Como Escrever Uma Tese - Sônia Vieira - Corrigida

April 19, 2019 | Author: Floyder | Category: Postgraduate Education, Master's Degree, Ciência, Theory, Statistics
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Atenção – o texto não compreende a 5 ed.

AGRADECIMENTOS É obrigação do autor agradecer às pessoas que o ajudaram em seu trabalho. No caso deste livro, agradecer não é apenas uma obrigação, mas também um prazer. Pois foi um prazer discutir este texto com os alunos dos cursos de pós-graduação da FOPUNICAM UNICAMPP. Interr Interromp ompend endoo mi minha nha exposi exposição ção repeti repetidas das vezes, vezes, eles eles coment comentara aram, m, argüiram, criticaram, aplaudiram aplaudiram e repudiaram posições - sempre com muita vontade de ajudar. Mas é também com prazer que registro meus agradecimentos a José Merzel, Hélio Frota Vieira, Ivany Aparecida Lombardo, Maria Ignez Guerra Molina, Thomas Joseph Burke e Francisco Gomes de Mattos - professores que leram meus manuscritos,  para dar as impressões de quem trabalha do lado de lá. Deles ouvi, em conversas compridas, a crítica justa e perspicaz que só pode ser feita por quem entende do riscado. A lista de agradecimentos não ficaria, porém, completa se eu não agradecesse, com satis satisfaç fação, ão, a ilu ilustr straçã açãoo do li livro vro,, feita feita com com mui muita ta criat criativi ividad dadee por Márcio Márcio Vieira ieira Hoffmann, e os serviços de processamento de texto, feitos com a competência de sempre por Ives Antonio Antonio Corazza. As As pessoas que concluem o curso de terceiro grau ou "curso superior" recebem um diploma que lhes confere o direito de exercer a profissão que escolheram. Algum Algum tempo atrás o formando recebia, além do diploma, um "anel de formatura" com a pedra específica de sua profissão, e passava a ser chamado de "doutor". Hoje, recebem o tratamento precípuo de "doutor" apenas os médicos e menos comumente - advogados e engenheiros. Já as carreiras mais modernas, como Computação e Estatística, não merecem do público tal distinção. Também não são cham chamad ados os de "dou "douto tor" r" os prof profis issi sion onai aiss de carre carreir iras as anti antiga gass como como Farmá Farmáci cia, a, Enfermagem e Pedagogia. Mas quem deve ser considerado doutor, hoje, no Brasil? Na universidade, é doutor quem defendeu tese de doutorado. E o título de doutor vale para qualquer carreira acadêmica: Medicina, Estatística, Direito ou Psicologia. Em outros  países, no entanto, e nos Estados Unidos, em particular, distinguem-se os doutores de áreas como Biologia, Arqueologia, Economia e Matemática, que recebem o título de PhD (Philosophiae Doctor ou Doctor of Philosophy) dos doutores da área médica que recebem o título de MD (Medicinae Doctor ou Doctor of Medicine). Mas o que significa "defender" uma tese? Tendo terminado o curso de graduação, o formando ou mesmo o profissional mais antigo - pode candidatar-se a um curso de pós-graduação.   Não existem vestibulares. Os cursos mais procurados têm, no entanto, um sistema  próprio para a seleção de alunos'. São candidatos naturais os professores universitários universitários e os pesquisadores em início de carreira, além de estudiosos, em geral. Mas podem candidatar-se aos cursos de pós-graduação todos aqueles que pretendem aperfeiçoar-se em ramos específicos do conhecimento. Na escolha do curso, o candidato precisa levar  em conta a própria formação. Por exemplo, só fazem pós-graduação em Ortodontia os dentistas, dentistas, e em Fitopatologia os engenheiros-agrônomos ou profissionais de áreas muito afins. Certos "cruzamentos" são, no entanto, interessantes: um médico pode fazer pósgraduação em Bioquímica; um engenheiro-agrônomo, engenheiro-agrônomo, em Economia; um administrador  de empresas, em Estatística. E esses profissionais "cruzados" são extremamente úteis,  porque têm visão de duas carreiras. De qualquer forma, convém saber que existem cursos de pós-graduação em dois níveis, isto é, ao nível de mestrado e ao nível de doutorado. Os cursos de mestrado dão título de mestre. Em geral, exigem que os alunos cursem algumas disciplinas e defendam uma dissertação. Já os cursos de doutorado que são em menor número, dão o título de doutor. Em geral exigem que os alunos sejam

 portadores do título de mestre, cursem algumas disciplinas e defendam uma tese.l.l - O que é uma tese? Tese é o trabalho apresentado à universidade pelo candidato ao título de doutor, para a obtenção do título. O trabalho é..... Já existem até exames de seleção. Na área de Economia a seleção dos alunos é feita através de exame nacional, a cargo da ANPEC - Associação Nacional de pós-graduação em Economia. Mas na maioria dos cursos a seleção dos alunos ainda é feita dentro do próprio departamento em que o curso é ministrado. Os critérios de seleção variam, mas em geral se baseiam em notas de   provas e entrevistas, além de cartas de recomendação. AS QUESTÕES BÁSICAS 3feito sob a orientação de um pesquisador experiente, denominado orientador. A tese é escrita de maneira convencional e impressa em formato padrão. Depois, é submetida à apreciação de uma comissão julgadora e defendida publicamente. Durante a defesa de tese, cada componente da comissão  julgadora faz objeções ao trabalho do candidato, que então se defende, contra-argumentando. Depois, a comissão avalia a atuação do candidato e dá o veredicto: a tese está ou não aprovada.  Nas universidades brasileiras, convencionou-se convencionou-se usar o termo tese para designar apenas trabalhos de doutorado. Os trabalhos feitos com a finalidade de obter o título de mestre - embora sigam o mesmo  padrão das teses recebem o nome de dissertação. Mas nem toda tese é melhor do que qualquer dissertação. dissertação. Existem teses ruins, que parecem ter  sido escritas para irritar quem as lê, e existem dissertações excelentes, que demonstram trabalho meticuloso e inteligente. 1.2 - Em quanto tempo se escreve uma tese : Não se escreve uma tese em menos de seis meses. Tampouco é preciso mais de dois anos, para escrever uma tese. Se você está trabalhando há mais de dois anos e ainda não conseguiu escrever sua tese, faça uma avaliação avaliação honesta da situação. O calcanhar de Aquiles será identificado se for dada resposta negativa a uma das seguintes questões: a) você sabe fixar limites razoáveis para seu próprio trabalho?  b) você tem boa redação? c) você tem gosto e aptidão para o trabalho acadêmico? 2. O orientador precisa ser credenciado pela coordenadoria do curso. Para isso, precisa ser doutor e já ter publicado alguns trabalhos. Na maioria dos cursos, apenas os professores são credenciados. Não se credenciam profissionais profissionais de outros departamentos ou instituições porque o serviço de orientação não é pago. Então, orientar é trabalho dos   própr próprios ios profe professo ssores res do curso. curso. Por out outro ro lado, lado, você você só conseg conseguir uiráá defender uma tese de bom nível em período curto se tiver: a) acesso a uma boa biblioteca  b) domínio do idioma em que estão publicados os principais trabalhos sobre o tema c) redação fácil d) conhecimentos básicos sobre metodologia de pesquisa e) boa vontade do orientador  f) pessoal auxiliar (datilógrafos, desenhistas, encadernadores). encadernadores).

1.3 - Como se escolhe o tema da tese? Quem escreve uma tese é, quase semp sempre re,, jove jovem m - por por volt voltad ados os 30 anos anos - e tem tem algu alguma ma ambi ambiçã çãoo acadêmica. Por conta dessas características, às vezes são propostos temas muito difíceis. Por exemplo, um estudante poderia pensar em escrever  uma tese intitulada "A Economia brasileira hoje". O tema seria excelente excelente   para um livro, mas é ambicioso demais para uma tese. Então, seja razoável: escolha um tema delimitado e específico ou - que é o mesmo siga este conselho, escrito em um livrinho destinado aos pesquisadores das áreas de ciências e relatado por Umberto Ecco: O tema "Geologia" é muito amplo. "Vulcanologia", que é um ramo da Geologia, ainda é por  demais extenso. "vulcões do México" seria melhor, mas o trabalho resultaria superficial. Já "A história de Popocatepell" - o vulcão que  provavelmente foi escalado por um dos homens de Cortez em 1519 e teve erupção violenta em 1702 - daria-tese de maior valor. No entanto, melhor seria um tema limitado a um período mais curto, como por  exemplo, "O nascimento e a morte aparente de Parucutin", pois Parucutin é um vulcão que só durou de 1943 a 1952 3.Também 3.Também é importante que o tema da tese esteja enquadrado na linha de  pesquisa do orientador. Se seu orientador trabalha em genética de milho, não insista em estudar genética de abelhas. Você pode até achar que o tema é, basicamente,o mesmo. No entanto, você não teria as mesmas facilidades de financiamento, bibliografia e laboratório, mesmo que seu orientador superasse a si mesmo, ou que você superasse as deficiências dele. Para não arriscar o certo pelo duvidoso, escolha um tema de tese no âmbito de conhecimentos do seu orientador  4.Depois de escolher o tema, verifique se, pelo menos em linhas gerais, suas posições coincidem com as do seu orientador. orientador. Profissionais de áreas distintas tratam o mesmo tema sob aspectos distintos, mas profissionais da mesm mesmaa área área pode podem m trat tratar ar o mesm mesmoo tema tema sob sob pont pontos os de vist vistaa totalmente divergentes. Por exemplo, o tema "O menino de rua" seria visto sob aspectos diferentes por psicólogos, médicos e advogados, mas   poder poderia ia ser tratad tratadoo sob persp perspect ectiva ivass ideoló ideológic gicas as difere diferente ntess por por doi doiss sociólogos da mesma instituição 5. Então, escolhido o tema da tese se você achar que seu orientador tem opiniões opostas às suas, talvez seja melhor mudar de orientador  .3. Diz Umberto Ecco que aconselharia o último tema desde - é claro que o aluno escrevesse tudo que se sabe sobre o "maldito vulcão". In: ECCO, V. Como se faz uma tese. São Paulo, Perspectiva, 1983. 4. O  processo de designar o aluno para o orientador, ou o orientador para o aluno,varia de instituição para instituição, mas em geral o aluno não escolhe - é escolhido, por critérios dos mais diversos: ao acaso, por  recomendação ou por simpatia pessoal. Só algumas vezes leva-se em cons consid ider eraç ação ão,, ness nessee proc proces esso so,, o tema tema que que o alun alunoo gost gostar aria ia de desenvolver. 5. Em áreas técnicas também ocorrem discordâncias. Por  exemplo, na área de Odontologia um orientador pode sugerir um projeto cientificamente cientificamente correto, porém não-ético do ponto de vista do aluno. Mas o aluno só deve fazer o que pode e quer defender. 6. Embora o aluno

  possa possa pedir pedir mudanç mudançaa de orien orientad tador or,, convé convém m avali avaliar ar a atitu atitude de com cuidado. cuidado. Em alguns alguns departame departamentos ntos acirram-s acirram-see disputas disputas internas internas,, que   podem prejudicar o aluno. E, para terminar, um conselho que vale o  preço deste livrinho: se você quer escrever uma tese, escolha um tema limit lim itado ado,um ,um orient orientado adorr razoav razoavelm elment entee compet competent entee e media medianam nament entee equilibrado, e trabalhe com afinco, mas sem muita pretensão. Afinal, você vai apenas escrever uma tese - não vai abalara ciência, nem salvar o mundo. 1.4 - De que partes se compõe uma tese? A estrutura de uma tese é sempre a mesma - não importa se a tese é na área de Odontologia, Agro Agrono nomi miaa, Quí Quími mica ca,, Arque rqueoologi logiaa,Psi ,Psiccolo ologia gia ou Medi Medici cinna. Recomendam-se as seguintes partes: a) Parte pré-textual ou preliminar Capa Página de guarda Página de rosto Dedicatória Agradecimentos Agradecimentos Sumário Resumo Summary  b) Parte textual ou Texto Introdução Revisão da literatura Materiais e métodos Resultados Discussão Conclusões d) Parte pós-textual ou Material de referência Referências Apêndice Índice Nem todas as subdivisões são, porém, obrigatórias. Por exemplo, uma tese pode não ter "Dedicatória" - é opção do autor -ou não ter  "Sum "Summa mary ry"" (resu (resumo mo em ingl inglês ês)) por por dete determi rmina naçã çãoo da inst instit itui uiçã ção. o. Também pode não ter "Índice" ou não ter "Apêndice", por não ser  nece necess ssár ário io.. Po Porr outr outroo lado lado,, as subsub-di divi visõ sões es do text textoo - que que são são  praticamente obrigatórias em ciências experimentais - podem não ser  indicadas para desenvolver determinados temas em Ciências Exatas e em Direito.De qualquer modo, este livro ensina você como escrever uma tese. Não é, porém, um manual, nem deve ser seguido à risca: você terá sempre que consultar seu orientador. Mas este livro ensina por onde começar... 2,OS CAPITULOS USUAIS Para organizar o conteúdo de cada capítulo da sua tese, convém que você veja sua pesquisa como resposta a uma pergunta. depois, tente responder: a) qual é a pergunta? b) como você procurou resposta para a pergunta? pergunta? c) quais foram seus achados? d) o que significam esses achados? Você responde qual é a pergunta no capítulo "Introdução"; você diz como  procurou a resposta para a pergunta no capítulo "Materiais e Métodos"; você mostra o que achou no capítulo "Resultados" e você discute o que significam seus achados no capítulo "Discussão".A penas como exemplo, imagine que um pesquisador quer saber se corpos sólidos com pesos diferentes caem, em queda livre, com a mesma velocidade. Você tem aí a  pergunta que,na tese, seria colocada na "Introdução". Suponha agora que,  para responder à pergunta, o pesquisador fez o seguinte experimento: soltou juntos dois corpos sólidos, um com 1 kg e outro com l0 kg, do alto da Torre de Piza. Você tem aí "Materiais1 e Métodos". Se as pessoas que circulavam ao pé da Torre viram os dois corpos chegarem ao solo   pra prati tica came ment ntee ao mesm mesmoo temp tempoo estã estãoo aí os "Res "Resul ulta tado dos" s".. E o que que signif significa icam m esses esses Resul Resultad tados" os"?? Bem, Bem, eles eles contr contradi adizem zem as idéias idéias de

Aristóteles, segundo as quais os corpos têm, em queda livre, velocidade   proporcional ao próprio peso. Você tem aí a "Discussão". Além dos capí capítu tulo loss "Int "Intro rodu duçã ção" o",, "Mat "Mater eria iais is e Méto Método dos" s" "Res "Resul ulta tado dos" s" e "Discussão", as teses têm, em geral, outros dois capítulos: "Revisão da Literatura" e "Conclusões". Alguns orientadores, no entanto, argumentam que a "Revisão da Literatura" é parte da "Introdução", porque ninguém   pode fazer uma pergunta sem explicar o que já se conhece sobre o assunto. Outros acham que as "Conclusões são parte da Discussão''  porque dela decorrem. Mas existem orientadores que recomendam - além dos dos seis seis capí capítu tulo loss usua usuais is - um outr outro, o, inti intitu tula lado do "Pro "Propo posi siçã ção" o" ou "Defin "Definiçã içãoo do Proble Problema ma". ". Consul Consulte te seu orient orientado ador, r, para para conhec conhecer er a opinião dele sobre essa questão. As divergências não param, porém, por  aqui aqui.. Os capí capítu tulo loss "Res "Resul ulta tado dos" s" e "Dis "Discu cuss ssão ão"" tamb também ém gera geram m controvérsia. Existem aqueles que os querem juntos, e aqueles que os quererem separados. O usual é separar o que se achou ("Resultados do que significam os achados ("Discussão"). Aqueles que os querem juntos dizem que é preciso explicar o significado do que se achou no momento em que se apresentam os achados.Também se discute a terminologia: há quem prefira "Revisão da Literatura" e "Metodologia" a "Revisão da Literatura" "Materiais e Métodos", respectivamente. Por isto tudo, antes começar a redigir a sua tese, discuta o assunto com seu orientador. orientador. Aliás, sua tese poderá ser organizada de maneira totalmente diversa se versar,  por exemplo, sobre estudo de caso, e7. Todos os corpos caem. no vácuo, com a mesma velocidade e o espaço percorrido por um corpo, em queda livre, é proporcional ao quadrado do tempo de queda (eg. 2). Essa lei foi estabelecida por Galileo Galilei, no século XVII, com base no famoso experimento da Torre de Piza - um marco na história da ciência porque foi a primeira vez que um cientista fez um experimento prático para testar suas idéias. Na época, foi levado a sério. Acreditava-se Acreditava-se na teoria de Aristóteles. Aristóteles. In: RUSSEL, B.A. A perspectiva científica. científica. 4' ed. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1977.12 disciplina clínica, ou demonstrar  um teor teorem ema, a, na Mate Matemá máti tica ca.. Mesm Mesmoo assi assim, m, as li linh nhas as mest mestra rass de orga organi niza zaçã ção, o, apre aprese sent ntad adaa aqui aqui - mais mais um umaa boa boa conv conver ersa sa com com seu seu orientador - ajudará você a escrever sua tese. Então veja o que você deve escreve em cada capítulo. 2.1 2.1 – Intr Introd oduç ução ão A "Int "Intro rodu duçã ção" o" deve deve dar dar ao leit leitor or a info informa rmaçã çãoo necessária para entender de que assunto trata a sua tese, sem precisar  recorrer outras fontes. Para ajudar você a escrever a Introdução aqui estão algumas perguntas que, se bem respondidas, darão forma a esse capítulo.a) de que assunto trata a sua tese? b) porque é importante tratar  esse assunto? c) como você tratou o assunto? d) qual é o seu objetivo? É fáci fácill ente entend nder er por por que que esta estass perg pergun unta tass prec precis isam am ser ser resp respon ondi dida das. s. Primeiro, lembre que a finalidade da "Introdução" é introduzir. Então, nada mais lógico do que começar explicando a que assunto trata a sua tese. Afinal, ninguém pode se interessar por um assunto - por mais interessante que ele seja - se não souber qual é o assunto. Então venda seu peixe já de início. Depois, explique a importância do assunto que

você tratou, seja ela de natureza econômica, social, religiosa, histórica, cien cientí tífi fica ca ou prát prátic ica. a. E busq busque ue todo todoss os argu argume ment ntos os que que poss possam am convencer :O assunto é pouco conhecido? É desconhecido no Brasil? É controvertido? Melhora a qualidade de vida? Traz divisas para o País. Existem dúvidas sobre aspectos específicos? Enfim, ache as razões que levaram você a estudar tanto - e explique essas razões.Também não deixe de explicar como você tratou o assunto de sua tese. Não é preciso dar  todo todoss os porm pormen enor ores es da meto metodo dolo logi giaa que que é assu assunt ntoo do capí capítu tulo lo "Materiais e Métodos". Mas, pelo menos em linhas gerais, deixe claro o modus faciendi do seu. Depois, exponha o objetivo da sua tese, isto é, explique a proposição que você pretende defender. Em alguns cursos é até obrigatório que o objetivo da tese constitua uma seção à parte, sob o título "Proposição". Mas existe controvérsia sobre a forma de redigir o objetivo. Você pode escrever, por exemplo: "A finalidade deste trabalho é testar a hipótese de que duas aplicações tópicas de flúor, no decorrer do ano escolar, diminuem a incidência de cáries em crianças na idade de dentição mista".Essa mista".Essa maneira de redigir é bastante comum e talvez seja a maneira preconizada pelo seu orientador. Note, porém, que a redação sugere trabalho em fase de projeto. Mas, se você já começou a escrever  sua tese, é porque o trabalho está em fase de execução, não é mesmo? Alguns orientadores no entanto argumentam que a "Introdução", por ser  o prim primei eiro ro capí capítu tulo lo da tese tese,, deve deve ser ser escr escrit itaa quan quando do aind aindaa se desconhecem os "Resultados". Mas ninguém deve começar a escrever  um trabalho pelo primeiro capítulo, e – mesmo que o fizesse - capítulo de tese não é capítulo de novela de televisão, que não pode ser modificado depois que foi ao ar...Outros orientadores entendem que o objetivo não  pode ser redigido como se a tese ainda estivesse em fase de projeto. Exigem então o verbo em outro tempo, isto é, no passado. Se for esta a opinião do seu orientador, você deve escrever, por exemplo: "O objetivo deste trabalho foi verificar se a inflação cresce com o déficit público". Mas o leitor não sabe, quando lê esse objetivo, que proposição você  pretende defender. defender. Afinal, a inflação cresce, ou não cresce, com o déficit  público? Pois há quem use essa crítica como defesa. Argumenta-se Argumenta-se que o objetivo deve despertar o interesse do leitor. Trabalho científico não é, contu contudo, do, novela novela pol polic icial ial.. O inter interess essee da litera literatur turaa cient científi ífica ca não não é esta estabe bele lece cerr um clím clímax ax,, mas mas dar dar ao leit leitor or cond condiç içõe õess para para julg julgar ar a qual qualid idad adee da info informa rmaçã ção, o, repr reprod oduz uzir ir o trab trabal alho ho e veri verifi fica carr se as conclusões são convincentes. convincentes. Nesse sentido, é bom que as cartas estejam na mesa. Ou seja, é melhor escrever, por exemplo: "Este trabalho mostra que o crédito rural favoreceu a modernização da agricultura, na década de 1970". Escrito dessa forma, o objetivo da tese exibe a proposição que você, de público, se propõe a defender para virar doutor. Mas não tenha dúvida: essa maneira de redigir o objetivo será criticada. Dirão que isso não é o objetivo - mas a conclusão da sua tese. A idéia de uma   propo proposiç sição ão inici inicial al igu igual al a uma conclu conclusã sãoo final final é, porém, porém, antiga antiga e corrente. Basta lembrar os teoremas de Matemática que tem uma tese  por exemplo: ` A soma dos ângulos internos de um triângulo é 180°"... que que deve deve ser ser demo demons nstr trad ada. a. E, quan quando do isso isso acon aconte tece ce,, escr escrev evee-se se

alegre alegremen mente te ao final final c.q.d. c.q.d. (como (como quería queríamos mos demons demonstra trar) r) ou, mais mais esnobemente, q.e.d. (quod eramus demonstrandum).Mas seu orientador  deve ter opinião formada sobre o assunto9. E se ele acha que o objetivo de tese deve ser escrito com proposta de trabalho, adote a velha técnica de só identifica o assassino no final do último capítulo... 2.2 - Revisão da literatura Para escrever uma tese, é preciso ler. Então leia tudo o quanto puder sobre sua área de trabalho, mas leia também sobre assun8. Como bem colocou Robert A. Day que foi, durante 19 anos, editor da Sociedade Americana de Microbiologia: "Em ciência é  preciso dizer já de início que o assassino é o mordomo...". In: DAY, R.A. How to Write and Publish a Scientific Paper. 2' Ed Filadélfia, Isi Press, 1983.9. Um aluno não deve atropelar seus princípios apenas para agradar  - ou mesmo para obedecer seu orientador. Mas os aspectos meramente formais da tese devem ser decididos pelo orientador orientador que, em geral, segue as regras da instituição ou, na falta delas, suas próprias idiossincrasias (e não há como mudá-las).OS Capítulos USUAIS 15tos correlatos e sobre assuntos básicos, como estatística e metodologia científica. Não encare a leitura como perda de tempo,mas como investimento na sua formação de  pesquisador. Onde você acha o que ler? Nas bibliotecas e nas livrarias, é claro.As pessoas que gostam de estudar vão às bibliotecas e livrarias   procurar livros e revistas que nem mesmo sabem que existem.Então aprenda a "ir à biblioteca" e "visitar as livrarias". Você pode procurar  determ determina inado do liv livro ro que lhe foi recome recomenda ndado, do, mas pode pode també também m só  pesquisar. No início, seu orientador indicará o que você deve ler -livros, revistas, separatas. Afinal, ele é o especialista na área.Então ele fará a "pergunta" que deve dar origem à sua tese.Ao especialista na área ocorrem perguntas e respostas até mesmo nas horas mais impróprias. Basta lembrar a história da descoberta,feita por Arquimedes, de que a densidade de um corpo é inversamente proporcional ao volume de água  por ele deslocado.Segundo se conta, Hieron, Rei de Siracusa, queria uma coroa. Entregou então um certo peso de ouro a um ourives,para que lhe fizesse uma coroa de igual peso. No prazo estipulado, o rei recebeu a coroa, que pesava o combinado. Surgiram,porém, rumores de que o ourives havia substituído parte do ouro por prata. O rei então encarregou Arquimedes de responderá questão: questão: a coroa do rei é de ouro puro ou é de ouro e prata?Arquimedes prata?Arquimedes passou a pensar no problema continuadamente. E certo dia, quando foi à casa de banhos e entrou na banheira cheia d'ág d'água ua,, ente entend ndeu eu que que o volu volume me de água água que que tran transb sbor orda dava va era era  proporcional ao peso da parte de seu corpo imersa em água.Eufórico por  ter atinado com a forma de resolver seu problema,pulou da banheira e, ainda ainda nu, saiu saiu corren correndo do e grita gritando ndo "Eurek "Eureka!E a!Eure ureka ka!" !" (que (que signi signific ficaa "Achei! Achei!"). Conta a história que Arquimedes provou assim que na coroa do rei havia muita prata.10. A história da descoberta da "Lei de Arquimedes" foi contada pelo arquiteto romano Vitruvius, que viveu no começo da era cristã, isto é, cerca de duzentos anos depois do famoso sábio. Mas os escritos de Arquimedes a corroboram. In: BEVERIDGE,W.J.B. Sementes da descoberta científica. São Paulo, T.A.

Queiro Queirozz Editor Editor-ED -EDUSP USP,, 1981.O 1981.OS S CAPÍTU CAPÍTULOS LOS USUAIS USUAIS Poi Poiss você você também irá gritar "Eureka!" quando encontrara resposta à pergunta feita  pelo seu orientador. Mas, é preciso trabalhar. Então, a partir do material   bás básic icoo que que seu seu orie orient ntad ador or lhe lhe forn fornec eceu eu,, e de algu alguma mass suge sugest stõe õess adicionais, comece a revisar a literatura por conta própria. Para isso,  procure nos artigos que seu orientador recomendou as palavras-chave ou uni termos (key words). Depois, vá à biblioteca e procure as palavraschave no fichário por assuntos. É preciso, porém, certa intuição. Se você está interessado em "Ética na pesquisa médica", não procure apenas "Ética". "Ética". Veja também também "Pesquis "Pesquisaa médica", médica", "experime "experimentaç ntação ão humana", humana", "Exp "Exper erim imen enta taçã çãoo com com sere seress huma humano nos" s"," ,"Ex Expe peri rime ment ntos os médi médico cos" s",, "Cobai "Cobaias as humana humanas", s", "Hist "Históri óriaa da Medici Medicina" na".. Se achar achar um texto texto de interesse, veja as referências bibliográficas contidas nesse texto. Essas referências, por sua vez, vão proporcionar novas referências. E você logo verá que tem muito o que ler.Na dúvida, procure os bibliotecários que são sempre muito prestativos. Informe-se sobre os serviços que podem ser oferecidos a você - como empréstimos de livros de outras bibliotecas, cópias Xerox de artigos de revistas assinadas por outras bibliotecas, acesso à informação bibliográfica por computador.Peça, quando precisar, ajuda para a localização de documentos.E aprenda, com os bibliotecários, a usar usar obra obrass de refe referê rênc ncia ia como como catá catálo logo gos, s, manu manuai ais, s, anuá anuári rios os e resumo resumos.N s.Não ão se restri restrinj nja, a, porém, porém, a uma só bib biblio liotec teca, a, nem busqu busquee  bibliografia só na universidade. Procure outras fontes de informação. Afinal, se você pretende escrever uma tese sobre deter-minado assunto,   precisa estar muito bem informado sobre ele.Procure informações na imprensa diária, como artigos de jornais se revistas, e programas de televisão. Ou, ainda, em atas de sociedades, em livros de empresas, em museus, em arquivos,se for o caso.Não basta, porém, procurar livros e revistas, nem basta ler tudo. Você Você precisa fazer uma revisão da literatura. Para isso, é preciso resumir e comentar o que você leu. Não pense em "ajuntar tudo", para depois começar a redigir. Faça o resumo enquanto lê. Ou faça uma ficha, com sua opinião. Ou tire18 uma cópia Xerox e anote nela o que achar necessário. necessário. Mas grife,anote, resuma. Não empilhe livros e cópias Xerox de artigos,sem comentá-los, porque, depois de algum tempo, você não saberá sequer se os leu.Se os livros são emprestados, não os rabisque. Tampouco rabisque livros raros ou antigos, mesmo que sejam seus. Mas aprenda que livros-texto são material de consumo. Se você tem alguma pretensão como pesquisador, compre livros, e faça neles suas anotações. E toda vez que encontrar informação de interesse  para sua tese, anote de imediato. Use caneta do tipo "marca-texto", ou use marcadores de papel, ou qualquer outro sistema, mas anote o que você pensa, enquanto lê.Depois de ler e resumir, ordene o material que você dispõe,por tópicos. Releia, para saber se você precisa de mais inform informaçã ação. o. Compl Compleme ement nte. e. E assim assim que puder puder,, comec comecee a relata relatarr a evolução histórica do assunto que você estudou. Não ë preciso,porém, "começar do princípio", nem é preciso exibir conhecimento sobre "toda a literatura". Aliás, isso seria missão impossível. Mas mostre que você conhece um pouco do passado e está acompanhando a evolução do

assunt assuntoo na litera literatur tura, a, até o presen presente. te.Nes Nesse se relato relato,, você você deve deve expor  expor  contradições e dar a sua opinião. Pode até tomar partido em algumas controvérsias -mas dificilmente você fará uma crítica abrangente de toda a literatura internacional. Saiba, porém, que alguns orientadores cobram uma postura crítica em relação à literatura. Mas não se atreva a ir muito longe. Para isso, seriam necessárias a maturidade e a erudição que só se adquire depois de anos de trabalho" .Então, em seu primeiro trabalho, não exija demais de si mesmo:seja mais descritivo do que propriamente crítico.Para estar a par da literatura técnica, você precisa conhecer outro idioma, além do português. Não é preciso "falar inglês".11. Além dessas características, também é preciso independência profissional, pois ainda existem pessoas capazes de "cortar o contrato" do assistente que se atreve a criticar suas obras.OS CAPÍTULOS USUAIS 19Basta ser capaz de ler  assuntos técnicos em inglês ou em outra língua - como alemão, francês ou japonês, por exemplo com auxílio de dicionário. O conhecimento de vários idiomas ajuda, mas não é essencial. De qualquer modo, tente ler, se tiver oportunidade, em espanhol e em italiano, ou em francês.Se teimar, é possível que, dentro de algum tempo, você adquira razoável habilidade para ler assuntos técnicos em alguma dessas línguas.Se o assunto de seu interesse está publicado apenas em determinado idioma, você precisa aprender a ler, com desenvoltura, nesse idioma. Se as traduções são controvertidas, é preciso ler, sobre o assunto, no original. Por exemplo, se sua tese versa sobre as obras de Freud, é preciso que você leia alemão. No entanto, para estar apenas informado sobre um arti artigo go publ public icad adoo em outr outraa lí líng ngua ua,, use use a trad traduç ução ão em port portug uguê uês, s, encomend encomendada ada a um tradutor tradutor.Fin .Finalme almente, nte, existem existem teses teses que ostentam ostentam   pobreza franciscana no capítulo "Revisão da Literatura": poucas obras vistoriadas, ou apenas obras já desatualizadas, ou mesmo obras de uma só equipe. Um autor que gosta de controvérsia escreveu que gostaria de ter, por epitáfio, a seguinte frase: "Procurou sarna para se coçar- foi o que mais encontrou"'z. Nada espanta mais,em algumas teses, do que a pouca literatura referenciada. E os autores se justificam: "não há nada publicado na minha área".Na verdade, eles não procuraram sarna para não "ter que se coçar".2.3 - Materiais e Métodos No capítulo "Materiais e Métodos" você deve dar informação suficiente para que outro pesquisador possa reprod reproduzi uzirr seu trabal trabalho. ho. Isto Isto porque porque só é consi consider derado ado cient científ ífico ico o trabalho que12. O autor é Kurt Kloetzel. A frase está na autobiografia do autor In: KLOETZEL,K. O que é Medicinn Preventiva. São Paulo, Brasiliense. 19A4.ZO é passível de reprodução. Mas para que possa ser  reproduzido por colega de igual competência - seu trabalho precisa ser   bem descrito. Comece descrevendo todos os materiais utilizados.se você fabricou ou produziu materiais, faça ilustrações, na forma de fotografias ou desenhos técnicos. Enfim, convém descrever:a) época e local do trabal trabalho; ho;b) b) tip tipoo de instru instrumen mental tal uti utiliz lizado ado;c) ;c) forma forma de obt obtenç enção ão do cons consen enti time ment ntoo do part partic icip ipan ante te da pesq pesqui uisa sa,, semp sempre re que que for for feit feitaa expe experi rime ment ntaç ação ão com com sere seress huma humano nos; s;d) d) espe especi cifi fica caçõ ções es técn técnic icas as,, quan quanti tiddade ade, fonte onte ou métod todo de pre prepara paraçção dós mat materi eriais; is;e) equipamentos.No equipamentos.No entanto, não descreva equipamentos equipamentos comuns ou de uso

geral, como balanças, microscópios, vidraria. Também não conforme nomes comerciais de drogas e similares, e de equipamentos, pois é inerente a tais nomes a propaganda. Existe algumas uma ressalva a esta regra: o nome comercial deve ser inspecionado se as diferenças entre as marcas forem críticas para reprodução do trabalho.Terminada trabalho.Terminada a descrição dos materiais materiais,, passe à descrição descrição e métodos, métodos, na ordem em que foram foram executados. Só abandone a ordem cronológica se foram executados métodos similares similares e diferentes períodos períodos de tempo. Nesse caso, caso, descrevaos juntos. Se existem métodos alternativos e você optou por deles,  justifique, isto é, explique as vantagens do método utilizado. Mas não esqueça de citar as desvantagensl3.13. Alguns orientadores podem achar  que tais justificativas devem ser apresentados no capítulo "Discussão". Mas o que deve ser discutido, no capítulo "Discussão",os resultados e, eventu eventualm alment ente, e, as lim limit itaç ações ões que mater materia iais is e método métodoss im impõe põem m aos resultados. As razões que levaram você a eleger determinado método devem ser apontadas quando você apresenta o método. Existe apenas uma ressalva a esta observação: se a tese tem, como objetivo, comparar  métodos, métodos, discuta-o discuta-oss no capítulo capítulo "Discuss "Discussão".O ão".OS S Capítulos Capítulos USUAIS USUAIS 21Cuidado para não deixar margem à dúvida, isto é, escreva antecipando respostas às perguntas que poderiam ser feitas por examinadores durante a defesa da tese e por colegas, durante a eventual reprodução do seu trabalho. Por exemplo, se você colocou material na estufa, informe por  quanto tempo e em que temperatura. Afinal, se essa informação não estiver escrita,quem for reproduzir seu trabalho terá a dúvida - e fará a  pergunta.Para  pergunta.Para testar a exatidão de suas descrições, peça a um colega para ler seus manuscritos e pergunte a ele se saberia reproduzir seu trabalho. Ouça as dúvidas, responda às perguntas, e reescreva todo trecho dúbio. Com essa atitude, você não só melhora o texto como aprende a trocar  informações - o que é muito importante porque, hoje em dia, progride em ciência quem sabe trabalhar em equipe.E não esqueça de mencionar a análise estatística, que também é método de trabalho. Se você desenhou gráficos, calculou médias e desvios padrões, cite o que fez. Não é preciso descrever o método, nem explicitar as fórmulas. Se, porém, você usou método método estatíst estatístico ico sofistic sofisticado ado ou desconhe desconhecido cido em sua área,conv área,convém ém descrever o método e citar toda a bibliografia consultada.Mas não deixe de submeter seus dados à análise estatística,mesmo que você não tenha gosto pela Matemática. Se for necessário, procure um consultor. Mas é sua responsabilidade decidir- junto com seu orientador - a quantidade de estatística que deve ser apresentada em sua tese. Muitos problemas admitem mais de uma solução. É claro que as técnicas estatísticas mais elaboradas são excelente ferramenta de análise - desde que você as entenda. Mas se você não as entende - elas só irão rechear sua tese, sem abrir novos horizontesl4.De qualquer modo, não se aventure fazendo análises estatísticas desconhecidas, ou pouco usuais em sua área de trabal trabalho, ho,14. 14. Como Como já disse disse alguém alguém,, a estat estatíst ística ica às vezes vezes serve serve ao  pesquisador como o poste serve ao bêbado: simples ponto de apoio, ao invés de fonte de iluminação.22 já na sua tese de mestrado, a menos que você tenha muita aptidão para a Matemática. E trabalhe sempre sob a

supervisão do seu orientador ou de profissional de estatística por ele indicado.Finalmente, é razoável começar a escrever a tese pelo capitulo "Materiais e Métodos". O pesquisador sente-se mais seguro descrevendo o que fez. Mas não faça um rol, redija. E não antecipe resultados, resultados, porque o capítulo "Materiais e Método deve trazer apenas a receita para a obtenção dos dados.2.4 - Resultados capítulo "Resultados" é, de certa maneira, a razão de sua tese. Você achou um problema interessante ("Introdução"), leu muito sobre ele ("Revisão da Literatura") e mostrou como como se usa usa toda toda um umaa para parafe fern rnál ália ia para para reso resolv lvê-l ê-loo ("Mat ("Mater eria iais is e Métodos"). Mas é só no capítulo "Resultados" que você mostra o que realmente conseguiu... Então, muito capricho!Comece apresentando os dados sem, no entanto, descrever métodos que você já descreveu - ou deveria ter descri tono capítulo "Materiais e Métodos". Ou seja, faça apenas uma rápida apresentação. E não sobrecarregue seu leitor com   porme pormenor nores es desnec desnecess essári ários' os'5. 5. Se você você fez pouca poucass determ determin inaçõ ações es e coloque-as no texto. Se você fez muitas determinações, arraje-ás em tabelas e gráficos. Nesta fase você deve consultar Estatístico ou - pelo menos - um bom livro de estatística.Apresentados os dados, passe à análise estatística. estatística. E lebre que a interpretação é essencial. O resultado do teste é,não ë, estatisticamente significante? Esta informação é resultado seu trabalho, embora alguns menos avisados insistam que é discussão. Está Está errado errado.. No capítu capítulo lo "Disc "Discuss ussão ão"" você você deve deve apenas apenas discu discuti tirr o significado significado da estatística, estatística, mas a interpretados interpretados testes deve ser apresentada no capít capítulo ulo "Resul "Resultad tados" os".15 .15.. Como Como já disse disse alguém alguém,, se o mapa mapa da   pro provvíncia ncia cont ontives ivesse se todos dos os deta etalhe lhes da prov províínci ncia seri seria, a, necessariamente, necessariamente, do tamanho da própria província.24 Finalmente, Finalmente, lembre que os centr centros os de comput computaçã açãoo coloca coloca progra programas mas à dispos disposiç ição ão dos interessados. Essa situação, embora desejável, tem um risco sério. Aliás, existe na Medicina um paralelo que merece ser lembrado. Sabem os médicos os perigos da automedicação - principalmente quando feita por  leigo-, mas as farmácias e drogarias continuam vendendo remédios sem a necessária prescrição, pondo em risco a saúde das pessoa Assim Assim também são os Centros de Processamento de Dados que fornecem programas de computador sem o necessário diagnóstico. O usuário de tais programas  pode dar determinado tratamento estatístico a seus dados e obter um resultado para por no papel =verdadeiramente estapafúrdio. estapafúrdio. Uma história do nosso folclore político ajuda a pôr os pingos nos i's.Conta-se que, para reinaugurar o Teatro Municipal de São Paulo, foi convidado um cantor  de óperas italiano, com prestígio internacional. Mas o cantor acabou não vindo, porque pediu um preço muito alto pela apresentação. Na ocasião, o ente prefeito foi claro: "Por esse preço, eu canto". Não cantou Senhor  Prefeito, em momento de bom senso. É esse bom senso que deveriam ter  nossos pesquisadores. Só deve cantar ópera quem sabe cantá-las.2.5 Discussão "Discussão" é, de longe, o capítulo mais difícil de escrevi  porque é nele que você explica seus resultados. resultados. Para ajudar você redação desse capítulo, aqui está uma sugestão: escreva procurando dar respostas às seguintes perguntas:a) Que significam seus dados e suas estatísticas?b) Até Até que que pont pontoo seus seus resu result ltad ados os estã estãoo de acor acordo do com com resu result ltad ados os

aprese apresenta ntados dos em trabal trabalhos hos publi publicad cados? os?c) c) Que Que razões razões tem você você para para acreditar que seus resultados comprovam determinada teoria?d) Que razões razões tem você você para para acredi acredita tarr que seus seus dados dados contra contradiz dizem em idéia idéiass  prevalecentes ou permitem refutar determinada teoria?OS CAPITULOS USUAIS 25e) Que nova hipótese, ou que nova teoria, você pode lançar   para explicar o fenômeno que você observou? (Mas tenha senso crítico,  pois não se estabelecem teorias novas todos os dias. .. )f) Que tendências e generalizações sugerem seus dados,além da inferência estatística usual? Que novas linhas de pesquisa você pode propor?g) Que "solução mais simples" ou que "solução mais barata" você conseguiu para um problema real? real? Qual Qual é a imp import ortân ância cia dessa dessa soluç solução? ão?Alé Além m da suges sugestão tão,, cabe cabe também um lembrete: é na "discussão" que você exibe toda a sua competência e a sua (improvável!) incompetência. Mas - se você errar aqui aqui estã estãoo algu alguma mass hist histór ória iass que que pode podem m serv servir ir como como cons consol oloo ou advertência,e mostram como é difícil ser cientista.Durante muito tempo acreditou-se que o Sol girava entorno da Terra. Mas Galileo resolveu lançar a teoria de que a Terra gira em torno do Sol. Na época, a ousadia de discordar das teorias correntes era resolvida de maneira sumária: queimava-se o defensor das idéias esdrúxulas na fogueira. Galileo só não foi queimado vivo porque já estava velho e era de familiar importante, mas foi obrigado a negar a sua teoria, ajoelhado sobre ossos sagrados. Hoje já não se queimam as vozes discordantes na fogueira. Mesmo assim, um conselho: você deve ser elegante na crítica e dosar seu tom de discordância com a literatura, principalmente se, na literatura, estiverem os trabalhos do seu chefe...16. Este trecho do juramento de Galileo deixa claro que a autoridade não deve ser contestada: "Eu, Galileo Galilei, de 70 anos de idade, filho do falecido Vicenzio Galilei,de Florença, tendo sido sido traz trazid idoo para para ser ser julg julgad ado, o, esta estand ndoo ajoe ajoelh lhad adoo pera perant ntee vós, vós, emine eminentí ntíss ssimo imoss e revere reverendí ndíss ssimo imoss cardea cardeais is,, inq inquis uisido idores res gerais gerais da República Cristã Universal contra a depravação herética, e tendo diante dos meus olhos os Santos Evangelhos que toco com as mãos, juro que sempre acreditei e que, com o auxílio de Deus, sempre acreditarei, em todos os artigos. que a Santa Igreja Católica e Apostólica Apostólica de Roma prega. E,por que me foi ordenado pelo Santo Ofício abandonar a falsa opinião de que o Sol...Conta-se que, depois de jurar que a Terra estava parada, Galileo teria resmungado:"Eppur si muove!".26 Mas nem sempre é  preciso discordar. Aliás, você pode ganhar popularidade, defendendo idéias da moda. Cabe, porém, lembrar os experimentos de transferência de memólque mostram como é perigoso o fascínio de certas idéias. Ir  ante alguns anos, vários cientistas - considerando que o comportamento que que se apre aprend ndee deve deve esta estarr, de algu algum m mo modo do,, retr retrat atoo no cére cérebr broo (a memóri memória) a) - tenta tentaram ram transf transferi erirr o compo comporta rtame mento nto aprend aprendido ido por um anima animal,l, para para out outro ro anima animal.P l.Para ara isso, isso, ensina ensinavam vam compor comportam tament entos os de esquiva a rede laboratório. Esses ratos eram, então, sacrificados e se   preparava um extrato de seus cérebros. O extrato era injetado outros rato ratos, s, na espe espera ranç nçaa de que que esse essess novo novoss rato ratoss apre aprend ndes esse sem m mais mais rapidamente os comportamentos de esquiva. A idéia cientistas era a de que o cérebro de ratos ensinados conte"registros" de comportamento

apre aprend ndid idoo que que podi podiam am"t "tra rans nsfe feri rido dos" s",, para para o cére cérebr broo de rato ratoss não não ensina ensinados dos.. De acord acordoo com com a revist revistaa Sci Scien ence, ce, cerca cerca de metad metadee dos cientistas fez esse tipo de experimento considerou que realmente havia conseguido "transferir" a memória de um rato para outro rato que - sabese hoje - é impossível".Mas - além do fascínio de certas idéias - existe a teima do pesquisador, que às vezes insiste em provar determinada determinada teoria, mesmo quando novos dados a colocam em dúvida que mostra a história de Paul Broca, um antropólogo e cirurgião francês do século passado, que acreditava que as pessoas seriam tanto mais inteligentes quanto mais  pesados fossem acérebros. Broca chegou até a organizar organizar uma escala onde do QI da pessoa em função do peso de seu cérebro.Muita gente, no entanto, duvidava da teoria. Para pôr à controvérsia, alguns professores da Universidade de Gõgen decidiram doar seus próprios cérebros, para que fos17. Veja a questão da transferência de memória em: KOHN, A. Fals Falsee Prop Prophe hets ts:a :and nd Erro Errorr in Scie Scienc ncee and and Medi Medici cine ne.. Nova Nova York, ork, Blackwell, 1987.18. Veja sobre o assunto: BROAD, W. e WADE, N. Betrayers of Truth: Fraudulent in the Halls of Science. Nova York, Simon & Schuster, 1983.OS CAPÍTULOS USUAIS 27pesados depois de suas mortes. Eles acreditavam que Broca refutaria a própria teoria, caso verificasse que pessoas inteligentes inteligentes tinham cérebro com peso normal. Os cérebros dos professores revelaram-se, de fato, mais leves do que se  previa, tendo em vista a inteligência deles. Mesmo assim, Broca não pôs em dúvida sua teoria. Preferiu concluir que os professores eram menos inte inteli lige gent ntes es do que que se pens pensav aval al9. 9..... Po Pois is esta esta hist histór ória ia ence encerra rra um conselho: se seus dados apontam em direção contrária à esperada, olhe também nessa direção.Difícil, no entanto, é quando os dados não indicam qualquer direção e você precisa lançar hipóteses. Lembre apenas que as hipóteses mais plausíveis nem sempre são as verdadeiras.E o que sugere a história do Sábio Hans, um cavalo que ficou famoso porque teria aprendido a calcular2°. Isto porque, quando perguntado sobre o resultado de determinado cálculo, o cavalo dava batidas de casco no chão, até atingi atingirr o número número que seria seria a respos resposta ta para para o probl problema ema propos proposto to.O .O treinador do Sábio Hans, um professor aposentado, tinha sua "hipótese"  para o fenômeno: havia ensinado o cavalo a somar e a subtrair. Mas um  psicólogo estudou o caso e observou que, toda vez que o cavalo atingia o núme número ro espe espera rado do de bati batida das, s, seu seu trei treina nado dorr invo involu lunt ntar aria iame ment ntee movimentava a cabeça.O cavalo parava, então, de bater o casco - não  porque soubesse calcular mas em resposta ao movimento de cabeça do treinador.E treinador.E lembre que você deve fazer generalizações, mas com critério. Veja o tamanho da sua amostra. É conhecida a história do médico ame america ricanno que que testa estava va tod todo tipo de drog roga em um únic nico rat rato, aparentemente aparentemente de estimação, porque o rato tinha até nome: Ebenezer2t. É claro que a estatística dá a possibilidade de inferência, mas dentro de cert certos os li limi mite tes. s.19 19.. O argu argume ment ntoo que que talv talvez ez conv conven ence cess ssee Broc Brocaa s6 apareceu depois de sua morte.O cérebro dele foi pesado e o valor obtido correspondia, na escala do próprio Broca,a pouco acima de medíocre.20. Veja, sobre o assunto: BROAD, W. e WADE, N. Op. ci~.21. Veja, sobre o assunto: WADE, N. "Physicians who Falsify Drug Data". Science180

(4090): 1038, 1973.OS CAPÍTULOS USUAIS 29Finalmente, se você testou um produto alimentício usando ratos de laboratório, discuta o efeito desse produto em ratos de laboratório. É claro que você pode fazer  algumas generalizações. Por exemplo, é razoável argumentar que o que acontece com ratos pode - até certo ponto - ser estendido a outros animais. Mas cuidado: ratos não são homens! De qualquer modo, se morrerem todos os ratos que provaram do seu produto,ninguém porá seu  produto na própria sopa, não é verdade?2.6 - Conclusões As conclusões decorrem da discussão, ou seja, até certo ponto, as conclusões devem estar estar conti contidas das no capít capítulo ulo de "di "discu scussã ssão". o". Então Então verifi verifique que se você você concluiu com base no que discutiu. Também deve haver consistência entre o objetivo proposto e a conclusão alcançada. Então verifique se você concluiu com base no que propôs. Mas cuidado para não se sentir   possui-dor da "Grande Verdade" porque, afinal, você tem apenas um fragmento de evidência. E - para terminar - lembre-se deque sua tese é a sua contribuição para a massa de conhecimentos,existentes. Então, ao estabelecer suas "Conclusões" seja claro ou melhor, muito claro.3AS QUESTÕES PERTINENTESO Capítulo 2 dá idéia do que você deve escrever em cada capítulo de sua tese. Siga as sugestões da maneira mais conveniente,fazendo as modificações que julgar necessárias. Mas não  basta saber o que escrever. É preciso saber como escrever um texto técnico, usando com propriedade a linguagem, a tradução, as citações, as notas de rodapé. E é preciso dar um bom título ao seu trabalho. Desses tópicos trata este capítulo.3.1 - Linguagem Algumas poucas regras não garantem boa redação. Mesmo assim, aqui estão algumas sugestões.a) Faça um plano de trabalho Antes de começar a escrever, faça um plano, isto é, divida o assunto que você pretende expor em capítulos e em seções.22. Consulte, sempre que redigir: O Estado de S. Paulo - Manual de Redação e Estilo organizado e editado por Eduardo Martins. São Paulo, O Estado de S. Paulo, 1990;Manual de Estilo Editora Abril: como escrev escrever er bem para para nossas nossas revist revistas as.. Rio de Janeir Janeiro,N o,Nova ova Front Fronteir eira, a, 1490.32 Faça uma lista do que deve ser apresentado em cada seção.Depois comece a escrever pelo capítulo que quiser.b) Escreva de maneira impessoal Leia a literatura científica da sua área e observe. Ninguém escreve: "Pesei os ratos" ou "Eu concluo" mas "Os ratos foram pesados" "Concluímos" etc. Então, para escrever sua tese, use a terceira pessoa do singular ou a primeira pessoa do plural(plural majestático), mas tenha o cuidado de manter a mesma forma, em todo o trabalho. E não escreva, mesmo que alguém sugira: "O autor do presente trabalho considera... " E pernóstico demais!c) Evite o estilo empolado. Alguns autores acham que o texto científico precisa ser elegante e - para ser elegante - deve ter palavras difíceis Então abusam das palavras compridas. Nunca dizem usar, ma;utilizar; nem dizem acabar, mas finalizar; tampouco dizem seguinte, mas subseqüente. E chegam a salivar como os cães de Pavlov, quando pensam em substituir a palavra "droga" por "agente quimioterapêutico23. Prefira a palavra mais simples.d) Escreva com

substantivos e verbos Alguns Alguns autores têm a mania de adjetivar. adjetivar. Toda Toda loura tem que ser "curvilínea". Cuidado, porque alguns adjetivos,   jun junta ta de cert certos os subs substa tant ntiv ivos os,, tran transf sfor orma mamm-se se em luga lugarresescomun comuns" s"cr críti ítica ca cons constr trut utiv iva" a",, "inf "infla laçã çãoo galo galopa pant nte" e",, "ráp "rápid idas as pinceladas". A mania de adjetivar pode levar até a absurdos, com a falta de coerênci coerência. a. Não escreva escreva "adolesce "adolescentes ntes jovens", jovens", "réplicas "réplicas autênticas". Use adjetivos só quando forem necessários.23. /n: DAY, R.A. Op. cit.AS QUESTÕES PERTINENTES 33e) Use frases curtas. A eloqüência eloqüência e a pompa têm lugar e hora. Não se imaginem novo Rui Barbosa. Escreva períodos curtos, seja simples e direto. Além de ser mais fácil, ajuda a evitar erros erros de gramática.f) Observe os tempos de verbo Quando você relata fatos científicos conhecidos ou descreve trabalhos publicados, use o presente do indicativo: "A adubação nitro nitroge genad nadaa é essenc essencial ial... ... ", "O trabal trabalho ho de OLIVEI OLIVEIRA RA (1970) (1970) mostra... ". Quando você explica o que fez ou o que obteve, isso é o passado. "O paciente foi observado... ", "Os dados foram obtidos... ".Então, tipicamente, use o presente na "Introdução":"O objetivo deste deste trabal trabalho ho é mostra mostrarr... "; na "Revis "Revisão ão da Litera Literatur tura": a":"Os "Os trabalhos recentes na área são unânimes. .. "Use o passado em "Materiais "Materiais e Métodos": Métodos":"For "Foram am usados usados ratos ratos machos machos Wistar Wistar..."O ..."O crescime cre scimento nto foi medido... medido... "em "Resultad "Resultados":'O os":'Obse bservou rvou-se -se maior maior crescimento... crescimento... "Na "Discussão", "Discussão", use os dois tempos do verbo, quando souber souber:"O :"O cresc crescime imento nto é sabida sabidamen mente te lento lento no perío período, do, mas no grup grupoo trat tratad adoo fora foram m obse observ rvad adas as alta altass taxa taxas. s... .. "34 "34 Exis Existe tem m exce exceçõ ções es:a :a)) se você você atri atribu buii uma uma afir afirma mati tiva va a algu alguéém, use use o passado:"OLIVEIRA (1970) considerou. . . "b) se você apresenta, use o presente: "A tabela 5 mostra..."c) na análise estatística, use o  presente: "O resultado é significante. . . "g) Observe a pontuação Você  pode achar que a pontuação é coisa de somenos. Ma conta-se que um rei antig antigoo queria queria ir à guerra guerra.. Muito Muito sabiam sabiament entee porém porém,, consu consulto ltouu uma  pitonisa e ouviu dela: "Irás. Voltarás Não morrerás". O rei foi, e morreu. A rainha resolveu então procurar a pitonisa, para saber o que ela havia dito. E a pitonisa repetiu o que havia dito ao rei: "Irás. Voltarás? Não! Morrerás"h) Não descreva o óbvio"Não comece a explicar onde fica Roma, para depois não explicar onde fica Timbuctu", ensina Umberto Ecco24. Ou seja não repita o que tudo mundo já sabe - só porque é fácil copiar trechos de livros didáticos - para depois deixar sem explicação   pon ponto toss esse essenc ncia iais is da sua sua tese tese.. Expl Expliq ique ue o que que você você fez fez de novo novo)) Reescreva Leia o que você escreveu. E reescreva. Depois, peça para alguém ler - e comentar. Se seu orientador é do tipo "muito ocupado" (que os há os há), peça para um colega ler. Hojl24. Na realidade, o autor  vai um pouco mais longe. Ele escreve: "Dá-nos calafrios ler teses com frases do tipo: `O filósofo panteísta judeu holandês Spinoza foi definido  por Guzzo...' Alto lá! Ou você está fazendo uma tese sobre Spinoza e então o já sabe quem é Spinoza e que Augusto Guzzo escreveu um livro sobre ele, ou está citam por acaso esta afirmação numa tese sobre Física nuclear e então não deve presumir que o leitor ignore quem é Spinoza mas saiba quem é Guzzo". In: ECCO, U. Op. cir.36 nem mesmo os

gênios são incompreendidos e solitários. Então troque idéias. E reescreva todo trecho dúbio.3.2 - Tradução Ninguém precisa dominar a língua inglesa para escrever uma tese no Brasil. Mesmo assim, certos erros de tradução são imperdoáveis, pois mostram que o autor não entendeu o que leu.Veja, leu.Veja, por exemplo:"SMITH (1940) provou, com dados atuais... "Ora, se o senhor Smith publicou em 1940, será que os dados dele são mesmo "atuais"? Talvez Smith tenha provado - seja lá o que for - usando dados "reais" (actual data).E difícil traduzir, principalmente quando surgem   pal palav avra rass na lí líng ngua ua estr estran ange geir iraa seme semelh lhan ante tess às pala palavr vras as de noss nossaa lí líng ngua ua,m ,mas as com com outr outroo sign signif ific icad ado. o. Po Porr isso isso,, exis existe te quem quem trad traduz uzaa ingenuity por ingenuidade. Mas existem "traduções" que, de tão usadas,  já parecem consagradas como checar, em lugar de verificar suporte, em lugar de apoio. Mas está errado. O abuso das traduções esdrúxulas esdrúxulas ocorre  principalmente em áreas técnicas novas, como computação. Aliás, um autor que pretendia colocar seus programas à disposição dos interessados escreveu:"Os programas estão avaliáveis para... "Mas as dúvidas de "tradução" não param por aqui. Também existe a questão do ponto e da vírgula. "Dois ponto cinco"em inglês, significa dois e meio. Mas os computadores e as calculadoras escrevem "ponto' em substituição à vírgula - e muita gente já diz (e escreve) "dois ponto cinco" em lugar de dois e meio.Finalmente, existe o absurdo sistema inglês de unidades de medida, como milhas, libras, onças etc. Deve-se "traduzir"ou fazer a conversão? Se a unidade de medida varia, os valores AS QUESTÕES PERTINEN PERTINENTES TES 37numéri 37numéricos cos não são comparáv comparáveis. eis. Então Então é preciso preciso conv conver erte terr -não -não bast bastaa trad traduz uzir ir.. Aliá Aliás, s, é melh melhor or mant manter er as mesm mesmas as unidades(do Sistema Internacional de Unidades), em todo o trabalho.E é   preci preciso so presta prestarr especi especial al atençã atençãoo às "palav "palavras ras igu iguais ais"" com com valore valoress diferentes. Por exemplo, a tonelada americana é maior do que a do Sistema Internacional Internacional de Unidades e o alqueire mineiro é maior do que o  paulista.3.3 - Citações Você resume e comenta trabalhos relacionados à sua tese no capítulo "Revisão da Literatura". A identificação de cada trabalho é feita através da citação do(s) autor(es). Como isso é feito?Você  pode fazer uma citação direta ou transcrição, isto é,copiar literalmente cert certoo trec trecho ho de dete determ rmin inad adaa obra obra.. O trec trecho ho copi copiad adoo deve deve,, poré porém, m, aparec aparecer er entre entre aspas. aspas. Normal Normalmen mente te são trans transcri crito toss leis, leis, decret decretos, os, regulamentos ou trechos notórios de autores, principalmente na área de Literatura e Filosofia. também podem ser transcritos dados e tabelas. Mas evite as transcrições muito longas, mesmo que você aprecie o autor  ou a suaobra26.Também podem ser feitas ou citação indireta ou citação de citação. Nesses casos, você reproduz as idéias de outro(s)autor(es), em suas próprias palavras. Para fazer uma citação indireta, é preciso ter  lido a obra. Mas se você não teve acesso à obra - apenas leu sobre ela faça uma citação de citação.De qualquer modo, é preciso citar o(s) autor(es) toda vez que você:25. Veja: MATTOS, F.G. "O cientista como cita citado dor" r".. Ciên Ciênc. c. e Culr Culr.,., 37(8 37(8): ): 1294 1294-5 -5,1 ,198 985. 5.26 26.. Não Não tem tem sent sentid idoo escrever: "De acordo com SILVA (1990)", abrir aspas e transcrever toda a Introdução da tese do Silva, como Introdução da sua própria tese, mesmo que o tal do Silva seja ótimo.3g a) trabalhar com hipóteses já

levantadas em outras obras.b) concordar - ou discordar - de afirmativas feitas em outra(s) obra(s).c) utilizar técnicas, materiais ou métodos não usuais em sua área, sugeridas em outra(s) obra(s).d) comparar resultados seus com os resultados apresentados em outra obra.e) chegar às mesmas conc conclu lusõ sões es,, ou a conc conclu lusõ sões es além além dive diverrgent gentes es das das conc conclu lusõ sões es apresentadas em outra(s)obra(s).Existem dois sistemas consagrados de citação. Um deles consiste em citar o sobrenome do autor, em letras maiúsculas,seguido do ano da publicação da obra, entre parênteses. Por  exemplo:"De acordo com OLIVEIRA (1970)... "Se o trabalho tiver dois auto autore res, s, cita citamm-se se os nome nomess dos dos dois dois auto autore ress sepa separa rado doss por por &, em maiúsculas, e seguidos do ano da publicação da obra, entre parênteses. Por exemplo:"De acordo com SMITH & WHITE (1980)... "Se o trabalho ti tive verr três três ou mais mais auto autore res, s, cita cita-s -see o nome nome do prim primei eiro ro auto autorr em maiúsculas, maiúsculas, seguido de et alii, a expressão latina que significa "e outros", e do ano da publicação da obra entre parênteses. Por exemplo:"De acordo com BERNARDES et alii (1980)... "Se você cita duas ou mais obras, ligue-as por vírgulas ou pela conjunção "e". Por exemplo:"De acordo acordo com EVANS EVANS (1970), (1970), SILV SILVA (1980)e (1980)e ANTUNES ANTUNES & SILV SILVA (1985)"AS QUESTÕES PERTINENTES 39O outro sistema de citação exig exigee que que você você orga organi nize ze os sobr sobren enom omes es dos dos auto autore ress das das obra obrass referenciadas em ordem alfabética alfabética e confira um número a cada um deles. Depois, você cita apenas o número. É preciso, porém, certo cuidado na citação.Não escreva:"De acordo com (7)..: "mas; por exemplo:"Existe informação7~ de que... "A citação por números não permite que o leitor  saiba, quando lê a informação, quem a assina, nem de que época é a informação. E isto pode ser importante, porque nomes e datas dão força a certas idéias'. A solução para o problema é, porém, muito simples. Você escreve no texto o nome do autor ou a época da publicação, sempre que   julgar que isso é importante. Escreva, por exemplo:"De acordo com Einstein ""Em 1940 já se sabia ...Se você cita duas ou mais obras, escreva os números seqüencialmente, separados por vírgulas e entre  parênteses:"Alguns  parênteses:"Alguns autores 5,7,10) aCredltal72..."A grande desvantagem da citação pôr números é a possibilidade, sempre presente, de você  precisar citar um autor ainda27. Como dizia Bernard Shaw: "Você não espera que eu saiba o que dizer sobre a peça quando não sei quem é o autor... Se o autor é bom, a peça é boa. Isto émio." In: DAY. R.A. Op. cir. não referenciado, depois de já ter feito toda a organização numérica das referências. Se a inicial do último sobrenome desse autor for letra do começo . do alfabeto, você precisará reorganizar quase toda a numeração o que dá trabalho.Os orientadores em geral recomendam a citação de autores,no texto, por sobrenome e data da publicação. Mas algumas revistas internacionais insistem no sistema de citação por números  porque economiza palavras, ou seja, dinheiro. Então talvez você queira começar a aprender o sistema... De qualquer forma, antes de começar a escrever, consulte seu orientador.Agora que você já sabe o que citar, saiba o que não deve citar.Evite a citação de obras que têm relação apenas longínqua com seu trabalho, mesmo que tenham sido escritas  pelo seu chefe:..Também não cite livros didáticos - por melhores que eles

sejamsejam-se se esses esses li livro vross só discut discutem em materi material al conhec conhecido ido na área. área. No entanto, se você usar métodos pouco conhecidos em sua área, convém citar citar a li liter teratu atura ra espec especial ializa izadada-mes mesmo mo que seja seja um liv livro ro did didáti ático. co.É É  preciso apenas certo cuidado no redigir, para não parecer que um autor, que descreve um método, inventou esse método.E, finalmente - evite referê referênc ncia ia a dados dados não public publicado ados,t s,trab rabalh alhos os no prelo, prelo, resumo resumoss em congressos, comunicações comunicações pessoais, relatórios mimeografados em geral a menos que isso seja essencial. Lembre que trabalho científico que não foi escrito não pode ter sido lido e avaliado.3:4 - Notas de rodapé Os livros e as teses com muitas notas de rodapé dão a impressão de erudição. Se essa erudição é falsa ou verdadeira, cabe ao leitor julgar mas a impressão permanece. De qualquer forma,as notas são muito úteis  para as seguintes finalidades:a) Reforçar as afirmativas feitas Se você quer fazer uma observação, mas considera que,no texto, essa observação seria seria repeti repetitiv tivaa ou perder perderia ia imp impact acto,f o,faça aça a observ observaçã açãoo em not notaa de rodapé.AS QUESTÕES PERTINENTES 4ib) Contestar as afirmativas feitas Se você está seguro de sua opinião, mas sabe que o assunto é controvertido e existem opiniões contrárias, coloque a opinião contrária em nota de rodapé. Além de exibir erudição; você mostra "espírito aberto".c) Traduzir e verter Se você acha que a expressão ou citação em, língua estrangeira perdem a força quando traduzidas para o português, escreva na língua original, e coloque a tradução em nota de rodapé:Se quiser, faça ao contrário: deixe no texto em português, e coloque a expressão, ou citação, em nota de rodapé, na língua original.d) Fazer  referências internas Se você quer remeter o leitor para outro capítulo da sua tese, use uma nota de rodapé) Dar indicações bibliográficas de reforço Se você quer aconselhar um texto didático, ou indicar onde seu leitor pode encontrar o assunto exposto de maneira adequada; coloque a referência da obra em nota de rodapé;como segue:`"Sobre esse assunto, veja o livro: OLIVEIRA, J.A.Noçõès de Física, São Paulo, Editora Universidade,, i 980° ~28,28. Seria absurdo escrever: "De acordo com OLIVEI OLIVEIRA RA (1980) (1980),, a matéri matériaa atrai atrai.. amaCé amaCéfïà fïà..: ..:"" Ali Aliás ás você você pode pode escrever:'"A matéria atrai a matéria..." etc. e, em nota de rodapé; indicar  o texto didático de Oliveira; como mostra o exemplo. , f) Comentar autores. Se vo você qu quer fa fazer co comentário so sobre a vi vida de um autor autor,, ou mesmo mesmo fazer fazer uma referê referênci nciaa geral sobre sobre sua obra, obra, ou dar algumas datas - como de nascimento e morte, ou o ano da  publicação da primeira edição de obra importante -, use nota de rodapé: g) Citar informações obtidas através de canais informais ~ Se vo você .q .quer ci citar co comunicações pe pessoais, notas de aulas,co ,correspondência, escreva no texto: "De acordo com SMITH (1990)~..."e, em nota de rodapé, escreva, por exemplo: SMIT SMITH, H, J.J. J.J. (Cen (Centr troo de Pesq Pesqui uisa sass Médi Médica cas, s, Rio Rio `de `de Jane Janeir iro) o),, Comunicação Pessoal, 1990.3.5 - Título Poucas pessoas lerão a sua tese. Dói, Dói, mas mas é verdad verdade. e. Afinal, Afinal,tes tesee é um trabal trabalho ho acadê acadêmi mico co - lon longo, go, minucioso, cansativo.E existem poucos exemplares disponíveis. Muitas   pes pesso soas as,, no enta entant nto, o, lerã lerãoo o tí títu tulo lo de sua sua tese tese.. Quem Quem são são essa essass   pes pesso soas as?O ?Ora ra,, sua sua tese tese,, depo depois is de entr entreg egue ue ao orie orient ntad ador or,, será será

encaminhada para a defesa. E passará por diversas instâncias, como departamento e congregação. Depois, o diretor convocará uma comissão - só para julgar sua tese. E a tese será lida, julgada,defendida, corrigida. Isso constará em ata. Pois ao longo de todo esse processo o título da sua tese será lido, escrito, falado.Aprovada, sua tese será referenciada, pelo título, em muitos currículos, como o seu e o do seu orientador, além dos currículos das pessoas que ajudaram você - colegas, professores,técnicos professores,técnicos e dos dos memb membro ross da comi comiss ssão ão julg julgad ador ora. a. Su Suaa tese tese tamb também ém será será referenciada nos relatórios do curso de pós-graduação e nos fichários das   bibli bibliote otecas cas que ti tiver verem em a honra honra de receb receber er um exempl exemplar ar... ...Se Se você você  publicar um trabalho sobre o mesmo assunto, certa-mente fará referência à sua tese. Também farão referências à sua tese outras pessoas que a leram e trabalharam na mesma área, como seu orientador, colegas do curs cursoo e memb membro ross da co-m co-mis issã sãoo julg julgad adora ora.A .Ass bols bolsas as de estu estudo dos, s, concedidas por agências financiadoras de pesquisa, exigem prestação de cont contas as.. Se você você rece recebe beuu um umaa bols bolsa, a, na pres presta taçã çãoo de cont contas as terá terá,, fatalmente, que citar o título de sua tese. E o título da sua tese ainda será lido por todos que dela tomarem conhecimento, conhecimento, inclusive membros desta família e seus amigos. Numa contabilidade rápida: se sua tese for lida  por meia dúzia de pessoas, o título será lido por seis dezenas. Certo? Entã Entãoo escr escrev evaa o tí títu tulo lo com com mu muit itoo capr capric icho ho.A .Aqu quii estã estãoo algu alguma mass recomendações. Um bom título deve ser:a) curto b) específico c) sem fórmulas de qualquer espécie Não se recomendam:a) títulos-frases6) tí títu tulo loss-pe perg rgun unta tass O tí títu tulo lo deve deve ser ser curt curto, o, mas mas tamb também ém deve deve ser  ser  específi específico.P co.Por or .exemplo .exemplo,, o títu título"AI lo"AIDS DS no Brasil"é' Brasil"é' suficien suficienteme temente nte curto, mas não é específico. Que aspecto da AIDS trata a tese em questão: prevenção? tratamento? problemas sociais? estatísticas? Já o título título:: Aspect Aspectos os estatí estatísti sticos cos das funçõe funçõess de produç produção ão ajust ajustada adass aos ensaios fatoriais 3-~ de adubação NPK de milho"parece específico, mas é longo - e chato!O título não deve ter fórmulas ou símbolos de qualquer  espécie; mesmo que essas fórmulas e símbolos sejam familiares para você. Já pensou quantas das pessoas que irão manusear sua tese lêem, com desenvoltura, a fórmula1 que todo estatístico sabe de cor? E quantas das pessoas que irão manusear sua tese sabem ler? Então, facilite. a vida dos outros!E não use títulos que são frases. Então, não escreva:"Adubação nitrogenada é essencial para o milho"Tampouco use títulos que são perguntas. Não escreva:"Que sabe você sobre prevenção de cáries?"Note que esses títulos são bons para a imprensa - ou mesmo   para livros de divulgação - mas não são bons como títulos de tese. Também evite as palavras que são simples recheio e nada dizem, como "Intr "Introd oduç ução ão ao estu estudo do de.. de.. : " ou "Alg "Algum umas as obse observ rvaç açõe õess sobr sobre. e... . "Finalmente, lembre que o título de sua tese será usado para referenciar  sua tese na biblioteca, por assunto. Então use"palavras-chave", ou seja,  palavras que remetam o leitor ao assunto tratado em sua tese. Se você quer que sua tese seja revista por outros autores, capriche no título! Porque :título é etiqueta: bem escolhida e bem usada, rende muito. ,4,AS QUESTÕES Técnicas dados são apresentados em tabelas e gráficos. Então, é bastante provável que, para escrever sua tese, você precise

const construi ruirr tabel tabelas as e gráfi gráficos cos.. Mas també também m são usuais usuais,, nas teses, teses, as ilustrações, como fotografias, por exemplo. Logo, é possível que você também precise se preocupar com ilustrações. Finalmente, muitas teses ostentam fórmulas e equações. É preciso saber escrevê-las. Pois destas questões trata este capítulo.4.1 · Tabelas Não construa tabelas - a menos que que seja seja nece necess ssár ário io apre aprese sent ntar ar dado dadoss repe repeti titi tivo vos. s. Este Este cons consel elho ho aparentemente estranho tem duas boas justificativas: primeiro, números valem pela informação que eles carregam. Então s6 apresente números que trazem informação relevante. Segundo, tabelas ocupam espaço e inte interr rrom ompe pem m a leit leitur uraa do text texto. o. Entã Entãoo não não desp desper erdi dice ce pape papell nem nem interrompa o leitor - a menos que você precise dar informação de interesse, mas que é repetitiva.Se você precisa dar apenas um número, não faça uma tabela: dê a informação no texto. Veja a Tabela 1: é absolu absolutam tament ente5 e544 4.3 : Outras Outras figur figuras as Às,ve Às,vezes zes é preci preciso so aprese apresenta ntar  r  outras figuras, além dos gráficos.".Uma figura vale mil palavras", é voz corren corrente te.. Mas figur figuras as custa custam m din dinhei heiro ro e, nem sempre sempre,, substi substitue tuem m  palavras: De qualquer modo, que tipo de figura pode ilustrar uma tese? Exi Existem stem vári váriaas opçõ opçõees que que, obvia viamente ente,, depen ependdem da área: rea: fotografi fotografias,f as,foto oto micrografi micrografias, as, esquemas esquemas,, plantas plantas,, desenhos desenhos técnicos técnicos,, mapa mapas. s.An Ante tes, s, poré porém, m, de pens pensar ar em rech rechea earr sua sua tese tese com com figu figura ras; s; considere o preço e a necessidade delas para seu trabalho. Some,a essas considerações, a qualidade do material que você pode produzir e depois faça sua opção:Fotografias e fotomicrografias são caras, mas muitos centros de pesquisa já estão equipados para produzir material de boa qualidade. Mesmo que você precise arcar com a despesa do material de consumo, o preço nem sempre é proibitivo. O problema é saber o que você pretende fazer e se isso é necessário. Saiba, porém, que em certas áreas - como ciências morfológicas - a fotografia é material básico. Já outras vezes, as fotografias servem apenas para atestar a qualidade do material usado ou para comprovar a quantidade de trabalho realizado.E isto isto tamb também ém pode pode ser ser esse essenc ncia ial. l.Em Em cert certas as situ situaç açõe ões, s, poré porém, m, é   perfeita perfeitament mentee dispensá dispensável vel fotografa fotografarr. Assim, Assim, não há necessid necessidade ade de fotografar mesas de trabalho, microscópios, computadores e aparelhos conve convenci nciona onais, is, mesmo mesmo que recémrecém-adq adquir uirido idoss ou `pouc `poucoo usuai usuaiss na área.Mas se você precisou inovar - por exemplo, fazer uma adaptação em umaa mesa um mesa cirú cirúrrgica gica - aval avalie ie a nece necess ssid idad adee da foto fotogr graf afia ia,, pois pois,, eventualmente, ela pode ser bastante útil para quem pretenda reproduzir  seu trabal trabalho. ho.Se Se você você fotogr fotografa afa pessoa pessoas, s, lembre lembre que é razoá razoável vel não não identificá-las, principalmente se elas estiverem em situação íntima ou embaraçosa. Mas é claro que esse cuidado não cabe se seu trabalho enfo enfoca ca,, por por exem exempl plo, o, um umaa pers person onal alid idad adee públ públic ica, a, ou pess pessoa oass em situ situaç açõe õess norm normai ais. s.Ne Nem m só foto fotogr graf afia iass são, são, poré porém, m, il ilus ustr traç açõe õess de inte intere ress sse. e.Mu Muit itas as veze vezess são são nece necess ssár ária iass outr outras as figu figura rass - como como esquemas,SG desenhos técnicos, plantas, mapas. Mas é sempre preciso avaliar- em cada caso - a necessidade da ilustração. E cuidado para não exagerar!4.4 - Notações,s convencionais Use a simbologia consagrada. Se você precisar escrever a fórmula química de um produto, escreva da maneira convencional,mesmo que você não seja químico. Não tente

inovar. Se você apresenta fórmulas matemáticas, escreva da maneira correta.Para isso, observe livros da área. De qualquer modo, cabem alguma algumass observ observaç ações ões.Pr .Prime imeiro iro,, as fórmul fórmulas as matemá matemátic ticas as devem devem ser  destacadas,para destacadas,para facilitar a leitura. Toda Toda letra que representa número deve ser escrita em itálico. Use, se possível, tipos menores para indicar índices e expoentes. Os números e os operadores (comolim para limite, log para logaritmo decimal) não devem ser escritos em itálico. Se você precisar  escrever várias fórmulas e equações, numere-ás com números arábicos consecutivos, escritos entre parênteses, na mesma linha da fórmula, e na margem à direita da página. Veja o exemplo:logY = bo + b, x +bz xz (1)Se você usa computador, lembre de informar o nome do programa, ou o centro que o utiliza, ou o nome de quem fez o programa. Se você é o autor do programa, coloque uma copiado programa no Apêndice.Finalmente, quem escreve uma tese enfrenta questões técnicas de toda toda orde ordem. m. Um bom bom cost costum umee é escl esclar arec ecer er as dúvi dúvida dass com com  profissionais da área. É por isso que os cursos de mestrado e doutorado são ministrados em universidades. Se você souber improvisar, ótimo! Mas não se transforme em charlatão.5AS OUTRAS PARTES De acordo com a ABNT3l, uma tese tem, além da parte de texto - que está discutida no Capítulo 2 deste livro - duas outras partes: a parte preliminar ou prétextual e a parte complementar ou pós-textual. É destas partes que trata este capítulo.5.1 - Parte preliminar A parte preliminar ou pré-textual, como diz o próprio nome,vem antes do texto. É formada por:Capa Página de guarda Página de rosto31'. A sigla ABNT ABNT significa Associação Associação Brasileira de Normas Técnicas. A ABNT tem diversas publicações que visam normalizar documentos. Veja Associação Brasileira de Normas Técni Técnicas cas -Apres -Apresent entaçã açãoo de disser disserta taçõe çõess e teses teses:: projet projetoo 14: 02.0202.02002185, l5pp.5g Dedica Dedicatór tóriaA iaAgra gradec decime imento ntosSu sSumár mário ioRes Resumo umoSum Summa mary5 ry5.1. .1.11 - Capa, Capa,  página de rosto e página de guarda A capa da tese deve ser impressa em cartolina ou similar.Tanto a capa como a página de rosto devem conter os seguintes elementos:a) título, em caixa alta b) nome completo do autor, em caixa alta, mas em tipo menor do que o usado para o título.c) instituição em que a tese está sendo apresentada e grau pretendido.d) local e data da publicação.O nome do orientador pode ser colocado na capa capa.. MasMas- ante antess de toma tomarr qual qualqu quer er prov provid idên ênci ciaa - cons consul ulte te seu seu orientador. orientador. Aliás, ele é a pessoa certa para informar você sobre as normas internas da instituição32. De qualquer modo, confira as informações, olhando outras teses. E, apenas como exemplo,veja esta capa de tese a seguir.Em livros, a página de rosto é idêntica à capa. Mas nas teses a   página de rosto pode exibir o nome do orientador, mês-32. Muitas instituições instituições universitárias têm normas internas bem elaboradas. Veja, Veja, por  exem exempl plo: o: ESCO ESCOLA LA SU SUPE PERI RIOR OR DE AGRI AGRICU CUL LTURA TURA "LUI "LUIZ Z DE QUEIROZ", piracicaba. Comissão de Pós-graduação. Normas para a elaboração de dissertações e teses. piracicaba, 1987.mo que não conste da capa. E você também pode colocar, colocar, na capa ou na página de rosto, sua qual qualif ific icaç ação ão prof profis issi sion onal al.. Veja eja o exem exempl ploo dado dado em segu seguid ida. a.A8 A8 QUE8TÃ QUE8TÃO O DA HETER, HETER,OCE OCEDAS DASTIC TICIA IA NA COMP COMPARAÇA ARAÇAODE ODE

DUAS MÉDIASP,ONALDO SEICHI WADA Orientador: Prof. Dr. atira Ranc Rancei eiss Nogu Noguei eira ra Diss Disser erta taçã çãoo apre aprese sent ntad adaa à Esco Escola la8u 8upe peri rior or de Agric Agricult ultura ura "Luiz "Luiz de Queir Queiroz" oz",, da Univer Universid sidade ade de 8àoPau 8àoPaulo lo,, para para obtenção do título de Mestre em Agronomia, Área de Concentração em "Estatística e Experimentação Agronômica".PIRACICABA Estado de São Paulo - Brasil Abril, 1988AS OUTRAS PARTES 61Se você quiser, ou a instituição exigir, apresente a ficha catalográfica da sua tese no verso da página de rosto. Veja o exemplo. Para fazer essa ficha, consulte um bibliotecário. Mas não se esqueça: antes de imprimir a capa e a  página de rosto,verifique as normas da instituição e fale com o seu orientador.Ficha orientador.Ficha catalográ8ca preparada pela Seção de Livros da Divisão de Bibl ibliot ioteca eca e Docu Docume ment ntaação ção - PCAP PCAP/U /USP SP Wada, Rona Ronalldo SeichiW1 SeichiW118q 18q A questão questão da heteroce heterocedast dastici iciaa na comparaçã comparaçãoo de duas médias.Piracicaba, 1988.108p.Diss. (Mestre) - ESALQ Bibliografia.1. Estatíst Estatística ica matemáti matemática ca 2. Inferênci Inferênciaa estatíst estatística ica I. Escola Escola superior superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba CDD 619.64A página de guarda é apenas uma página em branco que se intercala entre a capa e a página de rosto, rosto, por razões razões estét estétic icas. as.Ser Seráá úti útill para para você você escre escrever ver algum algumas as  palavras de próprio punho,caso queira oferecer um exemplar de sua tese a um professor,um colega, um amigo.5.1.2 - Dedicatória Todo autor pode dedicar seu trabalho a alguém. Os autores de tese geralmente fazem dedicatória, embora também exista quem não faça essa opção.Você opção.Você pode dedicar sua tese a uma s6 pessoa da família.Por exemplo:"Para minha mãe".ou para várias. Por exemplo:62 "Para minha mulher, mulher, Helena, e para meus meus filh filhos os,C ,Car arlo loss e Dani Daniel el". ".Re Rese serv rvee um umaa pági página na inte inteir iraa para para a dedicatória. Se o texto for curto, coloque-o no terço inferior da página e ao lado direito,como mostra o esquema. Para meus pais Você pode redigir a dedicatória de maneira simples e direta, como nos exemplos, ou  pode ser romântico, ou emocional. Mas evite dedicar sua tese a um número número exager exagerado ado de pessoa pessoas:" s:"Par Paraa meus meus pais, pais, min minha ha noiva noiva,, meus meus irmã irmãos os e mi minh nhas as irmã irmãs, s, meus meus cunh cunhad ados os e mi minh nhas as cunh cunhad adas as,m ,meu euss sobrinhos e minhas sobrinhas".64 Também evite o gosto duvidoso:"Para minha mais fiel colaboradora e para os frutos dessa colaboração "E sobretudo - não faça gracejos que não cabem:"A minhas mulheres e meus cachorros... "33 Você também pode dedicar sua tese a um mestre, um amigo, uma personalidade, ou mesmo às pessoas anônimas que ajudaram você, você, partic participa ipando ndo de sua pesqu pesquis isa: a: "Aos "Aos bói bóias as-fr -frias ias da região região de Piracicaba "Enfim, faça dedicatória se quiser e como quiser, mas -ao dedicar sua tese a alguém - lembre que o toureiro também dedica o touro  para uma personalidade34. No entanto, a pessoa só se sente realmente homenageada se o touro é valente...5.1.3 valente...5.1.3 – Agradecimentos Os Agradecimentos não obedecem normas nem têm caráter científico. Mas devem obedecer ao bom senso. Se alguém ajudou você a fazer sua tese, deixe registrado seu agradecimento na própria tese. Como diz Umberto Ecco - o agradecimento,33. Quem cunhou a expressão foi Tarso de Castro Castro,, jorna jornalis lista, ta, em suas suas crôni crônicas cas na imp impren rensa sa diária diária.34 .34.. Esta Esta comparação foi feita por A.J. Bachrach, que dedicou seu livro a três  pessoas.Na dedicatória, ele escreve: "A tradição manda esperar até o

meio da tourada para dedicar o touro à alguém na platéia. Saber-se-á assim se o touro é suficientemente bravo para ser ou não oferecido. Infelizmente, não é possível fazer isto com um livro e, desta forma,tomo este livro pelos chifres e o dedico a estimados amigos e colegas que me ensi ensina naram ram a pesq pesqui uisa sar: r: Murra Murrayy Si Sidm dman an Joel Joel Gree Greens nspo poon on e Fran Frank  k  Banghart" In: BACHRACH, A.J. Introdução à pesquisa psicológica, São Paulo, Herder, 1969.AS OUTRAS PARTES 6Salém de mostrar que você é cortês, também mostra que você tem trânsito no meio acadêmico, conseguindo ajuda cá e lá...Faça agradecimento explícito para todas as   pessoas que ajudaram você, em seu trabalho. Mas quem são essas  pessoas?Bem, comece pelo seu orientador35, mas também não esqueça de agra agrade dece cerr empr emprés ésti timo mo de equi equipa pame ment ntos os e doaç doação ão de mate materi rial al.. Tampouco esqueça de agradecer ajuda na coleta de dados,na condução de experimentos ou na interpretação de resultados.E agradeça qualquer tipo de ajuda financeira -como uma bolsa de estudos, por exemplo - além da ajuda de técnicos de labora-tório, bioteristas, datilógrafos e outros.Seja sempre específico em seus agradecimentos, isto é, não deixe parecer que uma pessoa pessoa,, que ajudou ajudou você você em determ determin inada ada parte do trabal trabalho, ho, é responsável por todo o trabalho. Agradeça especificamente cada tipo de ajuda, ajuda, cada cada idéia idéia releva relevante nte,, cada cada emprés empréstim timoo signif significa icativ tivo, o, porque porque agradecimento agradecimento é um crédito que a pessoa pode usar na hora de apresentar  currículo, por exemplo.E - se uma pessoa não ajudou - não agradeça. Ainda existe servilismo e muita bajulação no meio acadêmico, que levam alguns a agradecer, por escrito, o "exemplo edificante"ou a "abertura de hori horizzonte ntes" para para aque queles les que ocup ocupaam car cargos gos im impo port rtaante ntes na universidade. Se o reitor ajudou você, agradeça;se não ajudou, para que comprometê-lo?E tome cuidado com a redação. Alguns agradecimentos são frios ou - até mesmo - insuficientes. Veja, por exemplo:"Agradeço ao Joã João Ribei beiro, ro, pela cole oleta dos dos dad dados, os, e à Mari Marissa Fonte ntes, pela interpretação".Talvez você se pergunte: se o autor não coletou os dados nem os interpretou, o que é que ele fez? Bem, a tese poderia35. Nas teses defendidas no Brasil, os agradecimentos ao orientador chegam a ocupar  toda uma página, ultrapassando o limite do razoável. Em outros países, no entanto, isto nem sempre ocorre. Aliás, Aliás, Umberto Ecco recomenda não agradecer ao orientador -porque é obrigação dele orientar. Veja: ECCO, U. Op. cit.66 ser, por exemplo, de um estatístico, que usou os dados para most mo stra rarr um méto método do de anál anális ise. e. Mesm Mesmoo assi assim, m, o agra agrade deci cime ment ntoo é insuficiente. É muito difícil, para um estatístico, obter bons dados para uso próprio e é muito mais difícil conseguir quem os explique. Então, as   pessoas que têm essa grandeza - de colocar dados à disposição de interessados ou ajudar na interpretação - decididamente merecem mais aplau aplauso! so!Por Por out outro ro lado, lado, cuida cuidado do com os agrade agradecim ciment entos os demasi demasiado ado efusivos, que causam mal-estar a quem os recebe. Veja, por exemplo, este agradecimento:"Nossa gratidão eterna ao Prof. João da Silva, que nos nos encon nconttrou rou perd erdida ida nas treva revass da ignor gnorâância ncia e, com com seus conhecimentos profundos, nos guiou segura para a senda do saber".Para evitar mal-entendidos, mostre a frase que você escreveu registrando seus agradecimentos agradecimentos à pessoa citada, e peça opinião. Não arrisque amizade ou

futura colaboração por inabilidade de escrita. E não use a seção de Agradecimentos para tratar emocionalmente seus problemas com a linha teórica do curso. Então não escreva:"Sou grato aos professores - mesmo àqueles que renegaram a ciência e se transformaram em freudianos de cart cartei eiri rinh nha. a..... "36P "36Por or outr outroo lado lado,, lemb lembre re que que a tese tese é um trab trabal alho ho acad acadêm êmic icoo e, como como tal, tal, deve deve ser ser trat tratad ada. a. Entã Entãoo o esti estilo lo deve deve ser  ser  objetivo,mesmo nos agradecimentos. Não interessa, a quem lê uma tese acad acadêm êmiica, ca, a vid vida pess essoal oal de seu aut autor. or. Entã Entãoo não não misture ture agradecimentos profissionais com questões pessoais. Não escreva,por  exemplo:36. A expressão é do "analista de Bagé", personagem criado por  Luis Fernando Veríssimo. Veja: VERÍSSIMO, L.F. "O depoimento do analista analista de Bagé". Bagé". In: Veríssimo, eríssimo,L.F L.F.. A velhinh velhinhaa de Taubaté, aubaté, Porto Porto Alegre, L.P.M., 1983.AS OUTRAS PARTES 67"Ao Professor Carlos Aguiar agradeço a orientação deste trabalho e a minha esposa Amélia, que é a Amélia de verdade, agradeço o amor e a abnegação. "Ou ainda:"Ao professor Carlos Aguiar agradeço a orientação deste trabalho e aos meus meus compan companhei heiros ros de tanta tantass orgias orgias etílic etílicas, as, por estes estes rincõe rincõess longínquos de minha terra natal, agradeço a compreensão e a amizade. "Finalmente, um problema real: o que fazer em relação à pessoa que ajudou você, mas que seu orientador não aprecia?Se seu orientador tem talento, ele separa questões pessoais de julgamento científico. Mas se é mau caráter, não vai gostar dever reconhecido o trabalho de um desafeto. desafeto. O que fazer? Como diz Umberto Ecco, se seu orientador é mau caráter e você escolheu ser igual a ele... não agradeça a quem não interessa3'.5.1.4 - Sumário Entende-se por Sumário a enumeração das principais divisões ou partes da tese, isto é, a enumeração dos capítulos capítulos e suas divisões, com a respectiva paginação. Não se enumeram, no Sumário, apenas as partes da tese que o precedem, isto é, capa,página de guarda, página de rosto, dedicató dedicatória ria e agradeci agradeciment mentos.V os.Veja eja o esquema esquema dado em seguida, seguida, que mostra como se faz um "Sumário". Note os títulos dos capítulos, escritos escritos em letras maiúsculas. Observe as linhas de pontos interligando os títulos dos capítulos e subdivisões com os números das página sem que se iniciam. Observe também a coluna com os números37. In: ECCO, U. Op. ci~.68das páginas que têm, em seu topo, a palavra Página. Veja apalavra Sumário, em maiúsculas, escrita no alto e no centro.Finalmente, centro.Finalmente, note que a numeração das páginas, na parte pré-textual (com exceção da página de guarda e da página de rosto,que não têm números) é feita em algarismos romanos e com letras minúsculas e, nas demais páginas (a partir da  primeira  primeira página página de de Introdu Introdução) ção),, em algarismo algarismoss arábic arábicos. os. SUMÁRIO SUMÁRIO Página RESUMO.................................. RESUMO......................................................... .............................................. ............................ ..... vi SUMMARY .... ............................................................................................................................................................ vill vill11 INTROD INTRODUÇÀ UÇÀO O ...... ......... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ....... 12 REVI REVISÃ SÃO O DA LITE LITER RATURA TURA .... .......................................................................... .. 53 Meto Metodo dolo logi giaa .... .......................................................................................................................................... 18 3.1 3.1 Méto Método doss mat matem emát átic icos os .... .................................................................................... 20 3.2 3.2 - Méto Método doss estatí estatísti sticos cos ...... ......... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ... 294 - RESUL RESULT TADOS ADOS E

DISCUS DISCUSSÃO SÃO ...... ......... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ...... ... 626 - REFERË REFERËNCI NCIAS AS Bibl Biblio iogr gráf áfic icas as ..... ............................................................. 79 APËN AP ËNDI DICE CE .......... ............... .......... .......... .......... .......... .......... .......... .......... .......... .......... .......... .......... .......... .......... ....... 90També 90Também m podem podem ser apresentadas, no final do Sumário,listas de tabelas e figuras. Nesse caso, indicam-se os números das páginas em que aparecem cada tabela ou cada figura. Veja o exemplo dado em seguida.LISTA DE TABELAS Página Tabela 1: População brasileira presente segundo o sexo, de acordo com o censo demográfico de 1970 .... .................................................................................................. 85T 85Tabel abelaa 2: Po Popu pula laçã çãoo bras brasil ilei eira ra recenseada, segundo o sexo e a idade, de acordo com o censo demo demogr gráf áfic icoo de 1970 1970 .... ........................................................ 87T 87Tabel abelaa 3: Po Popu pula laçã çãoo  bra  brasi sile leir iraa rec recen ense sead ada, a, segu segund ndoo o sexo sexo,, a idad idadee e a alfa alfabe beti tiza zaçã ção, o, de acor acordo do com com o cens censoo demo demogr gráf áfic icoo de 1970 1970 .... ................................ ..... 90AS 90AS OUTRAS PARTES 69Convém lembrar que alguns autores e as editoras em geral referem-se ao Sumário como Índice mas - de acordo com a ABNT - não se deve confundir confundir Sumário Sumário com Índice.5. Índice.5.1.5 1.5 - Resumo e Sumário "Resumo" tem a finalidade de apresentar uma descrição breve do problema estudado e das soluções encontradas. Então,no "Resumo" você deve:a) expor o objetivo da sua tese b) citar a metodologia c) aprese apresenta ntarr os princi principai paiss result resultado adoss d) dar as suas suas concl conclusõ usões. es.Não Não coloque, no "Resumo":a) aspectos do trabalho não descritos no texto;b) tabelas, figuras e fórmulas;c) referências a outros autores.Tudo o que você pretende escrever no "Resumo" já deve ter sido escrito no corpo da tese. Portanto, nada de "idéias novas". Embora seu resumo deva ser autoexplicativo, não faça tabelas nem figuras. Também evite números e fórmulas. E não cite autores, a menos que sua tese proponha modificação de método consagrado. Nesse caso, cite o autor do método, até mesmo no "Resumo".Procure prender a atenção do leitor. Se seu leitor não gostar  do "Resumo", será que irá se interessar pelo resto da tese?Use linguagem linguagem clara, familiar ao seu público. E - sobretudo- seja breve. De acordo com a ABNT, um resumo deve ter,no máximo, 500 palavras. Mas se você puder  se lim limit itar ar a 300pal 300palavr avras, as, por que escrever escrever mais? mais?Dep Depois ois de feito feito o "Resumo" você pode vertê-lo para o inglês - e terá pronto o "Summary". Mas cabe aqui uma advertência: é no "Summary" que se encontra o maior número de tropeços com a língua - no caso, a inglesa. E tais tropeç tropeços os mui muita tass vezes vezes são são explic explicado adoss pela pela imp imprec recis isão ão do texto texto em  português. Então muito capricho ao escrever o "Resumo"! De qual-g " y"quer modo, não se esqueça de submeter o Sumário a um nativo da língua inglesa ou, pelo menos, a uma pessoa que tenha bom domínio dessa língua.E saiba que vale a pena fazer um "Summary". A idéia   par parec ece, e, à prim primei eira ra vist vista, a, pret preten ensi sios osa. a. No enta entant nto, o, o Bras Brasil il está está organizando um banco de teses e o resumo em inglês pode facilitar o intercâmbio de informações com profissionais de outros países. Mais ainda: pode ser, para você, a primeira experiência de escrever em língua inglesa. E se você tem vontade de ser pesquisador, está na hora de começar a escrever em inglês.Finalmente, lembre que certas instituições consideram obrigatória a inclusão de um resumo em inglês na tese, mesmo antes da defesa. Já outras instituições consideram que o resumo

em inglês só deve ser feito se a tese for aprovada. E existem instituições que não exigem que a tese tenha um resumo em inglês... Então, veja as regras da sua instituição e as siga.5.2 - Parte complementar ou póstextu textual al A parte parte comple compleme menta ntarr ou pós-te pós-text xtual ual vem, vem, como como ind indica ica o nome,depois do texto da tese. Constitui-se dos segmentos elementos:Apêndice Índice Referências Bibliográficas.5.2.1. - Apêndice Coloque em "Apêndice" todos os elementos que não são essenciais à comp compre reen ensã sãoo do text textoo e que que cort cortar aria iam m o ritm ritmoo de leit leitur ura. a.Sã Sãoo class classica icamen mente te coloc colocado adoss em "Apênd "Apêndice ice"" um ou mais mais dos segui seguinte ntess eleme elemento ntos, s, caso caso exist existam: am:AS AS OUTRAS OUTRAS PARTES ARTES a) quest question ionári ários os impressos, usados para o levantamento levantamento dedados.b) modelo do formulário de cons consen enti time ment ntoo escl esclar arec ecid idoo do paci pacien ente te que que se subm submet eteu eu ao experimento clínico, caso o trabalho de tese exija experimentação com seres humanos.c) dados brutos, desde que em grande número.d) detalhes das análi análises ses estat estatíst ística icas.e s.e)) descri descrição ção adicio adicional nal da metodo metodolog logia. ia.f) f) ilustrações que apenas atestam a qualidade ou a quantidade de material utilizad util izado.g) o.g) fac-símil fac-símiles es de document documentoo não-essen não-essenciai ciais.h) s.h) programa programa de computador, se foi feito pelo autor da tese.5.2.2. - Índice O "Índice" é uma relação, em ordem alfabética, de assunto se autores, com indicação da página do trabalho onde o assunto é tratado ou onde o autor é citado. O "Índice" é remissivo,pois remete o leitor à página onde está o assunto ou o autor procurado. Veja o exemplo dado em seguida.N RNey Neyman, an, J, J, 30 30 .Ney Neyman, an, lem lemaa de de Ney Neym man Pe Pearson rson,, .vid .videe Lema de Neyman - Pearson .Nível . de confiança, 80-82 de sign signif ific icân ânci cia, a, 60-6 60-66N 6Nor orma mal, l, dist distri ribu buiç ição ão,, vide vide Dist Distri ribu buiç ição ão norma normall Nulidade, hipótese da, vide Hipótese da nulidade Só se recomendam índices em teses longas com muitas citações, como são algumas teses feitas nas áreas de ciências humanas. Se as teses são de natureza experimental e têm cerca de100 páginas ou menos; o índice é  perfeitamente dispensável.2 5.2.3. - Referências Bibliográficas literatura mencio mencionad nadaa no texto texto do trabal trabalho ho deve deve ser ser relaci relaciona onada da sob sob o tí títul tuloo "Referências Bibliográficas". Para fazer as referências bibliográficas, é indispensável seguir normas técnicas. Siga as normas do seu curso ou de sua instituição, ou de periódicos importantes em sua área de trabalho. Ou siga as normas da ABNT3g.Lembre que as referências bibliográficas devem permitir ao seu leitor localizar o trabalho que você cita. Então, não seja descuidado. Releia o que você escreveu. Na dúvida, peça ajuda ao seu orientador ou ao bibliotecário bibliotecário da sua instituição. Os bibliotecários segu seguem em as norm normas as da ABNT ABNT e gera geralm lmen ente te são são pess pessoa oass bast bastan ante te conhecedoras dessas normas. Eles podem ajudar você na normalização das referências bibliográficas.Mas o que é mais importante: olhe as "Ref "Refer erên ênci cias as Bibl Biblio iogr gráf áfic icas as"" crit critic icam amen ente te.. São São sufi sufici cien ente tes? s? São São abrangentes? São atualizadas? atualizadas? Que a resposta seja positiva porque, a esta altura dos acontecimentos...38. As normas da ABNT são as mais usadas. Veja: eja: AS ASSO SOCI CIAÇ AÇÃO ÃO BRAS BRASIL ILEI EIRA RADE DE NORM NORMAS AS TÉCN TÉCNIC ICAS AS.. Referências bibliográficas: bibliográficas: NB-66 CNBR 60230, Rio de janeiro, 1978 17  pp. que ainda estão em uso em muitas instituições. Mas seja também: ASSO-CIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Referências

 bibliográficas NBR6023. Rio de Janeiro, 1989, 19 pp. que traz algumas mudanças na estrutura das referências,principalmente no que se refere aos periódicos.6, ,AS ULTIMAS DUVIDASA leitura deste livro pode ter  deixado deixado a impressão impressão de que escrever escrever uma tese é fácil fácil - basta basta seguir um roteiro. Não é bem assim. Para escrever uma tese de bom nível é preciso que o aluno tenha feito pesquisa de bom nível. Então não basta a forma é  preciso conteúdo. Porém, não basta o conteúdo - é preciso a forma. E aí está a razão deste livro: ensinar truques e estratégias estratégias para que você possa escrever sua tese. Mas convém discutir também outras poucas dúvidas, que assaltam o aluno que está fazendo curso de pós-graduação.6.1 Aptidão para a pesquisa Você provavelmente já se perguntou se tem apti aptidã dãoo para para o trab trabal alho ho acad acadêm êmic ico. o. Po Pois is um jorn jornal alis ista ta amer americ ican anoo entrevistou dezenas dos mais importantes pesquisadores médicos dos estado estadoss Unidos Unidos e depoi depoiss procu procurou rou descre descreve verr suas suas person personali alidad dadee se opiniões 39. Veja se você tem os cinco traços de caráter que são característicos característicos desses homens, segundo o jornalista.39. jornalista.39. ROBINSON, P. P. The The Mira Miracl clee Find Finder ers: s: The The Stor Storie iess Behi Behind nd the the Most Most im impo port rtan antt Breakthroughs in Modern Medicine. Nova York, Mc Kay, 1974.4 Todo  pesquisador tem curiosidade intelectual ligada a um impulso criativo, que o leva não apenas à indagação, mas à busca de respostas práticas para a  própria indagação. Os pesquisadores têm, também, enorme entusiasmo   pelo que fazem e contagiam as pessoas com esse entusiasmo. E têm independência mental, isto é, confiam no próprio julgamento até as raias da arrogância e da obstinação. Têm, também, grande capacidade de trab trabal alho ho,, cheg chegan ando do mesm mesmoo a dedi dedica carr pouc poucoo temp tempoo à famí famíli liaa e à recreação. E têm ambição, no sentido de buscar a fama e lutar por crédito  para suas realizações.Note que essas características são importantes para   pesqu pesquisa isador dores es americ americano anoss de destaq destaque, ue, que trabal trabalham ham em situa situação ção altame altament ntee compet competiti itiva va e precis precisam am abrir abrir espaço espaço e conseg conseguir uir verbas verbas (grants). Mas não deixam de dar uma indicação - na falta de melhor - das qualidades que se espera de um pesquisador.Você acha que se encaixa no modelo?6.2 - Dificuldade na redação Que faz o candidato que quer  apresentar sua tese mas não consegue escrevê-la? Bem, talvez encontre alguém que escreva a tese para ele... Não é fácil encontrar esse alguém, embora orienta-dores de primeira viagem, ou professores jovens que aind aindaa não não têm têm orie orient ntad ados os e quer querem em mo most stra rarr como como são são capa capaze zess de enfr enfren enta tarr esse esse ti tipo po de trab trabal alho ho,, às veze vezess se pres preste tem, m, mesm mesmoo que que inadvertidamente, a esse serviço. Outras vezes, porém, são os velhos mestres que acabam dando mais do que ajuda na redação de uma tese, só   po porqu rque o can candida didatto é incom ncomppetent tentee e o depa depart rtam amen entto que quer, desesp desespera eradam dament ente, e, se li livra vrarr dele. dele...~ ..~°.E °.Exis xistem tem - é claro claro - diver diverso soss expedientes para conseguir que alguém escreva uma tese para você. Todos eles são, no40. É função do orientador dar ajuda na redação de uma tese. Mas não deve o orienta-dor, nem qualquer outra pessoa colegas, professores ou mesmo pais equivocados -escrever a tese pelo candidato.( entanto, ilegais, porque é o candidato ao título acadêmico quem quem deve deve redi redigi girr a tese tese.. Entã Entãoo - embo embora ra seja seja razo razoáv ável el algu alguma ma dificuldade - se você achar que não consegue redigir uma tese,desista da

idéia de virar doutor...Se você não quiser desistir, talvez possa copiar  uma tese,já apresentada em outro lugar, isto é, talvez você queira fazer  um plágio4l. É preciso, porém, muita esperteza para embarcar nesse tipo de negócio. Só copie o que você (com alguma dose de boa vontade)  poderia ter feito. Afinal, você não seria tão ingênuo a ponto de copiar  uma tese sobre Literatura Inglesa e apresentá-la como tese em um Departamento de Tecnologia de Alimentos, não é mesmo? É preciso,  portanto, algum capricho.Mas se você estiver resolvido a engrossar as fileiras do banditismo acadêmico, faça um plágio. Para isso, trabalhe com esmero! Não copie, parafraseie, isto é, mude o estilo. E não cometa os mesmos erros ortográficos, nem faça os mesmos erros nas referências  bibliográficas... Mas - sobretudo - dê preferência às teses defendidas em outros lugares. Como diz Umberto Ecco,você pode apresentar em Milão uma tese defendida na Catânia...426.3 - Dúvida sobre o tema Quem está desenvolvendo uma tese na área de Agricultura achaque escrever uma tese na área de Estatística é fácil: basta um computador. Quem está desenvolvendo uma tese na área de Estatística acha que escrever uma tese na área de Farmacologia é fácil: bastam alguns ratos. Quem está desenvolvendo uma tese em Farmacologia acha que...Na verdade, é difícil (e é fácil) desenvolver uma tese -qualquer que seja a área. E o grau de dificuldade (ou de facilidade-41. facilidade-41. O plágio deve ser punido. Aliás, está sujeito às penalidades legais. Veja: VIEIRA,S. e HOSSNE, W.S. "Fraude em Ciência". In: VIEIRA, S. e HOSSNE, W.S. experimentação com seres humanos. 2' ed. São Paulo, Moderna, 1988.42. In: ECCO, U. Op. cit.AS ÚLTIMAS DÚVIDAS 77dade) não está relacionado com a área de pesquisa, mas com uma série de outros fatores - como a aptidão do candidato para a pesquisa, o grau de envolvimento e a competência do orientador, as experiências do curso e - é claro - o tema da tese43.Sempre é mais fácil desenvolver uma tese na linha de pesquisa do orientador. A orientação se torna mais segura porque0 orientador sabe exatamente aonde quer chegar. Mas - por isso mesmo - o trabalho do aluno se torna menos criativo.Não existe sequer a necessidade de resolver as próprias dúvidas.Basta perguntar ao orientador... No entanto, o orientador que só aceita trabalhar em assunto muito específico corre o risco de se repetir  indefi ind efini nidam dament ente.E e.Ent ntão, ão, se você você qui quiser ser andar andar pelas pelas própri próprias as perna pernas, s, escolha um tema de pesquisa paralelo paralelo à linha de pesquisa do seu orientador. Só assim se ampliam os horizontes! Saiba, porém, que você terá dificuldade dificuldade em resolver r esolver as próprias dúvidas e terá maior probabilidade de erro. Mas também terá maior chance de fazer uma descoberta... Se seu orientador aceita desafios, por que não tentar? O especialista orienta de maneira estrita, mas o orientador que não é especialista sobre o tema de uma tese pode ser um leitor crítico, que um bom candidato ao título de doutor certamente saberá aproveitar.É possível, possível, porém, que você enfrente alguma dificuldade para conseguir ajuda financeira para o seu projeto de  pesquisa'.As agências financiadoras tendem a prestigiar especialistas da área que estão envolvidos em grandes projetos. Mas não desanime. Essa   pos posiç ição ão das das fina financ ncia iado dora rass não não im impl plic icaa na afir afirma mati tiva va dequ dequee nãonãoespecialistas, ou pesquisadores de centro menores, não possam produzir 

trabalho de bom nível. Mais ainda, quando só43. O aluno que pretende desenvolver tese sobre tema que o Departamento não tem especialista  pode buscar orientação fora. A ajuda ajuda externa é, em geral, bem-vinda, mas  pode melindrar os menos capazes.44. Muitas teses são subprojetos dentro do projeto de trabalho de toda uma equipe.Se não existem projetos que enquadrem determinada tese na instituição, o aluno pode até conseguir  financiamento para uma pesquisa individual, mas sempre é mais difícil em um grupo produz determinado tipo de conhecimento, conhecimento, corre o risco de errar e persistir no erro. A competitividade é salutar.Então, mãos à obra!6.4 - O relacionamento com o orientador Embora a qualidade e a quantidade de orientação efetiva dada a um trabalho de tese sejam extrem extremame amente nte variá variávei veis, s, o relaci relaciona onamen mento to do orien orientad tador or com seu orientado é, em geral, bastante bom. Aliás, existem orientadores que ajudam mais do que se espera deles, se bem que também existam aqueles que que não ajuda judam, m, nunc nuncaa estão tão pres resent entes e até explor ploraam seus eus orientados45.Mas faça o possível para manter, com seu orientador, um relac relacion ioname ament ntoo equil equilib ibrad rado.D o.Dee qualqu qualquer er mo modo, do, saiba saiba que é difíc difícil il estipular a quantidade de ajuda que deve ser dada a um aluno de pósgraduação.Se é verdade que o orientador deve ter autoridade sobre a tese que orienta - afinal ele é co-responsável pelo trabalho - também é verdade que o aluno precisa ter certa autonomia. Onde começa uma e onde acaba outra? É claro que um orientador não deve colocar seu aluno dentro do laboratório e mandar que esse aluno siga a própria inspiração. Mas o orientador também não deve fazer com que o aluno vista seu método como uma camisa-de-força. Aluno e orientador devem trabalhar   juntos, na tentativa de produzir conhecimento novo: Seria ingênuo pensar  que toda tese representa real avanço da ciência,mas é justo esperar que toda tese traga alguma luz para o ambiente em que foi defendida. Afinal, Afinal, tese é resposta a uma indagação - não mero instrumento para promoção no emprego.45. Boa parte dos alunos queixa-se da falta de orientação. Tais queixas nem sempre precedem, mas, às vezes, estas são mais do que  justas. O aluno procura, então, a ajuda de pesquisadores pesquisadores na instituição de origem, de colegas e de outros professores, que não0 orientador.46. orientador.46. Veja: Veja: CASTRO, C.M. A prática da pesquisa, São Paulo, Mc Graw, 1972.gQ Por estas razões todas, parece que um critério para avaliar se uma tese é  boa ainda é saber se, no final, o orientador aprendeu alguma coisa. Porque, se a tese.só comprova o que o orientador já sabia, ela é simples repeteco. Mas que você consiga acertar na dose è que, em breve, esteja rece recebbendo endo cum umpr prim imen enttos pel pelo novo títu ítulo. lo. "Ao "Ao ven venced cedor, or, as   batat batatas! as!4~4 4~47. 7. MACHAD MACHADO O DE ASS ASSIS, IS, J.M. J.M. Quinca Quincass Borba. Borba. Rio de Janeir Janeiro, o, Jackso Jackson, n, 1937.E 1937.Este ste li livro vro ensin ensinaa você você como como escrev escrever er uma tese.Não é, porém, um manual que deve ser seguido à risca: consulte seu orientador. Mas este livro ensina por onde começar.COMO ESCREVER  UMA TESE Sônia Vieira O que é uma tese? É o trabalho apresentado à universidade pelo candidato ao título de doutor, para a obtenção do título. O trabalho é feito sob a orientação de um pesquisador experiente, o orientador. A tese é escrita de maneira convencional e impressa em formato padrão. Depois, é submetida à apreciação de uma comissão

 julgadora e defendida publicamente.Como publicamente.Como se escolhe o tema da tese? De que partes se compõe uma tese? Em quanto tempo se escreve uma tese? Cabe aqui uma recomendação que vai valer o seu tempo: escolhem um tema limitado, um orientador equilibrado e competente, e trabalhe com afinco, mas sem pretensões exageradas. exageradas. Afinal, você vai apenas escrever  uma tese - não vai abalar a ciência., nem salvar o mundo.Quais as virtudes desta obra? Uma bem expressa informalidade; um excelente senso didático; elevado grau de empatia da autora; ênfase à pesquisa de  bom nível; abordagem humana da interação orientador-orientando; orientador-orientando; estilo  bem exemplificativo e concisão; e uso integrado da ilustração realçando a exposição. Enfim, gostei muito e recomendo sua publicação. São as  palavras do eminente Prof. FRANCISCO GOMES DE MATOS., Autora de vários livros publicados professora - Titular de Bioestatística na UNIC UNICAM AMPP, incl inclus usiv ive, e, trab trabal alho hoss publ public icad ados os no Bras Brasil il e exte exteri rior  or  LIVRARIA PIONEIRA

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