Estrategia Concursos - Engenharia - aula 02 - concreto armado.pdf

September 3, 2017 | Author: Hugo Leonardo | Category: Corrosion, Steel, Concrete, Mortar (Masonry), Cement
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Estrategia Concursos - Engenharia...

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Aula 02 Edificações p/ TCM-GO - Auditor - Área Engenharia Professor: Marcus Campiteli

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2

AULA 2: CONCRETO ARMADO SUMÁRIO

PÁGINA

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

2

1.

INTRODUÇÃO

3

2.

EXECUÇÃO DE CONCRETO ARMADO

5

2.1 Formas

5

2.2 Armaduras

7

2.3 Concretagem

19

2.4

Cura e Retirada de Formas e Escoramento

29

PROJETO DE CONCRETO ARMADO

47

3.

3.1 Informações Iniciais

47

3.2 Características dos Materiais

51

3.3 Comportamento conjunto dos Materiais

57

3.4 Agressividade do Ambiente

58

3.5 Ações a considerar no dimensionamento das estruturas

64

3.6

Conceitos Adicionais

67

3.7

Dimensões Limites

74

3.8

Fissuração

81 82231257220

3.9

Demais Considerações

81

4.

CONCRETO PROTENDIDO

93

5.

QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

117

6.

GABARITO

136

7.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

137

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Olá

pessoal,

apresentamos

para

vocês

nesta

aula

as

informações normativas acerca de concreto armado. Afinal, a norma representa a fonte mais confiável de informações técnicas para a nossa prova. Vale a pena focar as partes negritadas. Apresentamos fotos e figuras, pois em um curso de engenharia funciona aquela ideia de que uma imagem vale mais do que mil palavras. As normas aqui compiladas foram a NBR 6118/2014 - Projeto de estruturas de concreto – Procedimento e a NBR 14931/2004 – Execução de estruturas de concreto – Procedimento. Os textos estão baseados nas obras indicadas na Referência Bibliográfica. As alterações trazidas pela NBR 6118/2014 encontram-se hachuriadas em amarelo. Nesta aula há uma mudança, que é trazer as questões comentadas junto à teoria, pois os comentários complementam-na. Dessa forma mantém-se a continuidade de cada assunto. Caso queiram treinar antes mesmo de adentrar à teoria, há o capítulo de questões apresentadas com o gabarito ao final. Bons estudos e boa sorte ! 82231257220

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 CONCRETO ARMADO

1 – INTRODUÇÃO De acordo com a norma NBR 6118, os elementos de concreto armado são aqueles cujo comportamento estrutural depende da aderência entre concreto e armadura, e nos quais não se aplicam alongamentos iniciais das armaduras antes da materialização dessa aderência.

Fonte: Manual do Construtor – Eng. Roberto Chaves (Notas de aula do Eng. Rafael Di Bello)

Portanto, no concreto armado trabalham em conjunto o concreto e o aço por meio da aderência entre eles.

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Explicando melhor essa parte final da definição da norma, o concreto armado somente será submetido a carregamento, sejam Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 cargas externas ou o seu peso próprio, após a pega (endurecimento) do concreto, a partir do qual haverá aderência entre este e a armadura para que trabalhem em conjunto. A mais importante característica mecânica do concreto é a sua resistência à compressão. Nas

regiões

tracionadas,

onde

o

concreto

possui

baixa

resistência, as barras de aço absorvem os esforços de tração. Um bom exemplo para visualizarmos essa situação de uma peça

de

concreto

compressão

ao

armado

mesmo

resistindo

tempo

é

o

a da

tensões viga

de

tração

flexionada

e

sob

carregamento vertical, onde as tensões de tração ocorrem na parte inferior e as de compressão na parte superior.

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1)

(72 – MPU/2013 – Cespe) Dada a baixa resistência à

compressão

do

concreto,

esse

material

deve

ser

estruturalmente empregado simultaneamente às armaduras de aço. A afirmativa torna-se correta trocando-se “compressão” por “tração”, conforme a seguir: “Dada a baixa resistência à tração do concreto,

esse

material

deve

ser

estruturalmente

empregado

simultaneamente às armaduras de aço”. Gabarito: Errada 82231257220

2 – EXECUÇÃO DE CONCRETO ARMADO 2.1 – FORMAS No

projeto

do

escoramento

devem

ser

consideradas

a

deformação e a flambagem dos materiais e as vibrações a que o escoramento estará sujeito.

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Fonte: Manual do Construtor do Eng. Roberto Chaves (Notas de Aula do Eng. Rafael Di Bello)

Quando de sua construção, o escoramento deve ser apoiado sobre cunhas, caixas de areia ou outros dispositivos apropriados a facilitar a remoção das fôrmas, de maneira a não submeter a estrutura a impactos, sobrecargas ou outros danos. Devem ser tomadas as precauções necessárias para evitar recalques prejudiciais provocados no solo ou na parte da estrutura que suporta o escoramento, pelas cargas por este transmitidas, prevendo-se o uso de lastro, piso de concreto ou pranchões 82231257220

para correção de irregularidades e melhor distribuição de cargas, assim como cunhas para ajuste de níveis. Quando agentes destinados a facilitar a desmoldagem forem necessários, devem ser aplicados exclusivamente na fôrma antes da colocação da armadura e de maneira a não prejudicar a superfície do concreto.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 2.2 – ARMADURAS A superfície da armadura deve estar livre de ferrugem e substâncias deletérias que possam afetar de maneira adversa o aço, o concreto ou a aderência entre esses materiais. Armaduras que apresentem produtos destacáveis na sua superfície em função de processo de corrosão devem passar por limpeza superficial antes do lançamento do concreto. Armaduras levemente oxidadas por exposição ao tempo em ambientes de agressividade fraca a moderada, por períodos de até três meses, sem produtos destacáveis e sem redução de seção, podem ser empregadas em estruturas de concreto. Caso a armadura apresente nível de oxidação que implique redução da seção, deve ser feita uma limpeza enérgica e posterior avaliação das condições de utilização, de acordo com as normas de especificação do produto, eventualmente considerando-a como de diâmetro nominal inferior. No caso de corrosão por ação e presença de cloretos, com formação de “pites” ou cavidades, a armadura deve ser lavada com jato de água sob pressão para retirada do sal e dos cloretos dessas pequenas cavidades. A limpeza pode ser feita por qualquer processo mecânico como, por exemplo, jateamento de areia ou jato de água. 82231257220

As barras de aço devem ser sempre dobradas a frio. As emendas devem ser feitas de acordo com o previsto no projeto estrutural, podendo ser executadas emendas: - por traspasse; - por luva com preenchimento metálico, prensadas ou rosqueadas;

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - por solda; - por outros dispositivos devidamente justificados. As luvas devem ter resistência maior que as barras emendadas. A barra emendada, no ensaio de qualificação, deve obter o alongamento mínimo de 2%. A montagem da armadura deve ser feita por amarração, utilizando arames. A distância entre pontos de amarração das barras das lajes deve ter afastamento máximo de 35 cm. O cobrimento (distância entre a face da armadura e a face do concreto – proteção da armadura) deve ser mantido por dispositivos adequados ou espaçadores e sempre se refere à armadura mais exposta. Segue abaixo uma figura para apresentar a posição do cobrimento (c) na seção transversal de uma laje.

82231257220

Fonte: < http://www.fec.unicamp.br/~almeida/ec802/Lancamento/Pre-dimensionamento_EESC.pdf>

É

permitido

o

uso

de

espaçadores

de

concreto

ou

argamassa, desde que apresente relação água/cimento ≤ 0,5, e espaçadores plásticos, ou metálicos com as partes em contato com a fôrma revestidas com material plástico ou outro material similar. Não Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 devem ser utilizados calços de aço cujo cobrimento, depois de lançado o concreto, tenha espessura menor do que o especificado no projeto.

Fonte:

Caso a concretagem seja interrompida por mais de 90 dias, as barras de espera devem ser pintadas com pasta de cimento para proteção contra a corrosão.

2)

(58 – MPU/2004) As barras e fios de aço utilizados em

estruturas de concreto armado são normalizados pela NBR7480 – Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto

armado



especificação.

Com

relação

a

estes

materiais, é incorreto afirmar que as barras e fios de aço 82231257220

Pessoal, após essa prova, de 2004, a norma 7480 foi atualizada em 2007.

a) são categorizados em CA 25, CA 40, CA 50 e CA 60 em função

das

respectivas

resistências

características

de

escoamento.

Pessoal, apesar de ainda vigorar no período desta prova a norma 7480/1996, esta já não previa mais o aço CA 40. Este era Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 previsto nas versões anteriores, tal como na versão de 1985. Essas falhas trazem prejuízo aos candidatos melhor preparados, pois esta questão não foi anulada.

b) são caracterizados como classe B quando são laminados a quente, não apresentando patamar de escoamento quando tracionados.

Pessoal, o mesmo problema ocorreu nessa alínea, pois apesar de ainda vigorar no período desta prova a norma 7480/1996, esta já não previa mais as classes A e B. Na versão anterior a separação em classes era definida pelo processo de fabricação das barras ou fios; para processo à quente (laminação a quente) o produto era denominado classe A e para processo à frio (laminação a frio ou trefilação) era classe B. Portanto, antes de 1996, a classe B era laminada a frio, ao contrário do que afirma a questão.

Gabarito: Errada

c) não podem apresentar defeitos quando submetidos ao ensaio de dobramento a 180°. 82231257220

Esta regra está mantida na versão da norma NBR 7480/2007: “5.2 Não deve ocorrer ruptura ou fissuração na zona tracionada do corpo de prova quando este for dobrado a 180º, em um pino com diâmetro conforme a Tabela B.3”.

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d) são considerados desbitolados quando apresentam massa linear inferior àquela prevista em norma.

Pessoal, esse termo não consta na nova norma. Contudo, nesse aspecto, a partir de 1996, a norma NBR 7480 passou a considerar o peso linear a partir da multiplicação da área da seção nominal em m2 por 7850 kg/m3, que é a densidade do aço. 82231257220

e) apresentam resistência à compressão com ordem de grandeza similar a sua resistência à tração.

Isso também não consta na nova norma, contudo, segundo Walter Pfeil (2000), as resistências à ruptura por tração ou compressão dos aços utilizados em estruturas são iguais, variando entre amplos limites, desde 300 MPa até valores acima 1200 MPa. Prof. Marcus V. Campiteli

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Gabarito: B

3)

(51 – MJ/2013 – Cespe) Existem quatro categorias de

aço para concreto estrutural: CA-25, CA-40, CA-50 e CA-60, classificadas

em

função

da

resistência

característica

de

escoamento, respectivamente, em 250 MPa, 400 MPa, 500 MPa e 600 MPa. Essas categorias podem, ainda, ser dispostas em duas classes, A e B. A classe A abrange as barras laminadas e a classe B, as barras encruadas De acordo com a NBR 6118/2014, nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado aço classificado pela ABNT NBR 7480, com o valor característico da resistência de escoamento nas categorias CA-25, CA-50 e CA-60. De acordo com a NBR 7480/2007 – Aço destinado a armaduras para estruturas de concreto armado, de acordo com o valor característico da resistência de escoamento, as barras de aço são classificadas nas categorias CA-25 e CA-50, e os fios de aço na categoria CA-60. O aço CA-40 e a diferença entre aços de classe A ou B deixaram de ser previstos na norma NBR 7480, a partir de 1996, conforme vimos na questão anterior.

82231257220

Com relação às classes A e B, atualmente, todo material em barras deve ser fabricado por laminação à quente e todo fio deve ser fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou laminação a frio). Gabarito Proposto: Anulação Gabarito Oficial: Correta

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4)

(66 – MPU/2004) A NBR 6118 – Projeto de estruturas de

concreto – procedimento, de março de 2003, estabelece critérios para utilização de estribos e grampos em armaduras. Sobre tais critérios, é incorreto afirmar que:

a) as barras de estribos utilizadas em vigas devem apresentar diâmetro superior a 5 mm.

Na norma NBR 6118/2014 consta que o diâmetro da barra que constitui o estribo deve ser maior ou igual a 5 mm, sem exceder 1/10 da largura da alma da viga.

b) o espaçamento mínimo entre estribos em vigas deve ser suficiente

para

permitir

a

passagem

do

vibrador

para

adensamento adequado do concreto.

Está de acordo com a nova versão na NBR 6118, em que o espaçamento

mínimo

entre

estribos,

medido

segundo

o

eixo

longitudinal do elemento estrutural, deve ser suficiente para permitir a passagem do vibrador, garantindo um bom adensamento da massa.

c) os estribos devem ser distribuídos ao longo de toda a altura 82231257220

dos pilares, com exceção da região de cruzamento com vigas e lajes.

De acordo com a NBR 6118/2014, a armadura transversal de pilares, constituída por estribos e, quando for o caso, por grampos suplementares, deve ser colocada em toda a altura do pilar, sendo obrigatória sua colocação na região de cruzamento com vigas e lajes. Portanto, este é o item errado. Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br

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d) o diâmetro dos estribos em pilares não pode ser inferior a 1/4 do diâmetro da barra isolada.

Essa regra está mantida na nova versão da NBR 6118, de que o diâmetro dos estribos em pilares não deve ser inferior a 5 mm nem a 1/4 do diâmetro da barra isolada ou do diâmetro equivalente do feixe que constitui a armadura longitudinal.

e) o espaçamento de estribos em pilares não pode ser maior que 20 centímetros ou que a menor dimensão da seção do pilar.

A NBR 6118/2014 prevê que o espaçamento longitudinal entre estribos, medido na direção do eixo do pilar, para garantir o posicionamento, impedir a flambagem das barras longitudinais e garantir a costura das emendas de barras longitudinais nos pilares usuais, deve ser igual ou inferior ao menor dos seguintes valores: - 200 mm; - menor dimensão da seção; - 24

para CA-25, 12

para CA-50. 82231257220

Gabarito: C

5)

(73



MPU/2004)

A

corrosão

de

armaduras

em

estruturas de concreto é um dos principais mecanismos de deterioração que afetam a sua durabilidade. Sobre a corrosão em armaduras, é incorreto afirmar que

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 a) o processo de corrosão estabelece uma expansão local no concreto, originando o surgimento de tensões de tração no material e sua fissuração. b)

as

estruturas

expostas

ao

ambiente

marítimo

são

altamente propensas a apresentarem problemas de corrosão, principalmente aquelas permanentemente submersas em água salgada. c) com relação ao concreto armado, o processo de corrosão eletroquímica é muito mais relevante que o de oxidação. d) a presença do hidróxido de cálcio liberado na hidratação do cimento Portland é extremamente importante para a proteção das armaduras contra a corrosão. e) a redução da permeabilidade a gases e água do concreto possibilita a redução da ação dos mecanismos de corrosão. O

erro

está

permanentemente

na

alínea

B,

submersas

em

ao

dizer

água

que

salgada

as

estruturas

são

altamente

propensas a apresentarem problemas de corrosão, pois a corrosão é favorecida pelo contato com os gases do ar. Caso a estrutura esteja permanentemente submersa, ela não estará sujeita à corrosão. O mesmo ocorre para a estrutura de aço permanentemente enterrada. O problema ocorre nos trechos acima do nível d’água ou do terreno, pois combinam a umidade e os gases do ar pontecializando a 82231257220

corrosão.

Gabarito: B

6)

(51 – SEGER-ES/2011) Na figura abaixo, que representa

um gancho de ancoragem das armaduras de uma viga de concreto armado, a variável lo é usada para o cálculo do comprimento equivalente da ancoragem e é diretamente proporcional ao tamanho desta. Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2

Para a ancoragem, é obrigatório o uso de gancho para as barras lisas. Os

ganchos

das

extremidades

das

barras

da

armadura

longitudinal de tração podem ser: a) semicirculares, com ponta reta de comprimento não inferior a2

; b) em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento

não inferior a 4

;

c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a8

. Para as barras lisas, os ganchos devem ser semicirculares. 82231257220

Gabarito: Correta

7)

(104 – Hemobras/2008) Na ancoragem por aderência da

armadura em uma peça de concreto armado, os esforços a ancorar são transmitidos ao concreto por meio de dispositivos mecânicos acoplados à barra.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A aderência entre o aço e o concreto se dá por adesão, atrito e do tipo mecânica. Na aderência por adesão existe uma ação de colagem entre o aço e a nata de cimento decorrente de forças capilares ou de adesão. Uma vez rompida a adesão aparece uma resistência de atrito entre o aço e o concreto, desde que existam pressões transversais às armaduras. E a aderência mecânica surge através de engrenamento mecânico do tipo encaixe entre a superfície da armadura e o concreto, formando-se consolos de concreto que são solicitados ao corte antes que a barra de aço possa deslizar no concreto. Segundo Leonhardt (1977), a resistência ao corte é o tipo de ligação mais elevado do aço. Obtém-se este tipo de ligação através de nervuras laminadas (aços nervurados).

82231257220

Gabarito: Errada

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 8)

(31 – TRE-MA/2005) Em estruturas de concreto armado,

na ancoragem de armaduras passivas por aderência, os ganchos

das

extremidades

das

barras

da

armadura

longitudinal de tração podem ser semicirculares, desde que possuam ponta reta de comprimento não-inferior a

A) dois diâmetros das barras. B) quatro diâmetros das barras. C) seis diâmetros das barras. D) oito diâmetros das barras. E) dez diâmetros das barras.

Na norma NBR 6118 consta que os ganchos das extremidades das barras da armadura longitudinal de tração podem ser: a) semicirculares, com ponta reta de comprimento ≥ 2

;

b) em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento ≥4

; c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento ≥ 8

.

Gabarito: A

9)

(49 – TRE-MT/2005) O comportamento conjunto dos 82231257220

materiais empregados em estruturas de concreto armado é de fundamental importância para o bom desempenho dessas estruturas. No que se refere a ancoragem de armaduras passivas por aderência, os ganchos das extremidades das barras da armadura longitudinal de tração devem ser

A) semi-elípticos, com ponta reta de comprimento não-inferior a um diâmetro da barra de aço. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 B)

em

ângulo

de

30º

(interno),

com

ponta

reta

de

comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. C)

em

ângulo

de

45º

(interno),

com

ponta

reta

de

comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. D) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento nãoinferior a 4 diâmetros da barra de aço. E) semicirculares, para as barras lisas.

Na norma NBR 6118 consta que os ganchos das extremidades das barras da armadura longitudinal de tração podem ser: a) semicirculares, com ponta reta de comprimento ≥ 2

;

b) em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento ≥4

; c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento ≥ 8

Para

as

barras

lisas,

os

ganchos

.

devem

ser

semicirculares.

Gabarito: E

2.3 - CONCRETAGEM 82231257220

Fôrmas construídas com materiais que absorvam umidade ou facilitem a evaporação devem ser molhadas até a saturação, para minimizar a perda de água do concreto, fazendo-se furos para escoamento da água em excesso, salvo especificação contrária em projeto. A equipe de trabalhadores devidamente treinados para a operação de concretagem deve estar dimensionada para realizar as

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 etapas de preparo do concreto (se for o caso), lançamento e adensamento, no tempo estabelecido. A inspeção e liberação do sistema de fôrmas, das armaduras e de

outros

itens

da

estrutura

deve

ser

realizada

antes

da

concretagem. O método de documentação dessa inspeção deve ser desenvolvido e aprovado pelas partes envolvidas antes do início dos trabalhos. Cada um desses aspectos deve ser cuidadosamente examinado, de modo a assegurar que está de acordo com o projeto, as especificações e as normas técnicas. Após a descarga do concreto, a “bica” do caminhão betoneira de descarga deve ser lavada no canteiro de obras. A temperatura

da massa de concreto, no momento do

lançamento, não deve ser inferior a 5°C. Salvo disposições em contrário, estabelecidas no projeto ou definidas pelo responsável técnico pela obra, a concretagem deve ser suspensa sempre que estiver prevista queda na temperatura ambiente para abaixo de 0°C nas 48 h seguintes. Em nenhum caso devem ser usados produtos que possam atacar quimicamente as armaduras, em especial aditivos à base de cloreto de cálcio. Quando a concretagem for efetuada em temperatura ambiente 82231257220

muito quente (≥ 35°C) e, em especial, quando a umidade relativa do ar for baixa (≤ 50%) e a velocidade do vento alta (≥ 30 m/s), devem ser adotadas as medidas necessárias para evitar a perda de consistência e reduzir a temperatura da massa de concreto. Imediatamente

após

as

operações

de

lançamento

e

adensamento, devem ser tomadas providências para reduzir a perda de água do concreto (cura).

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Salvo disposições em contrário, estabelecidas no projeto ou definidas pelo responsável técnico pela obra, a concretagem deve ser suspensa

se

as

condições

ambientais

forem

adversas,

com

temperatura ambiente superior a 40°C ou vento acima de 60 m/s. Recomenda-se que o intervalo de tempo transcorrido entre o instante em que a água de amassamento entra em contato com o cimento e o final da concretagem não ultrapasse a 2 h 30 min. Quando a temperatura ambiente for elevada, ou sob condições que contribuam para acelerar a pega do concreto, esse intervalo de tempo deve ser reduzido, a menos que sejam adotadas medidas especiais, como o uso de aditivos retardadores, que aumentem o tempo de pega sem prejudicar a qualidade do concreto. No caso de concreto bombeado, o diâmetro interno do tubo de bombeamento deve ser no mínimo 4x o diâmetro máximo do agregado.

82231257220

Fonte:

Em nenhuma hipótese deve ser realizado o lançamento do concreto após o início da pega. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Deve-se ter maiores cuidados quanto maiores forem a altura de lançamento e a densidade de armadura. Estes cuidados devem ser majorados

quando

a

altura

de

queda

livre

do

concreto

ultrapassar 2 m, no caso de peças estreitas e altas, de modo a evitar a segregação e falta de argamassa (como nos pés de pilares e nas juntas de concretagem de paredes). As fôrmas devem ser preenchidas em camadas de altura compatível com o tipo de adensamento previsto (ou seja, em camadas de altura inferior à altura da agulha do vibrador mecânico) para se obter um adensamento adequado. Em peças verticais e esbeltas, tipo paredes e pilares, pode ser conveniente utilizar concretos de diferentes consistências, de modo e reduzir o risco de exsudação e segregação. Quando o lançamento for submerso, o estudo de dosagem deve prever um concreto auto-adensável, coeso e plástico. Na falta de um estudo de dosagem que garanta essas características, deve-se preparar o concreto com consumo mínimo de cimento Portland ≥ 400 kg/m3 e consistência plástica, de forma que possa ser levado ao local de lançamento por meio de uma tubulação submersa. A ponta do tubo de lançamento deve ser mantida dentro do concreto já lançado, a fim de evitar agitação prejudicial. Após o lançamento o concreto não deve ser manuseado para adquirir 82231257220

uma forma definitiva específica, devendo-se manter continuidade na concretagem. O lançamento de concreto submerso não deve ser realizado quando a temperatura da água for menor que 5°C, mesmo estando o concreto fresco com temperatura normal, nem quando a velocidade da água for maior que 2 m/s.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto deve ser vibrado ou apiloado contínua e energicamente com equipamento adequado à sua consistência.

Fonte:

Fonte:

Deve-se evitar a vibração da armadura para que não se 82231257220

formem vazios ao seu redor, com prejuízos da aderência. No adensamento manual, a altura das camadas de concreto não deve ultrapassar 20 cm. Em todos os casos, a altura da camada de concreto a ser adensada deve ser menor que 50 cm, de modo a facilitar a saída de bolhas de ar. Quando forem utilizados vibradores de imersão, a espessura da camada deve ser aproximadamente igual a 3/4 do comprimento da Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 agulha. Ao vibrar uma camada de concreto, o vibrador deve penetrar cerca de 10 cm na camada anterior. Tanto a falta como o excesso de vibração são prejudiciais ao concreto. Devem

ser

tomados

os

seguintes

cuidados

durante

o

adensamento com vibradores de imersão (ver figura 2): - preferencialmente aplicar o vibrador na posição vertical; - vibrar o maior número possível de pontos ao longo do elemento estrutural; - retirar o vibrador lentamente, mantendo-o sempre ligado, a fim de que a cavidade formada pela agulha se feche novamente; - não permitir que o vibrador entre em contato com a parede da fôrma, para evitar a formação de bolhas de ar na

superfície

da

peça,

mas

promover

um

adensamento

uniforme e adequado de toda a massa de concreto, observando cantos e arestas, de maneira que não se formem vazios; - mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante.

82231257220

O momento logo após o fim de pega é denominado “corte verde”. As juntas de concretagem, sempre que possível, devem ser previstas no projeto estrutural e estar localizadas onde forem menores os esforços de cisalhamento, preferencialmente em posição normal aos esforços de compressão, salvo se demonstrado que a junta não provocará a diminuição da resistência do elemento Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 estrutural. No caso de vigas ou lajes apoiadas em pilares, ou paredes, o lançamento do concreto deve ser interrompido no plano horizontal. Deve ser evitada a manipulação excessiva do concreto, como processos de vibração muito demorados ou repetidos em um mesmo local, que provoca a segregação do material e a migração do

material fino

e da água para

a superfície

(exsudação),

prejudicando a qualidade da superfície final com o conseqüente aparecimento de efeitos indesejáveis. Os agentes deletérios mais comuns ao concreto em seu início de vida são: mudanças bruscas de temperatura, secagem, chuva forte, água torrencial, congelamento, agentes químicos, bem como choques e vibrações de intensidade tal que possam produzir fissuras na massa de concreto ou prejudicar a sua aderência à armadura. 10) (84 – MS/2013 – Cespe) A mistura manual de concreto permite controle tecnológico mais eficaz do que o preparo mecanizado, dado propiciar fácil visualização da massa e baixo gasto de energia durante o preparo. A mistura manual era prevista na NBR 6118/80, que a limitava para um volume de concreto correspondente ao consumo de 100 kg de cimento. A mistura mecânica é obtida em betoneiras. 82231257220

O controle tecnológico é mais eficaz no preparo mecanizado, pois há maior controle da mistura, tanto na proporção em massa e volume dos materiais, que são colocados no interior do tambor da betoneira, evitando-se perdas, quanto na homogeneidade da mistura, pelo controle da velocidade e tempo de rotação do tambor. Gabarito: Errada

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 11) (93 – MJ/2013 – Cespe) O início de cada operação de lançamento de concreto será condicionado à realização dos ensaios de abatimento (slump test) pela empresa contratada, na presença dos agentes de fiscalização. De acordo com o Manual de Obras Públicas – Edificações – Práticas

da

SEAP



Construção,

a

Contratada

comunicará

previamente à Fiscalização, em tempo hábil, o início de toda e qualquer operação de concretagem, que somente poderá ser iniciada após a liberação pela Fiscalização. O início de cada operação de lançamento será condicionado à realização dos ensaios de abatimento (Slump Test) pela Contratada, na presença da Fiscalização, em cada betonada ou caminhão betoneira. Gabarito: Correta

12) (94 – MJ/2013 – Cespe) O lançamento do concreto deverá ser contínuo e conduzido de forma a não haver interrupções superiores ao seu tempo de pega, não sendo tolerada a queda vertical livre do concreto além de dois metros de altura. De acordo com o Manual de Obras Públicas – Edificações – Práticas da SEAP – Construção, a queda vertical livre além de 2,0 metros não será permitida. O lançamento será contínuo e 82231257220

conduzido de forma a não haver interrupções superiores ao tempo de pega do concreto. Uma vez iniciada a concretagem de um lance, a operação deverá ser contínua e somente terminada nas juntas de concretagem preestabelecidas. A operação de lançamento também deverá ser realizada de modo a minimizar o efeito de retração inicial do concreto. Cada camada de concreto deverá ser consolidada até o máximo praticável em termos de densidade. Deverão ser evitados vazios ou ninhos, de tal forma que o concreto seja perfeitamente confinado junto às fôrmas e peças embutidas. Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Gabarito: Correta

13) (85 – MJ/2013 – Cespe) Durante o transporte horizontal do concreto, é benéfica a ocorrência de trepidação, que garante a trabalhabilidade da massa durante o lançamento do concreto. De acordo com BAUER (2012), no transporte horizontal do concreto, deve-se evitar a vibração, pois, se isso ocorrer, haverá compactação do material, e, consequentemente, dificuldade na sua saída. Assim sendo, será vantajoso, quando empregados carrinhos, utilizar rodas de pneus e vagonetes sobre trilhos, já que, nesses processos, a trepidação do transporte fica diminuída. Gabarito: Errada

14) (86 – MJ/2013 – Cespe) Após o lançamento do concreto, é prejudicial a ocorrência excessiva de vibração mecânica, que deve

ser

interrompida

quando

as

bolhas

superficiais

desaparecerem e a umidade da superfície uniformizar-se. De acordo com a NBR 14931/2004, tanto a falta como o excesso de vibração são prejudiciais ao concreto. Devem

ser

tomados

os

seguintes

cuidados

durante

o

82231257220

adensamento com vibradores de imersão: - preferencialmente aplicar o vibrador na posição vertical; - vibrar o maior número possível de pontos ao longo do elemento estrutural; - retirar o vibrador lentamente, mantendo-o sempre ligado, a fim de que a cavidade formada pela agulha se feche novamente;

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - não permitir que o vibrador entre em contato com a parede da fôrma, para evitar a formação de bolhas de ar na superfície da peça, mas promover um adensamento uniforme e adequado de toda a massa de concreto, observando cantos e arestas, de maneira que não se formem vazios; - mudar o vibrador de posição quando a superfície apresentar-se brilhante. De acordo com BAUER (2012), não se deve vibrar além do necessário, tempo este em que desaparecem as bolhas de ar superficiais e a umidade da superfície é uniforme, e alerta que o excesso de vibração é, provavelmente, pior do que a falta de vibração. Gabarito: Correta

15) (95 – MJ/2013 – Cespe) Devido ao calor de hidratação resultante das reações endotérmicas entre o cimento e a água, que provocam o resfriamento da massa de concreto, existem restrições

nas

alturas

das

camadas

de

concreto

na

concretagem de grandes massas. A afirmativa torna-se correta trocando-se “resfriamento” por “aquecimento”, conforme a seguir: “Devido ao calor de hidratação 82231257220

resultante das reações endotérmicas entre o cimento e a água, que provocam o aquecimento da massa de concreto, existem restrições nas alturas das camadas de concreto na concretagem de grandes massas.” Gabarito: Errada

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 2.4 – Cura e retirada de formas e escoramentos Enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o concreto deve ser curado e protegido contra agentes prejudiciais para: - evitar a perda de água pela superfície exposta; - assegurar uma superfície com resistência adequada; - assegurar a formação de uma capa superficial durável. O endurecimento do concreto pode ser acelerado por meio de

tratamento térmico

ou pelo

uso

de

aditivos que

não

contenham cloreto de cálcio em sua composição e devidamente controlado, não se dispensando as medidas de proteção contra a secagem.

16) (25 – CGU/2008 – ESAF) O padrão de acabamento das lajes de concreto armado tem assumido diferentes formas, evoluindo do processo convencional até os processos mais racionalizados, devido ao apelo pela busca de maior qualidade e

produtividade

dos

processos

na

construção

civil.

Atualmente, as lajes de concreto armado, em relação ao seu padrão

de

acabamento,

podem

ser

classificadas

em:

convencional, nivelada e acabada. Nesse contexto, assinale a 82231257220

opção incorreta.

Segundo SOUZA (1996), as lajes podem ser classificadas em: Laje convencional – Necessita de camada de regularização antes da colocação do piso, pois não é executada com controle de nivelamento e rugosidade da superfície. Laje nivelada – O contrapiso é definido pelo projeto e não tem função de regularização de nível, visam à redução de Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 espessura dos contrapisos utilizados como elementos niveladores nas estruturas convencionais, reduzindo o consumo extra de concreto. Laje acabada – Tem as adequadas características de planeza ou rugosidade superficial e nivelamento ou declividade, necessárias à fixação ou assentamento do piso final. Não necessita de contrapiso. a) Nas lajes convencionais não existe controle efetivo de seu nivelamento e rugosidade superficial.

Exato. A laje convencional não é executada com controle de nivelamento e rugosidade da superfície. b)

As

lajes

niveladas

consistem

em

um

avanço

na

racionalização da produção, pois existe, no momento da sua execução, um controle de seu nivelamento. Correto, devido ao controle de nivelamento da laje nivelada o contrapiso não precisa ter função de regularização de nível, tendo espessura reduzida. c) As lajes niveladas oferecem um substrato com adequada rugosidade superficial, planeza e nivelamento, dispensando o contrapiso. Errado, pois na laje nivelada há previsão de contrapiso, mesmo 82231257220

que de espessura reduzida. d) Na laje acabada, para a aplicação direta do revestimento, recomenda-se utilizar uma diferença de nível em áreas que tenham captação de água. Exato, pois a ideia de laje acabada é não haver camada de regularização. Logo, a superfície da laje acabada já deve ter os caimentos necessários. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 e) A laje acabada, por eliminar a camada de regularização, vem sendo questionada em relação ao seu desempenho acústico. A ausência do contrapiso reduz a espessura de material entre um andar e outro, o que prejudica, por consequência, o isolamento acústico. Gabarito: C 17) (57 – MPU/2004) Com relação a aditivos utilizados para a modificação das propriedades de concretos e argamassas, é incorreto afirmar que

a)

os

aditivos

incorporadores

de

ar

melhoram

a

trabalhabilidade e reduzem as resistências mecânicas de concretos e argamassas.

b) o cloreto de cálcio não deve ser empregado como aditivo acelerador em estruturas com aço protendido.

De acordo com a norma NBR 14931, em nenhum caso devem ser

usados

produtos

que

possam

atacar

quimicamente

as

armaduras, em especial aditivos à base de cloreto de cálcio. 82231257220

Gabarito: Correta

c) os aditivos plastificantes permitem a redução da relação água/cimento, acarretando o aumento da resistência e da permeabilidade dos concretos e argamassas.

d) um dos problemas no uso de aditivos superfluidificantes é a rápida perda da consistência fluída inicial estabelecida para o concreto. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 e) o uso de aditivos retardadores permite a realização de concretagens em dias com temperatura elevada.

Gabarito: C 18) (28 – SEAD/PA – 2005) No que se refere à execução de obras de concreto, assinale a opção incorreta.

A) Para condições usuais de construções civis, recomenda-se que a altura de queda do concreto seja inferior a 2,5 m.

Segundo a norma NBR 14931/2004, o concreto deve ser lançado com técnica que elimine ou reduza significativamente a segregação

entre

seus

componentes,

observando-se

maiores

cuidados quanto maiores forem a altura de lançamento e a densidade de armadura. Estes cuidados devem ser majorados quando a altura de queda livre do concreto ultrapassar 2 m, no caso de peças estreitas e altas, de modo a evitar a segregação e falta de argamassa (como nos pés de pilares e nas juntas de concretagem de paredes). O

lançamento

do

concreto

não

poderá

ser

de

alturas

excessivas. Quando a altura da queda for superior a 2,5 m, medidas especiais terão de ser tomadas para evitar a segregação dos materiais. Dentre elas, destaca-se a abertura de janelas nas fôrmas, 82231257220

que permitem diminuir a altura de lançamento e facilitam o adensamento. (Yazigi, 2009)

Gabarito: Correta

B) O vibrador de superfície é usado em lajes e pavimentação.

Exato, esse tipo de vibrador é usado em lajes e pavimentação. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 O tipo mais comum adotado nas estruturas de concreto é o vibrador tipo mangote ou de imersão.

Há também o vibrador externo, que transmite vibrações para as formas e é utilizado quando, por qualquer razão, não se puder introduzir um vibrador do tipo mangote; seções estreitas ou peças em que a ferragem seja muito densa são alguns exemplos desse caso.

Gabarito: Correta

C) Os aditivos para concreto podem ser utilizados para o retardo ou para a aceleração do endurecimento do concreto ou ainda para o aumento da sua plasticidade.

Os

aditivos são

produtos que

adicionados em pequenas

quantidades a concretos de cimento portland modificam algumas de suas propriedades para melhor adequá-las a determinadas condições. (Yazigi, 2009) Tipos de aditivos: -

Aditivo

plastificante:

produto

que

melhora

a

trabalhabilidade reduzindo o consumo de água para a consistência exigida, contribuindo para o aumento da resistência à compressão. 82231257220

- Aditivo retardador: produto que retarda o início e fim da pega do concreto. - Aditivo acelerador: produto que acelera o endurecimento e a pega. - Aditivo incorporador de ar: produto que incorpora pequenas bolhas de ar ao concreto.

Gabarito: Correta Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 D) A graute é especialmente recomendada na concretagem de peças de grandes dimensões, devido à sua baixa fluidez. Fonte:

Na literatura técnica em inglês utiliza-se o termo grout para definir uma argamassa ou um microconcreto fluido, utilizado para o preenchimento de um vazio. No Brasil, os engenheiros e o mercado da construção reconhecem diferenças muito claras entre qualquer argamassa ou microconcreto fluido e um graute.

Para que uma argamassa ou concreto sejam considerados um graute é necessário que:

· Apresente consistência fluida, dispensando o adensamento · Atinja altas resistências iniciais e finais · Apresente expansão controlada.

Os grautes são materiais destinados ao preenchimento de vazios confinados ou semiconfinados em locais de difícil acesso, seja por se tratarem de cavidades muito estreitas ou locais com elevada densidade de obstáculos tais como armaduras, tubulações, entre outros. 82231257220

A fluidez do graute permite que haja um preenchimento total da seção, sem a necessidade de adensamento.

A alta resistência inicial permite a rápida liberação das fôrmas e da estrutura grauteada, possibilitando maior agilidade no processo de fixação de equipamentos, e rápida colocação da estrutura reparada ou reforçada em carga. A elevada resistência final e a apresentação de módulo de deformação compatível com o do concreto garantem o Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 bom desempenho frente a esforços elevados, mesmo para reforço de concretos de alta resistência.

A expansão controlada ou, conforme o produto, a simples compensação da retração, garante a estabilidade volumétrica e impede a existência de vazios, propiciando perfeita aderência e compacidade.

Os dois campos principais de utilização dos grautes são as obras novas e as de recuperação estrutural. Os grautes para reparo são, em geral, denominados argamassas ou micro-concretos fluidos ou simplesmente grautes de reparo.

Portanto, ao contrário do que diz a questão, os grautes apresentam alta fluidez.

Gabarito: Errada

E) Garantidas as condições apropriadas, o concreto pode ser transportado por bombeamento.

O concreto deve ser transportado do local de amassamento para o de lançamento tão rapidamente quanto possível e de tal modo 82231257220

que

mantenha

sua

homogeneidade,

evitando-se

a

possível

segregação dos materiais, transporte este que poderá ser na direção horizontal, vertical ou oblíqua. Os principais meios de transporte, desde o misturador, são (Azeredo, 2001):

- carrinhos de mão - carrinhos motorizados - guinchos e calhas - correias Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - caminhões-betoneira - caminhões basculantes - sistema monorail - bombas de concreto

O melhor concreto para bombeamento necessita de uma mistura razoável; para misturas muito plásticas ou muito secas esse processo torna-se impróprio.

Gabarito: Correta

Gabarito: D

19) (23 – SEAD/PA – 2005) Na confecção de peças de concreto, entende-se por exsudação A) o processo de embarrigamento de formas de madeira durante o lançamento de concretos frescos. B) as trincas que surgem devido à retração do concreto após a sua cura. C) a tendência de a água de amassamento vir à superfície do concreto recém-lançado. D) a quebra dos componentes agregados do concreto. 82231257220

E) o processo de cura acelerada do concreto decorrente da utilização de aditivos apropriados.

A exsudação é um fenômeno de segregação de água que ocorre na pasta de cimento. Os grãos de cimento, sendo mais pesados que a água que os envolve, são forçados, por gravidade, a sedimentar. Essa tendência de movimentação dos grãos para baixo resulta no afloramento do excesso de água expulsa das partes inferiores. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Esse fenômeno ocorre antes do início da pega. A água que se acumula

superficialmente

é

chamada

exsudação

e

é

quantitativamente expressa como percentagem do volume inicial dela na

mistura.

É

uma

forma

de

segregação

que

prejudica

a

uniformidade, a resistência e a durabilidade do concreto (Yazigi, 2009). Segundo a norma NBR 14931/2004, deve ser evitada a manipulação excessiva do concreto, como processos de vibração muito demorados ou repetidos em um mesmo local, que provoca a segregação do material e a migração do material fino e da água para a superfície (exsudação), prejudicando a qualidade da superfície

final

com

o

conseqüente

aparecimento

de

efeitos

indesejáveis.

Gabarito: C

(SEGER-ES/2011) No que se refere às características do concreto utilizado em obras de construção civil, julgue os seguintes itens.

20) 62 - O volume de vazios capilares na massa do concreto decresce com a idade crescente de hidratação do cimento. 82231257220

O grau de hidratação está ligado ao tempo e o volume de vazios

decorre

do

adensamento

incompleto

(bolhas

de

ar

incorporadas) e da água que excede a hidratação. Contudo, essa água excedente ao participar da hidratação do cimento ao longo do tempo vai sendo incorporada à pasta de cimento e, consequentemente, deixará de fazer parte do volume de vazios, reduzindo-o.

Gabarito: Correta Prof. Marcus V. Campiteli

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21) 67 - As águas puras (alcalinas) são as mais indicadas para serem utilizadas com o cimento, pois diluem pouco a cal, os silicatos e os aluminatos. Segundo o livro “Construções de Concreto” do autor Leonhardt, quase todas as águas naturais são apropriadas para amassamento. É necessário precaução quanto às águas de pântano e as de rejeito industrial. A água do mar é inadequada para as estruturas de concreto armado e protendido devido à corrosão provocada pelo teor de sal.

Gabarito: Errada

22) 69 - Segundo as normas brasileiras, o agregado graúdo para o concreto massa pode ter dimensões máximas de até 150 mm. Fonte:

O concreto massa é um tipo de concreto simples (sem armadura) destinado a elementos de grande volume. O consumo de cimento é baixo, entre 120 a 200 kg/m3, e o diâmetro máximo dos agregados varia entre 75 mm a 150 mm. Ele é utilizado em barragens. O concreto compactado a rolo – CCR 82231257220

é uma evolução do concreto massa. Devido aos grandes volumes, a hidratação do concreto massa gera muito calor com conseqüente retração e fissuração significativa. Para evitar isso pode-se adotar o pré-resfriamento dos materiais ou do concreto antes da aplicação ou a refrigeração do concreto lançado, dentro das formas, por meio da circulação de água fria por serpentinas dentro da massa de concreto.

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Gabarito: Correta

23) (59 – PF Nacional/2004) A compacidade dos agregados é a relação entre o volume total de vazios e o volume total aparente dos grãos. De acordo com a norma NBR 6502/1995 – Rochas e Solos, a compacidade é o estado de maior ou menor concentração de grãos ou partículas de um solo não coesivo (areias e siltes arenosos) em um dado volume. A relação entre o volume de vazios e o volume total é a porosidade.

82231257220

O parâmetro numérico que permite quantificar o estado de compacidade de solos arenosos ou siltosos é dado pela compacidade relativa, que é igual ao quociente da diferença entre os índices de vazios máximo e real e da diferença entre os índices máximo e mínimo.

Sendo: Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 emáx – índice de vazios máximo e – índice de vazios emín – índice de vazios mínimo

Os

solos

não

coesivos

são

classificados

quanto

à

sua

compacidade relativa em: a) fofos, quando 0 < ID ≤ 1/3; b) medianamente compactos, quando 1/3 < ID ≤ 2/3; c) compactos, quando 2/3 < ID ≤ 1,0.

Gabarito: Errada

24) (60 – PF Nacional/2004) A porosidade e a compacidade em um agregado sempre são constantes, independentemente do grau de adensamento.

Pessoal, se a porosidade é a relação entre o volume de vazios e o volume total, ela é variável, pois ambos variam. E a compacidade é o estado de maior ou menor concentração de grãos ou partículas de um solo não coesivo (areias e siltes arenosos) em um dado volume, logo, é variável em função dessa concentração de grãos por unidade de volume. 82231257220

Gabarito: Errada 25) (61 – PF Nacional/2004)

O adensamento da pedra

britada faz que a sua massa unitária aumente, o que deve ser levado em conta quando se medem volumes em estoques.

O adensamento da pedra britada seria a redução do seu volume, resultante da redução do seu volume de vazios, pela Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 expulsão de ar ou água causada por efeito do peso próprio ou acréscimo de tensão externa. A massa unitária é a massa das partículas do agregado que ocupam uma unidade de volume, ou seja, considera o volume de vazios. Portanto, o adensamento resulta no aumento da massa unitária de um conjunto de pedras britadas. Contudo, o termo veio no singular “pedra britada”, o que permite mais de uma interpretação. Por isso, essa questão foi anulada.

Gabarito: Anulada

(PF Regional/2004) Com relação aos aglomerantes e aos materiais em geral, é importante conhecer suas principais propriedades e ensaios. Acerca desse tema, julgue os itens seguintes.

26) 58 - A caracterização da pega do cimento é realizada pela determinação de dois tempos: o de início e o de fim da pega.

A caracterização da pega pode ser feita pelo ensaio de Vicat, prescrito na norma NM 65/2003, pela determinação dos tempos de início e fim de pega da pasta de cimento. 82231257220

O tempo de início de pega é, em condições de ensaio normalizadas, o intervalo de tempo transcorrido desde a adição de água ao cimento até o momento em que a agulha de Vicat correspondente penetra na pasta até uma distância de (4 ± 1) mm da placa base. E o tempo de fim de pega é o intervalo de tempo transcorrido desde a adição de água ao cimento até o momento em que a agulha de Vicat correspondente penetra na pasta até uma distância de 0,5 mm na pasta. Prof. Marcus V. Campiteli

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Gabarito: Correta

27) 59 - Friabilidade é a tendência apresentada pelo material de se agregar, sendo mais crítica em climas frios.

Pessoal, pelo contrário, a friabilidade é a tendência apresentada pelo material de se desagregar quando submetido a pequeno esforço. Gabarito: Errada 28) (83 – MS/2013 – Cespe) No slump test, teste utilizado para medir a pega do concreto, a penetração de uma agulha aplicada com uma pressão específica padronizada define o tempo de início do endurecimento da massa. O slump teste é a denominação dada ao ensaio do abatimento do tronco de cone. Segundo Mehta (1994), a consistência pode ser medida pelo ensaio do abatimento do tronco de cone. Ela é usada como um simples índice de mobilidade ou da fluidez do concreto fresco. Portanto, o slump test é utilizado para medir a consistência do concreto pelo ensaio do abatimento do tronco de cone. O ensaio descrito no comando da questão é o ensaio de Vicat. Gabarito: Errada

82231257220

29) (54 – MJ/2013 – Cespe) O slump test, ou teste de abatimento, é suficiente para verificar se o concreto está sendo preparado com resistência à compressão adequada. O slump test ou teste de abatimento é utilizado para medir a consistência do concreto em vez da resistência à compressão. Esta é verificada por ensaios de resistência à compressão, realizados em corpos-de-prova moldados em recipientes cilíndricos padronizados a Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 partir de amostras do concreto aplicado na obra, em diferentes datas, sendo a data principal 28 dias (fck). Gabarito: Errada

30) (151 – TCU/2011) Além de aumentar a resistência com a idade, o concreto também tem sua resistência maior para cargas de longa duração do que para carregamentos rápidos.

A resistência do concreto para cargas de longa duração é menor do que a resistência apresentada frente a carregamentos rápidos. O livro “Construções de Concreto”, do autor Leonhardt, informa que sob a ação de cargas de longa duração a resistência do concreto reduz-se cerca de 0,85 da resistência verificada no ensaio de curta duração. Portanto, com relação à resistência x duração da carga é o contrário do que diz a questão. Gabarito: Errada

(28 - PF/2002) O bom desempenho de uma obra de concreto depende da qualidade dos materiais de construção e da qualidade da execução. No que diz respeito a obras em concreto, julgue os itens a seguir. 82231257220

31) 1 – A resistência do concreto à compressão depende do grau de hidratação do cimento e da relação água/cimento.

Em estudos realizados por Abrams, quanto menor o fator água/cimento maior é a resistência à compressão obtida. Deve-se ter água suficiente para a hidratação completa do cimento e para garantir a trabalhabilidade. A água não consumida na hidratação (reação da pega) provoca retração e porosidade. Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Portanto, verifica-se o acerto da questão.

Gabarito: Correta

32) 2 - A composição química e a finura do cimento não alteram a resistência do concreto à compressão.

O tipo de cimento tem grande influência no desenvolvimento e no valor final da resistência. A finura (ou superfície específica) de um cimento influencia sua velocidade de hidratação. Para uma dada composição química, pode-se aumentar a resistência de um cimento, geralmente aos 28 dias, pelo aumento de sua superfície específica, o que, por consequência, resulta em maior resistência do concreto.

Gabarito: Errada

33) 3 - Para um mesmo valor de resistência à compressão final, a mudança das características físicas dos agregados influencia a relação água/cimento a ser utilizada na mistura.

Quanto menor o diâmetro dos agregados, maior vai ser a 82231257220

quantidade de água necessária para a trabalhabilidade do concreto, pois a superfície específica a ser lubrificada pela água será maior.

Gabarito: Correta

34) 4 - O emprego de aditivos e aceleradores ou retardadores não altera o grau de hidratação do cimento.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Os aditivos aceleradores ou retardadores aceleram ou retardam a pega do concreto, que resulta da hidratação do cimento. Logo, os aditivos alteram a hidratação para conseguir acelerar ou retardar a pega do concreto.

Gabarito: Errada

35) 5 - A resistência do concreto à compressão independe da sua idade.

O endurecimento do concreto inicia algumas horas depois da sua mistura e sua resistência aumenta ao longo do tempo atingindo de 60% a 90% aos 28 dias de idade, de acordo com o tipo de cimento utilizado.

Gabarito: Errada 36) (91 – MJ/2013 – Cespe) O fator água/cimento deve ser sempre o mais alto possível, uma vez que, devido ao processo de exsudação, tanto a resistência como a durabilidade da peça concretada tendem a aumentar com o passar do tempo. Em estudos realizados por Abrams, quanto menor o fator água/cimento maior é a resistência à compressão obtida. 82231257220

Deve-se ter água suficiente para a hidratação completa do cimento e para garantir a trabalhabilidade. A água não consumida na hidratação (reação da pega) provoca retração e porosidade. Portanto, é o oposto do que afirma a questão. Gabarito: Errada

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 –

37) (41

TRE-MA/2005)

Considere

que,

em

um

procedimento de fiscalização de uma obra, o fiscal constate que, na concretagem de uma viga, a água de amassamento aflorava na superfície da massa de concreto. Nessa situação, a ocorrência pode ser devida a

A) cura prematura do concreto. B) agregados do concreto com dimensões exageradas. C) quantidade excessiva de cimento. D) trincamento por retração durante a concretagem. E) segregação dos componentes do concreto.

De acordo com Yazigi (1994), a exsudação é um fenômeno de segregação de água (transpiração) que ocorre na pasta de cimento. Os grãos de cimento, sendo mais pesados que a água que os envolve, são forçados, por gravidade, a uma sedimentação, quando possível. Resulta, dessa tendência da movimentação dos grãos para baixo, o afloramento do excesso de água expulso das partes inferiores. Esse fenômeno ocorre antes do início da pega. A água que se acumula

superficialmente

é

chamada

exsudação

e

é

quantitativamente expressa como percentagem do volume inicial dela, na mistura. É uma forma de segregação que prejudica a 82231257220

uniformidade, a resistência e a durabilidade do concreto.

Gabarito: E

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 3 – PROJETO DE CONCRETO ARMADO 3.1 – Informações iniciais da NBR 6118/2014 Pessoal, um dos enfoques da norma NBR 6118 está na durabilidade das estruturas de concreto armado. Nesse aspecto, os mecanismos preponderantes de envelhecimento e deterioração do concreto são: - lixiviação: é o mecanismo responsável por dissolver e carrear os compostos hidratados da pasta de cimento por ação de águas puras, carbônicas agressivas, ácidas e outras. Para prevenir sua ocorrência, recomenda-se restringir a fissuração, de forma a minimizar a infiltração de água, e proteger as superfícies expostas com produtos específicos, como os hidrófugos; - expansão por sulfato: é a expansão por ação de águas ou solos que contenham ou estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado. A prevenção pode ser feita pelo uso de cimento resistente a sulfatos; - reações álcali-agregado: é a expansão por ação das reações entre os álcalis do concreto e agregados reativos. Os mecanismos preponderantes de deterioração relativos à 82231257220

armadura são: - despassivação por carbonatação, ou seja, por ação do gás carbônico da atmosfera sobre o aço da armadura. As medidas preventivas

consistem

em

dificultar

o

ingresso

dos

agentes

agressivos ao interior do concreto. O cobrimento das armaduras e o controle da fissuração minimizam este efeito, sendo recomendável o uso de um concreto de pequena porosidade; e

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - despassivação por ação de cloretos: consiste na ruptura local da camada de passivação, causada por elevado teor de íon-cloro. As medidas preventivas consistem em dificultar o ingresso dos agentes agressivos ao interior do concreto. O cobrimento das armaduras e o controle da fissuração minimizam este efeito, sendo recomendável o uso de um concreto de pequena porosidade. O uso de cimento composto com adição de escória ou material pozolânico é também recomendável nestes casos. E os mecanismos de deterioração da estrutura propriamente dita

são

todos

aqueles

relacionados

às

ações

mecânicas,

movimentações de origem térmica, impactos, ações cíclicas, retração, fluência e relaxação. Alguns exemplos de medidas preventivas: - barreiras protetoras em pilares (de viadutos, pontes e outros) sujeitos a choques mecânicos; - período de cura após a concretagem; - juntas de dilatação em estruturas sujeitas a variações volumétricas; - isolamentos térmicos, em casos específicos, para evitar patologias devidas a variações térmicas. 82231257220

38) (59 – PF Adm/2014 – CESPE) Em projetos de concreto estrutural, deverão ser indicados explicitamente os materiais utilizados, com destaque para a resistência característica do concreto à compressão aos 28 dias (fck).

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A ABECE – Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural elaborou um documento denominado “Recomendações para elaboração de projetos estruturais de edifícios de concreto”. De acordo com este documento da ABECE, o projeto estrutural deverá prever: - escolha correta do tipo de ambiente e seu grau de agressividade; - intenção de vida útil da estrutura projetada; - escolha da classe de resistência do concreto; - especificação dos cobrimentos das peças estruturais; - especificação da relação água/cimento do concreto; Além disso, o projeto deverá ter indicações explícitas dos materiais adotados: - resistência característica à compressão aos 28 dias (fck); - o módulo de deformação tangente inicial (Eci) considerado no projeto; - relação água/cimento. Gabarito: Correta 82231257220

39) (53 – MJ/2013 – Cespe) No projeto da estrutura de concreto de uma edificação, é necessário fixar a resistência característica do concreto à tração, ou seja, o Fck do concreto, e colocar esse valor nos desenhos de fôrmas. A

afirmativa

torna-se

correta

trocando-se

“tração”

por

“compressão”, conforme a seguir: “No projeto da estrutura de concreto

de

uma

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edificação,

é

necessário

fixar

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a

resistência Página 49 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 característica do concreto à compressão, ou seja, o Fck do concreto, e colocar esse valor nos desenhos de fôrmas.” Gabarito: Errada

40) (52 – TCE-PE/2004) Em caso de cobrimentos pouco espessos, altos teores de cloreto de cálcio no concreto podem acelerar o processo de corrosão das armaduras.

A

norma

NBR

6118

apresenta

como

mecanismos

preponderantes de deterioração relativos à armadura:

a) despassivação por carbonatação, ou seja, por ação do gás carbônico da atmosfera; e b) despassivação por ação de cloretos.

Gabarito: Correta

41) (102 – Hemobras/2008) A lixiviação é um mecanismo de deterioração do concreto caracterizado pela sua expansão quando em contato com águas e solos que contenham ou estejam contaminados com sulfatos. 82231257220

A lixiviação é o mecanismo responsável por dissolver e carrear os compostos hidratados da pasta de cimento por ação de águas puras, carbônicas agressivas, ácidas e outras. Portanto, a lixiviação não corresponde à situação descrita da questão, que também é um dos mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao concreto.

Gabarito: Errada Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 3.2 - Características dos materiais a) Concreto: São considerados concretos de massa específica normal, que são aqueles que, depois de secos em estufa, têm massa específica compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3. Se a massa específica real não for conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o valor 2.400 kg/m3 e para o concreto armado 2.500 kg/m3. Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, pode-se considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3. Para efeito de análise estrutural, o coeficiente de dilatação térmica pode ser admitido como sendo igual a 10-5/°C. Primeiramente, vale trazer a classificação do concreto para fins estruturais, da NBR 8953:

82231257220

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De acordo com NBR 6118, a classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em obras provisórias ou concreto sem fins estruturais. Portanto, pessoal, de acordo com a norma, o pré-requisito do concreto destinado ao concreto armado é que ele deve ter resistência característica à compressão ≥ 20 MPa, aos 28 dias. A

resistência

característica

do

concreto

corresponde

à

resistência que tem 5% de probabilidade de não ser alcançada, ou seja, possui 95% de probabilidade de ser superada, a partir da distribuição normal de Gauss, a seguir:

A norma NBR 12655 apresenta a seguinte fórmula para lotes 82231257220

com número de exemplares n > 20: fck est = fcm - 1,65 Sd onde: fcm é a resistência média dos exemplares do lote, em megapascals; Sd é o desvio-padrão do lote para n-1 resultados, em megapascals. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Para uso em concreto protendido o concreto deve apresentar resistência característica à compressão ≥ 25 MPa. E concretos com resistência característica à compressão inferior a 20 MPa, até o limite de 15 MPa, somente podem ser usados em obras provisórias ou concreto sem fins estruturais. A resistência à tração do concreto de classe até C50 pode ser estimada a partir da sua resistência à compressão, pelas seguintes fórmulas:

Onde: fct,m - Resistência média à tração do concreto fck - Resistência característica à compressão do concreto

Por exemplo, pode-se estimar a resistência média à tração de um concreto com resistência característica à compressão de 25 MPa como 0,3 x (25)2/3 = 2,56 MPa. Percebam como a resistência à tração do concreto é bem menor que a sua resistência à compressão. Nesse caso específico, ele corresponde a quase 10% da resistência à compressão. 82231257220

Para concretos de classes C55 até C90: fct,m = 2,12.ln(1 + 0,11.fck) O módulo de Elasticidade também pode ser estimado a partir da resistência característica à compressão do concreto, conforme a seguir: Eci =

1/2 E.5600.(fck) ,

Eci =21,5.103.

E

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para fck de 20 MPa a 50 MPa;

.((fck/10) + 1,25)1/3, para fck de 55 MPa a 90 MPa.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Sendo: E

= 1,2 para basalto e diabásio

E

= 1,0 para granito e gnaisse

E

= 0,9 para calcário

E

= 0,7 para arenito

42) (67 – TCE-PE/2004) A NBR n.º 6118/2003 se aplica a concretos de massa específica normal, que são aqueles que, depois

de

secos

em

estufa,

têm

massa

específica

compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3.

Segundo a norma NBR 6118/2014, são considerados concretos de massa específica normal aqueles que, depois de secos em estufa, têm massa específica compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3. Se a massa específica real não for conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o valor 2.400 kg/m3 e para o concreto armado 2.500 kg/m3. Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, pode-se considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3. 82231257220

Gabarito: Correta 43) (68 – TCE-PE/2004) Quando não se conhece a massa específica do concreto a ser utilizado em uma peça estrutural, é correto considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 300 kg/m3.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, pode-se considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3.

Gabarito: Errada

b) Aço de Armadura Passiva Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser utilizado

aço

classificado

pela

ABNT

NBR

7480

com

o

valor

característico da resistência de escoamento nas categorias CA-25, CA-50 e CA-60. Segue a tabela com as características mecânicas das barras e fios de aço para concreto armado exigidas pela NBR 7480:

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Pode-se adotar para massa específica do aço de armadura passiva o valor de 7.850 kg/m3. O valor 10-5/°C pode ser considerado para o coeficiente de dilatação térmica do aço, para intervalos de temperatura entre –20°C e 150°C. Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante, o módulo de elasticidade do aço pode ser admitido igual a 210 GPa. Os aços CA-25 e CA-50, que atendam aos valores mínimos indicados na ABNT NBR 7480, podem ser considerados como de alta dutilidade. Os aços CA-60 que obedeçam também às especificações dessa Norma podem ser considerados como de dutilidade normal. Em ensaios de dobramento a 180°, não pode ocorrer ruptura ou fissuração. 44) (101 – Hemobras/2008) Em uma peça de concreto armado, qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não seja previamente alongada, é denominada de armadura passiva.

De acordo com a norma NBR 6118, armadura passiva é qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não seja previamente alongada. 82231257220

Portanto, a questão foi tirada da norma.

Gabarito: Correta

45) (69 – PF Adm/2014 – CESPE) Quando as tensões de projeto não são muito elevadas, pode-se empregar o mesmo tipo de barra de aço das estruturas de concreto armado para a

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 execução da armadura ativa das estruturas de concreto protendido. A armadura do concreto armado é passiva, enquanto a armadura do concreto protendido é ativa. A NBR 6118/2014 define a armadura passiva como qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não seja previamente alongada. Já a armadura ativa ou de protensão é constituída por barras, fios isolados ou cordoalhas, destinadas à produção de forças de protensão, isto é, na qual se aplica um pré-alongamento inicial. Portanto, a armadura passiva do concreto armado não pode ser empregada como ativa nas estruturas de concreto protendido. Gabarito: Errada

3.3 - Comportamento conjunto dos Materiais a) Aderência Consideram-se em boa situação quanto à aderência os trechos das barras que estejam em uma das posições seguintes: a) com inclinação maior que 45º sobre a horizontal; 82231257220

b) horizontais ou com inclinação menor que 45°sobre a horizontal, desde que: -

para

elementos

estruturais

com

h

<

60

cm,

localizados no máximo 30 cm acima da face inferior do elemento ou da junta de concretagem mais próxima;

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - para elementos estruturais com h

60 cm, localizados

no mínimo 30 cm abaixo da face superior do elemento ou da junta de concretagem mais próxima. Os trechos das barras em outras posições e quando do uso de formas deslizantes devem ser considerados em má situação quanto à aderência. b) Segurança e Estados Limites Consideram-se os estados limites últimos e os estados limites de serviço. O estado limite último (ELU) é o estado limite relacionado ao colapso, ou a qualquer outra forma de ruína estrutural, que determine a paralisação do uso da estrutura. Estados limites de serviço são aqueles relacionados à durabilidade das estruturas, aparência, conforto do usuário e à boa utilização funcional das mesmas, seja em relação aos usuários, seja em relação às máquinas e aos equipamentos utilizados. A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura. 82231257220

As

exigências

relativas

à

capacidade

resistente

e

ao

desempenho em serviço deixam de ser satisfeitas, quando são ultrapassados os respectivos estados limites último e de serviço. 3.4 - Agressividade do ambiente: A tabela seguinte, da NBR 6118/2014, apresenta o grau de agressividade de acordo com o ambiente em que se constrói a estrutura de concreto armado. Prof. Marcus V. Campiteli

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A partir da classificação da agressividade, estabelece-se a relação água/cimento do concreto e a resistência à compressão característica.

Podemos verificar pela tabela que a menor resistência à compressão característica aceita é de 20 MPa (C20). Caso a 82231257220

agressividade seja enquadrada como IV, a resistência mínima a compressão deverá ser de 40 MPa (C40). E a partir da agressividade do ambiente, estabelece-se também o cobrimento nominal (cobrimento mínimo + tolerância de 10 mm) das armaduras, conforme tabela seguinte, da NBR 6118/2014:

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Nesse caso, para o Cespe, deve-se atentar para as exceções, tal como a que consta no final da observação b acima, em que o cobrimento pode ser reduzido para 15 mm caso a face superior de lajes e vigas sejam revestidas com argamassa de contrapiso, carpete e madeira, além de outros. Se houver adequado controle de execução do concreto armado, a norma NBR 6118 permite a redução da tolerância para 5 mm, ou 82231257220

seja, os cobrimentos nominais podem ser reduzidos em 5 mm. Para concretos de classe de resistência superior ao mínimo exigido, os cobrimentos definidos na Tabela acima podem ser reduzidos em até 5 mm. O cobrimento não pode ser menor que o diâmetro da barra e a dimensão máxima do agregado graúdo não pode superar 20% do cobrimento.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 46) (70 ambiente,



TCE-PE/2004)

uma

estrutura

Quanto de

à

concreto

agressividade armado

pode

do ser

classificada como fraca, moderada, forte ou muito forte, segundo a NBR n.º 6118/2003. A norma NBR 6118/2014 apresenta a seguinte tabela com o grau de agressividade em função do ambiente em que se constrói a estrutura de concreto armado:

Portanto, a classificação apresentada na questão se confirma.

Gabarito: Correta



47) (103

Hemobras/2008)

Na

falta

de

ensaios

82231257220

comprobatórios

da

resistência

do

concreto

armado

à

agressividade do ambiente prevista no projeto, prescrições de norma técnica específica estabelecem valores limites de propriedades

do

armadura

serem

a

concreto

e

de

observados

cobrimento em

função

nominal do

nível

da de

agressividade do ambiente.

A norma específica que prevê as condições mínimas de proteção à agressividade do ambiente é a NBR 6118/2014, que traz Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 uma tabela com o grau de agressividade de acordo com o ambiente em que se constrói a estrutura de concreto armado.

A partir da classificação da agressividade, estabelece-se a relação água/cimento do concreto e a resistência à compressão característica.

82231257220

Podemos verificar pela tabela que a menor resistência à compressão característica aceita é de 20 MPa (C20). Caso a agressividade seja enquadrada como IV, a resistência mínima a compressão deverá ser de 40 MPa (C40). E a partir da agressividade do ambiente, estabelece-se também o cobrimento nominal (cobrimento mínimo + tolerância de 10 mm) das armaduras, conforme tabela seguinte, da NBR 6118/2014:

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Nesse caso, para o Cespe, deve-se atentar para as exceções, tal como a que consta no final da observação b acima, em que o cobrimento pode ser reduzido para 15 mm caso a face superior de lajes e vigas sejam revestidas com argamassa de contrapiso, carpete e madeira, além de outros. Se houver adequado controle de execução do concreto armado, a norma NBR 6118 permite a redução da tolerância para 5 mm, ou seja, os cobrimentos nominais podem ser reduzidos em 5 mm. 82231257220

Para concretos de classe de resistência superior ao mínimo exigido, os cobrimentos definidos na Tabela acima podem ser reduzidos em até 5 mm. O cobrimento não pode ser menor que o diâmetro da barra e a dimensão máxima do agregado graúdo não pode superar 20% do cobrimento.

Gabarito: Correta Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 3.5 - Ações a considerar no dimensionamento das estruturas Na análise estrutural deve ser considerada a influência de todas as ações que possam produzir efeitos significativos para a segurança da estrutura em exame, levando-se em conta os possíveis estados limites últimos e os de serviço. As

ações

a

considerar

classificam-se

em

permanentes,

variáveis e excepcionais.

a) Ações Permanentes

Ações

permanentes

são

as

que

ocorrem

com

valores

praticamente constantes durante toda a vida da construção. Também

são

consideradas

como

permanentes

as

ações

que

crescem no tempo, tendendo a um valor limite constante.

As ações permanentes diretas são constituídas pelo: - peso próprio da estrutura e - pelos pesos dos elementos construtivos fixos e das instalações permanentes.

82231257220

Consideram-se como permanentes os empuxos de terra e outros

materiais

granulosos

quando

forem

admitidos

não

removíveis.

As ações permanentes indiretas são constituídas:

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - pelas deformações impostas por retração e fluência do concreto; - deslocamentos de apoio; - imperfeições geométricas; e - protensão.

b) Ações Variáveis As ações variáveis diretas são constituídas: -

pelas

cargas

acidentais

previstas

para

o

uso

da

construção; - pela ação do vento e da água.

As cargas acidentais previstas para o uso da construção correspondem normalmente a: - cargas verticais de uso da construção; - cargas móveis, considerando o impacto vertical; - impacto lateral; 82231257220

- força longitudinal de frenação ou aceleração; - força centrífuga. E as Ações variáveis indiretas são: - variações uniformes de temperatura; - variações não uniformes de temperatura;

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - ações dinâmicas (estrutura sujeita a choques e vibrações que possam influenciar na sua fadiga);

c) Ações Excepcionais A norma NBR 6118 não define, e prevê a análise caso a caso por normas específicas. Podemos

citar

como

exemplo

a

ocorrência

de

choques

inesperados, terremotos, explosões etc.

- Combinações da Ações A combinação das ações deve ser feita de forma que possam ser determinados os efeitos mais desfavoráveis para a estrutura. As ações também são classificadas

de acordo com sua

permanência na estrutura e devem ser verificadas como estabelecido a seguir: - quase permanentes: podem atuar durante grande parte do período de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária

na

verificação

do

excessivas;

estado

limite

de

deformações

82231257220

- frequentes: se repetem muitas vezes durante o período de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na verificação dos estados limites de formação de fissuras, de abertura de

fissuras

e

de

vibrações

excessivas.

Podem

também

ser

consideradas para verificações de estados limites de deformações excessivas

decorrentes

de

vento

ou

temperatura

que

podem

comprometer as vedações;

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - raras: ocorrem algumas vezes durante o período de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na verificação do estado limite de formação de fissuras.

3.6 – Conceitos Adicionais a) Elementos lineares: São aqueles em que o comprimento longitudinal supera em pelo menos três vezes a maior dimensão da seção transversal, sendo também denominados barras. De acordo com a sua função estrutural, recebem as designações de vigas, pilares, tirantes e arcos. - Vigas: elementos lineares em que a flexão é preponderante. -

Pilares:

elementos

lineares

de

eixo

reto,

usualmente

dispostos na vertical, em que as forças normais de compressão são preponderantes. - Tirantes: elementos lineares de eixo reto em que as forças normais de tração são preponderantes. - Arcos: elementos lineares curvos em que as forças normais de compressão são preponderantes, agindo ou não 82231257220

simultaneamente com esforços solicitantes de flexão, cujas ações estão contidas em seu plano.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Fonte: Livro Concreto Armado Eu te Amo

b) Elementos de superfície: Elementos

em

que

uma

dimensão,

usualmente

chamada

espessura, é relativamente pequena em face das demais, podendo receber as designações apresentadas em placas, chapas, cascas e pilares-paredes. -

Placas:

elementos

de

superfície

plana

sujeitos

principalmente a ações normais a seu plano. As placas de concreto são usualmente denominadas lajes. Placas com espessura maior que 1/3 do vão devem ser estudadas placas espessas. -

Chapas:

elementos

de

superfície

plana,

sujeitos

principalmente a ações contidas em seu plano. As chapas de concreto em que o vão for menor que três vezes a maior dimensão da seção transversal são usualmente denominadas vigas-parede. - Cascas: elementos de superfície não plana. - Pilares-parede: elementos de superfície plana ou casca cilíndrica,

usualmente

dispostos

na

vertical

e

submetidos

preponderantemente à compressão. Podem ser compostos por uma ou mais superfícies associadas. Para que se tenha um pilar82231257220

parede, em alguma dessas superfícies a menor dimensão deve ser menor

que

1/5

da

maior,

ambas

consideradas

na

seção

transversal do elemento estrutural. - Lajes nervuradas são as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - Quando as hipóteses de dimensões limites, descritas anteriormente, não forem verificadas, em vez da regra anterior, vale a regra de analisar a laje nervurada considerando a capa como laje maciça apoiada em grelha de vigas. - As lajes nervuradas bidirecionais podem ser calculadas, para efeito de esforços solicitantes, como lajes maciças.



c) Lajes-cogumelo são lajes apoiadas diretamente em pilares com capitéis, enquanto lajes lisas são as apoiadas nos pilares sem 82231257220

capitéis.

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Fonte:

d) São consideradas vigas-parede as vigas altas em que a relação entre o vão e a altura l/h é inferior a 2 em vigas biapoiadas e inferior a 3 em vigas contínuas.

82231257220

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48) (41 – TCE-TO/2006 – Cespe) Com relação aos elementos lineares ou de superfície de estruturas de concreto armado, julgue os itens a seguir. 82231257220

I - As placas são elementos de superfície plana, sujeitos principalmente às ações contidas em seu plano. Essa definição é de chapas. Nas placas as ações são normais ao seu plano. Gabarito: Errada

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 II - Lajes cogumelo são lajes apoiadas em pilares sem capitéis. Lajes apoiadas em pilares sem capitéis são denominadas de lajes lisas. As lajes-cogumelo são lajes apoiadas diretamente em pilares com capitéis. Gabarito: Errada

III - Os pilares-parede são elementos de superfície plana ou casca

cilíndrica,

usualmente

dispostos

na

vertical

e

submetidos preponderantemente à compressão. Exato, essa é a definição da norma NBR 6118. Além disso, eles podem ser compostos por uma ou mais superfícies associadas e para que se tenha um pilar-parede, em alguma dessas superfícies a menor dimensão deve ser menor que 1/5 da maior, ambas consideradas na seção transversal do elemento estrutural. Gabarito: Correta

IV - As lajes nervuradas são as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras. Essa também é a definição da norma NBR 6118. Além disso, entre as nervuras pode ser colocado material inerte. Gabarito: Correta 82231257220

V - As cascas são elementos de superfície não-plana. Ok, de acordo com a norma NBR 6118. Gabarito: Correta

Estão certos apenas os itens A) I, II e IV. B) I, III e IV. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 C) II, III e V. D) II, IV e V. E) III, IV e V. Gabarito: E

49) (108 - SEGER-ES/2011) Nas lajes-cogumelo, projetadas para perfazer grandes vãos, a zona de tração é constituída por nervuras, entre as quais pode ser colocado material inerte.

Lajes-cogumelo são lajes apoiadas diretamente em pilares com capitéis. São também conhecidas como lajes puncionadas. As lajes cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte são as lajes nervuradas em vez de lajes cogumelos.

Gabarito: Errada 50) (85 – PF Regional/2004) O modelo de cálculo para dimensionamento de lajes submetidas a punção corresponde à verificação do cisalhamento em duas ou mais superfícies 82231257220

críticas

normais

à

laje

definidas

no

entorno

de

forças

concentradas.

De acordo com a norma NBR 6118, para o dimensionamento de lajes à punção, o modelo de cálculo corresponde à verificação do cisalhamento em duas ou mais superfícies críticas definidas no entorno de forças concentradas.

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Gabarito: Correta

3.7 - Dimensões Limites a) Vigas e vigas-parede A seção transversal das vigas não deve apresentar largura menor que 12 cm e das vigas-parede, menor que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um mínimo absoluto de 10 cm

em casos excepcionais, sendo

obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições: - alojamento das armaduras e suas interferências com as armaduras

de

outros

elementos

estruturais,

respeitando

os

espaçamentos e coberturas estabelecidos na NBR 6118; 82231257220

- lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT NBR 14931.

51) (105



Hemobras/2008)

Norma

técnica

específica

estabelece um valor mínimo para a largura de vigas de concreto.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A norma NBR 6118 diz que a seção transversal das vigas não deve apresentar largura menor que 12 cm e das vigas-parede, menor que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um mínimo

absoluto

de

10

cm

em

casos

excepcionais,

sendo

obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições:

a) alojamento das armaduras e suas interferências com as armaduras

de

outros

elementos

estruturais,

respeitando

os

espaçamentos e coberturas estabelecidas nesta norma; b) lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT NBR 14931.

Gabarito: Correta

b) Pilares e pilares-parede A seção transversal de pilares e pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não deve apresentar dimensão menor que 19 cm. Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões entre 19 cm e 14 cm, desde que se multipliquem os esforços solicitantes de cálculo a serem consideradas no dimensionamento por um coeficiente adicional.

82231257220

Em qualquer caso, não se permite pilar com seção transversal de área inferior a 360 cm2.

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52) (90 - TCE-ES/2004) A seção transversal de pilares e de pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não deve apresentar dimensão menor que 19 cm.

A NBR 6118 estabelece que a seção transversal de pilares e pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não deve apresentar dimensão menor que 19 cm. Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões entre 19 cm e 14 cm, desde que se multipliquem os esforços solicitantes de cálculo a serem consideradas no dimensionamento por um coeficiente adicional, a seguir:

82231257220

Em qualquer caso, não se permite pilar com seção transversal de área inferior a 360 cm2. Gabarito: Errada

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 53) (155 – TCU/2011) A utilização de pilares esbeltos no projeto reduz a quantidade de concreto e armação, facilitando a montagem das fôrmas, tornando a estrutura mais econômica e de fácil execução.

Pilares mais esbeltos significam pilares com maior relação entre a altura e o menor lado da seção transversal.

Na verdade, pilares esbeltos (mais altos e com menor seção transversal) apresentam maior dificuldade na execução, pois o lançamento, homogeneização e adensamento do concreto ficam mais difíceis, devido ao menor espaço para se trabalhar dentro da estrutura de formas. Ademais,

para

uma

mesma

carga,

os

pilares

esbeltos

necessitam de mais aço para suportar os esforços em uma menor seção transversal de concreto. Seguem mais informações sobre esbeltez: Os pilares devem ter índice de esbeltez menor ou igual a 200 (

200). Apenas no caso de postes com força normal menor que

0,10 fcd Ac, o índice de esbeltez pode ser maior que 200. Onde: - Fcd é a resistência de cálculo à compressão do concreto. - Ac é a área da seção transversal do pilar. 82231257220

O

colapso

de

pilares

esbeltos

devido

ao

aumento

das

deformações por flexão denomina-se flambagem. As barras longitudinais do pilar sofrem o mesmo encurtamento que o concreto. Como este se retrai e sofre deformação lenta, as tensões no aço das barras longitudinais aumentam com o tempo e podem atingir valores muito elevados (até o limite do escoamento). Por isso, em pilares submetidos a cargas elevadas, deve-se proteger as barras contra a flambagem por meio de estribos. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Pode ser empregada armadura simétrica e constante ao longo de eixo apenas em pilares com

90, e seção retangular constante.

A consideração da fluência deve obrigatoriamente ser realizada em pilares com índice de esbeltez

> 90.

Gabarito: Errada

54) (44 – TRE-MA/2005) No que se refere a arranjos longitudinais das armaduras de pilares de concreto armado, assinale a opção incorreta.

A) Nos edifícios, devido a razões construtivas, as emendas da armadura

longitudinal

são

sempre

feitas

imediatamente

abaixo da laje dos diferentes andares da construção. B) O bloco de fundação é concretado antes do início da execução dos pilares. C) A altura do bloco de fundação deve permitir a ancoragem por aderência das barras de arranque. D) Quando não há mudança da seção transversal do pilar de um andar para o imediatamente acima, somente têm o comprimento necessário à emenda por traspasse as barras que efetivamente irão ter prolongamento para o andar de cima.

82231257220

E) Quando há mudança da seção do pilar, o comprimento para emenda por traspasse só é mantido nas barras que possam passar de um andar a outro a despeito da mudança da seção de concreto.

Não pessoal, na letra A é o contrário, nos edifícios, as emendas da armadura dos pilares é feita acima do nível da laje.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Gabarito: A

c) Lajes - Lajes Maciças Nas lajes maciças devem ser respeitados os seguintes limites mínimos para a espessura: - 7 cm para lajes de cobertura não em balanço; - 8 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço; - 10 cm para lajes em balanço; - 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor ou igual a 30 kN; - 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior que 30 kN; - 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas; - 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes-cogumelo, fora do capitel.

55) (91 – TCE-ES/2004) O limite mínimo para a espessura de 82231257220

lajes maciças de piso ou de cobertura em balanço é igual a 7 cm. A norma NBR 6118/2007 estabelecia que nas lajes maciças devem

ser

respeitados

os

seguintes

limites

mínimos

para

a

espessura: (...) - 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço; Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 (...) Contudo, a nova versão da NBR 6118, de 2014, aumentou este limite mínimo para 8 cm. Gabarito Atualizado: Errada

56) (23 – TRE-MA/2005) Os componentes de estruturas de concreto

devem

ser

dimensionados

atendendo

condições

especificadas em normas, de forma a garantir a segurança, funcionalidade e durabilidade da estrutura. Nesse contexto e segundo a norma pertinente, a espessura mínima de lajescogumelo é igual a

A) 5 cm. B) 10 cm. C) 14 cm. D) 20 cm. E) 25 cm.

Conforme vimos na questão anterior, de acordo com a NBR 6118, nas lajes maciças devem ser respeitado o limite mínimo de 14 cm para lajes-cogumelo. 82231257220

Gabarito: C

- Lajes Nervuradas A

espessura

da

mesa,

quando

não

houver

tubulações

horizontais embutidas, deve ser maior ou igual a 1/15 da distância entre as faces das nervuras e não menor que 4 cm.

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ajustado para a NBR 6118/2014

O valor mínimo absoluto deve ser 5 cm, quando existirem tubulações embutidas de diâmetro máximo 10 mm. A espessura das nervuras não deve ser inferior a 5 cm. Nervuras com espessura menor que 8 cm não devem conter armadura de compressão.

3.8 - Fissuração A abertura máxima característica das fissuras, desde que não exceda valores da ordem de 0,2 mm a 0,4 mm, sob ação das combinações frequentes, não tem importância significativa na corrosão das armaduras passivas. 82231257220

3.9 - Demais considerações gerais Pessoal, não é idéia desta aula avançar na parte de cálculo estrutural, contudo, achei as considerações abaixo com cara de questão do Cespe: - A laje do pavimento de um edifício pode ser considerada como uma chapa totalmente rígida em seu plano, desde que não apresente Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 grandes aberturas e cujo lado maior do retângulo circunscrito ao pavimento em planta não supere em três vezes o lado menor. - Aplicam-se às estruturas de placas métodos baseados na teoria da elasticidade, com coeficiente de Poisson igual a 0,2. - Para a consideração do estado limite último das estruturas com elementos de placas, a análise de esforços pode ser realizada através da teoria das charneiras plásticas.

Fonte:

- Nas vigas, o espaçamento mínimo livre entre as faces das barras longitudinais, medido no plano da seção transversal, deve ser, na direção horizontal, ≥: 82231257220

- 20 mm; - diâmetro da barra, do feixe ou da luva; - 1,2 vez a dimensão máxima característica do agregado graúdo. - Nos pilares, nas armaduras longitudinais, o diâmetro das barras longitudinais deve ser ≥ 10 mm assim como > 1/8 da menor dimensão. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - Nos pilares, nas armaduras longitudinais, em seções poligonais, deve existir pelo menos uma barra em cada vértice; em seções circulares, no mínimo seis barras distribuídas ao longo do perímetro. - Nos pilares, o espaçamento mínimo livre entre as faces das barras longitudinais, medido no plano da seção transversal, deve ser, medido da seção transversal, ≥: - 20 mm; - diâmetro da barra, do feixe ou da luva; - 1,2 vez a dimensão máxima característica do agregado graúdo. - Nos pilares, o espaçamento máximo entre eixos das barras, ou de centros de feixes de barras, deve ser ≤ 2x a menor dimensão da seção no trecho considerado, sem exceder 400 mm. - A armadura transversal de pilares, constituída por estribos e, quando for o caso, por grampos suplementares, deve ser colocada em toda a altura do pilar, sendo obrigatória sua colocação na região de cruzamento com vigas e lajes. - O espaçamento longitudinal entre estribos, medido na direção do eixo

do

pilar,

para

garantir 82231257220

o

posicionamento,

impedir

a

flambagem das barras longitudinais e garantir a costura das emendas de barras longitudinais nos pilares usuais, deve ser ≤: - 200 mm; - menor dimensão da seção; - 24

para CA-25, 12

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para CA-50.

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Fonte: livro Concreto Armado Eu te Amo

- As aberturas em vigas, contidas no seu plano principal, como furos para passagem de tubulação vertical nas edificações, não devem ter diâmetros superiores a 1/3 da largura dessas vigas nas regiões desses furos.

82231257220

- A distância mínima de um furo à face mais próxima da viga deve ser no mínimo igual a 5 cm e duas vezes o cobrimento previsto nessa face. 57) (38 – SEAD/PA – 2005) Diversos são os componentes e aspectos

relevantes

a

serem

considerados

no

dimensionamento, execução e durabilidade de obras civis de

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 concreto armado. Com relação a esse tema, julgue os itens abaixo.

I - Armadura passiva é qualquer tipo de armadura de um elemento de concreto que seja utilizada para produzir forças de protensão.

A NBR 6118 define armadura passiva como qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não seja previamente alongada. E a armadura ativa (de protensão) é constituída por barra, fios isolados ou cordoalhas, destinada à produção de forças de protensão, isto é, na qual se aplica um pré-alongamento inicial. Gabarito: Errada

II - O estado limite último é o estado limite relacionado ao colapso, ou qualquer outra forma de ruína estrutural, que determine a paralisação do uso da estrutura. A NBR 6118 define estado limite último (ELU) como estado limite relacionado ao colapso, ou a qualquer outra forma de ruína estrutural, que determine a paralisação do uso da estrutura. Portanto, o item está conforme a definição da norma. Gabarito: Correta 82231257220

III - A expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento e certos agregados reativos é um dos mecanismos de deterioração do concreto. De acordo com a NBR 6118, são mecanismos preponderantes de deterioração relativos ao concreto: a) lixiviação: por ação de águas puras, carbônicas agressivas ou ácidas que dissolvem e carreiam os compostos hidratados da pasta de cimento; Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 b) expansão por ação de águas e solos que contenham ou estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado; c) expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento e certos agregados reativos; d)

reações

decorrentes

deletérias de

superficiais

transformações

de

de

certos

produtos

agregados ferruginosos

presentes na sua constituição mineralógica. Gabarito: Correta

IV - O ensaio de compressão diametral de corpos cilíndricos de concreto, também conhecido como ensaio brasileiro, visa a determinação da resistência ao cisalhamento do concreto. O ensaio de compressão diametral de corpos cilíndricos de concreto, também conhecido como ensaio brasileiro, destina-se a determinação da resistência à tração do concreto. Gabarito: Errada

V - Caso a massa específica real do concreto simples não seja conhecida, deve-se adotar o valor 2.400 kg/m3 para efeito de cálculo. Segundo a norma NBR 6118, se a massa específica real não for conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto 82231257220

3

simples o valor 2 400 kg/m e para o concreto armado 2 500 kg/m3. Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, pode-se considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3. Verifiquem que a norma não obriga a adoção desse valor. Contudo, o Cespe considerou esse item como correto. Gabarito: Correta Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Estão certos apenas os itens A I, II e III. B I, II e IV. C I, IV e V. D II, III e V. E III, IV e V. Gabarito: D 58) (153 – TCU/2011) A flexão em elementos estruturais é considerada composta quando, na seção transversal de uma viga, atuam conjuntamente o momento fletor e o esforço cortante. A

flexão

composta

é

caracterizada

pela

combinação

do

momento fletor e da força normal na seção transversal.

Gabarito: Errada

(TCU/2005)

As

estruturas

de

concreto

devem

ser

cuidadosamente dimensionadas, de forma a garantirem a estabilidade e as condições de segurança das construções. Com relação ao dimensionamento desse tipo de estrutura, julgue os itens subseqüentes. 82231257220

59) 149 - A análise estrutural tradicional de placas admite que a seção transversal da placa não se mantém plana após a deformação, independentemente da espessura considerada da placa.

A norma NBR 6118 prevê que as estruturas de placas podem ser analisadas admitindo-se as seguintes hipóteses: a) manutenção da seção plana após a deformação, em faixas suficientemente estreitas; Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 b) representação dos elementos por seu plano médio. Lembrem-se de que as placas são elementos de superfície plana sujeitos principalmente a ações normais ao seu plano. As placas de concreto são usualmente denominadas lajes. Placas com espessura maior que 1/3 do vão devem ser estudadas como placas espessas. Gabarito: Errada

60) 150 - Em vigas de concreto armado, independentemente da sua altura, é necessária a armadura de pele.

De acordo com a NBR 6118, em vigas com altura igual ou inferior a 60 cm, pode ser dispensada a utilização da armadura de pele. A mínima armadura lateral deve ser 0,10% da área da seção transversal em cada face da alma da viga e composta por barras de alta aderência com espaçamento ≤ 20 cm. Gabarito: Errada

(SEGER-ES/2011) Julgue os itens a seguir, relativos às estruturas de concreto armado. 82231257220

61) 105

-

No

caso

de

apoio

indireto,

a

armadura

de

suspensão deve ser disposta nas proximidades de cargas concentradas transmitidas à viga por outra viga.

De acordo com a NBR 6118, a armadura de suspensão é adotada nas proximidades de cargas concentradas transmitidas à viga por outras vigas ou elementos discretos que nela se apóiem ao longo ou em parte de sua altura, ou fiquem nela pendurados, deve ser colocada armadura de suspensão. Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Quando existir carga indireta, deve-se prever armadura de suspensão para a totalidade da carga aplicada. Só para esclarecer, quando a viga se apoia no pilar, ele é considerado como apoio direto. Já quando uma viga se apoia em outra, esta representa um apoio indireto.

Gabarito: Correta

62) 107 - Denomina-se torção de compatibilidade a torção necessária

ao

equilíbrio

do

elemento

estrutural,

a

qual

demanda a existência de armadura destinada a resistir aos esforços de tração oriundos dessa torção.

De acordo com Leonhardt, torção de compatibilidade é o momento torsor que resulta do impedimento à deformação e cita como exemplo o caso das vigas de bordo, que, devido ao momento de engastamento da laje tendem a girar, contudo, a rigidez à flexão dos pilares impede essa rotação.

82231257220

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Gabarito: Errada

63) 109 - Considere a figura abaixo, na qual todas as medidas estão em metro, que mostra um corte de um pilar de secção transversal de 20 cm × 20 cm, em um lance de um pavimento de uma edificação, e que o pilar esteja vinculado às extremidades. Nessa situação, o comprimento equivalente (le) a ser usado nos cálculos de flambagem do pilar será igual a 3,2 m.

82231257220

Segundo geométricas

a

NBR

iniciais,

6118, pode

nas haver

estruturas (para

sem

casos

imperfeições especiais

de

carregamento) perda de estabilidade por bifurcação do equilíbrio (flambagem). O comprimento equivalente Le do elemento comprimido (pilar), suposto vinculado em ambas as extremidades, deve ser o menor dos seguintes valores: - Le = L o + h Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - Le = L onde: Lo é a distância entre as faces internas dos elementos estruturais, supostos horizontais, que vinculam o pilar; h é a altura da seção transversal do pilar, medida no plano da estrutura em estudo; L é a distância entre os eixos dos elementos estruturais aos quais o pilar está vinculado. Com base no desenho teremos: - Le = 3 + 0,2 = 3,2 m - Le = 3 + 2 x (0,4/2) = 3,4 m Assim, o comprimento equivalente será de 3,2 m. Gabarito: Correta

64) (152 – TCU/2011) Para combater o esforço cortante em elementos lineares, o ângulo

de inclinação das armaduras

transversais em relação ao eixo longitudinal deve ser tal que 45º ≤

≤ 90º.

As condições fixadas pela NBR 6118 para elementos lineares admitem dois modelos de cálculo que pressupõem a analogia com modelo em treliça, de banzos paralelos, associado a mecanismos 82231257220

resistentes complementares desenvolvidos no interior do elemento estrutural e traduzidos por uma componente adicional Vc (parcela de força cortante resistida por mecanismos complementares ao modelo em treliça). Ainda na NBR 6118, no capítulo sobre “Elementos Lineares sujeitos a Força Cortante”, consta que: - A armadura transversal pode ser constituída por estribos (fechados na região de apoio das diagonais, envolvendo a armadura longitudinal) ou pela composição de estribos e barras dobradas. Estas Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 91 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 não devem suportar mais que 60% do esforço total resistido pela armadura. - O ângulo de inclinação

das armaduras transversais

em relação ao eixo longitudinal do elemento estrutural deve estar situado no intervalo 45º ≤

≤ 90º.

82231257220

Gabarito: Correta

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 4 – CONCRETO PROTENDIDO Adota-se

para

o

concreto

protendido

o

sitio

, por ser bem didático, e o apoio do sitio , por Walter Pfeil, assim como as normas da ABNT, NBR 6118 e NBR 14931 (Anexos A, B e C). Os elementos de concreto protendido são aqueles nos quais parte das armaduras é previamente alongada por equipamentos especiais de protensão com a finalidade de, em condições de serviço, impedir ou limitar a fissuração e os deslocamentos da estrutura e propiciar o melhor aproveitamento de aços de alta resistência no estado limite último (ELU). A armadura ativa (de protensão) é constituída por barra, fios isolados ou cordoalhas, destinada à produção de forças de protensão, isto é, na qual se aplica um pré-alongamento inicial. O artifício da protensão, aplicado ao concreto, consiste em introduzir esforços prévios que reduzam ou anulem as tensões de tração no concreto sob ação das solicitações em serviço. Nessas condições minimiza-se a importância da fissuração como condição determinante de dimensionamento da viga, por exemplo. 82231257220

A protensão do concreto é realizada, na prática, por meio de cabos de aço de alta resistência, tracionados e ancorados no próprio concreto. O artifício da protensão desloca a faixa de trabalho do concreto para o âmbito das compressões, onde o material é mais eficiente. Com a protensão, aplicam-se tensões de compressão nas partes da seção tracionadas pelas solicitações dos carregamentos. Desse modo, pela manipulação das tensões internas, pode-se obter a contribuição da área total da seção.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Sob ação de cargas, uma viga protendida sofre flexão, alterando-se as tensões de compressão aplicadas previamente. Quando a carga é retirada, a viga volta à sua posição original e as tensões prévias são restabelecidas. Se as tensões de tração provocadas pelas cargas forem inferiores às tensões prévias de compressão, a seção continuará comprimida, não sofrendo fissuração. Sob ação de cargas mais elevadas, as tensões de tração ultrapassam as tensões prévias, de modo que o concreto fica tracionado e fissura. Retirando-se a carga, a protensão provoca o fechamento das fissuras. Os aços utilizados nos cabos de protensão têm resistência três a cinco vezes superiores às dos aços usuais do concreto armado. O

concreto

protendido

pode

ser

adotado

em

edifícios,

reservatórios, pistas de aeroporto, pisos, pontes, viadutos, barragens etc.

82231257220

Fonte: < http://wwwp.feb.unesp.br>

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 4.1 – Vantagens Técnicas do Concreto Protendido Em

relação

ao

concreto

armado,

o

concreto

protendido

apresenta as seguintes vantagens: a) Reduz as tensões de tração provocadas pela flexão e pelos esforços cortantes. b) Reduz a incidência de fissuras. c) Reduz as quantidades necessárias de concreto e de aço, devido ao emprego eficiente de materiais de maior resistência. d) Permite vencer vãos maiores que o concreto armado convencional; para o mesmo vão, permite reduzir a altura necessária da viga. e) Facilita o emprego generalizado de pré-moldagem, uma vez que a protensão elimina a fissuração durante o transporte das peças. f) Durante a operação de protensão, o concreto e o aço são submetidos a tensões em geral superiores às que poderão ocorrer na viga sujeita às cargas de

serviço. A operação de

protensão

constituído, neste caso, uma espécie de prova de carga da viga. Uma das vantagens mais importantes do concreto protendido é a da alínea d acima. Para ilustrá-la pode-se criar o fato de que as pontes com vigas retas de concreto armado têm seu vão livre limitado a 30m ou 40m, enquanto as pontes com vigas protendidas já atingiram vãos de 250m.

82231257220

4.2 – Tipos de Concreto Protendido

A execução do concreto protendido pode ser de:

a) Concreto com Armadura Ativa Pré-tracionada (protensão com aderência inicial): concreto protendido em que o préalongamento da armadura ativa é feito utilizando-se apoios Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 independentes do elemento estrutural, antes do lançamento do concreto, sendo a ligação da armadura de protensão com os referidos apoios desfeita após o endurecimento do concreto; a ancoragem no concreto realiza-se só por aderência.

b) Concreto com Armadura Ativa Pós-Tracionada (protensão com aderência posterior): concreto protendido em que o préalongamento

da

armadura

ativa

é

realizado

após

o

endurecimento do concreto, sendo utilizadas, como apoios, partes do próprio elemento estrutural, criando posteriormente aderência com o concreto de modo permanente, através da injeção das bainhas.

c)

Concreto

com

Armadura

Ativa

Pós-Tracionada

sem

Aderência (protensão sem aderência): concreto protendido em que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado após o endurecimento do concreto, sendo utilizados, como apoios, partes do próprio elemento estrutural, mas não sendo criada aderência com o concreto, ficando a armadura ligada ao concreto apenas em pontos localizados.

Neste último caso adotam-se cordoalhas engraxadas. 82231257220

4.3 – Protensão Aderente É o sistema de protensão no qual a injeção de nata de cimento nas bainhas garante a aderência mecânica da armadura de protensão ao concreto em todo o comprimento do cabo, além de assegurar a proteção das cordoalhas contra a corrosão.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A aderência responde por melhor distribuição das fissuras, por maior segurança à ruína e por maior segurança da estrutura na parte e no todo, diante de situações corno incêndios e explosões. O cabo de protensão é composto basicamente por: - uma ou mais cordoalhas de aço; - ancoragens; - bainha metálica; - e purgadores.

As cordoalhas ficam inicialmente soltas dentro da bainha, o que permite a sua movimentação na ocasião da protensão. Após a concretagem da estrutura e a cura do concreto, os cabos são protendidos e é injetada nata de cimento no interior das bainhas (Concreto com Armadura Ativa Pós-Tracionada – protensão com aderência posterior).

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- Preparação:

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- Protensão:

- Injeção da Nata de Cimento:

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 a) Bainhas As

principais

funções

das

bainhas

são

possibilitar

a

movimentação das cordoalhas durante a operação de protensão e receber a nata de cimento, na operação de injeção. Bainhas usadas em vigas têm seção transversal circular, enquanto em lajes, usam-se bainhas chatas. Sua escolha deve ser feita em função da quantidade de cordoalhas do cabo. As bainhas devem ter diâmetro interno pelo menos medindo 10 mm (admitindo-se 6 mm para bainhas chatas) a mais do que o diâmetro do respectivo cabo e área interna de sua seção transversal igual a no mínimo 2,5 vezes a área da seção transversal dos aços de protensão. Para cabos verticais e para o caso de se adotar o princípio da cablagem pós-enfiada (concretagem da peça estrutural com as bainhas vazias) esses valores devem ser aumentados. No caso de barra, o diâmetro interno da bainha deve medir pelo menos 6 mm a mais que o diâmetro da barra. Para evitar que os aços de protensão permaneçam no interior das bainhas por período muito prolongado até a operação de 82231257220

protensão, deve ser adotado, sempre que possível, o critério de pósenfiação da cablagem. As emendas de bainhas são asseguradas por meio de luvas externas, feitas com o mesmo material das bainhas e diâmetro ligeiramente maior.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 b) Cordoalhas As cordoalhas mais utilizadas neste sistema de protensão são compostas de sete fios e têm diâmetro de 12,7 mm ou 15,2 mm. São produzidas sempre na condição de relaxação baixa e fabricadas com seis fios de mesmo diâmetro nominal encordoados em torno de um fio central de diâmetro ligeiramente maior do que os demais.

É vedado efetuar no elemento tensor, o corte com maçarico, bem como o endireitamento através de máquinas endireitadoras ou qualquer

outro

processo,

pois

esses

procedimentos

alteram

radicalmente as propriedades físicas do aço. c) Ancoragens 82231257220

As ancoragens são dispositivos capazes de manter o cabo em estado de tensão, transmitindo a força de protensão ao concreto ou ao elemento estrutural. A protensão faz com que a região das ancoragens seja altamente solicitada. São basicamente de quatro tipos:

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - Ancoragens ativas: são as ancoragens nas quais se promove o estado de tensão no cabo, através do macaco de protensão.

-

Ancoragens

passivas:

são

dispositivos

embutidos

no

concreto, destinados a fixar a extremidade do cabo oposta àquela da ancoragem ativa. Somente recebem o esforço advindo da protensão executada na ancoragem ativa. A transferência da força 82231257220

de protensão para o concreto se dá por aderência das cordoalhas e por tensões de compressão entre a ancoragem e o concreto.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Ancoragens

de

emenda:

são

combinações

de

duas

ancoragens, uma passiva e uma ativa, que permitem a continuação de cabos a partir de pontos intermediários.

Ancoragens intermediárias: são ancoragens posicionadas no meio dos cabos, quando suas extremidades forem inacessíveis para a protensão.

82231257220

a.1) Ancoragem Ativa É composta por bloco de ancoragem com furos tronco cônicos, cunhas tripartidas e placa funil, repartidora de esforços sobre o concreto. A placa funil é o único componente da ancoragem que é posicionado na estrutura antes da concretagem.

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a.2) Ancoragem Ativa com Bainha Achatada Tem formato achatado e destina-se à protensão de lajes, 82231257220

pisos, tabuleiros de pontes e outras estruturas delgadas. Os cabos, com até 4 cordoalhas de 12,7 mm ou 15,2 mm, são colocados em bainhas metálicas chatas (com exceção das bainhas para cabos monocordoalhas, que são redondas) e as cordoalhas são protendidas uma a uma.

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4.4 – Protensão sem Aderência É o sistema de protensão no qual não existe aderência entre o aço de protensão e a estrutura de concreto. Os cabos são compostos basicamente por uma ancoragem em cada extremidade e uma cordoalha de aço envolta com graxa e capa de polietileno de 82231257220

alta densidade. De acordo com Walid Yazigi (2009), utiliza-se uma proteção anticorrosiva ao cabo formada por tubo de polietileno ou polipropileno e uma proteção secundária constituída por graxa especial que envolve diretamente a cordoalha. A graxa possibilita a movimentação das cordoalhas nas bainhas, por ocasião da protensão. Após a concretagem da estrutura e a cura Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 do concreto, os cabos são protendidos e ancorados (Concreto com Armadura Ativa Pós-Tracionada sem Aderência – protensão sem aderência.

Neste sistema, como não existe aderência entre a armadura de protensão e o concreto, a manutenção da tensão ao longo da vida útil da estrutura se concentra nas ancoragens. Devido a isso, é fundamental que elas sejam fabricadas com elevado padrão de qualidade. As cordoalhas usadas no sistema de protensão não aderente são as mesmas utilizadas no sistema aderente, compostas de sete fios e com diâmetro de 12,7 mm ou 15,2 mm. a) Cabo Engraxado O cabo engraxado é fabricado por meio de processo contínuo, através do qual a cordoalha é coberta com graxa inibidora de corrosão e então revestida com uma capa de polietileno de alta 82231257220

densidade (PEAD), a qual constitui a bainha do cabo. As

bainhas

de

PEAD

que

revestem

individualmente

as

cordoalhas devem ter espessura da parede mínima de 1 mm e seção circular com diâmetro interno que permita o livre movimento da cordoalha em seu interior. Devem ser impermeáveis, duráveis e resistentes aos danos provocados por manuseio no transporte, instalação, concretagem e tensionamento.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A graxa de proteção anticorrosiva e lubrificante deve ter características que não ataquem o aço, tanto no estado de repouso, como no estado limite característico de tensão desse aço. b) Vantagens A protensão não aderente pode ser executada a partir de equipamentos leves, facilmente aplicáveis em obras de pequeno porte. Isso possibilita ao concreto protendido ser competitivo com o concreto armado em edifícios residenciais com vãos pequenos (de 3 a 5 metros), o que não acontece com a protensão aderente.

Além disso, os cabos engraxados são leves, de fácil manuseio e flexíveis, o que permite a existência de curvas em sua disposição em planta e possibilita o desvio de eventuais obstáculos existentes em seu trajeto. 82231257220

4.5 – Processo de Protensão

A operação de protensão é aplicada através de macacos hidráulicos e bombas de alta pressão. Normalmente, é composta pelas etapas de preparação, colocação do equipamento, protensão das cordoalhas, cravação e acabamento.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 a) Preparação

As formas dos nichos devem ser retiradas, seguidas de limpeza, quando necessária, da área de apoio do bloco da ancoragem. Em seguida, deve ser feita a colocação do bloco e das cunhas. Após o concreto atingir a resistência mínima indicada em projeto estrutural, deve ser providenciado o posicionamento do macaco hidráulico e dos seus acessórios.

b) Protensão

A operação de protensão é realizada pelo acionamento do macaco, através da bomba de alta pressão. As cordoalhas são tracionadas obedecendo à força indicada no projeto estrutural. Devese registrar a pressão indicada no manômetro e o correspondente alongamento dos cabos. 82231257220

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c) Ancoragem e(ou) Cravação

Quando o macaco atingir carga e/ou alongamento indicados no projeto estrutural, finaliza-se a protensão. A pressão no macaco é aliviada e as cordoalhas se ancoram automaticamente no bloco. Em seguida, é feita a remoção do equipamento de protensão.

82231257220

d) Acabamento

Após a liberação da protensão, é feito o corte das pontas das cordoalhas. Em seguida, deve-se providenciar o fechamento dos Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 nichos e, no caso de protensão com aderência, a injeção dos cabos com nata de cimento.

4.6 – Processo de Injeção

A injeção de nata de cimento nas bainhas visa assegurar a aderência mecânica entre as armaduras de protensão e o concreto em todo o comprimento do cabo e a proteção das cordoalhas contra a corrosão. A nata de cimento é obtida pela combinação de água, cimento e aditivos. As características da calda de injeção variam ligeiramente com 82231257220

as diversas marcas de cimento e tipos de aditivos. A nata de injeção deve atender aos requisitos estabelecidos nas normas técnicas quanto a: fluidez, exsudação, expansão, resistência mecânica, retração, absorção capilar, tempo de pega, tempo de injetabilidade,

dosagem

de

aditivos,

e

ausência

de

agentes

agressivos.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 4.7 – Nichos de Protensão Por

razões

construtivas

ou

estéticas,

normalmente

é

interessante que as ancoragens ativas fiquem reentrantes à superfície acabada do concreto. Para o acesso a elas, durante a aplicação da protensão, torna-se então necessário que se preveja, no projeto estrutural, a execução de nichos nos elementos de concreto. Após a protensão, os nichos são fechados, formando-se assim uma superfície plana que protege ancoragens e cordoalhas contra a corrosão.

4.8 – Fendilhamento e Fretagem

O concreto quando protendido é solicitado por tensões elevadas 82231257220

nas imediações das ancoragens, que provocam altos esforços de fendilhamento

concentrados

nestas

regiões.

É

fundamental

a

existência de armação que combata estes esforços, assim como de armaduras de fretagem para distribuí-los.

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4.9 – Perdas da Força de Protensão Fonte:



a) Perdas Imediatas Prof. Marcus V. Campiteli

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- por atrito Nas peças pós-tracionadas, a armadura ativa ao ser posta em tensão pelo macaco sofre um alongamento gradativo que varia de zero até o valor final. Em conseqüência, e como a bainha apresenta quase

sempre

desenvolvimento

curvo

e

sinuosidades

involuntárias, surge o inevitável atrito entre o aço de protensão e a bainha. As perdas de protensão por atrito ao longo do cabo são calculadas em função da curvatura do cabo e dos seguintes coeficientes, que dependem das características dos materiais empregados: - µ = coeficiente de atrito aparente entre cabo e bainha; -

k

=

coeficiente

de

perda

por

metro

provocada

por

curvaturas não intencionais no cabo.

- por acomodação da ancoragem A acomodação das cunhas nas ancoragens (cravação) provoca uma perda de aproximadamente 6 mm no alongamento inicial ao qual se chegou antes da cravação. 82231257220

Em cabos muito curtos, com menos de 10 m de comprimento e uma ancoragem ativa, pode-se compensar a perda de cravação através da colocação de calços de aço de aproximadamente 6 mm.

- no equipamento de protensão As perdas por atrito que ocorrem internamente no macaco de protensão podem ser avaliadas em 2,5 % do esforço da protensão.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 Portanto, o projetista deve levar em conta este valor por ocasião do cálculo final do esforço da protensão.

b) Perdas Progressivas As perdas progressivas decorrem da natureza intrínseca dos materiais aço e concreto e são devidas a uma diminuição de volume de concreto, decorrente dos fenômenos de retração e deformação lenta. São devidas também à fluência do aço, à qual corresponde uma relaxação, isto é, perda de tensão.

- fluência e retração no concreto A fluência ou deformação lenta do concreto é o encurtamento do mesmo devido à ação de forças permanentemente aplicadas. A fluência varia linearmente com a tensão aplicada e compõese de uma parte rápida e uma parte lenta. A parte rápida é irreversível. A lenta é composta pela deformação reversível e irreversível. Retração é o encurtamento do concreto devido à evaporação da água desnecessária à hidratação do cimento. A retração depende da umidade relativa do ambiente, da consistência do concreto no lançamento e da espessura fictícia da peça. 82231257220

- fluência do aço – relaxação Fluência do aço vem a ser o alongamento que o mesmo sofre no decorrer do tempo quando mantido sob tensão constante. Há tratamentos térmicos que permitem amenizar o valor destas perdas (aços de relaxação baixa RB).

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A tabela a seguir (Tab. 5, NBR 7197) fornece os valores de relaxação para os aços que a 20ºC foram submetidos durante 1000h a tensão de 60%, 70% e 80% da resistência característica de tração do aço.

4.10 – Demais Considerações 4.10.1 – Definições da norma NBR 14931

Pessoal, além de entender o sistema de protensão, sabemos que para a prova é importante sabermos as definições das normas aplicáveis.

- ancoragem: dispositivo capaz de manter o cabo em estado de tensão, transmitindo força de protensão à estrutura. 82231257220

- ancoragem ativa: ancoragem na qual se promove o estado de tensão no cabo, através de equipamento de protensão. - ancoragem de emenda: dispositivo destinado a dar continuidade a trechos de cabos. - ancoragem morta: dispositivo imerso no concreto destinado a fixar a extremidade do cabo oposta àquela da ancoragem ativa. Esta ancoragem não permite acesso para operação e verificação do grau de protensão e da eventual ocorrência de deslizamento. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - ancoragem passiva: dispositivo embutido no concreto destinado a fixar a extremidade do cabo oposta àquela da ancoragem ativa. Embora de configuração análoga àquela da ancoragem ativa, pode ou não permitir acesso para operação de protensão e possibilita verificação do grau de protensão e a eventual ocorrência de deslizamentos. - cabeça pré-moldada: peça de concreto que aloja uma ou mais ancoragens, executada previamente com a finalidade de permitir a antecipação das operações de tensionamento dos cabos e com a função de melhorar a distribuição dos esforços nas extremidades. - cabo: conjunto formado por fios, cordoalhas ou barras e seus dispositivos complementares, como ancoragem, bainhas, purgadores etc. - fretagem: armadura passiva (frouxa) destinada a resistir às tensões locais de tração no concreto, transmitidas pela ancoragem. - bainha duto que isola o cabo do concreto. - luva: peça destinada a emendar bainhas. - trombeta ou funil: peça que faz a concordância da bainha com a ancoragem. - suporte: dispositivo utilizado para manter a bainha na posição de projeto. - espaçadores: dispositivos utilizados em alguns tipos de cabos, destinados a manter seus elementos componentes afastados uns dos 82231257220

outros. - operação de protensão: ato de aplicar força de tração no cabo de protensão, sob condições previamente especificadas. - operação de cravação: ato de fixar o cabo à ancoragem ativa, após a operação de protensão. - operação de reprotensão: compreende a execução de operação de protensão em cabo já protendido, sem a necessidade de efetuar a desprotensão. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 - desprotensão: ato de proceder, controladamente, à diminuição de tensão de cabo já protendido. - acomodação de ancoragem: perda de alongamento prevista e previamente determinada, para cada tipo de ancoragem, que ocorre durante a operação de cravação. - deslizamento: movimento não previsto entre a armadura de protensão e a ancoragem. - zona de ancoragem: região de uma peça de concreto onde se situam as ancoragens, especialmente reforçada, para atender aos esforços locais que aí se manifestam.

Seguem demais recomendações da norma 14.931/2004:

Caso seja indispensável a execução de solda próxima aos aços para amadura de protensão, deve ser usada proteção que garanta a integridade dos mesmos. É vedado o uso de óleo solúvel em água para proteger o aço de protensão contra corrosão. 4.10.2 – Estados Limites

No dimensionamento estrutural, além dos estados limite último e de serviço aplicáveis ao concreto armado, usualmente podem 82231257220

ocorrer as verificações quanto ao:

a) estado limite de descompressão (ELS-D): estado no qual em um ou mais pontos da seção transversal a tensão normal é nula, não havendo tração no restante da seção. Verificação usual no caso do concreto protendido.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 b) estado limite de descompressão parcial (ELS-DP): estado no qual garante-se a compressão na seção transversal, na região onde existem armaduras ativas. Essa região deve se estender até uma distância ap da face mais próxima da cordoalha ou da bainha de protensão, conforme figura a seguir:

c) estado limite de compressão excessiva (ELS-CE): Estado em que as tensões de compressão atingem o limite convencional estabelecido. Usual no caso do concreto protendido na ocasião da aplicação da protensão.

5 – QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 1)

(72 – MPU/2013 – Cespe) Dada a baixa resistência à

compressão

do

concreto,

esse

material

deve

ser

82231257220

estruturalmente empregado simultaneamente às armaduras de aço.

2)

(58 – MPU/2004) As barras e fios de aço utilizados em

estruturas de concreto armado são normalizados pela NBR7480 – Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto

armado



especificação.

Com

relação

a

estes

materiais, é incorreto afirmar que as barras e fios de aço Prof. Marcus V. Campiteli

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Página 117 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 a) são categorizados em CA 25, CA 40, CA 50 e CA 60 em função

das

respectivas

resistências

características

de

escoamento. b) são caracterizados como classe B quando são laminados a quente, não apresentando patamar de escoamento quando tracionados. c) não podem apresentar defeitos quando submetidos ao ensaio de dobramento a 180°. d) são considerados desbitolados quando apresentam massa linear inferior àquela prevista em norma. e) apresentam resistência à compressão com ordem de grandeza similar a sua resistência à tração.

3)

(51 – MJ/2013 – Cespe) Existem quatro categorias de

aço para concreto estrutural: CA-25, CA-40, CA-50 e CA-60, classificadas

em

função

da

resistência

característica

de

escoamento, respectivamente, em 250 MPa, 400 MPa, 500 MPa e 600 MPa. Essas categorias podem, ainda, ser dispostas em duas classes, A e B. A classe A abrange as barras laminadas e a classe B, as barras encruadas

4)

(66 – MPU/2004) A NBR 6118 – Projeto de estruturas de 82231257220

concreto – procedimento, de março de 2003, estabelece critérios para utilização de estribos e grampos em armaduras. Sobre tais critérios, é incorreto afirmar que:

a) as barras de estribos utilizadas em vigas devem apresentar diâmetro superior a 5 mm. b) o espaçamento mínimo entre estribos em vigas deve ser suficiente

para

permitir

a

passagem

do

adensamento adequado do concreto. Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br

vibrador

para

Página 118 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 c) os estribos devem ser distribuídos ao longo de toda a altura dos pilares, com exceção da região de cruzamento com vigas e lajes. d) o diâmetro dos estribos em pilares não pode ser inferior a 1/4 do diâmetro da barra isolada. e) o espaçamento de estribos em pilares não pode ser maior que 20 centímetros ou que a menor dimensão da seção do pilar.

5)

(73



MPU/2004)

A

corrosão

de

armaduras

em

estruturas de concreto é um dos principais mecanismos de deterioração que afetam a sua durabilidade. Sobre a corrosão em armaduras, é incorreto afirmar que

a) o processo de corrosão estabelece uma expansão local no concreto, originando o surgimento de tensões de tração no material e sua fissuração. b)

as

estruturas

expostas

ao

ambiente

marítimo

são

altamente propensas a apresentarem problemas de corrosão, principalmente aquelas permanentemente submersas em água salgada. c) com relação ao concreto armado, o processo de corrosão eletroquímica é muito mais relevante que o de oxidação. 82231257220

d) a presença do hidróxido de cálcio liberado na hidratação do cimento Portland é extremamente importante para a proteção das armaduras contra a corrosão. e) a redução da permeabilidade a gases e água do concreto possibilita a redução da ação dos mecanismos de corrosão.

6)

(51 – SEGER-ES/2011) Na figura abaixo, que representa

um gancho de ancoragem das armaduras de uma viga de concreto armado, a variável lo é usada para o cálculo do Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 119 de 137

Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 comprimento equivalente da ancoragem e é diretamente proporcional ao tamanho desta.

7)

(104 – Hemobras/2008) Na ancoragem por aderência da

armadura em uma peça de concreto armado, os esforços a ancorar são transmitidos ao concreto por meio de dispositivos mecânicos acoplados à barra.

8)

(31 – TRE-MA/2005) Em estruturas de concreto armado,

na ancoragem de armaduras passivas por aderência, os ganchos

das

extremidades

das

barras

da

armadura

longitudinal de tração podem ser semicirculares, desde que 82231257220

possuam ponta reta de comprimento não-inferior a

A) dois diâmetros das barras. B) quatro diâmetros das barras. C) seis diâmetros das barras. D) oito diâmetros das barras. E) dez diâmetros das barras.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 9)

(49 – TRE-MT/2005) O comportamento conjunto dos

materiais empregados em estruturas de concreto armado é de fundamental importância para o bom desempenho dessas estruturas. No que se refere a ancoragem de armaduras passivas por aderência, os ganchos das extremidades das barras da armadura longitudinal de tração devem ser

A) semi-elípticos, com ponta reta de comprimento não-inferior a um diâmetro da barra de aço. B)

em

ângulo

de

30º

(interno),

com

ponta

reta

de

comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. C)

em

ângulo

de

45º

(interno),

com

ponta

reta

de

comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. D) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento nãoinferior a 4 diâmetros da barra de aço. E) semicirculares, para as barras lisas. 10) (84 – MS/2013 – Cespe) A mistura manual de concreto permite controle tecnológico mais eficaz do que o preparo mecanizado, dado propiciar fácil visualização da massa e baixo gasto de energia durante o preparo. 11) (93 – MJ/2013 – Cespe) O início de cada operação de 82231257220

lançamento de concreto será condicionado à realização dos ensaios de abatimento (slump test) pela empresa contratada, na presença dos agentes de fiscalização. 12) (94 – MJ/2013 – Cespe) O lançamento do concreto deverá ser contínuo e conduzido de forma a não haver interrupções superiores ao seu tempo de pega, não sendo tolerada a queda vertical livre do concreto além de dois metros de altura. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 13) (85 – MJ/2013 – Cespe) Durante o transporte horizontal do concreto, é benéfica a ocorrência de trepidação, que garante a trabalhabilidade da massa durante o lançamento do concreto. 14) (86 – MJ/2013 – Cespe) Após o lançamento do concreto, é prejudicial a ocorrência excessiva de vibração mecânica, que deve

ser

interrompida

quando

as

bolhas

superficiais

desaparecerem e a umidade da superfície uniformizar-se. 15) (95 – MJ/2013 – Cespe) Devido ao calor de hidratação resultante das reações endotérmicas entre o cimento e a água, que provocam o resfriamento da massa de concreto, existem restrições

nas

alturas

das

camadas

de

concreto

na

concretagem de grandes massas. 16) (25 – CGU/2008 – ESAF) O padrão de acabamento das lajes de concreto armado tem assumido diferentes formas, evoluindo do processo convencional até os processos mais racionalizados, devido ao apelo pela busca de maior qualidade e

produtividade

dos

processos

na

construção

civil.

Atualmente, as lajes de concreto armado, em relação ao seu padrão

de

acabamento,

82231257220

podem

ser

classificadas

em:

convencional, nivelada e acabada. Nesse contexto, assinale a opção incorreta.

a) Nas lajes convencionais não existe controle efetivo de seu nivelamento e rugosidade superficial. b)

As

lajes

niveladas

consistem

em

um

avanço

na

racionalização da produção, pois existe, no momento da sua execução, um controle de seu nivelamento. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 c) As lajes niveladas oferecem um substrato com adequada rugosidade superficial, planeza e nivelamento, dispensando o contrapiso. d) Na laje acabada, para a aplicação direta do revestimento, recomenda-se utilizar uma diferença de nível em áreas que tenham captação de água. e) A laje acabada, por eliminar a camada de regularização, vem sendo questionada em relação ao seu desempenho acústico. 17) (57 – MPU/2004) Com relação a aditivos utilizados para a modificação das propriedades de concretos e argamassas, é incorreto afirmar que

a)

os

aditivos

incorporadores

de

ar

melhoram

a

trabalhabilidade e reduzem as resistências mecânicas de concretos e argamassas. b) o cloreto de cálcio não deve ser empregado como aditivo acelerador em estruturas com aço protendido. c) os aditivos plastificantes permitem a redução da relação água/cimento, acarretando o aumento da resistência e da permeabilidade dos concretos e argamassas. d) um dos problemas no uso de aditivos superfluidificantes é a 82231257220

rápida perda da consistência fluída inicial estabelecida para o concreto. e) o uso de aditivos retardadores permite a realização de concretagens em dias com temperatura elevada.

18) (28 – SEAD/PA – 2005) No que se refere à execução de obras de concreto, assinale a opção incorreta. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A) Para condições usuais de construções civis, recomenda-se que a altura de queda do concreto seja inferior a 2,5 m. B) O vibrador de superfície é usado em lajes e pavimentação. C) Os aditivos para concreto podem ser utilizados para o retardo ou para a aceleração do endurecimento do concreto ou ainda para o aumento da sua plasticidade. D) A graute é especialmente recomendada na concretagem de peças de grandes dimensões, devido à sua baixa fluidez. E) Garantidas as condições apropriadas, o concreto pode ser transportado por bombeamento. 19) (23 – SEAD/PA – 2005) Na confecção de peças de concreto, entende-se por exsudação

A) o processo de embarrigamento de formas de madeira durante o lançamento de concretos frescos. B) as trincas que surgem devido à retração do concreto após a sua cura. C) a tendência de a água de amassamento vir à superfície do concreto recém-lançado. D) a quebra dos componentes agregados do concreto. E) o processo de cura acelerada do concreto decorrente da utilização de aditivos apropriados. 82231257220

(SEGER-ES/2011) No que se refere às características do concreto utilizado em obras de construção civil, julgue os seguintes itens.

20) 62 - O volume de vazios capilares na massa do concreto decresce com a idade crescente de hidratação do cimento.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 21) (67 - SEGER-ES/2011) As águas puras (alcalinas) são as mais indicadas para serem utilizadas com o cimento, pois diluem pouco a cal, os silicatos e os aluminatos.

22) (69 - SEGER-ES/2011) Segundo as normas brasileiras, o agregado graúdo para o concreto massa pode ter dimensões máximas de até 150 mm. 23) (59 – PF Nacional/2004) A compacidade dos agregados é a relação entre o volume total de vazios e o volume total aparente dos grãos. 24) (60 – PF Nacional/2004) A porosidade e a compacidade em um agregado sempre são constantes, independentemente do grau de adensamento. 25) (61 – PF Nacional/2004)

O adensamento da pedra

britada faz que a sua massa unitária aumente, o que deve ser levado em conta quando se medem volumes em estoques.

(PF Regional/2004) Com relação aos aglomerantes e aos materiais em geral, é importante conhecer suas principais propriedades e ensaios. Acerca desse tema, julgue os itens 82231257220

seguintes.

26) 58 - A caracterização da pega do cimento é realizada pela determinação de dois tempos: o de início e o de fim da pega.

27) 59 - Friabilidade é a tendência apresentada pelo material de se agregar, sendo mais crítica em climas frios.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 28) (83 – MS/2013 – Cespe) No slump test, teste utilizado para medir a pega do concreto, a penetração de uma agulha aplicada com uma pressão específica padronizada define o tempo de início do endurecimento da massa. 29) (54 – MJ/2013 – Cespe) O slump test, ou teste de abatimento, é suficiente para verificar se o concreto está sendo preparado com resistência à compressão adequada. 30) (151 – TCU/2011) Além de aumentar a resistência com a idade, o concreto também tem sua resistência maior para cargas de longa duração do que para carregamentos rápidos.

(28 - PF/2002) O bom desempenho de uma obra de concreto depende da qualidade dos materiais de construção e da qualidade da execução. No que diz respeito a obras em concreto, julgue os itens a seguir.

31) 1 - A resistência do concreto à compressão depende do grau de hidratação do cimento e da relação água/cimento.

32) 2 - A composição química e a finura do cimento não alteram a resistência do concreto à compressão. 82231257220

33) 3 - Para um mesmo valor de resistência à compressão final, a mudança das características físicas dos agregados influencia a relação água/cimento a ser utilizada na mistura.

34) 4 - O emprego de aditivos e aceleradores ou retardadores não altera o grau de hidratação do cimento.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 35) 5 - A resistência do concreto à compressão independe da sua idade. 36) (91 – MJ/2013 – Cespe) O fator água/cimento deve ser sempre o mais alto possível, uma vez que, devido ao processo de exsudação, tanto a resistência como a durabilidade da peça concretada tendem a aumentar com o passar do tempo. 37) (41



TRE-MA/2005)

Considere

que,

em

um

procedimento de fiscalização de uma obra, o fiscal constate que, na concretagem de uma viga, a água de amassamento aflorava na superfície da massa de concreto. Nessa situação, a ocorrência pode ser devida a

A cura prematura do concreto. B agregados do concreto com dimensões exageradas. C quantidade excessiva de cimento. D trincamento por retração durante a concretagem. E segregação dos componentes do concreto. 38) (59 – PF Adm/2014 – CESPE) Em projetos de concreto estrutural, deverão ser indicados explicitamente os materiais utilizados, com destaque para a resistência característica do 82231257220

concreto à compressão aos 28 dias (fck). 39) (53 – MJ/2013 – Cespe) No projeto da estrutura de concreto de uma edificação, é necessário fixar a resistência característica do concreto à tração, ou seja, o Fck do concreto, e colocar esse valor nos desenhos de fôrmas.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 40) (52 – TCE-PE/2004) Em caso de cobrimentos pouco espessos, altos teores de cloreto de cálcio no concreto podem acelerar o processo de corrosão das armaduras. 41) (102 – Hemobras/2008) A lixiviação é um mecanismo de deterioração do concreto caracterizado pela sua expansão quando em contato com águas e solos que contenham ou estejam contaminados com sulfatos. 42) (67 – TCE-PE/2004) A NBR n.º 6118/2003 se aplica a concretos de massa específica normal, que são aqueles que, depois

de

secos

em

estufa,

têm

massa

específica

compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3. 43) (68 – TCE-PE/2004) Quando não se conhece a massa específica do concreto a ser utilizado em uma peça estrutural, é correto considerar para valor da massa específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 300 kg/m3. 44) (101 – Hemobras/2008) Em uma peça de concreto armado, qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não seja previamente 82231257220

alongada, é denominada de armadura passiva. 45) (69 – PF Adm/2014 – CESPE) Quando as tensões de projeto não são muito elevadas, pode-se empregar o mesmo tipo de barra de aço das estruturas de concreto armado para a execução da armadura ativa das estruturas de concreto protendido.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 46) (70 ambiente,



TCE-PE/2004)

uma

estrutura

Quanto de

à

concreto

agressividade armado

pode

do ser

classificada como fraca, moderada, forte ou muito forte, segundo a NBR n.º 6118/2003. –

47) (103

Hemobras/2008)

comprobatórios

da

Na

resistência

do

falta

de

concreto

ensaios

armado

à

agressividade do ambiente prevista no projeto, prescrições de norma técnica específica estabelecem valores limites de propriedades

do

armadura

serem

a

concreto

e

de

observados

cobrimento em

função

nominal do

nível

da de

agressividade do ambiente. 48) (41 – TCE-TO/2006 – Cespe) Com relação aos elementos lineares ou de superfície de estruturas de concreto armado, julgue os itens a seguir.

I - As placas são elementos de superfície plana, sujeitos principalmente às ações contidas em seu plano. II - Lajes cogumelo são lajes apoiadas em pilares sem capitéis. III - Os pilares-parede são elementos de superfície plana ou casca

cilíndrica,

usualmente 82231257220

dispostos

na

vertical

e

submetidos preponderantemente à compressão. IV - As lajes nervuradas são as lajes moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos está localizada nas nervuras. V - As cascas são elementos de superfície não-plana. Estão certos apenas os itens A) I, II e IV.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 B) I, III e IV. C) II, III e V. D) II, IV e V. E) III, IV e V.

49) (108 - SEGER-ES/2011) Nas lajes-cogumelo, projetadas para perfazer grandes vãos, a zona de tração é constituída por nervuras, entre as quais pode ser colocado material inerte.

(PF Regional/2004) Quanto a puncionamento de lajes de concreto armado, julgue o item seguinte.

50) 85 - O modelo de cálculo para dimensionamento de lajes submetidas

a

punção

corresponde

à

verificação

do

cisalhamento em duas ou mais superfícies críticas normais à laje definidas no entorno de forças concentradas.

51) (105



Hemobras/2008)

Norma

técnica

específica

estabelece um valor mínimo para a largura de vigas de concreto. 52) (90 - TCE-ES/2004) A seção transversal de pilares e de 82231257220

pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não deve apresentar dimensão menor que 19 cm. 53) (155 – TCU/2011) A utilização de pilares esbeltos no projeto reduz a quantidade de concreto e armação, facilitando a montagem das fôrmas, tornando a estrutura mais econômica e de fácil execução.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 54) (44 – TRE-MA/2005) No que se refere a arranjos longitudinais das armaduras de pilares de concreto armado, assinale a opção incorreta.

A) Nos edifícios, devido a razões construtivas, as emendas da armadura

longitudinal

são

sempre

feitas

imediatamente

abaixo da laje dos diferentes andares da construção. B) O bloco de fundação é concretado antes do início da execução dos pilares. C) A altura do bloco de fundação deve permitir a ancoragem por aderência das barras de arranque. D) Quando não há mudança da seção transversal do pilar de um andar para o imediatamente acima, somente têm o comprimento necessário à emenda por traspasse as barras que efetivamente irão ter prolongamento para o andar de cima. E) Quando há mudança da seção do pilar, o comprimento para emenda por traspasse só é mantido nas barras que possam passar de um andar a outro a despeito da mudança da seção de concreto. 55) (91 – TCE-ES/2004) O limite mínimo para a espessura de lajes maciças de piso ou de cobertura em balanço é igual a 7 82231257220

cm. 56) (23 – TRE-MA/2005) Os componentes de estruturas de concreto

devem

ser

dimensionados

atendendo

condições

especificadas em normas, de forma a garantir a segurança, funcionalidade e durabilidade da estrutura. Nesse contexto e segundo a norma pertinente, a espessura mínima de lajescogumelo é igual a Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 A) 5 cm. B) 10 cm. C) 14 cm. D) 20 cm. E) 25 cm.

57) (38 – SEAD/PA – 2005) Diversos são os componentes e aspectos

relevantes

a

serem

considerados

no

dimensionamento, execução e durabilidade de obras civis de concreto armado. Com relação a esse tema, julgue os itens abaixo.

I - Armadura passiva é qualquer tipo de armadura de um elemento de concreto que seja utilizada para produzir forças de protensão. II - O estado limite último é o estado limite relacionado ao colapso, ou qualquer outra forma de ruína estrutural, que determine a paralisação do uso da estrutura. III - A expansão por ação das reações entre os álcalis do cimento e certos agregados reativos é um dos mecanismos de deterioração do concreto. IV - O ensaio de compressão diametral de corpos cilíndricos de 82231257220

concreto, também conhecido como ensaio brasileiro, visa a determinação da resistência ao cisalhamento do concreto. V - Caso a massa específica real do concreto simples não seja conhecida, deve-se adotar o valor 2.400 kg/m3 para efeito de cálculo.

Estão certos apenas os itens A I, II e III. B I, II e IV. Prof. Marcus V. Campiteli

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 C I, IV e V. D II, III e V. E III, IV e V. 58) (153 – TCU/2011) A flexão em elementos estruturais é considerada composta quando, na seção transversal de uma viga, atuam conjuntamente o momento fletor e o esforço cortante.

(TCU/2005)

As

estruturas

de

concreto

devem

ser

cuidadosamente dimensionadas, de forma a garantirem a estabilidade e as condições de segurança das construções. Com relação ao dimensionamento desse tipo de estrutura, julgue os itens subseqüentes. 59) 149 - A análise estrutural tradicional de placas admite que a seção transversal da placa não se mantém plana após a deformação, independentemente da espessura considerada da placa.

60) 150 - Em vigas de concreto armado, independentemente da sua altura, é necessária a armadura de pele. 82231257220

(SEGER-ES/2011) Julgue os itens a seguir, relativos às estruturas de concreto armado.

61) 105

-

No

caso

de

apoio

indireto,

a

armadura

de

suspensão deve ser disposta nas proximidades de cargas concentradas transmitidas à viga por outra viga.

62) 107 - Denomina-se torção de compatibilidade a torção necessária

ao

equilíbrio

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do

elemento

estrutural,

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a

qual

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 demanda a existência de armadura destinada a resistir aos esforços de tração oriundos dessa torção. 63) 109 - Considere a figura abaixo, na qual todas as medidas estão em metro, que mostra um corte de um pilar de secção transversal de 20 cm × 20 cm, em um lance de um pavimento de uma edificação, e que o pilar esteja vinculado às extremidades. Nessa situação, o comprimento equivalente (le) a ser usado nos cálculos de flambagem do pilar será igual a 3,2 m.

(TCU/2011) Em construções de edifícios, a concretagem é 82231257220

uma etapa em que se concentram recursos significativos, e que afeta diretamente a segurança, a funcionalidade e o custo da obra. O auditor deve conhecer como ela é projetada e executada, para avaliar possíveis erros e suas consequências. A respeito desse assunto, julgue os itens subsequentes. 64) 152 - Para combater o esforço cortante em elementos lineares, o ângulo

de inclinação das armaduras transversais

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 em relação ao eixo longitudinal deve ser tal que 45º ≤



90º.

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2

5 - GABARITO 1) Errada

17) C

33) Correta

49) Errada

2) B

18) D

34) Errada

50) Correta

3) Correta

19) C

35) Errada

51) Correta

36) Errada

52) Errada

4) C

20) Correta

5) B

21) Errada

37) E

53) Errada

6) Correta

22) Correta

38) Correta

54) A

7) Errada

23) Errada

39) Errada

55) Errada

8) A

24) Errada

40) Correta

56) C

9) E

25) Anulada

41) Errada

57) D

10) Errada

26) Correta

42) Correta

58) Errada

11) Correta

27) Errada

43) Errada

59) Errada

12) Correta

28) Errada

44) Correta

60) Errada

13) Errada

29) Errada

45) Errada

61) Correta

14) Correta

30) Errada

46) Correta

62) Errada

15) Errada

31) Correta

47) Correta

63) Correta

16) C

32) Errada

48) E

64) Correta

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Edificações TCM-GO/2014 Teoria e Questões Prof. Marcus V. Campiteli Aula 2 6 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: a) Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 6118/2014



Projeto

de

Estruturas

de

Concreto

-

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Concreto

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