Curso de Sigilos

August 1, 2017 | Author: distopia699 | Category: Emotions, Self-Improvement, Mind, Probability, Drawing
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Ráu-tu-do SIGILOS

Autor : Luís Wolf - [email protected]

Uma produção: http://br.groups.yahoo.com/group/kaos-brasil para assinar a lista, envie uma mensagem para o endereço: [email protected]

Introdução O objetivo deste curso prático de sigilização é oferecer uma forma prática e com pouca teoria sobre o método consagrado pela magia do caos. Longe de esgotar o tema, a intenção é facilitar o entendimento do novato nesta área. Agradecimentos especiais à Mônica, ao Tesla, ao José Carlos e ao RedFlame, que incentivaram e participaram desta obra, que aqui se apresenta inacabada.

PRIMEIRA AULA A intenção é justamente esta... fazer de novo. Mas preciso intercalar o novo com o que já foi feito, para que possa dar uma visão mais abrangente do que a que possa ter agora, por isto enviarei textos em inglês e português sobre o assunto. Bom, fazendo de novo, passo a perguntar a primeira questão: Por que este tipo de feitiçaria chama-se ´sigilo´? A resposta que tenho hoje é a seguinte: o ´sigilo´ é um ´segredo´. Segredo para ser guardado de quem? De você mesmo. O princípio do ´sigilo´ é você esconder de si mesmo um desejo. Paradoxalmente, é isto.

Então digamos que 1 pretenda fazer uma viagem a, digamos, Salvador. O que é o sigilo? É uma semente que esta viagem ocorrerá, é o ´implantar´ no seu ´inconsciente´ que esta viagem é realidade, e, ao mesmo tempo, o ´esconder´ de sua mente racional sobre seu desejo que isto aconteça. Por que esconder de sua mente racional? Pq, dentro do paradigma do sigilo, ele é realmente uma ´semente´ que está plantada no seu inconsciente, que irá germinar e transformar-se em seu desejo. As ´intempéries´ que podem atrapalhar que esta planta seja exatamente o que você quis dela são as apreensões, ansiedades, ou, como dizem no jargão, a ´ânsia pelo resultado´. Cada vez que sua mente racional se ocupa de algo, você ´vai´ até aquele ´assunto´ e o ´toca´. Você bole com aquele assunto, o transforma, agrega desejo, ansiedade, deduções lógicas, se obseda com ele. Isto é o que quer se evitar com o ´sigilo´. Pois bem, então, se 1 quer viajar até Salvador, como pode fazer um feitiço para que isto aconteça, como pode implantar este feitiço no ´Caos´, sem que desperte um fluxo racional, uma ligação entre o objeto do desejo e sua mente racional, como 1 pode escapar de pensar racionalmente, de tentar resolver, de esperar pelo resultado? Pelo ´sigilo´. Por isto se diz que se alguém te explicar um sigilo, terá automaticamente desfeito o ´feitiço´ ou a magia que envolve aquele sigilo. Por isto, por exemplo, só revelo a vocês aqui desta lista, sigilos que já se manifestaram e que terminaram efetivamente. Por isto, se 1 quer viajar até Salvador e resolve fazer um sigilo para que isto aconteça, o ´sigilo´ deve representar a viagem, em vários planos (de sentimento, de imagem mental, de expressão subliminar), sem efetivamente ´significar´ literalmente isto. Como fazer então um ´sigilo´ para obter uma viagem até Salvador. É isto que veremos no próximo ponto.

SEGUNDA AULA Continuando a exposição sobre o tema sigilos, uma vez que falamos sobre o significado do termo, é momento de passar a forma resumida, com breve comentário, de cada fase

do processo de sigilização, para futuramente poder haver um aprofundamento em cada uma delas. A sigilização, dentro da forma praticada por Lobo Solitário percorre as seguintes fases: 1. CONSTRUÇÃO DA SENTENÇA DE DESEJO (Do termo SOD - Sentence of Desire). 2. CONSTRUÇÃO DO SIGILO NA(S) FORMA(S) ESCOLHIDA. 3. IMPLANTAÇÃO DO SIGILO NO SUBCONSCIENTE. 4. DISPARO DO SIGILO NO CAOS. 5. ESQUECIMENTO. Formulando um conceito básico (Resposta ao ´O QUE?´) para cada uma dessas fases é possível dizer que: 1. CONSTRUÇÃO DA SENTENÇA DE DESEJO é a escolha de uma frase que corresponda ao desejo a ser realizado, de forma objetiva, positiva, onde na medida do possível, a frase corresponda a um ato ou fato isolado que irá ocorrer no universo do praticante. 2. CONSTRUÇÃO DO SIGILO NA FORMA ESCOLHIDA é a construção do sigilo pictório (yantra), falado (mantra) ou em outra forma possível (sinais sonoros, sinais visuais, representação numérica, etc), que ´esconde´ em sua construção o significado literal da sentença de desejo escolhida. 3. IMPLANTAÇÃO DO SIGILO NO SUBCONSCIENTE é a execução da inserção no subconsciente do operador do sigilo construído na forma escolhida (formas pictórias são visualizadas na mente, formas faladas são memorizadas por repetição, por exemplo), associando-os estados corporais (ver ZOS - O corpo como um todo). 4. DISPARAO DO SIGILO NO CAOS é a magnetização ou a impregnação de axé ao sigilo e sua ´soltura´ no caos, de forma a energizá-lo e liberá-lo no universo para que este o torne realidade. 5. ESQUECIMENTO é a postura física, mental e emocional adota após o ato para que a mente racional deixe o assunto isolado no passado, ou ainda, a forma escolhida para evitar a ´ânsia pelo resultado´. Bueno, da próxima oportunidade passaremos um a um estes conceitos, respondendo a outras perguntas (COMO, QUANDO, POR QUE, QUEM, ONDE, QUANTO).

TERCEIRA AULA "Vamos usar então este caso. Tício quer rever Maria. ´ Tício mora em São Paulo. Maria mora no Rio de Janeiro. Este será então o exemplo adotado para a explicação de como isso pode ser feito nas 5 fases de sigilização conforme proposto." Então agora vamos executar na prática a fase 1 da sigilização Eis o breve resumo do que é a fase 1: 1. CONSTRUÇÃO DA SENTENÇA DE DESEJOÉ a escolha de uma frase que corresponda ao desejo a ser realizado, de forma objetiva,positiva, onde na medida do possível, a frase corresponda a um ato ou fato isolado que irá ocorrer no universo do praticante." 1.1. - ESCOLHENDO UMA FRASE QUE CORRESPONDA AO DESEJO REALIZADO No exemplo, Tício quer rever Maria. Vejamos a primeira tentativa de obter essa frase: "Quero viajar ao rio de janeiro, não sendo obstacularizado e re-encontrar Maria" . Esta frase é objetiva? Não. Pq? Pq envolve três ações. Tício quer viajar ao Rio. Tício não quer ter obstáculos. Tício quer reencontrar Maria. Esta frase é positiva? Não. Pq? Pois Tício colocou na sua frase ´não sendo obstacularizado por nada´. Quando se diz que a frase deve ser positiva, significa que os termos ´não, nunca, sem´ que significam exclusão de uma ação, como em ´não sendo obstacularizado´, devem ser excluídos da frase. Isto pq, em nosso cérebro e no subconsciente, estes termos podem ser obliterados, removidos, e ser implantado a semente de algo como ´Quero viajar ao Rio de Janeiro, sendo obstacularizada e re-encontrar Maria´. Esta frase corresponde a um ato ou fato isolado que irá ocorrer no universo do praticante? Também não. Vejam que a frase além de não ser objetiva, pois compreende três sentenças, também não corresponde a um fato isolado, pois: Tício quer viajar ao Rio, o que envolve uma série de atos para ser concretizado; Tício não quer ter obstáculos, o que envolve também uma série de atos de liberação de obstáculos; e finalmente Tício quer re-encontrar Maria, que em si envolve um ato. Então qual a melhor forma de fazer uma sentença de desejo. Pela visualização de um ato, objetivo, sucinto, que corresponda ao desejo. No exemplo, qual seria esse ato ou fato? Tício encontrando Maria.

Podemos dizer que a frase inicial poderia ser reduzida para: "Quero re-encontrar Maria no Rio de Janeiro". Mas essa sentença expressa o ato de re-encontro? Também não. Ela expressa o desejo de encontrar, mas não o encontro em si. Então refazendo-a novamente: "Re-encontro Maria no Rio de Janeiro". Pergunta-se: O que quer Tício, re-encontrar Maria ou viajar ao Rio? Se realmente quer somente re-encontrar Maria, a frase, para ser ainda mais objetiva e corresponder a um ato ou fato, pode ser refeita mais uma vez: "Re-encontro Maria"

QUARTA AULA Sobre a ´forma´ que os fatos ocorrerão, se estarão de acordo com a ´forma´ que possa ser desejável, você coloca a dúvida se a correta programação estaria na frase, ou no jargão usado, na sentença de desejo. Como foi dito, existem muitas visões de como se proceder, nenhuma delas estando absolutamente correta ou errada. Assim, pode ser preferível proceder com uma sentença de desejo curta, objetiva e que designe um ato ou ação, posto que o que se quer neste momento é a tradução lingüística do desejo, para o objetivo de obter uma semente que será plantada no Caos. O cuidado para que a forma de materialização do desejo esteja em sintonia com essa ou aquela energia, nesta forma de proceder, será tomado na fase de ligação, ou 'link´, entre o sigilo e as sensações corporais, sentimentos e figuras mentais. Sim, pq o sigilo isolado, um mantra ou figura, por si só, será uma semente plantada em terreno estéril. Para haver fecundidade, deverão ser estabelecidos laços entre o que o seu corpo como um todo possa reproduzir, que signifique, corporalmente (e não linguisticamente), aquele desejo que você quer ver realizado. Então o que irá contar na programação que você fará para o universo, nesta forma de proceder, será muito mais o que você fará com seu corpo como um todo, do que a frase sigilizada. Mas aí você poderia perguntar... se é assim, eu também poderia usar uma frase rebuscada. Sim, poderia, mas as sensações, formas-pensamentos e emoções que seu corpo teria que produzir seria também mais complexas, e quanto mais complexo, maior a chance de algo sair diferente do desejado. Prefiro, nesta forma de proceder, em agir como uma luz de um laser, com um foco bem definido, que pode ser jogado aa longas distâncias, do que usar outro tipo de luz, como uma lâmpada alógena, que joga luz para todos os lados, mas tem um curto alcance.

O tempo desta forma de operação, em geral, é rápido, mas ele deve ser trabalhado igualmente durante a fase de ligação do sigilo ao desejo, como será explicado no momento oportuno. Em termos de sigilo, tudo é possível, qualquer campo de ação. A ética do que fazer está na pessoa, pois a técnica é eficaz, e em si, é livre de qualquer conceito ético.

QUINTA AULA CONSTRUÇÃO DO SIGILO NA(S) FORMA(S) ESCOLHIDA. Re-escrevendo o breve conceito sobre esta fase: CONSTRUÇÃO DO SIGILO NA FORMA ESCOLHIDA é a construção do sigilo pictório (yantra), falado (mantra) ou em outra forma possível (sinais sonoros, sinais visuais, representação numérica, que ´esconde´ em sua construção o significado literal da sentença de desejo escolhida. Como está sendo feita aqui a mais simples ´receita de bolo´, vamos nos ater a construir neste mail o sigilo na forma falada (mantra) e na próxima mensagem a respeito, a forma pictórica (glifo - yantra). CONSTRUÇÃO DO SIGILO NA FORMA MÂNTRICA A mais tradicional receita para fazer o mantra de um sigilo é re-escrever a frase ou sentença de desejo utilizando somente letras não repetidas. Contudo, esta forma, desenvolvida por europeus, leva em consideração que os povos germânicos e saxônicos utilizam muito mais as consoantes do que as vogais AEIOU em sua fonética. Para nós latino-americanos, a fonética usa muito mais as vogais, e, como pode ser percebido, a simples re-construção de uma frase usando letras não repetidas dará um bom trabalho para se fazer uma pronúncia sonora. Por este motivo, será dada uma forma adaptada da fórmula original, para facilitar o emprego da mesma em nossa língua portuguesa. SEPARE, DA DIREITA PARA A ESQUERDA NA FRASE, AS CONSOANTES. Então fica assim. A frase é ´Re-encontro Maria alegremente´.

A separação, da direita para esquerda, das consoantes da frase será: "TNMRGLRMRTNCNR´. RETIRE AS CONSOANTES REPETIDAS. Fica assim: "TNMRGLC" SEPARE, DA ESQUERDA PARA A DIREITA NA FRASE, AS VOGAIS. A frase é ´Re-encontro Maria alegremente´. A separação, da esquerda para a direita, das vogais da frase será: "EEOOAIAAEEEE´. RETIRE AS VOGAIS REPETIDAS. Fica assim: "EOAI" REPITA A SEQUÊNCIA DE VOGAIS OBTIDAS, ATÉ CONSEGUIR OMESMO NÚMERO DE CONSOANTES. Temos 7 consoantes como resultado:´TNMRGLC´. Temos 4 vogais como resultado: "EOAI" Repetindo as vogais até obtermos 7 vogais, fica assim: "EOAIEOA" CONSTRUA SÍLABAS COMBINANDO A 1a. CONSOANTE COM A 1a.VOGAL, A 2A. CONSOANTE COM A 2a. VOGAL E ASSIM SUCESSIVAMENTE. Temos as consoantes "TNMRGLC" Temos as vogais "EOAIEOA" Obtemos as silabas "TE-NO-MA-RI-GE-LO-CA". RECOMBINE AS SILABAS EM 2, 3 OU 4 PALAVRAS, COMO MELHOR LHE APROUVER. Então podemos ter o resultado "NOCARI TELOMAGE" ou ainda "NORI GELOMA TECA" ou outras diversas combinações como nosso sigilo mântrico.

SEXTA AULA Bom, havia-se chegado ao seguinte mantra "NORI GELOMA TECA" Para designar não literalmente a sentença de desejo escolhida. Construir o yantra deste sigilo é a parte mais simples da sigilização. Basta fazer uma figura, a qual contenha em si, todas as letras (não repetidas), do sigilo mântrico obtido na fase anterior da sigilização. Assim temos, no sigilo mântrico acima, as seguintes letras não repetidas: NORIGELMATC

EM ASCII, o sigilo pictório ficaria assim: \ /\ / \___\/___/ \ / \ / \/ \/ Para facilitar a visualização em ASCII, vou preencher os espaços em branco com 0, ficando então o yantra da seguinte forma 000000000000 0\0000/\0000/0 00\___\/___/00 000\00/\00/000 0000\/00\/0000 000000000000 Sendo os 0 acima correspondentes aos espaços que devem ser deixados em branco. Poderia ser feito um sigilo pictório com a mesma frase, que tivesse outra forma yantrica? CLARO! Existem inúmeras combinações possíveis. Então como saberei se a forma que desenhei está correta? SIMPLES! Basta você ´ver´ todas as letras não repetidas do sigilo mântrico dentro do desenho. Se conseguir ver todas, o desenho estará correto. Posso empregar cores? CLARO! Mas a questão de como empregar cores estará vinculada ao lançamento do sigilo no Caos, portanto, este assunto será discutido no futuro, dentro da fase apropriada. Contudo, apenas para dar um exemplo, será construído o sigilo acima no PAINT e colocado na seção files da lista feitizaria, para que todos possam ter idéia de como ficará o yantra ASCII criado, na forma de desenho.

SÉTIMA AULA Revendo os sigilos criados até esta fase. a) Sentença de Desejo: "Re-encontro Maria alegremente"

b) Sigilo Mântrico: "NORI GELOMA TECA" c) Sigilo Pictório ASCII (com 0 representando espaços em branco): 000000000000 0\0000/\0000/0 00\___\/___/00 000\00/\00/000 0000\/00\/0000 000000000000 d) Sigilo Yântrico (ver no anexo a figura sig_ex_1.jpg) Em breve passaremos a próxima fase de nossa exposição sobre o tema sigilização, a implantação do sigilo no subconsciente.

OITAVA AULA IMPLANTAÇÃO DO SIGILO NO SUBCONSCIENTE É a execução da inserção no subconsciente do operador do sigilo construído na forma escolhida (formas pictórias são visualizadas na mente, formas faladas são memorizadas por repetição, por exemplo), associando-os estados corporais (ver ZOS - O corpo como um todo). Antes de adentrar as formas possíveis de implantar o sigilo no subconsciente, é importante tecer algumas considerações úteis sobre esta fase do processo de sigilização. A primeira consideração é que o aprendiz deve escolher trabalhar como temas que possam ser realmente esquecidos de sua vida. Coisas que possam ser deixadas de lado. Isto pois, um tema que esteja ocupando um grande espaço de preocupação está constantemente voltando a mente do indivíduo, que busca através dos processos racionais, uma saída para o problema. E é exatamente por isto que este tipo de assunto deve ser evitado, ao menos enquanto o aprendiz estiver dominando a técnica e estudando seus resultados. Um sigilo é como uma semente, que será plantada no solo de subconsciente do operador. Buscar novamente o assunto que foi sigilizado, preocupar-se novamente com o desejo que está contido na sentença de desejo que foi transformada em mantra e glifo, é como arrancar a semente do solo

para olhá-la mais uma vez, desfazendo assim o plantio. A segunda consideração é sobre a destreza do corpo como um todo. Continuando com a comparação, se o sigilo é a semente e o subconsciente é o solo, a ferramenta que fará o revolver do solo, que abrirá o solo para que lá seja depositada a semente, é o corpo. Aqui refere-se ao corpo como um todo, ou seja, o corpo físico é uma ferramenta, assim como o corpo emocional e o corpo mental. Como treinar o corpo como um todo para operar magia foge do escopo deste estudo e constitui em si mesmo um tema vasto demais para ser aqui inserido. Por este motivo, a explanação usará as formas mais simples possíveis de se implantar o sigilo no subconsciente, deixando as mais elaboradas para aqueles que já estiverem usando rotineiramente seu próprio corpo como Templo. A terceira colocação é que existe uma diferença básica entre sigilos e servidores, apesar dos primeiros fazerem parte dos últimos. Os sigilos são próprios para operações que tenham um começo e um fim, e que possam ser mais imediatamente realizáveis. Os servidores são entes etéreos, cuja tarefa foi sigilizada, programados para realizarem operações por um prazo determinado, ou até indeterminado, mas em característica de uma situação continuada. Ex: pode-se fazer um sigilo para conseguir um carro e um servidor para proteger este carro contra acidentes. O escopo deste breve curso é sigilos, sendo portanto que será deixado para uma outra oportunidade as questões que se referirem a servidores. Quarto e último, é importante dizer que a sigilização é realmente um processo de fases. Tudo que foi dito até aqui, nas fases 1 e 2, são processos racionais, que podem ser iniciados, interrompidos, reiniciados, como e quando melhor convier ao operador. Contudo, da fase 3 para diante, o procedimento será diferente. O operador irá agir como se estivesse dirigindo uma peça de teatro. Poderá repetir a encenação quantas vezes quiser, e, estando operando em grupo, será importante que faça esta encenação até sentir que todo o grupo está afinado e pronto. Enquanto estiver ´encenando´, a operação encenada poderá ser interrompida, suspensa e re-iniciada, mas, um bom caminho é, em todas as encenações, independente de acertos e erros, ir-se até o final. Isto pois quando for ´pra valer´, a operação deverá seguir da fase 3, da IMPLANTAÇÃO DO SIGILO NO SUBCONSCIENTE, até o final, sem interrupções, sem suspensões, sem re-inícios.

NONA AULA

Continuando a FASE 3 - IMPLANTAÇÃO DO SIGILO NO SUBCONSCIENTE, será explorado inicialmente a forma dada no conceito relacionado a esta fase, ou seja, a implantação da imagem pictória do sigilo, bem como do mantra ou sentença sigilizada. É necessário dizer que o objetivo aqui é muito além de repetir a frase indefinidamente ou conseguir visualizar o sigilo pictório. Como assim, muito além, se todos as receitas de bolo dizem que é justamente isto que tem que ser feito? Ocorre que o que se quer nesta fase é usar o corpo como um todo para reverberar, para repetir a emissão do sigilo, de todas as formas conhecidas ou não. Isto é feito usando o corpo como um gravador. O que se quer com a IMPLANTAÇÃO DO SIGILO NO SUBSCONSCIENTE é que o corpo grave o sigilo dentro de si, para que possa reproduzi-lo no momento de realizar o lançamento/disparo do sigilo no Caos, ou tantas vezes quantas sejam necessárias. Aqui o corpo será usado como um gravador ´multimídia´, no sentido que serão usados mais de um meio (mídia) para gravar o sigilo. A primeira mídia a ser usada será o meio emocional. Aquela sentença de desejo inicial, que no exemplo usado é ´re-encontro Maria alegremente´ nada mais é do que uma forma de linguagem para representar um evento que irá ocorrer no futuro. O operador deve então conseguir reproduzir a emoção de re-encontrar Maria, em toda sua extensão. Irá ele sentir um bem estar? Um frescor de alma? Uma alegria infindável? Desejo? Um frio na barriga? Paixão? Quais emoções o operador irá sentir quando o seu desejo sigilizado tornar-se realidade? Respondendo a esta questão, estará então definido qual ou quais as emoções que deverão ser gravadas dentro do corpo. Como isto será feito? Pela simples reprodução da emoção. O operador deverá fazer o seu Corpo sentir aquela mesma emoção que irá ocorrer na realização do desejo. Se for mais de uma emoção, deverá fazer seu corpo reproduzir todas, isoladamente, e se for possível para sua habilidade, conjuntamente. A segunda mídia a ser usada será a expressão corporal desta emoção. É importante ressaltar que no passo anterior a reprodução da emoção Era interior. Neste passo, agora, o que se quer é que o operador consiga reproduzir com seu corpo as expressões corporais. Ao operador será útil pensar em si mesmo como um ator, que está representando um personagem (que é ele mesmo no futuro, re-encontrando Maria). Ele irá fazer cara de felicidade? Irá ficar com os músculos tensos? Terá uma ereção (se for homem)? Suas mãos, como ficarão? Onde estarão no corpo? Ele ficará parado, ou fará algum movimento com as pernas? Enfim, o operador deverá simular, representar, encenar a situação do re-

encontro com Maria, testando-se quanto a como seu corpo irá reagir expressionalmente. Poderá tentar várias formas e perguntar ao seu próprio corpo: ´É assim que estarei?´, escutando a resposta e guardando como ´Sim´ as sensações agradáveis e como ´Não´ as sensações desagradáveis. Uma vez que o operador consiga realizar os dois passos anteriores, ou seja, reproduzir interiormente a emoção (ou emoções) de re-encontrar Maria, bem como reproduzir exteriormente por expressão corporal como seu corpo físico reagirá ao re-encontrar Maria, então o operador fará um esforço para juntar as duas formas, realizando-as de uma só vez. Em outras palavras, o operador deverá fazer seu corpo reproduzir a Emoção interior e a expressão corporal, simultaneamente, que acredita que Irá ocorrer ao re-encontrar Maria. Aqui faz-se necessário uma pausa na explicação. Quando nas primeiras mensagens foi dito que a frase ´Re-encontro Maria´ era suficiente para uma sentença de desejo, uma colega da lista questionou sobre a forma que este re-encontro se daria, se desejável ou indesejável. Então naquela oportunidade refizemos a frase, chegando a ´Re-encontro Maria alegremente´. Agora, nesta fase 3, diante da explicação dada, fica fácil ver que será a emoção e a expressão corporal programada no corpo que irá influenciar a forma que este encontro se dará, muito mais significativamente do que o descrito lingüisticamente na sentença de desejo. Pois bem, então neste ponto, o operador terá feito seu corpo Reproduzir as emoções e expressões que irá ocorrer quando re-encontrar Maria. As próximas mídias (ou meios) que serão usados para gravar o sigilo serão a imagem e o som.

DÉCIMA AULA A implantação do sigilo mântrico no subconsciente se dá por repetição. Repete-se o mantra até conseguir repeti-lo automaticamente. Este ato por si retém o valor emocional e expressional do sigilo quando, ao repetir o mantra, ele é associado ao estado emocional e às expressões obtidas no procedimento anterior. Isto é fácil de se fazer uma vez que o operador tenha aprendido a reproduzir no seu corpo as sensações, emoções e expressões que significam aquele sigilo em questão. No exemplo, ´re-encontro Maria alegremente´, Tício, o operador, terá já neste ponto aprendido a fazer seu corpo sentir e expressar o sigilo, por treino e repetição de emoções, sensações e expressões. Agora Tício fará com que seu corpo reproduza estes estados, enquanto

repete o mantra, fazendo uma ´sobreposição´ entre eles. Repete-se o mantra, tem-se as sensações e emoções. Faz-se isso até que, no procedimento inverso, ao dizer o mantra, as sensações e emoções sejam efetivamente sentidas. É importante lembrar que ainda nesta fase o operador está apto a agir como um ator, fazendo seu trabalho ´teatral´, podendo repetir, por treino, até que consiga fazer o ´ato´. Uma vez que estejam associados, pelo corpo, o mantra, emoções, expressões e sensações possíveis, todos ligados ao sigilo, então o operador faz uma nova ´sobreposição´, desta vez, com a figura do sigilo, ou o ´yantra´. Aprender a ´visualizar´ o sigilo pode ser uma tarefa fácil ou difícil, dependendo do treinamento mágico do operador. Por isto, quando for explanado o próximo ponto ´4 - DISPARO DO SIGILO NO CAOS´, será mostrada mais de uma forma de fazê-lo, permitindo que a técnica seja empregada por operadores com mais ou com menos treino neste tipo de operação. A técnica mais simples consiste basicamente em desenhar o sigilo pictório em um pedaço de papel. Coloca-se o desenho a uma distância próxima dos olhos, e o fita sem piscar, até que os olhos cansem. Então fecha-se os olhos e tente ´ver´ no escuro da mente, a imagem do sigilo. Tendo visto, abra novamente os olhos e veja se a imagem ´vista´ corresponde integralmente ao desenho do sigilo. Havendo distorções, faça o processo novamente, fitando o sigilo até cansar os olhos e então fechando. Repita este processo até conseguir ´criar´, com os olhos fechados, a imagem do sigilo. É importante que o operador consiga fazer esta imagem do desenho do sigilo em sua mente, para passar a ´sobreposição´ de tudo que tenha feito seu corpo reproduzir a respeito do sigilo: emoções, expressões, sensações e o mantra. O processo de sobreposição é simples. Repetese o mantra, sentindo as emoções, expressões e sensações, enquanto, simultaneamente, ´visualiza-se´ a imagem do sigilo na mente. Pode ser que um operador, por falta de treinamento mágico, consiga apenas sentir as emoções ligadas ao mantra. Sem problemas. Este operador fará então a repetição do mantra e das emoções, ´ligando´ ambos, ou ´sobrepondo´ ambos, ao processo de visualização do sigilo. Pode ser que o operador não consiga efetivamente ver o sigilo em sua mente, também por falta de treinamento mágico. Sem problemas. Na próxima fase, explicaremos como um operador poderá ainda assim disparar o sigilo no Caos. Contudo, é importante que ele já tenha associado o

estado emocional da realização do desejo ao sigilo mântrico.

DÉCIMA PRIMEIRA AULA Neste ponto, o operador terá conseguido, em algum grau de sucesso, implantar dentro de si a reprodução emocional e expressional (inventamos aqui um termo novo?) das emoções e sensações que terão lugar quando houver a realização da sentença de desejo programada nas formas de sigilo. Muitos estarão dizendo... ´agora é hora de visualizar o sigilo e memorizar o mantra?????´ Sim e não. Sim se o treinamento mágico do operador permitir apenas que ele reproduza as emoções e as expressões corporais do desejo realizado. Não se o operador conseguir um pouco mais. Por exemplo, sentir, ainda que de forma de sugestão, o odor e o sabor do encontro. Sim... odores e sabores são também elementos programáveis no corpo como um todo. Alguns eventos da vida de um operador de magia são ´lembrados´ por um cheiro, ou por um gosto. É disto que fala-se aqui, agora. Feche os olhos. Viva a cena mais uma vez, Tício re-encontra-se alegremente com Maria. Haveriam rosas? Haveria um beijo? Elas trariam um odor fresco de flores colhidas, o arranjo teria outras plantas, também como odores? O encontro teria lugar em outro local, em um centro urbano, onde o CO2 estivesse presente nas narinas? Haveria (além da possibilidade de beijos) uma sensação de prazer escondido em Tício que lhe secasse a boca? Que trouxesse o gosto de estômago vazio? Isto tudo são reflexos de um futuro medido. O corpo consegue, por si, reproduzir cada uma destas sensações no cérebro, ainda que elas sejam imaginárias. É isto o ´supra-sumo´ da realização ´virtual´ de um evento, que se quer trazer a carne (e pq não dizer, ao corpo?) . Bom, esta é a última fase antes da visualização e da memorização do sigilo, que trataremos logo a seguir,

DÉCIMA SEGUNDA AULA A implantação do sigilo mântrico no subconsciente se dá por repetição. Repete-se o mantra até conseguir repeti-lo automaticamente. Este ato por si retém o valor emocional e expressional do sigilo quando, ao repetir o mantra, ele é associado ao estado emocional e às expressões obtidas no procedimento anterior. Isto é fácil de se fazer uma vez que o operador tenha aprendido a reproduzir no seu corpo as sensações, emoções e expressões que significam aquele sigilo em questão. No exemplo, ´re-encontro Maria alegremente´, Tício, o operador, terá já neste ponto aprendido a fazer seu corpo sentir e expressar o sigilo, por treino e repetição de emoções, sensações e expressões. Agora Tício fará com que seu corpo reproduza estes estados, enquanto repete o mantra, fazendo uma ´sobreposição´ entre eles. Repete-se o mantra, tem-se as sensações e emoções. Faz-se isso até que, no procedimento inverso, ao dizer o mantra, as sensações e emoções sejam efetivamente sentidas. É importante lembrar que ainda nesta fase o operador está apto a agir como um ator, fazendo seu trabalho ´teatral´, podendo repetir, por treino, até que consiga fazer o ´ato´. Uma vez que estejam associados, pelo corpo, o mantra, emoções, expressões e sensações possíveis, todos ligados ao sigilo, então o operador faz uma nova ´sobreposição´, desta vez, com a figura do sigilo, ou o ´yantra´. Aprender a ´visualizar´ o sigilo pode ser uma tarefa fácil ou difícil, dependendo do treinamento mágico do operador. Por isto, quando for explanado o próximo ponto ´4 - DISPARO DO SIGILO NO CAOS´, será mostrada mais de uma forma de fazê-lo, permitindo que a técnica seja empregada por operadores com mais ou com menos treino neste tipo de operação. A técnica mais simples consiste basicamente em desenhar o sigilo pictório em um pedaço de papel. Coloca-se o desenho a uma distância próxima dos olhos, e o fita sem piscar, até que os olhos cansem. Então fecha-se os olhos e tente ´ver´ no escuro da mente, a imagem do sigilo. Tendo visto, abra novamente os olhos e veja se a imagem ´vista´ corresponde integralmente ao desenho do sigilo. Havendo distorções, faça o processo novamente, fitando o sigilo até cansar os olhos e então fechando. Repita este processo até conseguir ´criar´, com os olhos fechados, a imagem do sigilo. É importante que o operador consiga fazer esta imagem do desenho do sigilo em sua mente, para passar a ´sobreposição´ de tudo que tenha

feito seu corpo reproduzir a respeito do sigilo: emoções, expressões, sensações e o mantra. O processo de sobreposição é simples. Repetese o mantra, sentindo as emoções, expressões e sensações, enquanto, simultaneamente, ´visualiza-se´ a imagem do sigilo na mente. Pode ser que um operador, por falta de treinamento mágico, consiga apenas sentir as emoções ligadas ao mantra. Sem problemas. Este operador fará então a repetição do mantra e das emoções, ´ligando´ ambos, ou ´sobrepondo´ ambos, ao processo de visualização do sigilo. Pode ser que o operador não consiga efetivamente ver o sigilo em sua mente, também por falta de treinamento mágico. Sem problemas. Na próxima fase, explicaremos como um operador poderá ainda assim disparar o sigilo no Caos. Contudo, é importante que ele já tenha associado o estado emocional da realização do desejo ao sigilo mântrico.

DÉCIMA TERCEIRA AULA A fase 4 deste curso prático de sigilização é o ´Lançamento do sigilo no Caos´. Abaixo está transcrita a definição dada no início do curso: 4. DISPARAO DO SIGILO NO CAOS é a magnetização ou a impregnação de axé ao sigilo e sua ´soltura´ no caos, de forma a energizá-lo e liberá-lo no universo para que este o torne realidade. Esta fase será subdividida em dois capítulos: 4.1 - A probabilidade da intervenção mágica para o sucesso do resultado: Nesta fase serão analisadas as fórmulas de efeito mágico, probabilidade de fazer ocorrer o resultado e por fim probabilidade de evitar que um evento ocorra. É importante passar este tema para que o operador tenha alguma noção de como a magia de sigilos poderá vir a auxiliar que um evento ocorra ou deixe de ocorrer. 4.2 - As formas básicas de disparo do sigilo. Aqui serão dadas três formas básicas de disparo de sigilo, Disparo através de visualização com repetição do mantra. Disparo através de repetição do mantra com visualização auxiliada por computador (Computer Aided Sigil Unleashing). Disparo com ajuda de auxiliador(a) que seja parceiro sexual do operador.

DÉCIMA QUARTA AULA Apesar de parecer forçação de barra, foi apresentado por Peter Carroll no seu livro Liber Kaos, uma fórmula para se quantificar o poder da magia. Esta fórmula é imprecisa, mas serve como referência didática para que os operadores da magia entendam quais os elementos estarão funcionando durante o processo de lançamento de sigilo no Caos. Aqui está a fórmula, modificada para o português, e seus elementos: M=GL(1-A)(1-R) Todos os elementos variam de 0 a 1, podendo 0 ser considerado 0% ou nada e 1 ser considerado 100% ou todo. M = Magia G = Gnosis L = Link A = Aversão subconsciente ao resultado R = Racionalização Assim Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) Nas próximas aulas será explicado brevemente cada um destes elementos.

DÉCIMA QUINTA AULA Como descrito na mensagem anterior, aqui está a fórmula, modificada para o português, e seus elementos: M=GL(1-A)(1-R) Todos os elementos variam de 0 a 1, podendo 0 ser considerado 0% ou nada e 1 ser considerado 100% ou todo. M = Magia G = Gnosis L = Link A = Aversão subconsciente ao resultado

R = Racionalização Assim Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) O que é o elemento M de Magia? O elemento M é justamente o poder de modificar a realidade, de acordo com a vontade do operador, tendo sucesso entre 0=0% (nenhuma interferência na realidade) e 1=100% (sucesso alcançado pela perfeita interferência na realidade). Esta interferência poderá ter, por exemplo, uma das seguintes formas: Cognitiva, de forma a perceber um evento que irá ocorrer ou está ocorrendo (típico da operação de adivinhação); Positiva, de forma a positivar, a forçar, a facilitar que determinado evento ocorra, conforme programado; Negativa, de forma a impedir que determinado evento ocorra. M terá um valor, de acordo com a fórmula, entre 0 e 1. Quanto maior seu valor, maior o poder mágico do operador naquela operação, aqui neste curso, na sigilização em questão. Seu valor será tanto maior quanto forem a Gnose e o Link empregado. Seu valor será tanto maior quanto menores forem a Aversão ao resultado e a Racionalização. As próximas aulas falarão sobre os elementos G L A R.

DÉCIMA SEXTA AULA A fórmula M=GL(1-A)(1-R) Tem elementos que variam de 0 a 1, podendo 0 ser considerado 0% ou nada e 1 ser considerado 100% ou todo: M = Magia G = Gnosis L = Link A = Aversão subconsciente ao resultado R = Racionalização Assim Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização )

O que é o elemento L de Link? L é a ligação do operador com o alvo ou resultado desejado. Todas as técnicas descritas anteriormente para fazer o corpo como um todo reproduzir as emoções e sensações do resultado ocorrendo servem justamente para fortalecer o link. Outras formas de link são a visualização perfeita do evento ocorrendo, ou, para operações de encantamento sobre uma pessoa, um vínculo com a mesma, como unhas, cabelos, fotos, roupas vestidas ou assinaturas feitas à mão. As próximas mensagens falarão sobre os elementos A R.

DÉCIMA SÉTIMA AULA A fórmula M=GL(1-A)(1-R) Tem elementos que variam de 0 a 1, podendo 0 ser considerado 0% ou nada e 1 ser considerado 100% ou todo: M = Magia G = Gnosis L = Link A = Aversão subconsciente ao resultado R = Racionalização Assim Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) O que é o elemento A de Aversão? Aversão é a sua resistência interior à realização do resultado. Exemplos aqui funcionam melhor para explicar a aversão do que conceitos. Um operador quer fazer um sigilo para conseguir responder certo as questões da prova X. Mas ele acredita que se sairá mal na prova, por que deixou de estudar, por que acredita ser a matéria muito difícil ou muita ´decoreba´. Então, para este exemplo, o índice de A será próximo de 1 e o resultado de poder mágico M de sua operação será quase nulo. Outro exemplo de alta aversão: um operador quer fazer um sigilo para arrumar um bom emprego, mas sua crença pessoal é que somente os fracos

são empregados dos outros. Outro exemplo: Tício quer re-encontrar Maria alegremente, mas no fundo Tício acredita que deixou de merecer Maria há muito tempo, pq pisou na bola com ela. A aversão variará, segundo a fórmula apresentada, entre 0 - nenhuma aversão, consciente ou subconsciente, e 1 - total aversão ao resultado. Segundo Carroll, boa parte das técnicas de magia servem para que o operador remova sua aversão a um determinado resultado, como, no exemplo dele, de ficar rico por magia, quando o operador acredita que magia só vem com muito trabalho duro.

DÉCIMA OITAVA AULA A fórmula M=GL(1-A)(1-R) Tem elementos que variam de 0 a 1, podendo 0 ser considerado 0% ou nada e 1 ser considerado 100% ou todo: M = Magia G = Gnosis L = Link A = Aversão subconsciente ao resultado R = Racionalização Assim, Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) O que é o elemento R de Racionalização? O elemento R é o mais fácil de se compreender, pois é o que o homem ordinário usa para resolver seus problemas, a razão. Quanto mais obcecado com o problema e a necessidade de encontrar uma solução para ele, maior o índice R, podendo chegar ao máximo de 1. Quanto menor a ansiedade sobre o problema, quanto maior o esquecimento do trabalho mágico realizado, menor o índice de R. Assim, a última fase do curso prático de sigilização, falará exatamente do elemento R, ou melhor, da necessidade de evitá-lo, ou,

nos termos da fórmula da magia apresentada, de faze-lo chegar próximo de Zero.

DÉCIMA NONA AULA Como exposto, a fórmula M=GL(1-A)(1-R) Tem elementos que variam de 0 a 1, podendo 0 ser considerado 0% ou nada e 1 ser considerado 100% ou todo: M = Magia G = Gnosis L = Link A = Aversão subconsciente ao resultado R = Racionalização Assim Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) Agora, simularemos algumas situações, para ver como seriam os resultados, ainda que imprecisos, do poder mágico obtido em um processo de sigilização. Digamos, em uma primeiro momento, que o operador consiga obter 50% em cada elemento, ou seja, que consiga 0,5 de Gnose (meia-gnose, ou algo como um foco de concentração mediano, misturado com pensamentos esparsos e tentativa de controlá-los), 0,5 de Link (uma visualização fraca do evento que deseja fazer ocorrer), 0,5 de Aversão (uma média resistência subconsciente ao resultado) e 0,5 de Racionalização (eventuais ocorrências de racionalização sobre o desejo sigilizado ou pequena preocupação sobre o resultado da operação) . O poder mágico obtido pela aplicação da fórmula M=GL(1-A)(1-R) será de: M = 0,5 X 0,5 X (1 - 0,5) X (1- O,5) ou M = 0,5 X 0,5 X 0,5 X 0,5 ou M = 0,0625 Sabendo que M poderá varia de 0 a 1, equivale dizer que para M=0.0625,

a poder mágico da operação citada acima será de 6,25%. Agora, façamos a simulação de uma operação obtida com quase perfeição, ou seja, com 0,9 de Gnosis, 0,9 de Link, 0,1 de Aversão e 0,1 de Racionalização. Então, na fórmula M=GL(1-A)(1-R), teremos: M = 0,9 X 0,9 X 0,9 X 0,9 ou M = 0,6561 ou M = 65,61 % Apesar de imprecisa, a simulação tem o efeito didático de mostrar que o operador deve buscar a maestria dos elementos da fórmula da magia, para que seu poder mágico consiga efetivamente alterar a probabilidade do resultado. Aliás, probabilidade do resultado será o próximo tema expositivo deste curso.

VIGÉSIMA AULA Como exposto, a fórmula M=GL(1-A)(1-R) Tem elementos que variam de 0 a 1, podendo 0 ser considerado 0% ou nada e 1 ser considerado 100% ou todo: M = Magia G = Gnosis L = Link A = Aversão subconsciente ao resultado R = Racionalização Assim, Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) A partir do conhecimento de como é obtido o elemento M de Magia, é possível partir para a análise das formulas da probabilidade de fazer ocorrer ou de se evitar um resultado, através da aplicação da magia, e portanto, da sigilização. Peter Carroll, em seu livro Liber Kaos, diz serem estas as fórmulas - Da probabilidade de fazer ocorrer um evento:

Pm = P + (1-P) x M ^ (1/P) Probabilidade de evitar a ocorrência de um evento: Pm = P - P x M ^ (1/(1-P)) Onde Pm = Probabilidade mágica P = Probabilidade natural, sem intervenção mágica M = Poder mágico, estudando na primeira fórmula. Nas próximas exposições, estudaremos cada uma destas fórmulas, para facilitar seus entendimentos.

VIGÉSIMA PRIMEIRA AULA Como exposto anteriormente, para efeitos didáticos, temos que M de magia é dado pela fórmula: Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) Também foi exposta a fórmula elaborada por Peter Carroll sobre a probabilidade de fazer ocorrer um evento: Pm = P + (1-P) x M ^ (1/P) Onde os elementos são: Pm = Probabilidade mágica ou resultado P = Probabilidade natural, sem intervenção mágica, ou simplesmente probabilidade M = Poder mágico, estudando na primeira fórmula e os operadores são: = igual a + adicionado de - subtraído de x multiplicado com ^ elevado a Cada um destes elementos, assim como na fórmula da Magia, tem um valor que pode variar entre o mínimo de 0 e o máximo de 1, ou,

em percentual, variar entre 0 e 100%. Assim, lendo a fórmula da probabilidade de fazer ocorrer magicamente um evento, em português, tem-se que: Resultado = Probabilidade+ (1-Probabilidade )x Magia^ (1/Probabilidade) Vale dizer, quanto maior for a probabilidade de um evento ocorrer, menor será a necessidade de um grande poder mágico para provocá-lo, bem como se perfeita for a operação mágica, ela fará inevitavelmente o evento ocorrer.

VIGÉSIMA SEGUNDA AULA Como exposto anteriormente, para efeitos didáticos, temos que M de magia é dado pela fórmula: Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) Também foi exposta a fórmula elaborada por Peter Carroll sobre a probabilidade de fazer ocorrer um evento: Resultado = Probabilidade+ (1-Probabilidade )x Magia^ (1/Probabilidade) Vamos aplicar alguns valores a fórmula, para simular resultados e entendê-la melhor: Se a probabilidade de um evento ocorrer naturalmente for de 50% então P= 0.5. Se inexistir um evento mágico para força-lo, M=0, ficando então a fórmula Pm= 0.5 + (1-0.5) x 0 ^ (1/0.5) = 0.5 = 50% Agora, se na mesma situação, for feito um evento mágico com força mágica de M=10% , ou M=0.1 , como ficará o resultado? Pm= 0.5 + (1-0.5) x 0.1 ^ (1/0.5) = 0.5 + 0.5 x 0.1 ^ 2 = 0.5 + 0.5 x 0.01 = 0.5 + 0.005 = 0.505 = 50,5% ou seja, mesmo uma operação mágica muito fraca, com M=0,1, fará aumentar, ainda que numa pequena fração, a possibilidade do evento ocorrer.

VIGÉSIMA TERCEIRA AULA Como exposto anteriormente, para efeitos didáticos, temos que M de magia é dado pela fórmula: Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) Também foi exposta a fórmula elaborada por Peter Carroll sobre a probabilidade de fazer ocorrer um evento: Resultado = Probabilidade+ (1-Probabilidade )x Magia^ (1/Probabilidade) Agora, vejamos como seria a alteração da probabilidade, pela realização de uma operação mágica quase perfeita, com M=0.7, para um evento em que a chance natural de ocorrer fosse de 20% ou P=0.2 Pm= 0.2 + (1- 0.2) x 0.7 ^(1/0.2) = 0.2 + 0.8 x 0.7 ^ 5 = 0.2 + 0.8 x 0.1680 = 0.2 + 0.1344 = 0.3344 = 33,44% ou seja, a operação mágica no ultimo exemplo elevaria a chance do resultado ocorrer de 1/5 para 1/3. Para finalizar, vejamos como seria a alteração da probabilidade de um evento em que a chance de ocorrer fosse de 1% ou seja, P=0.01 pela intervenção de uma operação mágica perfeita, ou seja, M=1. Pm= 0.01 + (1 - 0.01) x 1 ^ (1/0.01) = 0.01 + 0.99 x 1 ^ 100 = 0.01 + 0.99 x 1 = 1 = 100% Como foi dito antes, esta fórmula serve para que os praticantes de magia possam compreender melhor o efeito da magia sobre a probabilidade natural de um evento ocorrer, sendo ela mostrada neste curso de sigilização para efeitos didáticos.

VIGÉSIMA QUARTA AULA Como exposto anteriormente, para efeitos didáticos, temos que M de magia é dado pela fórmula: Magia = Gnosis x Link x ( 1 - Aversão ) x ( 1 - Racionalização ) Também foi exposta a fórmula elaborada por Peter Carroll sobre a probabilidade de evitar um evento:

Resultado = Probabilidade- Probabilidade x Magia^ (1/ (1-Probabilidade)) Vejamos se a probabilidade de um evento ocorrer naturalmente for de 99% então P= 0.99. Se existir um evento mágico perfeito para evitá-lo, M=1, ficará então a fórmula Pm= 0.99 - 0.99 x 1 ^ (1/ 1-0.99) = 0.99 - 0.99 x 1 ^ 100 = 0.99 - 0.99 x 1 = 0.99 - 0.99 = 0 = 0% = evento evitado. ou seja, mesmo em um evento com 99% de chances de ocorrer, a aplicação de uma operação mágica perfeita fará com que este evento deixe de ocorrer. Nas próximas mensagens, veremos o gráfico destas equações e tabelas de resultados, bem como as considerações finais sobre este capítulo do curso prático de sigilização.

VIGÉSIMA QUINTA AULA TABELA DO USO DA MAGIA PARA PROVOCAR UM RESULTADO, MODIFICANDO A PROBABILIDADE NATURAL DE SUA OCORRÊNCIA, O eixo vertical mostra as variações de P, entre 0 e 1. O eixo horizontal mostra as variações de M, entre 0 e 1. Os números mostrados na tabela são os resultados da aplicação da fórmula R = P + (1-P) x M ^ (1/P), ou Resultado = Probabilidade+ (1-Probabilidade )x Magia^ (1/Probabilidade) =========================================== | M = | 00,0% | 20,0% | 40,0%| 60,0%| 80,0%|100%| |--------------------------------------------------------------------------| |P=100%|*R=100%|=100%|=100%|=100%|=100%|100%| |--------------------------------------------------------------------------| |P=80,0%|R=80,0%| 82,7%| 86,4%| 90,6%| 95,1%|100%| |--------------------------------------------------------------------------| |P=60,0%|R=60,0%| 62,6%| 68,7%| 77,1%| 87,6%|100%| |--------------------------------------------------------------------------| |P=40,0%|R=40,0%| 41,1%| 46,1%| 56,7%|74,3%|100%| |--------------------------------------------------------------------------|

|P=20,0%|R=20,0%| 20,0%| 20,8%| 26,2%|46,2%|100%| |--------------------------------------------------------------------------| |P=00,0%|R=00,0%| 00,0%| 00,0%| 00,0%|00,0%|100% | ===========================================

VIGÉSIMA SEXTA AULA

VIGÉSIMA SÉTIMA AULA As fórmulas de magia, de probabilidade de fazer um evento ocorrer pelo uso de magia, e de probabilidade de evitar um evento pelo uso de magia, independentemente de sua precisão, tem o efeito

didático de mostrar o que se segue: a) Que, quando maior for a chance natural de um evento ocorrer, maior será o impacto de uma operação mágica para força-lo a ocorrer. b) Quanto menor for a chance natural de um evento ocorrer, maior será o impacto de uma operação mágica para preveni-lo. c) Quanto maior o poder mágico empregado, maior será a intervenção na probabilidade natural do evento ocorrer, bem como de ser evitado. d) Somente a operação mágica perfeita faz ocorrer um evento com pouca probabilidade de acontecer naturalmente, bem como de evitar um evento com enorme chance de ocorrer. Sobretudo, os grandes aprendizados por trás deste capítulo 4.1, o das fórmulas da magia, são os cuidados que o operador deve ter para 1 - Aumentar a chance natural de ocorrer um resultado que deseja fazer ocorrer pela sigilização. 2 - Diminuir a chance natural de ocorrer um resultado que queira evitar pela sigilização. 3 - Aumentar seu poder mágico, pelo aperfeiçoamento das suas habilidades em obter Gnose, em estabelecer um Link, em diminuir sua Aversão pelo resultado e neutralizar a Racionalização sobre o sigilo.

VIGÉSIMA OITAVA AULA Visualização é algo relativamente fácil de fazer com objetos e símbolos simples. Por exemplo, feche os olhos e veja um triângulo na sua frente. Agora feche novamente e veja uma pirâmide vermelha, rodando. Mais difícil não é? O sigilo, como o obtido no exemplo dado ´Tício re-encontra Maria alegremente´, pode ser uma figura simples de construir mentalmente para quem tem treinado sua mente em fazer este tipo de operação, ou pode ser difícil para quem nunca tentou. Por isto aqui é dado a técnica da ´muleta visualizatória n.1´.

Você precisará de um flash fotográfico (com pilhas), daqueles que acoplam em cima de câmaras fotográficas. Precisará também de papel colorido grosso, tesoura ou estilete, durex ou fita crepe. Pegue um papel grosso, preferivelmente preto, ou de alguma cor escura, e com uma tesoura, ´corte´ de forma vazada o sigilo neste pedaço de papel, de forma que o papel cubra totalmente o flash fotográfico, mas todo o sigilo vazado encontre-se na área que será iluminada quando o flash for disparado. Encaixe o papel no flash, pregue as laterais com durex. Para testá-lo, apague as luzes, coloque o flash 10 cm na frente de ambos os olhos e dispare-o. Feche os olhos. Pronto. Você terá visualizado o sigilo. Veja se ficou perfeito, ou se você precisará refazer o sigilo vazado no papel. Por vezes cartolina funciona melhor que papel, pq o último deixa luz vazar forçando a forma do sigilo a ficar ´diferente´ na mente do que o que está desenhada no papel. Refaça até ficar perfeito. Guarde para o momento do disparo no Caos.

VIGÉSIMA NONA AULA Aí alguém lá do fundo levanta a mão e pergunta : "e se eu não tiver um flash fotográfico?" Então a lista de materiais muda. O operador precisará de um destes lustres simples redondos ou cilindros, brancos, translúcidos, de superfície lisa. Precisará também de tinta preta (preferivelmente Guache ou outra a base d´água, para que o lustre possa ser lavado depois de usado magicamente), pinceis (1 chato largo para cobertura e 1 chato fino para acabamento). Irá colocar no quarto este lustre, todo pintado de preto, deixando q a superfície branca mostrando apenas a figura do sigilo. Acenda a luz e olhe fixamente para o lustre, deitado abaixo dele, por alguns minutos (o quanto conseguir sem piscar). Feche os olhos. Pronto. Você terá a imagem do sigilo na mente. Se ficar ´borrado´, faça os acertos no lustre, pinte mais uma camada de cobertura preta, ou abra mais a parte da superfície lisa aplicando solvente (por isto tintas a base de água são melhores para este uso).

TRIGÉSIMA AULA A primeira fórmula apresentada aqui então será esta. O orgasmo com um(a) parceira(o). O operador deverá manter a postura por baixo, e a(o) parceira(o) por cima, na posição ´coqueirinho´. De lado, o flash fotográfico preparado com o sigilo deverá estar a mão do operador. Se for escolhida a técnica número 2. Apenas a luz do lustre deverá estar acesa e todas as demais apagadas. Durante a cópula, o operador, se conseguir, fará seu corpo repetir as emoções e sensações programadas nas fases anteriores, fazendo-as serem o real motivo de todo o tesão. O(a) parceiro(a) deverá previamente estar sabendo disto, mas preferivelmente deverá ser apenas um(a) facilitador(a), deixado toda a sigilização a cargo do operador. Ao estar na fase de clímax, próximo ao orgasmo, o operador deverá passar a reproduzir mentalmente a imagem (se tiver treino para tanto) do evento a ser materializado. Deverá manter o flash já na mão, ou o olhar fixo no lustre, caso não possua o flash. Durante o gozo, o operador então dispara o flash, fecha os olhos, grita o mantra (se estiver usando o lustre, durante o orgasmo, ele fechará os olhos e gritará o mantra). A(o) parceiro(a), após o gozo do operador, deverá manter silêncio, desmontar de sua posição sexualmente ativa e deixar que o operador caia no sono. Uma massagem nos pés é uma técnica que poderá facilitar o induzimento do sono. Bastam alguns minutos de sono, mas o operador deverá despertar sozinho. Encerra-se assim o trabalho.

TRIGÉSIMA PRIMEIRA AULA Como implícito na fórmula 1, ditada na mensagem sobre como disparar o sigilo por gnose orgásmica obtida com ajuda de um companheiro(a), a primeira muleta para o esquecimento imediato é o sono. Bastam alguns minutos de sono, sem que a mente pare no assunto da operação mágica ou

do resultado, para que o esquecimento tenha um bom começo.

Mas pode ser que o operador esteja muito ´ativo´ para cair no sono logo após o orgasmo (se o operador for ela, aliás, a técnica sexual deve ser tentado por sexo oral, ao invés de coito a la ´coqueirinho´, com ela deitada olhando o lustre, ou se for o caso, com olhando para o teto, de luz apagada e com o flash na mão). O que fazer então? A muleta no. 2 do esquecimento é o riso. Treine o riso de forma a exaurir todas as forças do seu corpo em uma única, longa, sincera e retumbante gargalhada. Pode levar alguns ou muitos minutos, importa mais o esvaziamento completo da mente pelo ´gargalhar´ do que o tempo gasto com isto. Isto deve ser uma técnica a ser treinada, constantemente, por qualquer bom magista do caos, de forma a fazer qualquer pessoa perceber, que a pessoa está perdida entre o êxtase, o riso e a dor, como um louco a gargalhar para o universo.

TRIGÉSIMA SEGUNDA AULA Continuando a parte final do curso prático de sigilização, neste capítulo será abordada uma segunda fórmula de lançamento do sigilo no Caos e posterior esquecimento. No exemplo dado, têm-se um sigilo mântrico e um sigilo pictório, doravante mencionados no texto como mantra e yantra. a) Mantra: "NORI GELOMA TECA" b) Sigilo Pictório ASCII (com 0 representando espaços em branco): 000000000000 0\0000/\0000/0 00\___\/___/00 000\00/\00/000 0000\/00\/0000 000000000000

c) P/ yantra ver a figura sig_ex_1.jpg na seção ´files´.

O operador já terá treinado seu corpo para produzir emoções, se possível sensações e a visualizar o efeito desejado ocorrendo. Entretanto, pode ser que o operador(a) esteja sem condições de disparar o sigilo usando como meio de obter gnose a realização de sexo com um parceiro. Pode ser também que o operador não tenha um flash fotográfico, nem tampouco um lustre de lâmpada que seja possível pintar. Para trazer a situação mais fácil de ocorrer aos leitores, pode ser que o operador tenha como recurso para a sigilização o seu computador, seu próprio corpo e algum treinamento em concentração. Aqui diz-se por concentração, sucintamente, o ato de manter a atenção e a mente fixas no ato a ser realizado. A fórmula 2 pressupõe que o operador imprima em papel o sigilo como o da figura sig_ex_1.jpg e olhe fixamente para o mesmo, sem piscar, concentrando-se exclusivamente na imagem do sigilo. Enquanto estiver olhando fixamente para o sigilo, o operador repete o mantra, inspirando e falando-o, mais pausadamente. Quando tiver conseguido concentrar-se na imagem e no som do mantra que está sendo ´cantado´, o operador passa então a reproduzir a emoção que já havia feito seu corpo aprender, a respeito da realização do desejo. O operador passa então a entoar o mantra um pouco mais rapidamente, tanto quanto a inspiração. Mantendo a concentração, a seguir ele poderá, se conseguir, após estar sentindo a emoção da realização do desejo, reproduzir também as sensações corporais. O operador aumenta ainda mais a rapidez da inspiração e da entonação do mantra. Ao alcançar um estado de vacuidade de mente, que poderá ser sentido como uma ´leveza´, ou um aumento ou diminuição de luminosidade do ambiente, ou ainda formigamento, ou a sensação

de que o mantra passou a ser produzido por alguém diferente de si mesmo, ou a proximidade de um desmaio pela hiperventilação, o operador visualiza então o desejo se concretizando, fecha os olhos, vê o sigilo em sua mente e pára a repetição do mantra e produção dos estados corporais. O operador, para forçar o esquecimento, faz então um banimento com forte gargalhada, até que caia no chão de tanto rir, podendo, logo após, se recompor e deixar o recinto, devendo então se ocupar de outro afazer do seu dia a dia, ou ainda, assistir a um filme no cinema. Pergunta-se: E se o operador falhar ao visualizar o sigilo na fase final da fórmula 2? Bom, então ele produzirá uma ´muleta´ de visualização, através de softwares de editoração de gifs, como será explicado na fórmula 3.

TRIGÉSIMA TERCEIRA AULA A Fórmula 3 é um tipo de (C.A.S.E) Computer Aided Sigil Empowerment, Pressupõe que o operador saiba operar a nível bem básico a produção de arquivos Macromedia Flash. Isso pode ser conquistado com a simples leitura do manual do produto no site do fabricante, motivo pelo qual deixará de ser mostrado aqui como fazer uso desta ferramenta. Aqueles que já tiverem praticado aqui as formas de visualização, terão executado a construção do sigilo em suas ´telas mentais´, colorindo o sigilo com uma determinada cor. Para saber mais sobre cores e seus efeitos em magia, pode ser consultado o texto ´As 8 Magias´ de P.Carroll, disponível nos arquivos da lista, ou ainda quaquer outro paradigma que fale sobre cores e magia, e no qual o operador acredite. Assim, munido do conhecimento de como construir uma apresentação Flash, e de mais todos os detalhes do sigilo, bem como já tendo aprendido a fazer seu corpo reproduzir as emoções do desejo realizado, o operador constrói o sigilo da seguinte forma: 1. No flash, faça a apresentação com as mesmas dimensões do monitor que você estiver usando. 2. Atribua a cor de fundo para ´preto´. Marque para o tempo da apresentação quantos minutos conseguir concentrar na sigilização. Mas tente colocar ao menos 5 minutos. 3. Desenhe o sigilo um nível acima do fundo preto. Use traços bem grossos e de tamanho tal que ocupe proporcionalmente o espaço em tela.

4. Use a cor inversa à escolhida. (Ex. se escolheu a cor verde, faça o sigilo em vermelho, se escolheu laranja, faça em azul, etc). 5. Programe a apresentação Flash para que o Sigilo fique ´piscando´, alternando entre o fundo preto e o desenho do sigilo com a cor invertida. 6. Durante os 5 minutos da apresentação (ou mais ou menos, conforme sua escolha), grave como som de fundo o mantra sigilizado (isto pode ser feito com um microfone e os programas multimídia residentes no próprio windows). 7. Gere a apresentação Flash. Veja se ficou bom, especialmente se o intervaldo da ´piscada´ é suficiente para imprimir na sua retina a figura do sigilo. Para tanto, assista uma apresentação e no final feche os olhos. (ps: o quarto ou escritório deverá estar escuro, de forma que a única fonte de luz seja o monitor do PC). Para disparar, basta assistir o Flash em estado de concentração na apresentação, evitando-se qualquer outro pensamento durante a mesma. Podem haver várias variações para esta técnica. A primeira delas é ao invés de usar Flash, usar duas imagens Gifs alternando-se, sendo uma o fundo preto e outra o sigilo na cor invertida. Existem vários programas para fazer esta ´junção´, animando a imagem, um deles é o Gif Animator. Neste caso, o operador deverá entoar o mantra por si mesmo, uma vez que é impossível gravar sons em arquivos Gif. Outra variante é na forma de obter gnose. O operador pode usar de gnose obtida por orgasmo, mas neste caso deverá evitar ver imagens pornô ou similares na tela do computador, devendo sentir ´tesão´ apenas pelo sigilo e fazer dele seu objeto de desejo sexual.

SIGILOS - EPÍLOGO Foram propostos alguns métodos práticos de sigilização, além de analisada a teoria básica a cerca do paradigma dos sigilos. O bom observador terá chegado à conclusão de que as ´muletas´ ou facilitadores foram empregados para que o operador pudesse realizar dois atos: entrar num estado de gnose e visualizar correntemente o sigilo na mente. O primeiro destes atos, entrar num estado de gnose, como já visto, é entrar em um estado de foco exclusivamente naquilo que está sendo feito, ou em um objeto. Várias formas são possíveis fora as já citadas neste curso, entre elas: dança, respiração alotrópica ou dor. A dança livre,

sem passos pré-estabelecidos, pode levar o operador a soltar-se no ritmo e com isto silenciar a mente de outros aspectos que não a dança em si. Respiração holotrópica é o aumento da rapidez na respiração, até um estado de pré-desmaio por hiperventilação ou sobrecarga de oxigênio no sangue. Dor é um método que pode ser empregado pois reduz o foco do pensamento a um só ponto, bastando como exemplo a lembrança de ter o dedo preso na porta do carro fechada, o martelo errando o prego e acertando a unha, o deslocamento de um dedo ao chutar um degrau e coisas assim. Contudo, o método mais versátil de obter gnose é pelo estabelecimento do estado de vacuidade da mente, ou como dito por aí, o não-pensamento. É um estado onde a mente encontra-se inerte, vazia, sem que haja manifestação do fluxo de idéias ou raciocínio. Este estado pode ser obtido pelo controle da respiração e foco de atenção em um ponto central da cabeça, ou no céu da boca. Nenhuma dica ou conselho substitui o treino para a obtenção imediata deste estado sob vontade do operador. Portanto, treine. Os yoguis têm como pre-requisito para o não-pensamento contínuo, ou samadhi, o controle respiratório. Por observação prática foi fácil confirmar este paradigma, porque enquanto é possível obter o estado de não pensamento sem ater-se a respiração, foi sempre o alterar da freqüência respiratória que anunciou a entrada de uma torrente de idéias ou outras manifestações na mente, acompanhadas de ´necessidades´, como se mover, se coçar, sono, irritação, fome e outros estados corpóreos. O tranqüilo permanecer na respiração rítmica é a chave para a manutenção da vacuidade da mente. Para os fins de sigilização, alguns minutos é o suficiente para a operação de lançamento do sigilo. O treinamento da obtenção deste estado pode ser feito inicialmente com o corpo inerte ou parado, mas necessariamente deve ser expandido para que seja obtido com o corpo em movimento, pois enquanto as operações mágicas do nível de magia astral possa ser feita apenas com a mente, as operações de feitiçaria e magia ritual irá fazer o operador se movimentar. A mesma disciplina de treinamento diário é necessária para que o operador alcance o estado de conseguir visualizar um sigilo, ou uma imagem, ou uma cena ocorrendo em sua mente. Existem vários roteiros para isto. Um fácil de descrever é colocar-se a observar uma cena estática, como um quadro, ou uma foto, ou uma vitrine, e depois fechar os olhos e ´reproduzir´ a visão na tela da mente, mantendo os olhos fechados. O praticante depois de construir o que conseguiu lembrar da cena, abre os olhos e confere, estando diferente, fecha os olhos e tenta reproduzir a cena novamente, até

conseguir. Obviamente começa-se com cenas ou objetos mais fáceis. Um bom começo para o novato é visualizar formas simples como quadrados, círculos, triângulos, estrelas. Depois o praticante parte para exercitar a visualização destas formas com cores. Depois passa para formas mais complexas, ou um conjunto de formas simples (ex. um circulo em cima de um triângulo, que lembra uma fechadura, dentro de um retângulo vazado). Assim, enquanto possa ser possível ao praticante experiente fazer um sigilo apenas com um pedaço de papel e uma caneta, parecerá ao novato que o ato de fazer magia com tão poucos recursos falhará em alcançar o resultado. O que está longe dos olhos do novato é que o praticante experiente, além do papel e da caneta, conta com a mais poderosa ferramenta mágica já construída... um conjunto de corpo e mente treinados, que possibilita a ele que a obtenção do foco de concentração, ou gnose, e a visualização do sigilo, sejam tarefas fáceis.

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