Aula 08

September 2, 2017 | Author: Marcella Concurseira | Category: Vitreous Enamel, Paint, Manmade Materials, Industrial Processes, Chemistry
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Engenharia Civil CEF 2013 - Teoria e Exercícios - Estratégia Concursos...

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8

AULA 8: Cobertura, Pintura e Esquadrias SUMÁRIO

PÁGINA

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

2

1.

COBERTURA

3

2.

PINTURA

5

3.

ESQUADRIAS

19

4.

QUESTÕES COMENTADAS

29

5.

QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA

61

6.

GABARITO

74

7.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

74

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Olá pessoal, nesta aula apresentamos os assuntos: Cobertura, Pinturas e Esquadrias, tentando selecionar o máximo de informações na parte teórica para tentar acertar o que será cobrado na prova de vocês. De qualquer forma, sempre citamos a fonte, seja no próprio texto, seja na bibliografia. Com isso, vocês podem recorrer a elas para estudar mais detalhes. Com essa aula, acho que vencemos boa parte da nossa matéria. Bons estudos e bom foco !

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 CONSTRUÇÃO CIVIL 1 – COBERTURA 1.1 – Coberturas de Madeira A estrutura de madeira é composta por uma armação principal e outra secundária, também conhecida por trama. A estrutura principal poderá ser constituída por tesouras ou por pontaletes e vigas principais, sendo a trama constituída pelas ripas, pelos caibros e pelas terças.

Fonte: < http://materiadocurso.blogspot.com.br/2010/10/cobertura-dicas-calculos-etc.html>

- Ripas: peças de madeira colocadas horizontalmente e pregadas sobre os caibros, atuando como apoio das telhas cerâmicas.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 - Caibros: peças de madeira dispostas com a inclinação da cobertura de telhas cerâmicas e apoiadas sobre as terças, atuando por sua vez como suporte das ripas. - Terças: peças de madeira colocadas horizontalmente e apoiadas sobre tesouras, sobre pontaletes ou anda sobre paredes, funcionando como sustentação dos caibros em telhados cerâmicos ou diretamente de telhas de fibrocimento. - Frechal: viga de madeira colocada no respaldo de paredes, com a função de distribuir as cargas concentradas provenientes de tesouras, de vigas principais ou de outras peças de madeira da estrutura; costuma-se chamar também de frechal a terça da extremidade inferior do telhado. - Terça de Cumeeira: terça posicionada na parte mais alta do telhado. - Pontaletes: peças de madeira dispostas verticalmente, constituindo pilaretes apoiados na laje de cobertura, sobre os quais se apoiam as vigas principais ou as terças. - Tesoura: treliça de madeira que serve de apoio para a trama. As barras da tesoura recebem designações próprias, quais sejam: empena ou banzo superior (com a inclinação da cobertura); linha, tirante ou banzo inferior (horizontal); montante (vertical, não central); montante principal ou pendural (vertical central); diagonal ou escora (inclinada interna). - Chapuz: calço de madeira, geralmente de forma triangular, que serve de apoio lateral para a terça. - Mão-francesa: peça disposta de forma inclinada, com a finalidade de travar (contraventar) a estrutura. - Água: superfície plana e inclinada do telhado. - Beiral: projeção do telhado para fora do alinhamento da parede da fachada.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 - Cumeeira: aresta horizontal delimitada pelo encontro entre duas águas (painéis do telhado), geralmente localizada na parte mais alta do telhado. - Espigão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas águas que formam um ângulo saliente, sendo consequentemente um divisor de águas. - Rincão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas

águas

que

formam

um

ângulo

reentrante,

sendo

consequentemente um captador de águas (também chamado de água-furtada). - Rufo: peça complementar de arremate entre o telhado e uma parede. - Fiada: sequência de telhas na direção horizontal.

2 – PINTURA Adotei como base o livro “Técnica de Edificar”, do autor Walid Yazigi,

com

apoio

no

sitio

,

dos

autores Sabbatini et al. (2003) e no sitio . 2.1 - Introdução As superfícies rebocadas (a receberem pintura) deverão ser examinadas

e

corrigidas

de

todos

e

quaisquer

defeitos

de

revestimento, antes do inicio dos serviços de pintura. Todas as superfícies a pintar serão cuidadosamente limpas, isentas de poeira, gorduras e outras impurezas. As superfícies

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 poderão receber pintura somente quando estiverem completamente secas. A principal causa da curta durabilidade da película de tinta é a má qualidade da primeira dentão, de fundo (primer), ou a negligência em providenciar boa base para a tinta. Nas paredes com reboco, têm de ser aplicadas as seguintes de mãos: - selador: composição líquida que visa reduzir e uniformizar a absorção inútil e excessiva da superfície; - emassado: para fechar fissuras e pequenos buracos que ficarem na superfície e que só aparecem após a primeira demão de selador; - aparelhamento (da base): para mudar as condições da superfície, alisando-a ou dando-lhe uma textura especial; A segunda demão e as subsequentes só poderão ser aplicadas quando a anterior estiver inteiramente seca, sendo observado, em geral, o intervalo mínimo de 24 h entre as diferentes aplicações. Após o emassamento, esse intervalo será de 48 h. Serão dadas tantas demãos quantas forem necessárias, até que sejam obtidas a coloração uniforme desejada e a tonalidade equivalente, partindo dos tons mais claros para os tons mais escuros. Nas esquadrias de ferro, após a limpeza da peça, serão aplicadas as seguintes demãos: - fundo antióxido de ancoragem (zarcão ou cromato de zinco) - selador - emassado Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 - fundo mate (sem brilho). Em resumo, temos as tintas de fundo (seladores, primers anticorrosivos,

fundos

preparadores

de

superfície),

massas

de

nivelamento (massa corrida, massa à óleo, massa para madeira) e tintas e vernizes para acabamento. Os principais sistemas de pintura empregados na construção imobiliária são os baseados nas resinas PVA, acrílicas e alquídicas, e na

construção

industrial

empregam-se

sistemas

de

pintura

formulados a partir de diversas resinas como as epoxídicas, de poliester e de Borracha clorada. A tinta de fundo (ou primer) trata-se de substância líquida, constituída por resinas, solventes (ou água), pigmentos e aditivos, aplicado inicialmente (primeira demão) sobre um substrato, com a função de preparar a base para receber a massa e ou a tinta de acabamento, além das seguintes funções: - diminuir e uniformizar a absorção; - isolar quimicamente a tinta do substrato; - melhorar a aderência; - diminuir o consumo da tinta de acabamento; - proteger quimicamente contra corrosão dos metais. A massa de nivelamento é uma substância pastosa, constituída por resinas solventes (ou água) e cargas inertes, aplicado sobre a superfície já preparada com o fundo, com a função de corrigir irregularidades e proporcionar superfície com textura lisa.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 E a tinta de acabamento é um substância líquida, constituída de resinas, solventes (ou água), pigmentos e aditivos que, após ser aplicada e secar (ou curar), converte-se em película sólida, aderente e flexível, com a função de acabamento final da pintura. O verniz é uma substância líquida, constituída por resinas, solventes e aditivos, que, após aplicação, sofre um processo de cura e se converte em uma película transparente, aderente e flexível. 2.2 – Tintas (Sabbatini et al., 2003) a) Constituintes das tintas Solventes: veículos voláteis que dissolvem as resinas e conferem adequada viscosidade. Resinas: veículos poliméricos, não-voláteis. Pigmentos: substâncias minerais ou orgânicas responsáveis pela cor, brilho, opacidade, atividade química protetiva e carga inerte (inexistentes nos vernizes). Aditivos: conferem ou modificam características das tintas, podendo ter função de secante, plastificante, antimofo etc. b) Tipos de Pintura em função do Substrato b.1) Pinturas para alvenaria, concreto, argamassas e gesso: - Pinturas permeáveis ao vapor d’água: - emulsões à base de resinas PVA, acrílicas ou estirenoacrílicas; - tintas à base de cimento ou de cal (caiação).

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 - Pinturas impermeáveis ao vapor d’água: - alquídicas (esmaltes sintéticos); - epóxi, borracha clorada etc.; - vernizes alquídicos, acrílicos ou poliuretânicos. - Pinturas hidrofugantes (não há a formação da película): - Emulsões e soluções de silicones; - Soluções de silano-siloxano. b.2) Pintura para Madeira - Tintas Alquídicas: esmalte a óleo, esmalte sintético. - Esmaltes Acrílicos (base água) - Vernizes: alquídicos, poliuretânicos. b.3) Pintura para Metais - Alquídicas: esmaltes sintéticos - Epoxidícas, de borracha, clorada, de poliester. 2.3 – Pintura à Latex (PVA) A tinta látex tem sua composição à base de copolímeros de PVA (acetato de polivinila) emulsionados em água, pigmentada, de secagem ao ar. O tempo de secagem é de ½ h a 2 h ao toque; de 3 h a 6 h entre demãos; de 24 h para secagem final em ambientes internos; e de 72 h de secagem final para ambientes externos. Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Utilização básica: superfícies de quaisquer inclinações, internas ou

externas, onde

se

quer resistência

aos raios solares, às

intempéries e que estejam sujeitas à limpeza freqüente. Poderá ser aplicada

sobre

reboco

de

tempo

de

cura

recente,

pois

sua

microporosidade permite a exsudação por osmose, de eventual umidade das paredes (respiração da película), sem empolamento nem afetação do acabamento. Não se poderá utilizar diretamente sobre superfícies metálicas. Em superfícies muito absorventes ou pulverulentas, como tijolos de barro, reboco muito poroso, mole e arenoso, aplicar uma ou duas demãos de selador. Quando for indicado revestimento com massa corrida, o trabalho será executado conforme as seguintes indicações: - duas demãos de massa corrida (lixa fina entre uma e outra demão) aplicadas com desempenadeira de aço ou espátula; - intervalo mínimo de 6 h entre as demãos; - lixamento da última demão; - pintura com tinta látex, em duas demãos, das superfícies já tratadas com massa corrida. Orientações: pintar primeiramente as superfícies exteriores e depois as interiores; pintar o prédio de cima para baixo. 2.4 – Pintura com Tinta acrílica Á base de água, com consistência de massa, boa cobertura, fácil aplicação e secagem rápida. Proporciona acabamentos com efeitos especiais ou desenhos em alto e baixo relevo.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Pode ser usada em superfícies externas e internas de alvenaria, reboco e concreto. Pode ser aplicada também em madeiras e metais previamente preparados. Apresenta a vantagem de disfarçar as irregularidades e as imperfeições das superfícies em que é aplicada. 2.5 – Pintura a Esmalte Os esmaltes são obtidos adicionando pigmentos aos vernizes ou às lacas, resultando daí uma tinta caracterizada pela capacidade de formar um filme excepcionalmente liso. O esmalte sintético é fabricado à base de resinas alquídicas obtidas pela reação de poliésteres e óleos secativos. Á base solvente com boa cobertura, bom alastramento e ótima resistência ao mofo. Pode ser aplicado em superfícies externas e internas de madeira, metais, alumínio e alvenaria. Destinam-se à pintura de portas de madeira e ferro, janelas de madeira ou ferro, chapas de ferro ou aço, portões de ferro, mesa de ferro, compensados de madeira etc. É preciso aplicar a primeira demão de selador (primer) de acordo com o tipo de base (madeira ou ferro), em uma ou duas camadas, espaçadas de 18 h a 24 h, conforme o caso. Em seguida, o esmalte sintético será aplicado com pincel, rolo, revólver ou por imersão, diluído com solvente, se necessário, em função do tipo de base. Serão suficientes duas a três demãos. a) Esmalte sobre superfície de madeira: Limpeza preliminar pelo lixamento a seco com lixa nº 1 e remoção do pó da lixa. Em seguida, uma demão de aparelhamento, Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 aplicada com trincha, de acabamento fosco. Após, uma demão de massa corrida, aplicada com espátula ou desempenadeira metálica, bem calcada em todas as fendas, depressões e orifícios de pregos ou parafusos. Em seguida, lixamento a seco com lixa nº 1 ou nº 1,5 e subsequente limpeza com pano seco. Após, segunda demão leve de massa corrida, corrigindo defeitos remanescentes. Em seguida, lixamento a seco com lixa nº 00 e subsequente limpeza com pano seco.

Finalmente,

duas

demãos

de

acabamento

com

esmalte

sintético, sendo a primeira fosca. A massa corrida sintética só poderá ser usada em interiores ou exteriores abrigados, à sombra, distante de intempéries. b) Esmalte sobre superfície metálica: Caso a pintura de fundo (dada nas esquadrias pelo serralheiro, na oficina, antes da colocação da peça) esteja danificada ou manchada, retocar toda a área afetada, bem como todas as áreas sem pintura e os pontos de solda, utilizando a mesma tinta empregada pelo serralheiro. Efetuar, em seguida, sobre as superfícies de ferro, a remoção de eventuais pontos de ferrugem, quer seja por processo mecânico (aplicação de escova de aço seguida de lixamento, e remoção do pó com estopa umedecida em benzina), quer seja por processo químico (lavagem com ácido clorídrico diluído, água de cal etc). Após,

deverá

ser

aplicada

uma

demão

de

tinta

zarcão

verdadeira ou de cromato de zinco. Não constituindo a demão de fundo anticorrosivo, por si só, proteção suficiente para os elementos metálicos, será vedado deixá-los expostos ao tempo por longo período sem completar a pintura de acabamento. Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Terá de ser feito um repasse com massa onde necessário para regularizar

a

superfície,

antes

da

aplicação

das

demãos

de

acabamento. A espessura do filme, por demão de tinta esmalte, será de no mínimo 30 micrometros. 2.6 – Pintura a Óleo As tintas a óleo são constituídas de veículos, solventes, secantes e pigmentos. A tinta a óleo apresenta boa resistência às intempéries, de fácil aplicação, boa cobertura e flexibilidade. Excelente aderência em vários tipos de superfícies. Pode ser aplicada em superfícies externas e internas de metais, madeira e alvenaria (desde que previamente preparadas com as tintas de fundo indicadas). 2.7 – Pintura à Base de Cal Tintas para caiação são muito econômicas. Seu componente principal é a cal extinta, produzida a partir de rochas calcárias e dolomíticas, que apresentam baixo teor de óxidos de ferro e de alumínio, o que determina o índice de alvura na pintura. Para aumentar a aderência e a durabilidade da película, é recomendável aplicar, como fundo, cola de caseína, de peixe, de carpinteiro ou outras. A caiação exige duas demãos, aplicadas com broxa ou, excepcionalmente,

com

pincel,

porém

nunca

com

rolo.

Especialmente em tetos, sendo a primeira dada com cerca da metade

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 da quantidade de cal extinta da demão final, com adição de fixador (óleo de linhaça ou de cozinha). Para tetos, é útil a adição de gesso. É

adequada para as internas de ambientes com

pouca

ventilação, como banheiros, cozinhas e garagens, pois permite a transpiração de paredes, dificultando o aparecimento de manchas de mofo sobre as superfícies pintadas. 2.8 – Pintura com Hidrofugante Trata-se de solução à base de cristais de silicone, incolor, para tratamento de superfícies, com a finalidade de torná-las repelentes à água. Sua aplicação não modifica a cor nem a aparência (brilho ou textura) das superfícies tratadas e evita a formação de manchas devido à umidade. Não é afetada pelo sol. As superfícies a serem pintadas com hidrofugante (tijolos à vista, concreto aparente e reboco) deverão receber os estucamento e lixamento necessários antes de sua aplicação. 2.9 – Pintura com Verniz Os vernizes são soluções de gomas ou resinas, naturais ou sintéticas, em um veículo (óleo secativo, solvente volátil), soluções essas que são convertidas em uma película útil, transparente ou translúcida, após a aplicação em camadas finas. Serve para proteger e impermeabilizar alvenaria, concreto aparente, cerâmica porosa, telhas de barro, tijolos, cimento-amianto etc.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Verniz que possua alta resistência à água poderá ser muito quebradiço para ser utilizado em soalhos. Verniz utilizado para interiores poderá ser inadequado para uso externo. 2.10 – Pintura de Madeira com Verniz Poliuretânico Trata-se de verniz incolor para madeira, à base de resinas poliuretânicas e aditivos que filtram os raios solares, protegendo a superfície. O produto é fabricado com acabamento brilhante (mais durável para exteriores) e fosco. A utilização básica é em envernizamento de superfícies de madeira em geral, tanto em exteriores como interiores. Pode ser aplicado em superfícies internas e externas de madeira,

tais

como:

embarcações

em

geral,

portas,

portões,

esquadrias, balcões, móveis de bares, armários embutidos, artigos de vime etc. 2.11 – Pintura com Verniz Fenólico É um verniz resistente à umidade e à alcalinidade. Pode ser aplicado em superfícies internas e externas. É indicado como impermeabilizante ou como acabamento de paredes de reboco ou concreto, bem como para o tingimento e envernizamento de madeira, tais como: janelas, portas, esquadrias etc. 2.12 – Pintura com Tinta Epóxi As pinturas com tinta epóxi em paredes obedecerão às instruções tio respectivo fabricante e mais as seguintes: Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 - lixamento da superfície rebocada para remoção de partículas soltas; - cuidadosa remoção do pó, preferivelmente com jato de ar, seguida da aplicação de uma demão de primer; - aplicação de duas demãos de massa corrida à base de epóxi, com desempenadeira de aço ou espátula; - lixamento e remoção do pó; - aplicação de duas demãos de tinta epóxi bicomponente (misturada na obra), com equipamento do tipo airless spray de alta pressão, formando um filme de 140 micrometros.

Fonte:

2.13 - Utilização dos diferentes tipos de tinta:

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Fonte: < http://www.obraweb.com.br/acabamentos/tintas/a-escolha-da-tinta-certa>

2.14 – Patologias em Pinturas a) Desagregamento É o descascamento da pintura da superfície juntamente com partes do reboco, tornando-se esfarelado. Ocorre quando a tinta é aplicada sobre superfície de reboco novo não curado ou quando há infiltração de umidade. b) Descascamento Pode ocorrer quando a pintura for executada diretamente sobre superfícies pulverulentas, tais como: caiação, partes soltas, reboco novo não selado ou gesso. c) Eflorescência Prof. Marcus V. Campiteli

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Manifestam-se como machas esbranquiçadas na superfície pintada. Ocorre quando a tinta foi aplicada sobre reboco úmido ou devido a infiltração. Isso ocorre devido a migração de umidade do interior para o exterior em paredes de reboco novo ou velho, cimento, fibrocimento, tijolos etc., carregando consigo sais solúveis.

d) Mofo, bolor ou fungos Constituem-se em um grupo de seres vivos, que se proliferam em condições favoráveis, em especial climas quentes, úmidos, mal ventilados ou mal iluminados. Produzem o escurecimento da película decompondo-a. Deve-se lavar a superfície com uma solução de água com água sanitária na proporção 1:1, molhando constantemente a superfície durante um período de 6 horas. Lavar a superfície somente com água em abundância. Deixar secar e repintar.

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3 – ESQUADRIAS

3.1 – Janelas Janela é um conjunto composto por batente (marco) e folhas, que controlam o fechamento de um vão à iluminação e á ventilação. Classificam-se as janelas nos seguintes tipos: - de correr: uma ou mais folhas móveis por translação horizontal no seu plano;

Fonte:

- de guilhotina: uma ou mais folhas móveis por translação vertical no seu plano;

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Fonte:

- de abrir: uma ou duas folhas giratórias de eixo vertical ao longo de uma extremidade da folha;

Fonte:

- pivotante: folha móvel por rotação em torno de um eixo vertical, não situado nas bordas da folha;

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Fonte:

- basculante: uma ou mais folhas móveis por rotação em torno de um eixo horizontal qualquer, não situado nas bordas da folha.

Fonte:

- projetante e de tombar: folha móvel por projeção para o exterior ou o interior do ambiente.

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Fonte:

Poderão ser fabricadas em madeira, PVC, ferro ou alumínio. 3.2 – Porta Conjunto funcional formado por batente (ou marco), alisar (eventual, também denominado guarnição) e folha (na qual são fixadas as ferragens). O batente é o elemento fixo que guarnece o vão da parede onde se prende a folha de porta, e que tem um rebaixo contra o qual a folha de porta se fecha. O marco pode ser confeccionado com madeira ou com chapa dobrada de aço galvanizado. A folha é a parte móvel da porta (que se abre e se fecha). O alisar (ou guarnição) é a peça fixada ao batente e destinada a emoldurá-lo (para arremate junto da parede). O sentido de abertura da folha é à direita ou à esquerda de quem olha a porta do lado em que não aparecem as dobradiças (ou seja, do lado oposto ao qual a folha se abre).

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 A fabricação das folhas de porta poderá ser dos tipos: - lisa: constituída de um núcleo e capeada nas duas faces; - almofadada: confeccionada com madeira maciça, com duplo rebaixo; - calha ou mexicana: feita com sarrafos do tipo macho-efêmea, presos por meio de travessas respectivamente sobrepostas ou embutidas, tarugadas ou parafusadas. O núcleo de portas e elementos afins será, dentre outros, dos seguintes tipos: - núcleo semi-oco, de colmeia de papel Kraft: terá de ser utilizado em portas não sujeitas à umidade; - núcleo de raspas de madeira selecionada, aglutinadas com cola sintética à base de ureia-formol, secas em estufa. Deverá ser usado em portas não sujeitas a molhaduras constantes; - núcleo de sarrafos, compensados, aglutinados com cola à prova de água. Poderá de ser utilizado em portas instaladas em locais sujeitos a molhaduras constantes; - núcleo de lâminas, compensadas. Será aplicado em portas e elementos afins instalados em locais não sujeitos a molhaduras constantes. a) Instalação: A alvenaria deve estar concluída, com vãos prontos para o recebimento dos batentes (faces planas e aprumadas e vão com 10 mm a 15 mm de folga de cada lado, medido da face externa do batente, para o encaixe do batente montado). Este pode ser fixado por meio de grapas ou por parafusos com bucha de náilon. Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Em se tratando de fixação do batente por parafusos em blocos cerâmicos vazados, os que estiverem posicionados na altura em que será parafusado o batente têm de estar preenchidos com argamassa. No caso de fixação com espuma de poliuretano, os blocos precisam estar chapiscados. Os níveis finais do piso acabado necessitam estar definidos. Os batentes de madeira, quando for o caso, devem estar montados no esquadro, travados com sarrafos e com os furos abertos para os parafusos de sua fixação. Pode-se

fixar

as

ombreiras

com

cunhas

de

madeira

pressionadas contra as faces da alvenaria do vão para travar o conjunto, afastadas cerca de 10 cm dos pontos de fixação (por parafusos ou espuma).

Fonte:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 No caso de batente lixado com parafusos, assentá-lo na alvenaria utilizando furadeira, broca, parafusos e buchas e, no caso de batente de madeira, colar, após a fixação as cavilhas nos furos de parafuso de fixação com cola branca, cortando-as rentes à face do batente com utilização de formão. Logo após a fixação, preencher o vão entre o batente e a parede (chumbar) com argamassa de areia e cimento. No caso de batente ou conjunto porta pronta fixados com espuma de poliuretano, é preciso aplicar a espuma em uma faixa de 25 cm, em três pontos de cada ombreira, sendo um próximo ao pé, outro ao centro e o terceiro junto da travessa. Transcorridas 24 h, retirar o excedente de espuma endurecida com um estilete.

Fonte:

3.3 – Esquadrias de Ferro Todos os perfis laminados (cantoneiras) e chapas dobradas a serem utilizados nos serviços de serralheria terão de apresentar dimensões compatíveis com o vão e com a função da esquadria, de Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 modo a constituírem peças suficientemente rígidas, não sendo permitida

a

execução

de

emendas

intermediárias

para

a

obtenção de perfis com maior comprimento. A fixação de esquadrias em alvenaria será feita com grapas, de ferro chato bipartido tipo cauda de andorinha ou com parafusos apropriados, fixados com buchas plásticas expansíveis. As grapas serão solidamente chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, distantes entre si não mais que 60 cm e em número mínimo de duas unidades por montante.

Fonte:

Eventuais vãos formados entre os montantes contíguos de duas peças de caixilharia justapostas, e entre os montantes perimetrais do conjunto e o concreto ou a alvenaria aparentes deverão ser integralmente

calafetados

com

massa plástica

à base de

silicone, assegurando total estanqueidade ao conjunto contra a infiltração de água pluvial. Nas esquadrias com folhas de correr, as guias deverão obrigatoriamente ser executadas em latão e, no montante horizontal de suporte das folhas, o fechamento interno, desmontável, para permitira lubrificação e manutenção geral das roldanas.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 3.4 – Esquadrias de Alumínio A maioria dos metais, quando expostos ao meio ambiente, sofre um processo de oxidação. Esse processo, vulgarmente denominado de

corrosão,

que

pode

atingir diversos graus de

severidade,

transforma a superfície do metal, modificando o seu aspecto e as suas propriedades mecânicas. A anodização é um excelente meio de proteger o alumínio, mas para obter resultados satisfatórios deverão ser utilizadas ligas de alumínio que tenham sido produzidas por controles rigorosos e que, consequentemente, assegurem um tratamento superficial eficaz. A camada anódica formada eletroliticamente sobre a superfície do

alumínio,

eficiente

denominada

desse

metal

anodização,

contra

as

assegura

uma

intempéries,

proteção

conferindo-lhe

paralelamente aspecto uniforme e mais estético. A espessura da camada anódica é função da agressividade da atmosfera da região. Assim sendo, a escolha da classe de espessura terá de obedecer aos seguintes critérios: - classe de 25 micrometros: para combinação de atmosferas marítima e industrial severa; - classe de 15 micrometros: para atmosfera marítima ou industrial

bastante

severa

ou

ainda

atmosfera

de

regiões

medianamente industriais (urbanas) não muito próximas do mar; - classe de 10 micrometros: para atmosfera de região rural, praticamente sem poluição industrial ou marítima, ou atmosfera urbana moderada longe do mar; - classe de 8 micrometros: para atmosfera rural, em clima seco c quente, ou ambientes interiores ligeiramente úmidos. Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Nas esquadrias de alumínio em geral, encontram utilização três tipos de guarnição: - guarnições para vidros: colocadas entre o perfil de alumínio e o vidro, asseguram a hermeticidade ao ar e à água; mantém o vidro isolado do metal, impedindo dessa forma a transmissão de ruídos e vibrações; preenchem o espaço vazio entre alumínio e vidro, possibilitando a utilização de diferentes espessuras de vidros nas cavidades-padrão de perfis de alumínio; - guarnições de encosto: aplicadas entre o quadro fixo e o quadro móvel (folha), asseguram a hermeticidade ao ar e á água, proporcionando ainda atenuação acústica; essas guarnições corrigem e

melhoram

os

acoplamentos

que

os

perfis,

pelas

próprias

características construtivas e dos mesmos materiais, não poderiam garantir; - guarnições de estanqueidade: aplicadas entre quadros fixos e concreto, são inseridas para evitar passagem do ar e da água, e cobrir ou vedar espaços (de tolerâncias de fabricação) entre esquadrias e o contramarco e o vão de concreto.

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4 – QUESTÕES COMENTADAS 1) (55 – Sabesp/Geotecnia/2012 – FCC) Em uma estrutura metálica, a pintura intumescente é utilizada para proteção contra (A) corrosão. (B) baixas temperaturas. (C) oxidação. (D) ferrugem. (E) altas temperaturas. Comentários: Sistemas de pintura com tintas intumescentes destinam-se a proteger substratos do tipo metálicos e de madeira contra altas temperaturas, por até 2 h. Sob ação direta ou indireta do fogo, essa tintas tem seu volume expandido a 200 ºC, de maneira a formar um filme isolante com espessura de até 40 vezes a espessura do filme original. No processo de expansão, a ação de resinas especiais, em conjunto com os gases atóxicos então liberados, forma uma espuma semirrígida capaz de retardar o colapso de estruturas metálicas que se verifica a partir de 550 ºC. Gabarito: E

2) (38 – Sergipe Gás/2010 – FCC) Analise a figura. Prof. Marcus V. Campiteli

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A patologia apresentada refere-se a “Pele de Jacaré”, tendo em vista as rachaduras apresentadas. Isto tem como possível causa, (A) o uso de tinta base água sobre mais de três ou quatro camadas



existentes

de

tinta

base

óleo

ou

alquídica

envelhecidas. (B) a ocorrência de infiltração de umidade através da tinta e, consequentemente, da superfície, tanto em tintas látex como em tintas base óleo ou alquídicas. (C) a aplicação de uma demão de tinta que apresenta formação

de

filme

extremamente

duro

ou

rígido,

como

esmalte alquídico, sobre uma camada mais flexível, como a de um selador base água. (D) a aplicação da tinta em uma superfície aquecida pela luz direta do sol com diluição excessiva da tinta ou aplicação de uma demão muito fina. (E) a preparação incorreta do substrato, antes da aplicação da tinta, principalmente se a tinta for aplicada diretamente sobre superfície de madeira bruta, sem uso de selador. Comentários:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Segundo POLITO, a patologia do tipo pele de jacaré tem por característica a ocorrência de uma série de pequenas rachaduras na superfície pintada, daí a sua denominação. Aponta como possíveis causas o seguinte: “Aplicação

de

uma

demão

de

tinta

que

apresenta

formação de filme extremamente duro ou rígido, como esmalte alquídico, sobre uma camada mais flexível, como a de um selador base água. Aplicação de outra camada de tinta, sem que a inferior esteja totalmente seca. Influência de agentes externos, como oscilação de temperatura e constantes movimentos de expansão e retração sofridos pelo substrato comprometem a elasticidade do filme, principalmente se a tinta existente for base óleo.” Como soluções, sugere: “Remova toda tinta velha existente na superfície rapando-a e lixando-a. Antes de aplicar a tinta, prepare a superfície com um selador base óleo ou água de alta qualidade.” Gabarito: C

3) (59 – TRF2/2012 – FCC) As tintas, vernizes e silicones são parte de sistemas de proteção das estruturas. Um tipo de sistema é aquele cujos componentes formam uma película para impermeabilização

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da

estrutura após

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a cura. Essa

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 película é contínua, semiflexível e de baixa permeabilidade. Pode ser usado na proteção contra a carbonatação, por exemplo. NÃO é exemplo de material integrante de um sistema formador de película: (A) epóxi. (B) látex PVA. (C) látex acrílico. (D) poliuretano. (E) silicone. Comentários: Conforme apresentado em aula: “b) Tipos de Pintura em função do Substrato b.1) Pinturas para alvenaria, concreto, argamassas e gesso: Pinturas permeáveis ao vapor d’água: - emulsões à base de resinas PVA, acrílicas ou estirenoacrílicas; - tintas à base de cimento ou de cal (caiação). Pinturas impermeáveis ao vapor d’água:

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- alquídicas (esmaltes sintéticos); - epóxi, borracha clorada etc.; - vernizes alquídicos, acrílicos ou poliuretânicos. Pinturas hidrofugantes (não há a formação da película): - Emulsões e soluções de silicones; - Soluções de silano-siloxano.” Gabarito: E

4) (41 – Metro/2009 G07 – FCC) Considerando os tipos de tintas e sua aplicação em obra, é correto afirmar: (A) tintas acrílicas e textura, combinadas, são utilizadas como elemento de impermeabilização em ambientes úmidos e sujeitos à intempéries. (B) em peças metálicas, com ocorrência de oxidação, deve-se aplicar tintas à base de látex PVA ou tintas acrílicas ou tintas epóxi diluídas em aguarrás. (C) vernizes, tintas de base óleo e esmaltes sintéticos são utilizados na pintura de superfícies de madeira. (D) as tintas imobiliárias, mais líquidas do que os esmaltes, possuem maior peso molecular, em decorrência da menor quantidade de pigmentos, demorando mais para secar.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (E) massa a óleo são usadas em superfícies de madeira, devendo ser aplicadas sobre fundo preparador de paredes e selador acrílico. Comentários: Também em conformidade com o apresentado em aula: “b) Tipos de Pintura em função do Substrato b.1) Pinturas para alvenaria, concreto, argamassas e gesso: ... b.2) Pintura para Madeira: - Tintas Alquídicas: esmalte a óleo, esmalte sintético. - Esmaltes Acrílicos (base água) - Vernizes: alquídicos, poliuretânicos. Gabarito: C

5) (56 – PMSP/2008 II – FCC) Durante o processo de pintura de um caixilho em aço, em que se verifica o desencadeamento de um processo de oxidação, o pintor deve optar por (A) riscar a tinta antiga para permitir a adesão da nova tinta esmalte tradicional, que deve ser aplicada diretamente sobre a base e, em seguida, aplicar uma camada de tinta esmalte especial para uso sobre ferrugem.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (B) lixar levemente o local para criar uma superfície de ancoragem para receber a tinta, aplicar fundo tipo zarcão em uma ou duas demãos e, em seguida, usar tinta esmalte própria para uso diretamente sobre ferrugem. (C) lixar bem os locais enferrujados ou com começo de ferrugem e, logo após, aplicar uma ou mais demãos de fundo tipo zarcão seguida de uma ou duas demãos de tinta esmalte tradicional. (D) aplicar zarcão sobre a superfície oxidada para inibir a prospecção da ferrugem, lixar levemente a superfície para facilitar a aderência e aplicar, necessariamente em duas demãos, tinta esmalte comum. (E) remover toda a tinta antiga, aplicar uma demão de fundo preparador, lixar a superfície com lixa 220, aplicar uma demão de zarcão poliuretano e, em seguida, uma demão de esmalte sintético anti-oxidante. Comentários: De acordo com a NBR 13.245 (Execução de pinturas em edificações não

industriais



Procedimento),

a

preparação

de

substratos

metálicos ferrosos deve observar as seguintes disposições: 5.1.2.3 Preparação de substratos metálicos ferrosos 5.1.2.3.1 Para a limpeza/preparação de superfícies novas, proceder da seguinte maneira:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 a) lavar com água limpa em abundância, a fim de remover contaminações de sais provenientes da exposição a atmosferas corrosivas (marítimas ou químicas); b) remover resíduos de graxas, óleos ou gorduras, esfregando a superfície com pano embebido em aguarrás; c) remover depósitos superficiais com escova de aço, palha de aço ou lixa; d) lixar a superfície com lixa grana 180 a 320 ou aplicar jateamento com areia, evitando deixar a superfície polida; e) em seguida, remover a poeira da superfície com ar comprimido e/ou pano embebido em aguarrás; f) imediatamente após, aplicar primer anticorrosivo (Tipo 4.1.2 da NBR 11702); g) aguardar a secagem; h) aplicar acabamento pigmentado (Classe 4.2 da NBR 1702). 5.1.2.3.2 Para a limpeza e preparação da superfície com acabamento liso, proceder da seguinte maneira: a) lavar a superfície com água limpa em abundância, a fim de remover contaminações atmosféricas e fungos;

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 b) remover resíduos de graxas, óleos ou gorduras, esfregando a superfície com pano embebido em aguarrás; c) lixar a superfície com lixa grana 180 a 320 até a eliminação total do brilho; d) em seguida, remover os pontos de ferrugem com lixa grana 180 e escareador, se necessário; e) logo após, remover a poeira da superfície com ar comprimido e/ou pano embebido em aguarrás; f) imediatamente após, aplicar primer anticorrosivo (Tipo 4.1.2 da NBR 11702) somente nos pontos onde existia ferrugem; g) aplicar acabamento pigmentado (Classe 4.2 da NBR 11702). Nota:

Pintura

bastante

deteriorada,

com

pontos

de

ferrugem

generalizados, deve ser totalmente removida com removedor de pinturas (Tipo 4.5.8 da NBR 11702). Proceder em seguida como em superfície nova. Complementarmente, importa esclarecer que a NBR 11702 (Tintas para edificações não industriais – Classificação), mencionada pela norma de procedimentos, fixa o seguinte: 4.1 Fundos (primers e seladores) 4.1.2

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Descrição: primer anticorrosivo (base solvente); uso geral Composição genérica: típico à base de óleos secativose/ou resinas sintéticas contendo pigmentos anticorrosivos para proteção, tais como zarcão, óxido de ferro, fosfato de zinco, etc. Características

e

usos:

recomendados

para

proteção

contra

corrosão sobre superfícies metálicas; tipos diferentes oferecem características

diferentes

de

proteção;

convém

observar

as

recomendações do fabricante. 4.2 Acabamentos pigmentados ... Vale ressaltar que a norma classifica 14 tipos de acabamentos pigmentados, sendo que os aplicáveis a superfícies ferrosas, todos de base solvente são: 4.2.1 a 4.2.3, 4.2.9 e 4.2.10. Gabarito: C

6) (45 – TRE PB/2007 II – FCC) Para receber tinta fresca sobre massa corrida, as paredes e peças de concreto devem ser preparadas sequencialmente com: (A) massa grossa, chapisco e massa fina. (B) selante, massa grossa e massa fina. (C) chapisco, massa grossa e massa fina. Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (D) massa grossa, selante e massa fina. (E) selante, chapisco e massa fina. Comentários: Uma vez que as paredes e/ou peças de concreto estão emassadas e prontas para a aplicação de tinta e, ainda, que todas as alternativas apresentadas na questão fazem menção à prévia aplicação de argamassas de revestimento no substrato, há de se levar em conta os

dispositivos

revestimentos

das

e

normas

pinturas,

os

inerentes

a

quais,

menos

ao

procedimentos num

de

primeiro

momento, deverão ser interpretados conjuntamente. Nesse sentido, a NBR 7.200 (Execução de revestimento de paredes e tetos de argamassas inorgânicas – Procedimento), esclarece quanta à sequência das camadas de argamassadas: 5.2 Cronograma de execução 5.2.1 Quando se fizer uso de argamassas preparadas em obra, as bases de revestimento devem ter as seguintes idades mínimas: ... c) três dias de idade do chapisco para aplicação do emboço ou camada única; para climas quentes e secos, com temperatura acima de 30°C, este prazo pode ser reduzido para dois dias; d) 21 dias de idade para o emboço de argamassa de cal, para início dos serviços de reboco;

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 e) sete dias de idade do emboço de argamassas mistas ou hidráulicas, para início dos serviços de reboco; ... 5.2.2 Para revestimentos de argamassas industrializadas ou dosadas em central, estes prazos podem ser alterados, se houver instrução específica do fornecedor, com comprovação através de ensaios de laboratório credenciado pelo INMETRO. Tendo em vista que na aula anterior restaram fixados os conceitos de massas fina e grossa, chega-se a uma sequência válida, representada pela alternativa C, independentemente do fato de que as normas de pintura prescrevem o uso de seladores antes da aplicação da massa corrida a que se refere o comando da questão. Nesse caso, de todo modo, a sequência de procedimentos padrão seria:

chapisco,

massa

grossa,

massa

fina

e

selante,

não

contemplada, ainda que parcialmente, nas alternativas A, C, D e E. Gabarito: C

7) (47 – TER RN/2005 – FCC) Ao coordenar o trabalho de pintura de um ambiente do tribunal, quando da análise preliminar

do

local

observou-se

marcas

de

sujeira

nas

paredes, além de mofo e algumas bolhas, que em alguns pontos

se

confundiam

com

ondulações

e

imperfeições.

Observou-se ainda que as portas e janelas, assim como o ambiente como um todo não passa por manutenção e pintura

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 há algum tempo. O local, que recebe trânsito intenso, teve sua pintura anterior feita com tinta à base de óleo. As dimensões do local são 20,00 m × 12,00 m e pé direito de 2,70 m. No planejamento do trabalho, antes da iniciar a pintura, deve-se (A) proteger locais com jornais e plásticos e aplicar uma camada de tinta sem diluição para promover a cobertura das imperfeições, ao mesmo tempo que aumentará a resistência da pintura sem que haja necessidade de remoção de mofo e fungos. (B) lixar a superfície após aplicar a primeira demão de tinta e aguardar para que o mofo desapareça; em seguida, aplicar o fundo preparador de parede e a segunda demão de tinta. (C) definir o número de demãos de seladora e o tempo entre o primeiro e o segundo lixamento a ser realizado, a partir do levantamento preliminar que definirá também, a ordem e a relação de produtos a serem aplicados. (D) limpar a superfície com uma solução de água sanitária diluída em água, realizando o lixamento da superfície a ser pintada, limpando-a a seguir com pano úmido e após, aplicar selador e corrigir as imperfeições. (E) aplicar uma demão de fundo preparador de paredes, após 5 minutos decorridos da remoção das bolhas e manchas com o auxílio

do

picador

e

pano

molhado

com

sabão

neutro,

aguardando 1 hora para aplicar a primeira demão de tinta. Comentários:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Interessa notar, de início, que o comando da questão apresenta dados absolutamente dispensáveis, a exemplo da intensidade de tráfego e das dimensões do local. Além do mais, refere-se a planejamento do trabalho em vez de preparação de superfícies. Sobre esse tema, a NBR 13.245 é bastante clara: 4.3 Substrato A superfície do substrato deve apresentar-se: seca; coesa; isenta de partículas soltas, óleos, gorduras ou graxas, e microorganismos, obedecendo ao descrito em 4.3.1 a 4.3.3. 4.3.1 Substratos à base de cimento ou cal 4.3.1.1 Condições para superfície nova:

...

b) deve estar seca, sem sujeira, poeira, eflorescências ou partículas soltas de modo geral; ... d) deve estar isenta de microorganismos, como mofo, fungos, algas, etc. 4.3.1.2 Condições para superfície com pintura antiga: a) deve apresentar as mesmas características exigidas para superfície nova;

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 ... c) não deve apresentar imperfeições, como bolhas, calcinação, crostas, descascamentos; 5.1.2 Preparação da superfície 5.1.2.1 Substratos à base de cimento ou cal 5.1.2.1.1 Para a limpeza da superfície nova, proceder da seguinte maneira: a) remover a sujeira, poeira, eflorescência e materiais soltos de modo geral, por escovação, raspagem e/ou lavagem com água potável; ... c) remover o bolor, mofo e algas, lavando a superfície com solução de hipoclorito de sódio com 4% a 6% de cloro ativo (água sanitária), enxaguando em seguida com água potável em abundância. 5.1.2.1.2 Para a correção de falhas do substrato da superfície nova, proceder da seguinte maneira: ... b) reparar as imperfeições, como saliências e reentrâncias, antes da aplicação da pintura. ... 5.1.2.1.5 Para a preparação da superfície com pintura antiga, proceder da seguinte maneira:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 a) estando a pintura em bom estado, lixar e remover os contaminantes

da

superfície,

utilizando

os

procedimentos

de

limpeza indicados para superfície nova; b) estando a pintura com sinais de deterioração, remover as imperfeições e os contaminantes, conforme recomendado para superfície nova, e aplicar fundo selador para alvenaria (Tipo 4.1.9 da NBR 11702); ... Gabarito: D

8) (50 – TER SE/2007 – FCC) Na preparação das superfícies de alvenaria aparente ou rebocada para serem pintadas, é INCORRETO afirmar: (A)

escovar

a

superfície

ou

espanar

para

eliminar

completamente o pó. (B) remover as manchas de gordura e óleo com uma solução de detergente e água, depois enxaguar e deixar secar. (C) esperar que a parede seque, havendo umidade. (D) sendo a pintura de latex, acrílico ou similar, não é necessário eliminar eventuais caiações existentes. (E) eliminar o mofo com água sanitária, enxaguar e deixar secar. Comentários:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Mais uma vez, deve-se observar o que determina a NBR 13.245: 4.3 Substrato 4.3.1 Substratos à base de cimento ou cal 4.3.1.2 Condições para superfície com pintura antiga: d) não deve estar brilhante ou muito lisa. Em superfícies caiadas, a repintura com outro tipo de tinta requer a eliminação total da caiação e o uso de fundo selador para alvenaria (Tipo 4.1.9 da NBR 11702). 5.1.2 Preparação da superfície 5.1.2.1 Substratos à base de cimento ou cal 5.1.2.1.1 Para a limpeza da superfície nova, proceder da seguinte maneira: a) remover a sujeira, poeira, eflorescência e materiais soltos de modo geral, por escovação, raspagem e/ou lavagem com água potável; b) remover a graxa, óleo e outros contaminantes gordurosos, com sabão ou detergente neutros, seguido de lavagem com água potável; Nota: Não devem ser utilizados solventes orgânicos. c) remover o bolor, mofo e algas, lavando a superfície com solução de hipoclorito de sódio com 4% a 6% de cloro ativo (água sanitária), enxaguando em seguida com água potável em abundância. 5.1.2.1.2 Para a correção de falhas do substrato da superfície nova, proceder da seguinte maneira: Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 a) eliminar a umidade causada pela infiltração de água e deixar secar a superfície; Importa destacar que a norma, ao tratar de repintura em superfícies caiadas, não abre exceção quanto à obrigatoriedade de completa remoção da caiação, como sugerido na alternativa D. Gabarito: D

9) (78 – TCE MG/2007 – FCC) Na preparação de superfícies internas, em alvenaria, rebocadas, para receber tinta é INCORRETO (A) escovar ou espanar a superfície. (B) eliminar as manchas de gordura e óleo. (C) manter a caiação existente. (D) aplicar selador nas paredes novas. (E) deixar secar as paredes úmidas. Comentários: Assim como na questão anterior, aplica-se o disposto no subitem na NBR 13.245: 4.3 Substrato 4.3.1 Substratos à base de cimento ou cal 4.3.1.2 Condições para superfície com pintura antiga: d) não deve estar brilhante ou muito lisa. Em superfícies caiadas, a repintura com outro tipo de tinta requer a eliminação total da

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 caiação e o uso de fundo selador para alvenaria (Tipo 4.1.9 da NBR 11702). Gabarito: C

10) (53 – TRF2/2012 – FCC) Para a instalação de esquadrias, a fixação de marcos em madeira, de portas ou de janelas, pode ser feita com tacos de madeira tratada ou naturalmente resistente à umidade, previamente embutidos na alvenaria. Já para

esquadrias

de

aço,

a

instalação

pode

seguir

procedimentos distintos, tais como: I. quando o quadro da esquadria for composto por chapas dobradas na forma de "U", faz-se o preenchimento da concavidade da chapa com pasta de cimento. II. por meio de grapas (forma de "rabo de andorinha") coladas na alvenaria. III. com espuma de poliuretano, que se expande após aplicação mediante reação com a umidade e o oxigênio do ar. IV. com parafusos e buchas de náilon. É correto o que consta em (A) I, II, III e IV. (B) II e IV, apenas.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (C) I e II, apenas. (D) I e III, apenas. (E) III e IV, apenas. Comentários: No tocante à instalação de esquadrias metálicas, YAZIGI ensina o seguinte: “A instalação das peças de serralheria deverá ser feita com o rigor necessário ao perfeito funcionamento de todos os seus componentes, com alinhamento, nível e prumo exatos, e com os cuidados necessários para que não sofram tipo algum de avaria ou torção quando parafusadas aos elementos de fixação. Todos os perfis laminados (cantoneiras) e chapas dobradas a serem utilizados nos serviços de serralheria terão de apresentar dimensões compatíveis com o vão e com a função da esquadria, de modo a constituírem peças suficientemente rígidas, não sendo permitida a execução de emendas intermediárias para a obtenção de perfis com maior comprimento. As grades, gradis, portões e demais peças de grandes dimensões precisam ser dotadas das travessas, mãos-francesas e tirantes que se fizerem necessários para garantir perfeita rigidez e estabilidade ao conjunto. As folgas perimetrais das partes móveis terão de ser mínimas, apenas o suficiente para que as peças não trabalhem sob atrito, e absolutamente uniformes em todo o conjunto. As ferragens a serem utilizadas deverão apresentar padrão de qual idade idêntico ao das especificadas para esquadrias de madeira, inclusive dobradiças. A fixação de esquadrias em alvenaria será feita com grapas de ferro chato bipartido tipo cauda de andorinha ou com parafusos apropriados, fixados com buchas Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 plásticas expansíveis. As grapas serão solidamente chumbadas com argamassa de cimento e areia no traço 1:3, distantes entre si não mais que 60 cm e em número mínimo de duas unidades por montante. A fixação em concreto terá de ser feita, como acima mencionado,

com

parafusos

apropriados,

fixados

com

buchas

plásticas expansíveis. Eventuais vãos formados entre os montantes contíguos de duas peças de caixilharia justapostas, e entre os montantes perimetrais do conjunto e o concreto ou a alvenaria aparentes deverão ser integralmente calafetados com massa plástica à base de silicone, assegurando total estanqueidade ao conjunto contra a infiltração de água pluvial. Gabarito: E

11) (34 – Metrô/2009 G07 – FCC) Uma solução utilizada no projeto de esquadrias metálicas é a adoção do sistema unitizado, onde a coluna é dividida em duas partes, formando módulos que apresentam a vantagem de (A) facilitar a entrada de água pelas deformações de perfis decorrentes da pressão exercida pelo vento. (B) possibilitar a usinagem das junções complexas de forma direta e artesanal. (C) ter o vidro colado com silicone estrutural na própria estrutura da esquadria. (D) promover melhor performance nas montagens de vidros simples sobre a de vidros duplos, em qualquer faixa de frequência de ruído.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (E) utilização de fios de polipropileno, garantindo grau de compressão exclusivo na faixa recomendada situada entre 20% e 25% de performance. Comentários: A Revista FINESTRA, em artigo publicado em Edição 41 – Maio/2005, discorre sobre o sistema unitizado: A mais recente evolução dos sistemas de fachada são os módulos unitizados, que chegaram ao país no final da década de 1990. Segundo Antônio B. Cardoso, consultor da AC&D Consultoria em Alumínio,

o

conceito

foi

desenvolvido

por

projetistas

norte-

americanos, consistindo, basicamente, em unir os vários elementos gaxetas, borrachas, acessórios e vidros - em um módulo produzido na fábrica. No sistema unitizado, a coluna é dividida em duas partes e, consequentemente,

a

esquadria

configura-se

em

módulos.

“A

vantagem é que o vidro é colado com silicone estrutural na própria estrutura da esquadria, gerando, automaticamente, dois ganhos de custo: no volume de alumínio utilizado e na mão de obra necessária,

pois

é

dispensada

a

etapa

de

requadração,

que

corresponde ao recebimento do vidro colado”, afirma Cardoso. O processo de instalação também diferencia este sistema: a montagem dos módulos é feita pelo lado interno do edifício. Vidros sem caixilhos e sem silicone estrutural para fixação podem compor uma elevação extremamente transparente e esteticamente leve, com a utilização do sistema de fachada suspensa. Este tem como conceito básico o mecanismo de fixação, que cumpre o papel de sustentar pontualmente os painéis de vidro e transmitir as solicitações de peso próprio e de cargas de vento à estrutura Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 portante. O envidraçamento estrutural

utiliza vidro parafusado

suspenso e fixado por aranhas e rótulas, que podem ter uma, duas, três ou quatro hastes, fixadas a uma estrutura portante. A rótula é um dispositivo especial que permite a livre flexão do vidro, quando submetido a cargas de vento. Os elementos de fixação dos vidros podem ser sustentados por diversos tipos de estrutura metálica de perfis tubulares a levíssimos cabos de aço. Ou então elementos verticais

de

vidro

laminado,

que

fazem

o

sistema

de

contraventamento. Gabarito: C 12) (39 – PMSP/2008 II – FCC) Considere as figuras.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Representam, respectivamente, esquadrias do tipo (A) de correr, sanfona, guilhotina, maxim-air e pivotante. (B) guilhotina, maxim-air, de correr, pivotante e basculante. (C) de correr, maxim-air, guilhotina, pivotante e basculante. (D) guilhotina, sanfona, de correr, pivotante e basculante. (E) comum, maxim-air, deslizante, de giro e de tombo. Comentários: Tal qual demonstrado em aula, as figuradas aqui apresentadas representam as seguintes esquadrias do tipo janela:

I

de guilhotina: uma ou mais folhas móveis por translação

vertical no seu plano; II

projetante e de tombar: folha móvel por projeção para o

exterior ou o interior do ambiente. Observação: A NBR 10.821 (Caixilhos para edificação – Janelas), faz expressa menção a este tipo, em especial no subitem 4.5.1.2, como “projetante-deslizante (maxim-ar)”. III

de correr:

uma ou

mais folhas móveis por translação

horizontal no seu plano; IV

pivotante: folha móvel por rotação em torno de um eixo

vertical, não situado nas bordas da folha; V

basculante: uma ou mais folhas móveis por rotação em torno

de um eixo horizontal qualquer, não situado nas bordas da folha.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Gabarito: B

13) (54 – TJ PI/2009 – FCC) Considere. I. Fixação da esquadria no contramarco. II. Arremate da esquadria. III. Pintura final da parede. IV. Chumbamento do contramarco e acabamento da alvenaria. V. Locação do vão da esquadria. VI. Determinação do vão. VII. Preparação e acabamento do vão. VIII. Posicionamento do contramarco no vão. Na instalação de uma esquadria de alumínio, os passos a serem seguidos, respectivamente, são: (A) V, VI, VII, VIII, IV, I, II e III. (B) VI, V, VII, VIII, IV, I, II e III. (C) VI, V, VII, VIII, IV, I, III e II. (D) V, VI, VIII, VII, IV, I, III e II. (E) VI, V, VIII, VII, I, IV, III e II. Comentários: A

consulta

ao

projeto

de

arquitetura,

a

fim

de

verificar

a

determinação dos vãos de esquadrias, por certo, é o primeiro a ser adotado.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 A locação desses vão, em seguida, é medida condicionante para o início da execução da alvenaria. Quanto ao método executivo da instalação das esquadrias de alumínio em si, YAZIGI considera o seguinte: “11.4.14.3 - MÉTODO EXECUTIVO 11.4.14.3.1 - MEDIÇÃO DO VÃO a) Condições pura inicio dos serviços: Definição dos tipos de esquadria; Definição dos tipos de revestimento/acabamento da alvenaria; Definição do fechamento da esquadria (faceamento interno, central ou externo); Prumada, nível e taliscas fixadas e executados para cada vão; Região de execução do serviço limpa e em condições de segurança. b) Execução dos serviços: Medir o vão na horizontal (superior, centro e inferior), na vertical (esquerda, centro e direita) e as diagonais (para verificação do esquadro); Conferir folga para o chumbamento; Verificar a linha de prumo, o nível com as taliscas (se estão fixas na posição correta); Conferir a existência de interferência da alvenaria que possa prejudicar a instalação da esquadria ou do arremate; Executar esse procedimento em quantidade de vãos suficiente para uma amostragem segura a fim de unificaras dimensões;

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Obter a aprovação das dimensões pelo engenheiro da obra. Í 1.4.14.3.2 - CHUMBAMENTO DO CONTRAMARCO a) Condição para inicio dos serviços: Faceamento da esquadria definido (faceamento interno, central ou externo); Prumada,

nível

e

taliscas

de

revestimento

fixadas

e

executados para cada vão; Tipos, dimensões e quantidades de contramarcos conferidos e distribuídos nos locais de uso; Sequência de instalação definida pelo engenheiro da obra; Região de execução do serviço limpa e em condições de segurança. b) Execução dos serviços: Colocar as grapas no contramarco (100 mm das extremidades e passo de 450 mm a 500 mm); Prender as réguas ou gabaritos no contramarco; Furar a viga, as laterais e a verga para fixar as barras de aço nos locais correspondentes às grapas do contramarco; Posicionar o contramarco no vão e'"estroncar" com sarrafos e as cunhas

de

madeira

(verificar

a

posição

interna/externa

e

superior/inferior); Conferir o prumo, o nível e a profundidade em relação à talisca: Conferir o esquadro do contramarco pelas dimensões das diagonais (tolerância ± 2min): Soldar as grapas:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 Chumbar o contramarco logo após soldar as grapas (não permitir empenamentos e torções): Verificar se o chumbamento preencheu por completo o corpo do contramarco e se não houve deslocamento de prumo, nível e esquadro; Orientar para que, na requadração, sejam seguidas as referências corretas para o revestimento da alvenaria e não afunile o vão.” Uma vez fixada a esquadria, os procedimentos de pintura final da parede e arremates da esquadria, são os mesmos atribuídos às esquadrias metálicas comuns, também descritos por YAZIGI: “Devem ser instaladas as folhas de correr somente após o término do revestimento interno e de fachada. As peças de arremate interno têm de ser colocadas antes da última demão de pintura.”

Gabarito: C

14) (34 – TJ SE/2009 – FCC) 34. Nos projetos de arquitetura, a figura abaixo representa caixilho tipo

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(A) guilhotina. (B) correr. (C) abrir − folha simples. (D) basculante. (E) pivotante vertical. Comentários: A

seguir,

as

representações

gráficas

adotadas

para

caixilhos

pivotantes horizontais (à esquerda) e verticais (à direita):

Gabarito: E

15)

(21



TRE

PB/2007



FCC)

Considere

a

janela

representada abaixo.

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Ela é do tipo (A) guilhotina. (B) projetante. (C) pivotante horizontal. (D) pivotante vertical. (E) correr. Comentários: A seguir, as representações gráficas adotadas para caixilhos de corre (à esquerda) e de abrir (à direita):

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Gabarito: E

16) (39 - Metrô/2009 G07 – FCC) Considere a figura abaixo.

Os elementos assinalados por I, II e III, respectivamente, dizem respeito a (A) espigão, tabeira e terça. (B) água furtada, testeira e tesoura. Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (C) cumeeira, empena e beiral. (D) água, espigão e ripas. (E) oitão, água furtada e madeiramento. Comentários: Assim como tratado em aula, os elementos destacados I e III representam: I

Rincão: aresta inclinada delimitada pelo encontro entre duas

águas que formam um ângulo reentrante, sendo consequentemente um captador de águas (também chamado de água-furtada). III

Tesoura: treliça de madeira que serve de apoio para a trama.

Quanto ao elemento II, é definido por PINHAL da seguinte forma: II

Testeira: Parte dianteira. Superfície feita de madeira ou

concreto colocada na extremidade de qualquer beiral. Gabarito: B

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5 - QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

1) (55 – Sabesp/Geotecnia/2012 – FCC) Em uma estrutura metálica, a pintura intumescente é utilizada para proteção contra (A) corrosão. (B) baixas temperaturas. (C) oxidação. (D) ferrugem. (E) altas temperaturas.

2) (38 – Sergipe Gás/2010 – FCC) Analise a figura.

A patologia apresentada refere-se a “Pele de Jacaré”, tendo em vista as rachaduras apresentadas. Isto tem como possível causa,

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (A) o uso de tinta base água sobre mais de três ou quatro camadas



existentes

de

tinta

base

óleo

ou

alquídica

envelhecidas. (B) a ocorrência de infiltração de umidade através da tinta e, consequentemente, da superfície, tanto em tintas látex como em tintas base óleo ou alquídicas. (C) a aplicação de uma demão de tinta que apresenta formação

de

filme

extremamente

duro

ou

rígido,

como

esmalte alquídico, sobre uma camada mais flexível, como a de um selador base água. (D) a aplicação da tinta em uma superfície aquecida pela luz direta do sol com diluição excessiva da tinta ou aplicação de uma demão muito fina. (E) a preparação incorreta do substrato, antes da aplicação da tinta, principalmente se a tinta for aplicada diretamente sobre superfície de madeira bruta, sem uso de selador.

3) (59 – TRF2/2012 – FCC) As tintas, vernizes e silicones são parte de sistemas de proteção das estruturas. Um tipo de sistema é aquele cujos componentes formam uma película para impermeabilização

da

estrutura após

a cura. Essa

película é contínua, semiflexível e de baixa permeabilidade. Pode ser usado na proteção contra a carbonatação, por exemplo. NÃO é exemplo de material integrante de um sistema formador de película: (A) epóxi.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (B) látex PVA. (C) látex acrílico. (D) poliuretano. (E) silicone. 4) (41 – Metro/2009 G07 – FCC) Considerando os tipos de tintas e sua aplicação em obra, é correto afirmar: (A) tintas acrílicas e textura, combinadas, são utilizadas como elemento de impermeabilização em ambientes úmidos e sujeitos à intempéries. (B) em peças metálicas, com ocorrência de oxidação, deve-se aplicar tintas à base de látex PVA ou tintas acrílicas ou tintas epóxi diluídas em aguarrás. (C) vernizes, tintas de base óleo e esmaltes sintéticos são utilizados na pintura de superfícies de madeira. (D) as tintas imobiliárias, mais líquidas do que os esmaltes, possuem maior peso molecular, em decorrência da menor quantidade de pigmentos, demorando mais para secar. (E) massa a óleo são usadas em superfícies de madeira, devendo ser aplicadas sobre fundo preparador de paredes e selador acrílico.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 5) (56 – PMSP/2008 II – FCC) Durante o processo de pintura de um caixilho em aço, em que se verifica o desencadeamento de um processo de oxidação, o pintor deve optar por (A) riscar a tinta antiga para permitir a adesão da nova tinta esmalte tradicional, que deve ser aplicada diretamente sobre a base e, em seguida, aplicar uma camada de tinta esmalte especial para uso sobre ferrugem. (B) lixar levemente o local para criar uma superfície de ancoragem para receber a tinta, aplicar fundo tipo zarcão em uma ou duas demãos e, em seguida, usar tinta esmalte própria para uso diretamente sobre ferrugem. (C) lixar bem os locais enferrujados ou com começo de ferrugem e, logo após, aplicar uma ou mais demãos de fundo tipo zarcão seguida de uma ou duas demãos de tinta esmalte tradicional. (D) aplicar zarcão sobre a superfície oxidada para inibir a prospecção da ferrugem, lixar levemente a superfície para facilitar a aderência e aplicar, necessariamente em duas demãos, tinta esmalte comum. (E) remover toda a tinta antiga, aplicar uma demão de fundo preparador, lixar a superfície com lixa 220, aplicar uma demão de zarcão poliuretano e, em seguida, uma demão de esmalte sintético anti-oxidante.

6) (45 – TRE PB/2007 II – FCC) Para receber tinta fresca sobre massa corrida, as paredes e peças de concreto devem ser preparadas sequencialmente com:

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (A) massa grossa, chapisco e massa fina. (B) selante, massa grossa e massa fina. (C) chapisco, massa grossa e massa fina. (D) massa grossa, selante e massa fina. (E) selante, chapisco e massa fina.

7) (47 – TER RN/2005 – FCC) Ao coordenar o trabalho de pintura de um ambiente do tribunal, quando da análise preliminar

do

local

observou-se

marcas

de

sujeira

nas

paredes, além de mofo e algumas bolhas, que em alguns pontos

se

confundiam

com

ondulações

e

imperfeições.

Observou-se ainda que as portas e janelas, assim como o ambiente como um todo não passa por manutenção e pintura há algum tempo. O local, que recebe trânsito intenso, teve sua pintura anterior feita com tinta à base de óleo. As dimensões do local são 20,00 m × 12,00 m e pé direito de 2,70 m. No planejamento do trabalho, antes da iniciar a pintura, deve-se (A) proteger locais com jornais e plásticos e aplicar uma camada de tinta sem diluição para promover a cobertura das imperfeições, ao mesmo tempo que aumentará a resistência da pintura sem que haja necessidade de remoção de mofo e fungos. (B) lixar a superfície após aplicar a primeira demão de tinta e aguardar para que o mofo desapareça; em seguida, aplicar o fundo preparador de parede e a segunda demão de tinta.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (C) definir o número de demãos de seladora e o tempo entre o primeiro e o segundo lixamento a ser realizado, a partir do levantamento preliminar que definirá também, a ordem e a relação de produtos a serem aplicados. (D) limpar a superfície com uma solução de água sanitária diluída em água, realizando o lixamento da superfície a ser pintada, limpando-a a seguir com pano úmido e após, aplicar selador e corrigir as imperfeições. (E) aplicar uma demão de fundo preparador de paredes, após 5 minutos decorridos da remoção das bolhas e manchas com o auxílio

do

picador

e

pano

molhado

com

sabão

neutro,

aguardando 1 hora para aplicar a primeira demão de tinta.

8) (50 – TER SE/2007 – FCC) Na preparação das superfícies de alvenaria aparente ou rebocada para serem pintadas, é INCORRETO afirmar: (A)

escovar

a

superfície

ou

espanar

para

eliminar

completamente o pó. (B) remover as manchas de gordura e óleo com uma solução de detergente e água, depois enxaguar e deixar secar. (C) esperar que a parede seque, havendo umidade. (D) sendo a pintura de latex, acrílico ou similar, não é necessário eliminar eventuais caiações existentes. (E) eliminar o mofo com água sanitária, enxaguar e deixar secar.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 9) (78 – TCE MG/2007 – FCC) Na preparação de superfícies internas, em alvenaria, rebocadas, para receber tinta é INCORRETO (A) escovar ou espanar a superfície. (B) eliminar as manchas de gordura e óleo. (C) manter a caiação existente. (D) aplicar selador nas paredes novas. (E) deixar secar as paredes úmidas.

10) (53 – TRF2/2012 – FCC) Para a instalação de esquadrias, a fixação de marcos em madeira, de portas ou de janelas, pode ser feita com tacos de madeira tratada ou naturalmente resistente à umidade, previamente embutidos na alvenaria. Já para

esquadrias

de

aço,

a

instalação

pode

seguir

procedimentos distintos, tais como: I. quando o quadro da esquadria for composto por chapas dobradas na forma de "U", faz-se o preenchimento da concavidade da chapa com pasta de cimento. II. por meio de grapas (forma de "rabo de andorinha") coladas na alvenaria. III. com espuma de poliuretano, que se expande após aplicação mediante reação com a umidade e o oxigênio do ar. IV. com parafusos e buchas de náilon.

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É correto o que consta em (A) I, II, III e IV. (B) II e IV, apenas. (C) I e II, apenas. (D) I e III, apenas. (E) III e IV, apenas.

11) (34 – Metrô/2009 G07 – FCC) Uma solução utilizada no projeto de esquadrias metálicas é a adoção do sistema unitizado, onde a coluna é dividida em duas partes, formando módulos que apresentam a vantagem de (A) facilitar a entrada de água pelas deformações de perfis decorrentes da pressão exercida pelo vento. (B) possibilitar a usinagem das junções complexas de forma direta e artesanal. (C) ter o vidro colado com silicone estrutural na própria estrutura da esquadria. (D) promover melhor performance nas montagens de vidros simples sobre a de vidros duplos, em qualquer faixa de frequência de ruído.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (E) utilização de fios de polipropileno, garantindo grau de compressão exclusivo na faixa recomendada situada entre 20% e 25% de performance.

12) (39 – PMSP/2008 II – FCC) Considere as figuras.

Representam, respectivamente, esquadrias do tipo (A) de correr, sanfona, guilhotina, maxim-air e pivotante. (B) guilhotina, maxim-air, de correr, pivotante e basculante. (C) de correr, maxim-air, guilhotina, pivotante e basculante. (D) guilhotina, sanfona, de correr, pivotante e basculante. Prof. Marcus V. Campiteli

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 (E) comum, maxim-air, deslizante, de giro e de tombo.

13) (54 – TJ PI/2009 – FCC) Considere. I. Fixação da esquadria no contramarco. II. Arremate da esquadria. III. Pintura final da parede. IV. Chumbamento do contramarco e acabamento da alvenaria. V. Locação do vão da esquadria. VI. Determinação do vão. VII. Preparação e acabamento do vão. VIII. Posicionamento do contramarco no vão. Na instalação de uma esquadria de alumínio, os passos a serem seguidos, respectivamente, são: (A) V, VI, VII, VIII, IV, I, II e III. (B) VI, V, VII, VIII, IV, I, II e III. (C) VI, V, VII, VIII, IV, I, III e II. (D) V, VI, VIII, VII, IV, I, III e II. (E) VI, V, VIII, VII, I, IV, III e II.

14) (34 – TJ SE/2009 – FCC) 34. Nos projetos de arquitetura, a figura abaixo representa caixilho tipo Prof. Marcus V. Campiteli

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(A) guilhotina. (B) correr. (C) abrir − folha simples. (D) basculante. (E) pivotante vertical.

15)

(21



TRE

PB/2007



FCC)

Considere

a

janela

representada abaixo.

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Ela é do tipo (A) guilhotina. (B) projetante. (C) pivotante horizontal. (D) pivotante vertical. (E) correr.

16) (39 - Metrô/2009 G07 – FCC) Considere a figura abaixo.

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Os elementos assinalados por I, II e III, respectivamente, dizem respeito a (A) espigão, tabeira e terça. (B) água furtada, testeira e tesoura. (C) cumeeira, empena e beiral. (D) água, espigão e ripas. (E) oitão, água furtada e madeiramento.

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Engenharia Civil – CEF 2013 Teoria e Questões Profs. Marcus V. Campiteli e Paulo Affonso – Aula 8 6 – GABARITO 1) E

2) C

3) E

4) C

5) C

6) C

7) D

8) D

9) C

10) E

11) C

12) B

13) C

14) E

15) E

16) B

7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - Polito, Giulliano. Principais Sistemas de Pintura e suas Patologias.

UFMG:

2006.

Acessado

em

<

http://www.demc.ufmg.br/tec3/Apostila%20de%20pintura%20-%20Giulliano%20Polito.pdf>.

- Sabbatini, Fernando Henrique [et al.]. Notas de Aula: Aula 14: Pintura. Disponível no sitio , acessado em 01/05/2012. - Yazigi, Walid. Técnica de Edificar. São Paulo. Pini: 2009.

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