A Personagem de Ficção
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Antonio Candido...
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A Personagem de Ficção Antonio Candido, Anatol Rosenfeld, Decio de Almeida Prado e Paulo Emílio Sales S ales Gomes
http://groups.google.com/group/digitalsource
A Personagem de Ficção Debates por ! Guinsburg Consel"o Editorial# Anatol Rosenfeld, Anita $o%ins&', Arac' Amaral, (ons Sc"naiderman, Celso )afer, Gita *! G"in+berg, aroldo de Campos, Rosa *raus+, S-bato .agaldi, /ulmira Ribeiro 0a%ares! Antonio Candido Anatol Rosenfeld Decio de Almeida Prado Paulo Emílio Sales Gomes A Personagem de Ficção 2 a edição
E1uipe de reali+ação# Geraldo Gerson de Sou+a, re%isão2 .o's3s (aumstein, capa e trabal"os t3cnicos! Editora Perspecti%a São Paulo
4
1
Este livro foi digitalizado e distribuído GRATUITAMENTE pela equipe Digital Source co a i!te!"#o de facilitar o acesso ao co!$ecie!to a que !#o pode pagar e tab% proporcio!ar aos Deficie!tes &isuais a oportu!idade de co!$ecere !ovas obras'
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A Personagem de Ficção Debates por ! Guinsburg Consel"o Editorial# Anatol Rosenfeld, Anita $o%ins&', Arac' Amaral, (ons Sc"naiderman, Celso )afer, Gita *! G"in+berg, aroldo de Campos, Rosa *raus+, S-bato .agaldi, /ulmira Ribeiro 0a%ares! Antonio Candido Anatol Rosenfeld Decio de Almeida Prado Paulo Emílio Sales Gomes A Personagem de Ficção 2 a edição
E1uipe de reali+ação# Geraldo Gerson de Sou+a, re%isão2 .o's3s (aumstein, capa e trabal"os t3cnicos! Editora Perspecti%a São Paulo
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Este livro foi digitalizado e distribuído GRATUITAMENTE pela equipe Digital Source co a i!te!"#o de facilitar o acesso ao co!$ecie!to a que !#o pode pagar e tab% proporcio!ar aos Deficie!tes &isuais a oportu!idade de co!$ecere !ovas obras'
PREFÁCIO 5pag! 67
8 li%ro seguinte reprodu+, com o mesmo título, o (oletim n!9 :;< da Faculdade de Filosofia, Ci=ncias e )etras da! >ni%ersidade de São Paulo, publicado em 4?@ma personagem muda não pode permanecer s[+in"a no palco! - no cinema ou romance, a personagem pode permanecer calada durante bastante tempo, por1ue as pala%ras ou imagens do narrador ou da cMmara
narradora
se
encarregam
de
comunicarNnos
os
seus
pensamentos, ou, simplesmente, os seus afa+eres, o seu passeio solit-rio etc! o "omem 3 centro do uni%erso! 8 uso de recursos 3picos o cKro, o palco simultMneo etc!, são recursos 3picos indica 1ue o "omem não se concebe em posição tão eclusi%a!
A !essoa e a !ersonagem
A diferença profunda entre a realidade e as obBectualidades puramente intencionais imagin-rias ou não, de um escrito, 1uadro, foto, apresentação teatral etc! reside no fato de 1ue as ltimas nunca alcançam a determinação completa da primeira! As pessoas reais, assim como
todos
os
apresentandoNse
obBetos
reais,
são
totalmente
determinados
como unidades concretas, integradas de
uma
infinidade de predicados, dos 1uais s[mente alguns podem ser col"idos e retirados por meio de operaçJes cognosciti%as especiais! 0ais operaçJes são sempre finitas, não podendo por isso nunca esgotar a multiplicidade infinita das determinaçJes do ser real, indi%idual, 1ue 3 inef-%el! sso se refere naturalmente em particular a s=res "umanos, s=res psicofísicos, s=res espirituais, 1ue se desen%ol%em e atuam! A nossa %isão da realidade em geral, e em particular dos s=res "umanos indi%iduais, 3 etremamente fragment-ria e limitada! De certa forma, as oraçJes de um teto proBetam um mundo bem mais fragment-rio do 1ue a nossa %isão B- fragment-ria da realidade! >ma epressão nominal como mesa proBeta o obBeto na sua unidade concreta, mas isso apenas ma personagem plana s3ria ou tr-gica
arrisca
tornarNse
aborrecida
(Ob
cit+
.
7.
8 mesmo Forster, no seu li%rin"o despretensioso e agudo, estabelece uma distinção pitoresca entre a personagem de ficção e a pessoa %i%a, de um modo epressi%o e f-cil, 1ue tradu+ rMpidamente a discussão inicial d=ste estudo! V a comparação entre o @omo
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