerazioni interne al com m ittente sono molto im portanti per la ricerca; se esse non esistessero, se il com m ittente fosse un blocco monolitico, non avrebbe sen­ so parlare di coinvolgimento del committente. Infatti, il com m ittente nel suo complesso (sia esso azienda, ente, istituzione o sindacato) non potrebbe mai essere coinvol­ to : l’unico mezzo per mettersi in rapporto con esso - con­ siderato com e blocco - è la lotta. Il ricercatore deve quindi studiare con attenzione que­ ste contraddizioni aU’interno del committente: poiché è dal com m ittente che deriva il potere di modifica di una situa­ zione, studiare le contraddizioni all’interno del com m itten­ te significa studiare il modo più giusto in cui, in quella situazione concreta, il potere può essere derivato e messo al servizio delle esigenze di trasform azione della situazione. 150. Contraddizioni nell’oggetto. Che significa presenza di una contraddizione all’interno dell’oggetto? significa esi­ stenza di una particolare divergenza di interessi tra classi, strati o gruppi diversi, - appartenenti però tutti alle classi subordinate. U n esempio tipico è costituito, nelle città industriali del settentrione, dalla contraddizione fra operai settentrionali e operai immigrati. Un riflesso di questa contraddizione oggettiva (oggettiva, perché nasce da diversità nelle condi­ zioni reali di vita) appare, a livello soggettivo, nella con­ trapposizione degli stereotipi negativi, del “terrone”, da una parte, del settentrionale “chiuso e freddo”, dall’altra. Precisiam o meglio: parliam o di contraddizione, non per­ ché esistono questi opposti stereotipi, ma perché esistono delle differenze oggettive nelle condizioni reali di vita. Non è lo stereotipo, infatti, che fonda la contraddizione, m a il contrario. L a contraddizione a livello oggettivo è prodotta e aggravata dai meccanismi economici e produttivi; quella sul piano soggettivo (a livello stereotipi, appunto) è con­ tinuam ente approfondita attraverso gli strumenti culturali

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e i mezzi di comunicazione (soprattutto i quotidiani), di cui il potere economico dispone. Q uand’è che vi è, nell’oggetto, assenza di contraddizio­ ni? quando tra i gruppi, gli strati, e le classi subordinate, esiste una reale e sostanziale identità di interessi. Q uesta identità di interessi, tuttavia, non va verificata in astratto, ma solo in relazione a determinati obbiettivi: è in relazio­ ne a un determ inato obbiettivo, cioè, che va valutata l’e­ sistenza, o meno, di contraddizioni. U na contraddizione, cioè, non è sempre presente nello stesso modo, m a si manifesta solo in presenza di deter­ minati obbiettivi. Quando tale obbiettivo si sposta, e cioè, diventa più particolare o più generale, queste contraddi­ zioni scompaiono m om entaneam ente, perché il posto prin­ cipale viene occupato da un’altra contraddizione. Per ri­ farci a esempi ormai noti: uno sciopero di operai specia­ lizzati (e quindi meglio retribuiti), diretto a conservare o accrescere certi loro “privilegi”, si scontra, a volte, persino con l’ostilità degli altri operai; quando l’obbiettivo è in­ vece il rinnovo contrattuale, la contraddizione tra operai specializzati e operai com uni (tra operai di attrezzaggio e operai di linea, tra lavoratori-studenti e lavoratori sem ­ plici, ecc.) viene soppiantata dalla contraddizione, assai più forte, tra operai e datori di lavoro. Si è detto, nel paragrafo precedente, che la ricerca è possibile proprio perché esistono delle contraddizioni nel comm ittente. Tuttavia, le contraddizioni nell’oggetto sono altrettanto frequenti, e si incontrano, praticam ente, in ogni ricerca. È ovvio che il com portam ento del ricercatore nei confronti di queste contraddizioni dovrà essere precisamente Popposto rispetto a quello adottato verso le con­ traddizioni nel comm ittente: vale qui la regola fondam en­ tale che occorre unire, non già dividere. Il più delle volte, infatti, le contraddizioni esistenti tra strati o gruppi subor­ dinati non sono antagonistiche, non devono, cioè, venire necessariam ente risolte con uno scontro. Spesso, in presenza di forti contraddizioni nell’oggetto, ci si rende conto, a ricerca inoltrata, che il problem a vero che la ricerca deve risolvere è appunto questa contraddi­ zione, - che tutta la ricerca, cioè, o una sua parte m olto am pia, deve essere diretta a realizzare questa unione. In ­

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fatti, il consolidam ento dell’oggetto, e il superam ento di queste contraddizioni non possono venire raggiunti attra­ verso semplici invili alla concordia: è necessaria una ana­ lisi approfondita degli interessi reali di ciascuna delle par­ ti, delle diversità oggettive c delle divergenze soggettive che le separano, - al fine di m ostrare che l’azione unita e solidale è bella non (solo) perché è bella, m a perché conviene. E questa analisi, tutt’altro che facile, è appunto la ricerca. Può anche verificarsi che la contraddizione nell’oggetto sia così intensa che non è possibile superarla con e nella ricerca: occorrerà allora approfondire l’analisi storica del­ l’oggetto, e prendere infine partito a favore di quel grup­ po, la cui affermazione sem bra meglio rispondere agli interessi comuni delle classi subordinate, esam inati stori­ cam ente. Purtroppo, su quest’ultimo punto non siamo in grado di dare indicazioni meno astratte, non essendo riusciti a raccogliere esperienze sufficienti a fornire strum enti con­ creti. Si può concludere che il problem a di come trat­ tare le contraddizioni nell’oggetto è uno dei problem i su cui è più urgente lo scambio reciproco delle esperienze da parte dei ricercatori.

C ap ito lo IX

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151. Le fasi della ricerca. Giunti al termine del nostro discorso metodologico, il lettore si aspetterebbe forse di ripercorrerne le tappe principali, e avere sott’occhio, or­ dinatamente, la successione delle varie fasi attraverso cui passa la ricerca. Va anche detto che un impegno del genere non presen­ terebbe, per la metodologia tradizionale di ricerca, alcuna difficoltà: le fasi relative potrebbero essere ordinate più o meno così: si si si si si si si si si

fissa il problem a di cui ci si vuole occupare; consulta la bibliografia in m ateria; enunciano le ipotesi da verificare, e scelgono le tecniche da usare; elaborano queste tecniche (es., si prepara il questionario); form a il cam pione; applicano le tecniche predisposte; analizzano e si elaborano i dati così raccolti, c, finalm ente, redige la Relazione finale, che viene consegnata al com m ittente.

Dal punto di vista della metodologia qui illustrata, dare un ordine alle diverse fasi non è altrettanto facile. Intanto, non abbiamo nessuna piattaforma iniziale, e cioè, il pro­ blema su cui fare ricerca va visto, non come un punto di partenza, ma come uno dei primi risultati della ricerca. Ciò significa che non possiamo stabilirlo prim a di esserci addentrati nella situazione di ricerca. Non solo, ma, contemporaneamente alla ricerca di tale problema, dobbiamo fare un’analisi di tutta la situazione in termini di potere. Questa analisi ci perm etterà anche di scoprire il “campione” su cui e con cui lavorare.

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A questo punto, potrebbe sembrare che le fasi succes­ sive consistano, anche per noi, nell’applicazione delle tec­ niche predisposte e nell’elaborazione dei dati, - ma non è sempre così. Abbiamo spesso constatato, infatti, che qual­ siasi modificazione della situazione, o un suo ulteriore ap­ profondimento da parte nostra, ci costringono a ripartire da capo, e siamo di nuovo di fronte alla necessità di sco­ prire il vero problema, di ridefinire le forze in gioco, ecc. Sembra ovvio, allora, che “fa se d e lla ric e rc a ” signifi­ ca una cosa diversa per la ricerca qui illustrata rispetto alla ricerca tradizionale. In questa, con “fasi” si intendo­ no le attività e operazioni di tipo diverso, che si succe­ dono ordinatam ente all’interno di un programma irrever­ sibile e fissato in anticipo; per noi, “fase della ricerca” significa invece grado di inserimento di una ricerca in una situazione concreta: la ricerca, cioè, è tanto più in fase avanzata, quanto più è riuscita - come ricerca (e cioè, come attività teorico-pratica) - a occupare un ruolo attivo all’interno di una situazione. L a diversità tra la ricerca qui illustrata e la ricerca tra­ dizionale si manifesta dunque per tutto il corso della ricer­ ca, e in ogni suo aspetto. Essa appare, quindi, anche nelle risposte che vengono date alla domanda: quando, e come, finisce la ricerca? 152. II termine della ricerca. Da cosa dipende questa di­ versità? dal fatto che, nella ricerca tradizionale, il ricer­ catore si propone solo fini conoscitivi: tutta l’attività mes­ sa in opera nella ricerca è condizionata al raggiungimento di questi obbiettivi, e viene esattamente programmata sin dall’inizio, sia come contenuto, sia come scadenze di tem­ po. Ai fini della ricerca tradizionale, cioè, non ha nessuna importanza l’evoluzione che la situazione di ricerca ha in seguito: una volta ricavate le informazioni che gli interes­ savano, il ricercatore torna al suo tavolo di lavoro a ela­ borarle. Nella ricerca qui illustrata, invece, obbiettivo primario, accanto a quello conoscitivo, è la modificazione della si­ tuazione di ricerca. È ovvio, allora, che il termine della ricerca non può essere stabilito in anticipo: la ricerca ter­ m ina quando la situazione risulta effettivamente modificata

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nel senso desiderato, o quando, .per sbagli commessi o per altri motivi, è ormai certo che tale obbiettivo non potrà realizzarsi, almeno nel presente stato' di cose. Qual è, insomma, nell’uno e nell’altro tipo di imposta­ zione metodologica, il rapporto tra la ricerca e la situa­ zione reale in cui la ricerca stessa si svolge? Nella m eto­ dologia tradizionale, e un rapporto del tutto esterno e transitorio: esterno, perché il ricercatore deve evitare di mo­ dificare la situazione nella quale ricerca (cfr. capitolo IV); transitorio, perché, ponendosi obbiettivi puramente cono­ scitivi, il ricercatore non lega le fortune della sua ricerca al successo della situazione nella quale tale ricerca si svol­ ge; la vita della ricerca, cioè, è completamente autonoma rispetto alla vita della situazione reale. Viceversa, n d l’impostazione metodologica qui illustra­ ta, il rapporto tra ricerca e situazione di ricerca è assai stretto: la ricerca si inserisce organicamente nella situazio­ ne, e, da quel momento in poi, partecipa attivamente alla sua evoluzione. La sua logica è quindi completamente subordinata alla logica della situazione, il che significa, tra l’altro, che la ricerca non può terminare quando vuole, o quando lo richiederebbe il programma, senza con ciò fare violenza alla situazione. Dal momento in cui si è inserita in una situazione, e partecipa alla soluzione delle sue contraddizioni, la ricerca "deve obbedienza" alla situazione, in quanto non ne è che un elemento. D’altronde, se la ricerca non fosse d e n tro la situazione, non potrebbe fare alcuna scoperta: stando fuo­ ri, infatti, non si può, nonché modificare, nemmeno co­ noscere.

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153. Come fa la ricerca a sapere quando è finita? È chia­ ro, insomma, che, se si è realizzata una corretta integra­ zione tra ricerca e situazione di ricerca, - la ricerca è or­ mai un fa tto o g g ettiv o , la cui logica è la logica stessa dei fenomeni e delle cose. Q uand’è che un fenomeno, una situazione, ha termine? quando, per l’azione delle sue con­ traddizioni interne, e di contraddizioni esterne che lo coin­ volgono, cede il posto a un altro fenomeno, a un’altra si­ tuazione, che contiene, a sua volta, contraddizioni nuove. Il termine della ricerca è appunto contrassegnato dal

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mutare, nella direzione desiderata, della situazione di ri­ cerca, o dalla certezza, oggettiva e analitica, che la situa­ zione non muterà. La situazione può mutare sotto la spin­ ta della ricerca, o per altre cause: in ogni caso, quando questa trasformazione si sia realizzata, la ricerca, così co­ me era stata impostata, non ha più senso. Con l’evolversi della situazione, infatti, cambiano i rapporti di forza in gioco, cambia il quadro delle contraddizioni, cambiano gli obbiettivi verso cui la situazione tende, e i mozzi per rea­ lizzarli. Quando l’obbiettivo verso cui la situazione tendeva è stato realizzato, la ricerca si chiude. Ogni successo, in que­ sto senso, pone fine alla ricerca. Più precisamente: pone fine a quella ricerca; infatti, ogni successo o conquista, piccola o grande, non ha che un valore transitorio. Dopo un certo tempo, le contraddizioni presenti nella nuova si­ tuazione si acuiscono, - il che vuol dire che quella che prim a era una conquista, diventa una catena, e la situa­ zione reclama la realizzazione di un nuovo obbiettivo. 154. La Relazione finale. Siamo così tornati al punto da cui eravamo partiti all’inizio del libro, definendo la no­ zione di ricerca. La ricerca è riflessione e attività sociale, e cioè, pratica sociale nel senso più completo del termine. Obbiettivo fondamentale della ricerca è la trasformazione di una situazione, e, contemporaneamente, la riflessione su questa trasformazione, e l’elaborazione di conoscenze teo­ riche che possano essere utili per successivi interventi. Per questo motivo, è essenziale che (a parte tutto il materiale “teorico” prodotto nel corso della ricerca) di ogni ricerca venga fatta una re la z io n e , e che questa ab­ bia la maggiore diffusione possibile, soprattutto fra altri ricercatori che operano nelle stesse condizioni. Sotto l’aspetto del contenuto, tale relazione dovrebbe sviluppare analiticamente i seguenti punti: (a) In cosa consisteva il (vero) p r o b le m a della ricerca? com e si è giunti a scoprirlo? quali altri problem i erano stati presi in consi­ derazione prim a di questo, e perché si è deciso di trattarli com e problem i secondari? (T utto il discorso va form ulato in term ini di contraddizioni, cercando di m ostrare, per ogni contraddizione indi­ viduata in concreto, i due term ini contrapposti.)

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(b) C hi era il vero c o m m itte n te ? e il com m ittente iniziale? e i com m ittenti apparenti? com e si è giunti al vero com m ittente? il suo potere, di che tipo era? che contraddizioni esistevano all’in­ terno del com m ittente? com e sono state trattate? che tipo di coin­ volgim ento si è riusciti a ottenere? (c) C hi era l ’o g g e tto ? (anche q ui: oggetto “vero”, oggetto inizia­ le, ecc.) che contraddizioni esistevano al suo interno? com e sono state trattate? (d) C om e sono stati affrontati i problem i di c a m p i o n a m e n to e di rappresentatività? com e è stato scoperto il cam pione? che rap ­ porto esisteva tra il cam pione e il resto dell’oggetto? com e si è ev o ­ luto tale rapporto? (e) Q uali altre fo r z e s o c ia l i erano presenti nella situazione? il potere di cui erano dotate, di che tipo era (tecnico, m ateriale, ecc.)? quali alleanze e conflitti si sono m anifestati all’interno di tali forze? e con le altre figure della ricerca? com e è stato possibile utiliz­ zarle? (f) Q uali te c n ic h e sono state usate? che problem i ha presentato la loro elaborazione? e il loro im piego? quali sono state abbando­ nate, e perché? quali hanno avuto più successo, e perché? (g) Q uali s t r u m e n t i te o r ic i (concetti, teorie, ecc.) sono stati usati? Ecc. ecc. (com e al punto (f)).

E infine, in particolare, (h) C om ’è la s itu a z io n e a t tu a l e ? com e è stata avviata a solu ­ zione la contraddizione di base (oppure: quali sono state le ragio ­ ni deirinsuccesso)? C om e si configura la situazione attuale dal p u n ­ to di vista delle sue contraddizioni, della distribuzione del potere, ecc. ecc.?

Perché è necessario ripercorrere tutti questi passaggi, e, soprattutto, tutti gli errori commessi nella ricerca? perché solo attraverso questo processo si riesce a trasformare l'e­ sperienza in conoscenza. È in questa fase finale di rifles­ sione che si comprende pienamente e in modo definitivo tutta la logica della ricerca svolta, - e, quel che più im­ porta, la logica cIella situazione di ricerca, cioè la logica dei fenomeni e delle cose. 155. Problemi di analisi e di esposizione. Il materiale che forma oggetto di questa Relazione sarà dunque un m a­ teriale prevalentemente “storico”, - riguarderà, cioè, uno

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Come si fa ricerca

stato di cose che, in quel momento, appartiene ormai al passato. Esso non deve servire, tuttavia, per una semplice rievocazione, o una distaccata ricostruzione di ciò che è stato: il lavoro storico, infatti, ha senso nella misura in cui ci aiuta a comprendere il presente, e a muoverci me­ glio per il futuro. Per questo, l’analisi di tutto il materiale va fatta alla luce del suo presente, e l’interpretazione di ogni fenomeno deve essere condotta “col senno di poi”, e cioè, sulla base degli sviluppi successivi di tale fenome­ no, che ora siamo in grado di conoscere. Lo stesso principio va adottato - una volta terminata l’analisi del materiale - per quanto riguarda il criterio di esposizione di tale materiale. 11 principio informatore di tale esposizione va rintraccialo sulla base delle conoscenze della situazione che si hanno attualmente, non di quelle che si avevano all’inizio, anche se è necessario mostrare come si è arrivati, poco per volta, a tale conoscenza. Per quanto riguarda, infine, l'ordine di esposizione in senso stretto, e cioè, la distribuzione del materiale nei di­ versi “capitoli”, sono possibili due criteri: quello cronolo­ gico, che consiste nel raccontare la ricerca nella sua evo­ luzione temporale, e quello “a problemi", quale potrebbe aversi seguendo lo schema indicato nella prima parte di questo paragrafo. La soluzione più opportuna è probabil­ mente una fusione dei due criteri: si individuano nella ri­ cerca svolta delle fasi, e per ciascuna di tali fasi si ana­ lizzano i problemi anzidetti (secondo il criterio adottato, per esempio, nell'esposizione della ricerca sul lavoratorestudente (capitolo 111), o quella illustrata nell’Appendice A). 156. La divisione del lavoro nella ricerca. Fino ad ora ci siamo occupati di come redigere la Relazione finale. Ora si tratta di vedere ch i la redige. La stesura della Relazione finale è un lavoro collettivo, al quale devono collaborare tutti coloro che hanno preso parte alla ricerca. È inoltre molto importante che parte­ cipino a tale elaborazione persone che han fatto parte del­ l’oggetto della ricerca, scelte secondo i criteri di rappre­ sentatività illustrati al capitolo VII. Una volta ultimata, la relazione dovrà poi essere discus­ sa soprattutto con questi ultimi e con ogni altro oggetto

La /ine della ricerca

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della ricerca, al fine di ricavarne ulteriori insegnamenti, e di darne. L ’indicazione che precede vale già a dare alcune indi­ cazioni di massima su quelli che devono essere i lim iti della divisione del lavoro nella ricerca. Una certa divisio­ ne del lavoro è senz’altro consigliabile: l’idea che tutti fac­ ciano un po’ di tutto, in omaggio a un astratto egualita­ rismo, cozza contro ragioni di orari, di disponibilità og­ gettive dei diversi individui, di doti e capacità personali diverse, e tante altre ragioni che consigliano una certa distribuzione dei compiti. Quel che importa sottolineare, viceversa, non è l'utilità di una certa divisione del lavoro, che è indubbia, ma i limiti che essa non deve superare: più precisamente, qua­ lunque sia la divisione del lavoro adottata all’interno di una ricerca, essa n o n può mai coincidere con una divi­ sione tra chi raccoglie il materiale e chi elabora il mate­ riale raccolto, o tira le conseguenze teoriche del lavoro fatto. Ciò significa che solo chi ha fatto interviste, solo chi ha partecipato, con gli altri ricercatori, alla vita dell’og­ getto e alla situazione di ricerca, ha il diritto, da un punto di vista scientifico, di partecipare alla stesura della rela­ zione finale. La figura del “direttore di ricerca”, ricco di conoscenze teoriche ma lontano dalla prassi, non ha alcun senso in un tipo di ricerca come questa. Qual è lo scopo di tutte queste prescrizioni? si è già detto che non si tratta di riaffermare, in modo più o meno astratto, un valore egualitaristico, - e nemmeno si vuole “punire” chi non ha svolto lavoro manuale ( = la rac­ colta del materiale), con l’impedirgli di partecipare al la­ voro intellettuale ( = l’elaborazione definitiva dei dati"). Si vuole invece riaffermare che solo chi ha fatto il lavoro manuale è in gra do di prendere parte, con piena com pe­ tenza scientifica, al lavoro intellettuale finale. 157. La ricerca come riflessione e i compiti del ricercatore. E tuttavia, le conoscenze teoriche sono indispensabili per fare bene ricerca, e ogni nuova ricerca va giudicata non solo per l’apporto che dà alla trasformazione della

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Come si fa ricerca

situazione, m a anche per i contributi che può fornire alla conoscenza scientifica dei fenomeni sociali. L ’edificio delle vecchie scienze sociali e la loro meto­ dologia sono profondamente in crisi: proprio il confronto con la realtà (confronto che è possibile solo con un inse­ rimento diretto nei problemi sociali) mostra che le scienze sociali diventano sempre di più non-scientifiche; mostra che le “leggi” dei fenomeni sociali, che esse credevano di avere scoperto, non servono a comprendere, e tantomeno a prevedere, gli sviluppi della realtà. Tuttavia, affermare clic queste “leggi” hanno ormai una funzione ideologica e conservatrice, non significa affatto negare che esistano, nei fenomeni sociali, delle leggi og ­ g ettiv e, cioè, dei principi complessi di interdipendenza e di sviluppo delle cose e dei fenomeni; non significa negare che un’azione sociale, un intervento, può avere successo e raggiungere il suo obbiettivo, solo se si conforma a que­ ste leggi oggettive. Le leggi della sociologia tradizionale hanno svolto effi­ cacemente questo compito per il passato, in una società caratterizzata dalla presenza di una classe dinamica, pre­ parata, e storicamente progressista ( = la borghesia), che, impadronitasi del potere, mirava a organizzare tutta la so­ cietà in modo funzionale ai propri interessi di classe. La sociologia tradizionale e le sue leggi, all’interno di quel tipo di società, erano scientifiche, perché questa “scoperta delle leggi" avveniva dal punto di vista della classe stori­ camente più avanzata. Ora quella classe non è più tale, e la società che la conteneva è sottoposta a vasti sconvol­ gimenti. La crisi di quella società pone adesso alle scienze so­ ciali (e quindi ai ricercatori e professionisti sociali d’ogni tipo) dei compiti scientifici nuovi, e il primo di essi è quel­ lo di guardare alla società così come essa è attualmente, - non per riportarla al suo stato “puro” precedente, ma per agevolarne l’evoluzione verso lo stato futuro. Anche in questa nuova prospettiva devono essere scoperte delle leggi, ma si tratterà di leggi ben diverse rispetto a quelle individuate dalle vecchie scienze sociali. Infatti, le leggi scoperte dalla sociologia tradizionale, come già si è osservato, partivano dal principio che la

La fine della ricerca

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razionalità stesse in alto, e che all’organizzazione scientifi­ ca della società spettasse il compito di calare questa ra­ zionalità, secondo modi determinati dall’Alto, nel Basso, considerato come oggetto passivo di questa organizza­ zione. Questa prospettiva, storicamente legittima per un certo periodo, è ora tramontata. La borghesia non è più in grado di dimostrare, sul piano storico, che la sua affer­ mazione come classe è necessaria per consentire un pro­ gresso alla società nel suo complesso. Accanto (e contro) la vecchia razionalità dall’Alto, continuamente riproposta, con intenti perfezionistici, dalle scienze sociali tradizionali, si profilano nuove razionalità, fondate sui bisogni e sulle aspirazioni storiche oggettive delle classi subordinate. Questa razionalità di contenuto nuovo, che si esprime, spesso in modo informe, attraverso spinte e tentativi di ogni genere, non è ancora riuscita, nonostante il grande lavoro teorico svolto dagli scienziati rivoluzionari negli ul­ timi cento anni, a trovare, per ogni situazione, il suo lin­ guaggio, e soprattutto a trovare un elemento unificatore dei diversi linguaggi, che, per forza di cose, devono, in ogni situazione di base, esser diversi. Questa razionalità, in­ somma, non è ancora riuscita a trovare le sue leggi, le leggi dello sviluppo che deve essere percorso, e i requisiti, in termini di organizzazione, cui è necessario soddisfare. Questo compito, che le classi subordinate devono svol­ gere sul piano storico, è lo stesso compito che le scienze sociali devono affrontare sul piano della ricerca: accanto alla critica sistematica delle scienze sociali tradizionali, gettare le basi per la formulazione di una nuova scienza. 158. (Continuazione e fine.) Chi può svolgere questo compito? i ricercatori tradizionali non sono in grado di accingervisi immediatamente: il loro distacco dalla pratica sociale è tale, che essi abbisognano di un periodo di rie­ ducazione che consenta loro di leggere i libri attraverso la realtà, e non il contrario, come succede ora. Viceversa, le figure sociali che si trovano oggettivamente più vicine allo svolgimento di questi compiti, sono gli operatori so­ ciali di ogni tipo. Questo perché il contatto con la realtà è assicurato loro dall’esercizio stesso della professione.

278

Come si fa ricerca

Per svolgere, nel corso della pratica professionale quo­ tidiana, questi compiti, l’operatore sociale deve arricchire le proprie conoscenze teoriche, e questo avviene, ancora una volta, attraverso la ricerca. È attraverso innumerevoli esperienze di ricerca, che i ricercatori, sparsi sul campo, potranno gettare le basi delPaccumulazione originaria di una nuova scienza e di una nuova professione sociali. Per questo motivo, ogni ricerca, pur essendo prassi so­ ciale, pur essendo fonte di modificazioni della realtà, deve concludersi sempre come ricerca: essa non può diventare prassi politica pura e semplice, così come il ricercatore non è un puro e semplice agitatore sociale, - a costo di per­ dere la propria identità di ricercatore. Che significa tale “perdita di identità”? significa non ri­ cordarsi più che uno dei propri compiti è la re tro a zio n e nel campo delle scienze e delle professioni sociali; vuol dire perdere di vista che obbiettivo del ricercatore sociale, del professionista-come-ricercatore, è la propria profes­ sione. Insistiamo su questo punto. Il ricercatore sociale che ha preso coscienza della contraddizione oggettivamente esi­ stente tra teoria e prassi, non deve pensare di risolverla nel senso che la ricerca rappresenterebbe la teoria, e che, per trovare la prassi, occorre svolgere attività politica, o d ’altro tipo. La contraddizione tra teoria e prassi, per il ricercatore, va affrontata e risolta all’interno della ricerca, non già uscendone alla caccia di soluzioni personali. Restare nella ricerca, senza dimenticare che la ricerca rimane ancora, allo stato attuale dei rapporti sociali, mediazione di una cessione di potere, in vista di una modificazione della si­ tuazione ( = soddisfacimento di bisogni oggettivi), - me­ diazione realizzata attraverso l’elaborazione e l’impiego di strumenti teorici.

Appendice C Indicazioni bibliografiche

Opere generali. [1] w. j . g o o d e e p. k . h a t t , Metodologia della ricerca sociale, Il Mulino, Bologna, 1965 (2!1 ed.). Nonostante sia il manuale di metodologia forse più diffu­ so, era un’opera già alquanto modesta al momento della sua redazione (1952), ed è ora irrimediabilmente invec­ chiata. [2] . , I metodi delle scienze sociali, E tas/ Kompass, Milano, 1967. Opera ricca di informazioni, ma di scarso valore forma­ tivo. A differenza del testo di Hyman (v. dopo), che for­ nisce al lettore alcuni principi di analisi ordinati in un sistema, il Duverger si limita a trasmettere una serie di nozioni. Un altro difetto di quest’opera, strettamente con­ nesso al precedente, è quello di sembrare più il frutto di una compilazione a tavolino che di esperienze dirette. m

duverger

[3] G. . ’ , M etodi statistici per la ricer­ ca psicologica, Editrice Universitaria, Firenze, 1964. È un testo di chiarezza esemplare, che tratta però soprat­ tutto la parte statistica della ricerca. b

flo r es

d a r c a is

[4] h . h y m a n , Disegno della ricerca e analisi sociologica, Marsilio Editori, Padova, 1967, voli. 2 (il voi. II ripor­ ta uno studio su “La codifica e l’elaborazione dei dati”, di g . m a r t i n o t t i , e copia di diversi questionari usati in ricerche di vario tipo).

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Come si fa ricerca

È ¡1 miglior testo di metodologia tradizionale disponibile in italiano. Questo manuale, attraverso l’analisi minuziosa di alcune ricerche concrete, ricostruisce la logica della ri­ cerca in modo sistematico e idoneo aH’apprendimcnto. Benché l’opera di Hyman sia di impostazione tradizionale, il suo buon livello ne fa un utile strumento di consulta­ zione per rendersi conto direttamente dello stato attuale della metodologia delle scienze sociali. Purtroppo il prez­ zo è proibitivo. L ’opera di Hyman trascura completamente il problema dell’analisi quantitativa; è assai utile, sotto questo aspetto, l’opera di [5] H. M . B l a l o c k , jr., Statistica per la ricerca sociale, Il Mulino, Bologna, 1969. Per il lettore interessato a un approfondimento della so­ ciologia, si consiglia [ 6 ] J. m a d g e , Lo sviluppo dei metodi di ricerca empirica in sociologia, Il Mulino, Bologna, 1966, che analizza approfonditamente dodici ricerche sociologi­ che ormai “classiche”. Esso va letto tuttavia molto criti­ camente, soprattutto per quanto riguarda il cap. XIII. Citiamo infine due opere che, per ragioni diverse, sono as­ sai utili per affrontare una serie di problemi trattati nel libro. [7] E. V. i l ’e n k o v , La dialettica dell’astratto e del con­ creto nel “Capitale” di Marx, Feltrinelli, Milano, 1961. Nonostante alcune difficoltà (soprattutto iniziali) che la sua lettura oresenta, non si tratta di un’opera per gli “addetti •ivori”, ma ai una specie di “manuale di dialettica” che può venire direttamente utilizzato dal ricercatore nella sua pratica professionale. (Per la ragione opposta, può es­ sere invece saltata la lunga prefazione di L. Colletti.) [8] I. f e t s c h e r , Il marxismo - Storia documentaria, voi. I (Filosofia-Ideologia); voi. II (Economia-Sociologia); voi. Ili (Politica). Feltrinelli (Universale Economica), Milano, 1969-70. È un’antologia di brani, ordinati secondo un nesso logico,

Indicazioni bibliografiche

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tratti da opere di autori marxisti su problemi fondamen­ tali delle scienze sociali. Si tratta quindi di un’opera molto utile (nonostante l’angustia di certi commenti del cura­ tore), partendo dalla quale il lettore viene messo in grado di risalire, secondo le sue disponibilità, ai testi integrali.

Capitolo I Sulla pratica come motore del processo conoscitivo, si vedano: [9] i. f e t s c h e r , op. cit. [8], voi. I, pp. 253-55; [10] m a o t s e - t u n g , “Sulla prassi”, in m a o t s e - t u n g , Antologia, Edizioni Oriente, Milano, 1968, pp. 53-70; [11] m a o t s e - t u n g , “Contro la mentalità libresca”, ivi, pp. 31-39. (Gli scritti di Mao sono disponibili in più edizioni: oltre all’antologia indicata al [10], che consi­ gliamo, è stata pubblicata un’antologia presso Feltri­ nelli, ed è in corso di completamento la raccolta di Opere scelte (in 4 voli.) presso le Edizioni Oriente. Al­ cuni scritti più importanti sono poi disponibili in edi­ zioni separate.) Sul problema della divisione del lavoro, si veda, in gene­ rale, [12] a . h e g e d u s , “La divisione del lavoro nella struttu­ ra della società socialista”, in Critica marxista, a. V, 1967, n. 3, pp. 85-99. (Altra bibliografia ai capitoli successivi.) Sulla divisione tra lavoro intellettuale e lavoro manuale, e sugli ostacoli che tale divisione pone al progresso scien­ tifico, si rimanda all’ottimo libro di [13] b. f a r r i n g t o n , Lavoro intellettuale e lavoro m a­ nuale nell’antica Grecia, Feltrinelli (Universale Econo­ mica), Milano, 1970 (2a ed.). Uno dei motivi conduttori della rivoluzione culturale ci­ nese è stata la lotta contro la divisione tra lavoro intei-

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Come si fa ricerca

lettuale e lavoro manuale. T ra i moltissimi scritti in ma­ teria, vanno almeno letti: [14] il gruppo di articoli sulla rivoluzione dell’insegnamento in Cina, apparsi su Vento dell’Est, n. 13 (mar­ zo 1969), pp. 17-114; f i 5] “ La lotta tra le due vie nel campo deH'educazione”, in Vento dell’Est, n. 9 (genn.-marzo 1968), pp. 71-83; [ 16] Università e sviluppo della società comunista in Ci­ na (antologia a cura di m . q u a r a n t a ) , Marsilio Editori (Libri contro, n. 6), Padova, 1969. (11 lettore interessato all’approfondimento di questo tema troverà moito materiale nelle ultime annate delle due ri­ viste Vento dell’Est (trini.) e I Quaderni (mens.), edite entram be dalle Edizioni Oriente.) Sulle classi sociali (oltre alla bibliografìa indicata per il capitolo successivo), si veda [17] s. o s s o w s k i , Struttura di classe e coscienza socia­ le, Einaudi, Torino, 1966. Sulla lotta di classe, due letture appassionanti sono [ 1 8 ] k . m a r x , Le lotte di classe in Francia dal 1848 al 1850, Editori Riuniti, Roma, 1965; [ 1 9 ] k . m a r x , Il Diciatto Brumaio di Luigi Buonaparte, Editori Riuniti, Roma, 1965. Sull’evoluzione storica delle classi nelle società occiden­ tali, si vedano le due opere seguenti (la prima, fondamen­ tale, si riferisce prevalentemente all’Inghilterra): [20] M . d o b b , Problemi di storia del capitalismo, Edito­ ri Riuniti, Roma, 1958; [21] s. f . r o m a n o , Le classi sociali in Italia dal Medioe­ vo all’età contemporanea, Einaudi (Piccola Biblioteca Einaudi), Torino, 1966. Sulla funzione di controllo e contenimento svolta attual­ mente dalle scienze sociali, si possono consultare (più per gli spunti e le denunce che contengono, che per le loro analisi) i seguenti volumi: [22] Istituto Gramsci, Psicologia, psichiatria e rapporti di potere, Editori Riuniti, Roma, 1971;

Indicazioni bibliografiche

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[23] Istituto Gramsci, La medicina e la società contem­ poranea, Editori Riuniti, Roma, 1968. Sui rapporti tra scienza e politica, si rimanda a [24] R. r i c h t a , Civiltà al bivio. / problemi dello svilup­ po tecnologico e sociale, Angeli, Milano, 1968 (solo il cap. IV); [25] b. f a r r i n g t o n , Scienza e politica nel mondo anti­ co, Feltrinelli (Universale Economica), Milano, 1960. *

Per lo scienziato, la presa di posizione politica si fonda sulla motivazione scientifica, e non viceversa: per un esem­ pio concreto, si legga la bella biografia di Norman Bethune: [26] s. g o r d o n e t . a l l a n , Il bisturi e la spada - La sto­ ria del dottor Bethune, Feltrinelli (Universale Econom i­ ca), Milano, 1969 (2a ed.). Sulla necessità di riformulare una scienza, quando ci si trovi in presenza di un soggetto storico ( = una classe) più avanzato, si raccomandano le seguenti letture: [27] e . d e m a r t i n o , “Intorno a una storia del mondo popolare subalterno”, in Società, a. V, 1949, n. 3, pp. 411-35; [28] c. L u p o r i n i , “Intorno alla storia del ‘mondo popo­ lare subalterno’ ”, in Società, a. VI, 1950, n. 1, pp. 95-106. (Il dibattito tra questi due autori è poi proseguito in Società, a. VI, 1950, n. 2, pp. 306-12. La rivista So­ cietà, da tempo esaurita, è tuttavia reperibile presso le biblioteche.) [29] e . d e m a r t i n o , “Note lucane”, in Società, a. VI, 1950, n. 4, pp. 650-67; [30] r . d e l c a r r i a , “Sulla necessità di una storia ‘a ro­ vescio’ ”, che rappresenta l’introduzione all’opera dello stesso autore, Proletari senza rivoluzione - Storia delle classi subalterne itediane dal 1860 al 1950, Edizioni Oriente, Milano, 1966, voli. 2. [31] x i a x i a n g , “Scrivere la storia delle masse e per le masse”, in Vento dell’Est, n. 3 (1966), pp. 29-43.

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Come si ja ricerca

A dimostrazione del fatto che l’applicazione di un metodo costituisce essa stessa lavoro scientifico, si possono vedere: [32] “La filosofia in mano a operai, contadini e soldati”, in Vento dell'Est, n. 3 (1966), pp. 56-68; [33] il gruppo di articoli apparsi su Vento deli Est, n. 18 (luglio 1970), pp. 16-56. Sul problem a della formazione e dello sviluppo dell’indi­ viduo attraverso studio e lavoro, si rimanda all’opera, mol­ to chiara, di [34] b . s u c h o d o l s k i , Fondamenti di pedagogia marxi­ sta, La Nuova Italia, Firenze, 1967 (in particolare, i capp. 2, 3, 4, 8 e 9), o, più brevemente, ai brani di M arx e Engels riportati in [35] i. f e t s c h e r , op. cit. [8], voi. I, pp. 72-81.

Capitolo l ì Sull’impossibilità di fare enunciazioni scientifiche corrette su la società, o l’uomo-in-generale, si rimanda a [36] v. i. l e n i n , “Che cosa sono gli ‘amici del popolo’, e come lottano contro i socialdemocratici?”, in Opere scelte, Editori Riuniti, Roma, 1965, pp. 1-62; [37] l . c o l l e t t i , “Il marxismo e la sociologia”, nell’o­ pera dello stesso autore, Ideologia e società, Laterza, Bari, 1969, pp. 3-59. Sulla subordinazione del potere politico (esercitato attra­ verso lo Stato) al potere economico, e sulla conseguente “riunificazione del committente”, si vedano: [38] v. I. lenin , “Stato e rivoluzione”, in Opere scelte, Editori Riuniti, Roma, 1965, pp. 847-947 (quest’opera è stata pubblicata anche separatamente presso Editori Riuniti, Samonà e Savelli, e Feltrinelli; in quest’ultima edizione compare con K. M arx, Critica del programma di Gotha); [39] i. f e t s c h e r , op. cit. [8], voi. Ili, pp. 7-33 (sezio­ ne “Lo stato in generale”);

Indicazioni bibliografiche

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[40] R. M i l i b a n d , Lo stato nella società capitalistica, Laterza, Bari, 1970. Alcuni esempi di rapporti tra ricercatore e committente possono leggersi in [41] Autori vari, Sociologi e centri di potere in Italia, Laterza, Bari, 1962 (in particolare, i contributi di a . c a r b o n a r o , p p . 227-35; l . c a v a l l i , p p . 237-47 e v . RIESE R , pp. 309-26). Più in generale, sui rapporti tra ricerca e potere si veda: [42] g . a . g i l l i , “Una intervista: la negazione sociolo­ gica”, in L ’istituzione negata, a cura di f . b a s a g l i a , Einaudi (Nuovo Politecnico), Torino, 1968, pp. 339-60, al cui interrogativo finale ( = è possibile fare ricerca sen­ za potere?) il presente libro fornisce una risposta. Sul problema dei rapporti tra riforme e m utam ento socia­ le (e anche, più concretamente, sulla necessità di formu­ lare i propri obbiettivi d’azione in rapporto alle risorse disponibili) si veda: [43] v. i. l e n i n , “L’estremismo, malattia infantile del co­ muniSmo”, in Opere scelte, Editori Riuniti, Roma, 1965, pp. 1381-462 (pubblicato anche separatamente presso lo stesso editore). Sulle classi sociali, oltre all’opera di Ossowski già citata [17], si veda: [44] i. f e t s c h e r , op. cit. [8], voi. II, pp. 275-345 (“Le classi”, con passi di M arx e Engels, e il relativo dibat­ tito). La letteratura sociologica sulle classi sociali è sterminata; viceversa, sono rarissimi gli scritti che discutono come de­ terminare, in concreto, i limiti e l’appartenenza di classe. Tra questi pochi si vedano: [45] m a o t s e - t u n g , “Analisi delle classi nella società cinese”, in Antologia, Edizioni Oriente, pp. 6-15; [46] m a o t s e - t u n g , “Come determinare l’appartenenza di classe nelle campagne”, in Opere scelte, Edizioni Oriente, Milano, 1969, voi. I, pp. 147-50 (è l’unico, tra gli scritti di M ao citati nella presente bibliografia, a

Come si ¡a ricerca

286

non essere compreso nell’antologia consigliata sopra

[ 10]);

[47] w. h i n t o n , Fanshen - Un villaggio cinese nella ri­ voluzione, Einaudi, Torino, 1969 (si leggano i capitoli in cui si descrive l’assegnazione di classe dei singoli ca­ pifamiglia del villaggio). Per un’utile analisi critica della letteratura sociologica tra­ dizionale in materia di classi, si vedano: [48] B. b e c c a l l i , “Trasformazioni della classe operaia in alcune analisi sociologiche”, in Quaderni Rossi, n. 5 (aprile 1965), pp. 142-72; [49] b. b e c c a l l i , “La nozione di mobilità sociale nel capitalismo”, in Quaderni Rossi, n. 2 (giugno 1962), pp. 202-2 I .

Capitolo III Alcuni aspetti del processo di istituzionalizzazione delle scienze sociali vengono chiariti, più o meno implicitamen­ te, in [50] c. w r i g h t M IL L S, IJimmaginazione sociologica, Il Saggiatore, Milano, 1962 (in particolare, il cap. III). Sul rapporto tra funzioni manifeste e funzioni latenti, si rimanda alla trattazione, ormai classica, di [ 5 1 ] r . k . m e r t o n , “Funzioni manifeste e funzioni laten­ ti”, nell’opera dello stesso autore. Teoria e struttura so­ ciale, Il Mulino, Bologna, 1966 (2“ ed.), pp. 100-33. Come analisi di forme organizzative particolari, si consi­ glia la lettura di [52] e . G e r m a in , La burocrazia, Samonà e Savelli (qua­ derni di “rouge”), Roma, 1969; [53] a . g o u l d n e r , Modelli di burocrazia aziendale (pub­ blicato insieme con Lo sciopero a gatto selvaggio), E tas/ Kompass, Milano, 1970, pp. 1-205.

Indicazioni bibliografiche

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Per un accostamento all’analisi sociologica dei fenomeni dell’industria, dell’azienda e del lavoro, rimandiamo gene­ ricamente al [54] Trattato di sociologia del lavoro, a cura di G. f r i e d m a n n e p. n a v i l l e , Edizioni di Comunità, Milano, 1963, voli. 2, che, di tutte le opere di questo tipo, è la più vicina a un’impostazione critica dei diversi problemi. Sull’individuazione del vero problema, e sui rapporti tra ricercatore e committente, si può infine vedere: [55] l . c a v a l l i , “Comunicazioni e gruppi di potere in una grande azienda metalmeccanica”, apparso in L ’in­ dustria e i sociologi (a cura di L. g a l l i n o ) , Edizioni di Comunità, Milano, 1962, pp. 121-35.

Capitolo IV SEZIONE i

Sul rapporto tra tecniche e potere, si veda l’art. di G. A. Gilli già citato [42]. Sull’impiego del potere (tecnico e non-) all’interno dell’i­ stituzione manicomiale, è fondamentale lo scritto di [56] a . s l a v i c h , “Mito e realtà deH’autogoverno'’, in L'istituzione negata, a cura di F. b a s a g l i a , Einaudi (Nuovo Politecnico), Torino, 1968, pp. 181-201. Sul concetto di potere, si rimanda a [57] t . p a r s o n s , “Sul concetto di potere politico”, in Classe, potere, status - Status e rapporti di potere, a cura di r. b e n d i x e s. m . l i p s e t , Marsilio Editori, Pa­ dova, 1970, pp. 87-138. Purtroppo, è. uno scritto molto difficile, che presuppone, per di più, una certa conescenza del pensiero di quest’au­ tore.

288

Come si fa ricerca

SEZIONE II

Per quanto riguarda le singole tecniche, non possiamo in­ dicare alcuna integrazione nei vari manuali, pressoché inu­ tilizzabili. Per uno sguardo veloce sulle diverse tecniche (m a non certo per utilizzare le prescrizioni ivi contenute), può essere utile la lettura della voce [58] “Metodi”, in Sociologia, a cura di r . K ö n ig , Enci­ clopedia Feltrinelli-Fischer, Milano, 1964. Da un punto di vista completamente diverso, è utile la lettura di [59] l . l a n z a r d o , “Rapporto tra scopi e strumenti del­ l’inchiesta”, in Quaderni Rossi, n. 5 (aprile 1965), pp. 105-33, così come la lettura degli altri saggi contenuti nello stesso fascicolo, nonostante l'equivoco, talvolta presente, che la sociologia sia uno strumento impugnabile dall’alto e dal basso (equivoco rivelato anche dal titolo del fascicolo, “Uso socialista deH’inchiesta operaia"). Sull’osservazione partecipante, si raccomanda vivamente la lettura di [60] o. L e w i s , I figli di Sdnchez, Mondadori, Milano, 1966; [61] o. L e w i s , Pedro Martinez, M ondadori, Milano, 1968. In una prospettiva di partecipazione meno diretta, ma sto­ ricamente più profonda, si veda anche [62] e . d e m a r t i n o , Sud e magia, Feltrinelli, Milano, 1959. Sull’autobiografia come strumento di ricerca, si possono ancora leggere [63] d. m o n t a l d i , Autobiografìe della leggera. Einaudi, Torino, 1961 (in particolare, la lunga “Introduzione”); [64] e . v a l l i n i , Operai del Nord, Laterza, Bari, 1957. [65]

g. c h i a r e t t i ,

“Interviste nel Polesine”, in Autori

Indicazioni bibliografiche

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Vari, Materiali di ricerca, Marsilio Editori, Padova [di prossima pubblicazione]. Questo articolo mostra vividamente l’assurdità dell’intervi­ sta condotta col metodo tradizionale, e (tanto più) di quel­ la condotta su questionario, alla cui redazione l’intervista­ tore non ha partecipato. SEZIONE III

[66] a . s. m a k a r e n k o , Poema pedagogico, Editori R iu­ niti, Roma, 1962. È un’opera affascinante, oltreché dal punto di vista scien­ tifico, anche da quello letterario: è la storia della crescita di una comunità di ragazzi delinquenti, esaminata nell’am­ bito di sviluppo della (allora) giovane società sovietica. Ne consigliamo la lettura secondo questi due angoli visuali: a) verificare come l’organizzazione, di volta in volta attri­ buitasi dal gruppo, ha favorito la sua crescita, in relazione ai bisogni del gruppo, e alle risorse concretamente dispo­ nibili; b) analizzare le condizioni di crescita dell’individuo all’in­ terno di una crescita collettiva del tipo qui raffigurato. Soprattutto in relazione al punto b), ra di [67] g . l u k à c s , “M akarenko: il nell’opera dello stesso autore, La Editori Riuniti, Roma, 1955, pp.

è assai utile la lettu­ Poema pedagogico”, letteratura sovietica, 169-233.

Nello stesso ordine di problemi, ma in tono molto mi­ nore, si veda ancora [68] a . s. MAKARENKO, Bandiere sulle torri, Editori R iu­ niti, Roma, 1955. Sul problema del linguaggio da usare con l’oggetto, si veda: [69] m a o t s e - t u n g , “Contro lo stile stereotipato del partito”, nella già citata Antologia, Edizioni Oriente, Milano, 1968, pp. 201-16;

290

Come si fa ricerca

[70] , “Interventi alle conversazioni sulla letteratura e l’arte a Yenan”, in Antologia, cit., pp. 21747. m a o

tse

tung

Capitolo V Come indicazione generale di lettura per questo capitolo, oltre agli scritti di E. V. Il’enkov [7] e di Mao [10] ri­ chiam ati innanzi, si raccomanda (nonostante alcune diffi­ coltà che la sua lettura presenta) il fondamentale articolo di [71] k . l e w i n , “Il confronto tra una concezione aristo­ telica ed una concezione galileiana nella psicologia con­ tem poranea”, nell’opera dello stesso autore, Teoria di­ namica della personalità, Giunti-Barbera, Firenze, 1965, pp. 9-50. Si veda inoltre [72] m a o t s e - t u n g , “D a dove provengono le idee giu­ ste?”, compreso nella citata Antologia, pp. 439-41. Gli scienziati di professione non sono gli unici protago­ nisti dello sviluppo scientifico: per questo punto è assai utile la lettura di [73] m a o y i s h e n g , “Alcune considerazioni sulle espe­ rienze scientifiche”, in Vento dell’Est, n. 3 (1966), pp. 44-55. Sul problema del condizionamento sociale del processo conoscitivo, analizzato in vari paragrafi di questo capi­ tolo, si vedano [74] k . m a r x e f . e n g e l s , L ’ideologia tedesca, Editori Riuniti, Roma, 1958 (in particolare le pp. 9-76); [75] z. b a u m a n , Lineamenti di una sociologia marxista, Editori Riuniti, Roma, 1971 (più precisamente, le pp. 79-96 e 248-320). Sul concetto di potere, si richiamano gli scritti di A. Slavich [56] e T. Parsons [57] già segnalati.

Indicazioni bibliografiche

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Sulla distinzione tra fatti semplici e fatti complessi, è fon­ damentale la lettura dei brani raccolti in [76] I. f e t s c h e r , op. cit. [8], voi. I, pp. 97-173 (“La filosofia marxista della storia” ; in particolare, il passo di M arx a pp. 101-02). Il lettore che intenda esercitarsi a scoprire, nella miriade di fatti sociali, quelli essenziali e quelli secondari, e il re­ lativo rapporto, può leggere [77] g . f r e y r e , Padroni e schiavi - La formazione della famiglia brasiliana in regime di economia patriarcale, Einaudi, Torino, 1965. Contro il relativismo e il convenzionalismo, si legga il passo di Lenin riportato in [78] I. f e t s c h e r , op. cit. [8], voi. I, pp. 250-53. Sul problema della realtà e delle sue apparenze (solo ac­ cennato qua e là nel testo), si rimanda a [79] v . r i e s e r , “L’ ‘apparenza’ del capitalismo nell’ana­ lisi di M arx”, Quaderni di Sociologia, voi. XV, 1966, n. 1, pp. 57-88. Sul problema dei bisogni, il lettore interessato a ricerche concrete in questa direzione dovrebbe partire dal già ci­ tato B. Suchodolski [34]. Appendice B sez io n e i

Sono sufficienti gli scritti di E. V. Il'enkov [7] e K. Levvin [71] già segnalati. SEZIONE II

Per approfondire l’impostazione sociologica tradizionale della devianza, si veda, oltre alle opere di T. Parsons e di A. K. Cohen indicate alla nota 37,

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Come si fa ricerca

[80] R. k . M ERTON, Teoria e struttura sociale, Il Mulino, Bologna, 1966 (2il ed.), capp. IV e V. Sulla necessità di fare oggetto dell’analisi non la Societàin-generale, bensì la società capitalistica, si rimanda alle opere, già consigliate, di V. I. Lenin [36] e di L. Colletti [37]. Sulla contraddizione, è indispensabile lo studio dello scritto di [81] m a o t s e - t u n g , “Sulla contraddizione”, in Antolo­ gia, pp. 71-111. In tema di divisione capitalistica del lavoro, oltre all’arti­ colo di A. Hegediis citato [12], si segnalano: [82] a . d e p a l m a , “L’organizzazione capitalistica del la­ voro nel Capitale di M arx”, Quaderni di Sociologia, voi. XV, 1966, n. 1, pp. 11-56 (che fornisce un’impo­ stazione generale assai utile); [83] (Anonimo), “ La divisione del lavoro in fabbrica”, in II manifesto, ott.-nov. 1969, n. 5 /6 , pp. 28-37. T ra gli scritti suscitati da quest’ultimo lavoro, si vedano: [84] m . s a l v a t i e b . b e c c a l l i , “Divisione del lavoro Capitalismo, socialismo, utopia”, Quaderni piacentini, a. IX (aprile 1970), n. 40, pp. 18-52; [85] f . c i a f a l o n i , “Divisione del lavoro e lotte ope­ raie”, Quaderni piacentini, a. IX (luglio 1970), n. 41, pp. 50-61. Numerosi aspetti della divisione capitalistica del lavoro so­ no stati presi a bersaglio dalla pubblicistica che ha accom­ pagnato il fenomeno della rivoluzione culturale cinese. Q ua­ si ogni fascicolo di Vento dell'Est e dei Quaderni delle Edizioni Oriente contiene materiali assai interessanti su questo argomento. Segnaliamo in particolare: [ 8 6 ] x u j i n q i a n g , “La trasformazione rivoluzionaria del­ l’impresa a Daqing”, in Vento deli Est, n. 5 (genn. 1967), pp. 33-49; [87] Vento deliE st, n. 15-16 (die. 1969) e 21 (marzo 1961).

Indicazioni bibliografiche

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Sui problemi, più specifici, della divisione del lavoro nel sistema aziendale, si richiama il Trattato di sociologia del lavoro (a cura di G. Friedmann e P. Naville) già citato [54]. Sui problemi della differenziazione e specializzazione fun­ zionale nei sistemi sociali, l’opera fondamentale è rappre­ sentata da [ 8 8 ] T. PARSONS e R. F. b a l e s , Famiglia e socializzazio­ ne [di prossima pubblicazione in italiano]. Quest’opera (alquanto difficile) è essenziale per compren­ dere secondo quali leggi oggettive ha luogo il mutamento dei sistemi e sotto-sistemi sociali (con particolare riferi­ mento al sotto-sistema “famiglia”). Si vedano soprattutto i capp. 1, 2, 6, 7, e la “Introduzione” all’edizione italiana. Capitolo VI SEZIONE I

Le nozioni statistiche fornite nel testo, benché elementari, sono sufficienti al tipo di ricerca qui illustrato. Come inte­ grazione, richiamiamo due opere già consigliate, quella di H. M. Blalock, jr. [5] e quella di G. B. Flores d’Arcais [3], entrambe di impostazione tradizionale. Più specificamente: sulle distribuzioni di frequenza (assolute e percentuali), c sulle relative rappresentazioni grafiche, si veda Flores d’Ar cais, cap. Ili (pp. 33-57); sulle misure di tendenza centrale, v. Flores d’Arcais, cap. VI (pp. 58-80; in particolare le pp. 69-76, dedicate alla mediana, che nel nostro testo risulta un po’ trascurata); v. anche Blalock, § 5.4 (pp. 99-104); sulle misure di dispersione, si veda Flores d’Arcais, cap. VI (pp. 105-22); oppure Blalock, cap. 6 (pp. 111-27), con particolare attenzione al poefficiente di variabilità (pp. 126-27), non trattato nel nòstro testo.

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Come si fa ricerca

Per l’interpretazione dello s.q.m. (§ 113 del nostro testo), cfr. Blalock, pp. 139-41. Un panoram a abbastanza completo (ma sbrigativo) delle tecniche matematiche è contenuto in M. Duverger, op. cit. [2], pp. 414-47. Le pp. 425-47 (“L’analisi matematica”) forniscono alcune prime indicazioni su una m ateria che nel nostro testo non è stata trattata (misure di associazio­ ne, correlazione, ecc.). Gli stessi argomenti vengono esaminati, molto più appro­ fonditamente, nel Blalock e nel Flores D ’Arcais. U n’opera molto utile per affrontare con maggior confiden­ za i problemi quantitativi concreti della ricerca (con par­ ticolare riferimento alla sua esposizione grafica) è [89] H. z e i s e l , Ditelo con i numeri, Marsilio Editori, Padova, 1968. SEZIONE II

Sui vari problemi connessi alla classificazione, si veda Flo­ res D ’Arcais, pp. 46-51, e Blalock, pp. 61-70. Sull’analisi attraverso contraddizioni si segnala, oltre allo scritto “Sulla contraddizione” già consigliato [81], [90] m a o t s e - t u n g , “Sulla giusta soluzione delle contrad­ dizioni in seno al popolo”, in Antologia, pp. 379-419, che può essere letto come dimostrazione, in concreto, della necessità di una continua ri-classificazione della situazione in rapporto al variare degli obbiettivi. Capitolo V II Per un’esposizione del campionamento (secondo l’imposta­ zione tradizionale) più dettagliata della nostra, rimandiamo a H. M. Blalock jr., op. cit. [5], cap. 22 (pp. 625-59); W. J. Goode e P. K. H att, op. cit. [1], cap XIV (pp. 325-59); M. Duverger, op. cit. [2], pp. 187-215.

Indicazioni bibliografiche

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Sul problema della sufficienza del campione, cfr. Blalock, pp. 270-73. Per il resto, si rimanda all’opera di U’enkov spesso richia­ mata [7].

Capitolo V ili Sul problema della contraddizione, si rimanda ai già citati scritti di Mao, “Sulla contraddizione” [81], e “Sulla giusta soluzione delle contraddizioni in seno al popolo” [90]. Questo secondo scritto va tenuto presente, in particolare, quando si affronti il problema delle contraddizioni nell’og­ getto (§ 150). Sulla divisione capitalistica del lavoro, si richiamano le in­ dicazioni fornite sopra per l’Appendice B. Sulla frammentazione delle mansioni operaie, può essere utile consultare, oltre al Trattato di sociologia del lavoro (a cura di G. Friedmann e P. Naville) già citato [54], le se­ guenti opere: [91] G. f r i e d m a n n , Lavoro in frantumi, Edizioni di Co­ munità, Milano, 1960; [92] G. f r i e d m a n n , Problemi umani del macchinismo in­ dustriale, Einaudi (Paperbacks), Torino, 1971. Sulla famiglia, rimandiamo alla già citata opera di T. Par­ sons e R. F. Bales [88], soprattutto ai capp. 1 e 2.

Capitolo IX Sui limiti della divisione del lavoro nella ricerca, si veda il già citato [11] scritto di Mao, “Contro la mentalità libre­ sca” (in particolare, l’ultimo paragrafo).

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Come si fa ricerca

Sui problemi di esposizione, si vedano i passi riportati in [93] i. f e t s c h e r , op. cit. [8], voi. I, pp. 218-19. Come “ modello di esposizione” di una ricerca, è utile ana­ lizzare [94] A. DE PALMA, V. RIESER C E. SALVADORI, “ L’inchiesta alla FIA T nel 1961”, in Quaderni Rossi, n. 5 (apr. 1965), pp. 214-55 (sul quale vedi però l’avvertenza fatta per [59]). Similmente, per affrontare correttamente i problemi dello stile e del linguaggio da usare nella stesura della Relazione di ricerca, può essere utile rileggere due articoli di Mao già segnalati, “Contro lo stile stereotipato del partito” [69], e “Interventi alle conversazioni sulla letteratura e l’arte a Y enan” [70].

N ote

1 L’opera citata è L. Fcstinger, H. W. Ricckcn e S. Schachter, When Prophecy Fails: A Social and Psychological Study of a M odem Group That Predicted thè Destruction o f thè W orld [Q uando la profezia fallisce: studio socio-psicologico di un gruppo m oderno che predisse la distruzione del m ondo], University o f M innesota Press, M inneapolis, 1956. P er un riassunto delle critiche, sia “tecni­ che” sia “deontologiche” , a questa e altre opere realizzate a ttra ­ verso il m etodo dell'osservazione partecipante, si rim anda a K . T. Erikson, “A C om m ent on Disguised Observation in Sociology”, Social Problems, voi. 14, 1967, pp. 366-73. 2 Si veda R alf D ahrendorf, Sociologia dell'industria e dell'azienda, Jaca Books, M ilano, 1967, p. 8 (nostro corsivo). 3 P er m eglio com prendere questo carattere delle istituzioni, può essere utile confrontarle con l’altra form a di azione collettiva o r­ ganizzata, le o r g a n iz z a z io n i. Per una rapida contrapposizione di queste due form e si veda G . A. Gilli, "U na intervista: la negazione sociologica” , in L ’istituzione negata (a cu ra di F. Basaglia), E in au ­ di, T orino, 1968, soprattutto alle pp. 341-42.

4 Così S. Piccone Stella, “ Perché i sociologi U.S.A. non possono spiegare la rivolta negra”, La critica sociologica, autunno 1967, 3, pp. 3-18. 5 C itato in Ernest Kaiser, “ R ecent L iterature on Black L iberation Struggles and thè G hetto Crisis - A B ibliographical Survey”, Scien­ ce and Society, voi. XXXIII, 1969, pp. 168-96. L a citazione è a p. 175 (nostro corsivo). 0 Su questo punto si veda in particolare E. Fachinelli, “Il desiderio dissidente”. Quaderni piacentini, a. V II, 1968, 33, pp. 74-9. T A ll’inizio del lavoro delim itavam o le generazioni con riferim ento al passaggio, nella vita degli individui, da una prem inenza della “fam iglia di orientam ento” ( = quella in cui l’individuo nasce) a una

f

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Come si ]a ricerca

prem inenza della “ fam iglia di procreazione” {= quella che l’indi­ viduo si costituisce). E ra chiaro, tuttavia, che, in questo m odo, il passaggio alla gene­ razione successiva restava un fatto m eram ente privato, legato, cioè, alle vicende del ciclo di vita del singolo individuo. A bbiam o così attribu ito a tale term ine un valore più oggettivo, di “evento sociale collettivo”, sop rattu tto in seguito alla lettura dell’articolo di N. B. R yder, “T he C ohort as a C oncepì in thè Study o f Social C hange”, Am erican SociologicaI Review, voi. 30, 1965, pp. 843-61. 8 Su questo punto si veda in particolare T. Parsons e R. F. Bales, Fam ily, Socialization, and Interaction Process, T he Free Press, G lencoe, 1955 [di im m inente pubblicazione in italiano col titolo Famiglia e socializzazione], soprattutto verso la fine del cap. II. 9 In questa sede parliam o ancora di “oggetto” in riferim ento, non solo al gruppo sociale su cui la ricerca si svolge, m a anche in rife­ rim ento al tem a di ricerca. La possibilità di adottare un term ine unico è un’ulteriore conferm a del fatto che la scoperta del tem a è strettam ente legata all’individuazione dei personaggi. 10 “Socializzazione professionale” era per noi l’insiem e dei m ec­ canism i e dei processi che assicurano il passaggio dalla condizione pre-professionale a quella professionale, - intendendo per “profes­ sione” non solo le libere professioni, m a qualsiasi ruolo lavorativo all’interno del sistem a occupazionale generale. Q uanto alla socializzazione generazionale, essa veniva definita, sim ilm ente, com e l’insieme dei m eccanism i e dei processi attraverso i quali si attu a il passaggio d a u na generazione all’altra, conside­ rando le generazioni come sistemi sociali, e cioè, com e centri di potere e di interessi (e quindi, di valori e di cultura) antagonistici tra loro. 11 R icordiam o in particolare Che cos’è la psichiatria?, a cura di F. Basaglia, A m m inistrazione provinciale di Parm a, Parm a, 1967; L'istituzione negata (a cura dello stesso), Einaudi, T orino, 1968. 12 D obbiam o spiegare brevem ente questa identità che si è venuta a instaurare, p er noi, tra Basso e oggetto di ricerca. L ’analisi storica della ricerca sociologica ci aveva m ostrato che essa è per lo più condotta su (o m eglio: contro) le classi inferiori, che, cioè, l’og­ getto tradizionale della ricerca sono le classi prive di potere, - ed era contro questo tipo di ricerca che intendevam o operare. Il fatto che vengano condotte ricerche anche sulle élites non contraddice la nostra afferm azione che il bersaglio vero della ricerca tradizio­ nale è il Basso, - così come l’analisi del diritto borghese, condotta in term ini di lotta di classe, non viene contraddetta dal fatto che ogni tanto i tribunali si pronuncino anche contro qualche espo­ nente della classe al potere. 13 P er “sindacato” intendevam o allora, un po’ genericam ente, un

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insiem e di organi e di ruoli di livello diverso, dai responsabili p ro ­ vinciali ai m em bri di Com m issione interna, dagli operatori di zona agli attivisti di base. 14 In proposito, non siam o tuttavia m ai riusciti a ottenere dati quantitativi più precisi, e neanche a sciogliere il dubbio se si trat­ tasse, in effetti, di m aggior partecipazione alle lotte (estensione), o non, piuttosto, di m aggior evidenza assunta dai giovani nel corso della lo tta (intensità). 15 Le SAS, (o, più correttam ente, SSA), Sezioni Sindacali A zien­ dali, sono le assem blee degli iscritti a ciascun Sindacato. 16 Sono le ragioni che abbiam o già richiam ato in altri casi, per giustificare il nostro privilegiam ento della contestazione svolta al­ l'interno della propria m ansione, e il corrispondente disfavore ver­ so la contestazione intesa com e attività specializzata. V i abbiam o indicato, tuttavia, anche un elem ento nuovo, che avevam o indivi­ duato nel frattem po, e cioè, il fatto che questo gruppo prescin­ desse com pletam ente dalla propria m ansione, provasse cioè un’as­ soluta indifferenza per il problem a personale “lavoro”. 11 contatto con gli opterai ci aveva invece perm esso di accorgerci che il lavoro rappresenta, per il lavoratore, un grosso investim ento - m agari anche un investim ento m ancato - sia cognitivo, sia m o ­ tivazionale, sia attinente alla sfera m orale, e che insom m a l’analisi della contestazione operaia non può non tenere conto della coscien­ za professionale dell’operaio. 17 Si tratta di Johan G altung, Theory and M ethods o f Social R e­ search, U niversitetvorlaget, Oslo, 1967. L a citazione è a p. 147. 18 Sulle tre form e di potere illustrate nel testo si veda, per tutti, A m itai Etzioni, Sociologia dell’organizzazione, Il M ulino, Bologna, 1967, cap. 6 (in particolare, le pp. 112-14). 19 Così G altung, op. cit., p. 159 (nostro corsivo). G altung si rife­ risce qui alle inchieste d'opinione, m a il suo ragionam ento è facil­ m ente generalizzabile a tutti i tipi di ricerca fondata su interviste. L a citazione che segue è a p. 157 della stessa opera. 20 Si veda W . J. G oode e P. K. H att, Metodologia della ricerca sociale, Il M ulino, Bologna, 1966, pp. 194-95. 21 Cfr. R. D ahrendorf, Sociologia dell'industria e dell’azienda, cit., p. 16. 22 Vedi G altung, op. cit., pp. 161-63; vedi anche W . J. G oode e P. K. H att, op. cit., pp. 287-323. 23 C fr. Clyde K luckhohn, “T he Personal D ocum ent in A nthropological Science”, in L. G ottschalk, C. K luckhohn e R. A ngeli, The

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Come si fa ricerca

Use o f Personal D ocum enti in l i ¡story, Anthropology and Sociology, Social Science R esearch Council, Bulletin 53, N ew Y ork, 1945, pp. 118-19. 24 P er tu tta questa parte facciam o soprattutto riferim ento a R. K. M erton, M . Fiske e P. L. K endall, “T he G roup Interview ” , in The Focused Interview, T he Free Press, G lencoe, 1956, pp. 135-69. 25 Si tratta, in realtà, di una situazione ancor più generale, - quella cioè di u na classe scolastica com posta da allievi di diversa estra­ zione sociale. Per u na persuasiva docum entazione delle “vicende” di un gruppo così com posto, si veda Lettere a una professoressa, L ibreria Editrice F iorentina, Firenze, 1967. 20 Si veda, p. es., W . H inton, Fanslien - Un villaggio cinese nella rivoluzione, Einaudi, T orino, 1969, soprattutto il cap. I l e i suc­ cessivi. 27 Si veda C. K luckhohn, op. loc. cit. 28 P er la dim ostrazione di questo punto rim andiam o a T. Parsons e R. F . Bales, Family, Socialization, and Interaction Process, cit., soprattutto al cap. I e alla nostra “ Introduzione” all’edizione ita­ liana. C on “sistem a professionale” si intende l’insieme di tutte le oc­ cupazioni e professioni di ogni tipo e livello, considerato d al punto di vista del ruolo che tale sistem a occupa, e delle funzioni specia­ lizzate che svolge, all’interno della società generale. 23 L a prim a utilizzazione sistem atica di questo concetto si è avuta nell’opera di S. A. Stouffer et alii, The American Soldier, Princeton U niversity Press, Princeton, 1949. Per una sistem azione rigorosa (m a non certo critica) del concetto, si rim anda allo studio di R. K. M erton e A. S. Rossi, pubblicato in R. K. M erton, Teoria e strut­ tura sociale, 11 M ulino, Bologna, 1966 (2 ed.), pp. 366-80. :t0 È u na situazione m olto simile a quella descritta nella parabola dei vignaiuoli (V angelo secondo M atteo, XX, 1-16), in cui i vigna­ iuoli che hanno lavorato per tutta la giornata si lam entano, a sera, col padrone della vigna, non perché la loro m ercede non sia stata p ag ata com e convenuto, m a perché la stessa m ercede è stata p a­ gata, in egual m isura, anche a chi ha lavorato solo una parte della giornata. L a risposta del padrone della vigna è, dal punto di vista teorico, del tutto insoddisfacente: egli si richiam a, cioè, al proprio diritto di pagare chi vuole com e vuole. D ’altronde, una risposta corretta a livello teorico, u na risposta, cioè, che si fosse richiam ata ai biso­ gni oggettivi, avrebbe finito col m ettere in discussione la sua stessa proprietà privata della vigna. 31 Stiam o sem pre parlando, beninteso, di scienze sociali. N elle

Note

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scienze della natura, il rapporto tra strum enti teorici e stru ttu ra sociale esiste egualm ente, m a è m olto più indiretto. 32 Per i diversi usi del concetto di alienazione si veda V. Rieser, “Il concetto di ‘alienazione’ in sociologia” , Quaderni di Sociologia, voi. XIV, 1965, pp. 131-70. 33 C fr. T . Parsons e R. F. Bales, Family, Socialization, and Inter­ action Process, op. cit., pp. 46-47, nota 18. 34 A riprova di queste incertezze si legga la voce “concept” sul Dictionary o f thè Social Sciences, a cu ra di J. G ould e W. L. Kolb, Tavistock, London, 1964. (N otiam o che si tratta di un’opera “uffi­ ciale”, com pilata sotto il patrocinio dcll’Unesco.) Si veda anche, sullo stesso Dictionary, la voce “variable”. 35 Su questo punto si vedano anche le conclusioni della ricerca esposta nell’Appendice A (in particolare, i §§ 8 e 12 di tale A p ­ pendice). 36 C fr. T alcott Parsons, Il sistema sociale, Edizioni di C om unità, M ilano, 1964, p. 307 (nostro corsivo). 37 L’esposizione di questo schem a è stata forzatam ente sem plificata. II lettore interessato a ricostruire lo schem a tradizionale della de­ vianza nella sua com pletezza potrà farlo su T. Parsons, Il sistema sociale cit., cap. VII, o su A. K. C ohen, Controllo sociale e com ­ portamento deviatile, Il M ulino, Bologna, 1969, capp. I e II. 38 Q uesti fatti sono astrattam ente eguali (nel m odo che si è detto) solo di fronte alla legge; la visione sociologica tradizionale della devianza coincide dunque con la concezione le g a le della devian­ za, - concezione che, com e noto, si m uove su presupposti di con­ servazione dell'ordine sociale esistente. 39 C fr. T . Parsons, op. loc. cit. A bbiam o qui un esem pio evidente di quella “degradazione dei fatti” da fonte di teoria a m eri esem ­ pi, di cui si è detto al 3 38. 40 Cfr. R alf D ahrendorf, Uscire dall’utopia, Il M ulino, Bologna, 1971, p. 209. 41 Q uando i soggetti investiti da questo processo non sono i singoli individui, m a sistemi e sotto-sistem i sociali, si parla, più propria­ m ente, di d if f e r e n z ia z io n e e di s p e c ia liz z a z i o n e f u n z io ­ n a le . 42 N on si vuole discutere, in questa sede, se la percentuale di p ar­ tecipazione agli scioperi sia, o m eno, un indicatore adeguato della com battività operaia.

302

Come si fa ricerca

43 N el § 106 abbiam o m ostrato com e si calcola la m edia quando i diversi elem enti della distribuzione sono raggruppati in classi. N el­ l’esem pio fatto allora ( = dim ensioni delle famiglie), tuttavia, ogni classe coincideva con una possibile dim ensione reale della fam iglia: la prim a classe, cioè, com prendeva la dim ensione “un m em bro”, la seconda classe la dim ensione “due m em bri”, e così via. S arebbe però anche stato possibile fare classi che com prendes­ sero, ciascuna, due o più dim ensioni: per es., la prim a classe avrebbe potuto com prendere “da uno a due m em bri”, la seconda classe, “d a tre a q uattro m em bri”, e così via. L e classi della fig. 4 (e, in genere, tutte le classi usate nella ricerca) sono appunto di questo tipo : ciascuna di esse, cioè co m ­ prende, non u na sola dim ensione possibile della caratteristica clas­ sificata, m a u na gam m a di dimensioni. In questi casi, com e calco­ lare la m edia? (i) si m oltiplica, per ogni classe, il valore centrale d d l’intervallo di classe per la frequenza di classe, (ii) si som m ano i p ro do tti così ottenuti e (iii) si divide tale som m a per il num ero di elem enti che com pongono la distribuzione. (N ella classe 50-100, il valore centrale è 75; nella classe 100-170, è 135, e così via.) L a scelta del valore centrale delFintervallo di classe (punto (i)), com e rappresentativo di tutta la classe, è puram ente convenzionale. Più precisam ente, tale valore viene considerato com e la media dei valori degli elem enti com presi in tale intervallo. Per questo è oppor­ tuno che il ricercatore tracci i lim iti di classe in m odo che, per ogni classe, la m assim a concentrazione si osservi appunto verso il centro di tale intervallo. 44 Si intende che questa non vuole essere una definizione precisa del concetto di istituzionalizzazione, - così com e il decorso del processo di istituzionalizzazione, illustrato poche righe più sotto, non è che un’ipotesi. P er il lettore interessato ad approfondire que­ sti problem i rim andiam o, oltre che ai già citati Che cos’è la psi­ chiatria? e L ’istituzione negata, a E. G offm an, Asylum s, Einaudi, T orino, 1969. 45 Q uando u n a caratteristica viene considerata (com e avviene, ap­ punto, nel lavoro di classificazione) dal punto di vista delle diverse “dim ensioni” che può assum ere, si parla, più propriam ente, di v a r i a b i l e . T ali “dim ensioni” possono anche non esser esprim ibili num ericam ente; parliam o quindi di “variabile” non solo in rife­ rim ento (per es.) alla classe d’età, m a anche al sesso, allo stato ci­ vile, e a tutte le altre caratteristiche a base non-quantitativa. 40 II problem a di com e classificare i regimi politici ci interessa qui solo per m ostrare la com -presenza, in un unico fenom eno, di più contraddizioni, e la necessità di stabilire, tra di esse, il giusto ordine di prem inenza. V olendo risolvere tale problem a in concreto, tu tta­ via, l’im postazione dovrebbe essere più com plessa e più articolata rispetto a quella accennata nel testo. D a un lato, infatti (com e noto), nelle dem ocrazie occidentali le libertà borghesi esistono spes­ so solo sulla carta; dall’altro, non è affatto certo che nei paesi a

N ote

303

tendenza socialista l’apparato del potere statale sia nelle m ani del proletariato. 47 Cfr. W .

J. G oode e P. K. H att, op. cit., p. 327.

4S II term ine “cam pione” non p orta necessariam ente con sé l’idea della rappresentatività. Per esem pio, una classe elem entare è un cam pione della com unità in cui è inserita, anche se, ovviam ente, non ne è affatto un cam pione rappresentativo. Parlando di “cam ­ pione”, occorre quindi ogni volta precisare se si tratta di cam pione rappresentativo o meno. 49 Si veda per tutti A. B. H ollingshead e F. Redlich, Classi sociali e malattie mentali, Einaudi, T orino, 1965, e, in particolare, l’in­ troduzione di G. Jervis all’edizione italiana. 50 Così W . J. G oode e P. K. H att, op. cit., p. 338. 51 L a tav. 1 riproduce i prim i tre “blocchi” di num eri casuali dei 150 riportati in H . M . Blalock, jr., Statistica per la ricerca sociale, Il M ulino, Bologna, 1969, pp. 691-93. 52 Cosa fare quando (com e succede spesso) ci si accorge che alcuni degli elem enti, prescelti dal caso a fa r parte del cam pione, non sono, per varie ragioni, “disponibili” (irreperibilità, m ancanza di dati, ecc.)? Il problem a non è tanto di com e re-integrare il cam ­ pione nelle dim ensioni volute : per fare questo, basta usare lo stesso m etodo di cui ci si è serviti per form are il cam pione. Il problem a vero e piuttosto questo: p e rc h é questi elementi non sono disponibili? O ccorre, cioè, vagliare accuratam ente le ragioni di tali in-disponibilità, per essere certi che il venir m eno di tali ele­ m enti del cam pione sia davvero casuale, e non sia invece d eter­ m inato da qualche ragione “stru ttu rale” , - cosa che pregiudiche­ rebbe, ovviam ente, la rappresentatività del cam pione. 53 Così W . J. G oode e P. K. H att, op. cit., pp. 349-50. 54 Op. cit., p. 327. 55 Si tratta del Manuale della ricerca sociologica, a cura di P. Guidicini, F ranco Angeli, M ilano, 1968. La citazione è a p. 331. 56 Si tratta di W . J. G oode e P. K. H att, op. cit., p. 339. 57 Così E. V. Il’enkov, La dialettica dell’astratto e del concreto nel “Capitale” di M arx, Feltrinelli, M ilano, 1961, p. 87. L a lettura dei capp. 1 e 2 di quest’opera è fondam entale per com prendere pienam ente il rapporto dialettico cam pione-universo. 58 N ella m etodologia tradizionale, il requisito deH’om ogeneità del­ l’universo dal quale si cam piona viene tenuto presente com e cri-

304

Come si fa ricerca

tcrio ispiratore nella form azione del c. d. “campione stratificato”. E cioè, anziché scegliere il cam pione da una popolazione eteroge­ nea, si divide dapprim a questa popolazione in gruppi o categorie om ogenei, quindi si cam piona in m odo indipendente all’interno di ogni gruppo o categoria, per lo più in proporzione diversa (per es., in un gruppo si cam piona al 5 % , e in un altro, che interessa m ag­ giorm ente, al 9% ). Questo procedim ento consente, cioè, di assi­ curare a certi gruppi, che si vuole analizzare più in dettaglio, una m aggiore presenza percentuale nel cam pione finale. N aturalm ente, all’interno di ognuno di questi gruppi o categorie, sh rich ied e che la scelta degli elem enti che dovranno far parte del cam pione sia casuale; non solo, m a il rapporto tra cam pione e universo resta sem pre il rapporto tra im m agine nella pellicola e im m agine ingrandita sullo scherm o, in cui, però, certe parti risul­ tano più ingrandite di certe altre. P er questi m otivi, il cam piona­ m ento stratificato non si sottrae alle critiche rivolte in questo capi­ tolo al cam pionam ento casuale “sem plice”.

Indice analitico Il num ero indica il paragrafo; i n u m eri preceduti da A indicano il paragrafo corrispondente d ell'A p p . A

a l ie n a z io n e :

76 APPLICAZIONE DEL M ETODO (è e s s a s te s s a la v o r o s c i e n tif ic o ) : - 8 a s s e n t e is m o : 4 6 , 89 ASTRAZIONE (v . CONCETTO; LIN ­ GUAGGIO SC IEN TIFIC O ) N ozione di — : 7 3

L’— coglie fenom eni sociali di bassa com plessità : 88 L’— raccoglie elem enti diversi m a non estranei: 86 Lim iti dell’— com e strum ento conoscitivo: 9 0 L a sociologia tradizionale co­ struisce la devianza com e — :

93 A U TO-CO M M ITTENZA (v . C O M M IT ­ T EN T E; R ICERCH E SU L PROPRIO RU O LO ): 4 5 , A 2 , A 9 AVANGUARDIE '

L a realtà sociale si offre al ri­ cercatore attraverso — : 1 3 2 False e vere — : 1 3 6 BISOGNI

A nalisi dei — : 8 3 Base m ateriale dei — : 42C O rganizzazione dei — : 7 0 , 1 5 7 CAM PIONAM ENTO ( 1 2 5 - 1 3 8 ) (v . RAPPORTO CAM PIONE - U N I­ V ERSO ; R A PPR ESEN TA TIV ITÀ )

Origini storiche delle tecniche di — : 1 2 6 Ragioni del — : 1 2 6 , 1 3 7 I due m om enti del — : 1 3 5 U tilità del — statistico in situa­ zioni om ogenee: 1 3 8 CAM PIONE ( V . RA PPO RTO CAM ­ PIO N E-U N IV ERSO ; UNIVERSO) Nozione di — : 1 2 7 , 1 3 7 , nota 48 — stratificato: n ota 5 8

Procedim enti casuali per la scel­ ta del — : 1 2 8 Sufficienza del — : 1 2 9 , 1 3 7 , no­ ta 5 2 C LA SSE

(V .

C LA SSIFIC A Z IO N E )

Nozione di — : 1 1 6 Nozione di — com e insiem e di individui aventi caratteristiche com uni: 1 1 9 Nozione di — com e insiem e di individui aventi interessi pro­ pri in contraddizione con quelli di altre classi: 121 Am piezza di — : 1 1 7 Intervallo di — : 1 1 6 Lim iti di — : 1 1 6 I limiti di — variano col varia­ re degli obbiettivi e delle ri­ sorse: 1 2 1 , 1 2 2 , 1 2 4 Le — non devono solo essere statisticam ente corrette, m a anche socialm ente naturali: 119, 120

306

Come si fa ricerca

E sistenza reale delle — : 119, 124 — a base non-quantitativa: 118 C L A S S E M ODALE (V. M O D A ): 1 0 9 C LA SSIFIC A Z IO N E C L A S SE )

(1 1 6 -1 2 4 )

(v .

L a — va fa tta in base alla di­ stribuzione reale, non a prio­ ri: 116, 118, 124 Base naturale di u na — : 118 L a caratteristica sottoposta a — deve essere essenziale: 119 F ra le varie classi di una — de­ vono sussistere differenze es­ senziali: 119 L a scoperta delle contraddizioni com e principio di — : 121, 123 C L A S SI SOCIALI ( v . CLA SSE )

Le — com e strum ento di inter­ pretazione della realtà: 20, 88, 123 Le — com e strum ento per ana­ lizzare e classificare le dise­ guaglianze sociali: 123, 130 — e personaggi della ricerca: 29 C ontraddizioni tra le — : 14, 140, 142 — e m alattie m entali: 127 C OINVOLGIM ENTO DEL C O M M IT ­ T E N T E (V. C O M M IT T E N T E )

N ozione di — : 30, A14 Il — è legato alla crisi del ri­ cercatore e alla rivolta del­ l’oggetto: 30 Il — è reso possibile dalla pre­ senza di contraddizioni nel com m ittente: 149 — e scoperta del tem a di ricer­ c a : 46 — e condizioni del conflitto so­ ciale: 31 C O M M IT T E N T E (v . A U T O -C O M M IT ­ TENZA; COINVOLGIMENTO DF.L C O M M IT T E N T E ; PERSONAGGI DELLA RICERCA; PO T ER E )

N ozione di — : 24

Il — com e fonte di potere: 23, 24, 29, 30, 31, A9, 149 Tipi diversi di — : 32 R apporti tra — e ricercatore: 46, A13 C ontraddizioni tra — e ogget­ to : 32 C ontraddizioni nel — : A 13, 149 Scoperta del vero — : A l L ibertà dal — : A2, A l Passaggio d a un — che ordina a uno che subisce la ricerca: 31 COMUNICAZIONI DI M A S S A : 75 COMUNITÀ T E R A PE U T IC A : 140, 142 CONCETTO (V. ASTRAZIONE; LIN­ GUAGGIO SCIENTIFICO)

Nozione di — : 73 Il — coglie fenom eni sociali di com plessità elevata : 89 Il — collega elem enti diversi m a non estranei: 85 Il — h a una portata conosciti­ va superiore all’astrazione: 73, 84, 90 Il — non è un m ero perfezio­ nam ento dell’astrazione : 84 L a m aggiore im portanza del — rispetto all’astrazione dipende dal fatto che la realtà socia­ le va analizzata attraverso le diseguaglianze: 84 La crisi dei — deriva dalla cri­ si della realtà che rappresen­ tano: 80, 81 Requisiti per la form ulazione di un — nuovo: 81, 82, 83 Incertezze, nella m etodologia tradizionale, sul — di — : 87 c o n o s c e n z a (C arattere sociale della — ): 72 CONTESTAZIONE

— essenziale e — m arginali: A l — professionale: 100, 141 — studentesca e — professio­ nale: A l, 143

Indice analitico — professionale come form a es­ senziale di — : A4, 100 — studentesca com e attività spe­ cializzata: A3 — studentesca come form a m ar­ ginale di — : A4, 100 CONTRADDIZIONE (v . REALTÀ SO­ CIALE)

Nozione di — : 121 — antagonistiche e — non-antagonistiche: 121, 144 — principale e — secondarie: 147, 148 A spetto universale della — : 143, 145 A spetto particolare della — : 143, 146 U na — si m anifesta solo in presenza di determ inati ob­ biettivi: 150 L a realtà sociale va analizzata attraverso le sue — : 114 Sviluppo della realtà com e so­ luzione di — : 140 L a soluzione di una — si ac­ com pagna al nascere di — nuove: 142 Elem enti che indicano la pre­ senza di una — : 144, 149, 150 La — com e principio di classi­ ficazione: 121, 123 La ricerca com e scoperta e so­ luzione di — : 144 L a ricerca può risolvere solo — non-antagonistiche : 144 La ricerca può risolvere solo le — per le quali esistono ri­ sorse sufficienti: 148 Soluzione delle — nell’oggetto com e obbiettivo di ricerca: 150 — e devianza: 95 — nell’azienda: 149 — nella carriera (tra potere e conoscenza) : 42C — tra le diverse classi di una classificazione: 121 — tra classi sociali: 14, 140, 142

307

— nel com m ittente: A 13, 149 — tra com m ittente e oggetto: 32 — nella divisione del lavoro: 141, 145 — nella divisione capitalistica del lavoro: 98 — nella fam iglia: 146 — tra forze produttive e rap­ porti di produzione: 140 — tra gruppi di età diversa: 121 — tra lavoratori- studenti e la­ voratori : 42D — nelle m ansioni operaie: 42E, 145, nota 16 — tra neutralità e obbiettività: 17 — nell’oggetto: 150 — nell’ospedale psichiatrico: 140 — nella personalità: 142 — nel processo di differenzia­ zione: 14S — tra il professionista e la sua professione: A4, 147, 158 — nella scienza: 11, 145 — nelle scienze sociali: 12 — nella scuola: 145 — nel sindacato: 147 — nella società capitalistica: 96 — nello studio (tra sviluppo personale e carriera): 42D — fra teoria e prassi: 158 c o n v e n z i o n a l i s m o : 76, 87 (92-102) T eoria tradizionale della — : 93 L a sociologia tradizionale co ­ struisce la — com e astrazio­ ne, non com e concetto: 93, DEVIANZA

102

L a sociologia tradizionale in­ tende per — la — ‘ufficiale’: 94, 102 — ‘ufficiale’ e — reale: 96, 98, 102 A ogni tipo di sistem a sociale corrisponde una — diversa: 95 O ccorre analizzare i fenom eni di

308

Come si fa ricerca

— specifici c essenziali alla so­ cietà capitalistica: 94, 102 — e divisione capitalistica del lavoro: 98, 101. 102 — e contraddizioni: 95 — incorporata nell'organizza­ zione : 101, 102 DEVIAZIONE STANDARD ( v . SCAR­ T O QUADRATICO MEDIO) DIFFER ENZIAZIONE (V. DIVISIONE DEL LAVORO; SPEC IALIZZAZIO­ NE FUNZIONALE)

N ozione di — : 97, nota 41 F unzioni di controllo sociale svolte dalla — : 97, 98 C ontraddizioni nella — : 145 DISEGUAGLIANZE SOCIALI

Le — , anziché dim inuire, au­ m entano: 34, 97 L e — sono prodotte dal siste­ m a: 34 Le — im pediscono la form ula­ zione di leggi sociali applica­ bili a tutti gli uom ini: 19, 21, 130 Le classi sociali com e strum en­ to per analizzare e classifica­ re le — : 123, 130 L a ricerca deve rendere conto delle — : 21 D ISTR IB UZ IONE DI FREQUENZA

N ozione di — : 104 — norm ale, o di G auss: 113 C onfronto tra più — : 105 G am m a (o cam po di variazio­ ne) di una — : 111 DIV ISIONE DEL LAVORO (v . DIF­ FERENZIAZIONE; DIVISIONE CA­ PITA L IS TIC A DEL LAVORO)

N ozione di — : 97 — tra lavoro intellettuale e la­ voro m anuale: 5 — secondo il sesso: 118 Funzioni di controllo sociale della — : 97, 98 C ontraddizioni nella — : 141, 145 L a — può solo venire supera­

ta, non riportata indietro: 100, 101, 141, 145 DIVISIONE C APITALISTICA DEL LA­ VORO (V. DIFFERENZIAZIONE; DIVISIONE DEL LAVORO)

Nozione di — : 97 Funzioni della — : 98 C ontraddizioni nella — : 98 D evianza e — : 98. 101, 102 DIVISIONE DEL LAVORO NELLA RI­ CERCA (V. R ICERCA): 26

Limiti alla — : 67, 156 U tilità di una — : 156 FAM IGLIA

Funzioni della — : 9 7 C ontraddizioni nella — : 1 4 6 — e sistem a professionale: 7 3 Evoluzione della — col passag­ gio dalla società pre-capitalistica alla società capitalistica: 97

F A S I DELLA RICERCA C A ): A 1 4 , 151

(v.

R ICER­

FENOM ENI SOCIALI (V. REALTÀ SOCIALE)

La spiegazione dei — non può avvenire a livello individua­ le: A l Eguaglianza e diversità dei — : 73

E straneità e non-estraneità dei — : 85

R apporti tra diversità e estra­ neità dei — : 8 5 D iversa com plessità dei — : 88 L a diversa com plessità dei — fonda i diversi livelli del lin­ guaggio scientifico: 8 7 , 8 8 , 89, 90

I — non-complessi vanno inter­ pretati alla luce dei — com ­ plessi che li fondano: 8 9 1 a sociologia tradizionale de­ grada i — a meri esem pi di teorie costruite in astratto: 3 8 , 9 4 , nota 3 9

Indice analitico FREQUENZA (v . DISTRIBUZIONE DI F R E QUENZA): 104 g e n e ra z io n e :

A l, 88, nota 7

(Procedim ento degli — per la form azione del cam pione; v. c a m p i o n a ­

in te rv a lli

f is s i

m e n to ) : 128 INTERVISTA (59-61)

O bbiettivi dell’— : 60 Incentivazione dell’oggetto nelf — : 61 Requisiti dell’intervistatore: 59 IN TERV ISTA D I G R U PPO ( 6 2 - 6 6 ) (v. i n t e r v i s t a )

C am biam ento dei m em bri del gruppo nella — : 66 D im ensioni del gruppo nella — :

66

O m ogeneità del gruppo nella — : 62

O rdine e identità degli interven­ ti nella — : 65 i s t i t u z i o n a l i z z a z i o n e : 117 is titu z io n e

N ozione di — : 37 Funzioni delle — : 37 Le scienze sociali com e — : 13, 37, 38, 39 Q uando la situazione di ricer­ ca è un’— , la contraddizione d a indagare è quella tra I’— e i suoi m em bri: 147 LAVORO (V. DIVISIONE DEL LAVO­ RO; MANSIONI OPERAIE; ORGA­ NIZZAZIONE DEL LAVORO)

Il — com e stim olo alla cresci­ ta individuale: 42E, 136 Tecniche di analisi del — : 51 LEGGI SOCIALI

N ozione di — : 157 Le diseguaglianze sociali im pe­ discono la form ulazione di — applicabili a tutti gli uomini: 19, 21, 130

309

LEGGI ST A T IST IC H E E LEGGI SO­ CIOLOGICHE: 115, 120 LINGUAGGIO SCIENTIFIC O (71-90) (V. ASTRAZIONE; CONCETTO; T E R M IN E S E M P L IC E )

Nozione di — : 73 Funzioni del — : 77 C aratteristiche sociali del — : 78 Livelli del — : 73 L a differenza tra i vari livelli del — si fonda sulla diver­ sa com plessità dei fenom eni sociali: 87, 88, 89, 90 Evoluzione del — : 74, 76, 80, 81 .— e lotta di classe: 76, 79, 80, 81 — e im m agine del m ondo: 74, 75, 76 — e trasform azione della real­ tà : 78, 82 Il — deve cogliere aspetti es­ senziali della realtà: 77 Il — va controllato sulla b a­ se della realtà: 86, 87 — e senso com une: 38 LIVELLO E S T IL E DI V IT A :

88

M ALATTIE MENTALI

Classi sociali e — : 127 N on si può fare ricerca sulle — all’interno di un’istituzio­ ne: 147 MANSIONI OPERAIE ( v . DIV ISIONE d e l l a v o r o ; l a v o r o ) : A12

C ontraddizione nelle — : 42E, 145, nota 16 R icom posizione delle — : 141, 145 MEDIA ARITMETICA

N ozione di — : 106 E rrori nell’interpretazione della — : 114 Lim iti dell’inform azione fornita dalla — : 107 Lim iti all'uso della — : 115 m e d i a n a : 108

310

Come si fa ricerca

M IS U R E DI D IS P E R S IO N E (v . DI­ ST R IB U Z IO N E DI FREQUENZA). 110

M IS U R E DI TENDENZA CENTRALE (V. DISTR IB U Z IO N E DI FR EQUEN­ Z A ): 106

— e diseguaglianze sociali: 114 m o d a : 109 M ODELLI TEO R IC I ‘UNIVERSALI’

Il cam po di applicazione dei — va in realtà ristretto alla so­ cietà capitalistica: 92, 102 Ai — sfugge il contenuto con­ creto dei fenom eni analizza­ ti: 93, 102 I — ostacolano la trasform azio­ ne della società: 92, 102 — e ruolo del ricercatore: 92, 102

M U T A M E N T O SOCIALE (v . C LA S­ SI SOCIALI; REALTÀ SOCIALE; R IV OLUZIONE): 34 NEUTRALITÀ (v. POTERE TEC NI­ CO; T E C N IC H E DI RICERCA): 4,

17, A 7, 49, 68 Potere tecnico e — : 56 C ontraddizione tra — e obbiet­ tività: 17 Il problem a della — va im po­ stato in term ini strutturali, non psicologici: 56 n u m e r i c a s u a l i (Procedim ento dei — per la form azione del cam pione; v. c a m p i o n a m e n ­ t o ) : 128 o b b ie t t iv it à

17

(v.

n e u t r a l i t à ):

OGGETTO (V. PERSONAGGI DELLA R ICERCA; PO T ER E TECNICO)

N ozione di — : 25 M ancanza di potere dell’— : 25 Rivolta dell’— : 13, 14, 42C R apporti tra ricercatore e — : 57, 59, 60, 61, 64, 69, 70

Resistenze dell’— al ricercato­ re: 5 5 , 5 8 , 6 1 , 6 9 Incentivazione dell’— : 6 1 , 6 9 Contraddizioni tra com m ittente e — : 32 Contraddizioni nell’— : 1 5 0 ORGANIZZAZIONE DEL LAVORO (L I­ SO politico della — ; v. l a v o ­ r o ) : 4 2 E , 5 1 , 9 8 , 145 ORGANIZZAZIONI d e v i a n t i ( v . d e v i a n z a ) : 101 O SPEDALE PSICHIATRICO (Contraddizioni nell’— ): 1 4 0 o sse r v a z io n e p a r t e c ip a n t e : 58 p a r t e c ip a z io n e :

PERCENTUALI

(v.

A

12,

A

14, 135

DISTRIBUZIONE

d i f r e q u e n z a ) : 105 PERSONAGGI DELLA RICERCA (v. c o m m it t e n t e ; oggetto; sog­ getto)

I — com e figure im m ancabili: 22, 26, A2, A8, A9, 85 Origini ed evoluzione storiche dei — : 28 Necessità di individuare, per ogni ricerca, i — : 22, 27 Individuazione dei — e scoper­ ta del tem a di ricerca: 42B, 45, A ll L’individuazione dei — va fat­ ta in term ini di classi socia­ li: 29 C oincidenza dei — : A 8, A9, AIO PERSONALITÀ: 142 POLIGONO DI FREQUENZA (V. DI­ STRIBUZIONE d i f r e q u e n z a ):

104

POLITICA (V. CONTESTAZIONE)

— com e sfera specializzata: 99 S fera — e sfera professionale: 99, 100 PO T ER E (v. POTERE TECNICO; R I­ C ER C A ): 50, 77, 80, 85

Indice analitico — su cose e — su persone: 19 F orm e di — : 50 Divisione del — : 55, 56, 85 — usato per entrare in rappor­ to con l’oggetto: 50 Potere tecnico com e form a spe­ cializzata di — : 55, 56 La ricerca ha bisogno di — per trasform are la realtà: 29, 148 — dal basso: 40, A4 POTERE

TECNICO

(v .

POTERE;

23, A2, A4, A5, 85 Nozione di — : 51 — com e form a specializzata di potere: 55, 56 Scotom izzazione della realtà operata dal — : 51 — com e ostacolo alla crescita dell’oggetto: 52, 63, 69 — com e imposizione di un tipo ideale: 54, 67, 69 — e sanzione: 54, 55, 56 — e neutralità: 56 t e c n ic h e

di

r ic e r c a ):

PR IN C IPIO DI REAI.TÀ NELLA R I­ CERCA (V. R IC E R C A ): A IO , 6 4 PRIVAZIONE r e l a t i v a : 7 5 PROLETARIATO (v . C LASSI SOCIA­ L I): 12, 133 q u a r t ie r e:

135, 143

q u est io n a r io

67

(v.

i n t e r v i s t a ):

rapporto c a m p io n e - u n iv e r so ( v. c a m p i o n a m e n t o ; r a p p r e ­ s e n ta t iv ità )

Basi probabilistiche del — : 128, 133 Basi dialettiche del — : 133, 134, 137

r a p p r e s e n t a t iv it à (v. c a m p io ­ n a m e n t o ; RAPPORTO C A M P IO­

NE-UNIVERSO)

Basi probabilistiche della — : 127, 128, 134, 137

311

Basi dialettiche della — : 134, 137 Il giudizio di — com e proble­ m a quotidiano: 135 REALTÀ SOCIALE (v. CONTRADDI­ ZIONE; FE NOM ENI SOCIALI)

Aspetti essenziali e aspetti se­ condari della — : 77, 78, 132, 133, 137 Aspetti reali e aspetti apparen­ ti della — : 73, 132, 133, 134 Im m agine della — : 71, 72, 82 La — va colta in m odo seletti­ vo: 78 La — va interpretata dal pun­ to di vista della classe pro­ gressista: 79 La — va interpretata dal pun­ to vista del suo sviluppo: 79, 82, 132, 135, 137 La — va analizzata attraverso le sue contraddizioni: 114 Lo sviluppo della — com e solu­ zione di contraddizioni: 140 La — si presenta attraverso an ­ ticipazioni: 132, 137 Le classi sociali com e strum en­ to di interpretazione della — : 20, 88, 123 Difficoltà di percezione della — : 83 La ricostruzione della — è di­ versam ente attendibile ai di­ versi livelli di potere a cui viene effettuata: AIO Ricerca e trasform azione della — : 4, 6, 34 r e l a t i v i s m o : 76, 87 RELAZIONE FINALE (V. T E R M IN E DELLA RICERCA)

C ontenuto della — : 154 Chi redige la — : 156 Criteri di analisi e di esposizio­ ne del m ateriale per la — : 155 RICERCA SOCIALE SOCIALI)

Nozione di — : 3

(V.

SCIENZE

312

Come si fa ricerca

L a — com e pratica sociale: A 14 L a — com e riflessione: 154, 157, 158 La — com e scoperta e soluzio­ ne di contraddizioni: 144 Q uali problem i può risolvere la — ?: 34 La — può risolvere solo con­ traddizioni non-antagonistiche: 144 — e trasform azione della rei­ tà : 4, 6, 34, 57, 58, 135 — che conserva e — che in­ nova: 60, 68 La — c tutta un esercizio di po­ tere: 24, 25, 49 La — ha bisogno di potere per trasform are la realtà: 29, 148 L a — com e m ediazione di una cessione di potere: 32, 47, 158 U so politico della — : 12, 28, 68, 157 O rigini storiche della — : 12 Crisi attuale della — : 14 — scientifica e attività politi­ c a : 10, 17, 100, 158 La — è indipendente dalla vo­ lontà del ricercatore: 47, 152 La — deve concludersi sempre com e ricerca: 158 RICERCATORE (v . PERSONAGGI DELLA RICERCA; POTERE T E C ­ NICO; SOGGETTO)

N ozione di — : 3 Requisiti de! — : 3, 70 C om piti del — : 64. 65, 70, 101, 157, 158 Il — si schiera con la classe progressista: 15. 16, 17 Ruolo di — com e m ediatore: 33. 64 Il — deve essere inserito nella situazione di ricerca: AIO, 58, 152 R apporti tra — e ogeetto: 57, 59. 60. 61. 64, 69. 70 Resistenze deU'oegetto al — : 55. 58. 61, 69

R apporti tra — e com m ittente: A13 Inam ovibilità sociale del — : 31 La ricerca è indipendente dalla volontà del — : 47, 152 Ruolo dei — e m odelli teorici ‘universali’: 92, 102 Problem i di linguaggio nei rap­ porti con l’oggetto: 69 RICERCHE S U L PROPRIO RUOLO (v. a u t o - c o m m i t t e n z a ) : 45,

A5

39 79, 140

RIVOLTE RAZZIALI: r iv o l u z io n e :

SCARTO DALLA M E D IA : 112 SCARTO QUADRATICO MEDIO (v. DISTRIBUZIONE DI FREQUENZA)

Nozione di — : 112 Interpretazione dello — nelle distribuzioni norm ali: 113 SCIENZA (V. SC IEN Z E SOCIALI)

Funzioni della — : I I C ontraddizioni n e lla — : II, 145 Uso politico della — : 11 SC IENZE SOCIALI (v. RICERCA SO­ CIALE; SCIENZA)

Funzioni delle — : 12 Contraddizioni nelle — : 13 La crisi attuale delle — dipen­ de dall’acuirsi della lotta di classe: 13, 14, 157 Lo sviluppo delle — dipende dal m utare dell'assetto del po­ tere: 18. 157 Le — com e istituzione: 13. 37. 38. 39 Le — elaborano strum enti teo­ rici di com plessità inadeguata alla com plessità dei feno­ m eni analizzati: 91, 93 Le — elaborano strum enti teo­ rici fine a se stessi: 6, 67, 91 Le — tradizionali degradano i fenomeni sociali a m eri e­

Indice analitico sempi di teorie costruite in astratto: 38, 94, nota 39 Le — nello sviluppo della so­ cietà italiana: 12 SCUOLA

Funzioni della — : 145 C ontraddizioni nella — : 145 SINDACATO

11 — com e com m ittente: 32 Contraddizioni nel — : 147 S IS T E M A PROFESSIONALE

Nozione di — : nota 28 Fam iglia e — : 73 s is t e m a s is t e m i

s o c ia l e :

86, 92 t o t a l it a r i: 7 7 , 1 24.

n o ta 4 6 SITUAZIONE DI RICERCA

Nozione di — : 42A Individuazione della — : 42B R icostruzione della — e scoper­ ta del tem a di ricerca: 41 Il ricercatore deve essere inse­ rito nella — : AIO, 58, 152 (g e n e raz io n ale e p r o f e s s i o n a l e ) : A4, n o t a 10

s o c ia l iz z a z io n e

CAPITALISTICA (Contraddizioni nella — ): 96, 140

SOCIETÀ

SOGGETTO (V. PERSONAGGI d e l l a r i c e r c a ; r i c e r c a t o r e ) : 23 SPECIALIZZAZIONE FUNZIONALE(v. DIF FERENZIAZIONE; DIVISIONE DEL LAVORO)

N ozione di — : 97, nota 41 Il grado di integrazione di un sotto-sistem a in un sistem a è legato al suo grado di — : 97 U n sotto-sistem a caratterizzato da — non può. strutturalm en­ te, essere deviarne: 98. 99 s t e r e o t i p o : 150 TEC NIC HE DI (v . p o t e r e

RICERCA

te c n ic o )

N ozione di — : 48

(57-67)

313

Le — sono strutturate in vista di un prelievo: 57, 59 Le — funzionano solo in situa­ zione di asim m etria: 53 Funzione delle — è quella di m ascherare il potere: 57, 58, 62, 68 T E M A DI RICERCA ( v . SIT U A Z IO ­ NE DI RICERCA)

La m etodologia tradizionale non si occupa del problem a del — : 35, 36 Requisiti del — : 7 Legittim ità di un — : 40 L ibertà rispetto al — : 35, 39 Il — non si sceglie m a si sco­ pre: 40. A2. 72 La scoperta del — è frutto di una ricostruzione teorica co r­ retta della situazione di ricer­ ca: 41 L ’attività di scoperta del — du­ ra per tutta la ricerca: 42, A2, 122 R apporto tra più — reali: 43, 44 R apporto tra — reali e — ap ­ p arenti: 44 L a form ulazione del — avvie­ ne in m odo diverso ai diversi livelli di potere: AIO Scoperta del — e individuazio­ ne dei personaggi: 42B, 45, A ll Scoperta del — e coinvolgim en­ to del com m ittente: 46 t e n t a z i o n e : 74 T E R M IN E DELLA RICERCA (v. FA ­ SI DELLA RICERCA; RELAZIONE

A14 Il — non può essere fissato in anticipo: 152, 153 Il — coincide con la trasfo rm a­ zione della situazione di ri­ cerca: 152, 153 T E R M IN E S E M P L IC E (v. LINGUAG­ GIO SC IE N T IFIC O ): 73 T E R M IN I DI p a r e n t e l a : 77 f in a l e ):

314

Come si fa ricerca

U N IV E R SO (V. C A M PIO N E ; RAP­ PORTO C AM PIONE-UNIVERSO)

N ozione di — : 127, 137 D elim itazione di un — : 127 Possibilità logica di un — non significa ancora una sua signi-

ficalività sociale: 131 Un — deve esistere attivam en­ te nella realtà sociale: 131 v a r ia b il e :

nota 45

GLI OSCAR STUDIO

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