Curso Bateria

December 2, 2017 | Author: david1976 | Category: Drum Kit, Pop Culture, Time, Muscle, Sound
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curso de bateria completo...

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Notação válida para toda as partituras

Como Escolher as Baquetas

A escolha da "melhor" baqueta é uma decisão muito pessoal. Muitos bateristas ainda não descobriram o quanto eles podem obter maior rendimento usando a baqueta correta. É muito comum os bateristas profissionais usarem 2 ou 3 modelos diferentes de baquetas, ou mais. Os fatores a se considerar na escolha da baqueta incluem densidade, tipo de madeira, peso, comprimento, diâmetro, tipo de ponta (nylon ou madeira), formato da ponta... Quando escolher uma baqueta, procure pela boa qualidade da madeira com os veios uniformes de ponta a ponta. O tipo de madeira selecionada vai ter uma grande influência no balanço, no som e na longevidade (tempo útil) da baqueta. Alguns bateristas preferem o som natural da ponta de madeira. Outros preferem a ponta de nylon para obter um som mais aberto dos pratos. Neste caso esteja certo de selecionar uma ponta de nylon de qualidade para obter um bom resultado. Determine o melhor comprimento, peso e diâmetro da baqueta que se ajuste à sua maneira de tocar. Experimente e compare diferentes tipos antes de comprar. Depois que você se tornar mais experiente, você vai encontrar um modelo que atenda suas exigências em vários tipos de situação. Que tipo de volume seu som requer? Um trio de jazz ou uma banda de Rock? Para cada situação o tipo de baqueta vai variar. Sinta as baquetas. Toque cada uma em diversos tipos de superfície, para sentir a "pegada" e o tipo de som produzido. Evite baquetas que soam como se fossem ocas. Verifique se ambas tem o mesmo peso. As madeiras têm uma variação natural de cores. Uma vez que você definiu o tipo de baqueta que é bom para você, a cor não importa. De tempos em tempos é bom que você experimente novos modelos e diferentes tipos de marcas. Hoje em dia você encontra uma variedade enorme de marcas e modelos, ficando fácil você descobrir um que satisfaça suas necessidades. Então, pesquise, experimente e boa sorte!

Escolhendo as Peles

Há infinitos tipos, modelos e fabricantes de peles. Remo, Aquarian, Evans... cada uma com características distintas; pele de filme simples, pele de filme duplo, hidráulicas, porosas, clear ... Basta dar uma olhada num catálogo de uma dessas marcas para ver a infinidade e opções e ficar confuso na hora de escolher. Veremos aqui alguns conceitos básicos para ajudar a distinguir essas diferenças: • peles grossas vão resultar num som mais grave que as peles finas

• • •

peles revestidas (porosas) vão inibir os harmônicos melhor que as não revestidas

• •

diminuir o decay

peles ( com um círculo preto no centro) também inibem os harmônicos

peles de filme duplo produzem um som mais "cheio" do que as peles de filme simples e também inibem os harmônicos. Que tipo (estilo) de música você toca? Talvez você precise de um som leve, com mais "brilho" como no jazz. Então use peles finas; ou se você procura um som mais pesado como rock, use peles mais grossas, como as hidráulicas. É claro que as regras são feitas para serem quebradas. Tente algo diferente; experimente. Combine os vários tipos de peles e crie seu som. Abafadores Aqui as coisas ficam um pouco subjetivas. Através dos anos muitos bateristas vêm empregando diferentes maneirar de "abafar" seu instrumento. As razões para fazerem isso, geralmente são: • controlar os harmônicos conseguir um som mais encorpado do tambor.

Hoje em dia os fabricantes de peles oferecem uma variedade enorme de abafadores. Aros de plástico, espumas auto-adesivas, travesseiros para bumbo, etc. como na escolha da pele, é interessante você experimentar os vários tipos de abafadores e verificar qual se adapta ao seu tipo de som.

Escolhendo os Pratos

Ride (pratos de condução) Mais do que uma Simples Condução O Ride é parte integral de todo "set" de pratos, do Jazz Acústico ao Rock. Com um som bem claro e definido, permite uma variedade de sons, combinando condução com acentos; oferecendo infinitas possibilidades aos bateristas. Há dois tipos básicos de Ride. Um tem uma ressonância menor e oferece uma extrema definição das notas, enquanto que outros têm uma boa definição das notas, porém permitindo que estas soem mais "abertas"; possibilitando também que seja usado em acentuações ou ataques.

Hi Hat (chimbal)

O Coração do seu Kit O Chimbal é também um prato indispensável em qualquer set, pois, assim como o Ride, ele tem a função de conduzir o ritmo. A relação entre eles é muito importante. Eles devem ser escolhidos juntos e devem completar um ao outro. O prato de baixo deve ser um pouco mais pesado que o de cima. Isto vai garantir um som preciso (chick) dos pratos. É importante que o volume do seu chimbal esteja balanceado com o volume da sua caixa e bumbo.

Crash e Splash (pratos de ataque) Pratos com PersonalidadeUma vez que você escolheu seu Ride e Chimbal, você está pronto para selecionar seus pratos de ataque e splashes. Não há limites quanto ao número e variedade de pratos de ataque que você possa usar no seu set. Há uma enorme variedade de pratos de ataque. O volume, o timbre e seu gosto pessoal que irão determinar o tipo de prato que você deve escolher.

Efeitos Especiais Estes provavelmente serão os últimos pratos que você vai adicionar no seu set. eles produzem um som único e proporcionam acentos e efeitos exóticos e explosivos. Podemos citar o China Type (prato invertido) como um prato de efeito.A variedade de opções é infinita. Teste vários modelos e marcas e experimente várias combinações de medidas e timbres. Boa sorte e bons timbres!

Coordenação Inicial Muitas pessoas são naturalmente coordenadas. Algumas são mais coordenadas que outras. Alguns de nós apenas tem que praticar um pouco mais. Mas não importa o quanto natural você é quando toca bateria, a coordenação entre mãos e pés é algo que você sempre terá que trabalhar (praticar).Vamos começar com alguns exercícios para as mãos antes de incluírmos os pés. Toque cada exercício 4 vezes e vá direto para o seguinte SEM PARAR Legenda: D - mão direitaE - mão esquerdaP - pé Exercício de coordenação nº 1 - repetir 4 vezes cada exercício.

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Quando você repete um exercício várias vezes, é possível que você perca a concentração. Talvez se esqueça quantas vezes repetiu o exercício. Talvez o próximo exercício exija uma maior coordenação que o anterior. Exercício de coordenação nº 2 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.Se você dominou os 10 exercícios sem nenhum erro, é hora de aprender algo sobre o bumbo./p> Os exercícios a seguir são do mesmo tipo dos anteriores, mas depois do quarto compasso eles ficam um pouco mais difíceis. Cada compasso possui um padrão diferente. Verifique que todos os exercícios estão em compassos quaternários (4 tempos). Procure contar os tempos em voz alta, isso ajuda saber em que tempo você está. Exercício de coordenação nº 3 - repetir 4 vezes cada exercício. 1)

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Você está pronto para tentar num andamento mais rápido? Não se preocupe se você não conseguir fazer o exercício todo na primeira vez que tentar. Concentre-se no exercício, persista. Se você não consegue hoje, esteja certo de que conseguirá na próxima semana. Exercício de coordenação nº 4 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.Daqui para a frente começaremos a ler MÚSICA! Isso realmente não é muito difícil de se fazer, mas por algumas razões, metade dos bateristas que tocam por aí não dão atenção para a leitura. É muito mais fácil aprender lendo os exercícios e vir a entender o que realmente está "havendo" na música, do que tocando de "ouvido".Nesta lição veremos alguns ritmos de Rock usando o CHIMBAL, CAIXA e BUMBO, mas antes de começar com os ritmos, vamos fazer alguns exercícios

preparatórios.Faça estes exercícios várias vezes prestando atenção no andamento e procurando aplicar a mesma força para todas as notas. Não esqueça de usar as manulações pedidas.

Antes de entrarmos no exercício, vamos aprender um pouco mais sobre os termos musicais. No começo do exercício (ou de uma música), há um símbolo que nos informa quantos tempos há em um compasso e qual nota vai em cada tempo. Este símbolo é chamado de FRAÇÃO ou FÓRMULA DE COMPASSO.Por quê a fórmula de compasso é tão importante? Nem todas as músicas têm quatro tempos, ou quatro semínimas por tempo. Você já ouviu um tipo de música chamada "Valsa"? A Valsa possui 3 tempos por compasso (1 2 3 1 2 3). O "Samba" possui 2 tempos por compasso (1 2 1 2).Muitos tipos de música de várias culturas possuem 6 ou 7 tempos por compasso. Podemos também usar várias fórmulas de compasso na mesma música. Por exemplo: 12 compassos de 4 tempos, depois 8 compassos de 6 tempos, novamente 12 compassos de 4 tempos, etc.Por enquanto ficaremos com o compasso quaternário, onde a semínima vale um tempo. Portanto, nossa primeira fórmula de compasso será 4/4, que quer dizer:

Faremos agora alguns exercícios usando CAIXA, BUMBO e CHIMBAL. Note que o chimbal deve ser tocado simultaneamente, ora com a caixa, ora com o bumbo.

As Várias Maneiras de Explorar a Coordenação Atendendo a uma dúvida sobre coordenação, vamos mostrar aqui alguns exercícios baseados nas sugestões do usuário ‘Tixas’ e a extensão para outras possibilidades. A matéria estará dividida em partes, que serão apresentadas uma a cada semana.Antes de iniciarmos os exercícios, citaremos alguns dos mais conhecidos livros de leitura e vamos compreender um conceito super importante sobre coordenação:Livros: Pozzoli (Guia Teórico-Prático para o ensino do ditado musical – pela editora Ricordi); Método Prince (Leitura e Percepção / Ritmo – pela Editora Lumiar); Gary Chester (pela Modern Drummer Publications) e o Syncopation de Ted Reed (pela Editora Alfred).Gráfico da “Coordenação Pelos 4 Membros”

MD – mão direita / ME – mão esquerda / PD – pé direito / PE – pé esquerdo Este gráfico mostra os 4 membros que usamos para tocar a bateria e as 12 maneiras de combinar estes membros. Estas 12 maneiras são: 1. MD – ME 2. ME – MD 3. PD – PE 4. PE – PD 5. MD – PD 6. PD – MD 7. ME – PE 8. PE – ME 9. MD – PE 10. PE – MD 11. ME – PD 12. PD – ME Para explicarmos a aplicação deste conceito, vamos citar o Single Stroke Roll (toque alternado); o que já resulta num tremendo exercício de coordenação.No Single Stroke Roll temos a seguinte seqüência:D E D E D E D E. Usando as 12 variações, vamos obter os seguintes resultados: Para MD – ME:

Para ME – MD:

Para PD – PE:

Para PE – PD:

Para MD – PD:

Para PD – MD:

Para ME – PE:

Para PE – ME:

Para MD – PE:

Para PE – MD:

Para ME – PD:

Para PD – ME:

Este conceito pode ser aplicado em rudimentos como Double Stroke Roll (papa-mama), Paradiddles, nas várias manulações do Stick Control, em tercinas, sextinas, etc.Como podemos perceber, as possibilidades são infinitas. Cabe a cada um de nós identificar quais as nossas necessidades e programarmos nossa prática para que ela tenha um resultado musical. Independência entre dois membros Neste tipo de exercício vamos repetir uma figura, fazendo a condução com um dos membros (MD ou ME) e uma leitura qualquer com outro membro. Nos nossos exemplos, usaremos o Chimbal e o Ride para a condução e os primeiros compassos da página 22 do Pozzoli para a leitura.Obs: Daqui por diante daremos somente os exemplos de condução com a MD para não complicar os enunciados dos exercícios, porém, todos eles podem ser feitos com a condução na ME.Desta maneira podemos: Conduzir com a MD e ler com a ME:

Conduzir com a MD e ler com a PD:

Conduzir com a MD e ler com a PE:

Independência entre três membro Neste tipo de exercício vamos repetir uma figura, fazendo a condução com um dos membros (MD ou ME) e uma leitura qualquer intercalando outros dois membros. Desta maneira podemos: Conduzir com a MD e ler as semínimas ou notas de maior valor que a semínima com a ME e as colcheias ou notas de maior valor que a colcheia com o PD:

Conduzir com a MD e ler as semínimas ou notas de maior valor que a semínima com a PD e as colcheias ou notas de maior valor que a colcheia com o ME:

Independência entre quatro membros Este exercício é similar ao anterior. Só que desta vez, vamos inserir o PE no chimbal, na cabeça dos tempos e nos contra-tempos, seguindo os padrões abaixo:

Aplicado à leitura fica assim:

Novamente como podemos perceber, estamos trabalhando com possibilidades matemáticas, o que nos dá uma infinidade de combinações. Cabe a cada um de nós identificar quais as nossas necessidades e programarmos nossa prática para que ela tenha um resultado musical. Independência com ostinatos no bumbo Uma das maneiras mais conhecidas de aplicar este conceito é manter um padrão para os pés e aplicar o maior número possível de combinações com as mãos. O livro Stick Control nos dá uma grande variedade de combinações. Veja alguns exemplos: Samba Vamos fazer o padrão de samba nos pés e aplicar algumas combinações do Stick Control. Note que, se tocarmos as combinações na caixa, o som será o mesmo para todas elas, já que estão em colcheias.

O próximo passo é aplicarmos as combinações em diferentes instrumentos da bateria. Neste exemplo usamos a manulação EDDE EDDE entre condução e caixa:

Estes mesmos conceitos podem ser aplicados a outros tipos de pedais: Baião

Com a manulação DEDD EDDE

Ijexá

Com a manulação DEDE DDED

Rock

Com a manulação DEDD EDEE

Outro exercício bem interessante, que o Dave Weckl mostra nos seus workshops, é combinar as manulações com o seguinte padrão de bumbo:

Note que o padrão do bumbo se completa a cada 3 tempos e as manulações se completam a cada 2 ou 4 tempos. Nunca é demais repetir que estamos trabalhando com possibilidades matemáticas, o que nos dá uma infinidade de combinações. Cabe a cada um de nós identificar quais as nossas necessidades e programarmos nossa prática para que ela tenha um resultado musical. Na última parte veremos um texto chamado "Usando a Coordenação", por Aaron Gervais. Lembre-se que a coordenação é uma constante no aprendizado de bateria. Sempre estaremos 'esbarrando' nela. Por isso, mão e pés à obra! Analisando a Coordenação Obviamente, o objetivo final é aplicar toda a sua técnica em um contexto musical. Independentemente do estilo que você toca, há muitas coisas que se pode fazer para tornar seu som melhor, e uma das principais é ter a coordenação necessária para executar (passar para o instrumento) o que você tiver em mente. A coordenação neste nível é mais do que fazer as combinações de instrumentos, há muito trabalho mental a ser feito. Há algumas coisas que você pode fazer para melhorar o modo como você soa musicalmente: 1. escute os estilos de música que você quer dominar; 2. preste, cuidadosamente, atenção aos detalhes da sua maneira de tocar; 3. obtenha uma dinâmica e independência sobre todos os seus membros; 4. desenvolva seu senso de andamento (time); 5. grave você mesmo, numa performance e em prática; 6. pratique até que você toque as coisas de uma maneira consistente. Escute Os Estilos de Música Que Você Quer Dominar A regra geral é, você tem que dominar algo antes que você possa mudá-la. É claro, isto é um ideal e ninguém realmente "domina" algo, há sempre mais a ser feito. Mas seu som soará muito melhor se você tiver consciência do que os outros fizeram antes de você. Realmente vale a pena reservar um tempo para ouvir o estilo de música que está estudando, mas tenha certeza que você não está simplesmente se divertindo e sim prestando atenção no que está acontecendo na música. Ouça como o baterista se coloca em relação aos outros instrumentos, o que ele fez que você particularmente achou efetivo, o que ele fez que você gostaria de ter a habilidade de fazer também, etc. Com certeza você fará uma lista enorme de anotações, mas a coisa mais importante é realmente tentar entender a música. Você não vai sempre entender o que ouve, e vai gostar mais de certas coisas que outras, mas isso é parte do processo de desenvolvimento. Seus gostos mudarão com o tempo. Houve casos em que eu comprei um CD e deixei-o de lado porque não gostei nem um pouco dele, e alguns anos depois, eu os ouvi novamente e os adorei, justamente pelas partes que eu tinha odiado antes. Lembre-se que a música não tem que ser complexa para ser atraente, e geralmente o oposto é o correto. Preste, Cuidadosamente, Atenção Aos Detalhes Da Sua Maneira de Tocar Lembre-se, sua mente vai mudar o que você ouve para te agradar, mas você pode forçá-la para ouvir mais precisamente prestando atenção no que você está fazendo. Quando você pratica, tente ouvir cada parte individual do exercício. Preste atenção ao "equilíbrio" entre estas partes. O "equilíbrio" é específico de cada estilo que tocamos. Num contexto de Jazz, por exemplo, o prato de condução e o chimbal são os fatores dominantes e a caixa e o bumbo são o "colorido" do ritmo, assim como no Rock o chimbal e o prato de condução são o "colorido" e o bumbo e caixa são os instrumentos dominantes. Você pode ter um ritmo de Rock sem o chimbal marcando as colcheias, mas não pode tê-lo sem a caixa marcando forte, geralmente os tempos 2 e 4. Preste atenção para ver se os membros que tocam juntos estão tocando exatamente juntos. Todas essas coisas vão ajudar você a se ouvir melhor, compreender a relação e a função de cada parte do seu corpo com a música, e tornar seu som mais apurado. Obter Uma Dinâmica e Independência Sobre Todos Os Seus Membros Como foi mencionado anteriormente, o "equilíbrio" de som que cada estilo requer é diferente. Ouça uma Big Band. O que você percebe que o baterista toca predominantemente? É o prato de condução. Agora ouça uma banda de Rock. O que predomina é a caixa e o bumbo. Mas ouça uma banda de música brasileira. Você perceberá que dependendo do ritmo, há um instrumento, ou um grupo de instrumentos, que se destacam. Isso, porque os ritmos brasileiros são feitos originalmente para instrumentos de percussão. Assim, cada seção da música exige a evidência de um instrumento diferente. Se você tiver controle sobre a sensibilidade de cada membro, ai você pode se "encaixar" melhor em cada situação. Isto é útil especialmente em estúdio, onde você é requisitado a tocar a caixa um pouco mais alta, ou o bumbo um pouco mais baixo sem alterar os outros instrumentos. O que você precisa fazer para adquirir essa independência de dinâmica é desenvolver uma boa coordenação e praticar bastante. Desenvolva Seu Senso De Andamento Extremamente importante. Tão importante, que todos já sabem este conceito e nem precisamos falar nisso. Grave Você Mesmo, Numa Performance e Em Prática Este é outro método de examinar e aprimorar o que estamos tocando. A fita gravada não mente, então você poderá se analisar em todos os aspectos. Eu me lembro da primeira vez em que eu gravei. Eu disse: "Realmente fui eu que gravei isso? Não pode ser, deve ser a qualidade da gravação!". Não engane a si mesmo. Você não se grava para obter uma ótima qualidade de som, mas para verificar seu andamento, se você está executando todas as notas na mesma dinâmica, se você está "tirando" sempre o mesmo som da caixa, pratos e tambores, etc. Se você conseguir um bom resultado em casa, com uma fita cassete, logicamente você terá um bom resultado numa situação real de estúdio ou num show ao vivo. Lembre-se de fazer as seguintes perguntas a você mesmo: "Estou atrasando ou correndo o andamento?" Todas as notas estão iguais?, Está soando como música ou como um monte de timbres aleatórios?, Em quais aspectos posso melhorar?, e assim por diante. Pratique Até Que Você Toque As Coisas De Uma Maneira Consistente Você deve ter passado pela seguinte situação: você aprende algo difícil, ai sai aplicando o que aprendeu só para mostrar para as pessoas que você tem um assunto (lick ou ritmo) novo, e acaba fazendo algo

totalmente fora do contexto musical e até mesmo atrapalhando os outros músicos da banda. A lição que tiramos disto é que simplesmente saber fazer algo não é o bastante. Para ter a habilidade de fazer algo bem feito, você tem que ter a proficiência sobre o que você está fazendo. Você deve ter a habilidade de fazer algo até mesmo dormindo, e fazer bem. A maneira de conseguir isso é seguindo estes conselhos - ouça você mesmo, grave você mesmo, critique e avalie você mesmo, desenvolva um senso de andamento e assim por diante. Tocando um ritmo básico de Rock, por exemplo, você deverá ouvir o chimbal e verificar se não está muito alto, se está soando sempre igual, se não está variando o andamento, se está num bom volume em relação à caixa e o bumbo. Aí você deve aplicar estes mesmos conceitos para todos os membros. Sempre trabalhe para a perfeição. A ironia nisso tudo está, entretanto, que quanto melhor você fica, mais você perceberá seus erros e haverá sempre algo em que você poderá melhorar. As coisas mais importantes para se concentrar são no "equilíbrio" entre as peças da bateria, na exata localização das notas, no andamento e no groove.

Coordenação e Independência Nesta aula estaremos colocando em prática nossa coordenação e independência no instrumento.Passarei oito exercícios que todos serão executados da seguinte forma: 1º Executaremos o compasso “a” que será a parte das mãos, onde trabalharemos condução e caixa. 2º Executaremos o compasso “b” que será a parte dos pés, onde trabalharemos bumbo e chimbal. 3º No compasso “c” juntaremos os compassos “a” e “b” fazendo agora mão e pés trabalharem em situações diferentes!!!Muito bom! Agora é só estudar, mas lembre-se: repita várias vezes cada grupo antes do compasso “c”, pois quando fizer o “c” seu corpo estará mais acostumado para executá-lo.Tente também deixar os braços bem relaxados, sem tensão alguma. O grande objetivo deste exercício é você explorar o máximo de sua coordenação e tocá-los de forma relaxada.

Desenvolvendo a Independência E aí galera, tudo certo com todos? Venho mais uma vez trazer uma nova lição do nosso instrumento! Aspirantes e estudantes do instrumento possuem um objetivo em comum: tocar. E tocar bem! Pra que isso ocorra existem diversos fatores que contribuem, entre eles está a INDEPENDÊNCIA.A independência foca o trabalho dos 2 pés e das 2 mãos à bateria, de uma forma em que se possa realizar idéias diferentes em cada membro. O que é o "domínio" do instrumento.Eis o exercício:

1) No primeiro compasso, temos a mão direita (ride) em grupos de 4 semicolcheias, com pausa na última. 2) Segundo compasso, o pé do hi-hat realiza toques no contra tempo. 3) Terceiro compasso, bumbo em intenção de 4 semicolcheias. Temos uma pausa de colcheia pontuada (equivalendo às 3 primeiras semicolcheias) e o toque na última semicolcheia do grupo. 4) Quarto compasso, caixa realizando toques com a intenção de 4 semicolcheias, com pausa na segunda. 5) União dos 4 membros. Dicas: • Começe com o metrônomo em 60bpm. • Pratique o primeiro compasso sozinho, e a cada volta và adicionando os outros membros do exercício. • Procure contar os compassos em voz alta.

Trabalhando a Mão Fraca Os bateristas destros têm problemas com a mão esquerda, enquanto que os bateristas canhotos têm problemas com a mão direita. Sua "mão fraca" pode impedir que você trabalhe com todo o potencial que possui. Muitos bateristas profissionais aconselham a fazermos todas as atividades diárias com a "mão fraca"; como abrir a porta, carregar livros, operar o controle da TV, segurar o copo ao beber algo, etc (apenas tome cuidado com coisas perigosas). Enfim, o que você normalmente faz com uma mão, faça com a outra. Isso ajuda a desenvolver a memória muscular e a sensibilidade da sua "mão fraca". Veremos agora alguns exercícios que você pode fazer num pad. Use sempre o metrônomo, pois além de assegurar um andamento constante, é a melhor maneira de você averiguar seu desenvolvimento. Combinações em semicolcheias Note que os 4 primeiros exercícios trabalham mais com a mão esquerda, e os 4 últimos trabalham mais com a mão direita. Assim, independentemente se você é canhoto ou destro, vai desenvolver sua "mão fraca" e manter em forma sua mão mais forte:

Combinações em tercinas Idem ao anterior, porém com três notas para cada tempo:

Nota: Aqui estão os pontos em que você deve se concentrar ao praticar estes exercícios: 1. Permaneça relaxado o tempo todo; 2. Ajuste seu metrônomo num andamento em que você se sinta confortável; 3. Não aumente o andamento até que você possa fazer os exercícios facilmente; 4. Esteja certo de que você está tocando todas as notas no mesmo volume; 5. Não tenha pressa, são os músculos que vão te dizer quando aumentar o andamento e não a sua vontade.

Aquecimento das mãos Olá! Falarei hoje sobre um tópico muito importante, o aquecimento das mãos. Besteira? Vamos lá então!O aquecimento é a primeira parte da atividade física e tem como objetivo preparar o indivíduo tanto fisiologicamente como psicologicamente para a atividade física. A realização do aquecimento visa obter o estado ideal psíquico e físico, prevenir lesões e criar alterações no organismo para suportar um treinamento, uma competição ou um lazer, onde o mais importante é o aumento da temperatura corporal.O aumento da temperatura corporal resulta nos seguintes benefícios: • Aumento da taxa metabólica; • Aumento de fluxo sangüíneo local; • Melhoria da difusão do oxigênio disponível nos músculos; • Aumento da quantidade de oxigênio disponível nos músculos; • Aumento da velocidade de transmissão do impulso nervoso; • Diminuição do tempo de relaxamento muscular após contração; • Aumento da velocidade e da força de contração muscular; • Melhoria na coordenação; • Aumento da capacidade das articulações à suportar carga. Alguns destes benefícios reduzem o potencial de lesões, já que possuem a capacidade de aumentar a coordenação neuromuscular, retardar a fadiga e tornar os tecidos menos suscetíveis a danos.Sim, é muito importante o aquecimento ainda mais na bateria, um instrumento onde envolve nossa capacidade física.Vou demonstrar uma seqüência básica que não só eu, como muitos bateristas usam. È um excelente aquecimento que pode ser praticado em um pad ou caixa.

Pratique a primeira manulação e depois a segunda. Tente distribuir nos tambores também com as mesmas!

Introdução aos Rudimentos Ser bom em alguma coisa (especialmente em Bateria), geralmente não é fácil. Isso pode, às vezes, ser frustrante porque sua cabeça quer tocar coisas que seus músculos não conseguem. É aí que entra a paciência e a dedicação. Às vezes, você precisa repetir exaustivamente um exercício até que ele fique correto. Se você quer ficar bom, tem que PRATICAR! Postura - você deve gastar algum tempo para ajustar o banco e a caixa numa posição confortável, que permita que você mantenha os braços e ombros completamente relaxados e a coluna reta. Na hora de comprar seu banquinho, não economize dinheiro. Escolha um modelo que ofereça maiores opções de regulagem. Não use cadeiras! As cadeiras são geralmente muito baixas e não permitem uma posição confortável da coluna (evite lesões e esforços desnecessários!). Rebote - vamos começar com o conceito de rebote (Rebound Strokes). Se você jogar uma bola de "ping-pong" numa mesa, ela vai completar uma série de "pulos", até que perca a força. Para sustentar o movimento da bola, temos que golpeá-la novamente. Na bateria, a "pele" do instrumento se encarrega de fazer o rebote (retorno da baqueta). Quanto mais forte você golpear a pele, mais alto será o retorno da baqueta.Vamos fazer uma experiência - mantenha sua mão direita aberta e com os músculos relaxados. Agora faça um movimento para os lados como se estivesse dando "tchau". Faça o mesmo movimento, porém, com a mão fechada. Perceba como o movimento ficou "duro", tenso. Quanto mais tensão você aplicar, mais lentos serão os movimentos e consequentemente as batidas (notas). Permaneça relaxado e use os movimentos dos pulsos e dedos, não dos braços. Estudaremos esses movimentos mais adiante. Posição correta dos dedos para segurar a baquetaÉ importante uma posição correta dos dedos, pulsos, antebraços e braços ao segurar a baqueta; para conseguirmos controlar o rebote e aplicarmos os movimentos de upstroke, downstroke e tap, assim como o flam e todos os outros movimentos usados na execução da bateria. 1º passo - segure a baqueta com o polegar e o indicador. Cada modelo de baqueta possui peso e dimensões diferentes. Por isso você deve descobrir o "ponto de equilíbrio" da baqueta, tocando na caixa e procurando obter o maior número de rebotes possível. 2º passo - agora feche a mão, fazendo com que os três dedos restantes encostem na baqueta sem agarrá-la. Apertar demasiadamente a baqueta apenas provoca tensão, o que trará dificuldades ao tocar os rulos e notas fantasma. 3º passo - para a mão esquerda simplesmente repita os mesmos conceitos da mão direita.

Agora, coloque a ponta das duas baquetas no centro da pele. Deixe a palma das mãos para baixo. Assim, as baquetas formarão um ângulo de 90°. Lembre-se de deixar os pulsos, braços e ombros totalmente relaxados.Procure tocar todas as notas no centro da pele, isso fará com que as duas mãos "tirem" o mesmo som do instrumento. Note que cada ponto da pele produz um som diferente - quanto mais próximo ao aro, mais fraco é o som.Verifique a "pegada" em vários ângulos:

Pratique o exercício abaixo, chamado de "8 por mão". Nele, você vai isolar 8 batidas para cada mão e poderá se concentrar nos Rebotes. Use um movimento completo do pulso para cada batida, mas lembre-se de deixar a pele do instrumento fazer o retorno da baqueta. Permaneça o mais relaxado possível!D D D D D D D D E E E E E E E E Exercícios de manulação - faremos agora alguns exercícios para desenvolver uma coordenação entre as mãos. Usaremos D para a mão direita e E para a mão equerda. O propósito dos exercícios é de manter uma "qualidade de som", isto é, equilíbrio entre as notas, não importando se estamos tocando rápido ou devagar.Algumas coisas que devemos observar:

• • • • •

Use um movimento completo do pulso para cada batida (o braço somente se move em reação ao pulso); Seu braço deve estar paralelo ao chão quando você toca na caixa; O antebraço e o ombro devem estar relaxados e próximos ao corpo; A ponta da baqueta deve bater no centro da pele;

Trabalhe para manter uma firmeza de andamento (velocidade). Manulações: 1. Oito toques com a mão direita e oito toques com a mão esquerda 2. DDDD DDDD EEEE EEEE 3. Quatro toques para cada mão 4. DDDD EEEE DDDD EEEE 5. Dois toques para cada mão 6. DDEE DDEE DDEE DDEE 7. Um toque para cada mão 8. DEDE DEDE DEDE DEDE 9. Combinação de mãos 1 10. D E D D E D E E D E D D E D E E 11. Combinação de mãos 2 12. D E E D E D D E D E E D E D D E 13. Combinação de mãos 3 14. D D E D E E D E D D E D E E D E 15. Combinação de mãos 4

16. D E D E E D E D D E D E E D E D Você conseguiu fazer o exercício todo duas vezes sem erro? Meus parabéns. Você prestou atenção nos movimentos dos pulsos e manteve um andamento constante? São em exercícios como estes que devemos desenvolver também a nossa paciência. Lembre-se: se você quer ser um grande músico, comece agora e exija disciplina de você mesmo! Rudimentos É extremamente importante que o baterista tenha completo domínio sôbre as duas mãos, não importando se ele é canhoto ou destro. É o que chamamos de ambidestria. Além disso, do ponto de vista técnico, o estudante deve propor-se a desenvolver uma coordenação e equilíbrio entre as duas mãos; resistência e velocidade. Por isso, torna-se fundamental a prática dos rudimentos. No dicionário, rudimento é descrito como; "Elemento inicial, Princípio, Condição...". Os rudimentos são os primeiros passos e fundamentos da percussão em todo mundo. Você deve começar, aprendendo os rudimentos, desde os primeiros dias que comprar as baquetas. Se você quer realmente dominar a arte da percussão, não importando se você vai tocar caixa numa Banda Militar ou bateria numa Banda de Rock'n'roll, deve praticar os rudimentos! Os Rudimentos são divididos em "famílias": • a família do Paradiddle

• • • •

a família do Single Stroke (toque simples) a família do Double Stroke (toque duplo) a família do Flam

a família do Drag Estudaremos primeiramente um ou dois exemplos de cada família, aos poucos iremos adicionando as outras variações.

Exercícios de Rebote Vamos começar relembrando o conceito de rebote. Se você jogar uma bola de tênis no chão, ela vai completar uma série de saltos (rebotes), até que perca a força. Para sustentar estes saltos, você deve aplicar uma nova força sobre a bola. No caso da bateria, a pele do tambor se encarrega de fazer o rebote da baqueta. Lembre-se de controlar a pressão dos dedos sobre a baqueta para "sentir" o rebote. Para tocar o rebote adequadamente, você não deve manter tensão alguma sobre os dedos, pulsos ou antebraços. Use pressão suficiente apenas para segurar a baqueta. Para andamentos mais lentos, use um movimento completo do pulso. Andamentos mais rápidos requerem movimentos dos dedos.

Estes exercícios são combinações de 3, 6, 9 e 12 toques para cada mão. Pratique primeiro cada um separadamente, depois siga a sequência de 3 a 12 toques sem parar, pelo menos uns 8 compassos. Não comece muito rápido, não trabalhe além do seu limite.

Estar tenso quando você toca os exercícios de toques alternados é um problema comum. Quando você tocar o segundo compasso deste exercício, tente deixar a mão esquerda tão relaxada quanto no primeiro (idem para mão direita nos compassos 3 e 4).

Neste exercício vamos usar um movimento "longo" para a primeira nota, e então permitir que a baqueta rebata duas vezes, porém devemos controlar esse rebote com o pulso e os dedos.

Este é um exercício que vamos usar para reforçar a técnica do toque duplo, mas vamos fazê-lo aqui também porque ele vai nos ensinar a relaxar o pulso nos andamentos lentos e deixar a pele do tambor fazer o rebote.

Este exercício requer bastante atenção, procure se concentrar nos movimentos e, como sempre, comece num andamento lento.

Exercícios de Acentos e Tap Uma das mais importantes técnicas para percussão e bateria é a habilidade de controlar o rebote natural da baqueta. Quando fazemos os exercícios de acentos e tap, é importante tocarmos os acentos com um movimento completo e aí pressionar levemente a baqueta com os dedos na hora do impacto. Assim podemos controlar o rebote e tocar o tap mais suavemente. Este exercício é usado para a aprendizagem do acento/tap num nível básico. Mantenha a mão relaxada ao tocar os dois taps. No começo, vamos exagerar na altura dos movimentos. Para os acentos, levante a baqueta uns 25 cm pele, e para o tap uns 2 cm. Deste modo ganharemos maior contrôle sobre as baquetas. Assim que você aumentar o andamento, diminua gradativamente a altura dos movimentos. Isto quer dizer que para movimentos rápidos temos uma menor distância entre a pele e as baquetas.

Este exercício é muito simples de se entender e tem grande efeito tanto para bateristas iniciantes quanto para os avançados. Ao mesmo tempo que é fácil memorizá-lo, sua execução é um pouco difícil, porque para fazê-lo rápido, é preciso ter um movimento relaxado da mão logo após o acento.

Este exercício permite uma melhor visualização da altura da baqueta nas notas internas (não acentuadas). Pratique em andamento moderado, prestando atenção nos movimentos.

Acentuações Hoje veremos sobre dinâmica: Acentuações.É muito importante saber controlar e aplicar em uma virada ou levada. Saber usar esta ferramenta dá um colorido aplicado na música.O sinal representado para saber quando aplicaremos a acentuação é pelo sinal de maior: >Então quando este símbolo aparecer significa para acentuar e as demais notas tocar em volume normal.Estarei passando doze exercícios aplicados na caixa e você pode treinar de duas maneiras. 1) Ao acentuar bater diretamente na pele mais forte e as demais fraca. 2) Ao acentuar bater usando Rim Shot (encontro do aro com a pele) e as demais fraca. Independente de qualquer coisa, nunca use para tirar o som normal, sem a acentuação, no canto da pele. Use sempre o meio da caix

Acentuação em Ritmo Hoje veremos sobre dinâmica novamente, acentuação só que desta vez, aplicada em ritmoEntão veremos como utilizar acentuações no chimbal.Existe um “macete” que pode o ajudar quando for acentuar o chimbal.Quando for aplicar as notas normais aplique com a ponta da baqueta no corpo do chimbal:

Quando for acentuar, aplique com o corpo da baqueta na borda do chimbal, assim você conseguirá obter um som mais forte:

Agora para a próxima aula você irá preparar estes dois exercícios, é claro seguindo as dicas acima. Acentuando sempre na “cabeça” do tempo: Acentuando nos “contra-tempos”:

Bom, na próxima aula aplicaremos estas idéias de acentuações no chimbal com bumbo e caixa! Olá nesta aula daremos continuidade em acentuações em ritmos.Aplicaremos os ostinatos de chimbal que foi passado na aula anterior, que é a acentuação sempre na cabeça de tempo. Veja:

Agora, vou passar seis aplicações de caixa e bumbo o qual você irá aplicar com o ostinato de de chimbal A, fazendo que se transforme em um ritmo. Vamos lá?

Aquecendo com o Frevo O Ritmo pernambucano do Frevo é um excelente exercício de aquecimento, pois engloba em sua estrutura vários fundamentos da técnica baterística, entre eles os toques duplo e simples, acentos e o buzz roll. Logo abaixo você encontra alguns exemplos da utilização do Frevo com esse propósito.

Single Stroke Rudiments (Rudimentos de Toques Simples/Alternados) Cada um destes rudimentos usa os toques alternados, que devem ser dominados mesmo que você seja um iniciante ou um "Super Star" de Rock'n'roll. Os rudimentos de toques alternados vão nos ajudar a desenvolver velocidade e destreza entre as duas mãos. Single Stroke Roll Os rudimentos de toques alternados são fáceis de entender, mas como todo exercício, exige paciência, dedicação e um estudo constante (se possível diário). O exemplo abaixo é apenas um gráfico de representação, não tente tocá-lo.

Vamos começar com conceito de que o Single Stroke Roll é um rudimento de REBOTE. Aqui vai um exemplo: se você jogar uma bola de tênis numa pele de caixa (ou de um tambor), ela vai rebater (voltar). Para sustentar um movimento constante da bola (para baixo e para cima), tudo o que temos a fazer é aplicar um novo golpe na bola. A pele se encarrega do retorno (rebote). Se você pegar uma baqueta e "batê-la" na pele, ela também vai fazer o rebote - assumindo que você não usou nenhuma pressão ou tensão para impedir esse rebote. O quanto mais forte você bater na pele, mais alto será o rebote. Para tocar um rudimento de rebote, você não deve produzir tensão alguma nos dedos, pulsos ou antebraços. Use pressão suficiente apenas para segurar a baqueta e tocá-la na pele. No Single Stroke Roll, em andamentos mais lentos, use um movimento completo e relaxado do pulso. O antebraço somente se move em reação ao pulso - usar mais movimentos é perda de energia! Pratique este exercício para reforçar o conceito de rebote. Nele você trabalhará com 8 notas para cada mão e poderá se concentrar nos movimentos.

Este outro exercício ajuda a isolar o rebote de cada mão no Single Stroke Roll. Estar tenso quando tocamos os rudimentos de toques alternados é um problema comum. Quando você tocar o 2º compasso, esteja certo de que a mão esquerda está tão relaxada quanto no 1º compasso (idem para a mão direita nos compassos 3 e 4).

Este exercício é semelhante ao anterior, porém, usando tercinas. Procure prestar atenção aos movimentos e lembrando-se dos conceitos sobre rebote.

Double Strokes Os Rudimentos de Toque Duplo requerem uma grande coordenação entre os pulsos e dedos para ser executado corretamente. É recomendado aos iniciantes que "gastem" um bom tempo com os exercícios preparatórios antes de ir aos Rudimentos propriamente ditos.É necessário primeiro desenvolver uma batida dupla com um movimento relaxado e constante de cada mão. A prática dos rudimentos de toque duplo é muito importante. Todo baterista deveria passar um bom tempo praticando o Long Roll (também chamado de Double Stroke Roll) para desenvolver os toques duplos. Os Rulos de 5, 7 e 9 têm bastante aplicação em fills e em improvisação, além de fortalecer e desenvolver os músculos dos dedos, pulsos e antebraços.

Correção do Papa-Mama Quando começamos a estudar o papa mama, é muito comum acentuarmos a primeira nota, o que ocasiona uma desigualdade entre as batidas. Para corrigir isso, vamos praticar um exercício chamado de correção do papa mama. Neste exercício não acentuaremos nenhuma nota, mas o simples fato de termos o chimbal tocando simultaneamente na segunda mão direita, ou na segunda mão esquerda, faz com que a segunda nota tenha uma certa ênfase. Lembre-se de começar o estudo num andamento confortável, onde você possa observar os movimentos que está executando. Use sempre o metrônomo para controlar e "medir" o seu desenvolvimento.

Long Roll Este rudimento (chamado também de Double Stroke Roll), é de extrema importância para todo baterista. Ele desenvolve a coordenação e a força dos pulsos e dedos.

Para desenvolver um Rulo com qualidade, é importante desenvolver um toque duplo com movimentos relaxados. Se você entendeu os conceitos relacionados aos rudimentos de batida dupla, vamos aos exercícios. Quando tocá-lo num andamento mais lento, você vai usar 2 movimentos (relaxados) de pulso. Por enquanto não use o rebote, primeiro é importante desenvolver um controle do pulso. Assim que você aumentar o andamento tente controlar as duas batidas com os dedos. Na segunda batida aperte levemente a baqueta para dar um pouco mas de volume do que na primeira.

É interessante praticar esse exercício numa superfície que não provoque o rebote da baqueta, como uma lista de telefones. Isso vai requerer um relaxamento do pulso e atenção aos movimentos. Primeiro pratique cada compasso como um exercício separado. Depois de dominá-los, pratique do começo ao fim sem parar.

Este exercício é similar ao anterior, só que desta vez usaremos 2 grupos de notas duplas (DDEE e EEDD). Mantenha um movimento relaxado e suave das mãos.

Este exercício possui combinações de 3 e 4 grupos de batida dupla (DDEEDD e DDEE DDEE). É importante mencionar que você não acentue a batida simples.

Depois que

você combinou todos os exercícios anteriores de batida dupla, é hora de colocarmos todos juntos. Isso requer uma boa concentração e que não haja dúvida em nenhum dos exercícios anteriores. Novamente, pratique cada compasso separado e depois de dominá-los junte todos os exercícios.

Pratique esses exercícios acentuando a segunda batida; fechando a mão e aplicando uma rápida pressão sobre os dedos.

Aqui, usaremos o sinal de abreviatura para executarmos os rulos. Comece devagar, à medida que você aumentar o andamento, procure se

concentrar na pressão dos dedos sobre as baquetas. Se as baquetas estiverem muito soltas, o rebote sairá bem "aberto" e se as baquetas estiverem muito presas, as notas soarão como um "buzz".

Single Paradiddle O Single Paradiddle - os primeiros três toques que você vai aprender no Single Paradiddle serão aplicados a todos os rudimentos e técnicas que você vai usar quando tocar um instrumento de percussão. Trabalhe duro para dominar cada conceito. Não "corra" simplesmente através dos exercícios. Vamos manter a cabeça aberta para aprendermos novos conceitos. O Single Paradiddle é uma combinação de três tipos de técnicas: o downstroke, o upstroke e o tap. Se você conhece o Paradiddle simplesmente como uma combinação de mãos, veremos aqui, alguns conceitos preparatórios: Downstroke - toda vez que você bate (toca) num tambor, a baqueta sobe, em reação à força aplicada. Aprender a controlar a pressão da baqueta antes dela tocar na pele, é um dos aspectos mais importantes para se tocar bateria. Para se tocar o downstroke ou toque acentuado corretamente, você deve apertar levemente a mão na hora do impacto para controlar o rebote natural (sem esmagar a baqueta na pele).Levante a baqueta na altura do ombro mas mantenha o antebraço próximo ao corpo. Agora toque na caixa, apertando um pouco a baqueta na hora do impacto. A baqueta deve parar não mais que 2 centímetros acima da pele. Enquanto você pratica esse exercício, pense em dois movimentos separados: o downstroke e o movimento de levantar a baqueta.

Nota: segure firmemente a baqueta no momento em que ela toca na pele, mas relaxe imediatamente após o impacto. Upstroke - o upstroke é responsável pela fluência natural dos braços e pulsos quando tocamos os acentos. Para tocar o upstroke, comece com a baqueta mais ou menos 2 centímetros acima da pele. Quando você toca uma nota suave, o pulso desce levemente. Continue o movimento do braço e traga a baqueta na altura do ombro, este é o upstroke completo. Up e Downstroke no paradiddle - vamos agora dar uma "parada" no movimento do upstroke. Esta "parada" se refere ao movimento do pulso quando toca a nota não acentuada.

É importante que você veja o paradiddle como uma combinação de diferentes movimentos, não apenas como uma combinação de toques simples e duplos. Lembre-se que o downstroke deve ser tocado com um movimento relaxado do braço, parando a baqueta mais ou menos 2 cm acima da pele depois do impacto. Fique o mais relaxado possível no upstroke e toque-o bem suave. Finalizando o Paradiddle Finalmente chegamos ao Single Paradiddle completo. Antes de iniciá-lo, esteja certo de que você não tem nenhuma dúvida sôbre os conceitos anteriores (up e downstroke). Resta agora adicionar os Taps que no caso do paradiddle, são as duas notas "suaves" tocadas com a mesma mão. Para os taps, levante a baqueta uns 2 centímetros da pele, mantendo o pulso livre de qualquer tensão.Assim temos o paradiddle completo:

Rudimentos - Paradiddle Hoje vou demonstrar uns dos principais rudimentos e de grande importância: o Paradiddle.Vou demonstrar com o auxilio do áudio, pois assim você entenderá como ele irá ficar.Sua seqüência clássica é a seguinte *manulação: DEDD EDEE DEDD EDEE. Veja como ficará:

E iremos acentuar a primeira nota do primeiro tempo que é o D (mão direita) e a primeira nota do segundo tempo E (mão esquerda). Veja abaixo:

Treine as acentuações aplicando bem forte e as notas não acentuadas toque com o volume mais baixo. Assim as notas acentuadas irão se destacar com mais clareza. Pratique na caixa ou em um pad. Seja persistente, pois o resultado se adquire com muito tempo e paciência em cima do estudo. Se você já sabe conhecia a forma do paradiddle aguarde a próxima aula onde iremos aplicar o groove, por isso pratique bem.

Paradiddles Nessa série de workshops estudaremos o paradiddle e suas variações com diversos ostinatos, aplicações em grooves, frases, “exemplos reais” e um solo para finalizar.Antes de qualquer coisa vou fazer uma pergunta que constantemente ouço dos meus alunos:“Afinal, pra que serve esse tal de paradiddle?”Eu poderia ficar aqui teorizando, falando bonito, citando o inward, outward, reverse paradiddle (na verdade até hoje não sei qual é qual), mas acho que a melhor explicação é partir para a prática!Vejamos um exemplo de frase com o paradiddle:

Agora tente fazer a mesma frase com o rulo simples:

Bom, vamos ao que interessa! Nessa primeira parte do workshop vamos desenvolver técnica e coordenação, estudando o paradiddle e suas variações com diversos ostinatos. Como estudar: • Comece fazendo o paradiddle e as variações só com a marcação simples.

• • Paradiddle

Quando as manulações estiverem entendidas e treinadas aplique os outros ostinatos. Para finalizar faça 4 compassos de cada ostinato, emendando no próximo.

Paradiddle - 1ª variação

Paradiddle - 2ª variação

Paradiddle - 3ª variação

Aplicando Paradiddle Nesta segunda parte sobre o Paradiddle veremos dez exemplos de aplicação em levadas.Como faremos: 1. Vamos trabalhar com o ostinato de paradiddle nas mãos, sendo a mão direita no chimbal e a esquerda na caixa veja:

Perceba acima que a ordem das mãos serão as mesmas do que aplicamos na aula passada: DEDD EDEE. 2. Agora mantendo este ostinato com as mãos em paradiddle aplicaremos várias possibilidades de bumbo como segue abaixo:

Com isso você se soltará quebrando uma barreira grande, pois você estará em trabalho com as mão em repetição de paradiddles e os pés encaixando de várias maneiras.Pratique lento, prestando muita atenção, e mantenha as acentuações originais do paradiddle quando aplicar na caixa e chimbal!

Double Paradiddle O Double Paradiddle é similar ao Single Paradiddle, adicionado de dois TAPS (ou um acento e um TAP, dependendo de como você tocá-lo). A outra diferença é que o Double Paradiddle possui um "feeling" de três batidas e o Single Paradiddle possui um "feeling" de duas batidas. Antes de começar a estudar esse rudimento você precisa estar apto a tocar o Single Paradiddle e ter dominado as técnicas de UPSTROKE, DOWNSTROKE e TAP. Oficialmente, o Double Paradiddle tem apenas um acento, mas você também vai encontrá-lo escrito com dois acentos. É importante você aprender as duas versões porque elas têm uma diferença fundamental na maneira como são tocadas. Vamos começar com a versão de um acento.

Este exercício divide o Double Paradiddle em alguns "passos" para que possamos nos concentrar nos movimentos das mãos. Comece com sua mão levantada, e toque o acento (downstroke), lembrando-se de pressionar a baqueta com os dedos no momento do impacto para anular o rebote natural dela.As notas entre os acentos (chamadas de notas internas) devem ser o mais suaves possível. Quanto menos tensão você aplicar sobre os músculos, mais rápidos serão seus movimentos. Deixe o acento fluir de uma mão para outra - o UPSTROKE se encarrega dessa fluência. Não hesite em usar um pequeno movimento do antebraço se ele ajudar na "fluência" dos movimentos, mas lembre-se de manter as batidas internas com um movimento relaxado do pulso.

Lembre-se de se manter o mais relaxado possível nas notas internas, mas controle o acento com uma leve pressão dos dedos.

Veremos agora, a versão de dois acentos do Double Paradiddle. Às vezes esta é uma maneira mais fácil dos principiante aprenderem o Double Paradiddle porque ela é similar ao Single Paradiddle.

Há uma diferença básica entre tocar o Double Paradiddle com um acento e com dois acentos: toda vez que você toca dois acentos em sequência com a mesma mão, ele se torna um REBOTE. É comum ver bateristas que não conseguem tocar o Double Paradiddle de dois acentos rápido, porque eles estão pensando nos dois acentos como DOWNSTROKE, pressionando a baqueta entre um acento e outro. Neste exemplo, use um REBOTE e um DOWNSTROKE com um TAP suave entre eles. Lembre-se: apenas pressione a baqueta no segundo acento, deixe o volume do acento a cargo da altura da baqueta.

Triple Paradiddle O Triple Paradiddle também é similar ao Single Paradidle, adicionado de quatro TAPS (ou dois acentos e dois taps, dependendo de como você tocá-lo). Se você praticou bem o Single Paradiddle é só adicionar os quatro TAPS. Não haverá grande dificuldade, apenas preste atenção para a quantidade de notas que compõe este rudimento. Oficialmente, o Triple Paradiddle possui apenas um acento, mas você também poderá vê-lo escrito com três acentos. Vamos começar estudando o Triple Pradiddle com três acentos, porque ele é mais fácil de se compreender.

Neste exercício toque 3 acentos com uma mão e os Taps, entre os acentos, com a outra mão. em>Lembre-se que toda vez que você toca dois ou mais acentos com a mesma mão, eles se tornam REBOTES. Depois que você dominar o exercício 1a, adicione um Single Paradiddle no lugar da semínima (1b). lembre-se de manter as notas internas o mais relaxadas possível e deixe o acento fluir de um compasso para outro com o Upstroke.

Quando tocamos o Triple Paradiddle com um acento, devemos nos lembrar que o acento é tocado como um Downstroke - quer dizer que vamos ter que pressionar levemente a baqueta na hora do impacto, para anular a reação natural da pele.

Neste exercício, ouça cuidadosamente as 3ª, 5ª e 7ª notas para estar certo de que não estão sendo tocadas mais alto(forte) que as 2ª, 4ª e 6ª notas. Essa desigualdade ocorre quando não controlamos o acento (Downstroke) no começo do rudimento. Lembre-se: temos duas alturas da baqueta uma para as notas acentuadas e outra para as notas internas.

Paradiddle-diddle Antes de estudar esse rudimento, esteja certo de que você tenha dominado os conceitos de UPSTROKE, DOWNSTROKE e TAP. O Paradiddle-diddle começa da mesma maneira que o Single Paradiddle. A diferença é que não vamos usar um UPSTROKE na segunda nota, a segunda nota vai ser um Tap suave seguido de dois REBOTES. Quando um baterista tem problemas ao tocar esse rudimento rápido, é porque ele não mantém as notas internas relaxadas e não toca as batidas duplas como REBOTES. Não estar relaxado quer dizer gastar mais energia que o necessário!

Sabendo da importância de fazer um movimento relaxado nas notas internas, pratique o exercício abaixo. Lembre-se de pressionar levemente a baqueta na hora do acento, mas relaxe imediatamente nas notas seguintes. Fique atento para não erguer muito a baqueta nas notas internas. Assim que você aumentar o andamento, permita que os TOQUES DUPLOS se tornem REBOTES DUPLOS. Aplicar pressão demais sobre os dedos faz com que as batidas internas fiquem desiguais.

Agora, se quisermos desenvolver a velocidade no Paradiddle-diddle, precisamos primeiro ter controle sobre o REBOTE do acento. O importante conceito desenvolvido através desse exercício é o relaxamento da "pegada" nas notas internas. Quando tocamos um REBOTE DUPLO com a pegada relaxada, REBOTE será mais aberto (mais espaço entre as duas notas). Se a pegada estiver tensa o REBOTE sairá tenso também. Assim que aumentarmos o andamento devemos ter o cuidado de não deixarmos o REBOTE se tornar um "buzz", ao invés de um REBOTE DUPLO. Procure aplicar esse conceito no exercício abaixo. Basicamente o mesmo que o exercício anterior, só que um pouco mais rápido que o primeiro e sem as pausas (2c).

Paradiddle-groove O Paradiddle Groove é a combinação do Single Paradiddle com alguns padrões de bumbo. Vamos dividir este estudo em 2 partes. Na primeira, estudaremos alguns ritmos com bumbo em colcheias. Na segunda parte teremos o bumbo em semicolcheias.Se você não conhece o Single Paradiddle, e estude todos os conceitos que envolvem este rudimento. É importante ter um controle total sobre qualquer rudimento antes de aplicá-lo na bateria. Caso você já tenha domínio sobre o Single Paradiddle, veja à seguir as variações que serão aplicadas a ele: a. as duas mãos no chimbal:

b. mão direita no prato de condução e mão esquerda no chimbal:

c. mão direita no chimbal e mão esquerda na caixa em notas fantasma:

d. mão direita no prato de condução, mão esquerda na caixa em notas fantasma e pé esquerdo no chimbal, na cabeça dos tempos:

e. mão direita no prato de condução, mão esquerda na caixa em notas fantasma e pé esquerdo no chimbal, nos contra-tempos:

Procure estudar cada exercício separadamente com bastante atenção. Depois que você tiver domínio sobre eles, aplique-os no arquivo

Paradiddle-groove em 7/8 O Paradiddle Groove não é novidade para ninguém, já foi visto e revisto em vários livros e vídeos. Porém, vamos estudá-lo aqui com uma variação na sua fórmula de compasso e, conseqüentemente, na sua manulação.Inicialmente, vamos fazer algumas considerações e alguns exercícios para compreendermos como interpretar um compasso de 7/8. Vamos caminhar passo a passo até chegarmos no Paradiddle Groove em 7/8.Num compasso de 4/4, a semínima é a unidade de tempo. Isso quer dizer que temos: 4 semínimas em cada compasso:

ou 8 colcheias:

ou ainda 16 semicolcheias:

Agora, temos as semicolcheias com as mãos alternadas no chimbal. Isto faz com que a mão direita "saia" do chimbal e se desloque para a caixa nos tempos 2 e 4.

Muito bem. Vamos considerar agora o compasso de 7/8. Aqui a colcheia é a unidade de tempo. Assim, temos: 7 colcheias em cada compasso:

ou 14 semicolcheias:

Podemos ainda pensar no compasso de 7/8 como um 4/4 sem a última colcheia ou sem as duas últimas semicolcheias:

Para o chimbal com mãos alternadas temos:

Pratique as variações de bumbo abaixo para se familiarizar com o "feeling" do compasso em 7/8. Mais adiante veremos a aplicação do Paradiddle Groove nesta fórmula de compasso.

Double Strokes e Paradiddle É a minha primeira coluna no site Batera e espero ajudá-los no desenvolvimento do estudo da bateria, com uma série de exercícios.Para começar, separei 2 exercícios com 2 dos principais e mais utilizados rudimentos conhecidos: O Double Stroke Roll (toque duplo) e o Paradiddle.São exercícios para desenvolvimento do controle das mãos e técnica, que necessitam de pelo menos meia hora diária para um bom desenvolvimento.

Notem que em cada compasso dos exercícios, os tempos 1, 2 e 3 vêm em grupo de 4 semicolcheias, e o tempo 4 de cada compasso possui uma célula rítmica diferente. Primeiro compasso (tempo 4 = semínima) Segundo compasso (tempo 4 = uma dupla de colcheias) Terceiro compasso (tempo 4 = quiáltera, grupo de 3 colcheias [tercina] ) Quarto compasso (tempo 4 = grupo de 4 semicolcheias) Ostinato de bumbo e hi-hat: Tempos 1 e 3, uma dupla de colcheias com o hi-hat na cabeça do tempo, e o bumbo no contra-tempo. Os tempos 2 e 4 devem ser executados com uma intenção de 4 semicolcheias, com o hi-hat caindo na primeira nota e o bumbo na segunda. Aí vão algumas dicas para a sua prática: 1-Utilizar metrônomo 2-Praticar lentamente (60bpm no início, até uma média de 120bpm) 3-Utilizar o rebote 4-Adquirir segurança ao praticar 5-Praticar com o ostinato de bumbo e hi-hat 6-Criar variações por toda a bateria Por enquanto ficamos por aqui galera! Espero que todos tenham um bom estudo, e continuem acompanhando os posts de aulas online.

Diddle Warm-Up Uma maneira de treinar exercícios como esses, é simplesmente toca-los quando você for aquecer. Procure usar um metrônomo e comece bem devagar.Dica: Repita os exercícios 1, 2, 3 e 4 separadamente e depois monte-os como um só, repetindo 4x cada um. À partir daí comece a distribuir os Doubles nos tons e surdos, o efeito é muito bacana.

Flam Rudiments Vamos dar início ao estudo da família do mais difícil dos rudimentos. Os Flams exigem muita atenção e muita prática. Se você nunca praticou o Flam antes, há alguns conceitos fundamentais que você deve dominar primeiro. São eles: o UP STROKE, o DOWNSTROKE, o TAP e o REBOTE. se você já tem domínio sobre esses conceitos, vamos em frente. Flam Alternado O Flam Alternado é a base de todos os rudimentos da família dos Flams. Se você "gastar" um tempo agora desenvolvendo corretamente os fundamentos requeridos no Flam Alternado, todas as outras variações serão mais fáceis, mas se você negligenciar esses conceitos básicos agora, você terá problemas mais tarde com os outros Rudimentos derivados deste.O Flam é composto de 2 notas - a apogiatura (nota pequena) e a nota principal. Exemplo:

Sempre toque a apogiatura levemente (cerca de 2 cm acima da pele), não importando a velocidade ou volume da nota principal. Vamos começar com um exercício preparatório.

Drag Rudiments Os Drags vão exigir um ótimo controle sobre o REBOTE DUPLO. Se você desenvolver bem os primeiros exercícios de Drag, não terá problemas com suas variações, pois são bem similares na sua estrutura. Alternating Ruff (Rufo Alternado) Rufo Alternado (ou "Drag" como é geralmente chamado) é um rudimento de REBOTE, similar aos RULOS. O Drag é composto de dois rebotes e uma nota principal. Antes de começarmos os estudos deste rudimentos, devemos ter dominado os conceitos dos rudimentos de toque duplo(Roll Rudiments). Ok, vamos lá. Em andamentos mais lentos, as apogiaturas são tocadas como dois rebotes separados. Use um movimento de pulso curto e relaxado. Em andamentos mais rápidos use os dedos para controlar os toques duplos. Exemplo:

A dificuldade do Drag está em fazer o rebote duplo "soar" consistente e uniforme. Este exercício vai ajudar a isolar o Drag na mão direita e depois na esquerda. Às vezes, para efeito de estudo, é interessante exagerarmos na altura da baqueta ao tocar a nota principal. Isto solidifica o conceito de "duas alturas" (apogiaturas movimento baixo e nota principal movimento alto). Outro problema comum é o de tocarmos a nota principal como um rebote. Isso é natural, porque a mão direita "quer" fazer a mesma coisa que a mão esquerda está fazendo e vice-versa.

Uma vez que você tenha dominado o exercício anterior, tente alternar o Drag entre as duas mãos. Lembre-se de fazer as apogiaturas próximas à pele e a nota principal mais alta.

Rudimentos Aplicados na Bateria Single Stroke Roll, Double Stroke Roll e Single Paradiddle Os rudimentos são usados em bandas militares e orquestras a cerda de 400 anos, mas isso quer dizer que eles estão fora de moda ou só servem para este fim? De jeito nenhum! Os rudimentos podem ser muito bem incorporados ao seu set de bateria, não importando qual estilo musical você toca. Esta primeira parte, de uma série de 5, vai mostrar como. Costumavam ser 26 os Rudimentos Padrão, de acordo com o NARD (National Association of Rudimental Drummers). O PAS (Percussive Arts Society) agora reconhece 40 rudimentos. (Pegue aqui os 40 rudimentos em PDF). Esta semana, vou dar a vocês algumas idéias de como aplicar, na bateria, três dos rudimentos mais básicos. Single Stroke Roll Você pode tocar o Single Stroke Roll básico sem acento na caixa, mas isso não é muito excitante. Tente acentuá-lo e espalhá-lo pela bateria para conseguir um melhor resultado, como nos exemplos abaixo.

Nota: Pratique também começando com a mão esquerda. Instruções: você deve reconhecer o padrão de acentos da peça Wipe Out, dos anos 60. Toque o padrão acima das seguintes formas:

1. Na caixa ou tambor - a forma menos inspirada: 2. Toque os acentos num tom e as notas não acentuadas na caixa e vice-versa: 3. Toque cada grupo de semicolcheias numa diferente peça da bateria, passando por todo o instrumento: 4. Crie suas próprias maneiras de aplicar o Single na bateria. Double Stroke Roll O Double Stroke Roll também pode ser aplicado à bateria toda, como mostramos abaixo.

Nota: Pratique também começando com a mão esquerda. 1. Toque como está escrito, na caixa, tambores ou pratos: 2. Toque todas as mãos direitas na caixa e as esquerdas nos tambores, e vice-versa: 3. Substitua todas as mãos direitas pelo bumbo e aplique as esquerdas na caixa ou tambores: 4. Mesmo que o anterior, porém toque todas as direitas com os pratos e bumbo simultaneamente: 5. Crie suas próprias maneiras de aplicar o Double na bateria. Single Paradiddle Você também pode se divertir bastante aplicando o Single Paradiddle na bateria. Aqui vão apenas algumas idéias de como fazer isso.

Nota: Pratique também começando com a mão esquerda. 1.Toque como está escrito, na caixa, tambores ou pratos: 2.Toque todas as direitas na caixa e todas as esquerdas nos tambores: 3.Toque todas as DE e ED na caixa e RR e DD nos tambores: 4.Substitua todas as mãos direitas pelo bumbo e aplique as esquerdas na caixa ou tambores: 5.Mesmo que o anterior, porém toque todas as direitas com os pratos e bumbo simultaneamente: 6.Crie suas próprias maneiras de aplicar o Single Paradiddle na bateria. Eu sugiro a vocês que experimentem aplicar estes três rudimentos que vimos hoje. Sejam criativos. Durante a prática é a hora de experimentarmos todas as possibilidades e verificarmos o que soa bem e o que soa mal. Aí, se você se lembrar de usar as "coisas boas" e não as "coisas más" na hora da gig, estarão à frente do jogo. Como eu disse anteriormente, há 26 ou 40 rudimentos, dependendo do padrão em que você se baseia. Este é o primeiro de uma série de artigos que irão mostrar como aplicar muitos destes rudimentos à bateria. Double Paradiddle, Flam e Flam Tap Embora seja importante praticar os Rudimentos na caixa ou num Pad, aplicá-los à bateria nos dá mais opções para expandirmos nossa criatividade e descobrirmos alguns ritmos interessantes. Na primeira parte desta série vimos algumas maneiras de adaptar o Single Stroke Roll, Double Stroke Roll, e o Single Paradiddle à bateria. Nesta parte veremos algumas idéias de como aplicar outros três Rudimentos básicos à bateria. Double Paradiddle Aqui vão algumas sugestões de como você pode aplicar o Double Paradiddle pelo seu kit todo. Note que a manulação do Double Paradiddle se completa a cada 3 compassos. Para criar um padrão de 4 compassos você deve adicionar mais um grupo de semicolcheias ao padrão.

Nota: Pratique também começando com a mão esquerda. Instruções: toque o padrão acima das seguintes formas: 1. Na caixa ou num tambor, como está escrito; 2. Toque todas as notas acentuadas num tambor e todas as notas não acentuadas na caixa; 3. Toque todas as mãos direitas junto com o bumbo e todas as mãos esquerdas na caixa ou tambores; 4. Toque todas as mãos direitas no prato e bumbo simultaneamente e todas as mãos esquerdas na caixa ou tambores; 5. Toque o primeiro acento da mão direita num tom e o segundo acento (da mão direita) no surdo. Aí toque o próximo acento com a mão esquerda (o terceiro acento) num tom e o próximo acento com a mão esquerda (o quarto acento) no surdo. Repita este mesmo padrão até o final do quarto compasso. Isso resultará num padrão cruzando as baquetas. 6. Crie suas próprias maneiras de aplicar o Double Paradiddle na bateria. Flam O Flam é obtido pela combinação da apogiatura e da nota principal (semínima, colcheia, etc). Os Flams são sempre nomeados baseando-se na nota principal. Por exemplo, se a nota principal é executada com a mão direita o Flam será um Flam Direito e se a nota principal é executada com a mão esquerda o Flam será um Flam Esquerdo.

Há dois tipos de Flams: Standard Flams e Flat Flams. Os Standard Flams são obtidos tocando-se uma apogiatura antes (o mais próximo possível) da nota principal, o que produz dois Taps que são tocados bem próximos um do outro. O primeiro Tap é fraco e o segundo é forte. Isso é obtido deixando a baqueta próxima da pele nas notas fracas e, nas notas fortes, levantando a baqueta uns 30 cm. Os Flat Flams, embora não façam parte dos 26 (ou 40) Rudimentos, são largamente usados na bateria. Eles são obtidos tocando-se as duas baquetas no mesmo tempo e com a mesma força em diferentes peças da bateria. Por exemplo, mão direita no surdo e mão esquerda na caixa. Ouça aqui a diferença entre: Standard Flams e Flat Flams Pratique os exemplos abaixo com os dois tipos de Flam (Standard Flams e Flat Flams).

Nota: Pratique também começando com a mão esquerda. Instruções: toque o padrão acima das seguintes formas: 1. Na caixa ou num tambor, como está escrito; 2. Tocar todas as apogiaturas na caixa e as notas principais nos tambores; 3. Tocar todas as apogiaturas na caixa e as notas principais nos pratos ou chimbal; 4. Toque todas as mãos direitas junto com o bumbo e todas as mãos esquerdas na caixa ou tambores; 5. Toque todas as mãos direitas num prato e bumbo simultaneamente e toque todas as mãos esquerdas na caixa ou tambores; 6. Crie suas próprias maneiras de aplicar o Flam na bateria. Flam Tap Embora muitos bateristas não dêem atenção ao Flam Tap, ele soa muito bem quando é aplicado na bateria. Veja algumas idéias de como fazer isso.

Nota: Pratique também começando com a mão esquerda. Instruções: toque o padrão acima das seguintes formas: 1. Toque como está escrito, na caixa, tambores ou pratos; 2. Tocar todas as apogiaturas na caixa e as notas principais nos tambores; 3. Tocar todas as apogiaturas na caixa e as notas principais nos pratos ou chimbal; 4. Toque todas as mãos direitas junto com o bumbo e todas as mãos esquerdas na caixa ou tambores; 5. Toque todas as mãos direitas num prato e bumbo simultaneamente e toque todas as mãos esquerdas na caixa ou tambores; 6. Crie suas próprias maneiras de aplicar o Flam Tap na bateria. Isso vai manter você ocupado por pelo menos uma semana. Estes exercícios representam simplesmente minha visão de como aplicar os Rudimentos na bateria. Sinta-se à vontade em modificar as combinações e experimentar suas próprias idéias.

Independência Galera, a partir de agora sou um dos novos colunistas do site Batera.com.br e vou disponibilizar para vocês uma seção de exercícios com assuntos variados, todos com vídeos demonstrativos. Ao todo são 40 vídeos que serão apresentados um a cada semana. Fiquem atentos e pratiquem bastante! Este exercício está dividido em 3 partes. Estudaremos cada parte separada até dominá-la para depois juntar tudo.Aqui usaremos a mão esquerda e o pé direito alternando nos tons e surdo com o bumbo. Esta primeira parte seria o *"ostinato" do exercício. Demonstrei dois andamentos diferentes - um em 80 bpm e 100 bpm. Pratique devagar e vá aumentando gradativamente.

Agora acrescentaremos a mão direita que irá fazer a célula base do Jazz no condução, como demonstrei logo no início do vídeo. O compasso que segue abaixo do exercício de célula de jazz é para facilitar a junção do exercício da primeira aula.

Agora acrescentaremos o pé esquerdo aplicando um ciclo de abertura de 2 em 2, sendo que no quarto tempo faremos somente uma abertura. Utilizaremos uma técnica de chimbal chamada "gangorra" que poderá ser vista com mais detalhes em outra aula.

Feito isso, juntaremos as 3 aulas, completando nosso primeiro exercício de coordenação e independência... estude devagar e com o METRÔNOMO!!!

Improvisação - Substituições de Bumbo BA-di-di-di-di-BA di-di-di BA-di-di / BOOM-di-di-di-di-BOOM di-di-di BOOM-di-di…Alguns o adoravam, e outros o odiavam, mas ninguém pode dizer que a maneira de tocar de Buddy Rich não era excitante. Embora eu o tenha encontrado várias vezes, nunca tive a oportunidade de praticar com ele. Entretanto, eu estudei tudo o que ele fez. E uma de suas técnicas favoritas (julgando pela freqüência com que ele a usava) era as substituições de bumbo. Se você já viu ou ouviu Buddy tocar, tenho certeza que você concorda comigo. Ele era um verdadeiro mestre nesta técnica, a qual é obtida substituindo o acento da mão direita pelo bumbo. Buddy usava isso tanto em solos longos como em fills curtos. Embora outros bateristas tenham copiado esta técnica, ninguém esteve apto a executa-la como Buddy Rich. Neste artigo vou mostrar como desenvolver esta técnica. Quem sabe um dia você poderá executá-la melhor do que Buddy Rich. Nada é impossível.Vamos começar nossos exercícios usando padrões de tercina porque era o que Buddy mais usava. Se você não está familiarizado com o som da tercina, clique no ícone para ouvir os exercícios. Para começar estes exercícios, você precisa de uma bateria que tenha somente o bumbo e a caixa. Pratique somente os dois primeiros compassos. Na primeira vez, toque todos os "D" com a mão direita na caixa e esteja certo de que você executa cada acento como está escrito. Toque todos os "E" com a mão esquerda sem os acentos. Uma vez que você consiga fazer os dois compassos sem nenhum erro, volte ao início, só que desta vez toque os "D" com o pé direito ao invés da mão direita. Os "E" continuam na mão esquerda. Isso permite com que você pratique os exercícios de substituição de bumbo como Buddy fazia. Pratique cada exercício (de 2 compassos) separadamente até que fique confortável. Uma vez que os exercícios estiverem fáceis, pratique-os sem interrupção, do primeiro ao último.

De início, você deve ter problemas para manter ao tercinas constantes, principalmente entre o pé direito e a mão esquerda. Mas com prática, estes exercícios se tornarão naturais. Embora você deva executar os exercícios numa boa velocidade, aproximadamente 160 bpm, comece com 60 bpm. A jogada é você desenvolver um som constante entre o pé e a mão direita, como se o pé fosse uma outra mão.

Introdução às notas fantasmas Introdução Há três tipos de "sons" na bateria contemporânea - a caixa, o bumbo e o chimbal. Estes componentes da bateria requerem muita atenção porque a maior parte da música moderna é baseada nestas três vozes. Os exemplos que daremos aqui são baseados em bumbo, caixa, chimbal e prato de condução, mas você pode expandir as possibilidades de cada exercício, aplicando outros timbres como cowbells, ton tons, blocks, pandeiros, etc. O objetivo principal é desenvolver dois níveis de som - as notas acentuadas e as não acentuadas. Na execução da bateria há mais que dois níveis de som, mas para os propósitos do nosso estudo, usaremos apenas dois níveis. Não se trata somente do que tocamos, mas também de onde tocamos, visto que os instrumentos acústicos oferecem diferentes timbres dependendo do ponto onde se percute(toca). Caixa Notas acentuadas - você pode usar o rimshot para acentuar a caixa. Toque no centro caixa com a ponta da baqueta e, ao mesmo tempo, no aro com o corpo da baqueta. Essa técnica produz um som mais forte e mais "encorpado" da caixa. Notas não acentuadas - tocadas com extrema suavidade, chamadas também de notas fantasma. Para executá-las, os dedos, pulsos e braços devem estar livres de qualquer tensão. São tocadas geralmente no centro da pele. ChimbalNotas acentuadas - toque na borda do chimbal com o corpo da baqueta. Notas não acentuadas - toque no "corpo" do chimbal (não na cúpula) com a ponta da baqueta. Bumbo Para o bumbo esse conceito de dois níveis de dinâmica não será um problema porque a maior parte do tempo ele é solicitado a tocar notas acentuadas. A distância entre os níveis de dinâmica usados no bumbo são menores que os requeridos pela caixa e outras vozes. Estamos falando aqui dos bumbos aplicados aos grooves. Para outros estudos, de improvisação por exemplo, serão aplicados todos os níveis de dinâmica no bumbo. Por isso não devemos negligenciar esse instrumento tão importante que é o coração da bateria. Prato de Condução Notas acentuadas - toque no prato uns 25 cm abaixo da cúpula. Isso produz um som mais controlado e evita que o prato "abra" demais. Para destacar ainda mais as acentuações no prato de condução, você pode tocá-las com o corpo da baqueta na sua cúpula. Notas não acentuadas - toque com a ponta da baqueta no corpo do prato, uns 25 cm abaixo da cúpula.

Notas fantasmas - Equilíbrio entre os dois níveis de dinâmica Manter um equilíbrio entre os dois níveis de dinâmica é muito importante. Como vimos anteriormente, há três sons básicos na bateria contemporânea. É interessante observar nos discos como a bateria é mixada e verificar os volumes de cada voz. É claro que isso varia de acordo com o estilo que está sendo tocado, mas de uma maneira geral temos a caixa num nível mais alto, seguida pelo bumbo e depois pelo chimbal. Quando executar um groove pense nesse conceito e procure manter uma boa constância no nível de volume da caixa, bumbo e chimbal. Toque o groove por completo, mas concentre-se em cada voz separadamente para verificar se não há variação de uma nota para outra. As seguintes observações irão nos ajudar a desenvolver o conceito de dois níveis de dinâmica: • os acentos devem ser tocados aproximadamente uns 25 cm da pele, e as notas não acentuadas uns 2 cm da pele;

• •

combine o som do chimbal e da caixa nas notas não acentuadas;

a diferença de volume entre os dois níveis deve ser o mesma - do forte (f) ao pianíssimo (pp). O volume geral da bateria é determinado pelo estilo que está sendo tocado, porém a distância relativa entre os dois níveis de volume será a mesma. Vamos fazer uma outra consideração antes de começarmos os exercícios. Analise os dois exemplos abaixo:

Temos o "velho" paradiddle, na primeira versão sem nenhum acento e na segunda com alguns acentos. Toque as duas versões e observe a diferença de som. O exemplo sem os acentos é interessante, mas um tanto monótono. Já o segundo exemplo, possui um "feeling" bem mais musical. Com isso, notamos que a diferença de dinâmica é que produz o "molho" e o "feeling" do groove. Portanto vamos estudá-los com muita dedicação!

Notas fantasmas - Exercício preparatórios Vamos fazer alguns exercícios preparatórios para a aplicação das notas fantasmas. Para isso, começaremos com os grooves de mãos alternadas no chimbal. Note que para cada padrão de bumbo temos cinco variações das mãos. São elas: 1. alternando o chimbal com as mãos DEDE; 2. passando a mão direita para o prato de condução e mantendo a mão esquerda no chimbal; 3. passando a mão direita para o chimbal e a mão esquerda na a caixa com notas fantasma; 4. passando a mão direita para o condução, a mão esquerda na caixa com notas fantasma e o chimbal com o pé esquerdo na cabeça dos tempos; 5. idem ao 4 com o chimbal no pé esquerdo nos contra tempos. Estes exercícios requerem muita paciência e disciplina. Só após ter dominado um exemplo passe para o outro. Note que nestes exercício precisamos deslocar sempre a mão direita para a caixa para fazermos os acentos. Mais tarde, veremos outros exercícios para evitar isso, portanto domine esses exemplos primeiro. 1

Seguir com a manulação DEDE em todos os exercícios. 2

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Comentando Sobre a Tercina e Sextina Tercinas e Sextinas Vamos abordar aqui um assunto que, mais adiante, entraria na seção de partituras, mas como recebemos muitos e-mails com a mesma dúvida, resolvemos adiantar um pouco o assunto. É importante ressaltar que para entender este texto é preciso ter o domínio das noções básicas de fórmula de compasso, unidade de tempo, figuras musicais, etc. Primeiramente vamos lembrar a subdivisão natural das figuras, onde uma semínima pode ser dividida em duas colcheias, ou quatro semicolcheias e assim por diante.

A tercina é uma figura que não obedece à esta subdivisão normal, pois ao invés de termos duas colcheias no lugar de uma semínima, temos três colcheias. Por isso ela é chamada de Quiáltera, ou seja, que altera a subdivisão normal das figuras, e recebe um 3 acima do grupo de colcheias para destacar esta diferença.

compare o ritmo formado pelas colcheias (2 para cada tempo) e pela tercina (3 para cada tempo): Na sextina nós dobramos cada colcheia da tercina, obtendo seis semicolcheias:

compare o ritmo formado pela tercina (3 para cada tempo) e pela sextina (6 para cada tempo). Tercina de Semínima Podemos ter também, três semínimas onde normalmente teríamos duas. A notação fica assim:

compare o ritmo formado pelas semínimas e pela tercina de semínima: Se você pegar dois grupos de tercina e acentuar toda mão direita (1ª, 3ª e 5ª colcheias), vai ter a tercina de semínima como resultado:

Tercina de SemicolcheiaPara visualizarmos a tercina de semicolcheia, podemos utilizar o seguinte artifício:Pense em duas colcheias; a primeira na cabeça do tempo e a segunda no contratempo. Solfeje o ritmo desta figura bem devagar. Agora coloque uma tercina no contratempo. Isso vai resultar na seguinte figura:

Coloque agora a tercina somente na cabeça no tempo e a colcheia normal no contratempo:

Note que, se você colocar a tercina na cabeça e no contratempo, você terá a sextina:

Desta maneira fica fácil identificar o ritmo de figuras mais complexas, como nos exemplos abaixo:

Tercinas em bumbo e caixa Estes exercícios vão nos ajudar a desenvolver uma coordenação entre as mãos e pés, usando as tercinas. Repita cada exercício quantas vezes for necessário, até obter contrôle sobre ele. Trabalhe inicialmente num andamento moderado e tente manter as duas vozes (bumbo e caixa) equilibradas. Esteja certo de que o bumbo não está nem mais alto (forte), nem mais baixo (fraco) que a caixa.

Acentuando as Tercinas Temos aqui, alguns exemplos de acentuações em tercinas. Note que o chimbal está marcando a cabeça dos tempos. Preste atenção nas manulações, e procure manter um equilíbrio entre as notas. Estes exercícios são usados para o desenvolvimento de fills e improvisação, e proporcionam uma "limpeza" na técnica.

Pratique estes exercícios prestando atenção nas manulações e procurando "tirar" o mesmo som das duas mãos, tanto nas notas acentuadas como nas notas não acentuadas.

Bumbo com pedal simples Faremos aqui alguns exercícios para o desenvolvimento do bumbo, com variações de semicolcheias. Na segunda parte temos uns exercícios em 12/8. Procure praticá-los com bastante atenção verificando se o bumbo e a caixa estão no mesmo volume. Comece lento, dando prioridade para o equilíbrio entre as notas e não a velocidade. Parte 1

Parte 2

Pergunta e Resposta: Pedal Duplo Hoje iremos ver um exercício que abrange o uso da independência e da criatividade, trabalhando com o pedal duplo. É muito usado em solos de bateria também.Vou ser rápido e explicar para que você entenda como funcionará. Perguntaremos com uma frase na caixa e responderemos com a mesma frase só que no bumbo. Simples! Passei seis exemplos o qual você estudará separadamente e depois fará na seqüência: A, B, C, D, E e F. Para não haver dúvidas na sua execução estou disponibilizando os áudios dos exercícios separados e também na seqüência. Vamos lá!

Exercícios Básicos de Pedal Duplo Ae pessoal, devido à grandes dúvidas sobre como começar a estudar pedal duplo, ai vai uma série de lições bem completas para vocês!Pratiquem os primeiros exercícios num andamento bem confortável e tentem definir, ao máximo, cada nota! Terminando essa seqüência do 1 ao 5, repitam eles invertendo os pés (começando com o pé esquerdo). Eu coloquei o bumbo em duas linhas, sendo a de cima pe direito e a de baixo pé esquerdo.

note que a figura do bumbo é sempre a mesma, o que muda são as combinações de direita/esquerda. Logo, este midi serve para todos os exemplos desta página.

Nesta segunda parte, vamos trabalhar com tercinas. Façam do mesmo modo que o de cima, ao terminarem repitam começando com o outro pé. Fiquem atentos aos acentos que vão cair cada hora em um pé!

Bumbo com pedal duplo Antes de começarmos os exercícios, vamos pensar em alguns conceitos básicos. Primeiro você pode fazer os exercícios de rudimentos com os pés. Mas você pode dizer - "Eu não tenho pedal duplo". Bem, mas você pode usar o seu chimbal. Isso pode ajudar você a desenvolver grande habilidade com os pés e te dará algumas idéias para diferentes variações rítmicas.Ok, vamos começar com alguns exemplos de aplicação dos rudimentos nos pedais. Procure fazer os exercícios num andamento lento, com o acompanhamento do metrônomo.

Obs: Para não congestionar a partitura não utilizaremos as indicações D e E nos bumbo. Ao invés disto, utilizaremos o primeiro espaço do pentagrama para o pé direito e a primeira linha para o pé esquerdo.

Sugestões - comece praticando cada padrão de pedais até que você possa tocá-los sem dificuldades. Depois pratique cada padrão de mãos da seção 1 com cada padrão de bumbo da seção 1. Comece devagar. Esteja certo de que os membros estão em sincronismo uns com os outros antes de aumentar o andamento. Algumas combinações de mãos e pés serão mais difíceis que outras, e vão exigir muita prática e paciência. Siga o mesmo procedimento com as seções 2 e 3.O próximo passo é tocar todos os padrões de mãos sem interrupção, repetindo 8 vezes cada um, enquanto toca uns dos padrões de pedais. Os vários padrões de mão e cada seção vão ajudar não somente na coordenação, mas vão dar a impressão de diferentes "feels" de Rock, tornando os exercícios mais práticos e musicais.Para ajudar na resistência, pratique cada exercício o máximo que puder sem interrompê-lo. Use o metrônomo para verificar sua precisão e progresso. Nunca pratique além dos seus limites, comece devagar. Se possível procure gravar sua prática para uma melhor análise do seu desenvolvimento. Seção 1 Padrões de bumbo

Padrões de mãos

Seção 2 Padrões de bumbo

Padrões de mãos

Seção 3 Padrões de bumbo

Padrões de mãos

Pedal Duplo Nesta aula vamos ver sobre pedal duplo. Serão várias aulas sobre o assunto o qual irei passando aos poucos, ok?O grande problema quando ocorre com um iniciante no pedal duplo, é sua coordenação e um fator muito importante o equilíbrio dos pés. Normalmente quem é destro tem o pé esquerdo prejudicado, devido ao pouco uso e estudo, o mesmo ocorre só que invertido para quem é canhoto. O primeiro exercício é sobre esse ponto. Serão quatro tempos com grupos de quatro semicolcheias (4 notas por tempo),sendo alternada as mão com os pés.Um compasso aplicando o pé direito e o segundo compasso aplicando o pé esquerdo (todos aplicados no pedal duplo). Veja:

Obs.: D= perna direita E= perna esquerda Agora iremos começar a praticar seqüência para começarmos a desenvolver nossa coordenação mas lembre-se: sempre mantenha o volume nos dois pés. A base dos próximos exercícios na parte das mãos serão os mesmos. Segundo exercício terá os pés alternando em semínimas (1 nota por tempo)

Terceiro exercício terá os pés alternando em colcheias (2 notas por tempo)

Quarto exercício terá os pés alternando em tercinas (3 notas por tempo)

Quinto exercício terá os pés alternando em semicolcheias (4 notas por tempo)

Ok! Depois de ter praticado cada exercício inúmeras vezes, vamos ajuntá-los em seqüência veja:

Agora passarei quatro levadas básicas para você estudar. Se tiver dúvidas confira no áudio que acompanha cada exercício.

Var iações na condução com bumbo em semicolcheias (Básico) Nesta aula estaremos vendo sobre aplicação de variações na condução com pedal duplo em semicolcheia.O objetivo deste exercício é que você se solte na parte das mãos, enquanto os pés mantêm em semicolcheias (quatro notas por tempo). Isso irá te ajudar para que suas levadas não fiquem “quadradas”.Separei em níveis de dificuldade e iremos começar com o básico. Veja como funcionará: . Temos a “Base” escrita que é somente com os bumbos. Podemos estudar começando tanto com o pé direito como o esquerdo. . Cada letra representa a parte das mãos. Iremos juntar as letras com a base. Sempre teremos caixa no 1º e no 2º tempo. Se caso você tiver dúvidas, escute o áudio de cada exercício!

Tocando Junto – Pedal Duplo – Básico Teremos hoje, uma aula de pedal duplo mais “interativa”. Mostrarei nesta primeira parte de hoje cinco levadas de pedal duplo o qual terá acompanhamento com um playalong. Isso mesmo, você vai tocar junto os grooves acompanhado de um baixo e comigo nesta aula.Teremos dois compassos de contagem de metrônomo de cada exercício, e farei um compasso de levada e o resto você terminará. São levadas bem básicas com uma virada que será a finalização. Na aula que vem veremos a música completa, ok? Então vamos lá!Lembrando: se você quiser treinar as levadas sem o uso dos playalongs, o click desta música está em 105 BPM.

Vamos dar continuidade no estudo dos grooves de pedal duplo que fizemos na aula passada.Agora vamos aplicá-las em música. Coloquei os compassos e a repetição de cada groove para que você saiba quantas vezes você terá que tocar. Teremos dois compassos de contagem de metrônomo na partitura que terá no playalong sem bateria para que você toque junto! Para ouvir se tiver dúvida, estou disponibilizando a versão com batera. Vamos lá?

Dicas Para Pedal Duplo Tenho observado que vários bateristas especializados em pedal duplo ou dois bumbos, destacam muito a importância de praticar iniciando tanto com o pé direito quanto o esquerdo. Apartir destes relatos, elaborei alguns exercícios para o desenvolvimento deste assunto, no qual deram seqüência a novas possibilidades de combinações.O primeiro exercício é muito simples, porém um bom começo para que as duas possibilidades sejam executadas com equilíbrio de intensidade. Trata-se de fazer um compasso começando com o pé direito e o seguinte compasso com o pé esquerdo. Pratique com metrônomo e anote os andamentos, para que nos próximos dias você perceba o progresso. Exemplo:

A prática de começar tanto com o pé direito quanto com o esquerdo, facilita um outro estudo, que é colocar fusas substituindo uma das semicolcheias de cada tempo, nas levadas de pedal duplo ou dois bumbos. Para a facilitar o entendimento das subdivisões do bumbo, poderemos fazer a condução do chimbal em colcheia. Caso o baterista comece com a perna direita seria “viável” as combinações onde as fusas fossem utilizadas no lugar da 1ª ou 3ª semicolcheia. Exemplo:

Quando as fusas são utilizadas na 2ª ou 4ª semicolcheia, embora mais difícil de ser executado, o pé esquerdo seria o mais apropriado para esta levada. Exemplo:

Quando começamos com o pé esquerdo, acontece o inverso. Quando a fusas são utilizadas na 1ª ou 3ª semicolcheia, embora mais difícil de ser executado, as subdivisões com o pé esquerdo seriam o mais apropriado para esta levada. Exemplo:

Quando a fusas são utilizadas na 2ª ou 4ª semicolcheia, elas tornam-se mais “viáveis” de serem executadas. Exemplo:

Desta maneira ficaria um tanto complexo, pois cada vez que iniciássemos com um dos pés, teríamos uma levada mais adequada para se tocar. Porém existe um combinação que pode ser utilizada com qualquer uma das possibilidades de início dos pés. Nos próximos exercícios teremos as combinações para quem inicia com o pé direito.

Nos próximos exercícios teremos as combinações para quem inicia com o pé esquerdo.

Segue abaixo combinações para que possamos utilizar as 4 diferentes subdivisões em uma levada. Este estudo envolve um ciclo de 3 compassos. Exemplo começando com o pé direito:

Exemplo começando com o pé esquerdo:

Procure ampliar seus estudos, criando novas possibilidades de combinações para as levadas e variações de intensidade e andamentos. Embora não sendo um especialista em dois bumbos, espero ter contribuído de alguma forma no desenvolvimento de seus estudos.

Pedal Duplo em Compasso Composto e Polirritmia E ai pessoal, tudo bem? Gostaria antes de tudo, agradecer ao pessoal que tornou possível minha lição entrar no site. Hoje vou falar um pouco sobre compassos compostos, pedal duplo e polirritmia. Bom, no primeiro exemplo estão apenas o Ride e o pé direito, marcando o tempo em colcheias e acentuando os primeiros tempos de cada subdivisão:

No segundo exemplo adicionei apenas as caixas, que vão cair no contratempo da marcação em colcheias:

Já no terceiro exemplo, o pedal duplo vai começar a entrar em semicolcheia, (vai bastar você colocar o pé esquerdo entre cada direito que já estava em colcheia, o pé direito não vai mudar nada!) percebam que dessa vez a caixa vai cair junto com um pé esquerdo, e não sozinha como ela estava no exemplo anterior:

Agora no número quatro, que vamos começar a dar uma idéia de polirritmia, pois ao invés de acentuarmos de três em três tempos, vamos passar a fazer de dois em dois tempos, ou seja, vamos estar tocando o Ride em três por quatro e o resto em doze por oito, parece difícil, mas não é, basta tocar o exemplo três, e usar a mão direita em colcheias, mas jogando uma na cúpula e uma no corpo do condução ao invés de uma na cúpula e duas no corpo. O efeito desses acentos do exemplo quatro é bem interessante. Toquem e ouçam!

Agora vem a parte mais quebradeira. Vamos transformar esse 12/8 em um 11/8. Para quem está perguntando: Nossa, 11/8?! Como se faz isso?! È simples, basta tocar um 12/8 normal, apenas comendo o último tempo! Só que prestem atenção, eu deixei os acentos naquela mesma idéia de polirritmia do exemplo quatro, então atenção, pois ao tocar continuamente, vão cair dois acentos seguidos, o último e o primeiro! Isso vai dar uma quebrada total no exercício! Mas fica bem legal:

Estudo para Dois Bumbos No incício, tocar com dois bumbos foi um grande desafio para mim, pois não tinha força nas pernas para agüentar mais do que 1 minuto em um groove básico de semicolcheias. Aí um professor e amigo meu, Toss Panos, me passou alguns exercícios que são direcionados ao ganho de resistência e ao mesmo tempo uma certa independência, pois a cada exercício existe uma variação de prato. Ao tocar grooves como estes, o mais importante com certeza não é a velocidade, e sim o controle para que as notas das duas pernas sejam idênticas em volume. Pratique cada exercício separado, procurando manter um groove firme; e claro, usando o metrônomo.

Continuando a parte de dois bumbos, agora vamos ver um lance um pouco mais complicado... hehehe... calma! Bom, a partir daquele velho e lindo dugudugutagudugu dugudugutagudugu (exemplo nº 1), vamos acrescentar ou retirar algumas notas, formando novos grooves. Vamos inserir algumas tercinas de semicolcheia, (como no exemplo nº 2). Simples não? Estude um exemplo de cada vez, mantendo a caixa nos tempos 2 e 4. Conduza no chimbal, e depois no condução. Como em todo exercício, comece devagar e com o acompanhamento do metrônomo. E claro, não apenas para os dois bumbos, mas para qualquer coisa que você esteja treinando, procure base em bateristas e músicos que você goste. Aqui estão alguns bateristas que eu admiro em dois bumbos: • Mike Portnoy

• • •

Tommy Aldridge Dean Castronovo Scott Davis, dentre outros.

Nesta lição irei passar várias combinações de caixa e bumbo, formando viradas em semicolcheias. São vários exercícios que devem ser tocados separadamente e depois tocados em combinações que você deve fazer.Basicamente são combinações de 2 notas na caixa e 2 nos bumbos, 3 caixa e 5 bumbos, etc. É sempre importante manter uma virada firme e sem variar o tempo. As notas devem ser iguais em volume e intensidade.Como você pode perceber, todos os exercícios pares começam com a caixa e todos os impares são idênticos só que começando com os bumbos.Tente sempre manter a seqüência de manulação - Direita/Esquerda/Direita/Esquerda - para todos os exercícios. Alguns exercícios são um pouco mais complicados, pois são combinações de 3 para caixa e 5 para bumbos, o que nos obriga a começar os bumbos com a esquerda. Comece bem devagar e com o auxilio de um metrônomo. Tenha certeza que as notas estão bem iguais e divirta-se, afinal de contas isso é o mais importante.

Da mesma maneira que no meu último workshop, estarei passando exemplos de viradas com dois bumbos, porém agora estaremos treinando em TERCINAS!!! São exercícios que vão desde combinações básicas até avançadas. Manter sempre o ritmo em tercinas é crucial. Cuidado para não mudar e passar para semicolcheias, isso não pode acontecer!Da mesma forma que antes, os exercícios são combinações de caixa e bumbo, mas que, após um certo tempo de treino, já poderão ser distribuídos em seu kit, criando assim novos sons e licks.Uma maneira bem legal de estudar esses exercícios é tocar três compassos de groove (pode ser um shuffle ou um blues, por exemplo) e fazer no quarto compasso uma virada usando dosexercícios.Dessa forma vocês já podem ouvir uma aplicação logo ao estudar.Comece a estudá-los separadamente, devagar e sempre com um metrônomo!

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Introdução ao Rock O Rock tem constantemente mudado e contribuído para o aparecimento de novos estilos desde que ele apareceu. Assim como outros estilos, o Rock também tem, através dos anos, mantido certos elementos. Durante os últimos 20 anos a maioria dos rítmos deritmos populares colombianos Rock têm se baseado numa combinação de colcheias e semicolcheias. Hoje em dia há dezenas de tipos de Rock, todos com um nome e um " feeling" diferente: Disco, Funk Rock, Jazz Rock, Country Rock, Acid Rock, Punk Rock, etc. Cada uma dessas variações contém elementos que a classificam como Rock, mas cada uma tem também algo que difere uma da outra. O baterista deve conhecer essas diferenças e possuir habilidade para expressá-las. Muitos bateristas inexperientes acham que eles sabem como tocar Rock porque eles ouvem isso no rádio todos os dias e parece um tanto simples. Mas eles não percebem que por trás destes arranjos simples, há um trabalho duro, com muitos anos de pesquisa e dedicação; que exige muito estudo e preparação da parte dos músicos. É claro que estamos falando aqui de Rock de Qualidade! Por isso vamos encarar os estudos com muita seriedade e disciplina, para mais tarde podermos desfrutar deles!

Variações de Bumbo e Caixa em colcheias Num padrão básico de Rock, a mão direita toca colcheias no chimbal fechado. A mão esquerda toca os tempos 2 e 4 na caixa. Para completar esse padrão, o pé direito toca uma variedade de figuras rítmicas no bumbo. Se houver dificuldade de coordenação, deve-se diminuir o andamento até que fique confortável.

Faremos agora algumas variações na caixa:

Esta revisão deve ser feita do começo ao fim sem nenhum erro. Se houver dúvida em algum dos rítmos, deve-se estudá-lo separadamente. Observe que há um Ritornello no final do compasso 16. Isso significa que devemos repetir o exercício todo. Faça a 1ª vez com a mão direita no chimbal e a 2ª (repetição) com a mão direita no prato de condução

Variações de Bumbo e Caixa com Chimbal em semicolcheias Em um compasso de 4/4, temos duas colcheias para cada tempo, como já foi visto anteriormente. Exemplo:

Estudaremos alguns rítmos agora, com o chimbal em semicolcheias. Neste caso, temos 4 semicolcheias para cada tempo, cada uma valendo ¼ de tempo. Devemos prestar bastante atenção em qual das quatro semicolcheias "cai" o bumbo e a caixa. Exemplo:

Estudaremos aqui algumas variações de bumbo com o chimbal em semicolcheias. Comece devagar e preste atenção em qual chimbal "cai" o bumbo e a caixa. Procure contar os tempos em voz alta.

Estes exercícios são semelhantes aos anteriores, porém com as variações para a caixa.

Esta revisão deve ser feita do começo ao fim sem nenhum erro. Se houver dúvida em algum dos rítmos, deve-se estudá-lo separadamente. Observe que há um ritornello no final do compasso 16. Isso significa que devemos repetir o exercício todo. Faça a 1ª vez com a mão direita no chimbal e a 2ª com a mão direita no prato de condução.

Variações de Bumbo e Caixa em semicolcheias Faremos agora alguns exercícios com variação do bumbo em semicolcheias. Procure prestar atenção no som de cada célula rítmica, e tente memorizá-lo. Comece lento e vá aumentando o andamento aos poucos.

Estudaremos aqui algumas variações de caixa em semicolcheias.

Mãos Alternadas no Chimbal Quando tocamos um ritmo com as mãos alternadas (DEDE) em semicolcheias no chimbal, devemos observar que: 1. a mão direita "sai" do chimbal para tocar os tempos 2 e 4; 2. a mão direita toca as primeiras e terceiras semicolcheias; 3. a mão esquerda toca as segundas e quartas semicolcheias. Devemos observar também qual das mãos toca simultaneamente com o bumbo. Exemplo:

Temos aqui alguns exemplos de ritmos com as mãos alternadas em semicolcheias. Verifique qual chimbal coincide com o bumbo. Pratique devagar no começo e procurando memorizar os ritmos.

Deslocamento das Mãos em Chimbal Alternado Nestes exemplos, vamos deslocar a caixa na 2ª, 3ª , 4ª semicolcheia de cada tempo, além de outras combinações. Observe que ao tocarmos a 1ª e 3ª semicolcheia, usaremos a mão direita; já na 2ª e 4ª semicolcheias, usaremos a mão esquerda. Procure contar os tempos em voz alta e, se possível, usando um metrônomo. Comece lento e aumente o andamento somente depois de ter dominado cada exercício.

Fills com Mãos Alternadas Veremos aqui alguns exemplos simples de fill com as mãos alternadas. Em outra seção, estudaremos mais profundamente esse assunto.

Acentuações com Mãos Alternadas Aplicaremos aqui algumas variações de acentos com as mãos alternadas no chimbal. Como nos exercícios de deslocamento da caixa, aqui devemos nos lembrar que a mão direita acentua a 1ª e 3ª semicolcheia e a mão esquerda acentua a 2ª e 4ª semicolcheia de cada tempo. Pratique devagar, procurando manter um mesmo nível (dinâmica) e diferenciando bem as notas acentuadas das não acentuadas. Priorize a "limpeza" e igualdade entre as notas e não a velocidade.

Apl icação do Chimbal com o Pé Esquerdo Nesta seção vamos aplicar o chimbal com o pé esquerdo (para os destros) na cabeça dos tempos e nos contra tempos. Vamos começar revisando as 8 variações de bumbo em colcheias vistas anteriormente.

Se você já dominou os exercícios anteriores, o próximo passo é passar a mão direita para o prato de condução e aplicar o chimbal com o pé esquerdo na cabeça dos tempos. Inicialmente se houver uma dificuldade neste exercício, experimente tocar o chimbal com o pé somente nos tempos 2 e 4, junto com a caixa; depois nos tempos 1 e 3 com o bumbo. E finalmente coloque o chimbal com o pé nos quatro tempos.

Vamos agora, colocar o chimbal com o pé nos contra tempos. Lembre-se de começar devagar, dando prioridade ao equilíbrio e igualdade entre as notas; não simplesmente correndo através dos exercícios. Procure perceber onde "cai" cada nota, contando os tempos em voz alta.

Vamos fazer agora uma pequena revisão dos exercícios anteriores. Colocaremos as 3 variações em sequência. Pratique cada exemplo separadamente, depois faça o exercício todo, do começo ao fim sem interrupção.

Abe rtura de Chimbal - Conceito Quando é colocado um "O" acima da nota do chimbal, indica que ele deve ser tocado com a baqueta enquanto o pé esquerdo é um pouco levantado, fazendo com que os pratos do chimbal vibrem entre si. Entretanto, se abrirmos demais o chimbal, o som ficará "sujo" e se não abrirmos o suficiente, o som ficará fraco. Por isso devemos praticar bastante até encontrarmos a abertura ideal para cada som desejado. Lembrese: O indica abrir chimbal + indica fechar chimbal

Nota: mantenha o chimbal firmemente fechado com o pé esquerdo em todas as notas sem o "O".

Exercícios de Abertura de Chimbal com Bumbo Pratique devagar no começo. Procure tocar todas as notas no mesmo volume. Primeiro pratique os exercícios sem o bumbo, depois de dominálos, coloque o bumbo em semínimas.

Ex ercícios de Abertura de Chimbal com Caixa Agora coloque a caixa nos tempos 2 e 4.

Exercícios de Abertura de Chimbal com Bumbo e Caixa As mesmas aberturas de chimbal com o bumbo nos tempos 1 e 3, e a caixa no 2 e 4.

Ex ercícios de Abertura de Chimbal e Bumbo simultâneos Nos próximos exercícios, temos a abertura de chimbal e o bumbo tocados ao mesmo tempo.

Fills – Conceitos Conceitos Básicos de Fill EstruturaOs fills estão escritos apenas na caixa, porém vocês terão que usar a criatividade para torná-los interessantes. Por exemplo:No exercício 1 precisaremos de 4 notas para completarmos o fill, no exercício 2 de 8 notas, no 3 de 12 notas e no 4 de 16 notas.Crie primeiro uma seqüência a ser seguida, pratique-a bastante sozinha para depois encaixar no ritmo.Lembre-se que um fill (passagem) não precisa ser iniciado somente na caixa para depois seguir para os tons. 1. Execução do fill partindo do quarto tempo:

2. Execução do fill partindo do terceiro tempo, ou seja, da metade do compasso:

3. Execução do fill partindo do segundo tempo:

4. Execução do fill partindo do primeiro tempo, ou seja, compasso inteiro:

ExecuçãoEstes são alguns exemplos a serem executados, não esqueça de praticá-los separadamente para depois encaixá-los no ritmo. Aliás, o ritmo escrito é apenas uma referência e pode ser dificultado à medida que o exercício seja dominado. Após o fill, no primeiro ritmo, troque o chimbal por um crash (prato de ataque).Não se preocupe com a velocidade, fique atento ao bom gosto e a execução limpa do seu fill. 1. Execução do fill partindo do quarto tempo:

2. Execução do fill partindo do terceiro tempo, ou seja, da metade do compasso:

3. Execução do fill partindo do segundo tempo:

4.Execução do fill partindo do primeiro tempo, ou seja, compasso inteiro:

O fill é uma pequena combinação de notas usadas para enfatizar as diferentes partes de uma peça musical. Ele pode variar de meio tempo até dois compassos completos.Inicialmente, há uma tendência de se acelerar o andamento quando se usa o fill. Para corrigir isso, é necessário praticá-lo com ajuda de um metrônomo e contando os tempos em voz alta.

Viradas Rock Hoje vou exemplificar algumas viradas que podem ser utilizadas no Rock. Segue o áudio e seis exemplos de viradas. Pratique lentamente. Não é necessário aplicar exatamente com o ritmo escrito. Estude lentamente e tente memorizá-las, pois isso irá aumentar seu vocabulário. Vamos lá!

Nesta aula daremos continuidade em exemplos de viradas que podem ser aplicadas em rock. Iremos fazer nesta aula mais seis exemplos, ok? Vamos lá!

No terceiro tempo onde é aplicado a sextina, podemos usar o pedal duplo. Veja:

Neste exemplo usaremos o pedal duplo.

Estas foram algumas idéias. Tente criar através destes exemplos outras possibilidades. È isso!

Rock And Roll Fills Hoje trago à vocês uma lição de Rock and Roll, com exemplos de levadas e em seguida algumas variações de "viradas". Uma espécie de "fusão"

entre Mitch Mitchell, John Bonham, Ian Paice, Carmine Appice, etc., pra quem gosta é um prato cheio!Algo que normalmente gera certa dificuldade, é quando a caixa cai no contra tempo (primeiro compasso, ex.2), o que exige uma certa atenção e dedicação maior para que haja fluência em cada exemplo.Utilize sempre o rebote para facilitar o toque, e pratique sempre com o corpo relaxado.

Grooves Lineares Introdução Manter um groove sólido é o elemento mais importante para a execução da bateria, não importando se é um padrão rítmico simples ou complexo, e nem o andamento que está sendo executado.A maneira pela qual o tempo é percebido, é muito importante. Ed Soph, um grande baterista e professor, diz que "um andamento consistente é produzido por notas e pausas colocadas exatamente cada uma nos seus respectivos lugares. As pausas ou silêncios entre as notas devem ser percebidas, assim como as notas que são tocadas". Isto é uma questão de treino, aprender a perceber os intervalos existentes entre as notas.Trabalhar com um metrônomo ou um sequenciador pode ser de grande benefício neste processo de aprendizagem. Tocar os padrões rítmicos até obter um bom "feel" pode ser um tanto tedioso, mas é compensador. Gravar a si mesmo para observar os erros de andamento é também muito útil. A falta de concentração também é um fator que influencia na variação do andamento. Vejamos agora, algumas sugestões para a prática dos exercícios: • pratique com um metrônomo ou sequenciador;



esteja certo de que cada exercício foi praticado lentamente no começo. Comece com 60 bpm, então aumente gradativamente o andamento; • pratique cada exercício por 5 minutos sem interrupção, mantendo um groove constante. Enquanto toca, focalize cada membro e relaxe, lembrando-se que a tensão inibe a execução. • sem tocar nenhuma nota, mentalize o que cada membro tem que fazer, esteja certo da função de cada um e como eles irão contribuir para a formação do groove completo. Isto é uma das coisas mais importantes a fazer para o desenvolvimento da coordenação. Se você está tendo problemas para coordenar suas mãos e pés, uma ótima coisa a se lembrar é que coordenação é basicamente organização.Pratique cada exercício prestando atenção às notas acentuadas e às não acentuadas. Quando houver exercícios com manulações que você nunca viu, procure dominá-las primeiro, depois você as aplica aos ritmos. Acentuando a condução Estes exercícios são bem simples mas ajudam a desenvolver um equilíbrio entre as mãos e pés, e também a "limpar" o som do prato de condução. Faça os acentos na cúpula do condução destacando bem as cabeças de tempo e os contra tempos. Lembre-se de focalizar cada membro separadamente para obter a melhor qualidade de som possível.

Exercícios combinatórios Para manter um groove "forte" é preciso ter um bom equilíbrio entre os membros. Nos exercícios abaixo temos algumas variações de bumbo aplicadas às seguintes combinações: 1. condução e chimbal na cabeça dos tempos; 2. condução na cabeça dos tempos e chimbal nos contra tempos; 3. condução nos contra tempos e chimbal na cabeça dos tempos; 4. condução e chimbal nos contra tempos. Pratique cada variação separadamente e depois passe de uma variação para outra sem interrupção. Comece lento (60 bpm) e concentre-se em cada membro separadamente, verificando a igualdade de uma nota para a outra e mantendo um equilíbrio no groove como um todo. Primeiramente temos oito variações de bumbo em colcheias e depois oito variações em semicolcheias. Não "corra" simplesmente através dos exercícios, pratique cada um com bastante atenção e disciplina.

Independência da mão directa Estes exercícios tem como objetivo permitir a execução de várias figuras rítmicas com a condução (mão direita para os destros) enquanto mantemos um padrão de bumbo e caixa. Antes de começarmos os exercícios, vamos ver algumas aplicações interessantes que esse estudo permite: 1. Podemos manter um padrão simples de bumbo e caixa e fazer variações na condução.

2. Podemos fazer os fills sem interromper o rítmo.

3. Podemos fazer uma linha de percussão com a mão direita enquanto mantemos o padrão rítmico com o bumbo e caixa.

1A

1B

1C

2A

2B

2C

3A

3B

3C

4A

4B

4C

5A

5B

5C

6A

6B

6C

7A

7B

7C

8A

8B

8C

9A

9B

9C

10A

10B

10C

11A

11B

11C

12A

12B

12C

13A

13B

13C

14A

14B

14C

15A

15B

15C

16A

16B

16C

Reggae A partir de hoje estarei postando semanalmente lições e transcrições aqui para o grande site Batera.com.br .Falaremos hoje sobre levadas de Reggae. O Reggae possui duas levadas características principais que são chamadas: One Drop Beat e Four Drop Beat. Explicarei com mais detalhes, dando 4 exemplos de cada levada incluindo o áudio de cada exercício. One Drop BeatA característica que faz o reggae ter o “molho” da levada é o chimbal em tercina (três notas em cada tempo) sendo tocado o primeiro e o terceiro chimbal da tercina na maioria das vezes.Mas e o One Drop Beat?

O One Drop Beat significa que em cada compasso tocaremos um bumbo e que este irá bater sempre no terceiro tempo, fazendo quea levada fique um pouco mais puxada para trás. Perceba nos quatros exemplos a seguir que teremos sempre o bumbo no 3º tempo; também criei variações no chimbal e aro da caixa.

Four Drop BeatO Four Drop Beat significa que em cada compasso tocaremos quatro bumbos por tempo, fazendo que a levada seja mais andante. Um grande exemplo é a música “Is This Love” do Bob Marley. Ao ouvir, perceba que o bumbo está presente nos quatro tempos.Demonstrarei a seguir mais quatro exemplos só que usando o Four Drop Beat..

Viradas em Reggae Daremos continuidade nesta aula, sobre Reggae.Vou passar seis idéias escritas e com áudio de viradas que você poderá estar aplicando com as levadas da aula passada: One Drop Beat e Four Drop Beat.Vamos lá?Neste primeiro exemplo faremos 2 compassos de levada em One Drop Beat e aplicaremos a virada escrita.Use sem a esteira da caixa.

Segundo,vamos manter a levada em One Drop Beat em 2 compassos e aplicaremos na virada tercina de semínimas o qual vai durar por dois tempos.Use com esteira a caixa.

Terceiro,usaremos 2 compassos de levada o Four Drop Beat e teremos três tempos de viradas executadas em tercinas.Para facilitar escrevi acima das notas as mãos que você terá que tocar cada peça.Use com esteira a caixa.

Quarto, a levada é em Four Drop Beat repetindo 2 compassos e a virada será composta de 3 batidas flam tecinada e uma caindo na cabeça do terceiro tempo.A minha intenção foi simular um eco;note também que há um sinal de decrescendo.Use a caixa sem esteira.

Quinto, teremos 3 compassos de levada em Four Drop Beat e a virada terá início no segundo tempo.Use a caixa com esteira.

Sexto e último exemplo, vamos fazer a levada em Four Drop Beat ela é muito simples e bastante usada.Use com a esteira da caixa.

Compassos Compostos Nesta lição, vamos falar de compassos compostos. O quem vem a ser isso? É o compasso onde cada tempo tem divisão ternária - calma que eu vou explicar! Dentro de um compasso, você tem os tempos, e esses tempos devem ser preenchidos por uma figura pontuada. Veja no exemplo:

Quando falamos de compasso composto, o numerador (que é o número que está sempre em cima da fórmula de compasso) é representado pelos números 6, 9 e 12. Ou seja, os compassos compostos que vamos conhecer nesta lição são 6/8, 9/8 e 12/8.Vamos começar com o 6/8. O número de baixo é o 8, que representa a colcheia (sinal), e o número de cima é o 6, que mostra quantas colcheias usaremos por compasso. Repare que cada tempo tem 3 notas, e temos o total de 2 tempos. Por isso, o 6/8 é considerado um compasso binário.

Vamos passá-lo para a batera com o bumbo, caixa e chimbal. Lembrando que os grooves aqui utilizados serão bem simples, para que a fórmula de compasso seja bem compreendida. Você pode criar seus próprios grooves.

Obs: Ao invés de você contar todas as colcheias, de 1 a 6, podemos contar apenas as cabeças dos tempos, ou seja, de 1 a 2. só para complicar um pouco, vamos passar a mão direita para o Ride, e colocaremos o chimbal com o pé esquerdo, de duas em duas notas. Criando assim uma polirritmia com a condução, que está em um compasso binário (6/8); e o pé esquerdo está em um compasso ternário. Como se estivesse em 3/4. Veja no exemplo:

Neste caso, o processo é o mesmo do anterior, só que o chimbal com o pé esquerdo não começa na cabeça do tempo, e sim na segunda colcheia (mas continua sendo tocado de 2 em 2 notas).

Falaremos agora do 9/8. Tendo como base o que vimos até agora, com o 9/8 o raciocínio é o mesmo. O número de baixo, que é o 8, representa novamente a colcheia (sinal), e o número de cima, que é o 9, representa quantas colcheias serão usadas. No caso nove.

Repare que no chimbal, que é a condução, temos 3 grupos de 3 notas. Sendo assim, o 9/8 é considerado um compasso ternário. Por isso, você não precisa contar de 1 até 9, e sim apenas as cabeças dos compassos que são três.

Agora com o pé esquerdo, faremos o mesmo processo feito no 6/8, ou seja, criaremos uma polirritmia entre o groove e o chimbal. Vou explicar. O 9/8 é considerado um compasso ternário, certo? O chimbal com o pé esquerdo, que está sendo acentuado de 2 em 2 notas, criando também um compasso ternário, leva dois tempos para completar o ciclo e começar de novo, certo? Então temos uma polirritmia do groove ternário em 9/8, com o chimbal também ternário, só que em 3/4. Desta forma:

O mesmo processo, só que começaremos o chimbal com o pé esquerdo na segunda colcheia.

E finalmente, chegamos ao 12/8. Compasso composto considerado um compasso quaternário. Pois no chimbal, temos 12 colcheias que devem ser agrupadas de 3 em 3, dando um total de 4 tempos, certo? É pura matemática. 3x4=12, ou 12:3=4. Como você preferir. Também não precisamos contar de 1 a 12. Como é um compasso quaternário, contamos apenas a cabeça dos tempos, que são 4. Veja mais este exemplo:

E agora, mais uma vez, passaremos a mão direita para o Ride, e colocaremos o chimbal com o pé esquerdo, acentuando de 2 em 2 notas, começando pela cabeça do tempo. Criando assim, a polirritmia já vista no 6/8 e 9/8.

O chimbal com o pé esquerdo continua acentuando de 2 em 2 notas. Só que agora começaremos a partir da segunda colcheia do primeiro tempo. Como já foi visto e estudado nas outras fórmulas aqui citadas.

É isso aí brasucada, eu sei que o assunto abordado é bem complexo, e podem surgir dúvidas, principalmente sobre as fórmulas de compasso e as polirritmias criadas entre o chimbal e o groove. Mas procurem ler atentamente os textos, prestem atenção no áudio, praticando cada exemplo lentamente. Pois o importante é vocês conseguirem "swingar" dentro de qualquer fórmula de compasso, aqui no caso em 6/8, 9/8 e 12/8. Não esquecendo das contagens que podem ser feitas e que vocês devem criar seus próprios grooves dentro destas fórmulas de compasso.

Deslocamento de Tempo Bem, desta vez vou falar sobre o deslocamento de tempo. Como o próprio nome já diz, tiraremos a acentuação forte das cabeças de tempo e passaremos para a 2ª, 3ª e 4ª semicolcheias de cada tempo.Neste primeiro exemplo, repare que o bumbo e a caixa estão na cabeça dos tempos, ou seja, na primeira semicolcheia de cada um. Para ocorrer o deslocamento, vamos tirá-los da cabeça, passando-os para a segunda semicolcheia de cada tempo. Desta forma:

Lembre-se que, ao passar o bumbo e a caixa para a segunda semicolcheia, você deve diminuir o volume do chimbal. Se isso não for feito, não teremos a intenção do deslocamento, pois o ouvinte deve sentir somente o groove de bumbo e caixa, e não a condução. No próximo exemplo, passaremos o bumbo e a caixa das cabeças de cada tempo para os contras tempos, ou seja, vamos tirá-los da primeira semicolcheia e passá-los para a terceira semicolcheia de cada tempo. Desta forma:

Neste caso, lembre-se de inverter também a acentuação da condução. Assim a mão direita, que está no chimbal, passa a acentuar o contra tempo junto com o bumbo e caixa. No próximo exercício passaremos o bumbo e a caixa para a quarta semicolcheia de cada tempo, assim:

Neste caso, ao passar o bumbo e a caixa para a quarta semicolcheia, a condução deve ser igual a do exercício nº1; com um volume bem baixo, para sentirmos a intenção do deslocamento.Agora, faremos novamente os três exercícios anteriores, só que desta vez com a mão direita no chimbal aéreo (ou prato de condução). Enquanto isso, colocaremos o chimbal (com o pé esquerdo) na cabeça dos tempos. Desta forma:

Faremos o três exercícios anteriores novamente, com o pé esquerdo passando o chimbal da cabeça dos tempos para os contra tempos. Assim:

Bem, aí está. Estes estudos de deslocamento de tempo são super interessantes porque são bastante usados na construção e grooves de improviso. Repare que a mão direita está sempre em colcheias. Numa próxima oportunidade, trataremos deste assunto deslocando a condução junto com o groove. Lembre-se que o que vimos aqui são apenas exercícios. Você deve estudá-los muito, até incorporá-los. Experimente soltar o metrônomo no andamento 100bmp e improvisar um pouco utilizando estes deslocamentos. Desta forma, vou ficando por aqui e espero ter colaborado mais uma vez com os seus estudos. Eu sei que alguns exercícios são umpouco complicados, mas não desanime. Pois somente com muita dedicação e perseverança é que você poderá incorporar cada um deles. Tente aproveitar o máximo, pois como eu já disse antes, estes estudos estavam guardados à sete chaves e hoje vocês têm a oportunidade de conhecê-los de forma rápida e prática.

Grooves Lineares O conceito de groove linear é tocarmos uma levada (groove) utilizando um instrumento de cada vez. Ao invés de fazermos aquela velha

combinação de chimbal junto com a caixa e bumbo, tocamos somente o chimbal, a caixa, o bumbo, etc; sem coincidir dois instrumentos no mesmo toque. Este é um groove linear básico, tirado das três primeiras figuras do paradiddle:

Preste atenção à seguinte manulação: DED EDE. Se tivéssemos que repetir a última nota de cada grupo, teríamos o paradiddle completo. Ao invés disso, vamos acrescentar o bumbo neste espaço:

Vamos agora deslocar o bumbo:

Podemos adicionar alguns acentos para incrementar o groove:

Também podemos criar novas idéias dobrando as figuras:

Combine os diferentes grupos:

Esta é uma variação do groove anterior. Note como os acentos mudam sua característica:

Finalmente, adicione os tons, surdos, etc.

Explorando o Stick Control O famoso Stick Control, de George Lawrence Stone, editado pela primeira vez em 1935, continua sendo, ainda hoje, um dos mais importantes livros para bateria, mesmo não sendo dirigido especificamente para o instrumento. Seus exercícios foram criados para o estudo da caixa, mas podemos aplicá-los em diversas situações para a bateria toda, como veremos a partir deste artigo. Exploraremos somente as três primeiras páginas de exercícios do Stick Control, onde vemos uma série de 72 exercícios chamados de Single Beat Combinations (Combinações de Toques Simples). Esses exercícios trabalham com as possíveis combinações entre as duas mãos, representadas pelas letras R ( right - direita) e L (left esquerda). Para nós, falantes da língua portuguesa, usaremos as letras D e E. É importante entendermos que os 72 exercícios propostos podem ser agrupados, conforme as combinações usadas. Isso facilita muito o entendimento, o aprendizado e até a memorização. De início, trabalharemos com as 8 primeiras combinações. Veja abaixo: 1- D E D E 2- E D E D 3- D D E E 4- E E D D 5- D E D D E D E E 6- D E E D E D D E 7- D D E DE E D E 8- D E D E E D E D A combinação número 5 é conhecida como SINGLE PARADIDDLE, ou simplesmente PARADIDDLE. As combinações seguintes (6, 7 e 8) são versões do Single Paradiddle e se chamam, respectivamente, INWARD PARADIDDLE, REVERSE PARADIDDLE e OUTWARD PARADIDDLE. Nesses três exemplos, vemos a mesma seqüência DEDD EDEE, só que começada em pontos diferentes. Na palavra paradiddle , se dividida por duas, encontramos para , que significa dois toques alternados (DE ou ED) e diddle , dois toques repetidos (DD ou EE). A técnica usada para executarmos os toques repetidos vai variar conforme o andamento (toque simples para andamentos lentos ou médio ou duplo, para andamentos rápidos). Importante que se estude as combinações levando-se em conta o que podemos chamar de células, os pequenos grupos de quatro toques. Uma vez dominadas essas células, fica muito mais fácil executar as combinações posteriores. Como exercícios iniciais, pratique as

8 combinações com o auxílio de um metrônomo. Inicialmente corresponda cada toque a uma semínima, ou seja, todos os toques juntos com os toques do aparelho. Depois faça como colcheias, semicolcheias etc. Os exercícios podem ser feitos também só com os pés. Veja abaixo.

Experimente depois fazer os exercícios, combinando mãos e pés. Veja abaixo.

Pratique tudo em diferentes andamentos, atento à eqüidistância e intensidade dos toques. Repita cada exercício diversas vezes, antes de passar ao próximo. Antes de terminar, não poderia deixar de agradecer ao meu amigo e aluno Maggiolo por tudo que tem feito por mim e pela arte de tocar bateria. De início, trabalharemos com as 8 primeiras combinações. Veja abaixo: 1- D E D E 2- E D E D 3- D D E E 4- E E D D 5- D E D D E D E E 6- D E E D E D D E 7- D D E DE E D E 8- D E D E E D E D A combinação número 5 é conhecida como SINGLE PARADIDDLE, ou simplesmente PARADIDDLE. As combinações seguintes (6, 7 e 8) são versões do Single Paradiddle e se chamam, respectivamente, INWARD PARADIDDLE, REVERSE PARADIDDLE e OUTWARD PARADIDDLE. Nesses três exemplos, vemos a mesma seqüência DEDD EDEE, só que começada em pontos diferentes. Na palavra paradiddle , se dividida por duas, encontramos para , que significa dois toques alternados (DE ou ED) e diddle , dois toques repetidos (DD ou EE). A técnica usada para executarmos os toques repetidos vai variar conforme o andamento (toque simples para andamentos lentos ou médio ou duplo, para andamentos rápidos). Importante que se estude as combinações levando-se em conta o que podemos chamar de células, os pequenos grupos de quatro toques. Uma vez dominadas essas células, fica muito mais fácil executar as combinações posteriores. Como exercícios iniciais, pratique as 8 combinações com o auxílio de um metrônomo. Inicialmente corresponda cada toque a uma semínima, ou seja, todos os toques juntos com os toques do aparelho. Depois faça como colcheias, semicolcheias etc. Os exercícios podem ser feitos também só com os pés. Veja abaixo.

Experimente depois fazer os exercícios, combinando mãos e pés. Veja abaixo.

O Stick Control é um dos mais famosos livros sobre estudo de caixa. Contudo, há muitas maneiras de aplicarmos seus exercícios na bateria. Vamos falar aqui somente sobre a sua primeira parte, que trata das combinações das mãos (Single Beat Combinations). Na caixa Primeiramente devemos estudar os exercícios como o autor pede. Ou seja, estudar cada exemplo separado na caixa, pelo menos 20 vezes, ou quantas vezes forem necessárias para condicionar a mente e os músculos à combinação proposta. Não se esqueça de trabalhar em vários andamentos (velocidade) e dinâmicas (força), sempre com o metrônomo. Nos pedais Podemos fazer o mesmo aplicando as combinações nos pedais. Vamos usar a mão direita para marcar os tempos. • Bumbo e chimbal:

• Dois bumbos:

Bumbo e caixa Vamos fazer uma combinação tocando todos os "R" no bumbo e os "L" na caixa. • Com a mão direita marcando os tempos:

• Espalhando as mãos pelos tambores e pratos:

Aplicando ostinato nos pedais Toque a combinação na caixa e aplique um padrão (ostinato) nos pedais. Este exercício gera 7 combinações. • As duas mãos na caixa, o ostinato no bumbo e o chimbal com o pé na cabeça dos tempos:

• As duas mãos na caixa, o ostinato no bumbo e o chimbal com o pé nos contra tempos:

• As duas mãos no chimbal e o ostinato no bumbo:

• A mão direita no Ride, a mão esquerda no chimbal e o ostinato no bumbo:

• A mão direita no chimbal, a mão esquerda na caixa e o ostinato no bumbo:

• A mão direita no Ride, a mão esquerda na caixa, o ostinato no bumbo e o chimbal com o pé na cabeça dos tempos:

• A mão direita no Ride, a mão esquerda na caixa, o ostinato no bumbo e o chimbal com o pé nos contra tempos:

É importante lembrar que, nem todos os exercícios soam de um amaneira musical. Na verdade, a maioria deles serve como exercícios de interdependência. Cabe ao músico fazer suas pesquisas e adaptações para conseguir o resultado final que é FAZER MÚSICA!

Variações com o ritmo “Songo” Nesta aula vou mostrar como variar o ritmo Songo. Este ritmo é muito conhecido no meio da galera. Ele é o primeiro lembrado quando algum companheiro de banda fala: “Hei fulano, puxa uma salsa”. Você pode estar imaginando: “o Gerson está viajando, eu nunca ouvi falar de Songo...”. Bom então este é o momento!Separei nesta aula, quatro exemplos de variações de Songo. O primeiro exercício é a levada principal de onde iremos partir. Perceba que todos os exercícios desta aula tem a mesma frase rítmica e muda somente a sua colocação nas peças. Coloquei as manulações, que também se repetirão. Vale lembrar que as notas em parênteses são chamadas “notas fantasmas”, ou seja, são notas tocadas muito fracas.

Substituiremos agora a mão direita que estava no chimbal, alternando um tempo condução e no outro surdo.

Agora as notas que eram fantasmas serão substituídas pelo chimbal e as acentuadas permanecerão na caixa.

Vamos neste colocar as cabeças de tempo na caixa conduzida com a mão direita e a mão esquerda fará seu mesmo papel só que no aro da caixa. Lembre-se! Ao bater na caixa não tire o apoio da mão esquerda da caixa.

No quinto exercício ainda usaremos o padrão rítmico do tradicional do Songo. Distribuiremos a mão direita na condução e a mão esquerda variando entre chimbal e caixa.

O sexto tem um detalhe que vou mostrar separadamente.

Veja acima que uso a mão direita no chimbal e a caixa circulada será baqueta com baqueta aplicando movimento com a mão direita em cima da mão esquerda. O símbolo do aro normal é executado com a mão esquerda. Segue as fotos para exemplificar melhor. O movimento quando fazemos o aro normal.

O movimento do aro “circulado” na partitura, o encontro de baqueta com baqueta. O próximo exercício terá a aplicação de três caixas no início no começo e depois seguindo a levada no chimbal.

No último teremos a levada padrão do Songo alternando condução e chimbal. Cuidado com a abertura de chimbal com a mão esquerda!

Exercício de estruturação no Samba Nesta aula estaremos vendo estruturação no samba.O objetivo destes exercícios é que você trabalhe com o ostinato de samba com os pés, e se solte as partes das mãos aplicando variadas frases na caixa. Como faremos: 1. Vamos trabalhar com o ostinato de samba nos pés:

2. Agora mantendo este ostinato, aplicaremos várias possibilidades de caixa como segue abaixo:

Samba Bom, vamos começar o ano de 2002 batucando um dos ritmos mais conhecidos do planeta, o SAMBA, o mais popular do Brasil, porém um dos mais difíceis para os bateristas tocarem. Porque? Na minha opinião é um dos ritmos que mais exige independência e técnica na execução, mas nada disso é tão importante quanto a alma brasileira na hora de tocar. Caso contrário! Não é samba não, você tem que batucarrr... Conhecido em todo o mundo pelos famosos carnavais do Rio de Janeiro e, mais recentemente, de Salvador, Recife e Olinda, o samba, enquanto expressão musical, tornou-se um símbolo do Brasil. Samba é dança popular e gênero musical derivado de ritmos e melodias de raízes africanas, como o lundu e o batuque. A coreografia é acompanhada de música em compasso binário e ritmo sincopado. Como gênero musical urbano, o samba nasceu e desenvolveu-se no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX. Em sua origem, uma forma de dança, acompanhada de pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, foi divulgado pelos negros que migraram da Bahia na segunda metade do século XIX e instalaram-se nos bairros cariocas da Saúde e da Gamboa. A dança incorporou outros gêneros cultivados na cidade, como polca, maxixe, lundu, xote etc., e originou o samba carioca urbano e carnavalesco. Depois o samba sofreu varias transformações ao longo das décadas, passando pelo Samba-Canção (1920), Samba-Choro e Samba de Breque (1930), Samba de Gafieira e Samba-Enredo (1940). E com a Bossa Nova, que surgiu no final da década de 1950, tornando-se mundialmente conhecida a partir de 1962 com Tom Jobin, fez com que o samba se afastasse de suas raízes populares, mas o retorno à batida tradicional do samba ocorreu no final da década de 1960 e ao longo da década de 1970 e foi brilhantemente defendido por Chico Buarque de Holanda, Billy Blanco e Paulinho da Viola e pelos veteranos Zé Kéti, Cartola, Nelson Cavaquinho, Candeia e Martinho da Vila.O pagode, que apresenta características do choro e um andamento de fácil execução para os dançarinos, encheu os salões e tornou-se um fenômeno comercial na década de 1990. Nesta mesma época destaca-se o samba-reggae criado na Bahia (Pelourinho), fusão da batida do samba baiano com a batida do reggae jamaicano criando um ritmo envolvente, e fez com que o Grupo Olodum percorresse o mundo divulgando o jeito, o swing, a energia do povo brasileiro. Paul Simon, Michael Jackson , Daniela Mercury, entre outros aderiram ao ritmo.Nos dias de hoje tem uma rapaziada misturando o ritmo de samba com acid-jazz, drum n' bass, trip-hop, hip-hop, enfim samba com a música eletrônica. É isso aí! O samba pede passagem, rompe fronteiras e nunca sai de moda.Um dia desses ouvi uma galera da região da Amazônia tocando um tal de Samba-do-Cacete, é uma batucada feita com pedaços de pau (madeira derivada das árvores da região). Olha! A batida é literalmente do cacete. CD'S de bateras que contribuíram para o samba na bateria: • Zimbo Trio - "35 Anos Ao Vivo" - Gravadora Movie Play - Baterista Rubens Barsoti

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Milton Banana Trio - "Balançando" - Grav. EMI Luciano Perrone - "Batucada Fantástica" - Grav. Musidisc Edson Machado - "É Samba Novo" - Grav. Columbia/Sony Music

Tamba Trio - "Tamba Trio Classics" - Grav. BMG - Baterista Elsio Milito O samba originalmente escreve-se em 2/4 (compasso binário), mas deste caso vamos representa-lo em 2/2. É o mesmo que quaternário na escrita, mas binário na interpretação. SAMBA 103bpm: O segundo bumbo é sempre tocado intencionalmente mais forte.

SAMBA-REGGAE 103bpm

BATUCADA 137bpm: Aplicar rimshot (pele e aro) nas notas acentuadas.

Samba-Rock Depois de vários nomes como sacundin sacunden, jovem samba, sambalanço, a batida urbana criada por Jorge Ben Jor, firmou-se a partir dos anos 70 como samba-rock ou suíngue. O samba tradicionalmente tocado em compasso binário (2/4) passou a ser em compasso quaternário (4/4) do rock e da soul music. O ritmo agregou-se aos instrumentos elétricos das bandas da jovem guarda.O samba-rock influenciou artistas como Tim Maia que gravou a música "Gostava Tanto de Você" , Jorge Ben Jor com o disco " A Banda do Zé Pretinho" (1978), Bebeto " O Negócio é Você Menina", entre outros . Em São Paulo, os bailes de periferia também ferviam ao som do

samba-rock-suíngue, de nomes como o Trio Mocotó (que originalmente acompanhava Jorge Ben Jor), Copa 7, Luiz Vagner , Branca Di Neve (falecido em 1989), Carlos Dafé, Dhema, entre outros. Já nos anos 80, a diva do soul brasileiro, Sandra de Sá, teve um flerte com a cena do suíngue com as músicas " Olhos Coloridos" e " Enredo do Meu Samba ", mas infelizmente o estilo ficou restrito aos bailes, o samba-rock pouco avançou em termos de reconhecimento nos anos 80, exceto pela reconexão de samba e rock ensaiada pelo roqueiro Lobão e Ivo Meirelles do Funk'n'Lata. Nos anos 90 o ritmo teve uma ascendência com os grupos de pagode, alguns deles, porém, chegaram a retomar as referências do samba-rock, como é o caso do Art Popular na música " Agamamou" e o Molejo " Samba Rock do Molejão" .

Grooves de Samba Gostaria de apresentar a vocês algumas dicas diferentes de "grooves" de samba. Essa maneira de pensar tem como base os mesmos padrões de um samba tradicional, só que em membros diferentes. Então vamos ver algumas destas idéias: A mão esquerda irá fazer no aro da caixa o padrão que é normalmente feito no bumbo:

O bumbo irá fazer o padrão do Samba Funk:

ou

A mão direita fará o " Telecoteco " no prato ou no cowbell . Aí vão três sugestões para a mão direita:

O pé esquerdo marca o tempo ou o contratempo com o chimbal . Particularmente prefiro a marcação feita na cabeça de tempo (tendo em vista que o andamento é rápido), pois fica mais suingada. Agora veremos 3 exemplos de levadas aplicando estas idéias acima mencionadas:

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