Doña María de Padilla(ou Pombo Gira Maria Padilha).pdf

March 17, 2019 | Author: Alexandre Rodrigues | Category: Nobility, People
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Doña María de de Padilla Padilla (ou Pombo Gira Gira Maria Padilha) Padilha) Pesquisa realizada por Houngan Azogwe: Papa Mulú Bassai Lú Cel: (55 - Brasil) Cel: Cel: 35-99181630 Vivo Vivo / 35-92018232 Tim https://www.facebook.com/hougan.mulubassai

= > Nascida em 1.334?(Data não confirmada historicamente, inclusive o local de nascimento não pode ser determinado devido à falta de documentação. Alguns argumentam que ela nasceu em Sevilha , enquanto outros pensam que ele poderia ter nascido em Cordovilla ; ou Vallegera Vallegera , onde seus pais tinham tinham casas fortes; ou Astudill Astudillo), o), falecida falecida em julho de 1361 aos 27? anos de idade. = >Maria Padilla Padilla era filha de Juan García García de Padilla Padilla (que morreu entre 1348 e 1351) e Maria Gonzalez Hinestrosa (que morreu depois de setembro 1356) e irmã de Diego Garcia de Padilla , Mestre da Ordem de Calatrava, Calatrava, pertenci pertencia a a uma família família espanhola, espanhola, O Padillas, Padillas, originários originários de Padilla de Abajo , antes Padiella de Yusho, cidade de Burgos , no merino de Castrojeriz, membros da nobreza regional. Nas crônicas de sua época descrevem-na como muito bela, de cabelos curtos, de estatura baixa, gordinha(para a época), bem humorada e de fácil entendimento.

D. Pedro I de Castela

= >Maria de Padilla foi apresentada a Dom Pedro I por intermédio de João Afonso de Albuquerque, o senhor de Alburquerque, mordomo-mor de Maria de Portugal ( rainha de Castela) e artífice do casamento de Dom Pedro I de Castela, com Branca de Bourbon. Maria de Padilla tornou-se amante de Dom Pedro e passou a influenciá-lo nas mais importantes decisões. Foi graças a Maria de Padilla, em 1353 que Dom Pedro I de Castela, o  jovem rei de 19 anos, escolheu governar como um autocrata apoiado no povo, casando-se com Branca de Bourbon como forma de fortalecer os laços políticos criando um aliança entre Castella e França. Mesmo contra a vontade da própria Branca de Bourbon, no dia 25 de fevereiro de 1353, ela chega em Valladolid, com seu séquito chefiado pelo Visconde de Narbona, para assumir seu lugar como esposa de Dom Pedro I de Castela, mas Pedro I encontrava-se em Torrijos com Maria de Padilla prestes a dar à luz. Em 3 de junho, do mesmo ano, houve a cerimônia da boda de Pedro I de Castela com Branca de Bourbon, apadrinhada por Dom Juan Afonso de Albuquerque e sua tia Leonor de Aragão. Três dias mais tarde, após romper a aliança com a França, o rei Dom Pedro I abandona sua esposa e volta se dirige a Puebla de Montalbán, onde Maria de Padilla se encontrava. Após uma breve reconciliação com seu amado Dom Pedro I, Maria de Padilla parte,  juntamente com Dom Pedro I de Castela, para Olmedo, onde se casaram secretamente. O partido político, adverso a Pedro I de Castela, descobre que ele havia se casado, secretamente, com Maria Padilla e exerce pressão política contra o reinado de Dom Pedro I. Don Beltran de la Sierra, núncio do papa, intimou o rei a retomar Branca como sua esposa. O rei, entretanto, preferiu mantê-la afastada, mandando-a de Siguenza para Jerez de la Frontera e, mais tarde, para Medina Sidonia até que em 1361 Branca de Bourbon é envenenada e morta, aos vinte e cinco anos, pelo ballestero Juan Perez de Rebolledo.

Capela dos Reis - Catedral de Sevilla

= > Outro fato intereçante foi o ocorrido depois de sua morte, quando ela foi reconhecida a verdadeira mulher de D. Pedro I, tanto pelos nobres, como pelo povo, como a sua única rainha na época dele. Alguns meses após a morte de Branca de Bourbon, em Medina Sidonia, Maria Padilla morre durante a pandemia da peste bubônica de 1361 e seus restos mortais são sepultados em Astudillo, onde ela havia fundado um convento. Dom Pedro I de Castela nunca se conformou com a morte prematura de sua amada, a eterna Maria Padilla, tanto que um ano depois, em uma Corte celebrada em Sevilha, declarou diante dos nobres que sua primeira e única esposa havia sido Dona Maria Padilla. Com o Arcebispo de Toledo considerando justas e honrosas as razões que levaram Dom Pedro I de Castela a abandonar Branca de Bourbon, tendo em vista os conflitos com os Franceses, Pedro I deparou-se com uma Corte disposta a ratificar a afirmação de seu rei e assumir Maria Padilla como a legítima rainha. Com a confirmação de que Maria Padilla foi a única esposa do rei Dom Pedro I de Castela, seus restos mortais foram transferidos para a Capela dos Reis na Catedral de Sevilla, onde até hoje repousa seus restos mortais.

= > Outro fato intereçante,

foi e ainda é comum na realeza, principalmente na inglesa,

francesa e espanhola, existirem até hoje, várias pessoas se dizendo descendentes destas castas reais, e por incrível que seja a espanhola é a mais explorada, principalmente a de D. Pedro I, o Cruel(Designação dado ao monarca), e Doña María de Padilla sendo uma das mais exploradas, onde vários portugueses e brasileiros se proclamam seus descendentes, possuindo brasões e documentos falsos emitidos por instituições não reconhecidas pelos governos de Espanha e Portugal.

Os banhos de Dona María Padilla

= > Los Ba€os de Do€a Mar•a de Padilla, que fica no Alc‚zares Reales de Sevilla, Andaluc•a (Os Banhos de Dona Maria Padilha), uma das alas do complexo de Alc‚zares que levou este nome para homenage‚-la, depois de resgatado dos Mouros, lugar esplendoroso, este complexo inclusive j‚ foi tombado como patrimƒnio mundial. O Real Alc‚zar de Sevilha , uma vez que foi uma fortaleza moura, „ o mais antigo pal‚cio real europeu ainda em uso. … a resid†ncia oficial da fam•lia real espanhola, quando em Sevilha. (Posto fotos dele abaixo)

Os banhos de Dona Mar•a Padilla

= > A forma física de Doña María Padilla , n‡o possu•a cabelos longos, era bem gordinha para as mulheres da „poca, posto abaixo, cˆpias de pinturas reais feitas na „poca. Pela sua morte prematura, pouco se tem de pinturas ou esbo‰os feitos dela na „poca, dizem existir duas pinturas suas inacabadas, feitas por dois pintores famosos, da „poca, um espanhol e outro Frances.

= > O MITO: A personagem mítica. O romancero viejo (ROIG, 2007) espanhol, do tipo considerado por Pidal (1968, I: 301) Šromances noticiosos‹ ou, por D•az-Mas, Šromances histˆricos‹ (2001: 97 e s.; 392), cont„m todo um Ciclo de Don Pedro el Cruel (AUGRAS, 2001: 305 e s.), que prosperou em paralelo ao desenvolvimento do pa•s a partir do reinado de Henrique II, o inaugurador da dinastia dos TrastŒmara. Nesse conjunto de histˆrias cantadas com versos de sete s•labas, o rei derrotado, Pedro, „ sempre descrito como o Cruel e Mar•a de Padilla como uma adltera sedutora, dominadora e intrigante, pactuando com o mal. No romanceiro, o mal „ a feiti‰aria, que seria praticada, sobretudo, pelos judeus, relativamente bem tolerados anteriormente e que seriam perseguidos por Henrique II e seus descendentes, at„ Isabel, a Catˆlica, que os expulsaria da Espanha. Esses romances apareceram j‚ no s„culo XIV, mas cresceram em nmero e imagina‰‡o e se divulgaram durantes os s„culos XV, XVI e XVII, inclusive por Portugal (sob o

dom•nio espanhol de 1580 a 1640). A Inquisi‰‡o em Portugal e na Espanha deixou registradas invoca‰Žes de Šfeiticeiras‹ a ŠMaria Padilha com toda sua quadrilha‹ e, tamb„m,  passagem de algumas dessas mulheres Šperigosas‹ pelo Brasil, entres os s„culos XVII e XVIII (MELLO E SOUZA, 1986: 168; AUGRAS, 2001: 308 e s.; MEYER, 1993). Talvez a• resida a eventual rela‰‡o histˆrica entre as duas personagens, a da tradi‰‡o histˆrica e a do imagin‚rio religioso, que prosperaria em nosso pa•s, no Œmbito dos cultos afro-brasileiros. A literatura romŒntica francesa e a ˆpera popular, que a partir dela se desenvolveu, divulgariam, por todo o mundo, as belas Šfeiticeiras‹ ciganas andaluzas, tendo Prosper M„rim„e, o autor de Carmem, n‡o apenas inclu•do uma nota em sua novela a propˆsito de Marie Padilla (1965: 163; 1990: 92), como tamb„m se dedicado a escrever uma biografia de D. Pedro (1961). Ali‚s, foi a partir da• que Roberto Motta (1990: 55; 1995: 182; 1998: 114), pela primeira vez, relacionou a personagem histˆrica espanhola  entidade religiosa brasileira. O teatro espanhol (desde Lope de Vega) e tamb„m o franc†s, sobretudo o do per•odo romŒntico, faria de D. Pedro e D. Mar•a protagonista e a antagonista (e vice versa), enfatizando sempre a crueldade do homem e a do‰ura da mulher. Esse antagonismo deve ter sido inspirado, principalmente, nas Crˆnicas de Ayala, de acesso mais restrito, contradizendo o muito popular romanceiro velho e, tamb„m, de modo radical, a concep‰‡o brasileira  tamb„m muito popular - das diabˆlicas marias padilhas - e at„ mesmo a circunstŒncia em que Carmen a invocava na novela de M„rim„e. Bem revelador do car‚ter bondoso atribu•do por Ayala e os dramaturgos romŒnticos a D. Mar•a de Padilla „ o t•tulo de sua nica biografia, escrita pelo especialista na histˆria de Sevilha Carlos Ros: Do€a Mar•a de Padilla: el ‚ngel bueno de Pedro el Cruel (2003), onde se „ contada a sua verdadeira histˆria, pois Maria de Padilla nunca foi uma mulher m‚ ou prom•scua.

Capa cd da ‘pera Maria Padilla

= > A ÓPERA:

Gaetano Donizetti

Sophie L’we - Soprano

Maria Padilla (1841, revisado 1842), ˆpera s„ria, Librettists: Gaetano Rossi e Gaetano Donizetti(Foto abaixo). Realizada pela primeira vez: 26 de dezembro de 1841 no La Scala, Milan. Grava‰Žes: Opera Rara ORC 6. Foi estreada em 1841 pela soprano Johanna Christiane Sophie L’we (24 de marco de 1815 - novembro 29 1866) (Foto abaixo), era uma alem‡ soprano de ˆpera, ativa principalmente em Viena e Berlim. Ela foi um das mais famosas cantoras de ˆpera alem‡s do seu tempo. O car‚ter bondoso, de uma v•tima do destino e dos desatinos do Rei D. Pedro, de D. Mar•a, aparece de modo evidente no repertˆrio do teatro, como, por exemplo, no melodrama em tr†s atos Maria Padilla, impresso em Lisboa em 1845, pela Tipografia de P. A. Borges, numa edi‰‡o bil•ng“e italiana (em versos, de Caetano Rossi) e portuguesa (em prosa), Špara se representar no R. T. S‡o Carlos‹, como libreto da ˆpera de Caetano Donizetti. Dividido em tr†s atos, esse melodrama apresenta inicialmente Maria e uma sua irm‡ chamada In†s, na casa de seu pai, celebrando o casamento dessa ltima e comentando o desejo de Maria de ser rainha, ainda que amando e sendo correspondida nesse amor por um plebeu, na verdade o futuro Rei D. Pedro disfar‰ado. Ainda no primeiro ato, acontece o rapto de Maria pelo falso plebeu e sua rea‰‡o indignada, que amea‰a matar-se, mas que enfim se entrega e concorda que fique em segredo esse Šmatrimƒnio‹. O segundo ato se passa no Alcazar de Sevilha durante uma festa oferecida por D. Maria ao j‚ ent‡o proclamado Rei. O pai de Maria declara seu desejo de vingan‰a por ter sido desonrado com o rapto de sua filha. In†s informa a Maria que seu marido matou um amigo do rei e Maria lhe diz que o rei o perdoou e que ela ir‚, em seguida, pedir perd‡o a seu pai, enquanto este „ preso ao atacar o rei. No cl•max da festa e da descoberta do mart•rio do pai, Maria se amaldi‰oa e ao rei. No ltimo ato, num quarto, ao lado do pai moribundo, que n‡o a reconhece, Maria lhe mostra a declara‰‡o escrita de seu casamento com o rei, mas seu pai a rasga. Fora, louva-se Branca, a jovem rainha, que ent‡o se casa publicamente, por motivos de estado, com D.Pedro. Maria leva seu pai at„ a cena do casamento e interpela o rei, que declara lhe preferir  nova esposa. Maria morre de emo‰‡o e o pai enfim a reconhece. Conclus‡o: O perfil de D. Maria tra‰ado nesse melodrama „ exemplar da caracteriza‰‡o da personagem teatral que nos interessa e que contraria o romanceiro velho espanhol. Relativamente fiel s crƒnicas de Ayala, esse perfil „ tamb„m ant•poda da caracteriza‰‡o da personagem m•tica da umbanda brasileira, possivelmente herdeira do imagin‚rio ib„rico enraizado nos romances tradicionais e registrado pelos processos inquisitoriais. O fato „ que as artes do espet‚culo, do romanceiro, do teatro, dos ritos religiosos e dos autos da f„, t†m sido boa cena para a histˆria e o mito de Do€a Maria de Padilla a Maria Padilha. FONTE: AUGRAS. Monique R. Mar•a Padilla, reina de la magia. In: Revista Espa€ola de Antropolog•a Americana, n. 31. Madrid: [s. n.], p. 293-319, 2001.

O bras‡o de armas de Dona Mar•a Padilla

= > O real brasão de Dona Maria Padilla „

o que mostro foto abaixo, ditado e

reconhecido historicamente pela: ŠPublicaciones de la Institucion Tello Tellez de Meneses. Palencia, Impr. Provincial, 1949 - At head of title: Ediciones de la Excma. Disputacion Provincial. BrasŽes, tabelas genealˆgicas, p 23 a 71.‹ Podendo constatar tamb„m nas crƒnicas de Pero Lopez de Ayala: ŠEla foi enterrada no Real Mosteiro de Santa Clara de Astudillo, que a prˆpria Maria Padilla foi fundada em 1353, mas logo depois, seus restos mortais foram transferidos por ordem de Pedro I para a Catedral de Sevilha, onde foram depositados na Capela Verdadeiro Catedral. 3 Em 1579, devido ao rearranjo dos restos reais na nova Capela Real de Sevilha, foram reconhecidos os restos mortais da rainha Maria de Padilla, que foram depositados, junto com outros membros da realeza na cripta da Capela Real, onde se encontram hoje em um caix‡o de madeira forrado com veludo vermelho.‹ Pois vermelho foi e „ at„ hoje a principal cor da realeza espanhola, fixado em todos os brasŽes da fam•lia real no le‡o, n‡o existido historicamente em nenhum bras‡o real, le‡o de cor azul.

= > FINALIZANDO: -Concluindo os verdadeiros fatos histˆricos sobre a vida de Mar•a de Padilla, podemos ent‡o dizer que difere muito das muitas outras histˆrias, contadas e escritas na internet ou nos livros no Brasil. Principalmente quando nos deparamos no que consta o MITO, e como foi ent‡o feito o seu sincretismo com a bruxaria, e com a pombogira Maria Padilha pela umbanda brasileira. Ent‡o temos a obriga‰‡o de desmistificar tal histˆria e realmente considerar a verdade: Sendo FATO n‡o existir nenhuma pombo gira que seja o esp•rito de Dona Mar•a Padilla. Creio sim, que exista uma linhagem de pombo giras brasileiras e suas ramas, que se denominam Maria Padilha, mais s‡o eguns que n‡o tem nenhuma liga‰‡o com a Dona Mar•a Padilla espanhola, por isso devemos respeit‚-las como esp•ritos ligados a nossa tradi‰‡o e n‡o a entes histˆricos do passado. -E para se fundamentar ainda mais o fato, basta ler duas obras escritas por estudiosos brasileiros sobre o assunto:

1º) REVISTA USP, S”O PAULO (31 ):1 0 4 -1 1 1 , S E T E M B R O / N O V E M B R O 1 9 9 6 FEITIOS DO AMOR - M A R L Y S E M E Y E R (MARLYSE MEYER „ professora aposentada da FFCH-USP. … especialista na aproxima‰‡o de cultura de elite e cultura popular. 2º) Armindo Bi‡o - A PADILLA: HIST–RIA, MITO E TEATRO - Universidade Federal da Bahia  UFBA - Etnocenologia, Do€a Mar•a de Padilla, Maria Padilha. A pesquisa constrˆi um corpus histˆrico, antropolˆgico, po„tico e dramatrgico sobre uma personagem histˆrica espanhola e uma entidade da umbanda brasileira.

= > Referências: - Fernandez-Ruiz, Cesar (1965). " ensaio histˆrico-biogr‚fico sobre D. Pedro I de Castela e Mar•a de Padilla. O Real Mosteiro e Pal‚cio Astudillo: memˆria de um grande amor . " Publica‰Žes da Institui‰‡o Tello T„llez de Meneses ( Institui‰‡o Tello T„llez de Meneses ) (24): p. 17 a 62. - Publicaciones de la Institucion Tello Tellez de Meneses. Palencia, Impr. Provincial, 1949 - At head of title: Ediciones de la Excma. Disputacion Provincial. BrasŽes, tabelas genealˆgicas, p 23 a 71. €Nada • mais poderoso do que a verdade. Seja ela aceita ou negada. Se aceita, a raz‚o e a luz prevaleceram. Se negada, a ignorƒncia e as trevas n‚o conseguir‚o enclausur„-la por muito tempo.… 

Ascaros de Pendragon

Convento - Hacienda Torre de Do€a Maria

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